Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 445

Uma Semana Antes, e o Povo da Cidade

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 445 – Uma Semana Antes, e o Povo da Cidade

A lista de catálogo finalmente ficou pronta, impressa com [Drawing] e encadernada pelo "Ateliê", virando livro direitinho. A partir disso, escolhendo o que deseja e preenchendo o cartão-postal anexo, tudo será enviado até Brunhild.

O presente se divide em curso A, B, C. No curso A, dá pra escolher um item, curso B, dois, curso C, três.

É diferença de valor, mas, como quase tudo é feito à mão por mim, não tenho tanta noção assim sobre isso.

Não quero pensar nisso, mas, considerando possibilidade de revenda, pretendo marcar número de série e gravação de "presente comemorativo de casamento" firmemente. Bom, acho que ninguém entre os convidados que escolhemos faria isso, mas.

Certo, os preparativos praticamente terminaram, resta só esperar o casamento daqui uma semana.

Não que seja atenção especial minha, mas mandei todas as noivas voltarem pra casa onde nasceram e cresceram.

As irmãs Eruze e Rinze, pra fazenda do tio em Rīfurīsu. A Yae, pra casa onde fica o dojo em Oedo. A Yumina, pro castelo de Belfast. A Sū também pra família do Duque Orutorinde. A Rū e a Hiruda também pra família real de Regulus e Lestia. A Sakura também foi com a mãe pra casa da Supika-san no Reino Demônio de Zenoas. Afinal, é onde nasceu e cresceu. Bom, imagino que o Rei Demônio deve estar aparecendo insistentemente lá…

A Rin não é bem casa dela, mas voltou pra Misumido. Naturalmente, a Pōra também foi junto.

Quero que cada uma aproveite bem o último momento como solteira com família e amigos.

Mas, sabe. Assim que todas foram embora de repente, ficou quieto demais. O café da manhã ficou meio solitário.

A irmã Moroha e o tio Buryu fazem treino de madrugada, o tio Kōsuke vai cultivar horta. A irmã Karina também vai caçar de manhã cedo, e a irmã Karen e a Suika nem acordam… esses "Deusempregados" fazem cada um o que bem entende mesmo.

O irmão Sōsuke estava presente… mas não conversa muito… Talvez por consideração, tocou "Manhã", composição de Edvard Grieg. Comer café da manhã enquanto toca violino não é meio incômodo?

Por isso, acabo conversando principalmente com a vovó Tokie.

A vovó Tokie normalmente conserta a barreira do mundo na varanda do castelo (embora, de aparência, pareça só estar tricotando), mas, fora isso, conversa com as criadas do castelo ou passeia pela cidade dizendo que é caminhada.

Aparência de vovó comum, então parece já ter se integrado bem. Isso também é poder de deus… será?

Terminando o café da manhã, de repente fico com o tempo livre. Como o Kōsaka-san me deu folga longa até terminar o casamento e a lua de mel, não tenho o que fazer.

— Kohaku… tô entediado, hein.

— «Não é bom isso?»

Bom, é bom, sim. É bom, mas. Deitado no sofá, "goron", acaricio a cabeça do Kohaku. De repente, sinto como se tivesse envelhecido. Gato tomando sol na varanda e um velhinho, é isso?

Não, não, ainda não tô nessa idade. Vou sair pra algum lugar. Uhum, vamos fazer isso.

Erguendo o Kohaku em forma de filhote de tigre, teletransporto com [Teletransporte]. O destino é o pátio dos fundos da Guilda de Aventureiros de Brunhild, lugar bem conhecido. Aventureiros usam pra treino, ou pra abater fera mágica grande caçada.

Felizmente, parece que nenhum aventureiro percebeu nós teletransportando num canto do quintal, então, rapidamente, coloco o capuz, entrando na Guilda.

A Guilda de Aventureiros de Brunhild está bastante animada. Nesta área entre o Reino de Belfast e o Império de Regulus, não existe fera mágica formidável. A maioria dos aventureiros que vêm aqui são atraídos pela masmorra além do portão de teletransporte.

Sinceramente, masmorra não é lá muito adequada pra subir de rank de aventureiro.

Pra subir de rank de aventureiro, precisa cumprir missão com segurança, contribuindo pra Guilda. Acumulando aos poucos, dá pra chegar pelo menos até rank azul, nível veterano. Mas explorar masmorra ou caçar fera mágica não é missão. É só o aventureiro entrando na masmorra por conta própria mesmo.

O objetivo dos aventureiros é o tesouro adormecido na masmorra, e material das feras mágicas raras que habitam lá. Levando de volta, vira renda considerável.

Claro, missão tipo "colete material de tal-e-tal" aumenta o rank da Guilda, mas, se receber e falhar, tem risco de multa ou aviso da Guilda. Então, às vezes, é melhor vender direto pra quem precisa sem passar pela missão.

A Guilda também compra, então isso já é tipo acordo tácito, digamos.

Bom, resumindo, aqui tem muito aventureiro focado em dinheiro. Claro, tem várias missões acessíveis pra aventureiro de baixo rank também. Pra quem busca ser rank azul ou acima, avançado, talvez a Guilda de Aventureiros de Brunhild não seja tão vantajosa assim.

A Guilda de Aventureiros de Brunhild é grande pra cidade pequena, com três balcões recebendo missão. Como já venho várias vezes, vou até o balcão onde tem atendente conhecida.

— Bem-vindo à filial Brunhild da Guilda de Aventureiros. Hoje, qual seria o assun… uah.

A Mīsha-san, beastfolk gato, percebe imediatamente minha identidade e a do Kohaku aos meus pés, mostrando sorriso contraído. Fico levemente magoado com isso…

— Desculpa. A Reisha-san está?

— Umm, se for a Mestra da Guilda, está no segundo andar. Aguarde um momento, por favor.

A Mīsha-san sobe apressada a escada ao lado do balcão, "patapata". Ops, devia ter avisado por telefone. Depois de um tempo, a Mīsha-san desce a escada de novo, "patapata".

— Desculpe a espera. Por favor, entre.

— Desculpa. Vou incomodar.

Curvando-me levemente pra Mīsha-san, subo a escada da Guilda. No fundo do segundo andar, bato na porta de design elegante antes de entrar.

— Bem-vindo, Duque. Por favor, por aqui.

Guiado pela Mestra da Guilda, Reisha-san, sento no sofá em frente. Como sempre, elfa é bonita mesmo, hein. Sem querer fico envergonhado.

— Obrigada pelo convite. Em nome da Guilda de Aventureiros, com certeza vou comparecer. Então, qual seria o assunto de hoje?

— Ah, umm…

Fico levemente engasgado com a pergunta da Reisha-san. Não dá pra perguntar diretamente "tô entediado, tem algo pra fazer?".

— Ah, é sobre aquela Academia de Aventureiros. Como está indo? Algum problema?

— Sem problema. Quem vira aventureiro novo, na maioria dos casos, entra na Academia pra treinamento de duas semanas, ou faz teste de promoção de rank. Com isso, iniciante adquire conhecimento e técnica mínima, e talentoso é alocado no rank adequado, então diminuiu bastante gente aceitando missão imprudente.

— E as missões de rank alto, como estão?

— Ah, isso está sendo assumido principalmente pelo Ende-san, pela Norun-san, e a Nia-san e o pessoal do "Gato Vermelho", sabe. Principalmente quando aparece fera mágica forte nas camadas superficiais da masmorra.

Eh, esses aí já chegaram nesse nível de rank?

— O Ende-san é rank prata, a Norun-san e a Nia-san são rank vermelho.

— Eh!? O Ende virou rank prata!?

— Sim. Recentemente, resolveu sozinho um bando de minotauros que apareceu na masmorra.

Isso eu não sabia. Basicamente deixava assunto de masmorra pra Guilda mesmo. Uuun. Daqui a pouco, o Ende também deve subir até rank ouro. Ele também tem o Cavaleiro Dragão, então deve conseguir derrotar até fera gigante.

Norun e Nia também rank vermelho, hein. Talvez seja bom sinal, mas, com isso, parece que não vai ter trabalho pra mim mesmo.

No fim, converso sobre assunto trivial sem importância com a Reisha-san, saindo da Guilda.

Certo, o que faço agora, hein. Sem perceber, os pés se dirigem em direção à escola.

Como a Fiona-san foi junto com a Sakura pra Zenoas, achei que talvez falte mão de obra na ausência da diretora.

Chegando na escola de construção de madeira, encontro cena que faz duvidar dos próprios olhos.

No pátio da escola, com barra fixa e escorregador e afins instalados, as crianças brincam com os professores. Isso já é cena adorável, mas o problema é ter, misturada nela, garota de óculos e golem pequeno roxo.

— Ah, é o Touya-yan. Quanto tempo.

— «Gi»

— …Por que você tá aqui?

Golem "Coroa" roxo, Viola, e a mestra dela, Runa Torieste. Devia ter sido libertada depois que apliquei a "maldição" nela.

— Como assim, "por que"? Sou professora, sabia?

— Ha!?

Diante da fala saindo da boca da Runa, fico realmente surpreso. Professora!? Essa aí!?

— Ah, falta de educação, hein. Sou super popular com as crianças, viu.

Como isso aconteceu, afinal. Pra saber a situação, decido ouvir dos dois professores que cuidam da escola na ausência da Fiona-san.

Uma é a Mietto-san, mulher jovem, e o outro é o Reisēru-san, elfo homem. Professores contratados porque só a Fiona-san não conseguia cuidar de todas as crianças.

Segundo os dois, a Runa, que apareceu de repente andando por aí, passou a brincar com as crianças. Sem perceber, as crianças se apegaram, e ela passou a ajudar até nas aulas, e, com uma palavra decisiva da Fiona-san, foi contratada.

Ah, é mesmo, lembro de ter ouvido do Kōsaka-san que contratou funcionário novo… afinal, essa escola é estatal.

— Mas por que justo você…… espera.

— Criança é bom mesmo, né. Sentimento de gratidão sem mistura nenhuma. Adulto tem tipo "obrigado" meio por obrigação, sabe. Essas crianças falam "obrigada" do fundo do coração de verdade. Ouvindo essa palavra, já, arrepio total, formigamento. Uhehehe. Acho que encontrei minha vocação.

A Runa fala com expressão em êxtase. Nessa aí, apliquei "maldição" que faz sentir prazer com sentimento de gratidão dos outros. Isso é foco total no próprio desejo mesmo.

— Tá bom mesmo contratar essa aí? Não vai ter influência ruim nas crianças?

— Ahaha… mas é fato que as crianças se apegaram, e ela cuida bem delas. A Viola também consegue fazer trabalho pesado.

O professor elfo, Reisēru-san, responde com sorriso amargo. Faz sentido, sem cuidar direito, não recebe gratidão. No caso dessa aí, digamos, é dedicação motivada pelo prazer.

— Runa sensei. Vamos brincar.

— Viola-chan também vamos brincar. Pode, né, Runa sensei?

— Runa sensei, faz castelo na areia comigo.

Diante de nós conversando de pé, as crianças vêm correndo em bando. A maioria cerca a Runa e a Viola, puxando a mão delas. Realmente se apegaram mesmo… crianças, essa irmã aí é super pervertida, viu?

— Certo. Então vamos todo mundo fazer castelo de areia!

— Uhuu! Obrigada, Runa sensei!

— Obrigadaaa!

— Fowaa…!

A expressão da Runa, virando o rosto das crianças agradecendo, estava tomada de êxtase. Uwaa. Esse rosto não pode, viu…

— E, e, então, vamos pro parquinho de areia, tá?

— Uhum! Vem também, Viola-chan!

— «Gi»

Puxada pelas crianças, a Runa e a Viola caminham em direção ao parquinho de areia. …Por que tá cambaleando com pernas curvadas pra dentro. Sinto que várias coisas não estão certas.

— Assim, sempre ensinamos elas a dizer palavra de gratidão sem falta.

— Não, bom… acho que isso é importante mesmo, mas…

Lembro de ter lido em algum mangá que "obrigado", "desculpa", "gosto de você", essas três palavras, se perder o timing, ficam difíceis de dizer depois. Por isso, é melhor transmitir direito quando sentir isso.

Criança que consegue expressar sentimento de gratidão diretamente talvez cresça de forma reta… mas será que tá tudo bem mesmo isso?

Contanto que a Runa seja fiel ao próprio desejo, deve cuidar bem das crianças… mas não parece nem de longe a pessoa antes chamada de "Dama Louca da Frenesia". Comparado com antes, isso é infinitamente melhor, sem dúvida.

Como não parece ter nada que eu possa ajudar na escola também, decido ir pra outro lugar. Um pouco preocupante, mas…

Já sendo hora do almoço, direciono os pés em direção à "Lua de Prata", depois de tempo.

Sendo horário de pico, o restaurante do primeiro andar da pousada "Lua de Prata" estava movimentado. Animado como sempre. Comida daqui é barata e gostosa, então faz sentido mesmo.

— «Senhor, ali tem alguém da ordem de cavaleiros.»

— Eh?

Diante da indicação do Kohaku, direciono o olhar, e encontro sentado numa mesa, comendo, um dos cavaleiros de patrulha, o Rantsu-kun. Parece ainda vir aqui motivado pela Mika-san como sempre. Como não tá com armadura, deve estar de folga.

Como a mesa em frente dele estava vazia, decido sentar.

— …? Ha, hei…!

— Shii. Não precisa se preocupar, come tranquilo. Também vim só pra comer.

Faço o Rantsu-kun, que ia soltar a voz, ficar quieto. Se causar alvoroço também seria complicado.

— Bem-vindo. O que vai ser hoje… ara?

— Shii

Quem veio anotar nosso pedido foi a Mika-san. Raro, hein. Achava que ela ficava principalmente na cozinha cozinhando.

— Hoje é especial. Meu pai veio de Rifuretto, sabe. Afinal, foi convidado pro seu casamento. Chegou antes do previsto. Em troca da hospedagem, tá trabalhando aqui.

— Tirando dinheiro do próprio pai…?

— Mesmo sendo pai e filha, somos donos de pousada os dois. Precisa ser rigoroso nisso.

Severo. Fazendo trabalhar, mas, no fim, hospedando de graça, será que isso é gentileza de filha? O Doran-san também deve ter dificuldade.

— Não só meu pai, todo mundo de Rifuretto tá hospedado aqui, viu. O tio Bararu da Loja de Armas Kumahachi, o Shimon-san da loja de ferramentas também.

Não, ainda falta uma semana, viu. Fico preocupado se a loja em Rifuretto vai ficar bem.

— E aí, o pedido?

— Ah, então, o combo do dia. Pro Kohaku também, o mesmo.

— Combinado

A Mika-san deixa a água trazida e volta pra cozinha. Enquanto bebo a água, molhando a garganta, o Rantsu-kun à minha frente continua seguindo a Mika-san com o olhar o tempo todo.

— …Ainda não se declarou?

— Bufu!? N, não, o que…!

Claramente o Rantsu fica constrangido. Que óbvio, sério mesmo. Gente de Lestia costuma ser bem séria e honesta mesmo… exceto aquele velho ex-rei tarado.

— Não, tá totalmente óbvio, viu. Será que só a Mika-san não percebe?

— A senhorita Karen também me disse isso…

Ah, faz sentido. É óbvio demais mesmo.

O problema é ela não perceber, hein. Transmitir o sentimento, e antes disso, fazer perceber que "tem afeto por mim". Não que eu tenha moral pra falar isso com orgulho, mas.

— Além disso, mais que ela mesma, o pai dela, Doran-san, parece ter percebido… às vezes fico sendo encarado feio…

O que esse pai tá fazendo, afinal… não, espera. Será aquele negócio de "pra flechar o general, primeiro flecha o cavalo"?

— O Rantsu sabe jogar shogi?

— Shogi? Comecei depois de vir pra cá. Jogo bastante com colega no alojamento da ordem. É até treino de tática. O que tem isso?

— Primeiro, vamos flechar o cavalo.

— Ha?

Som de "pachiri" ecoa, peça sendo colocada.

Passado o horário do almoço, com pouca gente na mesa, eu e o Rantsu, terminando de comer, jogamos shogi de frente um pro outro.

Depois de jogar uma, duas partidas, entendo que o Rantsu-kun é bem forte. Sinceramente falando, mais forte que eu. Nesse ritmo, não vai virar jogo, então faço leve trapaça.

— «Senhor. Peão 7-6.»

— Combinado

Chega instrução por telepatia do Kohaku embaixo da mesa. Sincronizando visão, faço o Kohaku ajudar com trapaça usando aplicativo de shogi do smartphone.

Direto ao ponto, o Rantsu-kun está jogando contra o aplicativo de shogi.

— Mumumu…

Sem saber disso, o Rantsu-kun joga pensativo. O rank do aplicativo de shogi está ajustado pra força dele, então, aparentemente, deve parecer disputa equilibrada.

De relance, direciono o olhar em direção à cozinha, e dá pra ver o Doran-san olhando disfarçadamente pra cá. Interessado, hein?

Eventualmente, feito inseto de verão atraído pro fogo, o Doran-san começa a andar de um lado a outro perto da nossa mesa, e finalmente vira espectador completo, assistindo nossa partida. Bem-vindo, bem-vindo.

— Xeque-mate!

— …Nn. Fui derrotado.

A partida termina com vitória do Rantsu-kun. Mais que "razoavelmente forte", é bem forte mesmo.

— Haa. De repente ficou forte, hein, Majestade.

— Não, no início era só observando o oponente mesmo.

Desconverso na fala do Rantsu-kun de qualquer jeito. Desculpa, foi trapaça. Sou fraco em shogi, sabe. Bom, graças a isso, consegui fisgar o peixe que eu queria.

— É bem forte mesmo, Rantsu-kun. Digno de ser talento promissor da nossa ordem de cavaleiros. E aí, Doran-san? Que tal uma partida?

— Eh? Ah!?

Enquanto elogio o Rantsu, direciono a conversa ao Doran-san parado ao lado. O Rantsu, talvez tão concentrado na partida que só agora percebeu a presença dele, solta voz de surpresa.

— Interessante. Faz tempo que não encontro adversário à altura. Você aí, tem tempo depois disso?

— A, ah, sim! Hoje tô de folga!

— Que bom. Então vamos jogar.

Cedo meu lugar ao Doran-san, e o Kohaku, segurando o smartphone na boca, sai debaixo da mesa.

Nos afastando dos dois que começam a arrumar as peças, "pachiripachiri", vamos até a Mika-san, que limpava a mesa.

— De novo a doença do meu pai apareceu… queria que não incentivasse ele.

— Calma, calma. Aliás, Mika-san, o que acha do Rantsu?

— Eh? Acho que é homem sério e bom, né? Sempre carrega bagagem pra mim e tal.

Droga. Será que ela realmente não tem consciência nenhuma disso mesmo.

— Deixa eu ver… outro dia, o Rantsu-san conteve um aventureiro bêbado causando confusão, e aquilo foi bem legal.

Hoo hoo. Então não é que não tenha chance nenhuma?

— Se for namorado, tipo do Rantsu é recomendado, sabia?

— Ahaha. Eu, não vou ser opção dele mesmo, não…

— Parece que o outro lado não pensa assim, não.

— Eh?

O movimento da Mika-san, que tentava desviar rindo, para. Se isso conseguir fazer ela ter um pouco de consciência, seria bom.

Pensando isso, num instante, o rosto da Mika-san fica completamente vermelho. Eh, que mudança é essa!?

— Eh, eh? Eh!? C, co, como assim!? I, isso, o quê, quer dizer, eh!?

— …Sério que não percebeu nada mesmo? Deve ter tido algum tipo de investida, né?

— A, investida, tipo, ser chamada pra comer, ou ganhar buquê de flor, esse tipo de coisa…

— Não presenteia buquê de flor pra mulher que não tem interesse, normalmente, viu.

— S, sério…?

Umm. Parece que era bem lenta mesmo pra perceber isso. Será que fiz demais? Meio que ficou consciente de forma estranha, mas.

Bom, mas talvez teria dado certo se o Rantsu tivesse se declarado normalmente. Bom, tanto faz. Resultado bom é tudo de bom.

— Mika-san, pedido da mesa três.

— Fue!? Ah, sim! J, já entendi!

Recebendo o comando de pedido da garçonete, a Mika-san desaparece apressada pra cozinha. Até as orelhas, completamente vermelha.

Esse tipo de coisa, uma vez que percebe o próprio sentimento, deve virar rápido mesmo. Eu também fui assim.

— Vamos pra casa, Kohaku.

— «Sim»

Ainda falta bastante tempo pra todo mundo voltar. Sem perceber, virou normal ter esse tipo de vida com elas por perto. Como esperado, sinto um pouco de solidão.

Bom, ao casar, vamos ficar sempre juntos, então talvez seja bom sentir esse tipo de sentimento agora mesmo.

Andando displicente, pensei nisso.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir