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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 395

A Invasão das Espécies Dominantes, e o Dragão de Duas Cabeças

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Capítulo 395 – A Invasão das Espécies Dominantes, e o Dragão de Duas Cabeças

— Chegou.

Na tela do mapa expandida no ar, alfinetes vão caindo um atrás do outro. Espécie superior demora pra atravessar a barreira, então deve ser quase só espécie inferior e intermediária.

Espécie dominante também deve demorar até aparecer, provavelmente. Até lá, quero dar conta desse grande grupo, mas…

— «Sinto uma irritação, sabe. Melhor logo vir pra cá.»

Do rádio no cockpit do Reginleiv, ouço a voz irritada da Eruze. Entendo o sentimento.

Tentando visualizar o local de aparição com [Long Sense] envolto pelo "Olho Divino", mas só consigo ver o mutante de tipo voador, os outros mutantes não aparecem.

Pela tela do mapa, provavelmente estão avançando pelo fundo do mar mesmo.

— «Estão avançando diretamente rumo ao sudoeste, sabe. Será que a previsão da Yumina-san acertou?»

— Uhum. Provavelmente.

Como a Hiruda diz, antes de aparecerem, na verdade a Yumina tinha dito: será que, por acaso, os mutantes que vão surgir têm como destino Eisengard…?

Conforme a previsão dela, os mutantes que apareceram começaram a avançar em direção a Eisengard. Ou seja, em direção ao Reino de Panachès.

Já tenho permissão de combate do rei de Panachès.

Nossa batalha, através da equipe de filmagem da Valquíria invocada, deve estar sendo projetada no monitor gigante instalado na sala de reunião de Brunhild.

Os líderes de estado do mundo real, mundo sombrio… continente leste, continente oeste, todos estão assistindo essa batalha lá. Claro, incluindo o rei de Panachès também.

420 Frame Gears alinhados em fileira na costa do Reino de Panachès.

Todos encaram o mar tranquilo, esperando o inimigo.

Normalmente, aqui seria hora de soltar [Meteor Rain], mas, se fizer errado, pode até causar tsunami. Pode ser preocupação exagerada, mas, dessa vez, vou me abster.

— «Touya-san, vamos adiantar e cuidar pelo menos dos mutantes aéreos primeiro?»

— É… talvez seja melhor mesmo.

Olho pra cima, pra Helmuvīge azul da Rinze, já em formato de voo, flutuando no ar.

Basicamente, só o meu Reginleiv e o Helmuvīge da Rinze têm capacidade de voo.

Antes, a Rozetta desenvolveu unidade de voo pra máquina exclusiva, e a Schwertleite da Yae e a Sieglinde da Hiruda usaram. Mas descobriu-se que sobrecarregava demais tanto a máquina quanto o piloto, e a Doutora estava desenvolvendo nova unidade de voo… mas não deu tempo pra essa batalha, parece. Também tava fazendo a Overgear e tal.

Pra começo de conversa, se não fosse aparição no mar assim, o disparo simultâneo da Grimgerde da Rin, o tiro certeiro da Brunhild da Yumina, e o ataque de onda isolada da Rosuvaise da Sakura já seriam suficientes, sem precisar nem voar.

Faço o Reginleiv flutuar no ar, parando na mesma altura do Helmuvīge.

— Por ora, vamos lutar dentro do alcance da Brunhild. Yumina, conto com o apoio.

— «Pode deixar comigo. Vou garantir o abate certeiro.»

Que confiável. Consigo confiar minhas costas com tranquilidade.

Corro pelo céu com o Reginleiv. O mar parece tranquilo, mas, acima dele, quase mil mutantes voadores vêm em direção a nós, feito bando de estorninho.

— Espada Voadora ativada. Mudança de forma: adaga.

As doze placas de cristal tipo asa nas costas do Reginleiv se transformam num instante em quarenta e oito adagas, flutuando ao redor feito satélites.

— Vamos. [Enxame de Espadas Estelares]

Quarenta e oito estrelas cadentes brilhando sob a luz do sol atacam simultaneamente os mutantes voadores à frente.

Identificando a posição do núcleo com o "Olho Divino", perfuro exatamente ali com as espadas estelares. As espadas de cristal, cruzando o céu em todas as direções, dissolvem um mutante atrás do outro, deixando um brilho tipo estrela cadente, e eles caem no mar.

Como sempre, isso dá bastante carga. Afinal, estou controlando quarenta e oito espadas simultaneamente. Mesmo usando a aceleração de pensamento do [Accel], continua sendo puxado.

De vez em quando, o que escapa é abatido com precisão pelo Helmuvīge da Rinze. Disparando bala de cristal com os dois canhões equipados nas asas esquerda e direita do formato de voo.

Igual a Grimgerde da Rin, nossas máquinas basicamente nunca ficam sem munição. Porque é reabastecido diretamente por teletransporte do depósito de munição em Babylon.

Claro, se der metralhadora até pros outros Frame Gears, o abastecimento não daria conta, e ainda causaria fogo amigo, então não equipamos isso neles.

De vez em quando, tiro de apoio da Yumina, na costa, derruba mutante. Um tiro, um abate — atinge exatamente o núcleo do mutante num único golpe.

Impressionante conseguir isso sem nem usar o "Olho Divino". Ou será que tá identificando com aquele poder de visão de futuro dela? Tipo, vendo imagem de futuro do tipo "se atirar aqui, acerta", e atirando?

Com o apoio da Yumina e da Rinze assim, o número de mutantes voadores já caiu pela metade.

Pelo radar do console, os mutantes do fundo do mar estão avançando em conjunto em direção à costa do Reino de Panachès.

Já passaram bem por baixo de nós, mas decido continuar o combate assim mesmo.

Ativo de novo [Enxame de Espadas Estelares], estraçalhando e dissolvendo os mutantes voadores. Quando percebo, o número deles já caiu pra um quarto.

— «Touya! Os mutantes começaram a desembarcar!»

Recebendo a comunicação da Sū, direciono a câmera pra costa, e vejo mutantes tipo crustáceo, parecidos com caranguejo-eremita e lagostim, saindo do mar aos montes, pisando na areia.

Caranguejos e baratas-do-mar brilhando em cor dourado-escuro áspero, tipo criatura mineral, avançam rumo aos Frame Gears.

— «Finalmente os convidados chegaram, hein. Então vamos dar as boas-vindas.»

Na máquina preta pilotada pela Rin (e pela Pōra), a Grimgerde, cada blindagem do braço, peito, cintura, perna se abre uma atrás da outra, revelando a Gatling e o míssil de cristal internos.

— «Que sejam lançados pelos ares.»

Chuva, ou melhor, tempestade de balas de cristal atacam os mutantes desembarcados. Recebendo milhares de tiros por segundo, nenhum consegue manter a forma original.

— «Boa, hein. Então eu também!»

A Orutorinde Overload da Sū ergue o braço direito. Espera aí, isso é.

— «Canhão Punho Espiral!»

Um soco-foguete girando em alta velocidade avança sobre o bando de mutantes, arrasando com tudo. Continua reto até cravar no mar, levantando não só respingo de onda grande mas até respingo de areia (?) por toda parte.

Furando a areia do fundo do mar, o braço direito da Orutorinde salta de volta pra fora do mar junto com coluna d'água. Força bruta demais.

Originalmente, a máquina da Sū não é adequada pra limpar espécie inferior/intermediária desse jeito.

— «Certo, então nós também.»

— «Sim.»

— «Vamos!»

A Schwertleite da Yae, a Sieglinde da Hiruda, a Gerhilde da Eruze começam ataque avançando contra os mutantes na areia. Correspondendo a isso, os Frame Gears de cada país também correm rumo à beira da água, arma em punho.

Como se perseguisse, magia de canto amplificada é lançada da Rosuvaise pilotada pela Sakura.

Essa música… não adianta perguntar pra Sakura por que essa música, então vou simplesmente ignorar.

Música de banda de rock britânica famosa… não, precisamente falando, era música daquele vocalista.

Música arranjada pelos membros da banda, do artista que faleceu aos 45 anos por doença. Claro, também tem a versão original dele.

"Nasci pra te amar" — letra direta e voz poderosa, música que sacode a alma de quem ouve.

A voz normalmente transparente da Sakura ressoa poderosa igual à do vocalista daquela música.

Essa voz ativa o líquido de éter dentro de cada Frame Gear, elevando temporariamente a performance básica.

— «Ordem de Cavaleiros do Ducado de Brunhild, avançar!»

— «Ordem de Cavaleiros do Reino de Belfast, seguir!»

— «Não fiquem pra trás! Mostrem a força do Império de Regulus!»

Empurradas pela música da Sakura, cada ordem de cavaleiros inicia combate contra os mutantes.

Ferro e ouro cruzando na beira da água. Espécie inferior sendo dispersada, espécie intermediária cercada por várias máquinas.

Mutante com o núcleo destruído, soltando fumaça preta, derrete escorrendo.

Agora que penso nisso, será que isso não polui o mar? Não seria destruição ambiental…? Fico preocupado que vire igual acidente de vazamento de óleo de petroleiro, mas o mar não fica sujo. Parece que tá tudo bem.

— Oh?

No meio dos mutantes agrupados na areia, dois golens-fera correm como se competissem.

A onda de choque gerada pelas duas máquinas impede os mutantes ao redor de se aproximarem, lançando-os longe um atrás do outro. Os mutantes que rolam, a ordem de cavaleiros ao redor finaliza.

À primeira vista, parece coordenação, mas aquilo é só descontrole mesmo, né.

— Ei, vocês duas da Overgear. Cuidado pra não atingir aliado, hein.

— «Ei, ei, não tem como eu errar desse jeito. Deixa comigo.»

— «Se ficar se achando demais, vai se ferrar. Agir sem pensar é especialidade sua mesmo.»

— «Como assim!»

Parando na areia, começam briga de boca as duas, e não resisto e olho pro céu. Mas, então, aparece uma deusa salvadora.

— «Nia… Sempre falo pra agir pensando na situação, não é?»

— «Esuto!? Ah, aquela!? Por que você tá aqui!?»

A vice-líder do bando justiceiro "Gato Vermelho", Esuto-san, aparece atrás da Nia, pilotando o Cavaleiro Vermelho.

— Dessa vez não convoquei o pessoal do Gato Vermelho pra participar, mas só a Esuto-san eu incorporei na nossa ordem de cavaleiros. Se você se mover por conta própria, vira problema.

— «Que crueldade!»

— «Por que crueldade. Larguei ela por um tempo pra ver se conseguia fazer sozinha, e olha o resultado. Afinal, parece que só eu mesmo pra segurar as rédeas dela.»

Como se montasse num cavalo, o Cavaleiro Vermelho da Esuto-san se sobrepõe ao Tigaruju da Nia. Eh, "segurar as rédeas" é isso mesmo?

— «Vamos lá. Hai-yo, Nia!»

— «Eu sou cavalo, é!?»

— «Cavalo ainda tem mais graça. Faz o trabalho direito. — Senão, sem jantar.»

— «Droga!»

O Tigaruju, carregando o Cavaleiro Vermelho, começa a correr pela beira da água. Ficou bem combinado, hein. Faz sentido, formam dupla há muitos anos.

A batalha vai se tornando confusa, mas parece que estamos indo com vantagem. A Brunhild da Yumina e a Varutorate da Rū estão dando apoio direitinho às ordens de cavaleiros ainda não acostumadas.

No meio dessa batalha, chega comunicação do Dragão Cavaleiro do Ende, na linha de frente.

— «Touya, espécie superior tá vindo. Pela sensação da Meru e do pessoal na costa, parece que são três.»

— Q…!

Três, sério?

Já apareceram vários antes também. Naquela vez, se não me engano, eram um pavão e um náutilo. Se não me engano, foi a primeira vez que espécie superior de Phrase virou mutante, aderindo o mutante.

E agora, dessa vez, desde o início já mutados, três deles… e ainda tem espécie dominante à espreita depois disso, né.

— «Touya-san! O mar…!»

Reagindo à voz da Yumina, direciono o olhar pra frente, e vejo o mar perto da areia formando um grande redemoinho, tipo funil. Não é no local de aparição dos inferiores, vai aparecer aqui!?

O redemoinho fica ainda maior. Igual formigão-leão.

Logo, no espaço no centro dele, entra uma rachadura, "pakiii!"

Em seguida, "paki! paki!", também dos lados, esquerdo e direito, total de três rachaduras surgem, e o espaço se estilhaça feito vidro. O redemoinho desaparece, e, boiando no mar ondulante, aquilo aparece.

— A festa chegou…!

Caindo no mar levantando grande coluna d'água, o primeiro deles, erguendo-se sobre as patas traseiras num gesto de ameaça, se parecia com um besouro-cervo. Tamanho pequeno pra espécie superior.

Mesmo assim, a altura é equivalente a um prédio de dezenas de andares. Se agarrado por aquela mandíbula dourada, até Frame Gear provavelmente seria partido ao meio.

Em seguida apareceu algo em formato de estrela. Aquilo é… estrela-do-mar… será? Boiando no mar, girando lentamente.

Esse é tamanho normal pra espécie superior, ultrapassando cem metros. Acho que um estádio de beisebol é mais ou menos desse tamanho.

E, por último, rompendo o espaço, apareceu… um dragão.

Dragão de duas cabeças.

Não é dragão oriental. É dragão ocidental. Mas não tem asa.

Coberto de protuberâncias irregulares do topo da cabeça até a ponta da cauda, e no peito também crescem coisas tipo chifre angular.

Tamanho absurdo também. Quase uma vez e meia maior que a estrela-do-mar de agora há pouco. Sem dúvida, é da maior classe entre todas as espécies superiores até agora.

O mutante dragão de duas cabeças pousa no mar com as quatro patas grossas com garra, levantando grande respingo.

Foi só nesse momento que percebi, pela primeira vez, que tinha alguém em pé sobre cada uma das duas cabeças do dragão de duas cabeças.

Duas espécies dominantes com parte cristalina do corpo em cor dourado-escuro. Rosto bem parecido, mas um corpo masculino e outro feminino. Altura não muito alta. Mais que masculino/feminino, tem sensação de garoto/garota.

Dois espécies dominantes muito parecidos. Não pode ser…

— «Touya… lembra da nossa promessa, né…»

Do rádio, escapa a voz do Ende.

— Então, aquela espécie dominante é mesmo…

— «Ah. Reto e Ruto. Os que fizeram eu e a Nei engolirem água amarga.»

Direcionando o olhar de novo pro topo do dragão de duas cabeças, os dois gêmeos espécies dominantes claramente me encaram e riem.

— Tem muito espectador, hein, Ruto. O que fazemos?

— Bom, precisa fazer uma saudação e tanto, né.

O dragão de duas cabeças afunda as quatro patas, e as duas cabeças, esticando o pescoço, se voltam pra costa. Nas duas bocas abertas, "gapaa", se acumulam partículas de luz, e o corpo inteiro do dragão de duas cabeças começa a soltar faísca, "bachibachi". Perigo!

No instante seguinte, junto com um clarão ofuscante, das duas bocas do dragão de duas cabeças, disparam simultaneamente algo tipo canhão de partículas carregadas gigantesco.


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