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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 411

O Branco e o Roxo, e a Estratégia Secreta

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Capítulo 411 – O Branco e o Roxo, e a Estratégia Secreta

— «Aah, francamente! Por que tem que ser assim!»

Observando o mutante derretendo, soltando fumaça preta, "dorori", a Bastet deixa escapar um desabafo sem querer.

Guardando na bainha a espada de cristal que perfurou o núcleo, o Albus retoma a postura de vigilância.

— «Já fomos descobertos rapidinho, hein.»

— «Por que tem mutante rondando justo por aqui!»

Digamos que foi falta de sorte, mas os três golens enviados pra plantar e proteger a "Árvore Sagrada" — Bastet, Anúbis, Albus — já tinham sido descobertos pelo mutante.

Só se passou um dia. Ao aniquilar esse mutante, a possibilidade de outro mutante vir até aqui aumenta consideravelmente.

— «Se quiser, dá pra voltar pra Brunhild agora mesmo, viu. Usando o espelho com [Gate] que o Rei deu.»

— «Não dá pra abandonar a "Árvore Sagrada". Já cresceu tanto assim.»

Onde a Bastet direciona o olhar, tinha a figura da "Árvore Sagrada", já crescida quase um metro.

Usando o espelho com magia de teletransporte guardado na coleira do Anúbis, se retornarem pra Brunhild, a segurança dos três golens fica garantida.

Mas, se recuarem agora, a "Árvore Sagrada", desprotegida, deve ser derrubada pelo mutante. Se isso acontecer, tudo recomeça do zero.

E ainda não é certo que o mutante vai atacar de novo. Mesmo que ataque, se for pouco, talvez dê pra resolver — a Bastet decide pensar positivo. …Mas seria melhor mesmo se não viesse nenhum.

— «Trinta metros à frente, inimigo detectado. Confirmado como mutante. Cinco unidades.»

O Albus, sacando a espada de cristal, avisa à Bastet e ao Anúbis atrás. A Bastet ergue os olhos ao céu, sentindo sua frágil esperança já estilhaçada, mas se posiciona nas quatro patas na frente pra proteger a "Árvore Sagrada".

Diante da Bastet, o Albus e o Anúbis se posicionam. Em número, estão em completa desvantagem. Talvez seja severo.

O Albus é um dos golens mais elevados, série "Coroa", mas sua mestra, a Yumina, é mestra temporária, e, ainda por cima, nem está presente no local.

Assim, provavelmente não consegue nem exercer um décimo da própria capacidade. O verdadeiro poder do golem se manifesta justamente em coordenação com o mestre. Nesse sentido, a Bastet e o Anúbis são iguais.

Mesmo assim, só resta fazer.

— «Golpe primeiro, vitória certa.»

No momento em que o mutante se aproxima a poucos metros, o Albus dispara em corrida. A forma de vida metálica dourada, tipo lagostim, direciona a pinça pro pequeno cavaleiro branco que avança contra ela.

Dentro da pinça aberta, "paka", se acumula esfera de luz, e algo tipo raio laser é disparado.

O Albus desvia disso no último instante, e, aproximando-se, corta o braço do lagostim com a espada de cristal. Assim mesmo, contorna pro lado, cravando fundo a espada de cristal no tronco.

Mas o mutante lagostim não para de se mover, tentando cortar o Albus com a pinça restante.

Cortando também esse braço, dessa vez, de frente, crava a espada de cristal na parte tipo cabeça.

Então, dessa vez, o movimento do mutante lagostim para, e o corpo começa a derreter, "dorori". Finalmente conseguiu destruir o núcleo. Diferente de Phrase, o núcleo do mutante é invisível. Até conseguir captar a posição, é preciso certo grau de familiaridade.

— «Senhor Albus━━! Aqui também, dá um jeito, por favor━━!»

Vem a voz de socorro do Anúbis. Parece estar no limite pra desviar dos ataques de dois mutantes.

Além do [Storage], o Anúbis e o pessoal têm [Accel], [Shield], [Fly], [Invisible] embutidos, mas [Invisible], que torna invisível, não faz efeito em mutante sem visão, e esses são basicamente habilidades de meio defensivo.

Nas garras da pata dianteira, tem encantamento tipo [Paralyze] e [Gravity], mas mutante não paralisa, e [Gravity] também basicamente serve pra aumentar o poder da garra de material cristal, faltando o golpe decisivo.

No lugar dos dois que não conseguem perfurar o núcleo, o Albus tenta derrotar o mutante, mas não vai tão bem assim.

A Bastet também estava no limite pra proteger a "Árvore Sagrada".

O objetivo do mutante é (por ora) eles mesmos. Talvez se os três fugissem todos de uma vez, os mutantes os perseguissem sem perceber a "Árvore Sagrada", mas a Bastet não tinha vontade de fazer esse tipo de aposta.

— «Isso tá ficando ruim, mesmo…!»

Defletindo com a própria garra a grande pinça estendida pelo mutante lagostim, a Bastet é tomada por leve sensação de desespero.

Como esperado, só resta recuar, será, e, quando a Bastet crava as garras no chão, uma voz fora de contexto ressoa ao redor.

— Ahh, olha só, o gatinho e o cachorrinho tão lutando? Que interessante! A gente também quer participaaar!

— «O quê…!»

Ali estava, também fora de contexto, uma garota de óculos, vestindo vestido roxo cheio de babados. Olhos cor de ametista, cabelo comprido, e segurando pequena sombrinha.

Mas o que surpreende a Bastet não é a garota. É o golem roxo, à frente dela, empunhando foice tipo ceifador maior que o próprio corpo.

A aparência é assustadoramente parecida com o golem branco lutando diante deles.

— O deus maligno… é?

— Sim. É… só que chamamos assim, na verdade não é deus nenhum. Considerem como o chefe… líder dos mutantes.

Numa sala do castelo de Brunhild. No palco da conferência mundial que reúne leste e oeste, relatei aos representantes de cada país o estado atual de Eisengard.

Que o chefe dos mutantes se instalou em Eisengard e está prestes a despertar. Que, junto com isso, os mutantes estão infestando Eisengard. Que Eisengard inteira sofre uma maldição especial, mas que logo, logo, deve conseguir desfazer a maldição, e outras coisas assim.

— Se esse tal deus maligno despertar, o que acontece com este mundo?

O rei-fera de Misumido se inclina um pouco pra frente, fazendo a pergunta.

— Provavelmente, mas… vai espalhar semente de mutante pelo mundo inteiro. Mutante devora alma. O ser vivo devorado vira mutante, virando companheiro deles. O objetivo final deles provavelmente é transformar toda a humanidade… não, todos os seres vivos deste mundo, em mutante.

Diante da minha fala, ninguém diz "é mentira". Até agora, todos já enfrentaram mutante várias vezes, e já viram o vídeo também.

— Claro, não pretendemos ficar parados de braços cruzados. Atualmente, ao redor daquele deus maligno, paira algo tipo "veneno" que impede nossa aproximação. Mas plantamos em Eisengard a "Árvore Sagrada" que purifica isso. Assim que a purificação alcançar a base deles, pretendemos invadir diretamente e destruir o deus maligno.

— Conseguem derrotar?

Diante da fala de Sua Majestade a rainha do Reino de Strain, assinto com firmeza.

— Vamos derrotar. Com certeza. Ainda nem casei, viu. Não posso morrer num lugar desses. Vou lá rapidinho, e derroto num piscar de olhos.

— Hahhaha! De fato, isso não pode morrer não!

O rei do Reino Mágico de Feruzen, homem grande e musculoso, ri com gargalhada diante da minha brincadeira leve. Contagiados por isso, o sorriso volta aos rostos dos representantes de todos os países.

— Então, o que devemos fazer?

— Quando perceberem que a "Árvore Sagrada" está purificando a maldição, os subordinados do deus maligno devem vir todos de uma vez tentar eliminá-la. Nós vamos em direção ao deus maligno. Enquanto isso, gostaria que cada país protegesse a "Árvore Sagrada" com os Frame Gears.

Não sei bem quantos exércitos vão vir avançando. Acho que não deve restar tanta quantidade assim.

Se for esqueleto dourado com alma devorada, deve ter bastante, mas esses não são páreo pra Frame Gear.

— Entendi. Ou seja, proteger a "Árvore Sagrada" leva a proteger o mundo, é isso?

O imperador de Regulus murmura interessado, acariciando a longa barba.

— Fácil de entender, hein. Pra proteger nosso mundo, todos de mãos dadas, dando o melhor de si. Não vamos deixar o deus maligno fazer o que quiser com este mundo recém-renascido.

Diante da fala de Sua Majestade o rei de Belfast, todos assentem. Trazer à tona algo tipo extinção da humanidade talvez force a colaboração, mas, chegando a esse ponto, sinto que já é mais próximo do instinto de sobrevivência. Nenhum ser vivo aceita ser destruído em silêncio. O outro lado também deve pensar igual.

Matar ou ser morto. De fato, talvez seja fácil de entender. Afinal, não é oponente com quem dá pra dialogar.

— Não sei que tipo de tática o outro lado, acuado, vai usar. Acho que já preparamos contramedida o suficiente, mas existe possibilidade de que, depois de invadirmos, não consigamos dar instrução daqui. Por isso, primeiro…

Compartilho com todo mundo a estratégia secreta que preparei pra essa hora. Se não precisar usar, melhor assim, mas segurança é melhor com cautela redobrada sobre cautela. Não quero usar a palavra conveniente "foi inesperado" como desculpa.

Quando a conferência termina, como sempre, começa a festa chamada de confraternização. Sentimento de que talvez seja a última vez é reprimido, e todos parecem aproveitar cada um à sua maneira.

— Bom, ouvindo a estratégia secreta do Touya-dono, sinto que vai dar tudo certo mesmo. Mas, que ideia bem pensada, hein.

— Espero mesmo não precisar usar.

— Sério? Eu, pelo contrário, fico animado, com vontade de tentar fazer. Parece divertido, não acha?

O rei-fera de Misumido responde com olhos brilhando, tipo criança travessa. Bom, afinal, você e o rei guerreiro de Rāze são desse tipo de gente que gosta de lutar mais que comer três refeições.

Rindo, Sua Majestade o rei-fera vai embora. Parece que vai treinar de novo com o rei guerreiro de Rāze no campo de treino. Sinto pena dos acompanhantes que suspiravam.

— D, Duque!

Enquanto observo Sua Majestade o rei-fera indo embora, dessa vez chega correndo apressada Sua Santidade o Papa do Estado Religioso de Ramisshu.

Pensei "cuidado, é perigoso correr assim com essa idade", mas não sou idiota a ponto de dizer isso a uma mulher.

— H, há pouco, perguntei à governanta-chefe daqui, e, e disseram que o v, vovô está aqui! Gostaria muito de cumprimentá-lo!

Perto, perto, perto demais. Os cavaleiros sagrados atrás dela também ficam ansiosos, sem entender o que houve.

Em certo sentido, sendo ela a maior devota do Deus do Mundo neste mundo, entendo que fique assim agitada.

— É, hã, provavelmente agora deve estar tomando chá com a irmã Karen e o pessoal…

— Onde!?

— Na sala de estar do castelo, ou algo assim…

— Então vou cumprimentar! Com licença!

Sua Santidade sai da sala de recreação feito vento. Atrás, os cavaleiros sagrados de Ramisshu correm apressados.

Que susto, hein…

Bom, o Deus do Mundo também tinha dito que conversar com Sua Santidade era divertido, então provavelmente vai ficar tudo bem.

— O que foi isso agora, Sua Santidade de Ramisshu? Aconteceu algo?

— Não, não, tranquilo. Não é nada, não.

Respondo balançando levemente a mão pro rei sagrado do Reino Sagrado de Arento, que puxou conversa com taça na mão.

Este país também é país religioso em certo sentido, então quem sabe o que acontece se descobrirem sobre o Deus do Mundo.

No Reino Sagrado de Arento, com forte fé em espírito, chamam espírito de "espírito sagrado", oferecendo oração de gratidão como servos de deus.

E ainda por cima, graças à provisão técnica da nossa parte, conseguiram interação com esses espíritos, e a avaliação do rei sagrado atual está subindo cada vez mais.

Bom, conseguiu fazer o que os reis sagrados anteriores não conseguiram, então esse mérito é grande mesmo.

— Aliás, Sua Majestade o rei sagrado já conseguiu invocar espírito?

— Não, ainda não. Parece que não tenho muito talento pra magia. A língua espiritual também é bem difícil de pronunciar.

— Tinha aptidão mágica, né?

— Uhum. Verificaram com aquele fragmento de pedra mágica. Parece que tenho aptidão de vento. Mas ainda não consigo nem usar magia inicial.

Vento, hein… independente da magia, espírito pequeno de vento tem curiosidade forte, deveria escutar mesmo.

Já que tem aptidão, deveria ser fácil de ser amado por espírito de vento. Como ele disse que língua espiritual é difícil, talvez seja isso.

— Será que dá pra usar um pouco essa língua espiritual?

— Aqui?

Meio envergonhado, mas o rei sagrado tece as palavras em língua espiritual pra chamar espírito. Ah, entendi.

— De fato, a pronúncia tá ruim, mas, como palavra, chega perfeitamente. O problema é só um ponto: "vento" não está sendo pronunciado direito.

— "Vento"?

— Isso. Sua Majestade o rei sagrado está falando "por favor, escuta minha fala. Espírito da parede".

— Pa, parede…!?

Sua Majestade o rei sagrado fica boquiaberto. Os cavaleiros do Reino Sagrado atrás dele seguravam a boca, tentando aguentar o riso.

Não, isso acontece, de vez em quando. Acabar chamando espírito diferente do que pretendia.

Bom, na maioria das vezes, entende "ah, isso não é comigo" e vai embora. Especialmente pequeno espírito de vento, cuja curiosidade muda de foco constantemente. Deve ter concluído que não era com ele mesmo, indo embora na hora.

Aliás, não existe espírito de "parede" propriamente dito. Mas existe espírito do material que forma a base da parede.

Depois disso, por dez minutos, ficamos repetindo em língua espiritual "vento", "parede", e Sua Majestade o rei sagrado finalmente conseguiu pronunciar "vento" direito. Precisamente falando, ficou meio como "vênto", ainda meio estranho, mas acho que dá pra transmitir mesmo assim.

Aqui é ambiente interno, mas, como a janela está aberta, a condição já está satisfeita. Recomendo tentar logo, e, respondendo à voz de Sua Majestade o rei sagrado, aparece um pequeno espírito do vento. Tamanho de palma da mão, três cabeças de altura, garota-espírita de aparência precoce.

— V, veio até mim!

Incentivo Sua Majestade o rei sagrado, animado, a firmar contrato. Mesmo com fala meio truncada, dessa vez não teve problema.

O pequeno espírito de vento assente levemente, gira em círculos ao redor de Sua Majestade o rei sagrado, e, então, desaparece com brilho de luz na mão dele.

O que restou dentro daquela mão foi uma pequena gema espiritual verde-clara.

— Conseguiu. Contrato estabelecido.

— Consegui! Consegui! Até mim veio o Espírito Sagrado!

— Segura essa gema espiritual, e chama o pequeno espírito de agora há pouco dentro do coração. Não como ordem, e sim como pedido, tipo entre amigos.

— U, uhum!

Meio que atrapalho a alegria dele, mas melhor invocar aproveitando essa sensação agora mesmo, é mais fácil de pegar o jeito. Se, depois de firmar contrato, deixar sempre abandonado, a impressão do outro lado também piora.

Talvez fique mais fácil de entender pensando assim: se dissesse "vamos namorar" e a garota respondesse "tá bom", mas não fosse chamada pra encontro nem um mês, né. Não, espera aí. Mas então "vamos fazer encontro agora mesmo!" também seria estranho de algum jeito?

Como se derrubasse esse pensamento meu, o pequeno espírito de vento de agora há pouco aparece de novo, girando ao redor de Sua Majestade o rei sagrado feito dança.

— Oohh! Veio! Veio mesmo!

Vendo o rei sagrado se animar com alta tensão, tenho a certeza de que, se essa pessoa é rei, com certeza não vai tratar mal os espíritos.

Bom, se receber tratamento cruel, os próprios espíritos deveriam se afastar de qualquer jeito.

Agora que penso nisso, atualmente Eisengard está sem espíritos, hein… provavelmente, a terra deve estar esgotada, a água turva, o vento estagnado.

Se humano consegue sobreviver em lugar desses…

Preciso resolver isso rápido. Direciono o pensamento aos três golens que devem estar protegendo a "Árvore Sagrada" na terra de Eisengard.

Nesse momento, eu ainda não imaginava que a Bastet e o pessoal já estavam em tal situação.


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