Capítulo 382 – O Novo Overgear, e o Discípulo do Deus da Guerra
— «Não imaginava que iam me colocar nisso logo de manhã, francamente.»
Do grande leão negro parado na terra de Eurono, chega uma voz de reclamação.
"Leonoir". Golem de máquina antiga como núcleo, fera mecânica combinando a mesma tecnologia de Frame Gear, "Overgear".
Como golem exclusivo do "Coroa Preto", Nowāru, o piloto é a mestra dele, a Norun.
Pela voz vazando, dá pra sentir claramente que ela foi acordada à força de manhã cedo e está mal-humorada.
— «Sério? Eu tô toda animada, viu.»
Em contraste, com voz alegre, o sono completamente esvoaçado, chega a voz da Nia, mestra do "Coroa Vermelho", Rūju.
E, montado nessa Nia, um tigre grande mecânico, vermelho vívido. Novo Overgear, o "Tigarūju".
Tamanho não tão diferente do Leonoir. Corpo vermelho com linha de prata percorrendo, e, aqui e ali, peças transparentes feitas de material cristal, refletindo, "kirakira", o sol da manhã.
— «Isso resolveu o problema anterior, né?»
Provavelmente mudando o canal de áudio, a voz da Norun vem, não pelo alto-falante externo, mas do smartphone da Doutora, ao meu lado.
— Tá tranquilo. Reforcei bastante a resistência a vibração e a função de absorção de impacto, e o controle de potência também já deve dar pra ajustar. Tem uma alavanca de câmbio pra isso no console do lado direito, né?
No teste anterior, tinha o problema de potência demais, sendo jogado de um lado pro outro, e sensação de pilotagem terrível demais, causando enjoo no piloto. Dessa vez, parece que resolveram direitinho.
A Nia é primeira vez pilotando, mas já treinou direitinho na unidade de treino pra Overgear. Não deve ter problema pra mover. Mas essa aí se empolga fácil demais, hein.
Entro em contato com o piloto do cavaleiro negro parado atrás.
— Esuto-san, apoia a Nia, por favor.
— «Entendido. Se ela se empolgar demais, só vou deixar ela usar roupa íntima úmida por uma semana.»
— «Para com isso! Que maldade sutil dessas, francamente!»
A voz da Esuto-san chega pela comunicação compartilhada, e a Nia responde com voz completamente incomodada.
Do Gato Vermelho, tem dez pessoas participando.
Todos são cavaleiros pesados pintados de vermelho, mas só a Esuto-san é cavaleiro negro. Naturalmente, esse também é vermelho.
Mais que cavaleiro negro, nesse caso, seria cavaleiro vermelho? Redobarō… não, vou chamar de cavaleiro escarlate mesmo.
Da nossa ordem de cavaleiros, uns 40 pessoas. Comandante e vice-comandante também participam, mas não é tanto assim. Somando a Yumina e o pessoal também, dá uns 60 unidades.
O lado deles é 6.000, então basta cada um derrotar cem unidades. Não é tão difícil assim.
— Sue, basicamente fica encarregada dos golems de madeira, tá?
— «Já sei disso. Que emoção!»
Responde a voz da Sue vindo da Orutorinde, já combinada com o mecanismo de suporte, em estado de sobrecarga.
Golem de madeira é maior que Frame Gear. Frame Gear tem uns 10 metros, golem de madeira 16 a 18, se azarar até 20 metros.
Mas a Orutorinde Overload, que a Sue pilota, passa facilmente dos 25 metros.
O nome "grande deus dourado" não é à toa.
Grande demais, com risco de envolver aliados por perto, então até tem alarme configurado no console pra tocar quando máquina aliada está perto.
Dessa vez, não é objetivo de proteger cidade de Phrase nem nada assim. É guerra de extermínio. Pode fazer sem hesitação.
— Touya-san. Estão vindo em bando de lá.
Aviso da Yumina, em cima do terreno rochoso, na Brunnhilde, Frame Gear prateado. Sendo especializado em sniper de longa distância, o campo de visão de longo alcance da Brunnhilde é considerável.
Eu também uso [Long Sense] pra olhar, e, de fato, vindo do norte, algo tipo lixo em quantidade, vem em nossa direção.
Será que ainda não conseguem ver a gente do lado deles?
— Ou melhor, impossível…
Erguendo o olhar pro grande deus dourado brilhando, "kirakira", sob o sol da manhã, sem querer, dou um sorriso amargo. Não tem ponto de referência mais chamativo que esse.
Ou seja, aqueles aí avançam sabendo que a gente tá aqui? "Vamos ter um confronto"?
— «O que fazemos, Vossa Majestade?»
O comandante Rein-san, no cavaleiro branco, pergunta. Isso já tá decidido.
— Então, vamos começar o combate. Por precaução, os dois Overgear na frente. A ordem de cavaleiros apoia a equipe do Gato Vermelho, derrotando o Cavaleiro de Ferro. Yumina, Sakura e o pessoal, apoiem todo mundo. Elsie, Lindsey, Yae, Hilda, Lu, Rin, Sue, foquem principalmente nos golems de madeira.
A Yumina e a Sakura apoiam todo mundo com ataque à distância. O Grimgerde da Rin também é tipo ataque à distância, mas, com muitos aliados por perto, não dá pra usar o canhão gatling. Vou pedir pra ela focar nos golems de madeira.
— «Certo! Vamos, Rūju!»
— «Entendido»
— «Vamos, Nowāru.»
— «Entendido, ativando»
Preto e vermelho, as duas feras mecânicas despertam e correm simultaneamente.
Rápido. Em seguida, a equipe do Gato Vermelho, que começa a correr, fica facilmente pra trás.
Num piscar de olhos, mergulhando no exército inimigo, o Leonoir e o Tigarūju jogam longe com força os Cavaleiros de Ferro presentes.
— Que negócio é esse. Só de ter impulso, joga tão longe assim?
Projetando o campo de batalha do smartphone no terreno rochoso, solto voz sem querer, diante da forma exagerada como os Cavaleiros de Ferro voam longe.
— O Overgear, dependendo da situação de aceleração, gera barreira de energia mágica ao redor. Usando isso, dá pra usar até como ataque de investida corporal.
Quem me explica isso é a irmã da Norun, a engenheira Elka.
Cabelo desgrenhado como sempre, mas dá pra ver olheira embaixo dos óculos de fundo de garrafa. Deve ter passado a noite acordada.
Mesmo assim, a expressão dela mostra sorriso quase êxtase, observando satisfeita os dois Overgear. Ao lado, o golem tipo lobo, Fenrir, observa a própria dona com resignação.
Mas barreira de energia mágica, hein. É igual ao [Shield] que eu expando quando voo com [Fly].
A presa do Tigarūju esmaga o braço do Cavaleiro de Ferro, e a garra do Leonoir joga longe em pedaços a perna do golem de madeira.
Nem Cavaleiro de Ferro nem golem de madeira conseguem acompanhar o movimento ágil do Overgear. Ali, claramente se dividia entre quem caça e quem é caçado.
— Não estão aproveitando nada da boa qualidade da unidade militar, hein, aquilo. Fazer virar máquina sem piloto desperdiça completamente a função original.
— Como assim?
Diante do murmúrio da engenheira Elka, pergunto, e quem responde em vez dela é a Doutora Babylon, ao lado.
— Se não tem comandante humano no campo de batalha, vira só multidão desordenada mesmo. Unidade militar, basicamente, faz ação coordenada com cinco unidades. Essas cinco unidades, e outras cinco, coordenam entre si, formando coordenação ainda maior. Mas, fazendo virar máquina sem piloto, perde essa coordenação grande. Só seguindo cada caça-comandante, não conseguem chegar num estado de um-contra-cinco-ou-mais. Originalmente, deveriam conseguir atacar um-contra-cem.
Digamos que existam três mestres, A, B, C. Normalmente, esses três, coordenando flexivelmente conforme a situação, conseguiriam fazer combate coordenado com 15 unidades no total, cinco cada.
Mas, se A, B, C, cada um só ordena "derrota o inimigo" e fica assistindo de longe, não tem como coordenar. A única vantagem de virar máquina sem piloto é uma coisa só: o mestre não se machuca.
— Deusa da vitória nunca sorri pra covarde que não pisa no campo de batalha.
Dizendo isso, a Doutora tira do bolso um cigarro e acende, soltando fumaça roxa. Ei, ei, criança não fuma isso.
— Hn? Ah, isso não é cigarro, não, viu. Especial da Furōra, do "Prédio de Alquimia", cigarro de éter. Cheira bem e acalma a mente. Quer?
Não parece ter nicotina nem nada, mas, justamente por isso, sinto que deve ter algo mais suspeito ainda dentro, por que será. Claro, recuso.
— Mais que isso, aquele aí, quem tá cortando o Cavaleiro de Ferro corpo a corpo… não é sua irmã?
— Eh!?
Direciono o olhar pra tela apontada pela Doutora, e, sem eu perceber, a irmã Moroha, balançando espada grande de material cristal, tá em plena ação. A irmã Karina também tá lá. Essa aí balançando machadinha pequena de material cristal.
Ah, já é vitória garantida. Isso é 100% vitória.
Confirmo confiança absoluta de vitória.
— Ué? Mas ainda falta alguém pra se meter também…
— Aqui!
— Waaah!
Atrás de mim, o tio Bury estava de braços cruzados. Aah, susto! Aparição igual a da irmã Karen, francamente!
Vestindo quimono de artes marciais desgastado, faixa vermelha na testa, corpo tipo aço. Chegada do deus da guerra.
Aliás, a irmã Karen não tá aqui, mas, sendo de manhã, deve ainda tá dormindo… como não tem relação com romance, deve estar ignorando dessa vez.
Fico curioso como o tio Bury e o pessoal souberam disso aqui, mas, atrás dele, tem alguém com olhar de peixe morto, e isso me preocupa ainda mais agora.
— Por que você também tá aqui, Ende?
— Nem pergunta, Touya… eu não tenho direito de recusar.
O Ende desvia o olhar, sorrindo com dificuldade. Não, pela situação, entendo que foi arrastado à força pelo mestre, o tio Bury.
— E então? Por que vieram aqui?
— Uhum. Preferimos participar de punir gente de coração podre, mais que enfrentar boneco mecânico. Vocês vão daqui a pouco, né?
O tio Bury sorri maliciosamente. Ah, esse tipo de coisa…
De fato, pensava em deixar o Cavaleiro de Ferro e o golem de madeira com todo mundo, e esmagar o núcleo do "Kurau" eu mesmo.
Já peguei da memória deles a localização do esconderijo, e também já capturei o grupo que observa esse combate à distância na sombra. Nesse momento, devem estar em pânico com a derrota completa do Cavaleiro de Ferro.
Sendo poucas pessoas, provavelmente, não devem ser todos os contratantes do Cavaleiro de Ferro. Não sei se o resto está esperando tranquilamente no esconderijo, ou agindo separado.
De qualquer forma, já é fim de linha mesmo.
— Por precaução, não matem, tá?
— Não vamos fazer isso. Neutralizar sem matar, esse é o treino desta vez. Escuta bem, Ende.
— Eh!? Eu que faço isso!? E o mestre!?
— Eu vou observar sua luta. E, conforme o resultado, vou decidir o conteúdo do próximo treino.
O Ende fazia expressão indescritível. Fico um pouco curioso e pergunto ao tio Bury.
— Aliás, se ele falhar, o treino é…
— Ainda não decidi, mas… vamos ver… que tal maratona de 168 horas?
O Ende balança a cabeça, "bunbunbun", de um lado pro outro. 168 horas… vai correr sem parar por uma semana inteira!? Isso é espartano demais, francamente!
Como o Ende tava sofrendo demais, tento dar uma ajudinha.
— E, e se, ao contrário, conseguir neutralizar bem, que tal folga de um dia como prêmio? Guerreiro também precisa descansar, né?
— Hmm… de fato, precisa de descanso apropriado mesmo. Certo, se conseguir neutralizar bem, aceito isso.
Diante da fala do tio Bury, o Ende, chorando, se abraça em mim sem palavras. Ei, para, não faz isso. Não tenho esse gosto.
Por ora, já decidida a estratégia, deixamos a Doutora e a engenheira Elka com o Fenrir, e decidimos ir bater neles.
Alguns quilômetros daqui, embaixo do terreno rochoso, tem tropa de cavalaria de uns 300 pessoas. Primeiro, esses.
O tio Bury pede pra deixar esse grupo com o Ende, e concordo de bom grado. Eu também quero descansar um pouco.
Os três também usam magia de teletransporte, então, teletransportando de uma vez com [Teleporte], os que usam máscara ficam surpresos com nós aparecendo de repente diante deles, cavalo e tudo.
— C, seus desgraçados são…!
— [Prison]!
Ignorando eles surpresos e apressados, primeiro expando barreira. Não pretendo deixar ninguém fugir.
Expandido em área ampla, não tem tanta resistência assim, mas deve ter dureza pelo menos de uma placa de ferro, não deve ser fácil de romper.
— Então, o resto fica com você~
— Che, podia ajudar também, né…
Resmungando, o Ende avança à frente. Se fizer isso, não vira treino, né.
— Três minutos, Ende. Neutraliza em três minutos. Se passar até um segundo, considero falha.
— Eh!? Tem limite de tempo!?
De braços cruzados, o tio Bury dispara palavra sem piedade. Que ogro, hein. Tem ogro aqui…
Três minutos pra trezentas pessoas, quer dizer… precisa derrotar dez a cada seis segundos, né.
— Guhah!
— Gofeh!?
Deixando-me pra trás calculando isso na cabeça, o Ende, desaparecendo num instante, chuta longe os homens montados a cavalo.
— Q, que negócio é esse!?
— É um garoto só! Mata ele!
— Não tem tempo, vem logo!
Enquanto salta de dorso em dorso de cavalo, o Ende quebra uma máscara atrás da outra. Que força intensa, hein. Bom, com o destino entre folga de um dia ou maratona de uma semana em jogo, faz sentido virar assim…
O Ende ainda não tinha tocado o pé no chão nem uma vez. Salto de barco tipo Yoshitsune, francamente.
Lança disparada de baixo mira no Ende voando pelo ar. Mas, usando a ponta da lança como apoio, ele salta ainda mais alto.
— Oh… isso também dá pra fazer, hein.
Cercado pelo grupo, o Ende joga longe um adversário atrás do outro girando feito pião. Feito rastreando esse movimento, o longo cachecol balança pelo ar.
Cavalos sem cavaleiro saem correndo em todas as direções, fugindo. Como o efeito de [Prison] só é aplicado em humano, cavalo passa direto sem problema.
Alguém, confundindo isso, tenta fugir montado no cavalo, mas é barrado pela barreira de [Prison], caindo do cavalo.
Sem eu perceber, quase metade já está derrubada. Isso é bom ritmo?
— «Falta um minuto!»
Ecoa a voz do tio Bury. Ah, tá bem apertado mesmo? Difícil combater controlando força assim, hein.
— Ele tem controle de força ainda imaturo quando enfrenta humano. É tipo gênio que venceu quase só por combate intuitivo, afinal.
— Gênio, é. Que sujeito irritante, hein~. Vamos fazer ele correr por uma semana?
— Ei, espera aí! Tô ouvindo, viu!
O gênio, virando-se, ainda faz comentário de volta pra cá. Ei, ei, tem tanta folga assim? Não tem tempo, viu.
— Com isso… último!
O chute giratório poderoso disparado pelo Ende explode no rosto do último homem, quebrando a máscara.
Espalhados no campo árido, montanha de mortos… não, não deve estar morto. Se é só pra neutralizar, não precisava socar, né? Pensei, mas, sendo assassino, não precisa cortesia mesmo.
— Qual foi o tempo?
— Dois minutos e 47 segundos.
Com o smartphone de produção em massa na mão, cronometrando o tempo, o tio Bury olha a tela e anuncia. Escapou da maratona de uma semana, hein. O Ende também parece aliviado.
— "Mas"
Diante da palavra dita em seguida, tanto o Ende quanto eu direcionamos o olhar pro tio Bury. Eh? "Mas", o quê?
— Aquele que recebeu seu último golpe. Ele tá quase morrendo.
— Eeeeh!? Espe, espera aí! Ei, aguenta firme! Se vai morrer, morre depois!
Com olho revirado, sangue jorrando "dokudoku" do rosto esmagado, o Ende sacode com força o homem. Ei, isso não é o contrário, francamente?
— [Luz, venha, cura da deusa, Mega Heal]…
Não aguentando ver o Ende desesperado, aplico magia de recuperação no homem quase morrendo.
— Ugh… eu…!
— Que bom~. Obrigado por não morrer. Então, de novo,
— Gufeh!?
Vendo o homem recobrar consciência, o Ende aplica desta vez um golpe (provavelmente) controlado no rosto dele de novo. O que é isso, afinal.
— Mestre, o tempo!?
— Dois minutos e 59 segundos. Bom, vou considerar aprovado.
Mestre é mestre, discípulo é discípulo. Será que a Elsie também tá sendo contaminada por isso… fico bastante preocupado.
De relance, olhando o campo de batalha, aqui, com certeza, não deu pra resolver em três minutos, e a batalha ainda continua.
A ordem de cavaleiros e o Overgear principal atacam o Cavaleiro de Ferro, e a Elsie e o pessoal esmagam os golems de madeira.
Com movimento parecido ao do Ende agora há pouco, o Frame Gear vermelho vívido que a Elsie pilota, o Gerhilde, dança pelo campo de batalha.
O pile bunker equipado no braço esquerdo perfura a barriga do golem de madeira, e, quando o tronco superior partido tomba, dessa vez o pile bunker da mão direita perfura o núcleo na garganta. Completamente sem piedade.
— «Es・maga・cão!»
Contaminada, ou já era assim originalmente… uhmm.
Por ora, amarro esses aí caídos e teletransporto até o palácio real de Horn. Sem dúvida, deve ser pena de morte ou mineração forçada.
Não vou deixar escapar nem os restantes que estão no esconderijo. Preciso salvar rápido os técnicos do mundo sombrio, forçados a trabalhar sob domínio.
— Vou participar da ocupação do esconderijo também, tudo bem?
— Sem problema. Nós já estamos acompanhando você, afinal.
O Ende, claramente aliviado, aparece atrás do tio Bury, mas melhor não comentar isso.
— E o local?
— Se não me engano, noroeste daqui… aqui mesmo.
Exibo o local no mapa projetado no ar. Era logo perto da antiga capital Heiron, onde ficava o falso imperador. Uns 300 pessoas reunidas num forte pequeno.
Cercado por terreno rochoso acidentado, construído em lugar difícil de encontrar, hein. Se a memória roubada estiver certa, deve ter até fábrica subterrânea ali.
Não adianta perder tempo demais e deixar fugir. Aqui, vamos exterminar rápido mesmo.
Confirmando o local, nós três teletransportamos daquele local.