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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 380

A Verdade, e a Invasão

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Capítulo 380 – A Verdade, e a Invasão

O agente, sem nenhum amuleto de bloqueio consigo, caiu facilmente sob o efeito de [Hypnosis].

Pensando bem, se carregasse algo desse tipo, isso bloquearia até a própria magia de transformação dele. Magia também tem vantagem e desvantagem, hein.

Resumindo o que consegui arrancar do agente hipnotizado, é mais ou menos assim.

O Marquês da Fonte Sul foi adormecido antes da reunião começar, e enfiado dentro do armário daquele cômodo, parece.

Ou seja, desde a primeira vez que encontramos, aquele Marquês da Fonte Sul já era impostor.

Quando a reunião entrou em intervalo, ele mesmo pediu ao primeiro-ministro pra trocar de quarto. Pra fazer parecer que o crime tinha como alvo o primeiro-ministro.

Entrando no quarto, arrastou o Marquês da Fonte Sul dormindo pra fora do armário e envenenou.

Fugiu pela janela, subindo até o telhado com corda com gancho. A lasca de madeira caída embaixo da janela foi disso.

Assim, dessa vez, invadiu o quarto do Marquês do Mar Leste, transformando-se nele, e estrangulou usando o lenço roubado da Marquesa da Floresta Oeste.

Aliás, a magia que o agente usava era magia sem atributo [Mimicry]. Explicando simples, é magia de mimetismo.

O incrível dessa magia é que consegue transformar até o corpo físico. Como não é só mostrar ilusão, tipo eu faço, mesmo sendo tocado, não é descoberto. Até a corda vocal se transforma, então até a voz fica idêntica.

Bom, essa magia também tem fraqueza, claro: naturalmente, não consegue virar menor que o próprio volume corporal. Ou seja, não consegue se transformar em criança.

E, além disso, pra se transformar, precisa tocar no alvo. O alvo tocado não pode estar morto.

Não dá pra manter transformação longa, no máximo 6 horas. Uma vez desfeita a transformação, pra transformar de novo na mesma pessoa, precisa tocar de novo — tinha várias limitações assim.

Mesmo assim, é magia terrível, perfeita pra missão de infiltração.

Usando essa magia, o agente se transformou no Marquês do Mar Leste e provocou deliberadamente conflito entre o lado do primeiro-ministro e o lado do irmão do rei. Depois de se trancar no quarto, dessa vez, colocou ali o cadáver do Marquês do Mar Leste, já estrangulado, e fugiu pela janela.

E, com cara de nada, ficando parado como soldado de segurança, foi que eu o capturei. O soldado original, base desse mimetismo, foi encontrado desmaiado dentro de um armário do palácio real.

Mais que isso, o que me surpreendeu foi que ele tinha um "Cartão de Armazenamento".

"Cartão de Armazenamento" é cartão com magia de armazenamento aplicada, popular no mundo sombrio. Não dá pra parar o tempo do item guardado, mas geralmente é usado pra carregar golem e coisas assim.

Ele usou isso pra transportar o cadáver estrangulado do Marquês do Mar Leste. Por que ele tinha esse cartão do mundo sombrio, parece que em Eurono também tinha teletransportado do mundo sombrio. Esse teletransportado foi capturado pelo "Kurau" e morto, tendo todos os artefatos mágicos roubados. Um deles era justamente esse cartão.

O culpado dos dois assassinatos é sem dúvida esse agente. Caso resolvido, felizes pra sempre… não foi assim.

— Aquele agente já estava infiltrado no Reino de Horn há mais de um ano, agindo pra colocar este país em confusão. O atrito entre vocês dois também foi planejado.

— Não pode ser…!

— Bobagem…!

Tanto o primeiro-ministro Shubain quanto o irmão do rei Ganossa ficaram sem palavras diante disso. Já amanheceu, e os dois mostram sinal de exaustão, mas não deve ser só por causa da noite sem dormir.

O objetivo do "Kurau" era esse: o agente, transformado no rei, dizendo "isso fica entre nós", prometia ceder o trono ao irmão do rei, deserdando o primeiro príncipe.

Nisso, se matasse o rei, deveria causar conflito entre primeiro príncipe e irmão do rei, iniciando guerra civil.

Mas o primeiro príncipe morreu por acidente. Parece que isso foi inesperado até pro agente. Chegaram a considerar revisar o plano, mas, como o primeiro-ministro Shubain se moveu pra colocar o neto do rei no trono, assassinaram o rei mesmo assim, disfarçando de morte por doença.

Só mudou de facção do primeiro príncipe VS facção do irmão do rei, pra facção do neto do rei VS facção do irmão do rei.

— E, então… eu fui completamente manipulado pelo esquema do inimigo, é isso…

Com os olhos ainda arregalados, caindo o olhar aos próprios pés sentado na cadeira, o irmão do rei Ganossa treme levemente. Observando isso de canto de olho, o primeiro-ministro Shubain abre a boca.

— Qual seria o objetivo real deles, afinal…

— Se, hipoteticamente, chegasse a estado de guerra civil, não tem algo que ambos os lados pensavam em usar?

— «!»

Os dois voltam a mostrar expressão de surpresa, encarando-me, e depois trocam olhar mutuamente.

— "Cavaleiro de Ferro".

Reação de sobressalto escapa dos dois.

Cavaleiro de Ferro. Falso Frame Gear desenvolvido pelo Doutor Bōman, de Lodmea, referenciando… ou melhor, copiando peças de Frame Gear, usando o poder financeiro da "Sociedade Dourada".

Diferente do "Dovergu", de trabalho de terraplenagem desenvolvido pelos anões, o Cavaleiro de Ferro era arma completamente voltada pra combate.

— Não estão sendo oferecidos pra comprar? Cavaleiro de Ferro. Pra varrer completamente a facção oposta um do outro, de algum comerciante sombrio, sem nome conhecido. Talvez ainda não tenham comprado, mas.

— «……»

Os dois ficam completamente calados.

Aquele "Cartão de Armazenamento". O teletransportado do mundo sombrio que carregava foi morto, mas várias coisas guardadas dentro caíram nas mãos da organização de assassinos "Kurau". Entre elas, o que mais chamou atenção deles… sim, golem.

Pelo testemunho na memória daquele agente, provavelmente aquele homem teletransportado deveria ser executivo da "Fábrica". Porque, guardado naquele "Cartão de Armazenamento", estava a golem militar "unidade militar" usada por países como o país técnico-mágico de Eisengard, 3.000 unidades.

Uma pessoa só ter tantos golems assim, só se explica assim. Mesmo sendo unidade militar, uma pessoa não consegue operar todos os golems sozinha. Deduzindo, deve ter virado teletransportado dimensional no meio da entrega.

E, ainda pior, na organização de assassinos "Kurau" recém-formada, também tinha remanescente da "Sociedade Dourada".

Tecnologia de golem, e Cavaleiro de Ferro. Naturalmente, o "Kurau" absorveu isso. E venderam secretamente esse novo tipo de Cavaleiro de Ferro, digamos, tanto pra facção do neto quanto pra facção do irmão. Como fator decisivo pra encerrar a guerra civil.

Claro, não era o dinheiro conseguido com isso o objetivo real.

Exaurir o Reino de Horn com guerra civil, reduzir o poder militar do país. Ampliar ainda mais o dano investindo Cavaleiro de Ferro. O campo de batalha seria perto da capital. Naturalmente, se a guerra se prolongasse, a força do país se concentraria ali, e a defesa da fronteira, aos poucos, ficaria escassa. Especialmente a região norte governada pelo Marquês da Montanha Norte e pelo irmão do rei Ganossa… fronteira com Eurono.

O novo Cavaleiro de Ferro é Cavaleiro de Ferro, mas não é Cavaleiro de Ferro. É Cavaleiro de Ferro que virou golem.

Enquanto a chama da guerra civil se espalha, exército de Cavaleiro de Ferro vindo de Eurono ataca.

Ao mesmo tempo, todo o Cavaleiro de Ferro do lado de Horn, perto da capital, fica incapaz de operar, iniciando invasão também de dentro, e o Reino de Horn, quase sem resistência nenhuma, seguiria o caminho do colapso pela organização "Kurau"…

— Isso deve ser mais ou menos o cenário. Bom, tem bastante especulação minha misturada, mas não deve estar tão longe assim.

Desculpe a expressão, mas o reconhecimento de magia e ciência do Reino de Horn é atrasado… não, estagnado. Só usam magia, artefato mágico, tecnologia herdada por geração, sem conhecer nada além disso. É justamente essa brecha que o "Kurau" explorou.

Provavelmente, talvez. No início, devem ter avançado esse plano sem tecnologia de golem nenhuma. Corroer Horn por dentro, colocando aos poucos sob domínio do "Kurau". Assim, ao longo de décadas, enviar membros do "Kurau" pro núcleo de Horn, transformando gradualmente na terra sendo dominada substancialmente pelo antigo povo de Eurono.

Como dizer, hein. Será tipo "erosão"? Sem perceber, o povo de Horn sendo substituído pelo povo de Eurono… imaginei isso.

— Sua Majestade o rei… meu irmão foi… assassinado por eles, é certeza mesmo…?

Perguntando, como se espremesse a voz, o Ganossa. No colo dele, dá pra ver o punho tremendo de raiva.

O Rei de Felsen e Sua Santidade o Papa, sentados no sofá do canto do cômodo, dirigem o olhar pra cá. Melhor dizer claramente mesmo, isso.

— …Sem dúvida, foi morto. Se pedir prova material, sendo há um ano, fica difícil, mas… com licença.

Diante do irmão do rei Ganossa e do primeiro-ministro Shubain, uma imagem passa.

É [Hypnosis] + [Recall], reproduzindo com [Mirage] a memória que roubei à força daquele agente.

Diante dos dois, aparece a figura de um criado misturando pequena quantidade de veneno na folha de chá que o rei bebia todo dia. E também a figura do agente se transformando nesse criado.

Quem preparava e trazia o chá era outro criado, e essas pessoas são inocentes. Aproveitando a brecha do criado que gerenciava o chá, ele se disfarçava dessa pessoa e misturava o veneno.

Provavelmente, aquela folha já não existe mais, e não tem prova decisiva.

— Só resta confiar nesta memória. Se acham que estou mostrando ilusão, então já era, mas…

[Recall] em si não é magia tão conhecida assim, e também dá pra dizer que só estou mostrando ilusão. Isso em si não vira prova nenhuma.

De repente, com estrondo, "gatan!", o Ganossa se levanta, acendendo chama de raiva nos dois olhos, e vai em direção ao quarto onde o agente está confinado ao lado. Espe, isso é ruim!

Correndo atrás do Ganossa, entrando no quarto ao lado, o agente, amarrado de mão e pé, e paralisado com [Paralyze] (existia risco de morder a própria língua), estava jogado no tapete.

Como vigília, alguns soldados de Horn, e também a Yae e a Sakura, estavam ali de prontidão.

Diante do Ganossa entrando de repente no quarto, os soldados de Horn vigiando o agente ficam surpresos, mas, ignorando isso, a espada desembainhada do Ganossa desce contra o agente.

— Mu…!

Com estrondo, "gakiin!", a espada é desviada pela barreira de [Prison] que eu tinha aplicado por precaução.

— Por que impede!

— Ah, não, não pretendo impedir, viu. Só que, será que tá bem executar isso por decisão própria sua?

O Ganossa é irmão do rei, mas não é rei deste país.

Só achei que não deveria ser certo punir por conta própria o grande criminoso que assassinou o rei. Pelo menos, deveria precisar da aprovação do primeiro-ministro Shubain também. Também tem o crime de matar o Marquês da Fonte Sul e o Marquês do Mar Leste. Bom, isso é problema desse país, então, por ora, desfaço [Prison].

— …De fato, precisa fazer execução pública dele, e informar ao povo tudo que aconteceu até agora, hein…

— Kuh…

Diante do murmúrio do primeiro-ministro, o Ganossa morde o lábio.

Sinceramente falando, o povo e os senhores de Horn devem ter desconfiança do próprio estado, por causa do boato dessa guerra civil.

Que isso foi obra de conspiração de terceiro… bom, deve ser bom motivo pra redirecionar a raiva. Não, sendo isso fato mesmo, é natural mesmo… hn?

Mesmo estando sob efeito de [Paralyze], o agente estava de novo me encarando. No olhar dele, continuava a cor de raiva e ódio de sempre, mas a boca parecia sorrir.

— [Recovery]!

Desfaço a paralisia. Mesmo se ele morder a língua e quase morrer, curo, então não tem problema.

— Tem algo pra dizer?

— Kukuku… Horn já era. Sem meu relatório periódico, o "Kurau" já deve estar se movendo. Nesse momento, deve estar invadindo do norte de Horn com 3.000 Cavaleiros de Ferro e igual número de golem de madeira armado. Este país vai virar território dominado por nós, o novo Eurono.

— Bobagem!

— O quê!?

O Ganossa e o Shubain gritam simultaneamente. Que quantidade grande, hein… ah, entendi. Se for Cavaleiro de Ferro baseado em unidade militar, precisa de poucos pilotos. Golem armado, originalmente, nem precisa de piloto, né.

Em número, somando dá 6.000. Piloto, seria uns quinto disso, dividido por dois… uhmm, 600? Uns 600 pessoas. Na prática, talvez um décimo disso.

Mas golem armado, hein… será que criaram baseado na informação que vazou pra "Sociedade Dourada". Pra criar aquilo, precisaria de "Coleira de Subjugação", mas, sendo Eurono, faz sentido ter bastante sobrando.

— Não posso ficar assim! Preciso voltar rápido pro norte e reforçar a defesa…!

Quando o irmão do rei Ganossa, dono de território no norte de Horn, tenta sair do quarto, quase colide com um soldado de Horn que corria entrando justamente nesse momento.

— Insolente! Você, diga seu nome,

— Peço desculpas pela emergência! Vários cavaleiros grandes de ferro estão se descontrolando na capital, causando destruição por toda parte! Preciso de resposta urgente!

— O quê!?

Diante do soldado se curvando feito prostração, dessa vez, o primeiro-ministro Shubain solta voz de surpresa.

— Kukuku… hahaha! Parece que já chegou tarde demais. Não vai fugir logo? Do jeito que tá, até Sua Majestade o Rei Neto, no palácio, vai morrer, viu?

— Você…!

O Ganossa segura o peito do agente, levantando-o. Mesmo encarado pelo Ganossa, o homem agente não para de zombar.

— Originalmente, se não fosse pela intromissão de Felsen, Horn deveria ter sido anexado por Eurono. Um país de povo estúpido demais pra entender a benevolência do Imperador Celestial, que quereria guiar o povo incompetente de Horn, esse país devia mesmo desmoronar. Enquanto nós virávamos povo errante, vocês vivendo tranquilos assim…

— Que isso, é só inveja do Reino de Horn, no fim das contas.

Quando murmuro isso, o homem direciona pra mim a expressão de fúria intensa.

— Não fala isso, você! Justamente o culpado que destruiu nosso país! O povo glorioso de Eurono, com que sentimento…!

— Já falei, quem destruiu o país de vocês foi Phrase, não eu. Não erra isso aí, viu.

— Cala a boca! Se você tivesse entregado dócil o soldado gigante ao Imperador Celestial, Eurono não teria sido destruído! Foi o pensamento arrogante seu, sozinho, que jogou muitos euroneses no abismo! Seu demônio!

Absurdo. O que esse aí tá falando. Por isso odeio idiota e bêbado. Não dá pra conversar. Não deve ser todo euronês assim, mas gente desse tipo é demais.

— Não fala só o que te convém. Eurono glorioso? Ha, dá pra rir de tanto ouvir. Se euronês tentando reconstruir o país de verdade ouvisse isso, o que ia pensar? O que vocês fazem não é diferente de bandido que rouba coisa dos outros. Que glória tem bandido, hein.

— Seu desgraçado…!

— "Kurau", sei lá o quê, no fim das contas, é bando de ladrões mesmo. Fala como se fosse importante. Não sou eu quem menospreza o povo de Eurono. São vocês mesmos, euroneses, quem fazem isso.

Na verdade, a terra chamada Eurono ainda existir hoje é porque outros países não querem se envolver com Eurono agora, e porque existe gente tentando reconstruir de qualquer jeito.

Se não tivessem intenção séria de reconstrução, o Reino de Hanok, o Reino Demoníaco de Zenoas, a Federação de Lodmea, o Reino Mágico de Felsen, deveriam ter dividido e dominado a terra chamada Eurono entre si.

— Bom, orgulho de bandido, tanto faz. Destruir esse tal "Kurau" já é decisão tomada. Não esqueci que vocês tentaram matar a mim e gente próxima a mim. ━━Busca. Quantos Cavaleiros de Ferro tem na capital de Horn?

Diante de mim, se expande a tela do mapa, e caem alguns alfinetes.

— «Busca terminada. Ao todo, 31 unidades, sabe.»

— Só isso, hein. Yae, posso pedir?

— Sem problema, viu.

Virando-me pra Yae atrás de mim, ela sorri e assente.

Com minha Reginleiv, talvez cause um pouco de dano na capital.

Abrindo a janela do quarto, a Yae salta levemente pro jardim envolto em neblina matinal.

Erguendo bem alto a mão esquerda, na direção do céu onde o sol nasce,

— Vem, viu! Schwertleite!

Do espaço de armazenamento no anel de noivado do dedo anelar esquerdo, junto com luz ofuscante, aparece o cavaleiro armado gigante cor lilás. Com estrondo grande de terremoto, a Schwertleite, o Frame Gear da Yae, pousa na terra de Horn.


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