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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 379

O Segundo Assassinato, e a Captura do Culpado

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Capítulo 379 – O Segundo Assassinato, e a Captura do Culpado

— O veneno é Euronifuredo. É veneno letal extraído da raiz da Euronishia, refinado. Entrando no corpo pela boca, reage com a energia mágica corporal contida na própria saliva da pessoa, corroendo rapidamente o trato digestivo, levando à morte, sabe.

A Furōra, vinda do "Prédio de Alquimia", analisa assim o veneno contido no chá.

— Essa tal Euronishia é…

— Planta que só cresce na região montanhosa acidentada do norte de Eurono. Às vezes também vista em parte do Reino Demoníaco de Zenoas.

Quem responde à minha pergunta não é a Furōra, mas a Sakura. Que conhecimento detalhado, hein.

— Em Zenoas também, às vezes usam esse veneno. Como o jeito de morrer é horrível, ouvi dizer que costumam usar como ameaça, aviso, exemplo pra intimidar.

Entendi. A Sakura, sendo filha do Rei Demoníaco em Zenoas, provavelmente aprendeu sobre esse tipo de perigo também. Ou melhor, veneno de Eurono, hein. Como imaginei, aquele lado deve estar envolvido mesmo.

— Será que o Marquês do Mar Leste é gente de Eurono?

— Mais fácil de entender dizer que ele contratou assassino de Eurono, hein.

Ele é um dos quatro marqueses do Reino de Horn. Não acho que seja subordinado direto dos remanescentes de Eurono. Faz mais sentido pensar que os está usando.

— Mestre. E, sobre este corpo, também. Deste, além do veneno, também foi detectado componente de sonífero forte. Provavelmente, foi despejado o chá envenenado enquanto ele já estava dormindo.

— Hã?

Dormir e depois veneno? Por que fazer algo tão trabalhoso assim?

Reunião termina → troca de quarto → dorme → recebe veneno → morre. É esse fluxo?

Ou melhor, se recebeu veneno enquanto dormia, com certeza tinha alguém neste quarto mesmo.

Por exemplo, escondido dentro daquele armário, esperando o Marquês da Fonte Sul após a reunião, adormecendo-o e matando… que negócio é esse. Não faz sentido nenhum.

Ah, não, será que… na verdade, deveria matar o primeiro-ministro, mas, saindo do armário, quem estava era o Marquês da Fonte Sul. Adormeceu por precaução, mas, como o rosto foi visto, decidiu "bom, então vou matar mesmo assim"?

— ……………Não entendo.

Normalmente, se for esperar escondido, bastaria matar com faca ou algo assim. Por que veneno? Questão de política própria?

— O culpado já está definido como Marquês do Mar Leste, né? Por ora, capturamos e fazemos confessar, que fica tudo esclarecido, isso aí.

— Fala igual policial incompetente de drama de mistério, hein…

— Abandonar…? Como assim?

Sorrio com dificuldade diante da Yae, com cara de dúvida. De fato, o que a Yae diz não está totalmente errado. Ou melhor, talvez seja o mais rápido mesmo.

Mas tem vários problemas envolvidos, hein. Ele é figura importante de um país sem relação diplomática conosco.

Se conseguisse permissão do topo deste país, até daria, mas quem é o topo? Isso justamente está sendo decidido agora.

Julgamento por olho mágico não vira prova. Não acho que Sua Santidade o Papa esteja mentindo, mas, sendo algo que só a própria pessoa sabe, não vira prova.

Preciso de alguma prova concreta, hein?

Saindo da cena, indo ao corredor, o Rei de Felsen vinha caminhando na minha direção.

— Ora, tava aqui, Duque de Brunhild. Falei há pouco com o senhor primeiro-ministro e o senhor Ganossa, e a reunião de sucessão do trono vai ser realizada de novo amanhã. Vamos ficar aqui hospedados, mas o duque, como fica?

Deve estar perguntando se vou voltar temporariamente com magia de teletransporte. Voltar tudo bem, mas, se algo acontecer enquanto estou ausente, seria ruim, então decido ficar também. Além disso, sendo suspeitos também, de certo modo, nós também somos, não é? Sem motivo, mas com álibi.

— E os outros marqueses, como ficam?

— Cada um tem mansão própria na capital, mas, nessa situação, não dá pra mandar de volta. Hoje vão dormir cada um no quarto preparado. …Claro, o Marquês do Mar Leste, principalmente, vamos manter vigilância máxima também.

O Rei de Felsen fala isso com voz baixa.

Mas não entendo nada mesmo. O motivo do Marquês do Mar Leste matar o Marquês da Fonte Sul. Sem relação com problema de sucessão do trono, seria mais fácil entender se fosse assassinato por rancor pessoal.

O Marquês da Fonte Sul… pessoa que parecia bondosa, hein. Não parece ter gerado tanto rancor assim. Bom, nobre, em maior ou menor grau, sempre carrega algum rancor mesmo.

Chegando nesse ponto, é melhor mesmo seguir a estratégia da Yae…? Entrar escondido de noite no quarto do Marquês do Mar Leste, forçar confissão, ouvir o conteúdo do caso, apagar a memória dele depois… não, não, isso é o último recurso, sem dúvida.

Já sei quem é o culpado, então, se não deixá-lo escapar, deve dar tudo certo. …Provavelmente.

— Achei… que ia dar certo, mas…

— Deixamos ele fugir, hein…

Eu e a Yae falamos isso soltando suspiro. Como as palavras dizem, o Marquês do Mar Leste conseguiu escapar completamente. Pra onde? Pro outro mundo, viu.

Aos nossos pés, iluminado pelo sol poente, jaz sem vida o Marquês do Mar Leste. Claro, não fomos nós quem matamos.

Enquanto conversávamos sobre o que fazer daqui pra frente no quarto que nos deram, o Rei de Felsen, com o rosto mudado, entra correndo e anuncia a morte do Marquês do Mar Leste.

A cena é o quarto onde o Marquês do Mar Leste deveria se hospedar. Ele disse que ia descansar um pouco e se trancou no quarto há cerca de duas horas.

Junto com uma criada que veio confirmar o cardápio do jantar, soldados de segurança entraram no quarto, e o Marquês do Mar Leste já estava sem vida.

Aliás, não é suicídio. No pescoço dele, caído no chão ao lado da cama, estava enrolado um lenço.

— Dessa vez, foi estrangulamento claro, hein.

— Será que foi traído pelo assassino que contratou?

— Essa possibilidade também não é impossível, né.

Mas esse lenço… não deve ser um lenço qualquer. Textura fina e macia… acho que é objeto bem caro. Tem brasão bordado, mas isso, será…

O olhar de todos os presentes, observando o Marquês do Mar Leste sem vida, se dirige a uma mulher.

— Marquesa da Floresta Oeste. Esse lenço não é seu?

O olhar afiado do primeiro-ministro Shubain crava na Marquesa da Floresta Oeste. Parece que esse brasão é da família ducal Suīru, da Marquesa da Floresta Oeste…

Percebendo o olhar direcionado a ela, a Marquesa da Floresta Oeste, rosto completamente pálido, balança a cabeça devagar de um lado pro outro.

— N, não é. Não, de fato, aquele lenço é meu mesmo. Mas perdi ele em algum lugar ontem… É verdade mesmo!

— A senhora estava discutindo acaloradamente com o Marquês do Mar Leste agora há pouco. Não me diga que…

— Não é isso! De qualquer forma, diante deste quarto tinha soldado de escolta do Marquês do Mar Leste, não teria como entrar!

De fato, é isso mesmo. Além disso, faria sentido matar com lenço que pudesse identificar a pessoa? Mesmo matando, levaria o lenço de volta.

Examinando o corpo de vários jeitos, a Furōra escaneia o Marquês do Mar Leste com artefato mágico especial. Aquilo deve ser dispositivo médico portátil com [Analyze] aplicado por [Encantamento]. Parece com aquele acessório usado pela equipe médica em drama de TV de ficção científica. Aquele que se passa no espaço, estrangeiro.

Segurando isso, a Furōra inclina levemente a cabeça.

— O que foi?

— Isso é estranho, sabe.

Pergunto detalhadamente à Furōra o que está estranho.

Eh? …Isso, de fato, é estranho. Não fecha as contas, né.

— Não é defeito de equipamento, né?

Quando confirmo de novo, a Furōra examina o corpo diretamente, virando de vários jeitos, confirmando várias coisas, e afirma com convicção.

— Sem dúvida, mesmo, sabe. Corpo não mente, sabe.

— Ou seja, aquele Marquês do Mar Leste de agora há pouco era…

Entendi, será efeito de magia, ou artefato mágico? Se a fala da Furōra estiver certa…

Se estão usando esse tipo de magia, não posso deixar o culpado escapar. Já que avisei pra não deixar sair ninguém do castelo, provavelmente ainda dá tempo.

Haa… no fim, preciso executar o que a Yae falou mesmo. Parece que "policial incompetente de drama de mistério" era eu mesmo.

Ou seja, eu não consigo resolver mistério com raciocínio tipo detetive. Só resta encontrar à força, e fazer confessar à força.

Forçado, mas vamos rápido. Se deixar escapar, dá problema. Não precisa cortesia com organização de assassino.

Concentro energia divina nos dois olhos e libero "Olho Divino". Assim, olho um por um, atravessando com o olhar cada pessoa no quarto.

Primeiro-ministro Shubain, irmão do rei Ganossa, Marquesa da Floresta Oeste, Marquês da Montanha Norte… não é. Naturalmente, Rei de Felsen, Papa de Ramish, também não.

— D, Duque de Brunhild? O que aconteceu?

De repente, olhado com olhar afiado, ficando inseguro, Sua Santidade o Papa puxa conversa.

— Sinto muito. Só confirmando algo.

Pedindo desculpa a Sua Santidade, saio do quarto, direcionando o "Olho Divino" também aos soldados de escolta e cavaleiros esperando no corredor amplo, e às criadas observando a situação.

Achei!

Caminho reto na direção dele.

Diante de mim, estava um jovem de aparência bem comum de soldado, cabelo castanho curto.

Rosto de aparência tímida transmite inofensividade. Vestindo armadura do Reino de Horn, espada na cintura, lança na mão. Provavelmente, um dos soldados de segurança do castelo.

— O, o que é?

Com sorriso levemente forçado, o jovem abre a boca. Diante dele, também abro sorriso máximo, batendo levemente no ombro dele, "pontpont".

— Que pena, hein.

— Hã?

— [Gravity]!

— Gufuh!?

Diante da magia de sobrecarga repentina, o jovem soldado se prostra no chão. Mesmo incapaz de se mover, ergue o olhar pra mim. Ali, misturava surpresa e ódio.

— D, Duque de Brunhild! O que exatamente está,

O primeiro-ministro Shubain, correndo até nós, puxa conversa. De repente, rei de outro país prendendo soldado do próprio país. Faz sentido ficar apressado.

— Só capturei um suspeito. Espere um pouco, por favor. Já vou arrancar a máscara.

Amarro braço e perna do soldado com fio de aço tirado do [Storage]. Senão [Gravity] também se desfaz. Preciso garantir que não escape.

— Certo, então. [Absorb]!

— Q, o quê!?

Com a magia de absorção [Absorb], a energia mágica que cobria o jovem soldado é absorvida por mim. Já tinha percebido com "Olho Divino" que ele tinha algum tipo de magia aplicada no corpo inteiro. Como também absorvi a energia mágica do [Gravity] aplicado, o efeito de sobrecarga também se desfaz.

Uma mudança ocorre no jovem soldado. O cabelo castanho vira preto, e, de curto, alonga. O rosto ingênuo do jovem vira rosto de raposa, olhar afiado, e o queixo redondo vira anguloso, crescendo barba. De qualquer ângulo que se olhe, não é jovem, é homem de meia-idade. O corpo também parece ter ficado um pouco maior.

— I, isso é…!

O irmão do rei Ganossa arregala os olhos, murmurando.

Ali estendido não era mais aquele jovem de rosto tímido, mas sim homem suspeito, lançando olhar carregado de assassinato.

— Magia de mudar aparência, hein. Magia perfeita pra infiltração. É magia sem atributo? Ou artefato?

— …Como descobriu…!

— O tempo de morte estimado tava claramente estranho, sabe.

Quem responde à fala dele não sou eu, mas a Furōra. Isso, foi justamente o gatilho pra descobrir o que o culpado tinha feito.

— O tempo de morte estimado, por depleção de energia mágica após a morte, era de 5 a 6 horas atrás, sabe.

— Se é isso, significa que o Marquês do Mar Leste foi morto quase no mesmo horário que o Marquês da Fonte Sul. Então quem é o Marquês do Mar Leste com quem conversamos, que se trancou no quarto há duas horas? Naturalmente, deve ser impostor, né. Disfarçar tão perfeitamente igual à pessoa real, com certeza é magia sendo usada. Já que ninguém tinha saído deste castelo, achei que talvez estivesse aqui mesmo, com aparência mudada, tranquilamente.

— Kuh…!

Provavelmente, depois disso, pretendia matar mais alguém, tentando virar fagulha de guerra civil. Senão, não seria estranho já ter fugido rápido.

Rangendo os dentes, o homem me encara. Naquele olhar, dava pra ver ressentimento e raiva. Isso não parece só por ter sido descoberta a identidade, parece ódio pessoal completamente diferente, dirigido a mim.

— Você, é remanescente do "Kurau", né.

— !

No olhar tingido de rancor, mistura um instante de surpresa. Vasculhando o bolso do homem imóvel, cai uma máscara pintada. Como imaginava.

— O que a antiga organização de assassinato de Eurono está planejando no Reino de Horn? O objetivo é provocar guerra civil em Horn? Miraram no primeiro-ministro, tentando matar o Marquês da Fonte Sul, e provocando ainda mais, né?

— Kukuku… o "Kurau" nunca se dobra. Não tenho nada pra contar a você. Pode matar. Este país já era. A raiva de Eurono, eventualmente, também vai atingir você,

— Isso tanto faz. [Trevas, convidem, memória falsa plantada, Hypnosis]!

— O quê!?

A magia de hipnose que disparo rouba facilmente a consciência do agente. Agente também deveria ter contramedida direitinho contra magia.

Certo, agora, vamos fazer você confessar várias coisas.


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