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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 370

O Encontro Arranjado, e o Confronto

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Capítulo 370 – O Encontro Arranjado, e o Confronto

No mundo sombrio, a Ilha Draclif serve como nossa base provisória.

Ali vivem incontáveis dragões liderados pelo dragão prateado Byakugin, e não permitem que humanos desembarquem.

Se navio se aproximar, dragão ancião capaz de entender língua humana avisa, e, se não obedecerem, expulsa.

Já pedi pra não matar demais, mas isso não é regra absoluta. Se a vida do dragão estiver em perigo, permiti ataque pra defesa da ilha ou de si mesmo.

Essa Ilha Draclif fica bem no centro do mar interior cercado pelos países Toriharan, Strain, Jemu e Arento, no mundo sombrio.

Ilustração do capítulo 370

Achando que não seria ruim como local pro encontro arranjado entre o príncipe herdeiro de Toriharan e a princesa de Strain, decidi o local aqui.

No dia marcado, de Toriharan vieram o imperador e o príncipe herdeiro, de Strain vieram a rainha e a princesa, cada um acompanhado de alguns cavaleiros de escolta, encontrando-se na mansão desta ilha onde dragões voam.

O lado do Príncipe Herdeiro Rūfeusu tinha só impressão de estar mais formal que o normal, mas a Princesa Berurietta mudou bastante da aparência de óculos de aro preto e macacão de quando a encontrei pela primeira vez.

Vestindo vestido com brilho discreto, o cabelo castanho claro que estava preso no alto agora está solto, com tiara na cabeça, maquiagem leve e óculos elegantes decorando aquele rosto infantil de sempre. Mulher se transforma mesmo, hein…

De qualquer forma, depois de saudação simples e apresentação mútua, o encontro arranjado começa num cômodo da mansão.

Eu, mais que mediador dos dois… ou melhor, dos dois países, também sou de fora, então tento não interferir muito na conversa que se desenrola amigável. Além disso, também não conheço tão bem assim o contexto interno desses países.

Mesmo assim, quem fala mais é justamente Sua Majestade o Imperador de Toriharan e Vossa Majestade a Rainha Marugarita; até eu percebo que os próprios interessados ainda estão meio tensos.

— No jardim desta mansão, florescem plantas bonitas, e dá pra ver a ilha inteira. Que tal os dois passearem um pouco sozinhos?

— Hã? Ah, sim, se a Princesa Berurietta não se importar…

— É, hmm, eu não me importo. En, então, vamos.

Enrubescendo timidamente um pro outro, cada um leva um cavaleiro de escolta e sai pro jardim.

Por precaução, pra caso aconteça algo, peço pro Kōgyoku vigiar de cima.

— O primeiro impacto não parece tão ruim assim, hein.

— Sim. Clima até que bom.

Tanto Sua Majestade o imperador quanto Vossa Majestade a rainha, mais que como topo de estado, parecem mostrar expressão de alívio na posição de pai/mãe.

Mas, sendo o topo de cada estado, esta também é oportunidade rara de conversa entre líderes. Antes que os dois voltem, começam vários planos e discussões, e os dois pais mergulham completamente em modo de trabalho.

Como não seria bom interferir demais nisso, deixando os dois monarcas com o Byakugin em traje de mordomo e as três irmãs golem, Ruby, Safa, Emera, saio pro jardim também.

Claro, não pretendo atrapalhar os dois durante o encontro arranjado. Só pensei em espiar um pouco a situação. Só um pouco, viu.

Sincronizando com a visão do Kōgyoku, pousado no galho de uma árvore, dá pra ver os dois caminhando pelo jardim mantendo distância delicada.

Como esperado, ainda não relaxaram. Cada um parecia tentar puxar assunto, mas sem conseguir pegar o gancho. Já que têm tema em comum, por que não usam isso, hein.

— Nenhum dos dois parece acostumado com esse tipo de situação, hein…

De um lado, homem preso por noiva de meia-idade, sem liberdade. Do outro, mulher sem interesse mundano, reclusa na oficina. Chegando nisso, será que esses dois realmente são realeza mesmo? Dá vontade de duvidar.

— Que tal o Touya-kun dar uma ajudinha?

— Uhmm, não é meter o nariz demais?

— Mas, do jeito que tá, provavelmente vira só casal formal e distante depois de casar, sabia?

— De fato, sinto isso também, mas… uwaah!?

Grito sem querer, olhando duas vezes pra irmã Karen, que estava parada ao meu lado sem eu perceber.

— Por isso, não se aproxima matando a presença assim! Faz mal pro coração! Ou melhor, por que tá aqui, afinal!?

— O sensor de irmã mais velha captou. Dessa vez, era gente com pouca relação com o Touya-kun, então a sensibilidade ficou meio fraca.

A deusa do amor faz cara de "que pena", tipo perdi algo. Vontade de que esse sensor quebrasse de vez.

— Mas acho mesmo que devia dar uma ajudinha. Olha, aos poucos, tá diminuindo a fala, e o clima tá ficando desconfortável, viu?

Ah, verdade mesmo. Uhmm, sinto que fui meio manipulado, mas vou lá dar uma olhada.

Tiro do [Storage] um carro mágico e ligo o motor mágico. Esperta, a irmã Karen já entra no banco do passageiro. …Bom, tanto faz.

Emitindo som baixo de motor mágico, em vez de som de motor, dirijo devagar até onde os dois estão.

— Ah!?

— Vossa Majestade duque, isso é…!

Mais que minha chegada, ou a irmã Karen sentada ao lado, os dois primeiro ficam com o olhar fixo no carro mágico que estamos.

O carro mágico que dei de presente aos dois foi baseado no Fiat 3.5 (3 1/2) HP, mas o carro mágico que estamos agora foi baseado num carro chamado Renault Tipo K.

Carro que venceu a corrida entre cidades Paris-Viena, realizada em 1902 pela empresa francesa Renault. O original tinha performance máxima de 125 km/h, mas esse aqui não sai tanta velocidade assim. É só baseado nisso mesmo, o conteúdo interno é totalmente diferente.

Mas, dependendo de como for feito, dá pra correr muito mais rápido que isso. Só que impedi de fazer isso, porque a carroceria talvez não aguente.

Paramos o carro mágico diante dos dois (precisamente, quatro, incluindo os cavaleiros de escolta), e, assim que descemos, os dois se aproximam correndo.

— Esse é carro mágico diferente do outro dia!

— Sinto muito, po, posso dar uma olhada por dentro?

Assentindo diante da fala da Princesa Berurietta, abro o capô do Tipo K.

Como se competindo, os dois espiam por dentro, olhos brilhando.

— Tem três linhas de éter gravadas. E esse motor mágico… nunca vi.

— Não seria daquele usado na carruagem-golem do Império de Gardio? Produzido pela Guritten?

— Não. Aquele é bem maior, e não é feito com precisão tão delicada assim.

— Se é assim…

Os dois começam a conversar de repente sobre vários assuntos, e os dois cavaleiros de escolta observam boquiabertos.

Motor mágico é, digamos, motor movido a energia mágica, mas energia mágica de humano comum jamais consegue mover isso. Só se torna motor de verdade transmitindo a energia mágica de um golem equipado com G-Cube.

Usando líquido de éter em vez desse G-Cube, o carro mágico se move transmitindo energia mágica amplificada pro motor mágico.

Claro, dependendo do motor mágico, surge diferença de durabilidade, qualidade, potência, consumo de líquido de éter. Parece que justamente isso é interessante.

— Isso é motor mágico novo, feito no nosso mundo. Atualmente, no mundo real, vários países estão criando carro mágico novo um atrás do outro.

Quem fez esse Tipo K nas horas vagas foi a Rozetta. Se deixasse pra Doutora Babylon ou pra engenheira Elka, achei que ia sair algo absurdo demais, então preferi evitar.

Além disso, os anões e o mago técnico do Reino de Felsen também estão criando carros mágicos próprios. Usando palavra da Doutora, tem performance e formato bem únicos, "interessante".

— Estou pensando em, algum dia, reunir carros mágicos de vários países e fazer uma corrida. Por ora, ainda estamos no estágio de teste. Em breve, pretendo testar rodando vários carros mágicos numa pista feita experimentalmente.

Por precaução, preciso estabelecer certas regras, senão vira problema. Também tem padrão de segurança pra correr.

Só que essa corrida também é teste pra ver que tipo de carro mágico, em que tipo de pista, vai gerar que tipo de resultado, então pretendo tomar certos riscos também.

Com magia, dá pra reduzir certo grau de perigo, e também dá pra criar pista interessante com isso.

Dá até pra criar painel que, se pisar, reduz velocidade por 10 segundos, ou túnel que, ao contrário, aumenta velocidade.

Também já preparei banco aplicado com [Teleporte] via [Encantamento]. Se receber impacto forte demais, teletransporta o motorista pra lugar seguro num instante. Isso também é usado em Frame Gear, deve ser mais conveniente que airbag.

— Vocês dois não gostariam de participar dessa corrida de teste? Acho que vai ser interessante.

— Vou! Vou participar!

— Claro que sim! Coisa tão interessante assim!

Interrompendo minha fala, os dois se manifestam pra participar, empolgados demais. Empolgação excessiva, francamente.

Como já queriam saber a estrutura do Tipo K rapidamente, tiro o desenho técnico que a Rozetta fez e entrego. Se fosse Doutora ou eu, com [Analyze] resolveria num instante.

Bom, deixando a Doutora de lado, eu, mesmo reconhecendo a estrutura, não entendo nada.

— Entendi… existe esse tipo de método também, hein…

— Mas, assim, se liberar energia mágica de repente…

— Pra isso, essa peça…

— Se é assim, cortando aqui…

Deixando o homem e a mulher, já completamente imersos no próprio mundo olhando o desenho, viramos as costas.

— Com isso, de algum jeito, já conseguem conversar normal, né?

— Isso ainda é só o começo, viu. Precisam começar a se perceber mutuamente, e querer conhecer um ao outro. O que esses dois ainda querem conhecer é o carro mágico mesmo.

Bom, verdade. Espero que, através disso, eventualmente consigam se perceber mutuamente. Bom, isso depende dos próprios interessados, e também tem timing envolvido. Ou melhor, não tenho moral pra falar isso com ares de sabichão.

Voltando à mansão, Sua Majestade o imperador e Vossa Majestade a rainha estavam relaxados, conversando sobre trivialidades.

— Ora, Touya-dono. Como estavam os dois?

— Conversavam bem amigáveis. Acho que ficou bom clima.

— Ora, ora. Que bom, que bom.

Os dois monarcas se entreolham, mostrando expressão de alegria. Faz sentido, como pais, estavam preocupados mesmo.

Apresento a irmã Karen aos dois, e também nós bebemos o chá preto preparado pelo Byakugin, conversando um pouco sobre a reunião entre os dois mundos.

Diante do convite do Reino de Strain, o Sacro Reino de Arento prometeu participar, mas o Reino Marcial de Rāze parece ainda ter certa hesitação.

Como motivo, o Reino Marcial de Rāze ainda não sofreu dano de mutante, nem apareceu pessoa teletransportada do nosso mundo, então não conseguem acreditar direito na história de outro mundo.

Mas não dá pra esperar até esse país sofrer dano, então precisamos fazer algo pra que escutem a conversa desse lado.

— Bom, com aquele país, não precisa se preocupar. Se Touya-dono mostrar um pouco de habilidade, logo vão acreditar.

— Como assim?

— Como diz "reino marcial", o povo daquele país tem costume de valorizar força individual. Se enfrentar direito, cara a cara, e mostrar habilidade, pelo menos escutam a conversa.

Uhmm, será que é país cheio de gente que só pensa com músculo. Sinto que, se jogar até o tio Bury, deus da guerra, lá dentro, resolveria fácil o problema…

— Mais ou menos sei o que o Touya-kun tá pensando, mas acho melhor não fazer isso, vai dar trabalho.

— Ah, acertou?

A irmã Karen percebeu. De fato, deve virar algo absurdo mesmo.

Do lado do Reino de Panachès, parece que aquele príncipe de calça abóbora deu aval. Parece que fica espalhando por aí que somos amigos, mas não me lembro de ter virado amigo dele. Conhecido, conhecido.

Por ora, vamos avançar em direção a convidar cinco países do mundo sombrio pra reunião entre os dois mundos: Toriharan, Primula, Arento, Panachès, e, se der certo, Rāze.

Enquanto tentamos ajustar o cronograma aproximado, chega telepatia do Kōgyoku.

《Senhor, parece que surgiu um pequeno problema.》

《O que houve?》

《Parece que aqueles dois começaram uma discussão.》

— Hã!?

— Aconteceu algo?

Vendo-me soltando exclamação sem querer, Vossa Majestade a rainha inclina a cabeça.

— Ah, sinto muito. Chegou uma mensagem, vou me ausentar um pouco.

Tirando o smartphone do bolso, fazendo cara de riso amargo, saio pro jardim atuando, "alô, sou eu. Ah, sobre isso…". Chegando num ponto invisível dos dois monarcas, teletransporto num instante até onde está o Kōgyoku com [Teleporte].

— Por isso! Primeiro precisa reforçar o motor mágico, senão nem adianta conversar! E aí sim pensar no corpo que aproveita isso!

— Primeiro tem que pensar no equilíbrio da carroceria! Se ignorar segurança, não adianta nada!

— Não ignoro nada disso! Só que priorizar só robustez, pra quê? Melhor especializar do que fazer equilibrado, sem dúvida!

— Esse jeito de construir sobrecarrega o motorista! Com certeza vai gerar problema! Pessoa não é máquina!

Os dois se encaram, gritando um com o outro, discutindo acaloradamente. Atrás deles, os cavaleiros de escolta ficam desesperados, sem saber o que fazer.

Parece que surgiu diferença de opinião entre os dois quanto à filosofia de construir carro mágico.

— Vamos, vamos, se acalmem os dois…

Tento falar pra acalmar os dois se encarando, mas o olhar afiado se vira pra mim. Que isso, dá medo.

— Vossa Majestade duque, o que acha!? Não acha que, aumentando a performance do motor mágico e a qualidade de cada peça, expande a possibilidade geral!? Senão, não há desenvolvimento pro carro mágico!

— Se não é operável por qualquer pessoa, essa performance alta não serve de nada, né!? Corpo mais fácil de manusear aumenta durabilidade, e gera versatilidade pra superar qualquer situação, acho eu!

— Sinto muito, não entendo bem…

Não fui eu quem construiu, francamente…

— Entendido! Chegando nesse ponto, vou provar isso na corrida de teste! Não vou perder pro carro mágico do senhor Rūfeusu!

— Aceito o desafio! Vou provar que velocidade não é único fator decisivo numa corrida!

Não, não, espera. A pista ainda nem está totalmente pronta, e vocês decidiram por conta própria, francamente. E não é só vocês dois que vão correr.

Boa intenção saindo pela culatra, francamente!

— Okay! Confronto direto, com força total dos dois, honesto e leal!

— Ei, espera aí! O que tá incentivando, hein! Irmã!

De repente, sem eu perceber quando, aparece atrás de nós, com dois polegares pra cima, a irmã boba. Não aparece de forma complicada assim numa hora complicada dessas!

— Vamos, vamos. Também existe amor que nasce desse tipo de confronto, viu. É importante primeiro se perceber mutuamente, então, nessa situação, deixar eles se soltarem de vez também é uma opção.

— …Sério mesmo? Não tá só se divertindo com isso?

Dirijo olhar de suspeita pra irmã Karen, que sussurra isso baixinho no meu ouvido. De fato, os dois já se percebem mutuamente mais do que nunca, mas…

Será que tá tudo bem mesmo… isso…

Observando os dois, encarando-se com sorriso desafiador um pro outro, sinto uma ansiedade indefinível.


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