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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 449

O Anel dos Deuses, e o Lançamento do Buquê

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Capítulo 449 – O Anel dos Deuses, e o Lançamento do Buquê

— Ooh…!

— Não pode ser, espíritos realmente se manifestaram de verdade…!

Vendo os seis grandes espíritos flutuando no ar, os convidados, como esperado, se agitam.

Neste mundo, mais que deuses que não se manifestam, espíritos que aparecem diante das pessoas costumam ter fé mais profunda entre o povo em geral. O povo da Grande Floresta, por exemplo, reverencia o espírito da grande árvore, afinal.

Até existe teoria de que quem criou este mundo foi espírito, por ordem dos deuses. Bom, isso é verdade mesmo, na real. O Deus do Mundo mesmo disse isso.

— «Em nome de nós, grandes espíritos, abençoamos aqui o matrimônio do Duque do Principado de Brunhild, que teceu o vínculo com os espíritos, e das nove que se tornam suas companheiras.»

O grande espírito da luz declara isso com voz tranquila. Diante da voz direta do grande espírito, o salão, agitado até então, se acalma feito água derramada.

Faz sentido mesmo. Normalmente, espírito raramente se manifesta. Ainda mais, gente que já ouviu a voz deles deve ser um punhado só. A maioria deve ficar sem palavras de surpresa. Bom, existência ainda superior a esse espírito está entre os convidados, mas.

Olhando bem, os grandes espíritos também parecem tensos. Faz sentido mesmo. Deus da criação do mundo, muito superior até a mim, o Rei dos Espíritos, está bem ali perto… sinto simpatia por eles, um pouco.

Mesmo assim, espero que cumpram o papel de algum jeito.

— «A partir de agora, pra sempre, compartilhando alegria e tristeza, com amor que nunca muda ao longo da vida, desejamos que se apoiem mutuamente.»

Ressoa a voz do grande espírito de fogo, levemente tensa. Força.

— «De nós, grandes espíritos, um presente de casamento a vocês.»

Seguindo a fala do grande espírito da terra, diante de mim, nove anéis aparecem junto com luz. Anéis emitindo brilho divino cor platina-dourado.

Surpreendentemente, na verdade, esse anel é "item divino". E ainda por cima, feito à mão pelo próprio Deus do Mundo. É presente de casamento do Deus do Mundo.

Esse anel, digamos, é tipo receptor, tornando mais fácil receber meu "amor divino", elevando a posição de servo. Resumindo, é item mágico que eleva a categoria mais baixa da raça divina, nível de deus subordinado. Presente extraordinário. Claro, mesmo outra pessoa equipar, não tem efeito nenhum.

Pego esse anel, colocando um em cada anelar esquerdo das noivas, e, dessa vez, dos nove anéis, luz nasce, flutuando no ar, se reunindo no meu próprio anelar esquerdo.

Quando a luz se acalma, ali aparece anel igual ao de todas, no meu anelar esquerdo. Só de ver, já sei. Isso é anel único no mundo, com bênção de deuses, espíritos, e de todas… variados sentimentos incorporados.

Enquanto fico encantado olhando o anel, o grande espírito das trevas, de aparência mais jovem, abre a boca.

— «Testemunhamos com certeza que o matrimônio foi concretizado. Em nome de nós, o Rei dos Espíritos, abençoamos este casamento.»

Ser abençoado em nome de mim mesmo, representante dos espíritos, é situação estranha.

Vindo de algum lugar, espíritos pequenos dançam alegres pelo céu, capturando o olhar dos convidados. Vermelho, azul, verde, marrom, amarelo, roxo, luzes coloridas desenham trajeto bonito no céu.

Os grandes espíritos, virando de novo fogo e água, acompanhados dos espíritos pequenos, sobem ao céu desenhando espiral em redemoinho. Feito fogos de artifício disparados alto no céu, "paa", partículas de luz se espalham brilhando, criando arco-íris grande no céu.

Diante dessa cena magnífica, dos convidados, vem grande grito de júbilo e aplausos intensos. Fizeram algo bem chamativo, hein. Depois agradeço.

De qualquer forma, com os grandes espíritos como testemunhas, nosso casamento se concretizou oficialmente.

Como companheiro pra toda a vida, vou caminhar a vida junto com elas.

Nos tornamos, com orgulho, marido e mulher.

Da torre do relógio da cidade, ressoa som de sino. Não é pra anunciar horário, é sino nos abençoando. Dizem que som de sino afasta má energia, e mantém infelicidade distante.

Como se respondesse ao som do sino, de novo, pétala de flor cai sobre nós. Será que isso é obra da deusa das flores?

No meio das pétalas dançando ao vento, ergo devagar o véu de noiva da Eruze.

— Conto com você daqui pra frente também, Eruze.

— Deixa comigo. Se você amolecer, te dou um soco.

Isso dá medo, hein. Rimos, trocando beijo de juramento. Sendo diante das pessoas, é constrangedor, então é leve, na bochecha uma do outro.

A Eruze sempre lidera na frente. Deve continuar abrindo caminho junto na nossa vida também. Claro, pretendo ficar sempre ao lado dela também.

Junto com ela, nenhuma dificuldade assusta. A Eruze me dá coragem.

Em seguida, fico diante da irmã caçula dela, a Rinze, erguendo com calma o véu de noiva dela.

— Conto com você também, Rinze.

— S, sim. Vou apoiar o Touya-san com toda força.

A Rinze sorri, mesmo com lágrima nos olhos. Beijo na bochecha dela, como se enxugasse essa lágrima. Igualmente, a Rinze retribui.

A Rinze, que sempre me apoia discretamente ou abertamente. Quero ser marido capaz de corresponder a esse sentimento dedicado. Sensível, e nunca poupa esforço pelos outros, acho que ela vai virar mãe maravilhosa também. …Ainda tá cedo pra pensar isso?

Em seguida, ergo o véu da Yae. Sorrindo alegre, ela abre a boca.

— Até esta vida se esgotar, vou continuar ao seu lado, marido.

— Obrigado, Yae.

Provavelmente, mas.

A Yae e o pessoal, pelo anel do Deus do Mundo e meu "amor divino", já viraram existência equivalente a deus subordinado, então, a não ser que eu morra, devem conseguir viver o mesmo tempo que eu.

A fala dela é levemente exagerada, mas deve ser expressão do sentimento da Yae. Eu também sinto o mesmo. Afinal, decidi caminhar a vida junto com elas.

Trocando beijo na bochecha com a Yae também, me movo até a Sū, ao lado.

— O Touya é meio distraído mesmo, hein. Vou ficar sempre do seu lado.

— Haha. Que confiável.

Por causa da diferença de altura, me curvo levemente pra beijar a bochecha da Sū. Ela puxa segurando meu pescoço. Insistente como sempre. Sem querer, rio.

A personalidade ingênua e espontânea da Sū me salva de vários jeitos. Mesmo em situação pessimista, parece que dá pra avançar com esperança. O único defeito é a curiosidade excessiva às vezes, mas isso também é parte da Sū.

Em seguida, ergo o véu da Yumina. Sem querer dizer, mas, surpreendentemente, os dois olhos da Yumina estavam marejados. E ela sorri pra mim.

— Que alegria… virar noiva de quem amo, esse sempre foi meu sonho. Agora… sou realmente feliz.

— Uhum. Eu também sinto o mesmo.

Talvez ela seja quem mais tinha admiração pelo casamento. Dependendo da posição do próprio país, como membro da família real, casamento indesejado, ou até casar recebendo genro, seria possibilidade real. Não acho que aquele Rei de Belfast permitisse esse tipo de casamento, mas certamente ela seria alvo de crítica dos nobres.

Mas ela mesma abriu o próprio caminho. Respeito essa força.

Trocando beijo na bochecha com a Yumina, dessa vez fico diante da Rin.

— Que minha própria vida teria algo assim, que surpresa. Vale a pena viver muito tempo mesmo, hein.

— Ainda é só o começo. A vida de nós, casal.

Rindo baixinho, "kusu", troco beijo mútuo na bochecha com a Rin. Por longo tempo, mesmo tendo companheiros, ela não tinha algo que pudesse chamar de família. Talvez tenha criado a Pōra justamente porque queria existência que ficasse ao seu lado por longo tempo.

De agora em diante, nós estamos aqui. Não vou deixá-la sentir solidão.

Em seguida, me movo pra frente da Rū, erguendo o véu, beijando a bochecha dela igual às outras. Ela também beija minha bochecha igualmente.

— A partir de agora, deixe as refeições de todo dia comigo.

— Só peço que não me faça engordar demais…

A Rū me mostra sorriso levemente tímido. A comida dela é realmente gostosa. Fico preocupado se, comendo demais, não vou engordar. Nesse corpo divinizado, será que não engorda? Mas também tinha deus gordo entre eles, hein.

Dizem "gordo da felicidade", mas não deve ser só felicidade que engorda, né. É que, por comida gostosa da esposa e afins, no fim, acaba comendo demais. Depois de comer, melhor fazer exercício direitinho…

Enquanto faço essa determinação na cabeça, fico diante da Sakura.

— Rei, barriga vazia.

— …Aguenta só mais um pouco.

Mesmo nessa situação, a Sakura continua no próprio ritmo como sempre. Isso também é parte boa dela. Ela não fala muito, mas, mesmo sem dizer nada, ficar junto dela dá certa calma, por algum motivo. Igual à voz cantada dela, esse ritmo próprio dela talvez traga tranquilidade.

Erguendo o véu dela, trocamos beijo mútuo na bochecha. Mesmo ela, que raramente mostra emoção, naquele momento, mostrou leve gesto de vergonha.

Por último, chego diante da última noiva, Hiruda. Sempre com atmosfera firme e nobre, mas, só hoje, a delicadeza natural dela se destaca mais.

— Touya-sama, conto com o senhor pra sempre.

— Igualmente.

A fala dela continua formal como sempre, mas, justamente por isso, transmite sentimento sincero. Vou tentar não trair as expectativas dela.

Erguendo o véu, beijando a bochecha dela, mesmo levemente tensa, a Hiruda também retribui beijando minha bochecha igualmente.

De novo, o sino toca.

Expando [Speaker], curvando-me em direção aos convidados alinhados diante de mim.

— «Hoje, mesmo com tanta correria, agradeço a todos por terem se reunido por nossa causa. Somos ainda jovens e inexperientes, mas, daqui pra frente, todos juntos, pretendemos construir país próspero e lar feliz. Talvez ainda causemos incômodo de vários tipos, mas peço que continuem nos orientando e apoiando como sempre.»

Junto com pétala de flor, aplauso intenso cai sobre nós. Curvamo-nos profundamente, mostrando gratidão a todos os convidados.

Será encenação do Kōgyoku, de algum lugar, pombas brancas voam pro céu de uma vez só. Continuamos observando as pombas se afastando voando, acompanhadas do som contínuo do sino.

— «Certo, na terra natal do Touya-kun e nossa, existe costume chamado "lançamento de buquê". Diz que, se receber o buquê lançado pra trás pela noiva feliz, e presentear pra quem tem interesse, esse amor se realiza, trazendo felicidade. Mas participante é só homem solteiro. Se tem alguém no coração, participe agora mesmo! Agarre a felicidade com essas mãos!»

Diante da voz da irmã Karen através do [Speaker], voz grave grita, "uoooooooooooooo!", e os homens se aglomeram diante do altar, cada um tentando chegar primeiro.

Espera aí. Isso é bem diferente do lançamento de buquê que eu conheço.

Todo mundo alinhado no palco também parece meio confuso. Quando tento voltar pro palco, a irmã Moroha segura meu ombro, me impedindo.

— No lançamento de buquê do seu mundo, mulher fica com receio de participar, né? A irmã Karen disse que assim anima mais.

Mu. De fato, lembro de ter lido na internet que, ultimamente, tem bastante opinião de "não quero participar" no lançamento de buquê. Motivo varia, tipo "correr desesperadamente pra pegar buquê na frente de todo mundo dá vergonha, parece que tá com pressa de casar", ou "não quero que descubram que só eu sou solteira".

Se for homem, ainda não é tão vergonhoso assim… aliás, lembro de ter lido que, versão masculina de lançamento de buquê, joga brócolis em vez de buquê. Como tem vários buquês na cabeça de brócolis, representa prosperidade da descendência, felicidade plena.

Buquê é mais bonito que brócolis, então, se for jogar, acho que buquê tá bom mesmo.

Diante do altar, os homens solteiros se reúnem. Do jovem ao idoso… ei, até o Doran-san participando!?

Dono da pousada "Lua de Prata" na cidade de Rifuretto, e pai da Mika-san. De fato, é viúvo solteiro, mas…

Ao lado dele, de pé com cara constrangida, não é o Rantsu-kun, apaixonado pela filha dele, a Mika-san? Opa? Até o pessoal da ordem de cavaleiros participando?

— A segurança tá tudo bem. O Nyantarō e o pessoal estão de olho vigilante.

A irmã Moroha responde isso rindo, mas aqueles aí são gatos, viu? Bom, não é gato comum, mas…

Olhando bem, entre os participantes, tem muito conhecido também.

O cavaleiro aprendiz da ordem de Belfast, Wiru. Garoto que agia junto com a Rebekka-san e o Rōgan-san, membros da nossa ordem, no deserto. Se pegar o buquê, será que vai dar pra namorada dele, Wendi?

Além disso, o líder guerreiro de Misumido, Garun-san, o aventureiro de Ishen, mestre de bastão, Renguetsu-san. Os aventureiros novatos Roppu e Kurausu… uwa, até o jovem rei de Parūfu? O príncipe de calção estufado, Robēru, também tá aqui. Ei, espera, Ende, você também!?

Além disso, cavaleiros de vários países, e até nobres solteiros se candidatam. Como tem nove buquês, deve ter chance boa, mas é gente demais!?

— «Aviso com antecedência, mas isso não tem relação com status social, viu. Vence quem conseguir pegar. Por isso, roubar de quem já pegou é falta grave. Quem rouba a felicidade dos outros vira infeliz também, viu?»

A irmã Karen dá aviso firme. Como se estivessem se vigiando mutuamente, os homens se espalham devagar diante do altar. Vigiando os homens ao redor, o olhar captura as noivas em cima do altar. Os outros convidados também assistem achando divertido. O lançamento de buquê, que devia distribuir felicidade, virou coisa bem sanguinária em outro mundo.

— «Certo, todo mundo, vira de costas. No meu sinal, joguem o buquê pra trás com toda força.»

Seguindo a instrução da irmã Karen, todas as noivas viram de costas. No instante seguinte, "dorararararararara!", som estridente de tambor ressoa. Que é esse rufar de tambor de repente? Virando pra trás, o irmão Sōsuke tocava tambor com dedicação absoluta. O que tá fazendo, deus da música.

— «Certo, vai! Um, dois!»

"Buwa!", os nove buquês dançam pelo céu. Tem buquê voando alto, tem baixo, e tem que voa em direção completamente errada. Aquele deve ser o que a Sū jogou.

— Consegui!

Aproveitando o impulso beastfolk, o Garun-san salta. Mirando no que vinha voando baixo, esticando a mão mais alto que os outros, prestes a capturar na mão o buquê caindo… antes disso, saltando ainda mais alto de lado, o Ende rouba primeiro. Uwa.

— Peguei!

Pousando com leveza segurando o buquê, o Ende aterrissa. Vocês dois se amam mutuamente com a Meru, então devia ter cedido nisso…

— Consegui!

— Ku, droga!

— Ossshaaa!

— Aaah…

Enquanto fico atônito com o Ende, de vários lugares vêm vozes misturadas de alegria e tristeza.

Parece que alguns conhecidos meus também conseguiram. Opa, até o jovem rei de Parūfu conseguiu? Como conseguiu pegar com essa altura, hein…

— «Foi pego feito bola quicando das mãos dos homens.»

— «Ah, entendi.»

O Kohaku, ao lado, me explica por telepatia. Ah, a noiva dele, a filha do duque, Reicheru, pula de alegria.

Opa, o Rantsu-kun também conseguiu, hein… e parece conversando com o olhar com a Mika-san. Os dois com rosto vermelho, sem nem perceber que o Doran-san atrás os encara feio. Será tipo "mundo só dos dois"? A propósito, o Doran-san também conseguiu buquê.

E o Wiru também tinha buquê na mão. Naturalmente, entre os convidados atrás, a namorada dele, Wendi, mostra expressão radiante de alegria. O príncipe de calção estufado também conseguiu.

…De algum jeito, parece que quem já tinha amor correspondido conseguiu bastante o buquê?

— Bom, porque seria ruim, tipo maldição, se recebesse o buquê da noiva e o amor não se realizasse.

— Nyahaha. A irmã Karen tá arrasando, hein~. Com isso, esse tal lançamento de buquê deve virar moda, viu~.

A irmã Karina e a Suika falam comigo como se tivessem lido minha mente. Eh? Não pode ser…

Direciono o olhar à irmã Karen, e ela retribui piscando levemente. Como imaginei. Usou algum poder, não foi?

Não é coisa muito elogiável, mas, aqui, melhor fingir que não vi… uhum, isso é o melhor.


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