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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 461

A Busca, e o Retorno

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Capítulo 461 – A Busca, e o Retorno

Depois de cumprir a saudação aos meus pais, aproveitamos plenamente a lua de mel.

Desde então, uma semana se passou, pulando pelos lugares famosos de vários países do mundo, comendo coisa gostosa, comprando lembrança, criando memórias.

Sem perceber, num piscar de olhos, chegou o último dia da viagem. Tempo divertido passa rápido mesmo, hein…

— A Torre Inclinada de Pisa foi interessante, né.

— Pra mim, o Museu do Louvre foi fascinante.

— Moai era grande.

A Rinze, a Rin, a Sakura, cada uma menciona lugar que ficou marcado.

— O gelato da Itália foi gostoso, viu! Aquela textura, aah…!

— Eu gostei do fondue de queijo da Suíça, viu.

— Eu, definitivamente, o Tom Yum Kung da Tailândia! Picância e acidez ficam grudadas, sem parar!

Como se não quisessem perder, a Rū, a Yae, a Eruze, relembram sabor de comida comida durante a viagem.

— Comprei bastante lembrança pro Edo. Espero que ele goste.

— Metrô, ópera, aprendi bastante coisa. Quero aproveitar isso sem falta.

— Aqui também tem várias histórias de cavaleiro interessantes. Vou dar de lembrança pro meu irmão.

A Sū, a Yumina, a Hiruda conversam assim organizando as lembranças compradas. Que bom que aproveitaram.

De manhã, já avisei o Deus do Mundo por contato, então deve chegar buscar em breve.

Sozinho, ainda não consigo fazer [Transporte Interdimensional] entre mundos. Precisamente falando, consigo pular até certo ponto pra mundo extremamente próximo… adjacente, digamos, mas não consigo pular pra mundo distante demais. Da Terra até o outro mundo onde fica Brunhild, sozinho não consigo pular. Sem pedir ajuda de mão divina de verdade, é impossível.

Na hora da partida, o Deus do Mundo mesmo nos enviou, então quem busca também deve ser o Deus do Mundo?

— Bu-bu. Que pena. A resposta certa sou eu!

— Uowa!?

Quem aparece de repente na sala do vovô, quem seria, senão a deusa do amor, minha irmã Karen. Quem vem buscar é essa pessoa!?

— A irmã Karen veio buscar a gente?

— Tsk tsk tsk. Rinze-chan, formal demais. Já é minha cunhada de verdade, então pode chamar de "irmã", tá bom? Certo, repete!

— I, irmã Karen…?

— Que fofa──! Cunhada é o melhorrrr! Gyuu!

— Hawawa!?

A irmã Karen se agarra de repente na Rinze. Que animação exagerada, francamente…

— Ou melhor, será que a irmã Karen mesmo é quem veio buscar mesmo?

— Que falta de educação. Como resultado de rigoroso jankenpon, sou eu, a vencedora, que vim aqui!

— Foi sorteado assim, sem critério!?

Então servia qualquer um mesmo!? Não, se for deus inferior, parece que qualquer um pode usar, então talvez seja mesmo qualquer um mesmo!

— Já falei antes, mas descer pra terra realmente precisa de procedimento chato~, ou motivo aparentemente~ válido, sabe? Chance assim tão rara, precisa aproveitar ao máximo!

Que motivo bem decepcionante, hein… entendo o sentimento, mas… bom, de qualquer forma, veio buscar de propósito, preciso agradecer.

— Bom, com pena, mas vamos voltar. Tem trabalho acumulado esperando lá também.

— Eh!? Vamos voltar!?

A irmã Karen vira em minha direção com cara realmente chocada. Ei, foi você quem veio buscar, oras!

— Espera um pouco, espera um pouco, dá pra voltar assim tão fácil? É primeira vez em muito tempo na terra natal, viu? Não tem mais coisa que queira fazer!?

— Não, já fiz o que precisava fazer, vi o que precisava ver, comprei o que precisava comprar, não tenho nada em particular…

— Não pode voltar assim, mal chegou! Quanto eu esperava por isso! Fiz a irmã Moroha invejar até o talo, e agora vai assim mesmo!?

A verdade veio à tona, hein. Usou o pretexto de "vir buscar" pra aproveitar a Terra, é isso. Ou melhor, deixou a irmã Moroha com inveja, hein. A irmã Moroha também deve ter ficado bem incomodada.

— Pelo menos três dias! Não, dois dias! Quero que adiem a volta…!

— Olha, isso aqui, tecnicamente, é lua de mel, sabia. Não acha estranho a irmã do noivo grudar junto? Como deusa do amor, o que acha disso?

— Uugu, ponto sensível…! Como deusa do amor, quem atrapalha lua de mel a sós de casal deveria levar coice de cavalo, penso… mas──!

…Será que leva coice mesmo? Vendo minha irmã atormentada e decepcionada, escapa suspiro. O que fazer, hein.

Diante de mim pensativo, a Yumina fala hesitante.

— Umm, Touya-san? Eu acho que tá tudo bem…

— É verdade mesmo. Também quero que a irmã mais velha prove comida gostosa da Terra.

— Também quero ver televisão junto.

A Yae e a Sū também concordam com a Yumina. Todas as outras também, com sorriso levemente contrariado, assentem levemente. Todo mundo é gentil, hein. Ganhar essas esposas, sou o mais feliz do mundo.

— Se todo mundo diz isso… então vamos adiar só dois dias. Irmã Karen, avisa direitinho lá através da irmã Moroha e o pessoal que vamos atrasar, tá?

— Entendido! Vou avisar direitinho! Obrigadaaa!

— Uapu!?

A irmã Karen se agarra em mim com força, "gyuu", igual fez com a Rinze. Espe, sufoco…!

No estado de criança, quase sufocado pelas duas coisas grandes da irmã Karen, mas a Yae, de algum jeito, consegue me arrancar. Quase criei nove viúvas…

— Se é assim que ficou decidido, Rū-chan! Quero que faça comida gostosa usando ingrediente daqui!

— Ah, sim. Entendido. Justamente ia pensar no almoço mesmo…

A Rū se levanta rindo. Que trabalho pra você, hein… desculpa por ter irmã assim.

No fim, passamos esses dois dias guiando a irmã Karen por vários lugares. Deixou de ser só casal a sós, mas foi divertido, isso é fato.

No último dia, a irmã Karen começou a insistir de novo, "mais um dia!", mas isso já seria demais, né… até disse "vou pedir pra vovó Tokie retroceder um dia!", mas, quando finjo que vou entrar em contato com o Deus do Mundo, ela se agarra dizendo "brincadeira!". Não, era sério mesmo, né?

De qualquer forma. A longa lua de mel finalmente chega ao fim.

Certo, vamos voltar. Pra nosso Brunhild.

— Chegamosss! Bem-vindos de volta!

— A irmã Karen também voltou junto, viu…

Fico feliz que tenha alguém dizendo "bem-vindo de volta".

No hall de entrada onde teletransportamos, o mordomo Raimu-san, a governanta-chefe Rapisu-san, as criadas Seshiru-san e Rene, a Sheska, a chefe de cozinha Kurea-san, o primeiro-ministro Kōsaka-san, o Kohaku e o pessoal das criaturas invocadas, a vovó Tokie, todos nos recebem.

— Mu. A irmã Moroha e o pessoal não tão aqui. Que irmã sem sentimento.

— Não, irmã Karen-sama. A irmã Moroha-sama foi treinar extermínio na Floresta das Feras Mágicas levando os cavaleiros. Não ouviu isso três dias atrás, irmã Karen-sama?

— ………Era isso mesmo?

Diante da voz levemente atônita do Kōsaka-san, a irmã Karen finge não saber de nada. Esqueceu completamente, né…

Enquanto encaro a irmã Karen com olhar desconfiado, sombra negra salta de lado, "dosu!", batendo com som forte na minha lateral. Dói!?

— Bem-vindo de volta, Touya onii-chan! E, e, e!? A lembrança!? Cadê minha lembrança!?

— Você, hein…!

Quem investiu com tackle era a deusa do saquê, Mochizuki Suika. Raramente sóbria, mas os olhos estão vermelhos e injetados, sorriso estranho, tipo tendo alguma síndrome de abstinência. Agora o corpo tá quase do mesmo tamanho, não faz tackle com força total assim!

Queria gritar isso, mas, dos olhos dela agarrados em mim, dispara feixe forte de "sakêsakêsakêsakêsakêsakêsakê…", e recuo levemente.

Assustado, tiro do [Storage], apressado, restante depois de separar o que vou dar pros outros de brandy, uísque, vinho, saquê japonês.

A propósito, esses foram tomados emprestado do porão secreto na casa do vovô. Só eu e o vovô conhecíamos aquele lugar secreto, então não deve ter problema. Meu pai e minha mãe também não bebem tanto assim. Deixei o pagamento lá, por precaução. Melhor alguém beber do que ficar guardado sem uso, o vovô deve ficar mais feliz assim. Mesmo sendo morador de outro mundo, ou deus.

— Nyufufufufu! Como esperado! Todos parecem gostosos! Valeu a pena ter parado de beber!

A Suika observa com olhos brilhantes (ou ferozes?) as bebidas alinhadas no chão. Então tava sem beber por causa disso. Até esse ponto… bom, fico grato por ter esperado ansiosa, mas.

— Então, sem demora,

— Ei, espera, vai beber aqui mesmo!?

Num instante, a Suika arranca o rótulo, "kyupon", puxando a tampa do saquê japonês. Cheiro leve de bebida se espalha pelo hall de entrada.

— Fuwaa… já fico rendida só com o cheiro…! Que bom! Com certeza isso é gostoso!

Ai ai. Essa aí tá falando sério mesmo. Aai, considera lugar e hora, francamente… ah.

— Vou beb…

A Suika tenta beber diretamente pelo gargalo, sem educação nenhuma, mas alguém de pé atrás dela arranca a bebida por cima da cabeça dela.

— Ah, mestre.

Enquanto a Eruze chama a atenção, o tio Buryu vira de uma vez a bebida na mão. Quando chegou, hein? Enquanto penso isso, a bebida diminui numa velocidade absurda.

— Uwaaaaaaaaaaaa──────!? Espe, o que tá fazendo!? O que você tá fazendo com issoooooooo!?

A Suika grita de olhos arregalados.

— Umu. Bebida razoavelmente gostosa. Um pouco mais seco seria mais do meu gosto, no entanto.

Dizendo isso, o tio Buryu começa a virar de novo a bebida.

— Sova, sova! Para, para, tio Buryuchin! Isso é minha bebida!

— Não seja sovina. Tô com a garganta seca. De vez em quando, tudo bem, né.

— Uaaa──────!? Bebendo goles feito água assim, viu──! Blasfêmia! Blasfêmia contra a bebidaaaaa! Pelo menos saboreie! Ou melhor, para de bebeeeeer!

Ignorando o pedido em vão da Suika, o tio Buryu esvazia a garrafa de um litro e oito, dizendo "gostoso", colocando a garrafa vazia em cima da cabeça da Suika. Vai colocar ali mesmo!?

— Eruze, vem depois no campo de treino. Vou confirmar se seu braço não enferrujou. O Ende também tá lá, então vamos começar o treino imediatamente.

— Eeh…

Vendo a expressão desanimada da Eruze, o tio Buryu ri, "kaka", saindo do hall de entrada. De vários jeitos, exageradamente franco.

A Suika, com olhar morto atônito, desce devagar a garrafa vazia da cabeça, virando de cabeça pra baixo, recebendo com a língua a última gota que caía.

— Gostoso…

Da expressão de olho morto, escorre uma linha de lágrima.

Fico com pena, sem querer…

Não tem jeito, hein… tiro do [Storage] uma garrafa de saquê puro-arroz-daiginjō que guardava pra beber no futuro. Era aquele que disseram ser reserva especial do vovô.

— Toma, leva. Não deixa tomar de novo, viu?

— Tou, Touya onii-chan, o máximo! Amo você!

Sou abraçada com força pela Suika em lágrimas. Como sempre, o amor dela é leve.

Com olhos injetados, a Suika olha ao redor, "kyorokyoro", e coloca uma atrás da outra a bebida recebida dentro de bolsa grande, provavelmente com efeito parecido ao [Storage].

Achei "ninguém vai roubar, não precisa se apressar tanto assim", mas talvez a irmã Karina e o pessoal apareçam de repente e roubem de novo, hein.

— Então, eu vou indo! Todo mundo, bem-vindos de volta!

"Pyuu!", a Suika se afasta feito vento. Depois de receber o que queria, já não precisa mais de mim, é isso?

— Que barulhento, francamente, hein…

— Fufu. Mas dá sensação de "voltamos", hein.

Diante da Yae suspirando, a Rin responde sorrindo. Aos pés dela, a Pōra estava lá, sendo acariciada na cabeça.

Eu também mando telepatia "cheguei" pro Kohaku e o pessoal.

— «Bem-vindo de volta, senhor.»

Que bom que tá tudo bem com todo mundo. Enquanto sinto alívio, a governanta-chefe Rapisu-san fala comigo hesitante.

— Umm… Majestade, até quando vai ficar nessa forma?

— Eh?

Ah, é mesmo.

Confiro de novo minha própria aparência. …Pequeno. Ainda em forma de criança. Altura do olhar continua igual. Fiquei tanto tempo assim que já me acostumei… ou melhor, por que não voltei à forma original mesmo tendo voltado!? Deus do Mundo, o que tá acontecendo, afinal!?

Levemente apressado, a vovó Tokie se aproxima sorrindo, sussurrando baixinho no meu ouvido.

— Fica tranquilo. Ainda tá com o corpo fixado nessa forma, mas logo volta ao normal.

— Isso demora quanto tempo…?

— Fica tranquilo. Acho que volta ao normal até hoje à noite.

Que alívio. Achei que ia ficar assim por mais um tempo… vários problemas com isso. …Vários mesmo.

— Certo! Pra celebrar o retorno, hoje vamos fazer refeição luxuosa! Aprendi vários pratos daquele mun… hum-hum, no destino da viagem! Kurea-san! Trouxe bastante lembrança, viu!

— Ufufu. Que ansiedade.

— Sim. Vamos fazer juntas!

A Rū bate palma, "pan!", mudando o clima como se estivesse disfarçando. Sinto até estranho de quem é recebido de volta ser quem prepara o banquete, mas.

— Bom, eu também vou pro campo de treino… certo, sinto que, durante essa viagem, fiquei sem exercício, comendo demais…

Diante da Eruze murmurando isso, a Yae e a Hiruda se entreolham, rindo levemente contraído.

— No, nós também vamos, Hiruda-dono!

— É, é verdade! Depois de tempo, quero mover o corpo com toda força!

As três saem do hall de entrada juntas. Senti sensação de perigo estranha, hein…

— Eu também vou ver o rosto do Edo! Rene! Também tenho lembrança pra Rene, então vem junto!

Diante da fala da Sū, a Rene espia o rosto da Rapisu-san ao lado. Quando a Rapisu-san assenta levemente, corre com sorriso até a Sū.

Movo do meu [Storage] a lembrança pro [Storage] do anel da Sū. De um jeito ou de outro, comprei bastante coisa mesmo.

Já que é essa hora, vou dividir também a parte das outras aqui. A da Eruze e o pessoal, depois cuido.

Envio a Sū e a Rene de [Gate] até a casa natal dela, a família Duque Orutorinde, e, de quebra, também envio a Sakura até a escola onde a mãe dela, diretora, está.

A Rū vai com a Kurea-san pra cozinha, e a Yumina e a Rinze também vão junto ajudar. A Rin parece que vai passar em Babylon.

Enquanto isso, eu…

— Por causa do atraso de dois dias, os assuntos de governo acumularam. Tem alguns casos que precisam ser resolvidos com urgência. Felizmente, essa aparência não deve ser problema. Vamos, Majestade.

— Não, o atraso na volta foi culpa da irmã Karen, não minha culpa…!

Puxado pela mão pelo Kōsaka-san, sou levado pra sala de trabalho.

Opa? De repente sinto realidade de que a lua de mel terminou mesmo. Trabalho não pode ser a partir de amanhã? Não pode, né. Sim, entendido.

Queria me entregar mais tempo à felicidade…

Antes do jantar daquele dia, de algum jeito, a aparência voltou ao normal. Nunca mais vou virar criança de novo. Incômodo demais pra aguentar.

Que bom ter voltado ao normal até a noite… sendo recém-casado, afinal. Não, sem segundo sentido nenhum, mas. Bumbum.

Por ora, eu voltei. Pra este outro mundo, com meu smartphone.

Certo, a partir de amanhã, de novo com força total.

Da varanda do castelo, observando a cidade de Brunhild ao entardecer, sinto o vento tranquilo soprando ali.


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