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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 402

O Reset, e a Redescoberta

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Capítulo 402 – O Reset, e a Redescoberta

— Pra algo acontecer, existe sempre alguma causa. Isso também se chama ponto de bifurcação do fenômeno, e, sem isso, o evento seguinte não ocorre.

— Aham…

— Por exemplo. Se você não tivesse conhecido o Duque Orutorinde através da Sū-kun, não teria conhecido a Yumina-kun. Certo?

— É, bom, sim.

De fato, foi porque o Duque Orutorinde é irmão do rei que consegui conhecer a Yumina.

— Com a própria Sū-kun também, se não tivesse tido a viagem da cidade de Rifuretto até a capital, também não teria conhecido. E, indo além, com a Yae-kun também. Se uma única engrenagem tivesse deslizado, você não estaria aqui agora.

Não, se for começar por aí, se não fosse pelo erro do Deus, eu estaria vivendo vida comum como colegial no Japão, sabe? Eh, não pode ser…

— Isso é… quer dizer que dá pra mudar a história?

— É isso mesmo. Chega perto disso. Mas essa "habilidade" é um pouco diferente de rebobinar o tempo. Faz parte do evento envolvido virar "não ter acontecido", e sobrescreve. Um pouco diferente, mas, dessa vez, talvez seja mais fácil você entender chamando de "reset". Claro, não chega ao nível de percepção de raça divina.

O tio Kōsuke olha de relance pro Anúbis. O Anúbis parece completamente normal. Provavelmente nem sente de leve que algo aconteceu.

O tempo voltou, ou melhor, estou dentro de um tempo que foi refeito…?

Comparando, tipo botão de reset de jogo. Se der desdobramento ruim, reseta. Reseta quantas vezes forem necessárias. Isso é o poder do "Coroa" branco, Albus?

— Não, se fosse só ir pro mundo paralelo de um ponto de bifurcação diferente, o "Coroa" branco, ou o mestre dele, só teletransportaria pro mundo paralelo, e acabaria por aí. Não teria relação conosco. Não é isso, ele puxa "uma possibilidade que não ocorreu" do mundo paralelo, referente a "um evento que ocorreu" neste mundo, e "cola" em cima. Feito remendo em calça furada, feito enxerto em galho quebrado. E, então, tanto o tecido rasgado da calça quanto o galho quebrado viram "não ter acontecido". Naturalmente, os eventos posteriores também mudam.

O poder do "Coroa" preto, Nowāru, é atrair do mundo paralelo o que se deseja.

O "Coroa" branco, Albus, corta o evento daquele mundo paralelo, reescrevendo… será poder de sobrescrever?

…Aliás, agora que penso nisso, lembro que o "Coroa" azul do príncipe de calção estufado, o Brau, disse aquilo.

— «O "Coroa" branco, "Albus", é "Coroa" especial. Par do "Coroa" preto "Nowāru", e fim. Louco que nulifica tudo.»

De fato, isso é poder que nulifica tudo… vira "não ter acontecido".

O poder do "Branco" e do "Preto" são de fato parecidos, mas diferentes. "Preto" que atrai qualquer "possibilidade", e "Branco" que nulifica "possibilidade".

— Provavelmente, mas. O "Coroa" branco resistiu a ter o G-Cube removido pelo Touya-kun, e isso deve ter causado o "Reset". Em estado de hibernação, não deve ter tanto poder assim, então provavelmente fez um "Reset" mínimo… até o ponto de garantir que não seria descoberto. Bom, pra deuses, isso não fez diferença nenhuma.

Ouvindo a fala do tio Kōsuke, ligo apressado pro rei de Belfast.

— «Ah, Touya-dono. O que houve?»

No Lago Paretto de Belfast, o Tubarão Unicórnio já tinha sido subjugado. E, conforme a fala do tio Kōsuke, nada tinha sido descoberto.

Ouvindo os detalhes, tem uma parte diferente do que ouvi do Duque Orutorinde.

O chifre do Tubarão Unicórnio não tinha quebrado. Foi exatamente por aquele chifre ter quebrado e caído no lago que um dos cavaleiros mergulhou e descobriu o Albus. Ou seja, exatamente esse era o evento reescrito pelo "Coroa" branco.

— Tenta mergulhar no lago. Deve encontrar o "Coroa" branco. Acho que, contanto que não tente retirar o G-Cube, o "Reset" não deve acontecer de novo. Bom, acho que já nem tem mais poder pra fazer "Reset" mesmo.

Seguindo a palavra do tio Kōsuke, teletransporto até o Lago Paretto com [Gate].

O pessoal de Belfast já parece ter levado embora o Tubarão Unicórnio, e não tinha ninguém ao redor.

Investigo o lago com magia de busca, mas não tem reação. Por quê?

Mas com certeza o "Coroa" branco deve estar dormindo aqui.

— [Prison]

Ao meu redor, se forma uma barreira cúbica azul-esbranquiçada semitransparente. Claro, configuro pra não deixar passar água, mas deixar passar oxigênio.

Assim, entro dentro do lago.

Como esperado, digno de a capital real Arefisu ser chamada de "Capital dos Lagos", o Lago Paretto era lago de transparência bem alta. Dá pra ver bem longe.

— Dá pra ver, mas… é grande mesmo, hein… onde será que caiu. Devia ter perguntado ao rei, antes do reset, onde o chifre do Tubarão Unicórnio caiu. Ah, é isso.

Uso magia de invocação, chamando o Coral e o Kokuyō de Brunhild. O deus-fera tartaruga e o deus-fera serpente continuam flutuando devagar como sempre.

— Será que dá pra pedir aos peixes deste lago pra procurarem golem branco afundado no fundo, ou objeto parecido com isso?

— «Como desejar.»

— «Deixa comigo~»

O Coral e o pessoal deslizam, "suii", pra fora do [Prison], e, gritando algo, num instante inúmeros peixes se reúnem. Uou. Digno do rei da raça escamosa. Mandou bem.

Quando o Coral e o Kokuyō gritam mais uma vez, os peixes se dispersam todos de uma vez. Com certeza não foi porque eu pensei "parece delicioso…".

Esperando um tempo, alguns peixes voltam, parando diante do Coral e do pessoal.

— «Parece que encontraram algo assim. É por ali, disseram.»

Foi bem rápido, hein. Por ora, sigo pra direção que o Kokuyō indica, guiado por alguns peixes, andando pelo fundo do lago.

Logo, no fundo do lago à frente, vejo algo se projetando do chão.

Só vendo assim, não dá pra entender bem. Parece tipo pedra coberta de alga. Formato estranho de pedra.

Mas, tocando com a mão, alga e terra se desprendem, "boroboro", e de dentro aparece corpo branco na água.

Removendo rapidamente a alga e a terra, o que se projeta do fundo do lago é, sem dúvida, o "Coroa" branco, Albus.

Nesse estado, faz sentido a magia de busca não funcionar. O cavaleiro que descobriu antes do reset também deve ter descoberto por acaso, tocando.

Mas, apesar de ter ficado abandonado tanto tempo, parece estar em estado bem bom. Será por causa da água limpa do Lago Paretto?

O Lago Paretto não é lago fechado sem rio, tipo Lago Mashū de Hokkaidō. Mesmo assim, a água estar tão limpa assim, talvez seja graças aos espíritos.

Por ora, ergo o Albus com [Levitation], e, levando o Coral e o Kokuyō, volto pra Brunhild com [Gate].

— Sem dúvida, é o "Coroa" branco… nunca imaginei que estava à deriva neste mundo…

Vendo o Albus trazido pro "Laboratório" de Babylon, a engenheira Elka murmura engolindo em seco.

— Hum. De fato, parece golem parecido com a Nowāru da Norun-kun. Bom, por ora, vamos abrir?

Igual quando ganha um brinquedo novo, animada, a Doutora Babylon tenta estender a mão pro Albus, e eu seguro sua nuca.

— Guê!

— Espera aí. Se fizer o "Reset" de novo, vira problema. Primeiro, escuta o que eu tenho pra falar.

— "Reset"?

Tanto a Doutora quanto a engenheira Elka fazem cara de quem não entende nada, mas, quando conto o que passei há pouco, as duas ficam pensativas, "fumu".

— Poder de reescrever evento… é. De fato, parece com o poder da Nowāru. Só que, esse aí, se usar errado, pode virar algo terrível.

— Terrível?

— Escuta bem? Pra usar de verdade, talvez tenha algumas condições, mas… transformar "o que aconteceu" em "não ter acontecido"… ou seja, dá pra cancelar qualquer ataque, e ainda por cima, dá até pra fazer com que a própria batalha nunca tenha acontecido. Se isso for ativado contra um indivíduo ou um país…

— Talvez até dê pra fazer com que essa pessoa "nunca tenha nascido", que o país "nunca tenha sido fundado"…

Diante da murmura da engenheira Elka, sinto um arrepio. Aquilo comum em história de máquina do tempo, tipo "se os pais não tivessem se casado".

Por exemplo, se o encontro entre pai e mãe virasse "não ter acontecido". Aquele filho não teria nascido.

— Mesmo assim, sendo esse tipo de poder. Acho que não conseguiria reescrever evento de um tempo tão distante assim.

— Também acho isso. Além disso, sendo o Albus também um "Coroa", pra usar esse tipo de poder, deve precisar de "custo". Sem o mestre dele, acho que o poder de "Reset" já se esgotou. …Mesmo assim, será o que seria o custo do "Branco", hein. No caso da Nowāru, era "tempo vivido" do mestre…

Provavelmente, o custo do "Coroa" branco também não deve ser nada bom. Não seria algo tipo perder a vida ao usar uma vez? Se for par da Nowāru, "tempo restante pra viver"… "vida útil", talvez?

— Aliás, por que, mesmo tendo acontecido o "Reset", você, Touya-kun, se lembra disso?

Fico gelado. Percebeu coisa desnecessária. Como não contei sobre a coisa relacionada aos deuses pra ninguém, exceto a Yumina e as noivas… como que eu disfarço isso.

— G, gu, coincidência…?

— Hmm………..

A Doutora direciona o olhar meio-cerrado na minha direção. Com certeza tá desconfiando muito disso, né!

— Bom, tanto faz. Mas, se for assim, o que fazemos com o "Branco"?

Hmm, tem a opção de destruir antes de virar problema, mas quero evitar isso se possível.

Provavelmente, mas. Tanto há cinco mil anos quanto há mil anos, quem reparou o rasgo na barreira do mundo foi esse "Coroa" branco, Albus.

Deve ter transformado "a barreira ter rasgado e se rompido" em "não ter acontecido".

Se der pra usar esse poder de novo, quero que ele restaure a barreira deste mundo, que está rompida.

Agora, este mundo está desprotegido. Não sei quando pode aparecer de novo invasor de outro mundo, tipo Phrase.

— Dá pra reativar sem tocar no G-Cube?

— Provavelmente, deve ter proteção pra não apagar os dados do mestre anterior. Por isso, se não for pra registrar novo mestre, reativar também não é impossível. Mas isso significa que não vai ter mestre pra controlar o golem. Se descontrolar, sem ordem forçada de mestre…

— Só resta parar na força bruta… no pior caso, destruir, é isso?

Nesse caso, "descontrole" não deve ser descontrole do poder de reset, mas "descontrole" no sentido puro mesmo.

Existe possibilidade dele ser reconhecido como "inimigo" por algum motivo, e atacar. E não tem mestre pra parar isso.

— No pior caso, seleco com meu [Prison], viu.

— Uhum. Isso é mais seguro mesmo. Bom, ainda não é certo que vai descontrolar mesmo.

A Doutora assente levemente.

— Então, vamos reativar?

— Não, antes disso, vamos avisar a Norun e pedir pra trazer a Nowāru. Pode servir de fator de contenção contra o Albus.

Faz sentido. Reencontro entre "Branco" e "Preto" depois de mil anos, então.

Não dá pra chamar a Norun e o pessoal pra Babylon, e, se acontecer algo, seria problemático, então movemos o local pro grande campo de treino ao norte do castelo.

Explicando a situação à Norun e o pessoal, chamados até lá, avançamos com a reativação do Albus.

— Francamente, o que você fez pra ir catar novo "Coroa"? Não faz sentido nenhum.

— «…«Branco»»

Resmungando incrédula, a Norun, e a Nowāru, mesmo sem lembrança, parada diante do Albus como se sentisse algo.

— "Abrir"

A engenheira Elka abre o peito do Albus, igual eu fiz antes do reset.

Exatamente igual antes do reset, dentro do globo transparente, o G-Cube girava devagar com fosforescência verde.

A engenheira Elka, sem tocar no G-Cube, puxa uma peça pequena tipo bastão atrás dele. Tem formato tipo fusível.

— Desculpa incomodar, mas dá pra enviar mana nisso? Se formos nós, vai demorar.

— Nisso? Bom, tudo bem, mas…

Pegando o fusível entregue pela engenheira Elka entre o polegar e o indicador, envio mana.

No início, envio devagar, mas, depois de enviar quantidade considerável, uma luz pequena acende no centro do fusível.

Como já parece suficiente, devolvo o fusível à engenheira Elka, e ela o recoloca no Albus.

Por último, com algo tipo chave de fenda, pressiona algo tipo botão no fundo. Por um instante, a rotação do G-Cube acelera, mas logo volta.

— Pronto, assim.

A engenheira Elka fecha o peito do Albus, enviando mana de novo.

Então, um som de ativação grave soa, e do Albus escapam pequenos ruídos, "chiki", "kachi".

— «Série Coroa, número de modelo CS-01, "Iluminati Albus", reativando.»

Ouvindo de repente essa voz mecânica vinda do Albus, "kashan", as pálpebras se abrem, os olhos se movem, começando a observar os arredores.

O Albus se ergue pra cima do tronco, levantando-se devagar. O olhar dele se direciona pra Nowāru à frente.

Tentando dar um passo em direção à Nowāru, o Albus tropeça no próprio pé, perdendo o equilíbrio.

— Ah

Diante de nossos olhos, o "Coroa" branco colide de rosto no chão com força.

— «…Queda. Ainda função completa não restaurada. Lamentável.»

— «Imediatamente após reativação. Absolutamente natural.»

Caído no chão, o Albus fala, e a Nowāru responde.

— «Consolo desnecessário. Eu, coração ferido.»

— «Entendido.»

……………É, acho que não vai atacar de repente. Meio que sinto isso, sem motivo claro.


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