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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 430

Cão e Macaco, e Água e Óleo

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Capítulo 430 – Cão e Macaco, e Água e Óleo

O rei de Daubān, Jaharade Bīa Daubān, ao acordar, estava num quarto completamente branco.

Quarto que nunca tinha visto antes. O teto brilhava fracamente. Puxa da memória vaga que, na noite anterior, sem conseguir conter a raiva, bebeu bastante e acabou dormindo.

— O que aconteceu, afinal…!

O quarto tinha formato quase quadrado, com apenas uma porta. Mas a porta não tinha nada tipo maçaneta, e não abria empurrando. Tentou deslizar pro lado também, mas nada feito.

Trancado. Ao chegar a esse pensamento, na cabeça do rei de Daubān surgiu certeza sem fundamento nenhum de que o mandante era Zādonia.

Ninguém além de Zādonia miraria contra ele, o rei de Daubān. Com certeza cooptaram aquele garoto Mochizuki, que usa magia estranha, e o sequestraram. Levaram o próprio filho Akīmu, e agora vem atrás dele — pensando nisso, chuta a porta com raiva.

— Ei! Me tira daqui! Atacar gente dormindo, que covardia! Lute cara a cara, com dignidade!

Grita, mas nenhuma resposta vem de lugar nenhum. Corre do lado oposto da porta, se joga contra ela com o corpo, mas não mostra sinal nenhum de abrir.

— Droga! Quem você pensa que eu sou!

Respirando ofegante, continua chutando a porta, mas, mesmo assim, nenhuma reação. Conferindo o quarto de novo, o rei de Daubān encontra algo tipo botão quadrado no chão dos quatro cantos.

Decidido, pisa em cima, mas nada acontece. Pisa nos outros botões igual, mas também nada acontece. Pisa mudando a ordem, mas continua sem acontecer nada.

Andando de um lado a outro do quarto, finalmente cansado, o rei de Daubān senta no chão. Aí, de repente, vem vibração vinda de baixo do chão, "gakon", e a parede à esquerda da parede com a porta começa a descer devagar.

"Zuzuzuzuzuzu…" descendo, do outro lado da parede branca se abre outro quarto branco em forma de cubo idêntico. Ou seja, dois quartos cúbicos estavam lado a lado.

E ali estava um homem, igual ao rei de Daubān, olhando pra cá surpreso, boca e olhos abertos feito bobo.

— Você é…!

O rei de Daubān grita sem querer, se levantando. Diante dele estava o rei do país inimigo detestado. Era o rei de Zādonia, Junasu Remu Zādonia.

Do outro lado, também se levantando, aponta pra cá com cara séria, gritando algo.

Achando que só podia ser xingamento, o rei de Daubān corre em direção ao rei de Zādonia à frente, punhos cerrados.

Vendo isso, o outro lado também aceita o desafio, erguendo o punho igual, chutando o chão.

Os dois, sem perceber a dúvida básica de "por que não consigo ouvir a voz do outro", correm. Resultado.

— Ga!?

— Guge!?

Os dois se chocam de frente contra o vidro reforçado na divisão entre os quartos. Sendo em corrida total, o dano é incalculável.

— Ugigigigi…

— Kuoooo…

Segurando o rosto que colidiu de frente, os dois se contorcem rolando dentro do quarto.

Havia certas pessoas observando essa cena de agonia dos dois num quarto separado.

— Touya-kun. Esses dois são idiotas?

— Bom, não vou negar.

Olhando os dois na tela, retruco isso à Doutora Babylon, que fica atônita. De qualquer ângulo que se olhe, não parecem espertos mesmo.

Quando a dor no rosto se acalma, dessa vez começam a xingar o outro através do vidro. O outro lado não deve conseguir ouvir nada, mas,

— Seu covarde! Achando que não venceria de frente, me sequestrou, que homem desprezível!

— Seu covarde! Achando que não venceria de frente, me sequestrou, que homem desprezível!

— Deve ter pedido pro garoto daquele país pequeno. Que patético! Não pensa em resolver sozinho, não?

— Deve ter pedido pro garoto daquele país pequeno. Que patético! Não pensa em resolver sozinho, não?

— Fico até sem palavras de idiota que virou rei desse jeito! Zādonia também acaba na sua geração!

— Fico até sem palavras de idiota que virou rei desse jeito! Daubān também acaba na sua geração!

Por que essa sincronia toda? Serão gêmeos, na verdade?

— Touya-kun, dá mesmo pra fazer esses dois cooperarem? Sinto que seria mais fácil ensinar macaco a dançar dança de salão.

— Que nada, mesmo macaco, se vida corre perigo, faz aliança até com cachorro. Bom, fica olhando.

Observando na tela os dois continuando a xingar o outro sem parar, sorrio maliciosamente.

Depois de mais de uma hora xingando o homem à frente até a garganta secar, finalmente o rei de Daubān começa a sentir vazio.

Por mais que xingue, se não chegar até o outro, não tem sentido. Mas, vendo o outro olhar pra cá xingando também, mesmo assim, fica irritado.

Pra começo de conversa, o outro também parece estar trancado. Se for isso, será que quem o sequestrou não é Zādonia? Só agora finalmente tem essa dúvida. Tarde demais, mas.

Direcionando o olhar de volta pro próprio quarto, um dos botões que estava nos quatro cantos piscava.

Achando estranho, pisa em cima, mas de novo nada acontece. A piscada continua. Pisa várias vezes. Nada acontece.

De repente, olha pro quarto do rei de Zādonia, e o outro lado também tinha ido pro canto do próprio quarto, olhando com a cabeça inclinada pro botão piscando.

O rei de Zādonia pisa no botão. Mas nada acontece. Igual ao rei de Daubān, ele também pisa várias vezes.

De algum jeito competindo, no instante em que o rei de Daubān pisa no botão na mesma hora que o rei de Zādonia, a porta do quarto sobe um pouco, "zuzuzu", criando fresta de uns dez centímetros com o chão.

— Ooh!?

O rei de Daubān corre até a porta, coloca o dedo na fresta tentando erguer a porta, mas não se move nem um pouco além disso.

— Nu, ku… fuoooo!

Depois de alguns minutos lutando com a porta, o rei de Daubān finalmente percebe que é impossível.

Olhando de relance pro lado, a porta do outro lado também parece ter aberto um pouco. O rei de Zādonia também coloca o dedo na fresta da porta, tentando erguer com cara desesperada.

— Idiota, esforço em vão.

Vendo isso, o rei de Daubān zomba. É palavra que voltaria feito bumerangue nele mesmo, mas ele não percebe.

De repente, o rei de Zādonia percebe algo. Enquanto o rei de Daubān observa isso com desconfiança através do vidro, outro botão do quarto dele parece estar piscando de novo.

Achando que talvez seja, olha pro próprio quarto, e, igualmente, um botão no canto do quarto também pisca.

O rei de Daubān corre até lá, pisando no botão. Nada acontece. Mas, depois de pisar algumas vezes, a porta sobe um pouco mais.

Olhando, do outro lado do vidro, o rei de Zādonia também estava apertando o botão piscando.

— Só abre se apertar junto com o botão do outro quarto?

Como se dissesse "próximo", o terceiro botão pisca.

O rei de Daubān e o rei de Zādonia, encarando um ao outro através do vidro, se movem até o botão piscando. E, ao mesmo tempo, pisam no botão do chão.

A porta sobe mais um pouco de novo. Sem dúvida, pensam os dois, e vão até o último botão, pisando junto também.

"Gogogogogogo…" a porta abre completamente.

— Ts, aquele lado também abriu, hein. Sem graça.

Como se tivesse ajudado o rei de Zādonia a escapar, o rei de Daubān estala a língua. A propósito, o rei de Zādonia murmurava exatamente a mesma coisa do lado dele.

Além da porta, corredor de parede branca igual, se estendendo reto.

O rei de Daubān avança pelo corredor com cautela, e, eventualmente, aparece escada subindo. Na ponta da escada, dá pra ver luz. Aquilo não é luz de Pedra da Luz Mágica nem nada. É luz natural. Parece que o quarto onde estava até agora era subsolo.

Subindo a escada de uma vez, o lugar era praia nunca vista antes. Mar bonito se estendendo até onde a vista alcança. Com certeza não é Daubān nem Zādonia.

— «« Aqui é… onde? »»

Assustado com a voz que não era a própria, vinda de repente, olha pro lado. Ali estava a figura do rei de Zādonia, parado, também atônito igual.

— Seu…!

— Seu desgraçado!

Os dois correm ao mesmo tempo, seguram o colarinho um do outro, socando. Rolando pela praia, montando por cima, socando, sendo virado e apanhando, os dois continuam a briga de socos, rosnando "gururururu" tipo briga de cachorro, se enrolando.

— Devolve meu filho, seu covarde!

— Não conheço seu filho idiota nenhum! Devolva o meu filho, seu ladrão!

— Que absurdo! Descendente de ladrão é você!

— Não zoa! País de invenção falsa, se metendo a besta!

Puxando o rosto um do outro, repetem a troca de xingamentos. Briga feia demais pra parecer que são reis de um país.

— Ts, chpe, espe, espera um pouco!

— Cala a boca! Já é tarde demais pra se desculpar agora!

— Diferente! Olha aquilo!

O rei de Zādonia, com rosto todo inchado, aponta pras costas do rei de Daubān, também com rosto igualmente inchado.

— Não vou cair nesse truque!

— Bu!?

Achando que era mentira pra distrair, o soco direto do rei de Daubān acerta em cheio o rei de Zādonia.

Satisfeito ao ver o rei de Zādonia sendo lançado longe, o rei de Daubān se vira, e ali estava a figura do Duque de Brunhild, deitado em espreguiçadeira sob guarda-sol aberto.

Óculos escuros, camisa havaiana, na mão bebida tropical, expondo aparência extremamente relaxada. Ao lado, filhote de tigre branco acompanhava.

— O qu…!

— Por isso eu disse pra olhar!

— Gube!?

Enquanto o rei de Daubān ficava surpreso com o Duque em clima de férias, por trás dele, o rei de Zādonia dá um chute voador com toda força. Lançado longe, o rei de Daubān bate o rosto na areia.

— Feio, hein, Kohaku. Não quero virar assim.

— «Concordo plenamente, senhor.»

— «« Deixando falar demais, seu moleque! »»

Os dois reis, sentindo que foram debochados, correm em disparada pela praia direto na direção do Touya. Mas, com som de "bakyo!", a areia de repente afunda, e os dois caem junto com grande quantidade de areia. Buraco de armadilha.

Armadilha simples, só placa fina tipo compensado coberta de areia por cima, e os dois caem facilmente nela. A profundidade é de uns dois metros, e embaixo tem almofada de slime estendida, então não vão se machucar. A areia dos lados também tá bem fixada pra não desabar.

— Se não julgar bem a situação, vai sofrer, viu. Ah, já sofreu, né.

— Deixando de brincadeira! Você, quem pensa que eu sou!

— Maldito, armar armadilha desse tipo! Qual é seu objetivo, afinal!

— Não conto.

Mostrando sorriso demoníaco malicioso, o Duque de Brunhild desaparece do local. A ação dele é pra desviar a hostilidade mútua dos dois pra ele mesmo, terceiro, mas não dá pra negar que também tem certa vingança pessoal misturada.

Puxando a perna um do outro, caindo repetidas vezes, cobertos de areia, os dois reis finalmente conseguem rastejar pra fora do buraco de volta pra praia.

— Droga, aquele moleque é demônio!

— E, ei, o que é essa vibração?

O rei de Zādonia, que xingava o Touya, percebe, com a voz do rei de Daubān, que o chão treme levemente. Virando pra trás, ao longe na praia, vinha em direção a eles uma tartaruga gigante enorme, enrolada por cobra negra ainda maior.

— «Gogaaaaaaaaaaaa!»

— «« Geee!? »»

Escorrendo ranho, os dois pulam, disparando dali, tropeçando um no outro.

A tartaruga gigante persegue com passos pesados, "doshindoshin", como se fosse esmagá-los.

Movimento lento, mas passo largo, então, se não correr com toda força, vão ser alcançados. Os dois reis correm pela praia com toda a força que têm.

— «Nosso senhor também usa a fera divina de forma bem intensa, hein.»

— «Bom, ela disse que ia dar banquete depois, né~, vamos com tudo, Sango-chan.»

— «É mesmo. Se possível, quero bolo curto.»

— «Eu quero pudim, viu.»

Mantendo velocidade que quase alcança mas nunca alcança de fato, a Sango e o Kokuyō perseguem os dois reis. Pra tirar deles até a força de continuar brigando.

— A, aqui é… onde, afinal…

Ofegante, respiração cortada, deitado de bruços na praia no entardecer com o sol se pondo, o rei de Daubān murmura.

Deitado ao lado, o rei de Zādonia abre a boca com cara de cansaço.

— Sei lá eu…

— Não perguntei, pra, você!

— Vamos, brigar, de novo, hein…!

Erguendo o tronco, os dois se encaram, mas logo desabam de volta, "batan". Parece que já nem têm mais força pra se agarrar.

— «« Tô com fome… »»

Coincidentemente murmurando a mesma coisa ao mesmo tempo, erguem só a cabeça, encarando o outro, mas logo viram o rosto pro lado oposto, tipo "hunf".

Logo, sono mais forte que a fome os ataca, e os dois acabam dormindo. Dormir com o rei do país inimigo ao lado, normalmente nem esses dois fariam algo assim. Prova de quão cansados estavam, mas isso também é resultado de alguém usar magia do sono.

Em direção aos dois roncando, "gūsuka", a sombra de um garoto e um filhote de tigre se estende.

— «Dormiram facinho, hein.»

— Pessoal do mundo sombrio tem resistência baixa contra magia, né. Certo, hora de começar a segunda etapa.

O Touya tira do [Storage] algemas de pé com corrente, "jarari", e, assobiando, coloca nos pés dos dois, "gashangashan".

— «…Parece que tá se divertindo, senhor.»

— Não, não. Isso também é porque quero que os dois se dêem bem. Não é divertido, não, viu? Ai ai, papel de vilão é sofrido, hein.

Desviando com leveza da fala do próprio criatura invocada, olhando com olhar desconfiado, o Touya concentra mana em direção aos dois dormindo profundamente.

— [Trevas, aprisione, dê o castigo ao pecado deste ser, Maldição de Culpa]

O que ativa é magia de "maldição". Sinistro, mas, resumindo, é magia de restrição.

Magia que dá restrição severa e castigo a quem é alvo. Dependendo do uso, dá até pra tirar a vida, magia antiga, tabu na era atual.

— «Vai fazer até esse ponto…»

— Trabalho de artesão fino tem que se ver o resultado no acabamento, né.

Diante da voz atônita do próprio servo, o rei do pequeno principado dá risadinha leve.


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