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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 424

O Fim, e Mais um Fim

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Capítulo 424 – O Fim, e Mais um Fim

— «Homem alçado! Ousa dar sermão em mim, que passei incontáveis eras como deus! Insolência! Falta de respeito! Recebam o julgamento!»

Mesmo perfurado pelo meu [Enxame de Espadas Estelares], o deus maligno ruge, disparando milhares de relâmpagos. Cada golpe com poder absurdo, e a Orutorinde Overload da Sū, de movimento lento, e a Grimgerde da Rin, recebem o batismo de raios.

— As duas, tá bem!?

— «Comigo tá bem. A barreira de defesa caiu uns 40%, mas.»

— «Comigo também, mais ou menos igual. Acho que aguento mais um golpe.»

A barreira de defesa instalada no Reginleiv e nas máquinas exclusivas delas bloqueia automaticamente ataque contra a máquina. Mas isso não é absoluto, se ultrapassar o limite é perfurado, e, se receber vários golpes, desaparece.

A barreira de defesa deve ter sido construída injetando quantidade absurda de mana, mas o relâmpago atual do deus maligno tem poder capaz de ameaçar até isso.

Aquele relâmpago é rápido demais pra ativar [Teletransporte]. Exceto a Sakura, que já não está tão acostumada com magia de teletransporte, talvez seja difícil pros outros.

— «Truque idiota! Então, que tal isso!»

Dos seis braços do deus maligno, de cada dedo, é disparado laser. Total de trinta feixes de luz nos atacam em todas as direções.

— «Ugh!»

— «Kya!»

— «Nunu!»

A Hiruda, a Rinze, e a Yae recebem impacto direto do laser. A barreira de defesa não se rompeu, mas o impacto desequilibrou. Ali, recebem mais laser, sendo lançados de novo. Perigo! Nesse ritmo, a barreira de defesa não vai aguentar!

— «Casulo de Poeira Estelar!»

Da mão esquerda da Orutorinde Overload da Sū, que se posiciona diante de todos, surgem várias luzes tipo estrela.

Isso vira barreira de luz protetora, protegendo todos do laser atacante.

E, aproveitando a brecha de interrupção do disparo de laser, dessa vez, o braço direito da Orutorinde Overload é disparado em alta velocidade a partir do cotovelo.

— «Canhão Punho Espiral!»

O soco-foguete, virado flecha dourada, acerta em cheio a garganta do deus maligno, quebrando levemente parte da blindagem dele. O braço direito quebrado salta de volta pra Orutorinde.

— «O que acha!»

— «Seus…! Não, esperava isso do garotinho, mas mero humano ousa ferir a mim, deus…! Não aceito…! Não aceito isso! Nunca vou aceitar issoooooooo!»

O deus maligno solta Ki Divino cor arco-íris de todo o corpo, e, junto com rugido, dispara relâmpago em todas as direções.

— Você já nem é deus mais. É deus maligno nascido na terra. Semi-deus abaixo de deus.

— «Cala a boooooooooooca!»

As seis palmas do deus maligno começam a se envolver, cada uma, em luz vermelha, azul, verde, marrom, amarela, preta. Aquela luz é…!

— «Vem magia elemental! Cuidado!»

A voz da Rin chega ao cockpit. No instante seguinte, da palma brilhando vermelha, dispara bola de fogo super gigante; da palma azul, nevasca congelante; da palma verde, tornado violento; da palma marrom, inúmeras pedras; da palma amarela, laser espesso; da palma preta, fumaça preta em formato de espírito maligno tremendo de medo, respectivamente disparados na nossa direção.

Primeiro, todos desviam grandemente do laser, que chega mais rápido. Depois, bloqueando com [Shield] ou [Reflection] a bola de fogo, nevasca, tornado, pedra, e, dessa vez sim, com [Teletransporte], desviamos da fumaça preta, provavelmente maldição tipo [Energy Drain].

O laser disparado explode uma montanha bem longe atrás, a bola de fogo espalhada queima a terra, a nevasca congela o ar.

Destruição ambiental em nível extremo. Bem, sendo deus maligno, talvez seja natural destruir o mundo mesmo.

— «Eu sou deus! Deus supremo absolutamente imortal! Sou o único deus deste mundo, senhor de tudo! Por isso, vocês devem se ajoelhar! Porque é isso que é correto!»

— Já tô cansando disso, hein… não me faz repetir de novo. Você não é deus, e não tem motivo nenhum pra eu me ajoelhar. No fim das contas, você não passa de idiota patético que só cospe delírio.

Falar já deve ser desperdício. Palavra já não deve alcançar mais esse aí. Chego até a sentir pena.

Não conseguir aceitar que não foi reconhecido. Achar que ele mesmo está certo. Que quem tá estranho é o resto ao redor. Quem não consegue entender seu pensamento é incompetente. Esses sentimentos ficam transparentes.

Feito birra de criança. Vivendo por dezenas de milhares de anos como deus subordinado, nunca aprendeu nada? Se for isso, quanto tempo desperdiçou.

— Que existência lastimável, hein.

— «Boca insistente! Tolo que se rebela contra deus!»

— «…Você, talvez você mesmo não perceba, mas tá totalmente sob influência do sentimento negativo absorvido dos humanos, viu? Raiva, ódio, inveja, esse tipo de sentimento explodindo, parece exatamente com humano tendo crise histérica.»

— «Eu, e humano, ser… a mesma coisa? Deixa de brincadeira!»

Da cauda do deus maligno, dezenas de espinhos são disparados pro céu feito foguete. Aqueles espinhos explodem, e o espinho ainda mais fino contido lá dentro despenca feito chuva sobre nós.

Igual a bomba cluster de espécie superior…!

— [Prison]!

Expando magia de barreira. Antes, isso teria sido perfurado pelo Ki Divino do deus maligno, mas, agora, envolto em Ki Divino platina, nem se abala com a chuva de espinhos.

Todos os outros também expandem magia de defesa, tentando passar pela chuva de espinhos. Mas, ali, o deus maligno ergue simultaneamente todos os seis braços de baixo pra cima.

Nesse instante, dos inúmeros espinhos caídos no chão, jorra pó dourado abundante, atacando todos, menos eu, que estava com [Prison] expandido.

— «O que é isso…!»

— «O que é isso!?»

— «Nu, ugh! Força… escapando…!»

As máquinas de todos, cobertas pelo pó dourado, perdem equilíbrio, caindo no chão. Vertigem repentina me atinge também, sentindo náusea. Isso é…!

— «Kuhahahaha! Deve doer! Concentrei todo o "Veneno Divino-Demoníaco" que restava no meu corpo e lancei tudo nele! Primeiro, vou torturar até a morte, devagar, seus servos. E, depois disso, você, garoto que se rebela contra deus,»

— Cala a boca…

Veneno Divino-Demoníaco? Vai matar a Yumina e o pessoal…? Deus podre feito criança, que agiu do jeito que quis na terra por não conseguir virar deus de verdade, e ainda por cima, no final, vai tirar o que tenho de mais precioso?

Como aceitar isso. Francamente. Não vem com essa.

— Não vem com essa, seu desgraçado…! Toda hora colocando culpa nos outros, agindo feito idiota sem dignidade… seu NEET!

— «Seu…! Ainda com boca insistente,»

O Ki Divino borbulhando dentro de mim incha cada vez mais, e finalmente explode.

Sensação de poder correndo por cada vaso sanguíneo do corpo inteiro, e Ki Divino jorrando de cada poro do corpo. Feito chama ardente, luz platina envolve tudo. Vertigem e náusea desaparecem num instante.

— «O, o que é esse tamanho de Ki Divino!?»

— [Mudança de Forma: Grande Espada de Cristal]

As quarenta e oito adagas se reúnem, de novo formando grande espada triangular isósceles. Isso é pequena demais. Pra cortar esse desgraçado, preciso de espada ainda maior.

Pensando isso, o Ki Divino platina se concentra na espada, tomando forma ainda maior.

O Ki Divino se solidifica, criando espada sagrada gigante brilhando em platina bela. Eu sei. Isso é a espada que exorciza o mal, pra enterrar o deus maligno.

Isso é… habilidade de gerar vários objetos através de Ki Divino, será?

Sensação estranha. Entendo como usar esse poder feito instintivo. Feito parte do meu próprio corpo.

— «I, impossível!? [Criação de Artefato Divino] num instante!? Isso é habilidade de deus superior…!»

— Vou apagar sua existência.

O Reginleiv, erguendo com leveza a espada sagrada, avança em direção ao deus maligno numa velocidade nunca vista antes, cortando num instante o braço dele.

— «Guyaaaaaaaaaaaa!? Q, que dor ardente é essaaaaaaaaaaa!?»

O braço cortado carboniza, "boroboro", virando pó antes mesmo de chegar ao chão.

Continuo descendo, e corto de cima pra baixo, de uma vez só, a cauda do deus maligno com a espada sagrada. Feito cortando nabo, a cauda cor arco-íris é cortada com facilidade.

— «Gigyaaaaaaaaaa!? Garotoooo! Você, vocêêêêêê!»

— Que barulhento, "gyagya" o tempo todo. Não é deus supremo? Aguenta um pouco. Ou o deus que você fala é existência tão patética assim, que só chora e grita?

— «Vou matar você━━━!!»

O deus maligno tenta pegar o Reginleiv com os braços esquerdo e direito, mas, claro, não sou capturado por algo assim. Ao contrário, corto vários dos dedos que se estendiam.

— «Gyoeaaaaaaaaaaaa!? Seus…! Seus! Por quê!? Por milhares de anos, dezenas de milhares de anos, trabalhando debaixo dos deuses sem parar, eu, por que tenho que passar por isso!? Que problema teria em ceder um mundo? Sendo mundo pequeno assim, os deuses são tão avarentos ao ponto de não conseguirem ceder!?»

— Pra você, pode ser mundo pequeno, mas, pra nós, é mundo insubstituível. Não entender isso é justamente o motivo de você não conseguir virar deus.

Só considera o mundo como ferramenta pra satisfazer o próprio orgulho. As pessoas da terra, vivendo com afinco ali, olha como se fosse lixo qualquer. Quem adoraria um deus assim.

O Deus do Mundo e o pessoal não interferem excessivamente na terra. Isso é porque confiam nas pessoas que vivem na terra. Confiam que, mesmo caindo, mesmo errando o caminho, elas aprendem com isso, e avançam pra frente, em direção a mundo cada vez melhor.

Diferente desse aí, que desde o início já determina as pessoas da terra como existência tola.

Primeiro, precisa saber considerar o outro. Quem não consegue fazer isso não tem qualificação pra ser deus.

Eu também ainda não obtive completamente a qualificação pra virar deus. Mas nunca vou virar igual a esse aí. Por causa de todas as pessoas que me ajudaram até agora, que encontrei.

— [Duplicação]

A espada segurada, brilhando em platina, se solta da mão do Reginleiv, virando duas. Logo, vira quatro, vira oito, e finalmente vira quarenta e oito grandes espadas sagradas, flutuando ao redor do Reginleiv feito satélites, desenhando círculo.

Não conheço nenhuma magia sem-atributo chamada [Copiar]. Mas, por algum motivo, tinha certeza de que conseguiria fazer. Será fragmento da habilidade [Criação de Artefato Divino], que aquele aí mencionou? Bom, tanto faz isso.

O braço direito do Reginleiv se estende reto pro céu. As pontas das quarenta e oito espadas sagradas se voltam simultaneamente em direção ao deus maligno.

— «S, seus! O que vocês pretendem fazer com isso!? Parem! Parem, parem, parem, parem, PAREM! PAREM DE VEEEEEEZ!»

— Não ouço nada. [Tempestade de Espadas Estelares]

As quarenta e oito grandes espadas sagradas, deixando brilho platina, avançam feito míssil um atrás do outro em direção ao deus maligno.

"Dosudosudosudosudosudosu", nos ombros, no peito, nos braços, nas pernas, no abdômen, na cabeça, as espadas platina são cravadas sem misericórdia.

— «Guguyaoaaaaaaaaaa━━━━━━━━━━━━!!!!»

Soltando grito agonizante que parece encolher a alma, inúmeras rachaduras se abrem no corpo do deus maligno. Ainda por cima, uma espada sagrada atrás da outra se crava, ampliando ainda mais aquelas rachaduras.

Talvez por dor extrema, o deus maligno, arqueando o corpo inteiro, cai grandiosamente pra trás.

Caído em forma de estrela, as várias espadas sagradas cravadas nele parecem exatamente feito lápide.

— «Eu sou… deus… grande, supremo…»

Uma das espadas sagradas volta a virar as doze placas de cristal, retornando às costas do Reginleiv. Ao mesmo tempo, as quarenta e sete espadas sagradas restantes, cravadas no deus maligno, desaparecem feito neblina.

Nesse instante, o corpo do deus maligno também desmorona, "garagara", virando areia cor arco-íris. Logo, aquela areia cor arco-íris também derrete soltando fumaça preta.

Olhando isso de relance, ergo a mão em direção às máquinas exclusivas caídas no chão.

— [Apagar]

O pó cor dourado-escuro espalhado nas máquinas de todos desaparece feito algodão-doce derretendo. Com isso, o Veneno Divino-Demoníaco também deve ter desaparecido.

— Todo mundo tá bem?

— «Sim… um pouco de fraqueza no corpo, mas, de algum jeito… desculpa, acabou dependendo do Touya-san no final…»

— Tudo bem. Originalmente, isso era tipo meu exame de promoção mesmo.

A Brunhild da Yumina se levanta devagar. Reagindo a isso, as máquinas de todos também se levantam uma atrás da outra. Parece que não sofreram dano grande. Que bom.

— Certo, agora só resta cuidar do pós-batalha.

Pra entrar em contato em vários lugares, manuseio o smartphone instalado no console do Reginleiv, deslizando o dedo até o aplicativo de "Contatos".

— Bobagem…! O deus foi derrotado…? Que existência é esse tal humano, Mochizuki Touya, afinal!? Impossível! Isso é praticamente…!

Dentro da própria barreira exclusiva criada, o "Mundo Selado dos Deuses", a Yura estava atônita.

Foi pesadelo. Obtendo poder divino, manipulando-o à vontade, obtendo o próprio mundo. Com esse poder, a ambição de dominar até o próprio Mundo Cristalino, sua terra natal, se dissolveu feito espuma.

Onde errou o cálculo? Enviou poder devagar e com cautela pro casulo, e, usando vários sacrifícios humanos, gerou o deus. Que aquilo caísse com tanta facilidade assim.

Como o Mochizuki Touya disse, aquele deus era realmente o mais baixo nível de deus, hein…? Será que, idiotamente, acreditou naquele deus, achando que tinha obtido a carta na manga mais forte, se enganando com folga? Se for isso, é cômico demais. A Yura, com raiva da própria idiotice, soca a barreira com o punho.

Aquele punho, de repente, começa a perder a cor.

— O quê…!?

De todo o corpo, a bênção divina desaparece. O corpo da Yura vai sendo envolto em cor tipo chumbo pesado.

Junto com isso, o "Mundo Selado dos Deuses" também desaparece, "garagara". Óbvio. Quem não tem poder divino não teria como manter poder capaz de aprisionar deus.

Os mutantes de vários locais refletidos no espaço também, igualmente, perdem o brilho, expondo figura cor de chumbo fosco.

— Com isso, meu plano…! Droga, se for assim, vou voltar de vez pro Mundo Cristalino, e, de algum jeito, tornar a jovem "Rainha" fantoche, buscando revanche…

— Não vou deixar fazer esse tipo de coisa.

— Gee!?

Diante da voz repentina, quando se vira, ali estava a figura do antigo senhor. Atrás dela, dois espécies dominantes que, apesar de rivais, andaram juntos por longos anos, e um garoto de cabelo branco e cachecol, de pé.

— "Rainha"…! Por que está aqui…!

— Uma amiga de outro mundo me contou. Sobre você.

A Meru balança levemente o smartphone diante da Yura.

Teletransportar entre dimensão é coisa comum pro Ende, que está atrás. Agora que o "Mundo Selado dos Deuses" se estilhaçou, pro Ende, que controla Ki Divino, identificar essa posição é fácil.

— Ugh!

— [Espinho de Cristal de Rosa]

O espinho de cristal estendido da mão direita da Meru prende a Yura tentando fugir, prendendo-a com firmeza, batendo-a contra o chão.

— Guha!?

— Que insistente. Isso se chama "chegou a hora de acertar as contas", Yura.

Na voz dirigida a ela, só existe frieza. A Yura lembra a frieza gelada original que essa "Rainha" possui, e arrepio percorre o corpo inteiro.

— Não consegui perceber sua ambição… isso é meu pecado. Não, nem tentei olhar, então é natural mesmo… como resultado, causei confusão e destruição em muitos mundos, deixando isso chegar até esse ponto. Deixei quase tudo com o Touya-san, mas, pelo menos no fim, deixe-me eu mesma encerrar isso.

Do braço oposto que prende a Yura, novo espinho de cristal se estende pra cima. Na ponta dele, brilhava lâmina grande tipo facão pesado.

A Yura tenta se armar completamente com [Armamento de Cristal Extremo], mas, tendo perdido tanto a bênção divina quanto a característica de Phrase, o corpo cor de chumbo não reage a isso. Percebendo, tarde demais, que "morte sem valor" existe bem ao lado dela, treme de medo.

— E, espera! "Rainha"! Peço piedade! Se possível, ao menos, morte honrosa conforme a tradição do Mundo Cristalino,!

— Onde estaria essa honra em você. Vergonhoso. Pelo menos no fim, quebre-se com beleza.

— Espera! Diferente! Eu, eu, num lugar desses,!

— [Corte Radiante de Cristal]

O golpe do facão abatido corta de uma vez o pescoço da Yura, destruindo em pedaços também o núcleo ali contido.

O corpo da Yura começa a se estilhaçar, "garagara", soltando fumaça preta, derretendo.

— I, isso… eu…

Homem que liderou Phrase, levando muitos mundos à ruína, usando esse poder pra buscar a própria ambição.

No fim, esse homem terminou a própria vida na escura fenda dimensional, que não pertencia a nenhum mundo.


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