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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 409

As Crianças, e a Nova Vida

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Capítulo 409 – As Crianças, e a Nova Vida

— Certo, então conto com vocês.

— «Deixado a cargo.»

O "Coroa" branco, Albus, montado nas costas do golem tipo cachorro, o Anúbis, responde assim. No topo da cabeça dele, o golem tipo gato, a Bastet, senta comportada.

Os três vão agora atravessar até Eisengard, entrando na missão de plantar a "Árvore Sagrada" na terra corrompida pelo Veneno Divino-Demoníaco.

Vendo os três já preparados pra viagem, a Yumina deixa escapar um suspiro involuntário.

— …É aquilo, né. Se fosse só a Bastet e o Anúbis, o gato preto e o cachorro preto não chamariam atenção, mas…

— Hum… isso não tem jeito mesmo. Precisa que alguém proteja até a "Árvore Sagrada" crescer até certo ponto do outro lado.

No [Storage] instalado na coleira do Anúbis, está guardada tanto a muda da "Árvore Sagrada" quanto o espelho de corpo inteiro com [Gate] embutido.

Plantando isso num lugar discreto no centro de Eisengard, o Albus precisa proteger a "Árvore Sagrada" até que o entorno seja purificado o suficiente pra nós, servos dos deuses, conseguirmos nos mover.

Por isso, o Albus acompanhar é indispensável. Mas, mesmo assim, é claramente mais chamativo do que só a Bastet e o Anúbis.

— Bom, contanto que não descubram que é "Coroa", acho que não vão se meter com ele.

— «Vou ter atenção.»

Dei ao Albus uma pequena espada feita de material cristal, e ordenei que, no pior caso, deixasse a "Árvore Sagrada" e voltasse pra cá através do espelho com [Gate] embutido.

No pior caso, basta criar e cultivar a "Árvore Sagrada" de novo. Ainda restam materiais como o chifre de unicórnio.

— De qualquer forma, evitem perigo. Melhor evitar cidade. Se boato estranho chegar ao ouvido do outro lado, vira problema.

— «Entendido. Então, vamos indo.»

— «Uhum.»

— «Beleza, vamos lá! Segura firme!»

O Anúbis dispara de repente, e o Albus, segurando na coleira, quase cai, e os três saltam pro [Gate] que abri.

Vão atravessar de novo o mar a partir da costa do Império de Gardio, desembarcando em Eisengard. Se for rápido, devem chegar ao destino em cerca de dois dias.

— Só resta deixar com eles daqui pra frente, né.

— Tudo bem. Com certeza vai dar certo.

Palavra sem fundamento nenhum, mas, estranhamente, quando a Yumina fala, dá pra acreditar sinceramente. Fico tranquilo do fundo do coração, "vai dar certo".

— …A Yumina é incrível, hein.

— O que foi?

Minha noiva fofa, que não percebe a própria incrível, inclina a cabeça com cara de curiosa.

Tudo bem. Com certeza vai dar certo. Convicto disso, fecho o [Gate] onde o Albus e o pessoal desapareceram.

— Hou hou, tá bem animado, hein.

Observando a cidade abaixo do castelo, o Deus do Mundo murmura contente.

— Aqui é a rua central, e do outro lado é a estrada que vai pra Belfast. Do lado oposto é Regulus. A rua ao sul vai pra guilda de aventureiros.

Estava guiando o Deus do Mundo pela cidade de Brunhild.

Desde que essa cidade foi conectada à Ilha da Masmorra por proposta da guilda, aumentou o movimento de pessoas. Comerciante e aventureiro passaram a visitar, e quem gosta da cidade chega a pedir pra se mudar pra cá.

Basicamente, pra quem deseja se mudar, entrevistamos sobre composição familiar e que tipo de trabalho pretende exercer, e julgamos com base nisso.

O importante aqui é não aceitar criminoso. Claro, se já cumpriu a pena devidamente, é outra história. Com o olho mágico da Yumina e o detector de mentiras da Doutora, é fácil identificar.

Já impedimos várias vezes criminosos de Yūron e Sandora tentando se infiltrar.

Por isso, quem comete crime nesta cidade, geralmente é forasteiro vindo de outro país. Bom, com mais gente, vários incômodos aumentam também, não tem jeito.

— Ainda é cidade pequena, mas tô conseguindo levar sem passar fome.

— Ótimo, ótimo. As crianças parecem saudáveis também, o que importa mais.

Observando as criancinhas correndo, o Deus do Mundo assente.

Neste mundo, é bem comum criança ser posta pra trabalhar como mão de obra. Especialmente em vila remota, longe da cidade, isso é ainda mais evidente. Pai decide sozinho que estudo, etiqueta e coisas assim não servem pra nada, roubando a possibilidade da criança.

Quero que as crianças deste país cultivem a capacidade de agarrar o próprio futuro por conta própria. Também pra não se arrependerem da própria vida.

— Aqui na frente é a escola. Crianças de seis anos pra cima frequentam aqui.

— Ho.

Onde guio o Deus do Mundo é o que se chamaria de escola primária. Bom, não tem escola secundária, então "escola" significa só isso mesmo. A mãe da Sakura, a Fiana-san, é diretora.

Ao redor da escola, os gatos tomam sol cada um no lugar preferido. …Espera aí.

Ergo um gato enrolado em cima do banco.

— Ei, não vai me enganar não, seu.

— «O que niaaão… ontem chamei as garotas e fizemos festa da erva-de-gato com o Atosu e o pessoal, tô com sono niaaa… espera, gegege, é o reeei!?»

O Nyantarō, ainda sonolento, estica as patas de repente, "bikuun!", eriçando o rabo.

— Você, o que aconteceu com a escolta da Fiana-san?

— «M, minha mãe disse que se tô cansado, hoje pode descansar niaaa! Então…!»

— Isso, a Sakura sabe?

— «…A princesa, é, …não sabe niaaa.»

— Vai querer que o Kohaku te dê uma bronca…?

— «Unyanyaaa━━━!? S, só isso não, por favor! Vou morrer niaaa━━━!»

O Nyantarō começa a se prostrar no chão, batendo a testa. Como sempre, esse aí.

— Ho ho ho. Gato divertido, hein.

— «Não sou gato niaaa! Ou melhor, quem é você niaaa?»

Vendo o Deus do Mundo, o Nyantarō inclina a cabeça.

— Aah… meu avô. Mochizuki Kaminosuke.

— Muito prazer.

— «Avô do rei niaaa? Eu sou o Nyanta… Darutaniaan, niaa. Muito prazer niaaa.»

Você quase disse Nyantarō mesmo agora, né.

— Ara? Duque, veio inspecionar?

A janela da escola se abre, e a diretora Fiana-san mostra o rosto. Seguindo isso, as crianças também abrem a janela uma atrás da outra, mostrando o rosto.

— Majestade?

— É mesmo, é Sua Majestade!

— Majestade, brinca comigo━━!

— Conta uma história━━!

As crianças começam a fazer alvoroço. Hmm, atrapalhei a aula, hein.

Peço desculpa à Fiana-san, apresentando o Deus do Mundo.

— Ora, ora, mas que gentileza. Seja muito bem-vindo.

— Não, não. Minha neta que tá cuidando de você. Tem algo incomodando?

— De jeito nenhum, o Duque tem sido extremamente gentil comigo. Estou passando os dias felizes com as crianças.

A Fiana-san responde sorrindo. Ter conseguido trazer essa pessoa pra Brunhild foi sorte mesmo, hein. Assim, a Sakura também consegue ver a mãe a qualquer momento.

Aliás, a Fiana-san mora junto com o Nyantarō numa casa perto da escola. Convidei ela pra morar no castelo junto com a Sakura, mas ela recusou. Provavelmente, é porque, morando no castelo, aumentaria a chance de encontrar cara a cara com o ex-marido dela, o Rei Demônio de Zenoasu.

O Deus do Mundo direciona o olhar da Fiana-san pras crianças, falando gentilmente.

— Vocês gostam da escola?

— Gosto━━!

— Eu também━━!

— Eu gosto de escola, mas não gosto de estudar.

Um garoto franze a testa, soltando fala diferente do resto.

— Ho. Não gosta de estudar, é?

— Eu vou virar cavaleiro no futuro, então não preciso saber estudar.

— Sem estudar, dá pra virar cavaleiro?

— Dá sim. Mesmo sem saber ler letra, mesmo sem saber fazer conta, se virar mais forte que todo mundo e ficar em primeiro lugar, com certeza dá pra virar cavaleiro.

"Hehen", o garoto esfrega o nariz. Umumu, tipo clássico de valentão de turma.

— É o que ele diz. O que você acha, Duque?

— Infelizmente, aqui não daria, viu.

— Eeeh!? Por quê!? Se for forte, dá pra proteger todo mundo!

O garoto levanta a voz, tipo "por que não dá".

— Então, quando quinze cavaleiros forem subjugar monstro, quantos alimentos precisam pra uma semana? Se levar número errado, se levar pouco, os cavaleiros ficam com fome e não conseguem lutar direito; se levar demais, fica pesado demais e talvez nem consigam lutar. Se essa subjugação falhar, o monstro vai atacar as pessoas que você deveria proteger.

— Uh…

— E se você conseguisse localizar a base do bando de ladrões, mas não conseguisse ler o documento de estratégia deixado lá, e, enquanto fica enrolado, a vila fosse atacada pelos ladrões? Só depois disso você pensa "devia ter estudado", mas já é tarde demais.

Bom, se não for ação sozinha, talvez tenha companheiro ao lado que leia ou faça conta pra ele, mas o problema não é esse.

Se for mercenário lutando por dinheiro, tudo bem. Se for aventureiro, o que acontecer é responsabilidade própria. Mas, se for cavaleiro, existência que protege algo, a história é diferente.

Existe caso de erro de uma pessoa mudar o destino de muita gente. Quem só pensa "basta ser forte", sinceramente, não é adequado pra cavaleiro.

De fato, sem força, também não dá pra proteger o que precisa ser protegido. Mas, mesmo sem força, existem vários outros jeitos de proteger.

— Na nossa ordem de cavaleiros, também tem gente fraca em espada e força bruta. Trabalham em unidade de desbravamento… ah, tipo planejar construção de casa, cultivar comida, esse tipo de coisa, mas isso também é trabalho importante de proteger a vida das pessoas. Não existe isso de "se uma pessoa for forte, protege tudo".

Afinal, eu mesmo recebo ajuda da Yumina e do pessoal, da Doutora, dos reis de cada país, e ainda por cima dos deuses. Dando trabalho o tempo todo, mas.

— …É verdade isso, professora?

O garoto que ouviu minha fala se vira, perguntando à Fiana-san. Ei, você, não duvida da palavra do rei, francamente… fico até um pouco sem confiança…

— É isso mesmo. Se quiser proteger algo, força sozinha nem sempre basta pra proteger. Precisa cultivar outros tipos de poder também. E escola é o lugar onde se aprende esse poder. Meu trabalho é ajudar vocês pra que, no futuro, consigam escolher vários caminhos diferentes.

O garoto ficou pensativo por um tempo, mas logo assente calmamente.

— …Entendi. Eu também vou estudar e virar cavaleiro que consegue proteger todo mundo.

— Uhum. Se esforça, viu.

Nos olhos do garoto, mesmo pequena, habitava chama de determinação. Deixamos a escola desejando que, daqui alguns anos, com corpo e coração crescidos, ele apareça no exame de admissão da ordem de cavaleiros de Brunhild.

— Que bom país, hein. Cheio de vitalidade, todo mundo correndo com afinco em direção ao futuro.

— Também sinto minha falta de habilidade várias vezes, viu.

— Eu também, sabe, já criei vários mundos até agora. Tem uns que viraram mundo maravilhoso, mas tem uns que, por evento inesperado, desmoronaram facilmente. Nem deus consegue fazer tudo direito. Não precisa carregar tudo sozinho.

Sinto que a escala é diferente demais pra comparar, mas entendo mais ou menos o que ele quer dizer. Deve estar avisando pra eu não forçar demais.

— Já que tô perguntando agora… você não se arrepende de ter vindo pra este mundo? Ainda quer voltar pro mundo original?

— É… no início, mais que qualquer coisa, tentava me convencer de que "não tem jeito mesmo". Triste não poder mais encontrar família e amigos, mas, já que não tem como mudar isso, decidi viver com positividade e alegria neste mundo. Me adaptar rápido é minha especialidade. Agora, acho que foi bom ter vindo pra este mundo. Afinal, encontrei pessoas importantes.

Vindo pra este mundo, conheci a Eruze e a Rinze.

Viajei com a Yae, conheci a Sū, recebi pedido de casamento da Yumina.

A Rin me convidou como discípulo em Misumido, ajudei a Rū em Regulus.

Salvei a Hiruda de uma crise, recuperei a memória da Sakura.

Todos esses encontros aconteceram porque vim pra este mundo. Sinto gratidão do fundo do coração.

— Já que você conseguiu usar [Teletransporte Interdimensional], também é possível ir pro mundo original, mas…

Já saí do domínio humano, então parece que não estou mais preso à regra inicial.

Mas, no mundo de lá, já sou considerado morto. Alguém morto voltar à vida, naquele mundo, seria milagre impossível de existir. Parece que gerar grande confusão no mundo seria problemático.

— Pretendo, algum dia, apresentar todo mundo aos meus pais em forma de sonho. Filho morto aparecer em sonho não é tão estranho assim. Meus pais têm mente bem aberta, então acho que dá pra resolver assim.

Senão, não daria pra trabalhar de mangaká ou escritor de livro infantil, né.

Ainda leio na versão de e-book o trabalho serializado do meu pai. Não é sucesso explosivo, mas continua sendo publicado, então deve tá conseguindo se manter.

— Sobre seus pais, viu. Parece que tiveram filho.

— Hee~. Nossa, que legal. ………………….Haaa!?

Diante da notícia importante lançada de forma leve assim, grito alto sem querer. As pessoas na rua se assustam, "bikutt", mas não tenho tempo pra me preocupar com isso.

Espe, espera! Vou ter irmão ou irmã!? É, deixa eu ver, se não me engano, eu nasci quando meu pai tinha vinte e quatro e minha mãe dezoito, então, quando eu morri, seria mais ou menos quarenta e trinta e quatro…

Sem querer, calculo a idade dos meus pais.

— Isso, então, preciso aparecer em sonho ainda mais urgente, hein…

Pelo menos uma palavra de felicitação, né. Feliz por um lado, mas triste também por não poder ficar ao lado dessa criança.

— Será que ponho criatura invocada tipo cachorro ou gato como guarda-costas pra essa criança…? Não, não, talvez seja melhor tipo espírito invisível pra pessoas…

— Ei, ei. Calma, calma. Nem nasceu ainda…

— Não, como irmão mais velho, quero fazer o máximo que puder! Deve ser que essa criança vai fazer meus pais felizes no meu lugar!

— Pelo menos fico de olho eu, então fica tranquilo, não deve acontecer nada terrível. Você, quando é assunto de família, tende a se descontrolar, hein.

Fico com voz de desânimo diante da fala do Deus. Bom, tenho certa consciência disso. Se eu tivesse filho, com certeza seria tipo pai-babão total. Quem mexer com minha filha, tô pronto pra enfrentar a qualquer hora, viu?

Mas, ouvindo que vai nascer irmão ou irmã, sinto um peso saindo dos ombros. Ficava preocupado se meus pais estariam sentindo solidão por eu ter desaparecido.

Já não tem mais avô sem noção nenhuma também, então espero que essa criança cresça bem, sem torto igual eu, que recebeu má influência.

Erguendo o olhar pro céu distante de outro mundo, desejo felicidade pra essa família que vai nascer.


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