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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 451

Os Preparativos da Viagem, e o Garotinho

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Capítulo 451 – Os Preparativos da Viagem, e o Garotinho

— Com isso, finalmente, em nome e essência, o Touya-kun e o pessoal viraram casal de verdade.

— Bom, só a Sū parece ter dormido só junto mesmo. Corpo ainda não pronto. Bom, tanto faz, não precisa forçar. Daqui pra frente, é sempre juntos mesmo.

— E aí? Vão todos juntos pro mundo do Touya, na tal lua de mel? Já tá tudo preparado?

— Touya onii-chan! Bebida! Eu, quero bebida de lembrança! Ou melhor, só aceito bebida!

A irmã Karen, a irmã Moroha, a irmã Karina, e, de quebra, a Suika, falam livremente o que bem entendem. Podiam fofocar sobre os outros longe deles, hein!

Familiar zombando de recém-casado é gosto duvidoso mesmo… a irmã Karen e a irmã Moroha viram tipo cunhadas pra todo mundo, e, se continuarem assim, todo mundo vai passar a detestá… acho que não vão detestar mesmo. Afinal, já estão virando servas delas também…

— Sinceramente, com meu poder, não consigo teletransportar todo mundo de uma vez com [Transporte Interdimensional] pra Terra. O Deus do Mundo disse que ia ajudar.

Respondo secamente às deusas que faziam roda de chá usando mim como assunto, na mesa do jardim onde fizemos o casamento outro dia.

Eu, como existência, já morri naquele mundo. Na Terra, geralmente, morto não ressuscita. Existência assim sai da lógica do mundo (só da Terra, no entanto), sendo expulso desse mundo.

Por isso, vou visitar a Terra não como humano "Mochizuki Touya", e sim como raça divina "Mochizuki Touya". Como aprendiz de deus, servo do Deus do Mundo.

Só que a preocupação é que, lá, a mana que serve de base pra magia é extremamente fraca. Ou seja, não dá pra usar magia livremente como aqui.

Com Ki Divino, dá pra usar, então acho que eu vou conseguir de algum jeito, mas todo mundo não consegue usar magia. Se for "Característica de Servo" tipo "Visão de Futuro" da Yumina, que não usa mana, talvez consiga.

O "Olho Mágico de Discernimento" da própria Yumina também, sendo magia sem-atributo manifestada no órgão do olho, provavelmente não vai funcionar.

— Não acho que precisa se preocupar tanto assim. Passando pelo item divino do Touya-kun, dá pra ativar magia até certo ponto usando Ki Divino. Ah, mas não pode usar demais, viu? É poder quase inexistente lá. Se for descoberto por alguma sociedade secreta suspeita, já viraria bem mais complicado que simples lua de mel.

Que fala de mau agouro. Mesmo assim, passando pelo smartphone, dá pra usar um pouco de magia, hein. Se alguém se perder ou ficar desaparecido, dá pra usar [Search] pra ajudar bastante. Se conseguir abrir [Storage], talvez até dê pra comprar lembrança e trazer de volta?

— Aliás, Deus do Mundo, tá demorando, hein. Pelo telefone, disse que chegaria por volta do meio-dia.

— Não tem jeito. Agora, no reino divino, o assunto principal é sobre a terra de descanso. Deve estar ocupado lidando com isso.

Coincidindo com meu casamento, sob pretexto de "experiência antecipada", dez deuses desceram à terra, humanizados.

Deus da dança, deus da força, deus do artesanato, deus dos óculos, deus do teatro, deus das bonecas, deus do vagar, deusa das flores, deusa das joias, e, ainda, a vovó Tokie, ou seja, deusa do tempo-espaço.

Desde então, já se passaram dez dias, e as várias experiências desses deuses humanizados na terra já se espalharam pelo reino divino. Ouvindo isso, todo mundo fica cheio de curiosidade, e parece que tá aumentando o número de deuses querendo descer rápido pra terra como férias também.

— Até agora nem davam bola, e agora fazem o que bem entendem. Bom, entendo o motivo, já que agora podem descer abertamente pra terra e viver como quiserem.

— Não entendo bem essa sensação de achar "interessante" viver como humano…

— Nyahaha. É tipo aquele negócio de "role-play" que o Touya onii-chan conhece do mundo dele. "Fingir ser outra pessoa" é divertido, viu?

Role-play? Tipo role-play de jogo de RPG? De fato, esquecer o eu comum e interpretar outro papel talvez seja divertido, mas. Deuses também são mundanos, hein.

— Já ouço dizer que o deus do artesanato e o deus das bonecas já começaram a criar as próprias obras, e o deus do teatro e o deus da dança parecem ter entrado em alguma companhia teatral. Daqui a pouco, deve começar a chegar o nome deles até este país também.

A irmã Karina fala isso rindo, "kerakera", mas, mesmo humanizado, deus é deus. Faz sentido virar famoso, sendo especialista naquilo. Com certeza vão virar pessoas de fama mundial.

— O que não entendo é o deus dos óculos, que, mais que fazer óculos, fica distribuindo óculos por aí.

— Deve ser tipo atividade evangelizadora. Neste mundo, taxa de uso de óculos ainda é baixa. E ele sempre dizia "não existe quem óculos não combina. Se existir, é só porque essa pessoa ainda não encontrou o óculos que combina com ela", né.

Uhum. Deus dos óculos igual pessoa esquisita. Anotado. Por favor, jamais causem problema.

— Vamos ficar ausentes a partir de agora, então realmente não quero que causem problema, viu…

Hm? Essa sensação é…

— Tudo bem. Durante a viagem, eu mesmo fico de olho, então não precisa se preocupar.

Direcionando o olhar pra onde senti a presença, o Deus do Mundo aparece de repente, "fu". Sendo servo, só o Deus do Mundo eu consigo perceber a manifestação.

— Ah, não, desculpa a demora. Deu uma discussãozinha sobre o plano de terra de descanso.

— Como imaginei mesmo.

Melhor não perguntar como foi essa "discussão". Sinto que vou ficar com dor de estômago.

— Então, Touya-kun, chama todo mundo por favor. Quero falar alguns pontos de atenção sobre a viagem ao outro mundo.

— Ah, sim.

Pontos de atenção? Tem algum tipo de perigo mesmo em ir pra outro mundo? O Ende parece ter atravessado vários mundos, mas, resumindo, é tipo ir pra outro planeta… não, espera, o destino é a Terra, então não deve ser bem isso.

Tiro o smartphone do peito, começando a mandar mensagem pra chamar todo mundo.

— Certo, então, a partir de amanhã, vocês vão até outro mundo, chamado "Terra", onde o Touya-kun viveu.

O Deus do Mundo começa a falar, olhando todo mundo reunido. No jardim, tiramos manta grande, sentando ali, ouvindo a fala do Deus do Mundo. Na mesa ao lado, a irmã Karen e o pessoal observam em silêncio.

— Primeiro, sobre o idioma de lá. Se tiverem o anel que vocês têm, não terão problema de comunicação. Vão entender e conseguir falar o idioma de qualquer país. O dinheiro de lá também eu providencio, então não precisa se preocupar.

Ooh. Ou seja, dá pra conversar até com estrangeiro. Isso é conveniente. Digno de item divino. Olho pro anel de casamento brilhando no meu anelar esquerdo. Como o destino é o Japão, isso não me afeta tanto assim, mas.

E ainda por cima, providenciar até dinheiro é grato demais. No pior caso, pensei até em levar ouro ou prata e trocar por dinheiro lá.

— E também, esse tal "smaatohon" que as senhoritas têm. Vou deixar utilizável lá também. Como a mana é fraca por lá, ligação deve ser difícil.

O smartphone produzido em massa pela Doutora usa não onda de rádio nem nada, e sim magia de comunicação usando mana flutuante no ar como meio. Não entendo bem, mas parece que, se o ar estiver "conectado" com o outro lado nem que seja um pouco, dá pra conversar.

Mesmo dentro de casa, o ar deve estar conectado de algum lugar, afinal. Então, será que espaço completamente selado, sem entrar ar nenhum, não conecta? Dizem que até água tem mana, então será que conecta até dentro do mar? Não entendo bem.

Mas, funcionar até lá, isso não seria simplesmente smartphone comum?

— Se a mana for fraca, quer dizer que magia praticamente não funciona. Cuidado, viu. Talvez consiga gerar pequeno fogo ou gelo.

Se o ar não contém mana, magia não ativa. Tipo tentar acender fogo sem oxigênio. Espera, mas…

— Sem mana no ar, se usar mana interna do próprio corpo, dá pra aplicar magia em si mesmo, né? Tipo [Boost] da irmã?

A Rinze pergunta no meu lugar o que eu queria perguntar ao Deus do Mundo. A Eruze também mostra leve interesse, sendo relacionado a ela mesma.

— Não é que não consiga, mas melhor não fazer demais, viu. Rápido vai esgotar a mana e desmaiar. Não vão querer passar a lua de mel tão esperada dormindo direto, né?

— Entendi… como a mana que se converte em mana pessoal é pouca, mesmo a mana esgotada não se reabastece tão fácil assim.

A Rin assente com convicção, como se tivesse entendido. Faz sentido, se esgotar mana, a consciência fica turva, podendo até desmaiar…

Tem a magia de transferência de mana [Transfer], mas, lá, minha mana também não regenera, então seria perigoso.

— Então, será que dá pra armazenar mana em algo daqui e levar? Tipo o tanque de mana de Babylon.

— Impossível. Assim que chegar no outro mundo, a mana armazenada se dissipa feito neblina. Coisa movida a mana… olha, aquele urso ali, por exemplo, também para de funcionar imediatamente ao chegar lá.

A Pōra, atrás da Rin, começa a tremer, "gatagata". Tudo bem, você fica de guarda da casa. Ou seja, quer dizer que, mesmo chamando o Kohaku e o pessoal, não conseguem manter a existência lá. Facilmente minha mana se esgota, e acaba tudo.

Item mágico e afins também, todos inutilizáveis, é isso. Até Frame Gear lá deve virar mera estátua parada, incapaz de se mover.

— Opa? Então nossos smartphones carregados com mana não vão conseguir carregar lá?

— …Normalmente, carrega com eletricidade mesmo, né.

— …Faz sentido mesmo.

É verdade, lá tem eletricidade normalmente. Que pergunta idiota fiz. Que vergonha.

— Nós não temos tanta relação com isso, digamos.

— De fato.

— É verdade.

A Yae, a Hiruda, a Rū, grupo que não usa magia, respondem em coro. Parecem levemente amuados, e sem querer rio.

— Sabendo que não dá pra usar magia lá, acho que não precisa se preocupar tanto assim.

— Mas, se acontecer algo perigoso, sem poder usar magia, não fica em apuros?

— Não é que vamos pra zona de conflito, então não deve ter perigo tão grande assim. O país pra onde vamos é relativamente pacífico.

Se for o Japão, acho que não vai faltar nada mesmo sem usar magia. Ou melhor, isso é o normal mesmo. Ao contrário, poder usar magia é que seria perigoso.

— E também, isso é o mais problemático, mas… é sobre o Touya-kun.

— Eh, eu?

Ficando surpreso com o assunto de repente voltado a mim.

— Já falei antes, mas o Touya-kun, lá, é tratado como morto. Naturalmente, sabe que ir lá com essa aparência sem alteração causaria vários problemas, né?

— Sim, bom, isso.

Faz sentido causar espanto se pessoa morta andando por aí. Mas, se for com [Miragem] mudando a aparência… ah.

— Será que magia de disfarce não funciona lá?

— Não é que não funcione. Só que, como disse antes, mana não funciona, então só resta usar Ki Divino. Manter a própria aparência disfarçada usando o próprio Ki Divino o tempo todo deve gerar bastante peso no corpo. Tem chance de, por algum motivo, relaxar e voltar à aparência original.

U, tem chance mesmo, hein… diferente de mana, Ki Divino é difícil de controlar. Difícil de ajustar intensidade. Por isso, quando erra, cabelo cresce, ou dispara magia com poder absurdo. Pra começo de conversa, se conseguisse controlar isso, não precisaria depender da vovó Tokie, e eu mesmo já teria consertado a barreira do mundo.

Manter Ki Divino ativado o tempo todo deve ser bem pesado. Sendo retorno esperado, o coração não descansa, e perder a folga de aproveitar a viagem com todo mundo seria ruim.

— Então, aí. Só durante a viagem, pensei em mudar a aparência do Touya-kun eu mesmo. Assim, não sobrecarrega você mesmo, e não tem risco de voltar por algum acaso. Vai ficar com essa aparência mudada até voltar, no entanto. Talvez seja levemente incômodo, mas, bom, deve dar certo.

Oh, isso talvez seja bom. Ficar tenso o tempo todo é cansativo mesmo.

— Uu. Se a aparência do rei ficar mudada o tempo todo, sinto que a diversão de viajar junto diminui. Fico um pouco incomodada.

— Umu. É como a Sakura diz. Mesmo sendo o Touya por dentro, sinto que vai parecer que tô viajando com outra pessoa. Não dá pra dar um jeito nisso?

A Sakura e a Sū contestam ao Deus do Mundo. Uuun, de fato, eu também, sendo lua de mel tão esperada, quero fazer viagem memorável pra todo mundo.

E ainda por cima, o objetivo principal, contar o casamento aos pais aparecendo em sonho, com aparência de outra pessoa, seria estranho… não, será que basta, só naquela hora, envolver Ki Divino pra usar aparência ilusória da forma original? Deve aguentar por alguns minutos.

— Tudo bem. Isso também já pensei direitinho. Vou deixar com aparência que vocês vão conseguir reconhecer com certeza como sendo o Touya-kun. Olha.

O Deus do Mundo bate palma, "pan", e, num instante, ao meu redor, fumaça se ergue, "buwa".

— Puwa!? O, o que é isso!?

Tento espantar a fumaça com a mão. …Opa? Algo estranho. Por que a manga do casaco sobra tanto assim, balançando, "burabura"?

E também, a voz que soltei há pouco parecia meio aguda. Algo estranho, hein? Quando a fumaça se dissipa, o que salta pro meu campo de visão é a figura de todo mundo com expressão de surpresa, olhos arregalados. ……….O que foi?

— Com isso, deve parecer que tá viajando com o Touya-kun, né?

Diante do Deus do Mundo rindo satisfeito, opa? Estranho. O Deus do Mundo, será que sempre foi tão alto assim?

Ou melhor… a altura de todo mundo também de repente ficou mais alta, será… n, não pode ser.

— [Storage]!

Apressado, abro o [Storage], tirando espelho grande, apoiando na árvore baixa do pátio interno. O que se refletia ali era eu, muito menor que a Sū, tamanho de criança de primeira série do ensino fundamental. Eh!? Mudar aparência, quer dizer isso!? Rejuvenescimento!?

— Que criança é essa! É mesmo o Touya!?

— Fu, fuwaa…! É o mini-Touya-san!

— Fo, fofo! Que fofo!

— Sim! Ficando pequeno, aumentou o charme!

As irmãs gêmeas Eruze e Rinze gritam em estéreo dos dois lados, e a Yumina e a Rū correm até mim. Que ânimo alto!

— Ooh! De fato, ainda tem traço do marido!

Até a Yae corre até mim. É óbvio que tem, ué! Não é filho nem nada, sou eu mesmo!

A Yae segura firme embaixo dos meus dois braços, erguendo com facilidade tipo "upa alto". Uwa! Espera um pouco! Vai cair a calça!

O corpo ficou pequeno, mas a roupa não encolheu junto. Tento segurar de qualquer jeito a calça descendo junto com a cueca, mas, sendo erguido pela Yae, não consigo fazer nada.

Vento travesso sopra, e a camisa se ergue. …Frio.

— To, Touya-sama. Não precisa ficar tão deprimido assim…

— Você não entende o sentimento de expor a parte inferior do corpo diante da multidão…

O consolo da Rū não alcança meu coração. Faz sentido querer ficar chateado mesmo. Se pelo menos a cabeça também tivesse ficado de criança, talvez não fosse tão vergonhoso assim…

— Ah, foi mal mesmo… sem querer, na mesma sensação das crianças da cidade…

A Yae é apegada a criança, afinal. Entendo o sentimento, mas, mesmo assim…

— Não fica emburrado pra sempre. Não foi de propósito, então perdoa rindo. É nosso marido, afinal.

A Sū acaricia minha cabeça. Isso é o inverso do normal, né… sinto sentimento indescritível.

Na mesa ao lado, observando isso, a irmã Karina e a Suika riem, "kerakera".

— Se preocupa com coisa pequena, hein. Todo mundo é família, então não devia ficar envergonhado nem de ser visto.

— Nyahahahaha. Touya onii-chan, pequeno, pequeno.

Para de repetir "pequeno, pequeno"! Isso é sobre o tamanho de homem como pessoa!? Ou sobre outra coisa!?

Bem na hora em que tento retrucar a Suika, a Sakura, que tinha ido pra "Rei da Moda Zanakku" na cidade com [Teletransporte], volta.

— Por ora, comprei algumas coisas, incluindo roupa íntima.

A Sakura coloca de uma vez sacola de papel na mesa. Comprou… por que tanto assim!?

Da grande sacola de papel, saltam vários tipos de roupa infantil. Espera um pouco, por que até tem saia!? Tá misturado roupa de menina também!

— Essa roupa parece que combina bem!

— Essa aqui também é fofa, né?

— Se fosse assim, eu devia ter preparado armadura de cavaleiro tamanho infantil…

Diante da Rū e da Yumina, animadas segurando roupa infantil, a Hiruda murmura decepcionada. Se a Hiruda tiver filho, com certeza vai fazer isso mesmo de verdade… ou melhor, tanto faz isso, se apressa logo.

— …Já pode?

— Ops, a! Desculpa!

Perigo, deixei o Deus do Mundo esquecido!

— Com essa aparência, ninguém vai descobrir que é o Touya-kun, e, comparado a aparência completamente diferente, deve ser mais fácil pra vocês reconhecerem que é o Touya-kun, né. Mesmo se encontrar alguém de lá que conheceu o Touya-kun quando criança, deve só pensar "criança bem parecida".

De fato, ninguém deve pensar "morto rejuvenesceu e apareceu", mas.

— Umm, isso, será que não podia ter feito envelhecer, tipo aparência de meia-idade…

— …….Criança fica mais fácil de agir junto, né?

O intervalo estranho me incomoda, mas, de fato, se for agir com todo mundo, essa aparência deve ser melhor mesmo… se andasse com aparência de meia-idade junto com todo mundo, policial poderia me interrogar por suspeita.

Também pensei em envelhecer ainda mais, aparência de idoso, mas, nesse caso, todo mundo ficaria mais desconfortável, né. Comparado a combinação de um garotinho e nove garotas, combinação de idoso e nove garotas chamaria mais atenção. E também, não quero ver a própria cara envelhecida logo agora. …Espera, ao divinizar, não envelheço mais, era isso?

— Essa aparência não é você rejuvenescido, e sim fixado nessa aparência, digamos tipo "transformação". Quando virar deus superior, dá pra usar livremente. A propósito, eu também tenho várias aparências além dessa, viu?

— Sério mesmo? …Por que aparência de idoso?

— Assim tem mais dignidade, né?

Motivo bem mundano. Bom, entendo o sentimento, mas.

— Por ora, é isso. Acho melhor as senhoritas também trocarem de roupa antes de partir amanhã. Devem chamar atenção lá, provavelmente.

Bom, deve chamar atenção mesmo. Só que não deve ser sobre roupa, e sim a aparência delas mesmas.

A Yae, ainda vá lá, mas todo mundo deve ser considerado estrangeiro pela cor do cabelo e olho. Só isso já chama atenção. A Sakura também tem cabelo de cor bem vibrante.

Compra peruca lá? Tingir cabelo também é meio estranho.

— Se for roupa, na "Rei da Moda Zanakku" tinha bastante peça nova saindo. Aquilo é baseado na roupa do mundo do rei, então lá também deve estar tudo bem.

— Se for isso, vamos comprar todo mundo junto agora. Precisa de roupa pra trocar de vários dias, afinal.

A Rin aceita a proposta da Sakura, e todo mundo, animado, concorda também. Não, acho que dá pra comprar lá mesmo, viu. Já que o Deus do Mundo vai providenciar dinheiro mesmo.

— Vem, Touya, vamos.

— Eh, eu também!?

"Gui", puxado pela mão pela Eruze. Surpreso, do outro lado, também sou puxado pela mão pela Yae.

— Lá, só o marido consegue usar [Storage], né? Então precisa carregar nossa bagagem.

Carregador de bagagem, hein. Bom, tanto faz, mas para com esse tratamento tipo alienígena capturado, por favor.

— Então, até amanhã de manhã, aqui de novo.

— Ah, sim! Desculpa, viu, por vários motivos!

O Deus do Mundo acena rindo pra nós que nos afastamos. Virando pra trás, olhando essa figura, peço desculpa.

Já desde antes de partir, esse tipo de alvoroço. Essa lua de mel, será que vai ficar tudo bem, hein…


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