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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 413

A Invasão Roxa, e a Contenção

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Capítulo 413 – A Invasão Roxa, e a Contenção

O céu começa a clarear.

Dentro da floresta densa, ainda não dá pra ver o sol, mas, com certeza, o amanhecer se aproxima.

O ataque dos mutantes, que reconheciam esse lugar como inimigo, continuava sem parar.

Não veio em grande massa, mas pequenos grupos de cinco, seis atacavam em intervalos curtos. Batalha contínua sem dormir nem descansar, algo que só golem aguenta, mas mesmo a resistente Bastet já estava se sentindo exausta.

Bom, tem uma humana (se ainda é humana mesmo, isso já fica duvidoso) enfrentando essa batalha com absoluta tranquilidade.

— Gatinha~, amanheceu, viu~. Já pode ir chamar o Touya-yan, né?

Cravando o braço direito transformado em lança dourada no núcleo de um mutante, derretendo-o, a Runa fala isso.

Talvez por ter adquirido o mesmo poder, a Runa parecia captar com precisão a posição do núcleo do mutante.

— «Irmã Bastet, sei que ainda é meio cedo, mas precisamos explicar sobre essa moça ao rei, então já tá na hora…»

— «É verdade…»

Olhando de relance pro golem branco ao lado, o Albus também assente levemente.

A "Árvore Sagrada" atrás da Bastet já cresceu, virando árvore de quase quatro metros.

Ao redor, tudo virou toco de árvore cortada, junto com os mutantes derrubados pela Runa e pelo "Coroa" roxo, a Viola. As árvores derrubadas atrapalhando, o Anúbis guardou dentro da coleira, jogando fundo na floresta do lado oposto.

Como o Anúbis diz, ainda parece cedo demais pra ir chamar, mas tem muitos fatores de insegurança também. Não deve ser ruim se mover cedo demais.

— «…Entendido. Vou pedir um pouco de tempo, mas vou chamar o rei.»

— Assim que se faz! Aah, mal posso esperar. Furando e sendo furada, cortando e sendo cortada com o Touya-yan, arrancando e sendo arrancada, esmagando e sendo esmagada… o máaaximo.

Diante da Runa, olhos vidrados, soltando fala inquietante, a Bastet e o Anúbis recuam levemente, ou melhor, bastante.

— «Anúbis.»

— «Sim, senhora!»

Do colar com [Storage] embutido, o Anúbis tira um espelho de corpo inteiro de cerca de um metro e meio de altura, quarenta centímetros de largura.

O Albus apoia isso na raiz de uma árvore próxima.

— «Então. Voltamos em cerca de uma hora com o rei.»

— Entendido. O mais rápido possível, viu~.

Diante da Runa acenando alegremente, a Bastet sente só ansiedade. Direciona olhar pro Anúbis, tipo "conto com você", mas o próprio olhado, "eh, eu fiz alguma coisa!?", não capta nem um pouco a intenção dela.

Dando um suspiro, mesmo insegura, a Bastet atravessa o espelho de corpo inteiro com [Gate] embutido.

Do outro lado, é o castelo real de Brunhild, o lugar chamado "Sala dos Espelhos".

Nas paredes daqui, estão instalados espelhos de corpo inteiro conectados à embaixada de Brunhild em Belfast, e à Mansão do Dragão de Prata na Ilha de Dorakurifu. Basicamente, usados pelas empregadas e cavaleiros que trabalham neste castelo. (A Sū, por exemplo, vai e vem entre o próprio quarto e Belfast.)

— «Ah-ré-ré? Por que tem um gato? Ah, será a golem que o mestre mencionou?»

Diante da voz repentina, a Bastet ergue os olhos, e, na parede do patamar da escada frontal, há um quadro pendurado.

É a pintura de uma garota de cabelo rosa em trança dupla, vestindo vestido branco, mas, surpreendentemente, só a metade superior do corpo dela salta pra fora do quadro.

— «Muito prazer. Sou a Ripuru, encarregada de vigilância neste castelo.»

— «Espécie de vida artificial mágica, hein… sou a Bastet. Golem da engenheira Elka Patorakushe, à qual sou grata neste país. Preciso comunicar urgentemente com o rei. Emergência.»

— «Eh? A, sim, imediatamente.»

— Hee~, então aqui é o castelo do Touya-yan, hein. Que gosto interessante.

— «O quê!?»

Diante da voz vinda de trás, a Bastet sente como se agarrassem seu coração inexistente. Virando-se, atravessando o espelho de corpo inteiro, a Runa está parada na "Sala dos Espelhos".

— «Por que você…!»

— Como queria ver o Touya-yan, acabei vindo.

Fazendo careta com a língua pra fora, "tehepero", da Runa, do espelho atrás dela, surge um pequeno golem roxo carregando grande foice. Pior situação, a Bastet range os dentes.

— «Invasor! Avisa a todo mundo do castelo!»

— «Awawawa, s, siiim!»

Respondendo, a Ripuru volta imediatamente pro quadro num piscar de olhos, "supon".

A Ripuru é uma vida mágica. O corpo real dela é a moldura decorativa no grande salão, e cópias dela estão penduradas em vários pontos do castelo. Todas elas são os olhos e ouvidos dela, cumprindo papel tipo câmera de segurança.

Além disso, também cumpre papel de dispositivo de alerta, capaz de projetar sua própria cópia em cada moldura.

A Ripuru dispara cópias pra vários locais, e ela mesma se move até o quarto onde a própria mestra dorme.

— «Mestre! Mestre! Acorde, por favor, é emergência!»

— Munyu…?

Desperto pela voz de alguém, acordo. Esfregando os olhos ainda sonolentos, "gushigushi", me levanto da cama, e, na moldura do quadro pendurado na parede, a Ripuru se inclina pra fora, gritando.

— O que foi… o que aconteceu?

— «Invasor no castelo! Um pequeno golem roxo com foice, e uma garota de óculos, na Sala dos Espelhos!»

Ouvindo o aviso da Ripuru, desperto num piscar de olhos, junto com sensação ilusória de suor jorrando por todo o corpo.

Pequeno golem roxo com foice. Só conheço um golem assim.

— Não pode ser…!

Salto da cama, agarro o smartphone da mesinha lateral, e teletransporto de pijama mesmo pra "Sala dos Espelhos".

Ali, não tinha nem a figura do invasor, nem do golem. Só a Bastet, encolhida junto à parede. Na parede, tem marca de dano tipo algo tendo colidido. Será que foi feito pela Runa!?

— Ei! Tá bem!?

— «Majestade…! Tô bem. Só sofri avaria leve na perna, ao ser lançada longe… Mais que isso, por favor, persiga rápido aquele… a Runa Torieste…!»

— Como esperava! Droga!

Ouvindo esse nome da Bastet, estalo a língua. Justamente na hora incômoda, veio a pessoa mais incômoda de todas!

Por ora, ergo a Bastet, teletransportando até o "Laboratório" de Babylon.

Não tem sombra de ninguém no Laboratório 1 de "Laboratório", só um golem tipo lobo dormindo na mesa de ajuste.

— «Touya-dono? E… Bastet! O que houve!»

O Fenrir, que estava deitado, ergue o rosto. Faz sentido se preocupar, sendo golem-irmão da Bastet e do Anúbis.

— «Irmão Fenrir… desculpa…»

— Conto com a Bastet! Acho que tá tudo bem, mas peça pra engenheira Elka examinar.

Sem entender bem o que aconteceu, mas com olhar preocupado, o Fenrir recebe a Bastet que deixo diante dele, e disparo imediatamente magia de busca.

— Busca! Posição da Runa Torieste!

— «…Busca concluída. Castelo de Brunhild, corredor oeste do segundo andar, em combate.»

— O quê…! Com quem!

— «…Busca concluída. Oponentes de combate: Mochizuki Moroha, Mochizuki Karina.»

Ouvindo esses dois nomes vindos do smartphone, toda a tensão do corpo escapa feito bexiga murchando.

As irmãs, hein… salvo. Com essas duas, não importa o quanto a Runa se descontrole, devem conseguir conter.

Opa, não é hora de relaxar. Talvez tenha aparecido ferido. Uso teletransporte pela terceira vez, saltando até o local onde as irmãs estavam lutando.

No corredor do lado oeste do castelo onde chego, já tinha a Runa desmaiada e caída no chão, e o "Coroa" roxo, Viola, preso à parede por inúmeras flechas, se debatendo.

E ali estavam minhas duas irmãs confiáveis, além da prima, e mais a Yae e a Hiruda. Parece que, indo fazer treino da manhã, se cruzaram por acaso com a Runa.

— Ah, é o Touya. Bom dia.

— Bom dia, irmã Karina…

Trocamos cumprimento matinal com a irmã Karina, que se virou sorrindo. Sinto que a situação tá meio fora de contexto, hein.

O corredor tá coberto de dano por todo lado, tem até parte parcialmente destruída. Essa marca de rachadura deve ser da foice da Viola, ou do braço-lâmina da Runa.

Olhando a Viola presa na parede, a flecha da irmã Karina tá cravada fundo demais, hein.

— Touya-kun, como irmã, quero te avisar um conselho: relação de traição sangrenta não é bom sinal, viu.

— Não é isso, não! Não fala coisa assustadora, francamente!

Parece que, na cabeça da irmã Moroha, se desenrola um cenário onde eu traí e abandonei essa mulher, e ela, transbordando amor virado ódio centuplicado, veio invadir o castelo pra cometer suicídio duplo comigo.

— …Como assim isso, Touya-dono?

— Touya-sama? Traição… o que significa isso?

— Não é isso! Vocês duas, guarda essa aura negra, por favor!

Me explico desesperadamente pra Yae e Hiruda, com olhos meio fixos. Não, explicação nem nada, realmente não tem nada… nem isso, será que tem? Vem à minha mente o sol escaldante e a Runa completamente nua que vi outro dia.

— Bom, deixando de lado a traição do Touya

— Já falei que não é isso…!

— Essa garota-óculos, que absorveu poder de mutante, surpreendente. Deve ser por causa disso? O comportamento tava bem estranho.

— Não é porque foi abandonada pelo Touya-kun, não?

— Chega, insistente demais!

Explico às duas (principalmente às noivas) que a causa da loucura da Runa é o custo do "Coroa" roxo, "Fanatic Viola". Não é minha culpa, viu?

— Hn, corrói o espírito, é. Então, o que o Touya-kun quer fazer com essa garota?

O que quer fazer, hein. Pra pessoa perigosa desse tipo, achava que matar ou trancafiar em algum lugar seria melhor mesmo, mas…

Direciono o olhar pra Viola presa na parede. Se destruir esse golem, a Runa fica livre, será?

Mas, infelizmente, a Viola tem a habilidade incômoda de "Super Regeneração". Mesmo cortando ela, essa aí regenera e ressuscita, e, como custo, corrói ainda mais o espírito da Runa. Círculo vicioso.

— De qualquer forma, agora não tenho tempo. Esse problema fica pra depois,

— «Gi»

Quando digo "então", justamente nesse momento, quebrando as flechas cravadas em cada parte do corpo, a Viola desce pro corredor.

Pegando a grande foice caída aos pés, a abate com força na minha direção. Esse desgraçado…!

— [Gelo, envolva, caixão eterno, Caixão Eterno]

— «Gigi»

Do chão sob os pés da Viola, inúmeras camadas de gelo se erguem, e, num piscar de olhos, o golem roxo fica preso dentro de um pilar de gelo quadrado.

Por precaução, é caixão de gelo reforçado com Ki Divino. Com poder qualquer, esse gelo não derrete nem quebra. Opa, vou separar do chão pra dar pra mover.

— Majestade!

Provavelmente chamados pela Ripuru, chegam correndo os cavaleiros da segurança do castelo e a comandante deles, a cavaleira Rebekka-san.

A Rebekka-san foi originalmente aventureira que conheci no deserto junto com o comandante da patrulha de cavaleiros, o Rōgan-san, mas, após diversas voltas, agora é a comandante da guarda real de Brunhild.

— Peço desculpas! Nossa segurança…!

— Não, dessa vez foi irregular, não tem jeito.

— "Irregula"?

— Ah… significa situação fora do normal. De qualquer forma, leva esse golem e essa garota pra masmorra com [Prison] embutido… não, se a Runa usar poder de mutante, o [Prison] também vai ser destruído… o que fazer.

[Paralyze] não deve fazer efeito na Runa mutada… mesmo fazendo, deixar num estado que nem consegue ir ao banheiro também é meio duvidoso.

Enquanto penso nisso, a irmã Karina aponta com o queixo pra Runa, "kui".

— Touya, olha bem essa garota-óculos com o "Olho Divino".

— Eh?

Conforme dito, encaro a Runa com o "Olho Divino", e, no lado do peito direito, tinha um pequeno núcleo. Tamanho de bola de golfe, mas, sem dúvida, é núcleo de mutante. Deve ser essa a causa dela ter virado mutante.

Então, se remover isso…

— [Apport]

Uso magia de teletransporte de objeto, [Apport], puxando esse núcleo pra mão. E, assim, jogo no chão, quebrando.

Com isso, o fator mutante deve ter desaparecido da Runa.

— Certo, pronto. Desculpa, então, podem levá-la.

— Sim!

A Rebekka-san e o pessoal carregam pra masmorra a Viola congelada e a Runa. Que alvoroço, francamente. Ainda bem que a irmã Moroha e a irmã Karina estavam por perto.

Opa, não posso. A Bastet ter voltado significa que faltam pessoas defendendo a "Árvore Sagrada" em Eisengard.

Por ora, embora bem mais cedo que o planejado, ligo pra Esuto-san do "Gato Vermelho". Porque a Nia com certeza vai continuar dormindo e não atender.

— Não ouvi que era tão cedo assim de manhã. Vou cobrar taxa extra por isso.

— Já entendi, francamente. Ganancioso demais, hein.

Falando assim, a líder Nia, e ainda a vice-líder Esuto-san, os assessores Yuni e Yūri, além de vários membros do "Gato Vermelho", se reúnem na Sala dos Espelhos.

Do lado dos golens também, tem o "Coroa" vermelho, Rūju, o Akagane da Esuto-san, além de três máquinas nunca vistas antes. Sendo pintadas de vermelho, devem ser golens de alguém do grupo.

— À frente daqui, quero que protejam a "Árvore Sagrada". Vou mandar reforço um atrás do outro, mas, por ora, vão na frente.

— Entendido. Aceitamos como trabalho.

Ouvindo a resposta da vice-líder, atravessamos o espelho de teletransporte.

Do outro lado, era dentro de alguma floresta. O Anúbis, percebendo minha presença, corre em minha direção. O golem cachorro preto, erguendo-se nas patas traseiras, "gashitt", se agarra na minha perna.

— «Uohh! Rei, rei! O castelo tá bem!? Eles entraram no espelho sem pedir permissão… fiquei preocupado, mas também não podia deixar esse lugar…! E a irmã Bastet!?»

— Ah, tô sabendo, tô sabendo, se acalma. A Bastet sofreu um pouco de dano, mas tá bem. Aqui, deixo com a gente, você pode voltar pro castelo por ora.

— «Sério mesmo!? Então, com licença!»

O Anúbis desaparece dentro do espelho, se cruzando com a Nia e o pessoal do "Gato Vermelho".

No local, o Albus continua protegendo a árvore atrás dele.

— Cresceu bastante mesmo, hein…

Ergo o olhar pra "Árvore Sagrada" atrás do Albus. Já deve ter uns cinco metros? A "Árvore Sagrada" parece estar crescendo firmemente, um passo de cada vez.

Da parte das folhas, sai algo brilhante. Deve ser mana purificado.

— Então, é só a gente proteger essa árvore?

— Isso. Mutante e afins vêm atrás dessa árvore. Vou tirar os Frame Gears também aqui,

Enquanto conversamos, sinto tontura repentina, "de repente", ajoelhando. Não é isso não. Achei que tava bem, mas, mesmo purificado, ainda é só num raio de dezenas de metros ao redor da "Árvore Sagrada". Melhor que da última vez, mas o efeito do Veneno Divino-Demoníaco é proporcional à divindade. Pra mim, servo do Deus do Mundo, é bem forte.

Pra deus superior, não deve fazer nada, dizem, mas ainda sou aprendiz mesmo, viu…

— O, ei, tá bem?

— Ah… de algum jeito. Ugh… [Gate]

Abro [Gate], chamando nove Cavaleiros Pesados customizados do "Gato Vermelho", o Cavaleiro Vermelho da Esuto-san, e a Overgear "Tigaruju" da Nia.

Enquanto as máquinas aparecem sacudindo o chão, direciono o passo pro espelho de corpo inteiro.

— Então, deixo com vocês daqui pra frente… o Albus também volta.

— «Compreendido.»

Atravessando o espelho, voltando pro castelo, a sensação de falta de ar, opressão, e enjoo de antes diminuem um pouco.

Não chega a desmaiar, mas um cansaço absurdo me ataca de uma vez.

— [Refresh]

Com magia de recuperação física, afasto o cansaço, mas a sensação de mal-estar continua. Feito manhã de ressaca. …Não, sou menor de idade, então não sei disso. Uhum.

Deitando no chão, fico levemente mais aliviado. Foram só dois, três minutos, mas.

Se a "Árvore Sagrada" ficar maior, a quantidade de Veneno Divino-Demoníaco que consegue absorver… ou seja, a área de purificação também deve se expandir, então purificar Eisengard inteira não deve demorar tanto tempo assim.

Contanto que não seja derrubada por mutante antes disso.

— Albus, no fim, quantos mutantes atacaram?

— «Cinquenta e três. Todos espécie inferior.»

Cinquenta e três, hein. Vieram bastante mesmo… como esperado, vou mandar reforço rápido pra Nia e o pessoal.

Tiro o smartphone do bolso pra entrar em contato com a Norun e o Robēru, mestres do "Coroa" preto e azul.


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