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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 365

O Banquete, e o Forte Abandonado Destruído

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Capítulo 365 – O Banquete, e o Forte Abandonado Destruído

O restaurante que a Shiruetto-san nos guiou era um lugar de primeira linha, tipo voltado pra nobreza.

Neste mundo não existe código de vestimenta, mas o visual do lugar claramente inibia entrar no modo aventureiro de sempre.

Por ora, voltamos até a mansão da Ilha Draclif, e a Yumina, a Sakura, a Sue trocam pra roupa formal, tirando do [Storage] em cada smartphone, e eu também visto blazer com sapato de couro.

Esse blazer foi baseado no uniforme que eu usava quando vim pro outro mundo, e o Zanakku-san, dono da loja de roupas onde vendi aquilo, fez de novo do zero pra mim.

Costura tosca, segundo palavra do próprio Zanakku-san, mas, sinceramente, ficou quase idêntico ao uniforme original. Só em termos de material, esse aqui deve ter mais durabilidade até.

Mas, colocando gravata depois de tanto tempo, o coração se acalma, hein. Opa, por precaução, vou pendurar só a Brunnhild na cintura, pra autodefesa.

— Nunca tinha visto essa roupa. Fica muito bem em você.

— Rei, chique.

— Como esperado do Touya.

Recebo elogio das minhas noivas. Acho que estão exagerando por favoritismo, mas, por ora, agradeço. Talvez só o Zanakku-san já tenha visto minha aparência de uniforme.

Vendo-me voltando da ilha, a Shiruetto-san abre a boca.

— Roupa diferente, hein. No seu mundo, esse tipo de roupa é usado em lugares públicos?

— Não, bom… onde eu morava, era assim mesmo.

Como explicar que é roupa de outro mundo diferente seria trabalhoso, respondo de forma vaga à Shiruetto-san. Se for estudante, também vestem uniforme em cerimônia formal, então não deve ser totalmente errado.

Quando entramos no restaurante, já formalmente vestidos, um funcionário que reconhece a Shiruetto-san corre até nós.

Aliás, a pantera negra Sheido, que virou fera invocada da Shiruetto-san, também vem firme junto conosco.

Os funcionários, por um instante, ficam surpresos, mas, quando a Shiruetto-san acaricia a cabeça da Sheido e explica que é escolta, ninguém mais fala nada sobre isso. Bom, nós também trouxemos o Kohaku, afinal.

Será que, ou melhor, com certeza esse restaurante é influenciado pela Shiruetto-san?

Se é assim, nem precisava ter trocado de roupa. Bom, também não quero ser deselegante com o convidado, então não foi desperdício.

Parece que a pessoa já está sentada. Somos guiados até o segundo andar do restaurante, e, ao entrar num cômodo mais reservado, ali, numa mesa grande, uma mulher está sentada. Atrás dela, dois golems tipo cavaleiro, prateados, ficam de pé, um de cada lado.

Idade uns quarenta anos. Olhos azuis, usando óculos. Sorriso gentil, mas tem um clima que se parece um pouco com a mãe da Yumina, a Rainha Yueru de Belfast.

Cabelo castanho claro arrumado no alto, preso por algo tipo grampo. Sobre esse cabelo, algo tipo tiara brilha em prateado.

— Sinto muito, Vossa Majestade. Fizemos esperar?

— Não, eu também acabei de chegar agora há pouco. Essas pessoas são?

— Sim. Mochizuki Touya-sama, e as noivas dele.

Depois de trocar breve conversa com a Shiruetto-san, essa mulher se levanta e faz uma pequena reverência.

— Prazer em conhecê-los. Eu sou Marugarita Tuente Sutorein, que governa este Reino de Strain. Queria conversar com você uma vez.

— …Mochizuki Touya. Vossa Majestade já me conhecia?

Também curvo a cabeça pra Rainha Marugarita, perguntando. Será que a Shiruetto-san contou?

— Strain também tem tropa de inteligência. Ultimamente, todo mundo só fala de você. Parou a guerra entre o Reino de Primula e o Sacro Império de Toriharan, derrotou o monstro dourado que apareceu em Eisengard, e até destruiu a arma decisiva antiga chamada Hecatonqueiro. Repeliu o "Coroa" roxo, colocou sob comando o bando de vigilantes "Gato Vermelho", e vive numa ilha onde muitos dragões habitam. E agora, dizem que é grande mago com forte ligação até com o "Gato Preto".

— Tem alguns pontos diferentes, mas…

O Gato Vermelho não tá sob meu comando, e também não moro na ilha do dragão. Bom, tenho mansão como base ali, mas.

— Uma pergunta. Qual é a relação da senhora com a Shiruetto-san?

— Cliente pessoal… digamos assim. De vez em quando, recebo informação que preciso, sem falta. Claro, coisas relacionadas a assuntos internacionais de outros países ela não conta, mas movimento suspeito interno do país, ela conta. Tipo conspiração maligna de grupo rebelde.

Grupo rebelde… hein. Deve ter várias coisas, mas melhor não tocar nisso. Deve dar trabalho. Parece que o Reino de Strain também não é totalmente unido.

Olho de relance pra Yumina. Ela sorri e assente levemente. Ativou o olho mágico, hein. Como visto, não parece pessoa maligna.

Bom, igual aos reis do nosso mundo, mesmo sendo boa pessoa, deve ser gente que não é fácil de lidar. Raposa ou texugo, quem sabe.

— Por ora, vamos sentar e comer. A comida daqui é gostosa, viu.

Guiados por Vossa Majestade a rainha, sentamos. A Sheido, escolta da Shiruetto-san, senta ao lado da cadeira dela também, em posição "senta".

O Kohaku fica sentado, "chokon", no colo da Yumina. Não fica difícil de comer, isso?

Enquanto penso nisso, chega como entrada algo tipo carpaccio. O molho de ervas estimula o apetite.

A carne fatiada fina é macia, e, ao mastigar, o molho e os vegetais bem picados criam harmonia esplêndida. De fato, gostoso. Se a entrada já é assim, dá pra esperar bastante do resto.

Não sei que carne é, mas. Parece bovino. Já que Vossa Majestade também come, não deve ser carne estranha.

— Touya-san, conhece o país chamado "Belfast"?

Diante da fala repentina de Vossa Majestade Rainha de Strain, quase engasgo com o que estava mastigando. Apressado, limpo a boca com o guardanapo e bebo água do copo.

— Parece que conhece mesmo.

— …Conheço. Mas, Vossa Majestade, como conhece o nome "Belfast"?

"Brunhild" ainda entenderia. Já me apresentei assim pra Nia do Gato Vermelho e pro Rei de Primula. Mas o nome "Belfast" não deveria ter contado pra ninguém.

— Nesses últimos meses, em vários lugares dentro do nosso país, foram encontradas várias pessoas de identidade desconhecida. Essas pessoas não falavam a língua comum, e, no início, pareciam ser errantes de terra não civilizada, mas, à medida que aprendiam nossa língua, ficou claro que não era isso. Entre elas, tinha gente que sabia usar magia, e, além disso, cada uma dizia ter vindo de um país chamado "Belfast", "Lodmea", "Regulus", "Felsen".

— Não pode ser…!

Pessoas teletransportadas! Do mundo real pro mundo sombrio, arrastadas pela distorção da barreira do mundo, existem pessoas assim!

— Claro, nunca ouvimos falar desse tipo de país. Perguntando se não era nome de cidade ou capital, elas insistiam que era com certeza nome de país. Ainda mais, olhando o mapa mundial, disseram que era completamente invertido do mapa do mundo delas.

A Shiruetto-san observa enquanto ouço a fala de Vossa Majestade. Já contei à Shiruetto-san que viemos de outro mundo, então não seria estranho se Vossa Majestade já soubesse disso por ela.

Mas, pelo jeito da fala, não parece ter ouvido isso dela.

— De onde vocês vieram?

Vossa Majestade dispara a pergunta que vai direto ao ponto central. O olhar dirigido a nós parecia buscar a verdade.

Bom, não é algo que preciso esconder. Ao contrário, é melhor contar e fazer ela entender a situação atual. Se for representante de um estado, ainda mais motivo.

— …Como percebeu, viemos de um mundo diferente deste. De um mundo vizinho a este, feito gêmeo. Eu, nesse mundo, apesar de jovem, sou rei de um país chamado "Principado de Brunhild". Aliás, a Yumina aqui é minha noiva, e também é a princesa de Belfast que Vossa Majestade mencionou.

Vossa Majestade parece surpresa com minha fala, mas provavelmente não é por sermos gente de outro mundo, e sim por a Yumina ser princesa de Belfast, hein.

A própria Yumina só sorri e assente levemente.

Por ora, vamos deixar ela ouvir o que está ocorrendo atualmente.

Terminando a entrada, vendo a sopa quente sendo trazida, viro-me pra Vossa Majestade.

Ao terminar de comer o prato principal, consegui terminar a explicação de forma geral. Normalmente, pedir pra acreditar seria pedir demais, mas a sucessão de aparições de mutantes, informação de pessoas teletransportadas, e minha própria existência, devem reforçar que isso é fato.

Também mostrei vídeo da paisagem urbana do outro mundo, e combate com Frame Gear.

E, hoje, relatei direitinho a Vossa Majestade sobre o mutante árvore-grande-dourada que experimentamos.

— Já tinha ouvido sobre o colapso de Eisengard, mas não imaginava que algo assim estivesse acontecendo… então aquele fenômeno não era doença?

— Sim. Provavelmente, é esporo mutante… algo tipo semente reagindo com o sentimento negativo do hospedeiro, fazendo a flor desabrochar, tomando controle do cadáver. Já esmaguei a causa raiz disso, então, por ora, deve estar seguro.

Mesmo assim, existe possibilidade de plantar de novo árvore mutante em algum outro lugar, então não posso garantir absolutamente.

— E então… é verdade que este mundo e o de vocês vão se fundir?

— Verdade. Deve continuar tendo pequenos terremotos por um tempo. Junto com isso, existe possibilidade de aumentar ainda mais o número de pessoas teletransportadas. Claro, também deve acontecer o contrário, gente daqui aparecer do outro lado, mas pretendo tratar isso com proteção, o máximo possível.

Exceto quem cometeu crime, claro. Claro que também considero circunstâncias atenuantes, mas, por exemplo, quem cometeu assassinato repetidamente no nosso mundo, não pretendo tratar com cortesia.

— Entendi. Vou proteger com cuidado quem aparecer aqui também.

Fico aliviado com isso. Eventualmente, precisarei mandar de volta pra terra natal direitinho.

— Isso, pretendo comunicar também ao país vizinho, o Sacro Reino. Parece que também tem gente teletransportada lá. O Rei Sagrado também estava preocupado com isso.

Sacro Reino… Sacro Reino de Arento, hein. País que visitei pela primeira vez no mundo sombrio.

Parece que na Capital Sagrada Aren apareceu pessoa teletransportada que sabia usar magia de recuperação, causando certo alvoroço. Não conseguia falar a língua, mas Arento parece ter recebido essa pessoa, que usa magia de recuperação preciosa, como convidada.

Saber usar magia, hmm, talvez seja alguém teletransportado do Reino Mágico de Felsen.

Mas Capital Sagrada Aren, hein. Será que o comerciante Sancho-san que conheci naquela vez tá bem. Aliás, foi naquela capital que também encontrei a Nia e o pessoal do Gato Vermelho.

— Eventualmente, quero fazer uma reunião entre os dois mundos, com representantes deste lado e representantes do nosso mundo. Será que Vossa Majestade participaria?

— Vamos ver… ouvindo o que vocês contaram, parece que Primula, Toriharan, Gardio vão participar, então, junto com nossa Strain, o Sacro Reino aliado Arento, o Reino Marcial de Rāze, o Reino de Panachès, acho que tudo bem.

— Panachès… ah, já encontrei o príncipe de Panachès uma vez. Se não me engano, foi quando o mutante apareceu neste país. …Príncipe de impacto considerável, hein.

Ilustração do capítulo 365

Mestre do "Coroa" azul. Se não me engano, se chamava Roberu.

Príncipe com coroa sobre cabelo loiro liso na altura dos ombros, calça tipo abóbora, meia branca. Impossível não gravar na memória.

Diante da minha fala, Vossa Majestade também sorri com resignação.

— A aparência é de fato aquilo, mas ele é muito competente e cheio de senso de justiça, sabe. Também é noivo da minha sobrinha.

Noivo da sobrinha de Vossa Majestade, esse príncipe… então quer dizer que o Reino de Strain e o Reino de Panachès são parentes entre si.

— O poder do "Coroa" azul, propriedade da família real de Panachès, é bem poderoso, sabe. Já fomos ajudados algumas vezes. Quem tem "Coroa" geralmente não gosta de servir a um país, e a maioria tem paradeiro desconhecido, então, no fim, sempre acabamos pedindo ao Príncipe Roberu.

Aah… entendo mais ou menos. O preto, o vermelho, o roxo, todos têm problema mesmo, né… pensando assim, aquele príncipe é bem competente, hein…

Opa, é verdade.

— Vamos precisar de contato daqui pra frente, então já entrego isso.

Entrego a Vossa Majestade, do [Storage], um smartphone de produção em massa e o manual de instruções. O texto do manual já está direitinho ajustado pro mundo sombrio.

— Isso é?

— Já entreguei pra Shiruetto-san e pro Rei de Primula, mas é artefato mágico pra manter contato. Também tem várias outras funções úteis.

Peço pra Shiruetto-san ligar pra Vossa Majestade e explico a operação básica. Vossa Majestade fica bem surpresa com as funções do smartphone.

O mundo sombrio tem ciência um pouco mais desenvolvida que o mundo real, mas o dispositivo de comunicação ainda é grande, tamanho de micro-ondas pequeno. Ainda por cima, a distância de comunicação não é tão longa assim.

Já nosso smartphone conecta em qualquer lugar do mundo, desde que tenha energia mágica no ar. Talvez não funcione debaixo d'água, mas.

— Esse mapa é bem útil, hein… dá pra ver de relance a paisagem da capital. Ajuda no planejamento urbano, e também é útil pra pensar rota comercial entre cidades.

Vossa Majestade já parece estar pensando em uso prático pro smartphone. Será que quem governa sempre pensa nesse sentido primeiro assim.

— Não dá pra produzir em massa isso?

— Por ora, deixamos só pra representantes de cada estado e altos funcionários. Existe risco de mau uso também. Bom, tenho seguro pra isso também, mas…

Cada smartphone de produção em massa tem número de série, e onde está eu consigo saber pelo meu smartphone. Ainda por cima, tem magia de teletransporte forçado aplicada, então, se precisar, dá pra trazer de volta pra mim. Mesmo tentando desmontar, força mediana não consegue quebrar. Bom, antes de ser destruído, já teletransporta de volta pra mim.

Depois disso, a refeição continua enquanto recebo várias perguntas de Vossa Majestade. Chega uma sobremesa tipo crepe com creme de leite e molho de laranja, e, por fim, chá preto é servido diante de nós. Trabalho bem feito até o fim, sem cortar canto. Como esperado de restaurante que até rainha frequenta, a comida também era de primeira linha. Bem satisfeito.

— Passei um tempo bem proveitoso hoje. Vou voltar logo pra capital e comunicar aos outros países sobre a reunião dos dois mundos.

Ao sair do restaurante, uma carruagem-golem luxuosa e vários cavaleiros de armadura prateada, junto com golem-cavaleiro, já esperavam pra buscar Vossa Majestade.

Carruagem-golem não é tipo carro, é forma de golem com roda puxando uma carroça. Na parte da carroça, tem algo tipo compartimento pra golem-cavaleiro montar.

— Então, até mais.

— Sim. Tenha cuidado.

Vossa Majestade sobe no compartimento da carroça e se afasta de nós.

Consegui criar oportunidade de encontro com os reis deste mundo. Acho que isso é grande avanço. A comida também era gostosa, sem nada a reclamar.

Curvo a cabeça pra Shiruetto-san.

— Muito obrigado. Acho que isso foi mais um passo adiante.

— Pelo que dá pra ver das informações reunidas, é fato que o monstro dourado apareceu em vários lugares do mundo, e vocês são os únicos com meio de combater isso. Pra nós também não é assunto alheio. Bom, dessa vez, também tem um pouco de agradecimento por causa dessa aqui.

Quando agradeço, ela sorri levemente, acariciando a cabeça da Sheido, sentada ao lado. A pantera negra estreita os olhos, satisfeita.

Nos despedimos da Shiruetto-san em frente ao restaurante. Ela parece ocupada com vários assuntos mesmo. Digamos, é tipo dona de grande empresa. Só que o que administra é loja pra adultos.

— Já que viemos até aqui, aproveita e vamos encontrar a Nia e o pessoal também.

O esconderijo do Gato Vermelho, da Nia e o pessoal, também fica aqui, no Reino de Strain. Perto da fronteira com o Sacro Reino de Arento, mas, com [Gate], não importa mesmo.

— Falando de Nia, é a filha do bando de ladrões, né? É minha primeira vez encontrando.

— Bando de vigilantes, viu. Não fala isso na frente dela. Ela fica de mau humor.

Alerto a Sue. Aliás, agora que penso, só a Yumina, a Lu e a Lindsey já tinham encontrado o pessoal do Gato Vermelho. Boa oportunidade, vou apresentar a Sue e a Sakura também. Se disser que a Sue também é noiva, a Nia deve falar alguma coisa de novo, hein…

Por ora, abro [Gate] e teletransporto até o esconderijo do Gato Vermelho.

— Não pode ser…!

Do outro lado do portão de luz, vendo o forte abandonado, base do Gato Vermelho, fico sem palavras.

Originalmente já era forte abandonado, mas, além disso, a muralha estava desmoronada, tudo destruído por toda parte. Cadeira e mesa que eles usavam estão espalhados por todo lugar, e o rádio comunicador que a Esuto-san usava também estava quebrado.

A escada usada pra subir e descer também estava quebrada, feito atingida por canhão.

Isso não é coisa normal. Será que a Nia e o pessoal estão bem?

Tiro o smartphone do bolso, e, apressado, aperto o número da Nia no app "Contatos".


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