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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 394

Preparação para Interceptação, e as Espécies Dominantes

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Capítulo 394 – Preparação para Interceptação, e as Espécies Dominantes

Cada país empresta dois Cavaleiros Pretos e dezoito Cavaleiros Pesados, totalizando vinte Frame Gears por país.

Países participantes são praticamente todos do mundo real… continente leste. O número, excluindo Brunhild, é de dezoito países. (As tribos da Grande Floresta não estão inclusas. Elas têm orgulho de lutar com o próprio corpo. Por isso, não pilotam Frame Gear.)

Vinte máquinas de cada um desses dezoito países, total de 360, mais cinquenta de Brunhild, e ainda somando meu Reginleiv e as nove máquinas exclusivas da Yumina e do pessoal, totalizando 420 Frame Gears pra enfrentar o mutante.

Na grande invasão de Yūron, foram cerca de 200 máquinas. Dessa vez, o dobro disso, e ainda temos nossas máquinas de novo modelo. Deveria ser mais vantajoso que daquela vez, mas, dessa vez, não é Phrase, é mutante. Não posso relaxar.

Além disso, também trouxemos as duas Overgear da Norun e da Nia, e, à força, arrastei também o Dragão Cavaleiro do Ende.

Preparação completa, prontos pra enfrentar a batalha. O problema é…

— Então, o local de aparição de fato é o mar, hein.

Olhando o mapa projetado no monitor do "Laboratório", a Doutora Babylon cruza os braços.

— Como está a preparação à prova d'água dos Frame Gears?

— O Reginleiv do Touya-kun, as máquinas exclusivas daquelas garotas… e as duas Overgear, além do Dragão Cavaleiro do Ende-kun, esses aqui tudo bem. Mesmo mergulhando na água, não entra água dentro. O movimento fica mais lento, mas. Só que os outros Frame Gears, básicamente, não têm cockpit selado, então é perigoso. Até a altura da cintura no mar tudo bem, mas passando disso, o cockpit fica encharcado. Não consigo garantir a vida do piloto.

Ou seja, no pior caso, pode se afogar.

Claro, tem o dispositivo de teletransporte de emergência, então dá pra escapar antes disso. Mas, se desmaiar e cair na água, também existe possibilidade de não conseguir fugir e se afogar. De fato, lutar em terra é mais seguro.

— Não dá pra ler o comportamento do mutante mesmo… Depois que aparecer, vamos ter que capturar com magia de busca enquanto rastreamos, e emboscar pra onde ele for indo, né.

— Não só mar, deve ter também os que voam, então melhor pensar nisso também.

Máquinas capazes de lidar com inimigo aéreo são meu Reginleiv, que voa, o Herumuvīge da Rinze, a Brunhild da Yumina com ataque à distância, a Grimgerde da Rin, a Rosuvaise da Sakura, e ainda a Varutorate da Rū convertida pra unidade de artilharia. Acho que dá pra lidar de algum jeito.

Peço à Doutora e ao pessoal pra ajustar os Frame Gears, e volto pro castelo de Brunhild. Como a irmã Karen estava justamente no terraço, aproveito pra perguntar algo que estava curioso.

— Se o mutante vai usar o "Veneno Divino-Demoníaco"?

— Isso. Se espalharem isso, eu e a Yumina e o pessoal nem podemos pensar em batalha.

— Ah, tranquilo. "Veneno Divino-Demoníaco" precisa ser absorvido e fixado na terra pra virar tipo pântano venenoso pra deus naquela área. Já falei antes, mas esse veneno não combina com água corrente, então mesmo espalhando no mar, antes de ser absorvido no fundo do mar, ele se dissipa e desaparece. Além disso, não é tão fácil assim criar "Veneno Divino-Demoníaco".

Sério? Então será que aquele lote de chuva de meteoros já esgotou o veneno?

— Pra começo de conversa, "Veneno Divino-Demoníaco" é criado usando alma de deus como sacrifício. E provavelmente o que aquele deus maligno usou como sacrifício foi…

— …O deus subordinado que ele incorporou, né.

Originalmente incorporado no corpo pelo próprio deus maligno que ele mesmo gerou, e ainda por cima, a alma virou sacrifício pra criar "Veneno Divino-Demoníaco" — aquele deus NEET. Sem salvação nenhuma. Bom, é culpa própria, mas.

Então, o "Veneno Divino-Demoníaco" cobrindo Eisengard é maldição daquele deus NEET, é isso? Q, mesmo morto, causa incômodo. Deus da desgraça mesmo.

— De qualquer forma, se não resolver o "Veneno Divino-Demoníaco", nem dá pra ir enfrentar o deus maligno… alguma ideia de contramedida?

— O tio Kōsuke, deus da agricultura, está tentando criar uma planta de espécie divina que absorve o "Veneno Divino-Demoníaco" e converte em mana inofensiva… parece que não está indo muito bem.

— Deve ser difícil, né?

— Claro que sim. É tipo tentar gerar do zero um servo do deus da agricultura. Sabe que isso é mais difícil que o nascimento de espírito?

Então era isso. Fazia sentido eu não ver o tio Kōsuke ultimamente… vou levar algo pra ele da próxima vez.

Enquanto penso nisso, meu smartphone do bolso avisa uma ligação. Hn? É o Ende.

— Alô?

— «Ah, é o Touya? Desculpa, tenho um assunto pra falar, será que dá pra vir até aqui?»

— É na sua casa?

— «Uhum, isso.»

O Ende, a Meru, e as irmãs Phrase, Nei e Rise, moram numa casa na cidade abaixo do castelo. Como é pertinho, resolvo ir andando.

Antes disso, passo pelo grande campo de treino ao norte, visível do terraço. Se não me engano, hoje a Rozetta deveria estar fazendo o ajuste final das Overgear.

No grande campo de treino ao norte do castelo, os golens-fera preto e vermelho esperavam em posição "deitada". São as Overgear da Norun e da Nia.

E, diante das duas máquinas, tem um príncipe suspeito de calção estufado, agitado, fazendo barulho.

— Por que você tá aqui de novo…

— Ah, Touya-kun! Isso é incrível! Nunca imaginei que dava pra usar o poder do "Coroa" assim!

O Robēru observa as duas Overgear com olhos brilhantes.

Esse desgraçado, veio de novo com a habilidade de teletransporte da Brau… Já basta a irmã Karen ser imprevisível assim.

— Norun! Nia! Me deixem montar nisso também! Vamos! Vamos vamos vamos!

— Barulhento, seu príncipe sonolento!

— Fala sonhando depois de dormir mesmo, hein.

O Robēru, insistindo com as duas, leva garra de ferro da Nia e chute na canela da Norun. Que irritante como sempre. Pode até se chamar de operação normal.

— Overgear é construída conforme o golem que vai pilotar, então só o mestre consegue movimentar. Ou seja, mesmo montando, não vai funcionar pra você.

— Eeh!? Sério isso!?

— Originalmente foi feita exclusiva pro golem "Coroa". O "Leonoir" da Norun e o "Tigaruju" da Nia são máquinas do mesmo tipo, mas não tem compatibilidade de golem entre elas. Tem mais um frame básico sobrando de reserva, mas, sem ser "Coroa", não tem sentido…

Falando até aí, "ha", cobri a boca, mas já era tarde. O olhar brilhante do Robēru se direciona a mim. Argh. Olhar masculino carregado de empolgação não me deixa nem um pouco feliz.

— Então, isso significa que dá pra construir uma máquina exclusiva pra Brau, o "Coroa"! Ou seja, uma máquina que eu consigo pilotar! Incrível! Fiquei empolgado!

— Não, espera aí. Não é tão simples assim…!

— Melhor construir logo, já que é incômodo. Senão ele vai ficar grudado em você todo dia até você dizer "vou construir", esse príncipe brega.

Sério mesmo?

Na fala da Norun, senti peso baseado em experiência acumulada até agora. Erguendo o olhar pra Rozetta, que estava fazendo manutenção da Overgear, ela dá suspiro leve, tipo "ah, tanto faz".

— A base é a mesma, então não é impossível construir a máquina em si, viu. Mas o ajuste conforme o golem vai começar do zero, então isso é que vai levar tempo, viu.

— Norun é leão, Nia é tigre, né. O que eu escolho, hein. Cervo também é elegante e bom! Não, já que as duas são felinas, cachorro… lobo ou raposa também seria opção legal! O que vocês acham?

— Extremamente tanto faz. Idiota devia ser cavalo ou cervo mesmo.

— Urso tá bom. Fica em hibernação a vida inteira já.

Diante da voz gelada da Nia e da Norun, sem nem se abalar um pouco, o Robēru continua falando animado. Esse príncipe, mental forte demais.

— De qualquer forma, não vai dar a tempo pra batalha dessa vez, hein. Você vai ser espectador junto com os reis do continente oeste.

— Mumumu… não tem jeito. Vou pedir de novo até a próxima. Mas será que tudo bem sem mim? Só Norun e Nia me deixam muito preocupado!

— Ah? Tá comprando briga, seu?

— Não é da sua conta se preocupar com a gente.

De novo garra de ferro da Nia, chute na canela da Norun no Robēru. Não, acho que a preocupação dele foi sincera dessa vez, mas… o jeito de falar, hein…

Diante das críticas das duas, o príncipe masoquista nem um pouco abalado. Opa, não posso ficar lidando com esse aí pra sempre. Deixo o Robēru e o pessoal, apressando o passo até a cidade.

Visitando uma casa de tamanho razoável com jardim nos arredores da cidade, a Meru, disfarçada de humana com o item mágico que dei, me recebe.

— Touya-san, bem-vindo. Quanto tempo.

Nem parece a "Rainha" de Phrase. Com avental, chega a parecer alguma jovem senhora casada de algum lugar. Fico com vontade inexplicável de bater no Ende.

Entrando na casa, razoavelmente ampla mas sem coisa desnecessária, o Ende, a Rise e a Nei esperavam os três.

Como ir de mãos vazias seria estranho, entrego à Rise, como presente, o pacote de biscoitos que tinha no [Storage].

— Desculpa incomodar. Tenho um pedido pra fazer.

— O quê? É sobre a batalha de amanhã?

Bebendo o chá servido, pergunto ao Ende. O Ende vai participar amanhã com o Dragão Cavaleiro. Será que teve algum problema?

— Uhum, isso também, mas. Primeiro, a Meru e o pessoal, sendo espécies dominantes de Phrase, conseguem perceber vagamente a presença dos mutantes, que originalmente eram companheiros deles. Tipo, conseguem sentir a presença deles quando atravessam pra este lado pela fenda espacial. Não dá pra saber número exato nem horário detalhado como no painel de detecção da guilda, mas. Só que a Meru e o pessoal têm uma parte em que são superiores.

— Parte superior?

— Capacidade de identificação. Sobre a aparição de mutante amanhã, sem dúvida vai aparecer espécie superior. Não só isso. Parece que também tem espécie dominante mutada.

— Q…!

Espécie dominante mutada… Os Phrase se dividiram entre o lado do deus maligno, liderado pela Yura, e o lado da Meru, liderado pela Nei. Como resultado, quase todos os Phrase foram absorvidos e viraram alimento pro lado do deus maligno, e a Nei veio pra este lado confiando na Rise, se reencontrou com a Meru, e ficou do nosso lado.

— Se essa espécie dominante mutada for os irmãos Reto e Ruto, será que dá pra deixar com a gente? Quero acertar as contas com eles.

— Reto e Ruto, aquele mesmo? Que você foi espancado e fugiu chorando…

— Não chorei! É verdade que fugi, mas não chorei, viu!?

— Foi assim mesmo? Mas, depois disso, roubaram a espada dupla divina em outro mundo, e o tio Buryu te espancou até perder a memória, e ficou sendo usado do jeito que quisesse pelo presidente do senado de Toriharan…

— Aaaah! Aaaah! Não. Es. Tou. Ou. Vin. Do!

O Ende começa a gritar tampando os ouvidos, e o soco de ferro da Nei, ao lado, voa.

— Barulhento!

— Buh!?

O Ende afunda no sofá, atingido.

— Eu também tenho dívida com o Reto e o Ruto. Por favor, aceite esse pedido?

— Não, tudo bem por mim. Mas, se ficar perigoso, a gente também vai intervir. Se tudo bem assim.

— Tudo bem. Agradeço.

A Nei abaixa levemente a cabeça. Essa aí também amoleceu depois que veio pra Brunhild, hein. Antes, carregava presença assassina afiada que cortava se tocasse. Deve ser graças à Meru e ao pessoal.

Bom, o objetivo dela era encontrar a Meru mesmo, então é natural também.

— Aliás, algo que eu também queria perguntar, quantas pessoas tem entre as espécies dominantes do lado deles?

— Quando eu estava lá, era só a Yura, os irmãos Reto e Ruto, e o Gira. Mas não dá pra garantir que não aumentou desde então.

— Como assim?

Ergo uma sobrancelha diante da explicação da Nei. O Gira eu derrotei, então não sobra só três?

— Nós seguimos a "Rainha", a Meru-sama, até este mundo. Mas não há garantia de que ninguém tenha respondido ao chamado da Yura vindo do nosso local de origem, o "Mundo Cristalino". Aquele desgraçado, desde a época que estava no Mundo Cristalino, já cobiçava o poder da Meru-sama, tramando pra virar "Rei". Não seria estranho ter alguns servos, espécies dominantes.

Droga, se essas espécies dominantes também virarem mutante… não, sem dúvida vão virar, e existe possibilidade de que as espécies dominantes que vão atacar dessa vez sejam justamente esses.

Se não for o Reto e o Ruto, alvo do Ende e do pessoal, deixo essa parte com a irmã Moroha, a irmã Karina e o tio Buryu. Literalmente contando com os deuses. Mas, oficialmente, peço mantendo a postura de que é apoio a mim, candidato a novo deus.

— Aliás, é pergunta básica, mas você consegue vencer espécie dominante mutada?

— Ah, não me subestima assim. Mesmo sendo eu, aguentei aquele treino infernal como discípulo do deus marcial, viu. …Sabe quantas vezes achei que ia morrer? Não sabe, né? Hahaha, o auge da arte marcial é o estado de ausência do eu. Coração vazio e sereno, espelho claro e água parada. Hahahahaha.

Lembrando de algo, a luz sumiu dos olhos do Ende, e escapou risada seca. Vai ficar tudo bem amanhã, esse aí?

— Se firma, Endemyuon.

— Ha. …Ah, tô bem, Meru. Só lembrei de algo doloroso.

Sacudido pela Meru, o Ende recupera a consciência. Não tá exagerando não, tio Buryu? Fico levemente preocupado com a Eruze também, que virou discípula igual ao Ende.

— Muito obrigada pela comida.

…Achando que ela não tinha falado nada desde há pouco, a Rise já tinha devolvido o pacote de biscoitos completamente vazio. Que ritmo próprio impressionante.

Amanhã, será que vai ficar tudo bem… não, vai ficar bem. A preparação de interceptação está completa. Só resta esmagar eles.

Ainda tenho novos companheiros confiáveis (?) também. Claro que vai ficar tudo bem.

Provavelmente, com certeza.


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