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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 425

A Contenção, e o Descanso

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Capítulo 425 – A Contenção, e o Descanso

Mesmo com o deus maligno derrotado, os mutantes que apareceram pelo mundo inteiro não desapareceram. Mesmo perdendo a bênção do deus maligno, sem conseguir mais emanar Ki Divino, e com a cor do corpo mudando pra cinza fosco, continuavam existindo neste mundo.

Os mutantes foram libertados do domínio da Yura e do deus maligno, mas parece que a ordem "atacar humano" continuava gravada neles, sem parar de lutar.

Mas mutante que perdeu tanto a capacidade de regeneração quanto a de endurecer o corpo já é praticamente igual a mero golem de pedra. Os mutantes que restaram pelo mundo inteiro foram caçados um atrás do outro pelos cavaleiros e aventureiros de cada país.

Nós também voamos pelo mundo, derrotando meticulosamente os mutantes que apareceram em vários lugares. No fim, já nem parecia mais que trabalho braçal. Digamos que era tipo trabalho de dedetização.

Teve país onde apareceram mutantes em vários locais, e país onde não apareceu nenhum. Teve país que teve pouco dano, e país onde várias vilas foram destruídas.

O mundo não chegou a ser destruído, mas o dano não foi zero. Se pudesse ter salvo tudo… que arrogância pensar isso, mas, mesmo sabendo, não consegui deixar de pensar assim.

No fim, foram necessários mais dois dias pra conseguir exterminar de vez os mutantes, corpo estranho neste mundo.

Depois que tudo terminou, de Brunhild, emitimos declaração de fim de crise a todos os países, e o mundo finalmente teve paz por ora.

Depois disso, voltei pro castelo e dormi feito pedra. Sem nem sonhar.

— Nn u…?

Acordando na cama, ainda está escuro. Conferindo o horário no smartphone, ainda faltava pra cinco da manhã.

O aplicativo "Mochizuki Touya" já terminou o serviço distribuído. Dessa vez foi bastante útil, mas parece que o tanque de mana de Babylon quase esvaziou completamente. Todo mundo usou sem se conter mesmo, hein. Bom, foi justamente por isso que resolveu tão rápido assim.

— N~…

Alongando bem na cama, relaxando o corpo, visto casaco e saio pra varanda, sem ninguém.

Justamente quando o sol começava a nascer, o céu começava a clarear.

Sento na mesa redonda ali colocada, tirando do [Storage] um bule com café e caneca.

Bebendo o café servido, ainda soltando vapor. Uhum, gostoso.

— Também me dá um pouco.

— Tudo bem.

Diante do Deus do Mundo que aparece de repente na minha frente, sirvo em nova caneca, colocando café.

Coloco na mesa cada frasco pequeno de açúcar e leite, "à vontade, conforme preferir".

— Já não fica mais surpreso quando eu apareço de repente, hein.

— Meio que consigo sentir agora, sabe. Será que isso também é mudança do despertar?

— Foi porque era eu. Você é meu servo, tem a mesma qualidade de Ki Divino que eu. Deve ser por isso. Não deve conseguir sentir tipo o da deusa do amor.

Pensei que ia me livrar de ficar surpreso com o aparecer/desaparecer repentino da irmã Karen e do pessoal, mas achei que fosse fácil demais.

— Primeiro, parabéns. Derrotou o deus maligno que apareceu na terra. Conforme prometido, eu, o Deus do Mundo, reconheço você como um dos membros da raça divina. Divindade de deus superior, mas, na posição, acima de deus subordinado, mas na base mais baixa de deus inferior, digamos.

— Começando bem do fundo, hein.

— Faz sentido mesmo, né. Mesmo sendo meu servo, não posso favorecer explicitamente demais. Bom, todos os deuses sabem que isso é só formalidade, então acho que logo, logo vira deus superior de verdade. Uns dez mil anos, talvez.

— Que história longa demais, hein…

— Ah, passando de dois, três mil anos, o tempo passa num piscar de olhos.

Ah, aquilo, a "Lei de Janet". Já vi na TV antigamente. Aquela de quando criança, um dia parece longo, mas, quando adulto, um ano passa num piscar de olhos.

Um ano da vida de pessoa de cinquenta anos é um cinquenta avos da vida. Isso equivale, pra pessoa de cinco anos, a um quinto da vida. Ou seja, pela sensação de pessoa de cinquenta anos, dez anos equivaleria a um ano pra criança de cinco anos.

Deve ser porque, com pouca experiência, tudo é primeira vez, e o tempo parece longo. E, quando acumula experiência e se acostuma, passa a sentir rápido. Mas unidade tipo mil, dois mil anos já é estranho demais.

— Por ora, o que devo fazer?

— Deixa eu ver… bom, os primeiros cem, duzentos anos, acho que dá pra viver normalmente na terra como humano mesmo. Depois, olhando o timing certo, recolher pro reino divino, indo e voltando entre lá e a terra, administrando este mundo, acho que seria bom.

— Administrar, quer dizer fazer o quê?

Mesmo com esse país pequeno, já corro dando conta a duras penas, será que consigo administrar mundo inteiro?

— Basicamente, acho que não precisa fazer nada. Só que, se sentir que este mundo vai à ruína, ou vai numa direção errada, melhor tomar várias providências.

— Providências tipo o quê?

— Tipo conceder espada sagrada a alguém da terra, transformando em herói que salva o mundo, ou dar revelação divina a sacerdote devoto, bom, várias coisas assim. Interferência direta é violação de regra, afinal. Mesmo assim, tem até truque tipo o próprio deus humanizado que administra descer pra terra.

Fico grato que basicamente não precise fazer nada, mas, se possível, prefiro mundo onde herói nunca precise aparecer.

— Bom, deixando isso de lado. Por ora, este mundo fica sob sua guarda, Touya-kun. E, ao mesmo tempo, já falei antes, mas quero transformar este mundo em terra de descanso dos deuses. Aqui entre nós, tem número absurdo de candidatos correndo atrás disso. Parece que todo mundo quer relaxar na terra, sem amarras.

— Vai ficar tudo bem, né? Fico incomodado se causarem arruaça aqui.

— Nessa parte, a seleção fica do nosso lado, então tudo bem. Vão descer humanizados, então não vai chegar a ponto de destruir o mundo. É… comum… bem, talvez não seja tão comum assim, mas querem curtir a vida como humano comum. Tipo experiência virtual que se ganha em videogame no seu mundo original, entende?

Ah… bom, entendo mais ou menos o que quer dizer. Virar herói em RPG, virar homem popular em jogo de romance, virar detetive famoso em jogo de aventura… resumindo, deve ser querer experimentar um "eu" diferente. Pra deus, é pensamento meio mundano, hein.

Será aquilo, hein. Vendo a irmã Karen e o pessoal curtindo divertido na terra, ficou com inveja?

— O deus do amor e a deusa espadachim vão continuar te apoiando e orientando, igual o deus da agricultura e o pessoal. Assim você também fica mais tranquilo, né?

— Sinto que tá favorecendo demais, hein. Falou diferente há pouco…

— Hohhoh, é justamente o que se chama "não precisa dizer, é óbvio". Também faz várias centenas de milhões de anos que eu não tinha servo. Coração de pai que se preocupa com o filho… não, coração de avô que se preocupa com o neto, talvez.

Isso é extremamente grato, mas por que sinto que os deuses que vão dar esse apoio vão causar vários tipos de problema?

— Bom, o resto é aos poucos. Por último, uma coisa só, quero que se lembre disso. Qualquer mundo, algum dia, chega o fim. Nem este mundo é eterno. Claro, nem o mundo de onde você veio. O importante, acho, é como esse mundo existiu. Espero que se esforce pra que, quando este mundo terminar, você consiga dizer aos outros deuses que foi um mundo maravilhoso. Cuidado pra nunca precisar chamar o deus da destruição, viu.

— Só esse tipo de fim eu recuso mesmo, hein…

— Confio que você nunca deixaria chegar a isso. Então, até mais.

Feito neblina se dissipando, a figura do Deus do Mundo desaparece. O sol já tinha nascido, e o brilhante nascer do sol iluminava o mundo.

Administrador do mundo, hein… ainda não sinto isso bem de verdade. Bom, parece que dá pra passar normalmente os primeiros cem, duzentos anos, então, por ora, vou continuar tocando o trabalho de rei.

Primeiro, isso…

— Será que esse mesmo é melhor, hein… Rū-san, e você?

— Hmm… na minha opinião, prefiro tipo com mais babado. Também quero mostrar as cores de Regulus.

— Uwa, esse é chamativo demais, hein… mas será que esse tipo é melhor mesmo?

— Esse parece mais fácil de mover, viu, Yae-san. Tem parecido em Lestia também.

— Muitos demais. Se tiver tanto assim, não dá pra decidir. Já vou escolher aleat…

— Sakura-chan… é única vez na vida, então precisa escolher direitinho. Depois vai se arrepender, sabe?

— Pōra? Você não é quem vai vestir, viu.

— Aah, meu deus. Difícil mesmo.

Atualmente, minhas noivas seguram foto de vários vestidos de noiva espalhados na mesa, comparando entre si, indecisas.

Coisa única na vida. Entendo isso, mas fico levemente admirado de precisar pensar tanto assim. Mas não sou idiota o suficiente pra dizer isso em voz alta.

— Acho que dá pra decidir por intuição, hein. Pensar demais é desperdício.

Ao meu lado, num dos sofás afastados da mesa, a Sū fala isso diretamente.

Ela já decidiu rapidamente, entregando a foto do design escolhido à governanta-chefe, Rapisu-san. Queria dizer "pensa um pouco mais", mas essa decisão rápida é bem digna da Sū mesmo.

— Finalmente vou casar, hein~. Com isso, com orgulho, viro esposa do Touya. Que alegria.

A garota que se abraça em mim, "gyuu", cresceu mais que qualquer outra desde que nos conhecemos. A altura não cresceu tanto assim, mas as características corporais femininas começam a se afirmar aos poucos.

Ainda achava criança, mas, agora, às vezes sinto até sobressalto.

Bom, em termos de idade, no mundo original, no ano que vem já entraria no ensino fundamental 2, e, neste mundo, chegando aos quinze já é tratado como adulto, então deve estar justamente na fase final da infância. Mesmo eu, que falo isso, não sou lá muito adulto também.

— Pra mim, sinceramente, mesmo casando com a Sū assim tão cedo, fico com pena do Duque Orutorinde.

— Tudo bem. Papai e mamãe agora tão totalmente absorvidos pelo Edo. Bom, eu também tô absorvida.

Edo. Edowādo Erunesu Orutorinde-kun. Irmão caçula da Sū, e herdeiro da família Duque Orutorinde. Ainda nem completou um ano. Vai virar meu cunhado.

Muita gente vai virar meu cunhado/cunhada ao casar com a Sū e o pessoal, mas quem é mais novo que mim só é ele e o príncipe Yamato, irmão da Yumina. Será que, eventualmente, os dois vão me chamar de "cunhado"?

Espero que, futuramente, sirva de braço direito do príncipe Yamato, que vai virar rei de Belfast. Mas, Yamato, e agora Edo, ficou com nome bem "japanesco" também. Deve ser coincidência.

— Se casar, vou poder ficar aqui pra sempre. Com o Touya, do amanhecer até anoitecer, juntos. Feliz, né?

— É mesmo. A Sū tinha menos tempo junto que os outros, né.

— Fiquei em casa fazendo treinamento de noiva o tempo todo, viu. Aprendi cozinha, costura também. Dizem que nobre não precisa disso, mas eu quero que o Touya coma comida que eu mesma fiz, quero vestir roupa que eu mesma costurei no meu filho. Por isso, me esforcei muito.

Essa criança, quando decide algo, sempre leva até o fim com força de vontade. Completamente direta. Sentindo de novo alegria de que esse sentimento também se direciona a mim, sem querer abraço a Sū.

— A Sū tá aproveitando sozinha, injustiça.

A Sakura vem em minha direção fazendo bico. Parece que ela também decidiu rapidamente.

— Já decidiu?

— Não adianta ficar indecisa. Aparência não importa tanto quanto o conteúdo. Mais que isso, majestade, eu também.

Abrindo os dois braços, "n". Rio amargo, e abraço a Sakura igual à Sū.

Ela tem essa parte de gostar de se apegar. Mesmo que ela negue, sinto que, no fundo, tem sentimento tipo "quer se apegar ao pai".

A Sakura cresceu sem conhecer o pai por causa do nascimento dela. Deve ser por isso que tem tipo admiração pela figura de pai.

Sinceramente, penso "devia direcionar isso ao próprio pai", sentindo pena de Sua Majestade o Rei Demônio.

Na verdade, ser complexo de pai mas o afeto não se direcionar ao próprio pai, isso ainda se chama complexo de pai?

Bom, sei que o sentimento da Sakura por mim não é só isso.

— A Sakura é apegada mesmo, hein.

— Que mal tem em me apegar ao marido mais velho. Direito natural.

Com cara séria, a Sakura retruca à Sū. Não é só a Sakura, exceto a Rin, todos são mais novos que eu.

A Yae e a Hiruda, um ano mais nova. A Eruze, a Rinze, dois anos mais nova. A Sakura, três anos mais nova. A Yumina, a Rū, quatro anos mais nova. E a Sū, seis anos mais nova.

Decidi abandonar o senso comum do mundo de lá, mas será que tá tudo bem mesmo um homem de dezoito anos casar com noiva de doze?

Bom, este mundo tem ano mais longo, então, calculando pelo calendário do mundo original, a Sū seria dezesseis anos… mas, olhando de qualquer jeito, não parece dezesseis. Fico em dúvida se é que as pessoas daqui crescem mais devagar, ou se é porque viraram minhas servas.

Aliás, parece que elas, viradas servas, ficam sem envelhecer a partir de certa idade jovem. Ou seja, igual à Rin, da raça fada. Só que, no caso da própria Rin, infelizmente o crescimento já parou, então continua igual mesmo.

Daqui alguns anos, será que a Rin vai parecer a mais jovem de aparência, hein.

— E aí, quando ficou decidida a data do casamento?

— Agora o mundo tá meio bagunçado, então acho que uns seis meses depois. Tem bastante coisa pra fazer também.

Respondo isso à Sakura, que se agarra no meu braço.

Pretendo avançar aos poucos a preparação do casamento no meio disso tudo. Mas fico com a cabeça pesada sobre o que fazer com Eisengard.

Completamente sem funcionar como país, virou devastação igual Yūron. Alívio… nem chega a ser isso, mas, a "Árvore Sagrada" criou raiz.

Os espíritos que fugiram por causa do Veneno Divino-Demoníaco também, atraídos pela Árvore Sagrada gigante, estão voltando aos poucos. Eventualmente, deve virar terra com ainda mais espírito que antes.

O problema é quem vai governar essa terra…

Ainda não aconteceu nada, mas fico preocupado se, igual em Yūron, surgirem vários alegando "eu sou o representante deste país". Nesse aspecto, foi bom o rei mágico-industrial não ter filho.

Enquanto os três grandes países vizinhos — Reino Guerreiro de Rāze, Reino de Strain, Império de Gardio — mantiverem vigilância, acho que não deve acontecer nada estranho.

— Umu. Tá pensando em coisa complicada de novo, né? O Touya já trabalhou o suficiente, então esquece o resto e cuida mais da gente.

— Concordo com a Sū nisso. Cuida mais.

Insistindo, "cuida", "cuida", pressionam. Alegria e sofrimento ao mesmo tempo…

De fato, é verdade que estive ocupado com várias coisas e tive pouco tempo junto.

Com o problema do deus maligno resolvido, eu também quero ficar assim com todo mundo mas… tem tanta coisa acumulada pra fazer…

— Bom, pelo menos hoje, tudo bem.

Como não dá pra sair pra brincar em lugar nenhum agora, tiro o smartphone, projetando a tela no ar.

— É filme do mundo de lá, né, Touya?

— Ainda deve demorar mais um pouco pra terminar isso. Tem algo que quer assistir?

— Não gosto de coisa assustadora. Quero coisa divertida.

A Sakura declara assim. Mostrar filme de terror antes e todo mundo entrar em pânico é lembrança amarga. Ficar com medo, sendo moradores de mundo com zumbi e fantasma de verdade, é sensação meio estranha, mas.

— Se for tipo fácil de entender…

Esse smartphone, sendo item divino, também converte automaticamente pro idioma daqui na versão dublada. Mesmo sem problema de idioma, se o senso comum do mundo original for distante demais, pode virar história completamente incompreensível. Mesmo mostrando filme sobre jogo de dinheiro em Wall Street, provavelmente elas não entenderiam quase nada. A Doutora e o pessoal provavelmente entenderiam melhor que eu, no entanto.

Se for divertido, deve ser comédia. E, se for história simples e interessante… uhum, esse serve.

Filme com filhote de porco protagonista, primeiro "porco pastor" da história. Tem clima acolhedor, fácil de entender, e ainda por cima é boa história.

— Ooh, começou.

— Que emoção.

Entre a Sū e a Sakura, também assisto de forma relaxada depois de tempo. Bom, esse tipo de coisa também é bom.

Eventualmente, todo mundo percebe e diz que também quer assistir, então acabamos assistindo tudo de novo desde o início — episódio charmoso.


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