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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 439

A Escuridão de Nokia, e a Rota de Fuga

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Capítulo 439 – A Escuridão de Nokia, e a Rota de Fuga

— Hunf, o Ipuchimasu foi derrotado, hein… inútil. Se deixar levar por uma garotinha só…

O homem xinga a criatura invocada com telepatia cortada. Ao sair pra varanda do castelo, junto com vento frio, dá pra ver a cidade construída entre montanhas severas. A capital real do Reino de Nokia, Shenbara, é fortaleza natural cercada por região montanhosa. Por toda a cidade abaixo do castelo, tremula a bandeira nacional, triângulo alongado amarelo.

O homem é o Ministro Militar encarregado de comandar todo o exército deste país. A longa túnica preta que veste, e o adorno de jade pendurado no pescoço, feito de ouro, prata, coral, ágata e afins, expressam essa posição.

Idade em torno de vinte e cinco anos. Cabelo vermelho, alto, sem barba no queixo, mas com bigode. Os dois olhos levemente caídos, observando a cidade abaixo, guardam luz turva.

"Gachari", a porta se abre, e um homem entra no quarto. Homem pequeno, costas curvadas, vestindo túnica azul. Isso representa posição de oficial militar. Ou seja, subordinado do homem, o Ministro Militar.

— «Chamou, Kanaza-sama…?»

— O Ipuchimasu foi derrotado. Parece que a Pafia conseguiu aliado em Brunhild. Que desgraçada irritante. Bastava desistir e virar minha marionete…

— «Brunhild não é nada a temer. Não deve nem chegar aos pés de Kanaza-sama, que herdou o "Legado de Erukusu".»

— Hunf, é óbvio.

O homem pequeno de túnica azul emite a voz sem mover os lábios nem um pouco. A voz emitida não é dele. É voz do espírito maligno que o Kanaza fez possuir.

Já sem consciência própria, esse homem pequeno já virou marionete manipulada pelo possuidor Kanaza.

— Zebēta. Você assume o trabalho do Ipuchimasu. Sequestra a Pafia. Se não conseguir, mata.

— «Como desejar.»

— E também, resolve a mulher em cima da cama. Como sempre, vende pra traficante de escravo.

De relance, o homem pequeno chamado Zebēta olha pra mulher completamente nua, desmaiada com os olhos revirados na cama. Essa mulher é filha de conde… era. Pela mão do Kanaza, o conde, pai dessa garota, acumulou dívida enorme, cometendo suicídio.

Se não me engano, ele obteve a garota sob o pretexto de assumir essa dívida.

— «Já tá bem assim? Não custou tanto trabalho pra obtê-la?»

— Não preciso de mulher que não obedece. Uma noite já basta.

Dizendo isso, como se já não tivesse mais interesse, o Kanaza sai do quarto.

Olhando bem, no corpo da mulher deixada no quarto, dá pra ver marca de vários lugares tipo batidos com chicote. Deve ter resistido bastante.

A técnica de possessão do Kanaza não funciona em pessoa de coração forte. Essa garota, mesmo carregando a dívida do pai, o coração dela não se quebrou.

Por isso, tentando quebrar o coração dela, o resultado do descontrole do Kanaza é a figura atual dessa garota.

— «Como sempre, esse senhor é ruim em perfurar a brecha do coração humano. Se aprendesse um pouco mais a técnica de corromper corações, poderia virar possuidor lendário.»

Comentando sobre o mestre com fala crítica, o Zebēta faz a mulher deitada na cama flutuar no ar. Corpo todo coberto de ferimentos. Mesmo sendo ex-filha de conde, isso vai ser vendida barato, hein, pensa, dando suspiro.

— Hoo hoo. Então essa é a capital real do Reino de Nokia, hein.

A Yae olha ao redor, curiosa, "kyorokyoro".

A capital real de Nokia, Shenbara, tem atmosfera parecida com a de Beruju, capital real de Misumido. Mas os prédios não são de tijolo seco no sol, e sim feitos de coluna de madeira e reboco de gesso, dando impressão mais próxima de Ishen. Vários tipos de casa alinhadas, e, por toda parte, tremula a bandeira nacional amarela em triângulo alongado.

Com a técnica de teletransporte da deusa do tempo-espaço, Tokie, as nove noivas de Touya — Yumina, Rū, Eruze, Rinze, Yae, Hiruda, Sū, Rin, Sakura — junto com a guia, princesa Pafia, a dama de companhia Rishia, e um bicho de pelúcia de urso, pisam na capital real de Nokia.

Como a princesa Pafia é pessoa procurada, esconde a própria figura com capa com capuz. Bom, todas as outras também estão na mesma aparência.

Como Nokia é país quase totalmente fechado, não tem muita gente de outra etnia. Por isso, chamam atenção já pela roupa. Primeiro, precisam obter roupa deste país.

A princesa Pafia também só tem duas, três roupas tradicionais de Nokia, e nem o tamanho serve bem, então decidem comprar aqui mesmo.

— Vamos entrar ali.

Todo mundo entra em fileira na loja de roupa indicada pela Rishia, dama de companhia da princesa. Dentro da loja é bem grande, com várias roupas coloridas alinhadas em prateleira e cabide. Não só roupa, tem até chapéu, cachecol, e tipo de acessório também.

— A roupa de Nokia tem cor bem colorida, hein.

— Verdade, né. Olhando o povo da cidade, achei que era mais elegante combinar várias cores do que unificar numa cor só.

Enquanto a Rū segura a roupa alinhada, comentando isso, a Rinze responde assentindo levemente. Claro, deve exigir bom senso pra combinação de cor. Não deve ser só colocar bastante cor que fica bom.

— Tem bastante acessório também pra combinar com a roupa, hein. Não gosto muito de usar tanta coisa balançando, "jarajara".

A Sū franze a sobrancelha olhando os vários colares pendurados na barra fixada na parede.

— Cada joia ou pedra tem significado dependendo do que se usa. Por exemplo, comum entre homem e mulher, ágata representa solteiro, e jade representa casado. Separado por gênero, olho-de-tigre representa filho primogênito, e ametista representa filha primogênita, e por aí vai.

— Entendi. Ou seja, dá pra saber, num relance, mais ou menos o perfil da pessoa.

Diante da explicação da Rishia, a Yumina assente admirada. Mesmo assim, não precisa contar honestamente o perfil em território inimigo, então decidem deixar os acessórios pra princesa Pafia combinar de forma adequada.

"Essa cor de faixa, esse chapéu é melhor" — todas se divertem animadas montando o look. Se o Touya estivesse presente, com certeza ficaria exausto da longa espera.

Sozinha, já tendo decidido rápido a própria roupa, a Tokie ajuda a Sū, que tinha dificuldade pra se vestir.

— Pronto, assim já tá bom.

— Vovó, obrigada!

A Sū se abraça sorrindo na Tokie. A Sū já se apegou completamente à Tokie. Originalmente, a Sū tinha certa tendência de ser "netinha de vó", então gostou instantaneamente da gentil e elegante Tokie. Também está pensando em aprender tricô junto, igual a Rinze e a Meru e o pessoal.

Todas as outras também parecem ter terminado de trocar de roupa mais ou menos. A propósito, só a princesa Pafia e a Rishia continuam com capa de capuz.

Por baixo, vestem roupa parecida com a das outras, mas seria ruim se descobrissem que é princesa. Não se sabe onde os olhos do Kanaza podem estar vigiando. Como não é garantido que a Rishia também não tenha conhecido, redobram cuidado usando capuz.

Se o Touya estivesse presente, teria mudado a aparência com magia sem atributo [Miragem]. Se só a Pafia e o pessoal sumissem com magia de luz [Invisível], não daria pra reconhecer nem de fora, então isso também seria incômodo. Além disso, [Invisível] tem baixa compatibilidade com lugar cheio de gente.

Terminando de trocar todo mundo, Yumina e o pessoal pagam e saem da loja. Mesmo na rua movimentada, dá pra sentir que o grupo parece meio esquisito, mas não chama atenção especial.

— Bom, daqui em diante é que é o problema mesmo, né.

A Eruze, ajeitando o colarinho da roupa recém-comprada, direciona o olhar ao castelo real de Nokia visível ao longe.

O castelo real de Nokia é palácio branco erguido em cima de morro, com muralha branca ainda mais alta. Mais que "construído em cima do morro", parece que o próprio morro é o palácio.

Originalmente, o palácio de Nokia foi construído no local onde havia ruína antiga, e, segundo a princesa Pafia, ainda existem várias masmorras no subsolo do palácio real até hoje. A magia composta que ela usou também foi obtida de livro de magia encontrado nessa masmorra.

— Primeiro, precisamos entrar em contato com o pai e a irmã, de algum jeito…

— Mas o palácio real tem justamente aquele Ministro Militar Kanaza, o mandante, né?

— E pessoas viradas marionete dele também, senhorita. O palácio real deve estar virado uma verdadeira toca de demônios.

Diante da fala da princesa Pafia, a Hiruda e a Yae respondem.

No palácio real, deve ter bastante gente que conhece a princesa Pafia. Isso aumenta o risco de ser descoberta pelo Kanaza também, e, se causar tumulto demais, pode gerar vítima sem relação nenhuma. As pessoas manipuladas pelo Kanaza também não são necessariamente más pessoas.

— Se o Touya-san estivesse aqui, talvez desse pra se infiltrar usando magia de teletransporte, mas…

De relance, a Rinze direciona o olhar à Tokie, que também manipula magia de teletransporte igual. A senhora idosa gentil abre a boca sorrindo.

— De fato, eu conseguiria mandar todo mundo pra dentro daquele castelo, mas, vocês, tá bem assim? Falaram tanto ao Touya-kun que fariam com a própria força, e agora depender do meu poder tão rápido não fica meio sem graça?

— …De fato, é um pouco vergonhoso mesmo.

— Verdade. Aqui, vamos sem a ajuda da Tokie-sama. Nós conseguimos fazer sozinhas.

Diante da fala da Rū, todo mundo assente levemente. No meio disso, a Sakura ergue a mão firme.

— Eu consigo entrar no castelo com [Teletransporte]. Diferente do [Gate], [Teletransporte] é mais difícil de bloquear.

— De fato, [Teletransporte] não precisa necessariamente ser lugar já visitado antes, diferente do [Gate], mas você consegue pular levando várias pessoas junto igual ao querido?

— …Mu. Uma, duas pessoas de cada vez, talvez dê.

— Como não sabemos o destino do teletransporte, no pior caso, pode teletransportar bem na frente daquele Kanaza, viu?

— Nuguu…

[Teletransporte] é magia que teletransporta ajustando direção e distância. Esse ajuste depende bastante da sensação do usuário. Comparando, é tipo jogar lata vazia dentro de lixeira distante.

Se tiver sorte, entra certo, mas, se desviar, não cai onde mirou. Claro, com prática, dá pra jogar certeiro em ponto específico, mas, não sabendo o destino do teletransporte, é tipo fazer isso vendado.

[Teletransporte] não ser adequado pra teletransporte de longa distância é justamente por depender dessa sensação. Claro, se for dentro do alcance visual, sem se preocupar tanto com desvio, é magia bem útil, sem dúvida.

— Talvez seja melhor evitar teletransportar sem cuidado e ser descoberta, aumentando a vigilância deles.

— Já que só precisamos conseguir contato, que tal a Yumina onee-sama ou a Sakura chamarem criatura invocada e mandar até o palácio real?

— Eu tenho a mana ligada diretamente ao Nyantarō através do anel que ganhei do Rei, e, se chamar outro além do Nyantarō, minha própria mana pode não aguentar, então não dá. E o Nyantarō não serve pra ação furtiva. …Mesmo sendo gato.

— Eu também não tenho contrato com criatura invocada adequada pra ação furtiva. Se for de novo, será que o escolhido vai vir mesmo…

— Ah, é mesmo. Como o Touya fazia com facilidade, achei erroneamente que era fácil assim…

— Criatura invocada, na verdade, não dá pra saber o que vai ser invocado, né. O Touya-san chama livremente, mas.

— Mumumu, o que fazemos, hein.

— A, aquele…

Do lado de fora da conversa tipo reunião de vizinhas, hesitante, a mão da princesa Pafia se ergue, e o olhar de todo mundo se concentra nela.

— Isso, existe passagem secreta, que só a família real conhece. Se usar aquilo, talvez dê pra se infiltrar no palácio real sem ser notada… de, desculpa, não consegui achar o timing certo pra falar isso antes…!

Diante do silêncio e dos nove olhares tipo "fala isso antes, então", a Pafia encolhe.

— …Ehem. Então, essa passagem secreta, o que é?

Pigarreando uma vez, a Rū pergunta.

— É rota de fuga pra quando o inimigo invade até dentro do castelo. Quase… ou melhor, nunca foi usada, então nem eu sei os detalhes direito.

Reino de Nokia, que continua praticamente fechado como fortaleza natural desde a fundação. Ao longo da longa história, foi atacado por Eurono várias vezes, mas nunca, nem uma vez, foi atacado até a capital real. Faz sentido a rota de fuga nunca ter sido usada… ou melhor, na maioria dos países, é quando o país tá acabando que se usa isso mesmo, então deve ser assim na maioria dos lugares também.

Pra família real fugir do palácio, rota de fuga de emergência é sempre construída sem falta. No castelo do Reino de Belfast também tinha, e no castelo de Brunhild, baseado nesse castelo de Belfast, também existe, por precaução.

A proposta da princesa Pafia era, ao contrário, se infiltrar no palácio real usando essa passagem de evacuação.

— Rota de fuga do rei, hein. Tudo bem contar isso pra nós?

— Já não é situação pra se preocupar com isso. Além disso, essa passagem foi originalmente construída aproveitando parte da masmorra, então não é lá muito adequada como rota de fuga. Quando tudo isso se resolver, vou reconstruir.

Consultar primeiro com o pai, o rei, seria o correto normalmente. Mas já é situação equivalente a país tomado. Se ficar preso a esse tipo de detalhe, nem consegue agir, julgou a Pafia. De qualquer forma, deixado assim, Nokia vai cair nas mãos do Kanaza. Não pode errar a ordem. Primeiro, precisa garantir a segurança do pai rei doente e da irmã.

— Então, onde fica essa rota de fuga?

— Ao norte da capital real, tem mina de propriedade da família real. Dentro dela.

— Entendi, entendi. Certo! Então vamos partir pra lá!

— Espera, Sū. Falou "propriedade da família real", né? Deve ter guarda de algum tipo. Melhor esperar até de noite aqui.

— De fato. Se ficarmos rondando um lugar desses de dia com esse tanto de gente, vai chamar atenção descaradamente. Além disso, o palácio real também deve ter menos gente de noite.

A Yumina e a Rū contêm a Sū, que tenta sair correndo empolgada. Mesmo insatisfeita, a Sū também concorda, e obedece calada.

— Sendo assim, o que fazemos até de noite?

— Pega hospedagem e dorme se preparando pra noite.

A Sakura responde imediatamente à fala da Eruze. Em certo sentido, é resposta correta. Preservar energia é básico.

— Antes disso, que tal comer algo? Já que viemos até aqui, quero experimentar a comida de Nokia!

— Boa ideia! Barriga vazia não faz guerra. Antes de tudo, primeiro enche o estômago!

A Yae concorda imediatamente com a proposta da Rū. Sobre comida, essas duas mostram combinação perfeita.

Até no castelo, quem come de longe mais a comida experimental da Rū é a Yae. A Rū quer fazer bastante tentativa e erro, mas também hesita em desperdiçar ingrediente.

Mas, se tiver a Yae, comilona, a comida nunca vai à toa. Contanto que não seja fracasso óbvio, a Yae come com prazer qualquer prato. E ainda por cima, dá opinião direitinho sobre o sabor, o que é grato pra Rū.

Faz sentido essas duas quererem experimentar comida de Nokia mesmo.

Todas as outras também não têm objeção nenhuma sobre comer, então nenhuma mão se ergue em oposição.

— Então, que tal carne de carneiro? Tem prato de carne de carneiro fatiada fina refogada com legume fresco em tempero picante-doce, ou prato tipo trouxinha embrulhando recheio de carne de carneiro misturado em casca de trigo.

A Rishia, dama de companhia da princesa Pafia ainda com capuz, abre a boca. Mesmo tendo nascido e vivido na capital real, a Pafia nunca entrou em restaurante ou lugar de comer daqui nem uma vez. Nesse ponto, a Rishia, tendo comido fora algumas vezes na capital real durante a época de estudante, tem um pouco mais de conhecimento. Mesmo assim, sendo também de família nobre, é nível "um pouco melhor", apenas.

De qualquer forma, já decidido comer todas juntas, decidem se mover.

Depois disso, decidem a hospedagem, passando o tempo até a noite em espera silenciosa. A execução é hoje à noite. A longa noite começa.


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