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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 367

A Remoção, e a Libertação

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Capítulo 367 – A Remoção, e a Libertação

Pedi pra Doutora Babylon criar um Portal Dimensional também no jardim do castelo. Com isso, dá pra teletransportar diretamente daqui até a Ilha Draclif, do mundo sombrio, atravessando a fronteira dos mundos.

Aquela ilha tem dragão abundante, então humano dificilmente se aproxima. Originalmente, já é impossível teletransportar sem mim, afinal.

Na hora da reunião entre os dois mundos, primeiro guio até a Ilha Draclif, e depois teletransporto até Brunhild.

Bom, mesmo chamando de reunião, primeiro é só tipo apresentação mútua. Se ficarem amigos entre si, acho que a conversa depois vai bem melhor.

…Talvez seja bom preparar comida de vários países pra recepcionar também.

Penso nisso vendo três meninas comendo com gosto o nabemono à minha frente, e uma pessoa esparramada na grama.

— Toda vez que venho, vocês tão comendo algo, hein…

— É mesmo?

— Esse "nabemono" é bom. Dá pra aproveitar vários sabores.

— Fu fu… o tofu tá quente… mas tá gostoso.

No pavilhão do "Jardim", saboreando com gosto o yosenabe posto num fogão mágico feito especialmente pela Doutora Babylon, estão a Mel, a Nei, a Rise, o trio de espécie dominante Phrase.

Já estão completamente domesticadas com comida, hein…

— Como a Shesuka-san traz comida diferente todo dia, não enjoa.

— Karae também, curry de frango, curry de carne, curry de porco, curry de frutos do mar, macarrão com curry, tem vários tipos, hein.

— Todos gostosos. Outro dia, sete dias foram curry.

Não, não, comida diferente todo dia, digo… no fim, é tudo curry, não é!? Não tá sendo enganada, não?

Pra quem nunca experimentou o que é "comer" na vida, será que mesmo essa diferença já parece uma diferença grande.

— Ei, você não vai comer?

— Sem apetite…

Falo isso com o Ende, esparramado na grama fora do pavilhão. Cheio de arranhões por todo lado, hein. Deve ser reflexo de quão rigoroso é o treino do tio Bury.

Mas, de alguma forma, esse aí, a imagem dele mudou, hein. Ganhou músculo. Antes tinha imagem tipo gato, agora tá mais tipo tigre.

— Se não comer nem um pouco, não vai aguentar o treino, né?

— Se, mesmo comendo, vou acabar vomitando de qualquer jeito, melhor não comer… e, além disso, apesar de não ser tanto quanto a Mel e o pessoal, eu também sou raça capaz de funcionar sem comer tanto assim.

Aliás, ele também é pessoa de outro mundo, né.

Mas o treino do tio Bury é tão pesado assim?

Fico um pouco curioso, uso energia divina e observo o Ende com o "Olho Divino". Algo tipo pó dourado envolvia levemente o Ende. Opa, opa.

— …Fez algo? Por um instante, o olho do Touya ficou dourado, né?

— Dei uma olhada rápida com "Olho Divino". Tem energia divina flutuando ao seu redor. Já começou o processo de virar subordinado divino, isso aí.

— Hã!? Que negócio é esse!?

O Ende se levanta de repente. Sem querer, acabo rindo diante da expressão dele, cheia de ansiedade.

— Fica tranquilo, não tem efeito ruim nenhum. Digamos, você já está sendo reconhecido pelos deuses como pertencente ao tio Bury, deus da guerra. Pode pensar que já está recebendo "proteção do deus da guerra". Sentiu algo diferente comparado a antes?

— Agora que penso… fiquei mais resistente a golpe, talvez?

Achei que isso fosse fruto do treino… mas talvez não esteja totalmente errado.

— Bom, deve ser prova de que tá ganhando força firme aos poucos.

— Toda vez apanho até virar pó do meu mestre, então não tenho muita sensação disso, sabe…

O Ende encara à distância com olhar de peixe morto, dando riso forçado. Será que tá tudo bem mesmo, esse aí.

— Aquele que te machucou, a espécie dominante mutante… gêmeos, né? Contra eles, você já consegue vencer agora?

— Reto e Ruto, hein… vamos ver. Pelo jeito de falar, ainda parecia que tinham mais algum truque escondido. Depois daquilo, como estão os movimentos dos mutantes?

Como assim, "como estão". Aparecem e desaparecem, tanto no mundo sombrio quanto no mundo real, mas surgindo tipo barata.

Recebo relatório de que apareceram algumas unidades de rank inferior, tanto no mundo sombrio quanto no real. Parece que foram derrotados por aventureiro, ordem de cavaleiros, usuário de golem.

Aparecendo com tanta frequência assim, o povo em geral não tem escolha senão acreditar que monstro misterioso apareceu neste mundo. Cada país está lidando direitinho, então parece que não vira pânico.

Claro, isso é só no mundo real. No mundo sombrio, ainda não chegou nesse nível.

Faz sentido. A maioria dos governantes de país ainda nem entendeu o que está acontecendo.

— E Phrase?

— Não aparece nem um só.

Como imaginava, será que todo Phrase já virou mutante?

— Se é assim, será que a Mel já pode sair pra fora sem problema? Segundo a Nei, os mutantes não parecem ter interesse na Mel.

— Hmm… mesmo assim, ainda me preocupa que o paradeiro seja descoberto…

Os Phrase emitem entre si um som especial, inaudível pra humano, pra saber a localização uns dos outros. Como isso atravessa até a fronteira dos mundos, a Mel acabou sendo perseguida pelos Phrase.

Pra disfarçar isso, a Mel usou a estratégia de virar núcleo e reduzir o som, se misturando com batimento cardíaco de outros seres vivos, mas…

Provavelmente, esse tipo de capacidade de detectar o adversário deve estar presente no mutante também.

Se libertar a Mel resultasse em mutante invadindo Brunhild, seria péssimo.

— Esse som de ressonância não dá pra apagar?

— Sendo comparado a humano, é tipo batimento cardíaco, afinal. Falar pra apagar… dá pra diminuir, mas…

O Ende sorri com dificuldade.

De repente, olhando as três espécie dominante saboreando o nabemono, percebo algo.

— A Rise, quando andava junto com você, não teve o paradeiro descoberto pelos Phrase? Ela também deve emitir esse som de ressonância, né?

— No caso da Rise, reduzia a atividade quase até o ponto de voltar pro estado de núcleo, diminuindo o som de ressonância, e cancelava isso com um item que selava meu poder. Mas o som de ressonância da Mel é grande, então eu não consigo cancelar.

Uhmm. Não é tão conveniente assim mesmo, hein.

— Esse campo de força seu, Touya… [Prison], né? Não dá pra expandir isso pro tamanho do país todo?

— [Prison], quanto maior a área, mais fraco fica o efeito. Se expandir tanto assim, não sei se conseguiria bloquear o som de ressonância da Mel.

— Então, se fosse campo de força pequeno? Só envolver o núcleo, e prender só o som de ressonância dentro, não daria pra fazer?

— …………………………………………………..dá.

Aos poucos, o olhar do Ende, diante da minha fala, vai ficando mais severo, e desvio o olhar dele devagar. No destino onde desviei o olhar, as três meninas Phrase param a mão que mexia no nabemono, e me encaram com expressão sem emoção nenhuma.

— Aah… quer sair?

— Se possível.

Mudando completamente de tom, a Mel responde com sorriso radiante.

Bom, faz sentido mesmo, hein~…

Confirmo o núcleo dentro do corpo das três com "Olho Divino". Como pode ter algo perigoso, primeiro decido testar comigo mesmo, e aplico [Prison] reforçado com energia divina no núcleo da Nei, que se ofereceu primeiro.

Sem selar nada além do som emitido pelo núcleo, uma pequena barreira firme em formato de cubo envolve o núcleo da Nei.

— Sumiu…

— Sumiu.

— Sumiu mesmo.

A Mel, a Rise, e o Ende murmuram cada um. Ou melhor, o Ende também consegue ouvir isso, então? Não, talvez eu também consiga ouvir se usar tipo "Ouvido Divino"? "Audição Divina"?

Por ora, parece ter dado certo, então aplico [Prison] igual na Rise e na Mel também.

O som de ressonância da Mel, que me preocupava, parece que não conseguiu romper o [Prison] reforçado com energia divina.

Percebendo o sucesso, a Mel brilha os olhos, juntando as mãos na frente do peito.

— Com isso, nós também podemos descer à superfície junto com o Endemyuon, né!

— Não, do jeito que tá, é impossível.

— Eeeh~…

Não, não, não. Ser vivo tipo vocês não existe na superfície, viu.

Tiro do [Storage] três pingentes em formato de estrela. Aplico [Mirage] neles, dando ilusão de forma humana pra cada uma.

— Ooh! A senhora Mel virou forma humana!

— A Nei também combina bem com cabelo ruivo, viu.

— Assim tá bem?

A Mel se transforma numa garota de cabelo azul-gelo, a Nei numa de cabelo ruivo tipo chama, e a Rise numa de cabelo castanho-avermelhado. A roupa também virou normal, sem nada de estranho. Não importa quem olhe, só parece humano.

— Sendo só ilusão, se tocarem no corpo, tem risco de descobrir, viu.

— Se for isso, tá tranquilo. Não vou deixar ninguém tocar sequer um dedo na senhora Mel.

A Nei fala isso com confiança total, mas, não, não, você também, se tocarem, vão descobrir, viu.

Espécie dominante, no rosto e na mão, parte tem toque parecido com humano, então dá pra tocar sem problema (mesmo com temperatura corporal um pouco mais baixa), mas o ombro, as costas, a perna, continuam sendo corpo cristalino duro, então descobre na hora.

Bom, como a Nei disse, talvez seja difícil até tocar essas três, mas.

— Aliás, isso aqui também.

Tiro do [Storage] dois smartphones de produção em massa e manual, entregando à Nei e à Rise.

— É conveniente pra manter contato, então guardem também. E, nem precisa dizer, mas não saiam deste país, viu? Vai dar problema causar incômodo a outro país.

— Entendido. Prometo.

Quando a Mel responde isso, a Nei e a Rise também assentem firme. Será que tá tudo bem mesmo…

Por precaução, aviso o Ende também.

— Você que precisa assumir responsabilidade direitinho e guiar elas, viu. Alguma confusão leve eu deixo passar, mas, se ficar grave demais, prendo de novo, tá?

— Tá tranquilo. Já prometemos ajudar você, né? Não vou fazer nada que te deixe em apuro.

Será mesmo, hein…

Duvidar não adianta. Por ora, levo os quatro e teletransporto até o castelo.

Enquanto guio pelo interior do castelo, apresento o Ende e o pessoal às pessoas que encontramos dentro do castelo. Por ora, como amigos.

Ou melhor, onde vou fazer esse pessoal morar. Não dá pra colocar no castelo, e, como o confinamento já terminou, também não posso colocar na Babylon.

O "Lua de Prata" também dá problema, hein… vejo claramente vindo confusão com outro hóspede da pousada. Não posso incomodar a Mika-san, dona.

Vou perguntar ao velho Naitō, encarregado da administração de construção daqui, se tem alguma casa vazia. Se não tiver, vou arranjar de algum lugar.

Se for casa individual, não deve gerar tanto problema assim. O Ende e a Rise também já viveram neste mundo, então acho que fica tranquilo.

Entrando em contato com o velho Naitō, ele diz que justamente tem uma casa vazia no lado leste, onde se estende terra agrícola.

Parece que o velho Naitō tinha construído pra chamar um conhecido dele, mas esse conhecido acabou assumindo cargo em Ishen, ficando desnecessária. Parece que tem certa quantidade de mobília, então não deve ter problema pra morar. Se é assim, vamos aproveitar com gratidão.

Ao descer até a cidade abaixo do castelo, a Mel brilha os olhos, apontando em várias direções pra rua animada, pedindo explicação ao Ende. Visto de trás, parecem um casal comum de bom relacionamento.

— A senhora Mel parece feliz.

— Nu, u. De fato, mesmo… mas fico incomodada de quem tá ao lado dela ser justamente aquele ali.

A Nei encara o Ende com olhar de raiva contida, mas parece que não é indelicada o suficiente pra atrapalhar isso.

Mas, talvez chegando ao limite da paciência no momento em que a Mel segurou o braço do Ende, a Nei se aproxima com passo largo por trás dos dois.

— Senhora Mel! Ali também tem algo interessante!

— Hã? Nei?

Com esse mesmo impulso, a Nei puxa a Mel com força, "guiguigui". Ei, ei.

— A Nei também parece feliz.

— Será mesmo?

Diante da fala da Rise, inclino a cabeça. Não entendo bem.

As duas observavam uma barraca vendendo yakitori na rua. A Nei puxa conversa com o senhor assando yakitori diante dela.

— Ei, você. Isso é comida?

— Ah? Ah, sim, isso mesmo, mas…

Assim que o dono da barraca fala isso, a Nei segura vários yakitoris na frente dela e coloca na boca.

— Senhora Mel! Isso é carne! Gostoso!

— Espe, cliente! O dinheiro!

Ignorando o dono gritando, a Nei, mastigando, "mogumogu", segura mais vários yakitoris e entrega à Mel.

Apressado, o Ende tira algumas moedas de prata do bolso da cintura e entrega ao senhor, puxando as duas da barraca sem sequer pegar o troco.

— Isso aqui promete dor de cabeça pro futuro, hein…

Sem querer, escapa da minha boca uma voz com riso amargo. Bom, deixo todo o incômodo trabalhoso pro Ende. Ele que é o responsável pelos Phrase, afinal.

Depois disso, o Ende e a Rise explicam o conceito de dinheiro pras duas. As duas parecem espertas, entendendo rápido, mas ainda deve demorar um tempo até se acostumarem completamente com o mundo humano.


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