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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 374

A Pista de Gelo e Neve, e a Pista de Obstáculos

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Capítulo 374 – A Pista de Gelo e Neve, e a Pista de Obstáculos

— Guooooooh!?

Quem colidiu de frente com a bola de neve de 2 metros de diâmetro descendo rolando foi o Machado de Aço, que corria em primeiro. Será bola de neve endurecida por magia, mesmo com a força do Machado de Aço que quebrou a parede de gelo, não quebra.

Todo o peso da bola de neve gigante recai sobre o Machado de Aço.

— Gununununununu…!

O mestre anão, Gurifu, aumenta a potência do Machado de Aço. A esteira ruge, tentando subir a ladeira de gelo, mas mal consegue segurar a bola de neve.

Nesse momento, feito golpe final, mais uma bola de neve desce rolando da ladeira, colidindo com a bola de neve que o Machado de Aço segurava.

— Nuga!?

Com um deslize, "zuri!", a esteira gira em vazio uma vez, e, a partir daí, parece não aguentar mais, o Machado de Aço desce a ladeira de ré, arrastado, "zuzaa!", junto com a bola de neve.

— Dowaaaaaaaaaaaaaaaah!?

Num instante, cai até embaixo, empurrado pela bola de neve, passa por trás de mim, saindo da pista na curva.

— «Oooh! O Machado de Aço, que corria em primeiro, cai pro último lugar de uma vez e sai da pista, nya! Bate na parede de neve e crasha! Tombou, nya! O motorista Gurifu foi teletransportado à força de volta pra própria garagem, nya!»

Uwaah. O motorista deve estar bem, mas o carro mágico, será que aguentou. Bom, mesmo se o motorista voltar daqui, completar dentro do tempo estipulado deve ser praticamente impossível, né? O Machado de Aço já é desqualificação na prática.

— Aquilo virar desqualificação, é… opa!

Perigo! Desvio da bola de neve que, sem perceber, já se aproximava bem na frente. Outra bola de neve, rolando ladeira abaixo, tinha chegado até aqui.

Não é hora de me preocupar com os outros.

Vendo o desastre de agora há pouco, todo mundo começa a subir a ladeira com cautela.

Com a queda do Machado de Aço, o Cisne da Rapisu-san, virando primeiro lugar, parece ter atravessado a ladeira primeiro. O Toriharan e o Strain seguem.

Confirmando onde a bola de neve caiu no topo da ladeira, viro o volante na hora e também subo a ladeira. Droga, que tensão absurda. Se acertar, volto tudo de uma vez lá pra baixo, afinal.

Terminando de subir a ladeira, agora é descida. Não sendo ladeira tão íngreme assim, desço deslizando com o freio (quase não funciona) acionado.

Terminando de descer, volto pra pista normal. Mesmo assim, a superfície continua congelada.

— «O Cisne, líder, atravessa a curva fechada em U de gelo, nya! Mais à frente, espera o maior desafio da pista, o labirinto de gelo e neve, nya!»

Quando vi no mapa, achei que fosse idiotice, mas criaram mesmo isso, hein.

No fim do labirinto feito de blocos de neve compactada, está o gol da pista de gelo e neve. Só falta atravessar isso pra escapar desse inferno escorregadio.

— «O Cisne, entrando em primeiro no labirinto, logo bate num beco sem saída, nya! Faz retorno em U e volta pelo caminho de origem! Que sutil, nya! Sutileza malvada, nya!»

Mas, na verdade, faz sentido de um jeito. Se gastar tempo aqui, não chega no tempo estipulado, virando desqualificação.

A técnica de atravessar labirinto é manter uma mão na parede e seguir por ela, dizem, mas isso demoraria muito. Certo, o que fazer, hein.

Persigo o Felsen à frente e também mergulho no labirinto de parede de neve.

Imediatamente encontro uma bifurcação em T. O Felsen virou pra direita, então eu viro pra esquerda, contrário.

Ali, mais à frente, vira cruzamento, e também tento virar pra esquerda. Continuando pelo caminho cercado por parede de neve branca pura dos dois lados, é beco sem saída. Droga.

Como tem largura suficiente pra fazer retorno em U, volto pelo mesmo caminho. Voltando até a bifurcação, hmm, de onde eu vim mesmo?

Pensei em olhar o rastro de pneu, mas outros carros também passaram, então os rastros estão todos misturados.

— «Vamos, o Gato Vermelho também entra no labirinto, com isso todos os carros estão dentro do labirinto, nya! Quem vai ser o primeiro a sair desse labirinto, é o que importa, nya!»

Erguendo o olhar, vejo a Valkyrie que invoquei, segurando smartphone de produção em massa, provavelmente pra retransmitir a corrida, voando. Se sincronizar minha visão com a dela, dá pra ver o mapa completo do labirinto de cima num instante, mas será que isso é trapaça?

Também não posso usar magia, e o mapa que o Pōra segura não tem o mapa preciso do labirinto… hn?

Cruzo o olhar com o Pōra, no banco do passageiro. Direciono o olhar pro céu de repente.

Pōra. Pelúcia. Leve. Céu.

…Será que dá?

Percebendo o que eu pretendo fazer, agarro firme o Pōra, que tentava fugir.

— Tá tranquilo, tá tranquilo. É só um pouquinho. Não vou deixar cair.

Pōra balança a cabeça de um lado pro outro, "bunbunbun". "Iyaa!", tipo isso, se debatendo, arremesso o Pōra bem pra cima com força.

— Olha bem direitinho, hein!

Ultrapassando muito a altura da parede de neve, o Pōra, parecendo parar um instante no ar, cai naturalmente depois.

Sem deixar escapar, pego firme.

— E aí? Deu pra ver?

Fazendo gesto de raiva, agitando o braço, "punsuka", eventualmente o Pōra senta, "dokka", no banco do passageiro, apontando pra frente do cruzamento.

Okay, navegador. Vamos lá.

Corro com meu Brunhild, e, toda vez que chego numa bifurcação, ativo o "Pōra-nav". Bom, é só arremessar pro céu mesmo.

Agora que penso nisso, esse aí tem boa memória, hein. Naquele instante no céu, consegue julgar qual caminho é beco sem saída.

Aliás, ouço da Rin que, ultimamente, começou a fazer movimento que ela nem lembra de ter [Programado].

Não deve ser isso, mas será que, com a Rin ter virado minha subordinada, uma mudança também está acontecendo com o Pōra, que é tipo subordinado dela?

Subordinado de subordinado divino seria tipo classe de espírito? Não, não deve ser.

Depois de algumas rodadas de arremesso do Pōra, olho o parceiro já esgotado, mas mesmo assim viro o volante na direção que ele indica.

Achando que talvez não desse tempo até o gol, de repente o campo de visão clareia.

Ooh, saí!

— «Nya nya! Quem primeiro saiu do labirinto de gelo e neve é o Brunhild! Reto até o portão de conclusão da pista de gelo e neve, nya!»

Chegando em primeiro por desenvolvimento inesperado, piso fundo no acelerador do Brunhild, mirando no gol da pista de gelo e neve.

Que estranho, hein. Achei que não me apegava à posição, mas, chegando em primeiro, começo a sentir vontade de manter essa posição.

— «O Brunhild completa a pista de gelo e neve em primeiro, finalmente entrando na área final, a pista de obstáculos, nya!»

Oou. Passar em primeiro é bem gostoso, hein.

Avançando pra próxima pista, o gelo que cobria a superfície desaparece, voltando à pista normal. Certo, já que estou em primeiro por acaso, vou aumentar a velocidade. Vou aumentar a distância pro segundo lugar enquanto posso.

Chama-se pista de obstáculos, mas não vejo nada parecido com obstáculo em particular. Achei que talvez tivesse mikigashi espalhado ou algo assim… hn?

Fazendo a curva, vejo isso na hora. Algo… desenhado na pista. Preto com branco… aquilo é marca de caveira…!

Tarde demais. Quando percebi, o pneu dianteiro do Brunhild já estava pisando no painel com marca de caveira, e ouvi claramente um som, "cachi".

No instante seguinte, sinto impacto de empurrão e sensação de flutuação. E som de explosão grande.

Quando percebo, eu e o Pōra fomos teletransportados até nossa própria garagem, caindo de cabeça no colchão.

— «Nyanyanya!? O Brunhild explodiu enorme, nya!? O, o, o motorista tá bem… ah, tá bem, nya! Teletransportado corretamente, nya! Que pista assustadora…!»

— Exagerou demais, francamente!

Grito sem querer, deitado no colchão. Mina terrestre, isso vale!? Vale mesmo!? Mesmo dizendo teste de durabilidade, não estão criando veículo blindado, francamente!

Na tela de vídeo pequena dentro da garagem, o Brunhild exibido estava numa figura miserável de se ver.

Não é que não dê pra consertar, mas, durante essa corrida, é impossível. Infelizmente, só resta desqualificar. Droga.

Entro em contato com a sede da corrida pra desqualificação.

— «Oooh, o Brunhild desqualificado aqui, nya! Que pena, que pena!»

Ché. Não imaginava que eu viraria o primeiro eliminado. Praticamente, o Machado de Aço também já é desqualificado, então a corrida continua com seis restantes.

Peço pros mini-robôs recolherem o Brunhild, e, junto com o Pōra, teletransporto com [Gate] até a arquibancada onde tem a tela de vídeo grande.

— Ora, Touya-dono. Que pena, hein.

— Droga, eu tinha apostado na sua vitória, viu!

O Imperador de Regulus e o Rei das Feras de Misumido, sentados na mesma mesa, dizem isso assim que me veem. Ou melhor, estavam apostando, francamente?

— Vocês falam o que bem entendem, hein.

Respondo com sorriso amargo, erguendo o olhar pra tela grande. Os outros carros ainda parecem em dificuldade no labirinto.

Olhando o labirinto de cima novamente, era estrutura bem complicada mesmo. Isso deve dar tempo mesmo.

— Touya-san, tá bem?

Viro-me e vejo a Yumina e o pessoal sentados na mesa. O Pōra corre, "tatetete", até a Rin sentada na cadeira. Eu também sento na cadeira vazia.

— Mesmo sabendo que tava tudo bem, quando explodiu, meu coração congelou.

— Assustei.

A Yae e a Sakura falam isso, mas eu também fiquei assustado, viu. Fui descuidado. Não imaginava que teria armadilha logo assim que entrasse na pista de obstáculos.

— Melhor correr com mais atenção. Cair numa armadilha tão óbvia assim…

— Não, é que, naquela hora, tava numa velocidade considerável, então… difícil ver a superfície da pista antes da curva, também contribuiu…

Uhmm, o que eu falar, vira desculpa. De fato, fiquei meio empolgado por ter virado primeiro lugar por um momento.

— Bom, é justamente pra pegar esse tipo de descuido que colocamos isso, sabe. Achei que pelo menos o primeiro carro cairia, mas não esperava que fosse o Touya-kun.

— Né~

— …Aí tá, hein, raiz de todo mal.

Encaro com olhar de reprovação a menina de jaleco branco e a mulher de óculos de fundo de garrafa, paradas atrás de mim sem eu perceber.

— Ei, escuta aí, mina terrestre não é exagero demais?

— Talvez seja exagero, mas, assim, garantimos a segurança do sistema de fuga de emergência, né?

Elas admitem que é exagero, hein. Que absurdo. De fato, já que deixei a pista pra Doutora Babylon e a engenheira Elka, imaginava que ia dar nisso.

— Ou melhor, se por acaso o sistema de fuga desse errado, o que iam fazer, afinal?

— Sem problema. Fiz com segurança garantida em dupla, tripla camada. Mais que isso, tava mais ansiosa se ninguém pisasse.

— Quando explodiu, pensei "conseguiu!".

Que gente, francamente. Engenheiro técnico-mágico, todo mundo tem algo estranho em algum grau.

— «Nyanya! Quem sai em segundo do labirinto é o Estrela Prateada! Logo depois, inesperadamente, sai o Felsen, nya!»

Diante da transmissão do Nyantarō, viro o olhar pra tela. A Rozetta e o pessoal, e o Rei de Felsen, saíram, hein.

Em seguida, saem o Toriharan do Príncipe Herdeiro Rūfeusu, o Cisne da Rapisu-san, o Strain da Berurietta-san, e por último sai do labirinto o Gato Vermelho da Nia.

A última, Nia, atravessa a pista por pouco dentro do tempo estipulado.

— «Opa, aqui, tempo esgotado, nya! Assim, o Machado de Aço fica desqualificado, nya!»

O Machado de Aço, jogado longe e tombado na zona de bola de neve na ladeira, teve o motorista Gurifu voltando depois pra tentar correr de novo, mas, como imaginei, não deu tempo dentro do prazo estipulado.

Se fosse eu, já teria desistido na hora, mas parece que anão tem espírito de nunca desistir até o fim.

Os seis carros restantes começam a pista de obstáculos. Sabendo da minha explosão grande, o andamento de todo mundo, saindo da pista de gelo e neve, parecia meio cauteloso.

Correndo desviando amplamente da marca de caveira que aparece de vez em quando, sem mudança de posição, chegam ao ponto de pit stop da pista de obstáculos.

Como o conteúdo da pista de obstáculos não foi apresentado, imagino que não saibam que tipo de ajuste fazer. No fim, só resta correr num estado básico, sem nada especial, mesmo.

Na ordem que terminam a troca de pneu, Estrela Prateada, Cisne, Felsen, Toriharan, Strain, Gato Vermelho, saem correndo um atrás do outro da garagem.

Na pista, marcas de caveira estão espalhadas aqui e ali, e, por causa disso, todo mundo não consegue acelerar tanto. Nessa situação, quem se destaca são o Cisne da Rapisu-san, desviando com técnica afiada, e o Toriharan do Príncipe Herdeiro Rūfeusu, passando por movimentos delicados quase no limite.

Num instante, os dois ultrapassam os carros à frente, o Cisne indo pro primeiro, o Toriharan pro terceiro.

— «Vamos, depois de atravessar a área de campo minado, vem a pista reta de estreito marinho! Aliás, tanto lado direito quanto esquerdo são precipício, e, se cair, claro, é desqualificação, nya!»

Na tela, é exibida pista tipo ponte de trave única. Embaixo é mar, mas, se cair dali, deve ser praticamente impossível resgatar o carro mágico. Mesmo o motorista teletransportando com segurança, só resta desqualificar.

Na pista, não tem nada tipo guarda-corrilho, e existe possibilidade de cair com um pequeno erro de direção.

— De novo, criaram pista maldosa… com certeza tem algo escondido aí, né?

— Vamos ver, hein?

— Vamos vê~?

Encaro de canto de olho as duas, olhando a tela com sorriso malicioso. Aos pés delas, o golem tipo lobo, escolta da engenheira Elka, Fenrir, suspirava. Golem consegue suspirar mesmo, hein…

— «Nya! Entrando na pista de estreito marinho, vindo de trás, o Strain avança de uma vez, nya! Rápido, rápido! Ultrapassa o Felsen num instante!»

Ooh. Que velocidade considerável, hein. Se equipou motor mágico priorizando velocidade, faz sentido não deixar passar essa chance.

— «Num instante, ultrapassa também o Toriharan! O Strain continua, e, opa, o quê, nya!?»

Da superfície da pista à frente do Strain, líquido preto começa a jorrar aos poucos, se espalhando tipo poça d'água.

— Hyaah!?

O Strain, entrando na poça preta, escorrega o pneu dianteiro e gira em rodopio. Ah! Aquilo, é óleo!?

A Princesa Berurietta tenta corrigir com o volante, mas o carro em rodopio não para, avançando reto em direção ao precipício. Do jeito que tá, vai sair da pista e mergulhar do penhasco no mar.

Mas, um instante antes de sair da pista, de trás, o Toriharan chega correndo com força absurda, empurrando o Strain de volta pro centro da pista.

O pneu dianteiro do Strain tombado se solta, girando, caindo pelo penhasco.

O Toriharan que colidiu também gira e para, mas fumaça sobe do capô.

— «Nyanya! Strain e Toriharan, os dois carros crasham, nya! E, opa, os dois motoristas parecem ter teletransportado em segurança, nya! Que bom, nya!»

— Vou lá dar uma olhada.

Ouvindo a voz do Nyantarō, abro de novo [Gate] até a garagem pra onde os dois devem ter sido teletransportados.


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