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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 383

A Extinção do Esconderijo, e o Novo Mundo

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Capítulo 383 – A Extinção do Esconderijo, e o Novo Mundo

Cercado por terreno rochoso acidentado, aquele forte irradiava peculiaridade digna de ser chamado castelo de rocha bizarra. Parte esculpida na rocha e parte construída de madeira se misturavam. Feito o pavilhão encaixado perfeitamente dentro da rocha, sem fresta nenhuma.

O homem em cima da torre tipo posto de vigia, vejo, arregala os olhos diante de nós aparecendo de repente. O portão robusto, feito de madeira dura tipo carvalho, se erguia diante do forte, bloqueando nossa entrada, mas,

— Funh!

…O portão que deveria ser robusto voa fácil com um único soco direto do tio Bury.

— Não dá pra ir de um jeito mais, digamos, elegante?

— Homem que é homem, ataque frontal. Além disso, é caminho tortuoso!

Meio óbvio demais, hein, essa fala… bom, de qualquer forma, vamos esmagar mesmo, então tanto faz.

— I, inimigo! Inimigo atacando━━!

O vigia da torre bate o sino com martelo de madeira, sem parar. Nesse sinal, de vários pontos do forte, saem correndo, "warawara", homens de preto com máscara.

Hn? Máscara igual, mas a pintura é dourada. Será executivo do "Kurau"?

— Bom, tanto faz.

Saco a espada-arma Brunnhild e disparo, um atrás do outro, nos que aparecem no meu campo de visão. Claro, bala paralisante.

O tio Bury e o Ende também mergulham no meio dos homens mascarados, jogando-os longe em massa.

Poderia travar alvo e resolver de uma vez, mas isso deixaria escapar quem não usa máscara, e também não serviria de treino pro Ende, então decido exterminar aos poucos.

— Coloca o Cavaleiro de Ferro pra fora!

Hn? Nos dois lados do chão, surgem grandes círculos mágicos, e dois Cavaleiros de Ferro dourados brilhantes teletransportam. Isso, com certeza, é obra da "Sociedade Dourada".

O Cavaleiro de Ferro dourado, decorado com mau gosto, mal deu um passo pra fora do círculo mágico, e, no instante seguinte, já tinha sido jogado longe contra a parede de rocha, virando pó. Ué?

Reflexo, olho pro outro Cavaleiro de Ferro, e ali só estava o tio Bury, com o punho erguido pro céu.

Direciono o olhar pra cima. O Cavaleiro de Ferro, disparado bem alto pelo céu, aparece pequeno.

Assim, cai miseravelmente no chão, despedaçando-se. Descansa em paz.

— …Vendo esse tipo de coisa, perco toda confiança…

O Ende murmura baixinho. Entendo. Eu também sempre sinto isso quando enfrento a irmã Moroha. Originalmente, comparar já é errado.

— É, é monstro!

— Fu, fujam, fujam!

Inútil, inútil. Já expandi [Prison] em área ampla previamente, então não dá pra fugir daqui. Ah, não, sendo fino, talvez Cavaleiro de Ferro consiga romper.

Se romperem, vou saber na hora, então só resta expandir de novo mesmo.

— Opa

De repente, desvio, virando o corpo, do golpe de adaga disparado por trás. Não senti presença até quase o último momento.

Virando-me, um homem de máscara completamente preta estava de pé, adagas nas duas mãos. Igual aos outros, mas a presença desse aqui tem cheiro de sangue ainda mais sinistro. Sem dúvida, era de quem vive de assassinato como profissão.

— Deduzindo, você é o líder do "Kurau"?

— Exatamente… vivendo na escuridão de Eurono, sombra… gufuoha!?

— Ah

O líder, que começava a falar orgulhoso algo, recebe um golpe do Ende na barriga, dobrando o corpo em "く" e voando de lado.

— Ei, você…

— Ué? Ia deixar ele falar tudo?

— Não, ia atirar no meio.

— Se é assim, não tem problema, né.

Não tem problema, mas fico com sentimento meio indefinível… bom, tanto faz.

Aplico bala paralisante no líder do "Kurau", que se contorce segurando a barriga. Depois que ele fica imóvel, arranco a máscara, revelando rosto de homem sem característica marcante, uns 40 anos.

Aparência de senhor comum, de qualquer lugar, mas talvez seja justamente esse tipo que serve pra assassino, sem chamar atenção.

— Foi mal, mas todo o plano de vocês vai terminar em vão. Se realmente pensassem em Eurono, deveriam ter trocado adaga por enxada.

Deixando o líder, encarando-me com rosto contorcido, seja de raiva ou dor não sei, avanço pro interior do forte.

Batendo sem piedade nos que atacam, encontro círculo mágico de teletransporte pro subsolo.

Esse esconderijo foi originalmente construído pela "Sociedade Dourada", que tentava construir império mágico. Em pontos-chave do forte, dá pra perceber vestígio dessa tecnologia mágica.

Deixo a superfície com os dois, faço energia mágica fluir no círculo mágico, e teletransporto pro subsolo.

Ali, tipo grande caverna de estalactites, cheia de material variado, madeira, metal, criando aparência tipo hangar. Só de olhar rápido, dá pra ver claramente vários objetos feitos com tecnologia do mundo sombrio, colocados por toda parte.

Também tem Cavaleiro de Ferro em processo de montagem. Sem dúvida. Aqui é a fábrica de produção. Provavelmente, a maioria dos Cavaleiros de Ferro completos já foi enviada pro campo de batalha, só restam os incompletos.

Uns dez homens com máscara do "Kurau", talvez guardas daqui, vêm correndo, sacando espada da cintura.

— Atrapalham.

— Gufu!

— Goaha!?

Imediatamente neutralizo com a Brunnhild. Meu interesse tava mais voltado pros homens tipo prisioneiros, roupa esfarrapada, parados ao redor do Cavaleiro de Ferro, mais que os homens que sacaram espada.

Não usam máscara. Tenho certeza de que não são membros do "Kurau". Não só por não usarem máscara, mas, mais que tudo, porque tinham "Coleira de Subjugação" no pescoço.

Entre esses homens, um idoso vem caminhando na minha direção. Idade uns 60 e poucos anos. Barba branca crescida à vontade, usando óculos pequenos redondos. Cambaleava levemente, mas, atrás dos óculos, dá pra sentir força de vontade firme no olhar.

— Nós, você, seguimos. Matar, não faz.

O idoso puxa conversa com gesto e palavra quebrada. Como imaginei, gente do mundo sombrio, hein.

Mas "matar, não faz". Bom, faz sentido pensar isso vendo arma disparando na frente.

— [Translation]!

Aplico magia de tradução em todos os homens diante de mim. Com isso, deve dar pra se comunicar.

— Vocês são técnicos de golem?

— ! P, palavra funciona!? Isso mesmo, somos técnicos de golem. No caminho de entregar golem ao mago-rei de Eisengard, nos perdemos numa terra desconhecida. E fomos capturados por esses homens mascarados, colocados nessa coleira…!

Entregar ao mago-rei…? Se não sabem que o mago-rei de Eisengard já não existe mais, será que se perderam pra este mundo antes disso?

— Vou ouvir história detalhada depois. Quantas pessoas foram trazidas ao todo?

— No começo, éramos 18, mas agora só restam esses 15 aqui. Três foram mortos na captura. Aliás, jovem, onde é isso, afinal? Palavra desconhecida, técnica mágica desconhecida, feito ter se perdido em outro mundo completamente diferente…

De fato é isso mesmo, mas, por ora, vamos deixar pra depois.

Removo a "Coleira de Subjugação" de todos os teletransportados, libertando-os. Devem ter passado por algo bem duro, alguns choram de alegria com a coleira removida.

— Por ora, vou teletransportar daqui. Tem algo que queiram levar?

— Sinto muito, espera um pouco.

O idoso cava a base de um Cavaleiro de Ferro em construção, desenterrando algo tipo cartão do chão.

— O que é isso?

— É meu cartão de armazenamento pessoal. Só isso, não podia deixar ser roubado. Sempre escondi.

Que velho astuto, hein. Não é à toa que viveu tantos anos.

Certo, então, sendo morador do mesmo mundo sombrio e técnico de golem também, vou levar até a engenheira Elka.

Conecto [Gate] até o terreno rochoso onde a engenheira Elka e a Doutora Babylon estão.

As duas, observando o campo de batalha, viram-se diante de nós aparecendo em massa, e a engenheira Elka arregala os olhos, apontando o idoso.

— Eh!? "Professor"!?

— Nnn!? A garotinha da "Rainha Regeneradora"!?

Os dois apontam um pro outro, e ficam sem palavras depois disso.

— Vocês se conhecem?

— É, é. Técnico de golem famoso no nosso mundo. Não pode ser, será que os técnicos de golem capturados são…

— Ah, sim. São essas pessoas.

— Garotinha, o que exatamente tá acontecendo, afinal? Não entendemos nada. Ou melhor, onde é isso, afinal?

— Uhmm, por onde eu começo a explicar…

Bom, se são conhecidos, a conversa deve ser mais rápida. Deixo eles com a engenheira Elka e volto pro forte.

O forte já estava quase totalmente ocupado pelo tio Bury e pelo Ende, e combatentes do "Kurau" estavam caídos por toda parte. Vou teletransportando um atrás do outro pro calabouço de Horn.

Melhor mandar todos sem exceção, hein. Igual erva daninha, se deixar raiz, cresce de novo.

Confirmo com [Search] que não sobrou nenhum humano, e saímos pra fora do portão.

O toque final parece que o tio Bury vai fazer.

— Escuta bem. "Ki" também transborda na natureza. Ki do ar, ki da terra, ki do sol, isso tudo. Recebendo isso, refinando, transformando o poder da natureza em próprio poder. Controlando isso direitinho…

As duas mãos do tio Bury se movem, "yurayura", feito coletando algo à frente.

Eventualmente, algo diferente de energia mágica, algo tipo massa de grande poder, se acumula diante do tio Bury, visível a olho nu.

Essa oscilação vira tamanho de bola de exercício, e a vibração no ar chega a ser sentida na pele, "biribiri".

— Haa!

Junto com grito de esforço, essa massa oscilante dispara do tio Bury.

No instante seguinte, junto com estrondo grande, um impacto imenso nos atinge. Impacto feito bomba explodindo bem perto.

Quando a poeira levantada se dissipa, ali não tinha mais a figura do forte. Só terra árida escavada se estendia, e até a montanha rochosa atrás do forte tinha sido jogada longe.

Além disso, a rocha e a montanha depois disso também estavam escavadas e arrancadas, quase igual ao canhão de partícula carregada que espécie superior de Phrase dispara. Poder absurdo.

Sem usar energia mágica nem energia divina, será que corpo humano consegue fazer isso.

Junto com a fábrica no subsolo, o esconderijo do "Kurau" desaparece deste mundo.

— Como dizer… falta treino pra mim…

— Não, acho que aquilo é tipo que não deveria servir de exemplo, hein…

Diante do murmúrio atônito do Ende, respondo baixinho, olhando também a montanha rochosa desaparecida.

Todos os membros do "Kurau" foram entregues ao Reino de Horn, sem exceção, e a tropa de Cavaleiro de Ferro e golem de madeira também foi aniquilada. Aqui, a ambição de tomar o Reino de Horn se esgota.

O líder e os executivos do "Kurau" serão executados publicamente. O resto vai pra mineração, praticamente prisão perpétua. Nunca mais vão pisar em terra do mundo externo.

Alguns dias depois, novo rei assume o trono do Reino de Horn. Kuo Da Horn. Rei com apenas um ano de idade.

E, ao mesmo tempo, o primeiro-ministro Shubain Adante, do Reino de Horn, anuncia renúncia. Quem ele indica pro próximo primeiro-ministro é o ex-irmão do rei, Ganossa Da Horn.

Ou seja, o tio virou regente pelo sobrinho. Pensando normal, talvez seja o resultado mais tranquilo mesmo.

O Reino de Horn decide sair do estado de país fechado até agora, mandando primeiro jovens do país estudar em vários países.

Esses jovens, trazendo de volta cultura e costume esplêndido de outros países, o Reino de Horn deve alcançar nova evolução.

Espero que consigam se esforçar pra não virar tipo país vizinho, que só persegue glória do passado, ficando com o conteúdo vazio.

Buscar orgulho do passado, tudo bem, acho. Mas, se ficar só nisso, não muda em nada de filho idiota que se orgulha exageradamente de pai importante.

Vou acreditar que, dentro de Eurono, também existem jovens olhando pro futuro direitinho.

Agora, sobre os técnicos de golem resgatados.

Originalmente, exceto uma pessoa, eram técnicos que trabalhavam na "Fábrica" de Eisengard.

O responsável máximo pela "Fábrica", instalação importante do país, naturalmente, seria o rei.

Mas o mago-rei, rei de Eisengard, já está com vida ou morte desconhecida. Além disso, Eisengard, com a ausência do mago-rei, virou país sem líder, parece que continua em confusão.

Mesmo explicando isso direitinho, a maioria dos técnicos respondeu que queria voltar mesmo assim, então mandei de volta a Eisengard pelo "Portal Dimensional".

Sendo a maioria com família do outro lado, entendo o sentimento.

Mas eles já foram considerados mortos e perderam o emprego, e ainda existe possibilidade de serem considerados como tendo desviado 3.000 unidades militares. Ficar em Eisengard é perigoso.

Por isso, sem esperar muito, consultei o ex-Príncipe Rukureshion do Império de Gardio… Marquês Fronteiriço de Reeve, e ele respondeu que os receberia com prazer em seu território. São técnicos habilidosos. Não haveria motivo pra não aceitar.

Agora, devem estar indo com a família em direção ao Império de Gardio.

E, o problema é quem ficou.

— E aquele velho… professor, era? O que ele decidiu fazer?

— Que vai viajar por este mundo. Disse que queria ver vários países.

Brincando com o canudo na boca, a engenheira Elka franze a testa. O gelo do suco de laranja posto na mesa faz barulho, "karan".

— Não é perigoso? Idoso viajando sozinho…

— Antes de sair deste país, ele construiu unidade militar simplificada na oficina dos anões. Parece que tinha "G-Cube" e "Q-Crystal" escondidos. Visualmente, só parece cinco cavaleiros de armadura. Deve ser excelente como escolta.

Conseguiu criar golem num período tão curto assim? Mesmo não sendo máquina antiga, faz sentido esperar de técnico de golem entre os cinco melhores do mundo sombrio.

— Queria que ele ajudasse com várias coisas, sabe. Mas disse que quer aproveitar viagem turística por um tempo. Como foi forçado a criar Cavaleiro de Ferro o tempo todo, talvez isso tenha deixado marca.

Uhmm. Criar unidade militar significa que não é trauma, acho. Bom, talvez queira ficar longe de máquina por um tempo.

— Ei, você! Já terminou o intervalo! Ajuda logo!

— Eeee~. A Monika-chan é durona~…

Chega, até a mesa no canto do "Hangar" onde tomávamos chá, o grito da chefe de manutenção, Monika.

Atrás dela, o Overgear preto e vermelho estão parados, esperando revisão que também serve de checagem de dano por combate.

Resmungando, mas com o Fenrir junto, a engenheira Elka se dirige ao Overgear.

Eu também penso em me levantar pra sair, mas, nesse timing, o smartphone no bolso avisa uma ligação. Ué? Raro, será dos deuses?

— Sim, alô.

— «Ora, é o Touya-kun. Tenho um assunto pra conversar, será que consegue vir ao reino divino?»

Depois disso, não tenho nada agendado. Aviso que tudo bem, e desligo o telefone. Que assunto será, hein?

De qualquer forma, vou lá dar uma olhada. Ah, antes disso, preciso passar na cozinha buscar um presente. Ir de mãos vazias também não fica bem.

Se não me engano, ultimamente o chef Kurea-san tinha feito yōkan. Se não tiver sido devorado pela irmã Karen, ainda deve ter. Vou levar aquilo.

Felizmente, o yōkan escapou do ataque da irmã Karen, e levo pro reino divino.

Como sempre, o mar de nuvens, e o cômodo de quatro tatames e meio sem teto nem parede, me recebem.

— Boa tarde. Toma, presente. Yōkan.

— Ora, obrigado. Vou logo comer com o chá.

O deus tira faca e prato do armário, servindo junto com chá. Chá e yōkan é a combinação mais forte, né.

— E então, qual é o assunto?

— Uhum. Daqui três dias.

— Hã?

Cortando em pedaços o yōkan no prato com garfo pequeno, o deus abre a boca.

Daqui três dias? O quê?

— O que vai acontecer daqui três dias?

— É o prazo em que os dois mundos vão se sobrepor. Daqui três dias, esses dois mundos entre os quais você transita vão virar um só, saindo das mãos de nós, deuses.

— Eeeeeh!?

Solto voz sem querer. Já tinha ouvido que não sabia quando seria, mas isso não é urgente demais!?

Se possível, queria fazer a reunião entre os dois mundos antes disso… não, pensando bem, talvez seja mais conveniente assim. Porque estaríamos sendo forçados a enfrentar a realidade sem escolha. Não vão poder tratar como bobagem nossa. Os reis do mundo sombrio devem enfrentar isso a sério também.

— De fato, é repentino, mas isso não tem jeito. Originalmente, era mundo que o deus da destruição já deveria ter processado há tempos, sendo instável, difícil de prever.

— É… mesmo. Daqui três dias, hein.

Com esse número de dias, até onde dá pra preparar, hein.

— Vai ocorrer catástrofe natural?

— Normalmente, poderia acontecer. Mas você já virou rei dos espíritos, né? Se pedir aos espíritos de mar, terra, tempestade, o dano não deve ser tanto. Pequenos terremotos devem continuar por um tempo, mas acho que os mundos vão se fundir tranquilamente. Talvez o mapa fique um pouco distorcido.

Só o terreno se distorcer já parece coisa absurda, mas parece que não vai virar grande desastre. Mais assustador é o pânico das pessoas.

— Nesse momento, esses dois mundos também saem completamente do meu gerenciamento. Sendo último momento, como milagre divino, vou unificar a língua dos dois mundos. Bom, mesmo assim, deve parecer só que sempre falaram a mesma língua desde o início.

Só quem transitou entre os dois mundos vai perceber esse milagre. Aplicar magia de tradução em todo o povo dos dois mundos. Escala demais.

Talvez até eu conseguisse fazer, mas provavelmente só travar alvo já levaria mais de uma semana.

— Ou melhor, tá tudo bem isso? Interferir no mundo terreno com poder divino não deveria ser proibido?

— Normalmente, não pode. Bom, sendo deus maligno envolvido também, e sendo último momento, é tipo jogada irregular permitida. Sair das mãos de nós, deuses, significa que a responsabilidade de gerenciar também desaparece.

Tipo livro que tava na biblioteca até agora, sendo descartado por causa de algum problema. Isso já não é mais item da biblioteca. Não tem mais responsabilidade de gerenciar. Só falta ver quem vai pegar esse livro daqui pra frente…

— Daqui pra frente, é trabalho seu. Expulsa o deus maligno desse mundo que virou novo. Assim, esse mundo continua a existir. O deus da destruição também não deve reclamar.

— Que problema meio incômodo mesmo…

— Bom, pensando normal, você é meu subordinado, e o outro lado é deus que não conseguiu virar completamente. Não tem elemento nenhum pra perder. Mas deus maligno é astuto. Não garanto que não venha com algum truque estranho. Toma bastante cuidado.

— Sim.

Ué? Isso é tipo transferência de trabalho? Vem à mente imagem de novo funcionário recebendo trabalho de funcionário veterano se aposentando.

— Tem sete deuses descidos como apoio, viu. Não deve virar algo terrível.

— Não, é que aquele pessoal, mais que apoio, tá aqui tipo clima de estar em férias, sabe…

De fato, deusa do amor, deus da espada, deus da agricultura, deus da caça, deus da música, deus do vinho, deus da guerra, tá reunido feito Sete Deuses da Fortuna, mas, se vão apoiar direitinho, é duvidoso.

— Bom, o apoio também é meio "junto com férias". Não tem jeito. Eventualmente, quando você virar gerente daquele mundo, talvez vire área turística dos deuses, hein.

Isso também, como dizer, hein. Se é área turística, acho que tem mundo melhor. Bom, tudo isso depende de resolver o deus maligno primeiro.

Primeiro, preciso conversar com os espíritos, e depois entrar em contato com representantes de cada país. Daqui pra frente, não sei o que vai acontecer. Preciso me preparar mentalmente.

Enchendo a boca de yōkan, engulo o chá quente com determinação renovada.

━━E, três dias depois disso.

Do mundo virado um só, um país desapareceu completamente.


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