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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 369

O Casamento Entre Dois Países, e a Alma Gêmea

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Capítulo 369 – O Casamento Entre Dois Países, e a Alma Gêmea

Já tinha marcado horário com Vossa Majestade a rainha de Strain, então decido conversar um pouco com o Príncipe Herdeiro Rūfeusu antes.

Pra vender, se não conhecer o produto, nem o que poderia vender, não vende, afinal.

Primeiro, tiro foto, e, mais tarde, peço pro escriturário da corte passar a limpo, mas por ora peço pra ele escrever o "tsurigaki", currículo de casamento.

— Algo assim, acho.

— Uhum, uhum. Bom, parece sem problema. Exceto por um ponto.

— Esse ponto, por favor, não toca…

O Príncipe Herdeiro Rūfeusu se envolve numa aura sombria.

O ponto que mencionei é o histórico de noivado cancelado. O outro lado tinha o problema, e isso está devidamente escrito, então não há nada de vergonhoso, mas existe possibilidade de ser interpretado como "não sabe escolher".

Bom, nesse caso, ele só foi imposto pelo Senado, sem culpa nenhuma dele.

De repente, a Princesa Ristis, olhando o currículo que eu segurava por cima do ombro, abre a boca.

— Hn? Irmão, a coluna de hobby e habilidade tá faltando.

— Não, isso é…

— De qualquer forma, vai descobrir quando virarem casal. Melhor escrever direitinho.

Com rosto amargo, o Príncipe Herdeiro Rūfeusu adiciona à coluna de hobby e habilidade: "Máquinas técnico-mágicas em geral, manutenção e ajuste de golem".

— Uau. Gosta de máquina técnico-mágica?

— Mais que gostar. Meu irmão passa dias mexendo no "sumātofon" que ganhou de Vossa Majestade duque, ou ajusta carruagem-golem sempre que tem tempo livre. Se tivesse material, talvez até conseguisse criar golem.

— Nem eu consigo criar G-Cube nem Q-Crystal, viu. Só a engenheira Elka e alguns gênios conseguem fazer isso.

O príncipe herdeiro responde com sorriso amargo à fala da irmã. Sentimento meio complexo ouvir a engenheira Elka sendo chamada de gênio. Deixando personalidade de lado, sem dúvida ela é gênio mesmo. Conversa bastante coisa difícil com nossa Doutora Babylon com frequência, afinal.

Pela fala da irmã, ele parece ser bem técnico mesmo.

— Não acho que seja hobby pra esconder assim.

— Concordo, eu também acho.

A Lindsey e a Hilda se entreolham, inclinando a cabeça. Diante disso, o Príncipe Herdeiro Rūfeusu de novo desvia o olhar, envolto em aura sombria.

— Antigamente, fui insultado, "alguém que vai virar imperador imitar coisa de gente comum é vergonhoso. O cheiro de sujeira e óleo de mexer em máquina gruda, para de fazer coisa inútil dessas imediatamente"…

Aah… da tal ex-noiva de meia-idade. Faz sentido virar trauma mesmo. Será que a personalidade meio negativa dele veio daí.

Tem caso tipo o mago-rei de Eisengard também, então não acho que seja algo tão condenável assim. Bom, aquele velho era praga mesmo.

Talvez lembrando do passado, Sua Alteza o príncipe herdeiro fica deprimido, sombrio. Os óculos também parecem escorregar um pouco.

Ah.

— É verdade. Tem uma coisa que gostaria que Vossa Alteza o príncipe herdeiro visse. Se gosta de máquina técnico-mágica, acho que vai ficar contente.

— Hã?

Levo todo mundo até o pátio interno do castelo de Toriharan, e ali tiro do [Storage] um carro mágico.

É a versão ainda mais aprimorada do que já vendi antes aos reis do mundo real, imitação do Fiat 3.5 (3 1/2) HP.

— Chama-se carro mágico. Carruagem que se move sem golem, viu.

No mundo real, o meio de transporte principal é a carruagem, mas, neste mundo, além da carruagem, também existe a carruagem-golem.

Isso é uma wagon puxada por golem multi-perna ou golem de esteira em vez de cavalo, capaz de transportar muita gente. Claro, também tem versão pequena, pra duas pessoas.

A ciência deste mundo se desenvolveu basicamente com base em golem, então muita coisa não funciona sem golem. Até barco usa peça de golem.

Mas o carro mágico, embora use líquido de éter como combustível, no mais, é feito basicamente com tecnologia técnico-mágica comum deste mundo, sem precisar de golem.

Entro no carro mágico e dirijo levemente na frente de todo mundo, voltando, e, como imaginava, quem se interessa primeiro é o Príncipe Herdeiro Rūfeusu.

— Isso é incrível! O motor é motor mágico… não, diferente do motor mágico comum. Mesmo sendo tão pequeno, conseguir essa velocidade…! Se aumentar um pouco o corpo, talvez consiga colocar motor mágico feito da Barekken. Mas, se fizer isso, fica mais pesado e a performance cai? Pra transmitir potência sem desperdício, o eixo central deveria…

Olhando de cima e de baixo o carro mágico, o príncipe herdeiro murmura sem parar. Vendo essa figura, fico impressionado que ele tem algo em comum com os anões obcecados em máquina técnico-mágica.

— Se quiser, dou de presente, viu.

— Sério mesmo!?

— No nosso mundo também, cada país está tentando criar novo carro mágico baseado nesse aqui. Já deve estar surgindo novo conceito na cabeça de Vossa Alteza o príncipe herdeiro também, né?

— Sim. Cheio de vontade de tentar melhorar. Isso é interessante. Faz tempo que não fico tão animado assim.

Entendo mais ou menos. Eu também, quando ganhei meu primeiro carro de brinquedo de infância, trocava várias peças, furava pra reduzir peso, várias modificações.

Por precaução, entrego ao príncipe herdeiro manual com desenho técnico, forma de uso, ponto de atenção pra manutenção. Quem escreveu foi a Doutora e a Rozetta. Deve ser problemático se desmontar e não conseguir montar de volta.

Claro, também incluo algumas garrafas de líquido de éter de brinde.

Depois de agradecer bastante, Sua Alteza o príncipe herdeiro, animado, entra no carro mágico e sai correndo em direção à oficina de golem perto do estábulo.

— Do jeito que tá, deve ficar trancado dias sem sair. Uhmm… será que fazer ele reescrever o currículo foi erro afinal?

A irmã, Princesa Ristis, cruza os braços e solta suspiro.

Bom, acho muito melhor que ele ficando deprimido e sombrio, mas depende de como o outro lado pensa mesmo. Só resta torcer pra que seja pessoa que aceite isso como hobby.

Briga entre casal por causa de hobby é coisa que se ouve com frequência mesmo… acho melhor que esconder.

— De qualquer forma, vamos levar essa proposta de casamento pro Reino de Strain. Vou tentar atender às expectativas o máximo possível. Mesmo que recusem, vou pelo menos perguntar o motivo.

— Conto contigo… não, conto com você.

Despedindo da Princesa Ristis, levando o currículo devidamente passado a limpo e a foto, saltamos com [Gate] até o Reino de Strain.

A capital do Reino de Strain, Shitoronia, era cidade com paisagem urbana bem parecida com a capital de Belfast.

Sente-se animação e vitalidade que não fica atrás nem da Capital Sagrada Aren do vizinho Sacro Reino de Arento. Na rua, muita gente e golem seguindo atrás transbordam, criando movimento animado e barulhento.

— Capital bem legal, hein.

A Hilda solta esse comentário, olhando ao redor com curiosidade e diversão pela cidade. A Lindsey, andando ao lado, também observava com estranheza os golems transbordando pela cidade.

Levando as duas, vamos em direção ao castelo branco puro visível à frente. Castelo bonito, com telhado vermelho vívido contra o azul do céu.

Dizendo o nome ao guarda no portão na ponte na frente do portão do castelo, somos guiados respeitosamente pra dentro. Parece que já tinha aviso de Vossa Majestade a rainha.

Eventualmente, esperando na sala de visitas grande do castelo, guiados, Vossa Majestade a Rainha Marugarita do Reino de Strain chega, acompanhada de algumas criadas e cavaleiros.

— Bem-vindo, Vossa Majestade duque. Nos encontramos de novo.

— Sinto muito por incomodar. Peço desculpas por essa visita repentina.

Não imaginava que nos encontraríamos de novo assim, tão pouco tempo depois daquele encontro no restaurante. Achei que só nos veríamos de novo na reunião entre os dois mundos.

— Essas senhoritas são?

— São minhas noivas, chamadas Lindsey e Hilda. A Lindsey é maga que domina até magia antiga, e a Hilda também é princesa do Reino de Cavaleiros.

— Ora, ora, então não eram só as três de outro dia.

Vossa Majestade a rainha faz expressão entre surpresa e resignada. Na vez do jantar anterior, tinha a Yumina, a Sakura, a Sue. Parece surpresa com mais duas… são nove no total. Sinto muito.

Aliás, não sei bem como funciona o conceito de casamento no mundo sombrio. Será que mesmo realeza não costuma ter várias esposas?

Curioso, pergunto, e não parece ser o caso. Igual ao mundo real, entre nobre e realeza, é comum ter várias esposas ou concubinas.

O Reino de Strain, o rei anterior tinha se casado com duas esposas, mas ambas tiveram meninas, e a filha mais velha é a atual Rainha de Strain, parece.

Entre Vossa Majestade a rainha e o marido, filho de família ducal, nasceram irmão e irmã, mas o marido faleceu há alguns anos. A irmã mais velha nascida é a Princesa Berurietta.

Justamente chegando nesse assunto, decido trazer à tona o pedido que recebi do Sacro Império de Toriharan.

— Então o Imperador de Toriharan disse isso… é proposta generosa, mas…

Vossa Majestade a rainha franze levemente a testa, adicionando voz de pesar.

Os presentes ao redor também faziam expressão meio ambígua. Ah, não parece reação tão boa assim. Depois de tanto trabalho pra fazer o Príncipe Herdeiro Rūfeusu escrever o currículo, que pena.

— Uhmm, a Princesa Berurietta tem alguém no coração? Ou fica preocupada em casar com Toriharan?

— Não, não é isso. Ao contrário, me sinto meio mal pelo Príncipe Herdeiro Rūfeusu de Toriharan.

Vossa Majestade a rainha responde com sorriso levemente amargo.

— A Beru… Berurietta é, como dizer, um pouco peculiar… desde pequena, tinha interesse em golem e coisas assim, aprendeu tecnologia na área técnico-mágica.

Oro? Isso é… ao contrário, não seria perfeito?

— Talvez tenha puxado a mim, mas essa criança, quando fica obcecada, fica no estado de só enxergar aquilo à frente, sem ver mais nada. Já teve algumas propostas de casamento, mas ela sempre rejeitava dizendo secamente "se tiver tempo pra fazer filho, prefiro fazer motor mágico".

Uhmm. Antes de casamento, primeiro precisa virar interessante pra ela, senão não adianta conversa nenhuma.

Bom, tenho algumas iscas pra pescar esse tipo de pessoa. Será que dá pra usar a mesma tática do príncipe herdeiro?

— Por ora, dá pra encontrar a Princesa Berurietta? Quero conversar com ela, e também tenho um presente.

— Sem problema. Ela sempre está na oficina pessoal dentro do castelo, então vou mandar chamar.

Enquanto uma das criadas vai chamar a Princesa Berurietta, conversamos sobre pessoas teletransportadas pela dimensão.

Pessoas protegidas em Strain são oito no total. Dessas, três parecem não desejar voltar pro país de origem. As cinco restantes desejam voltar pra terra natal, então decido levar todas juntas depois.

Vossa Majestade a Rainha Marugarita parece ter interesse em magia, fazendo várias perguntas à Lindsey.

— Então, se tiver essa aptidão, mesmo pessoa deste mundo consegue usar magia, né?

— Sim. Comparado ao nosso mundo, energia mágica é mais escassa, então algo bem forte precisaria de talento considerável, mas… não é que não dá pra usar. Acho que dá pra usar num nível bem eficaz.

— Então, essa aptidão, como faz pra…

Interrompendo a fala de Vossa Majestade a rainha, a porta da sala de visitas se abre, e uma mulher entra correndo, "batendo entrada".

Cabelo castanho claro arrumado no alto, igual à Rainha Marugarita, mas, talvez de tanto correr, desarrumado em vários lugares.

Ouvi que tinha 20 anos, mas, com óculos de aro preto meio desajeitado e rosto infantil, parecia ter a mesma idade que eu. Essa deve ser a Princesa Berurietta.

Roupa também tipo macacão, igual o que a Rozetta da Babylon usa, sem nenhum charme. A luva de couro manchada de óleo destaca ainda mais o ar técnico. Vendo essa pessoa, quase ninguém imaginaria que é princesa de um estado.

— Beru… Berurietta. O que é essa aparência? Não pedi pra trocar de roupa antes?

— Mãe, guarda o sermão pra depois! Mais que isso, esse aí é Vossa Majestade duque que deu o tal "sumātofon"!?

Ignorando a mãe fazendo rosto sério, dirige o olhar brilhante insistente pra mim.

— Prazer em conhecê-la. Princesa Berurietta. Sou Mochizuki Touya, do Principado de Brunhild,

— Me dá "sumātofon" pra mim também! Aquilo é incrível! É revolucionário! Se está produzindo em massa, não é item escavado de era antiga tipo máquina antiga, né! Que tecnologia usaram pra deixar tão pequeno assim!? Deve ser usando técnica de magia antiga também,

— Espera, espera, espera! Perto, perto, perto demais!

Estendo a mão pra frente da Princesa Berurietta, que se aproxima avançando, "zunzun", bloqueando o avanço dela.

A Hilda se coloca entre mim e a Princesa Berurietta, encarando firme, e ela finalmente para.

— Sinto muito, mas quem fez aquilo não fui eu. É técnica de gente do meu país. Então não consigo responder à sua pergunta. Foi mal.

— …É mesmo? Que pena, achei que ia ouvir conversa interessante.

Feito o entusiasmo esfriando de repente, a tensão cai, e a Princesa Berurietta senta abruptamente num sofá próximo, soltando suspiro. Que queda brusca demais, francamente.

— Sinto muito, Vossa Majestade duque. Minha filha, que coisa deselegante…

— Não, sem problema. Fiquei um pouco surpreso. A Princesa Berurietta parece ter interesse em tecnologia técnico-mágica, hein. Se é assim, tenho um presente que acho que vai deixá-la contente.

— Presente!? N, não me diga, será "sumātofon"!?

— …Não é.

Levando de novo a decepcionada Princesa Berurietta e Vossa Majestade a rainha e o pessoal, decidimos usar emprestado o pátio interno. Não dá pra tirar do [Storage] dentro do quarto, né.

— Incrível! Sério que posso ganhar isso!?

Já mexendo no carro mágico, a Princesa Berurietta abre um sorriso feliz ao ouvir minha fala.

— É sério mesmo?

— Sem problema. Já dei também ao príncipe herdeiro de Toriharan. Na verdade, Vossa Alteza o príncipe herdeiro também parece gostar de mexer em máquina técnico-mágica. Acho que devem se dar bem, a Princesa Berurietta e ele.

— Ora, que interessante!

Diante da conversa entre mim e Vossa Majestade a rainha, a Princesa Berurietta fica boquiaberta, ao ouvir o próprio nome mencionado.

— Do que estão falando?

Como não seria bom deixar só ela de fora, explico a situação. Conto sobre a proposta de casamento com o príncipe herdeiro de Toriharan, e que o outro lado também tem interesse em técnica técnico-mágica, entregando o currículo e a foto à princesa.

— Hmm… bom, a aparência não é ruim…

A Princesa Berurietta murmura olhando a foto do príncipe herdeiro. Parece que não vai ser recusa imediata mesmo. Talvez, por ser pessoa do mesmo hobby, tenha despertado certo interesse.

— Por ora, que tal encontrar e conversar? Sua Alteza o príncipe herdeiro também parecia estar animado, tentando melhorar o carro mágico, então acho que devem conseguir ter conversa interessante.

— É, é verdade… bom, encontrar, tudo bem…

Respondendo com voz baixa, um pouco corada, a Princesa Berurietta, e diante disso, todo mundo ao redor, incluindo Vossa Majestade a rainha, os cavaleiros, as criadas, começam a se agitar.

— A Berurietta-sama…!

— A Berurietta-sama, que sempre se tranca na oficina…!

— A Berurietta-sama, que nunca demonstrou interesse nenhum em moda ou homem…!

— Que barulho, francamente! Já chega!

Gritando de volta com rosto completamente vermelho, a Princesa Berurietta pula no carro mágico e se vai feito vento, princesa reclusa. Que habilidade boa de dirigir, hein.

— Não imaginava que ela faria essa cara… isso dá pra ter certa esperança. Vossa Majestade duque, conto com o casamento com Toriharan. Talvez seja a última chance dessa criança.

— Não acho que seja isso, mas… por ora, vou criar oportunidade pros dois se encontrarem. Entro em contato depois.

Impressão bem boa, hein. Que bom que parece que vai dar certo de algum jeito.

Ambos com o mesmo hobby, a conversa deve fluir bem, né.

…Mas, nesse momento, eu tinha esquecido completamente que justamente por ter o mesmo hobby é que certas coisas poderiam acontecer.


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