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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 366

A Dissolução Temporária, e as Duas de Coroa

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Capítulo 366 – A Dissolução Temporária, e as Duas de Coroa

— Não, que bom que estão bem. Ninguém foi derrotado, né?

— Como se a gente fosse ser derrotado tão fácil assim. Bom, o forte ficou completamente destruído, mas.

Diante da fala da Nia, os membros do Gato Vermelho ao redor riem.

Depois daquilo, liguei imediatamente pra Nia, e o contato foi feito sem dificuldade. Perguntando a localização atual, viemos correndo com [Gate], mas a Nia, junto com a vice-líder Esuto-san, os assistentes próximos Yūri e Yuni, todo mundo estava bem, o que me deixou meio decepcionado de tanto medo que tive. Não, mas fico realmente feliz que estejam bem.

Aqui é uma floresta bem ao norte do forte abandonado da Nia e o pessoal. Árvores densas cobrem os arredores. Deve ser lugar perfeito pra se esconder.

O forte abandonado da Nia e o pessoal foi atacado de repente por vários gigantes, ontem, dizem. Esses gigantes pareciam estar sendo controlados, e quem os liderava também disparou canhão de longe.

— Gigante?

— São Trolls. Aparência feia, força bruta, e alta capacidade de regeneração, mas monstro de inteligência bem baixa, tipo macaco. Não deveria ter aqui por perto… provavelmente, o outro lado tinha domador de monstro.

Quem responde à minha dúvida é a vice-líder Esuto-san.

Troll, hein. Nunca vi, mas será diferente da raça Oga? A pessoa da raça Oga na nossa ordem de cavaleiros é tipo forte de bom coração.

— Troll e Oga são completamente diferentes. Troll é bem maior, e Oga é raça demoníaca, mas Troll é monstro. Isso é desrespeito com a raça Oga.

A Sakura franze levemente a testa e explica. Não, foi mal, mas será que dá pra tratar como se monstro deste mundo e monstro do nosso mundo fossem a mesma coisa.

A Sakura é princesa do Reino Demoníaco de Zenoas, país de raça demoníaca, afinal. Faltou consideração da minha parte.

— Então tinha alguém controlando esse Troll?

— Ah, sem dúvida. Tinha um tipo… com tatuagem pelo corpo todo, será que não era da tribo Jīra?

— Tribo Jīra…

— Tribo minoritária que vive no país gelado Zādonia, ao nordeste daqui. Ouço dizer que têm técnica de controlar monstro, e alguns vivem como mercenário usando esse poder. Originalmente, Troll é monstro de região fria, então essa possibilidade é alta.

Até no mundo sombrio, com ciência mais avançada que o mundo real, existe esse tipo de conjurador suspeito, hein. No mundo real, deveria ter algo assim perto da grande floresta selvagem.

— Mas por que essa tribo atacaria a Nia e o pessoal? Fizeram algo pra gerar rancor?

— Fazemos coisa pra gerar rancor o tempo todo, viu. Provavelmente, deve ter algum nobre do Reino de Strain por trás disso. Deve ter sido pro tesouro que a gente coleta, não? Se destruir sem reportar ao país, tudo fica pra eles mesmos.

A Nia e o pessoal são bando de vigilantes. Principalmente atacam comerciante desonesto e nobre corrupto que enriquece pra si mesmo, roubando bens. Mas, na prática, 70% disso é distribuído pra gente carente e orfanato, então não sobra tanto tesouro assim.

Se investigasse um pouco, daria pra entender, mas parece que fácil pensar que ladrão acumula riqueza, então esse tipo de ataque é frequente.

— Mas que bom que todo mundo conseguiu fugir bem.

— Eu e a Rūju distraíamos eles enquanto a Esuto levava todo mundo. Nocauteamos alguns Trolls e fugimos. Custou um pouco, mas.

A Nia responde isso à fala da Sue, dirigindo o olhar pro golem ao lado dela, corpo vermelho, Rūju.

Coroa vermelho, Bloody Rūju. O preço da habilidade dele é o próprio sangue vivo do contratante. Com esse preço, o Rūju ganha poder destrutivo invencível e força de fogo. Usando esse poder, derrotar Troll não deve ser difícil.

Ou melhor, como conseguiram atacar um "Coroa"…

— Não, tinha bastante quantidade. Só com o Rūju, era desvantagem lidar sozinho. Ainda por cima, sendo dentro da floresta, não dava pra espalhar fogo à vontade.

Parece que só de Troll já tinha seis unidades. Faz sentido ser difícil sem usar o poder do fogo. Também não dá pra continuar pagando o preço do Rūju por tempo longo demais.

— Bom, tipo isso. Como não seria bom desmaiar de perder sangue demais, fugi rápido. O outro lado também parecia ter como objetivo nosso dinheiro reunido, então não perseguiu. Kukuku, infelizmente, nosso tesouro todo tá dentro disso aqui, então o trabalho deles foi em vão.

A Nia sorri maliciosamente e balança levemente na mão o smartphone com o app "Storage". Mesmo os 30% restantes de dinheiro, parece ser valor considerável.

O invasor deve ter ficado frustrado, hein. Talvez o forte tenha sido tão destruído por descontar a raiva.

— Bom, de qualquer forma, que bom que estão bem… o que fazer daqui pra frente? Vão pro esconderijo da capital sagrada?

— Não, parece que aquele foi descoberto pela ordem de cavaleiros da capital sagrada, então decidimos abandonar. Por um tempo, vamos nos esconder separados em pequenos grupos. Só os assistentes diretos da Nia ficaram aqui.

— Contra a vontade, mas por ora vamos nos esconder. Mas um dia, com certeza, vamos nos vingar deles.

Como a Esuto-san diz, o Gato Vermelho tem quase cem pessoas, afinal. Se ficarem todos aglomerados, não conseguem fugir.

Já os membros seguiram pra vários lugares em unidades de dez e poucos, e aqui só tem uns dez e poucos, incluindo a Nia e o pessoal. De fato, com esse número, esconder-se deve ser fácil.

— Vamos ficar todos separados por um tempo, hein. Queria um lugar seguro pra viver.

— É destino de fugitivo procurado. Não tem jeito.

O Yūri e a Yuni, assistentes próximos da Nia, trocam brincadeira com sorriso amargo.

— Se é assim, todo mundo pode vir pra Brunhild. Terra tem de sobra, e trabalho também tem bastante, viu?

Diante da fala da Sue, todo mundo fica boquiaberto por um instante, mas, eventualmente, os olhos da Nia brilham. Uhh. Que coisa desnecessária.

— Essa opção existia! Se formos pro outro mundo, não seremos perseguidos, e é lugar perfeito pra se esconder por um tempo! E, além disso, pela fala do Touya, os dois mundos vão se fundir de qualquer jeito, né? Não tem problema chegar antes, né! Né!

— Não, uhmm…

— Que isso. Aquele do "Preto" também tá no seu país, né? A gente também pode ir, né?

— Não, é que, mesmo que seja bando de vigilante, é meio estranho um rei convidar bando de ladrão pro próprio país… foi isso que pensei…

Entendo que a Nia e o pessoal são vigilantes, não roubam sem discriminação. Mas, em termos de posição…

Enquanto continuo em dúvida, a Yumina, ao lado, puxa minha manga.

— Touya-san. A Nia-san tem o "Coroa" vermelho. Que tal convidá-la, igual à Norun-san, como pessoal de teste do Overgear?

— Hmm. Bom, se for isso, talvez… dê?

A Doutora e a engenheira Elka devem ficar felizes. Falaram que quanto mais dados, melhor.

— Não entendi bem, mas eu também ajudo com isso. E também, no seu país, jamais faço trabalho de vigilante daqui, sabe.

— …Sério mesmo?

— Vigilante não mente. Sem confiança, não dá pra fazer isso. Não trai gratidão.

No olhar direto da Nia, dá pra ver convicção firme. Bom, já levei até a Elka e a Norun, irmãs, então já é tarde demais mesmo, né…

— Entendi. Por ora, transportar todo mundo de uma vez dá trabalho, então vou saltar em várias vezes.

— Não entendi bem, mas conto contigo.

Será que vai dar certo mesmo, hein. Só a vice-líder Esuto-san é confiança.

Se fosse de verdade, melhor que [Espaço Interdimensional], teria como usar o Portal Dimensional da Ilha Draclif, mas aquele conecta com o "Jardim" da Babylon.

Vou pedir pra Doutora instalar um Portal Dimensional na superfície da próxima vez.

Depois de várias vezes de [Espaço Interdimensional], levei todo o Gato Vermelho até Brunhild.

Em vez de ir direto pra cidade, teletransportei num lugar um pouco afastado, porque pensei em mostrar um pouco deste país a eles.

Por precaução, aplico magia de tradução em todo mundo, pra não ter dificuldade com idioma. Escrita, cada um aprende sozinho.

Caminhando pela estrada, entrando na cidade abaixo do castelo, parecem estar surpresos com várias coisas diferentes do próprio mundo.

— Rei, oi!

— Sim, oi. Não vai longe demais, viu.

— Sim!

Crianças cumprimentam e saem correndo. Na mão, seguravam luva e taco de beisebol infantil.

— …Você realmente é rei mesmo, hein.

— Bom, mais ou menos. Deixo quase tudo pra subordinados competentes.

Respondo com sorriso amargo diante da fala da Nia. De um jeito ou de outro, tenho bom pessoal reunido, afinal. Os Quatro Reis Guardiões de Takeda, e todo o pessoal da ordem de cavaleiros também.

— O povo da cidade parece feliz mesmo.

— Vendem vários tipos de coisas, e tem gente de todo tipo.

— Este país fica encaixado entre dois grandes países, Belfast e Regulus, então tem muito trânsito de gente. Vem gente de vários tipos.

Conversando com a Yuni e o Yūri, chegamos na pousada "Lua de Prata". Poderia ter sido no castelo, mas achei que, mesmo sendo vigilante, receber no castelo seria complicado.

— Oh, pousada bem legal, hein.

A Nia murmura vendo a aparência externa do "Lua de Prata". Que bom que gostou. Bom, mesmo que não gostasse, não tem outra pousada nesse país além do "Lua de Prata". Só tem a filial 2 do "Lua de Prata" e a filial 3 recém-criada.

Entrando no local, chamo a Mika-san, dona, no balcão.

— Ora, bem-vindo. Trouxe hóspedes?

— É. No total, 12 pessoas, mas dá pra hospedar? A longo prazo.

— Um quarto pra duas pessoas, tudo bem. Uma caravana acabou de sair hoje de manhã, sabe. Então, assina aqui.

No livro de hospedagem que a Mika-san entrega, cada um do Gato Vermelho assina.

De relance, observando isso, à minha frente, alguém descendo a escada pro segundo andar dá um "geh" de voz incomodada, vendo a gente.

— Por que o Gato Vermelho tá aqui… ah, deve ter sido o Touya que trouxe…

— «Dedução, correta»

— Mestra, ele tá ouvindo, viu…

Sem esconder a expressão incomodada, a Norun e o servo dela, o Coroa preto Nowāru, estavam paradas na escada. A Erufurau-san, golem tipo humanoide na forma de criada, também está junto.

Percebendo a Norun, a Nia puxa conversa.

— Oh, é a "Preta"! Continua pequena como sempre, hein. Também tá hospedada aqui?

— Se não fosse cliente, por que estaria aqui? Continua idiota como sempre?

— Que boquinha suja, essa aí.

— Diferente de alguém, meu cérebro funciona direitinho.

Não fica se encarando, não fica se encarando. Será que essas duas se dão tão mal assim? A Yuni já tinha falado antes que eram rivais ou algo assim.

Pra aliviar o clima, puxo conversa com a Norun.

— Vai sair?

— Vou pra masmorra. Ontem, disseram que apareceu Baicorne na "Amaterasu". Vende caro, né?

Baicorne… ah, cavalo negro de dois chifres. De fato, dizem que o chifre vende caro. A adaga feita com esse chifre tem poder do atributo trevas, dizem.

A Norun mergulha na masmorra com frequência pra ganhar dinheiro. Mas não é diário, parece que é umas uma vez por semana.

— Que rank você chegou?

— Continuo no azul. Sem subir de rank também dá pra ganhar dinheiro.

Basicamente, masmorra não gera muito ponto de subida de rank. Afinal, nem é missão da guilda. É só aventureiro que invade a masmorra por conta própria e vende o material coletado.

Se busca subida de rank, o melhor é cumprir missão formal, mas Brunhild é bem pacífico, e missão de extermínio é rara.

Quando aparece fera mágica poderosa dentro da masmorra, sai missão de extermínio, mas é primeiro-a-chegar. Raramente aparece.

Também tem missão de coleta, tipo "junta esse material", mas isso também não dá muito ponto.

Por isso, Brunhild é lugar difícil pra subir de rank, mas dá pra ganhar dinheiro, pra aventureiro. Claro, também é lugar perfeito pra aprimorar técnica de combate.

Rank azul, num período curto, sem sequer fazer teste de subida de rank, num lugar como esse, é bem impressionante.

Pedem pra que eu explique sobre Guilda de Aventureiros e masmorra pra Nia e o pessoal, então explico resumido.

Aliás, nesse meio tempo, a Norun e o pessoal já foram embora rapidinho. Parece não querer se envolver mesmo.

— Masmorra… ou seja, é labirinto subterrâneo, e dá pra ganhar dinheiro derrotando fera mágica e monstro lá dentro, né?

— Parece interessante! Vamos ganhar dinheiro com isso por um tempo!

— Peraí! Já falei pra Norun também, mas não usem poder de "Coroa" dentro da masmorra!

Se causar desabamento, seria grave. Por precaução, entrego alguns pingentes com habilidade de teletransporte de fuga de emergência, iguais aos que dei à Norun, à Esuto-san.

Depois disso, fazemos refeição leve no "Lua de Prata", e levo o Gato Vermelho até a Guilda de Aventureiros. Fico com certa preocupação, mas, com a Esuto-san junto, deve dar certo. …Quero acreditar.


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