Capítulo 463 – A Princesa Escritora, e o Baile de Máscaras
— ────Chamei vocês por um motivo simples. Assim, seguindo esse caminho, vamos rumo à ruína.
Quem começa a falar com introdução tão perturbadora é a Primeira Princesa do Império de Rīfurīsu, Ririeru Rīmu Rīfurīsu.
Dizendo que queria conversar em segredo, através de carta chegada não pelo smartphone, e sim pelo [Espelho-Gate], viemos até o palácio imperial de Rīfurīsu.
Além de mim, dos dois lados, tem a Yumina e a Rinze. As duas se dão bem com a Princesa Ririeru. Elas também foram chamadas junto comigo.
— O que aconteceu, afinal, irmã Riri? Sua cor de rosto tá péssima.
Belfast e Rīfurīsu são países amigos desde tempos antigos. Por isso, a Yumina, tendo relação desde criança, admira a Princesa Ririeru como irmã mais velha.
De fato, como diz a Yumina, o rosto da Princesa Ririeru estava completamente pálido. Será que tá tudo bem? Uso [Recovery] ou [Refresh]?
— Foi tirado…
— Tirado? O quê?
— O smartphone!
Eeh!? Roubaram o smartphone dela!?
O smartphone produzido em massa, criado pela Doutora usando o meu como original, foi entregue aos representantes de cada país, altos funcionários, e amigos e conhecidos meus. A Princesa Ririeru, diante de nós, também recebeu um. Isso foi roubado?
O smartphone, como item mágico, tem valor considerável. Faz sentido ser alvo de cobiça.
— T, tudo bem. Aquele smartphone, com o poder do Touya-san, mesmo sendo roubado, dá pra chamar de volta, sabe. Recupera rápido. Né, Touya-san.
— S, sério mesmo!?
Diante da fala da Rinze, o rosto pálido da Princesa Ririeru se ilumina de repente.
Prevendo esse tipo de situação, aquele smartphone tem várias proteções aplicadas. Uma delas é: o smartphone registrado, com [Apport] e [Teletransporte] aplicados, consegue voltar sempre livremente até minhas mãos. Usando isso, não importa a distância, dá pra chamar de volta.
— Aah, é verdade. Vou recuperar rapidinho.
Chamo do bloco de notas do meu smartphone a lista de distribuição de todo mundo.
No smartphone produzido em massa, tem número de série registrado individualmente. Baseado nisso, dá pra atrair smartphone específico de volta. Se realmente despedaçassem o próprio smartphone, seria impossível, mas, sabendo do valor e roubando de propósito, não deve ter essa preocupação.
Deixa eu ver… o número de série do smartphone entregue à Princesa Ririeru é…
— Que alívio, hein. Quando meu pai tomou de mim, fiquei…
— …Espera um pouco. Tomou de você?
Erguendo o rosto do smartphone que operava, direciono o olhar à princesa que disse algo estranho.
— Isso mesmo. Só tava mexendo um pouquinho durante a cerimônia, e meu pai, sabe… com prazo apertando, não tenho tempo de ficar em cerimônia sem graça. É desperdício de tempo, dizia…
— Isso é culpa sua mesma. É recusado com certeza.
— Ei, por quê!?
Não, não. Se fosse roubado, ainda vá lá, mas, sendo essa situação, não dá pra devolver assim. Originalmente, foi culpa sua, mexendo no celular durante cerimônia importante. Que "vamos rumo à ruína" era esse. Só você mesma, oras.
— Não, não, não! Preciso que recupere sim! Lá dentro tem até rascunho de texto ainda escrevendo, e, se meu pai ler, minha vida acaba!
— Ah, umm, sensei. Não colocou trava?
— Claro que coloquei, mas, trava só de número assim, dando tempo, dá pra tirar!
Hmm… bom, de fato. Duvidoso se o Imperador de Rīfurīsu espiaria o smartphone da filha, mas. Como pai, deve ficar curioso sobre o que ela fazia durante cerimônia importante, afinal.
— Aliás, o que tava escrevendo era…
— Rascunho do volume mais recente de "Verdadeira Ordem de Cavaleiros da Rosa". Volume intenso, sabe, onde o jovem cavaleiro novato que entrou, o Primeiro Comandante e o Terceiro Comandante, de tipos diferentes, seduzem ele gentilmente, e, às vezes, com intensidade,
— Não precisa explicar. Ou melhor, achei que tinha terminado essa obra…
Primeira Princesa do Império de Rīfurīsu, Ririeru Rīmu Rīfurīsu. A face oculta dela é justamente a escritora mascarada, conhecida por poucos, Riru Rifurisu em pessoa.
Bom, é, tipo obra de romance… focada principalmente nisso, digamos.
Parece ter popularidade explosiva em certo público, e, se não me engano, até a Rinze deveria ser fã.
— Se meu pai ler aquilo, com certeza vou ser mandada pro convento. Vão me fazer rezar pro espírito todo dia, tentando purificar meu coração, sem dúvida.
— Tem consciência de que precisa purificar mesmo, hein…
Bom, escrevendo coisa tão radical assim… Sua Majestade o Imperador, será que não desmaia.
Se não quiser ser visto, tem tipo remoção remota, apagando todos os dados via controle à distância, dá pra fazer isso também.
Ao transmitir isso, fui encarada com expressão tipo demônio.
— Haa!? Sabe quanto trabalho deu pra escrever aquilo!? Apagar num instante o que levou meses pra escrever, isso é demônio!? Ainda nem imprimi, então, se isso sumir, eu morro, viu!
— Umm, desculpa…
"Gururu…!", a Ririeru me intimida. Essa aí, princesa mesmo…?
Naturalmente, este mundo não tem PC. Por isso, não dá pra fazer backup pessoal desse tipo de coisa, só resta imprimir com a "impressora mágica" que entreguei e guardar.
A não ser que aconteça algo excepcional, não deveria ter perda de dados, mas, apagar por engano por conta própria, é possibilidade comum. Eu mesmo já fiz isso algumas vezes.
Pra escritora, perder dado de rascunho pouco antes de terminar deve ser dano intenso mesmo. Bom, pedindo à Doutora, deve dar pra recuperar, mas.
— Não seria melhor pedir desculpa sinceramente e receber de volta? Antes que vejam o conteúdo.
— Não, disse que devolve, mas a condição é que…
Diante da sugestão da Yumina, a Ririeru desvia o olhar respondendo isso. Opa, então vai devolver mesmo? Se for isso, nem precisava nos chamar de propósito…
— Yumina, você casou, né? Então, "e você, o que vai fazer, procura logo um parceiro, mostra logo o rosto do neto", meu pai começou a dizer… "você também vai fazer encontro arranjado", disse…
— Opa? Se não me engano, a Princesa Ririeru não tinha noivo…?
Se não me engano, ouvi isso do Imperador bem antes. Quando pergunto isso sem pensar muito, a Yumina mostra expressão tipo apressada, "ah".
— Tinha, mas ele se apaixonou por outra pessoa e fugiu.
Diante da fala da Princesa Ririeru, o ar do quarto fica pesado.
Não, isso… é.
Sentimento de querer elogiar, como homem, aquele homem que abandonou até a própria casa pra manter o amor, em vez da princesa de um país, mas, do lado de quem foi abandonado, não tem como rir disso, né…
Não deve conseguir simplesmente cancelar o próprio noivado com a princesa, então talvez esse fosse o único jeito pra ele. Parece que era filho de família marquesa de Belfast, mas, depois disso, deu bastante confusão. Bom, faz sentido mesmo…
— Bom, eu também não gostava tanto assim dele, e não queria gastar tempo desnecessário com casamento, então não teve problema em especial!
Rindo, "ahahahaha!", mas os olhos não riem. Ah, isso deve ter virado trauma mesmo. Não pode ser que isso tenha sido o gatilho pra ela mergulhar ainda mais no hobby? Fico até melancólico.
Resmungando algo tipo palavra de maldição pro vazio, a Ririeru direciona o olhar com cara emburrada à Yumina e à Rinze.
— Pra começo de conversa, como é casamento, afinal? Não é trabalhoso? Vocês tão realmente felizes?
— «« Extremamente felizes, mas, algum problema? »»
— Explode!
Diante das duas respondendo imediatamente com sorriso radiante, a Ririeru se irrita. Uu. Um pouco constrangedor. Ainda somos recém-casados, afinal. Isso, sim, uhum.
— Mas, como parceiro de encontro arranjado de princesa de um país, que tipo de pessoa seria melhor? Realeza e nobreza mesmo, né?
— Meu pai não se importa tanto assim com linhagem, se tiver potencial futuro, mesmo comerciante comum ou aventureiro seria aceitável, mas, pensando no país, tem gente que fica reclamando, então acaba sendo isso mesmo. Parceiro seria nossos nobres de alto escalão, ou nobre influente de Belfast, Rīnie e afins com quem temos relação… ah, o irmão caçula da Yumina também seria opção…
— O Yamato não pode, viu.
— A, uhum…
Diante da Yumina cravando isso com força, a Ririeru recua. Sorriso ao contrário assustador. Bom, eu também sou contra isso.
Sendo diferença de vinte anos, deve ser brincadeira mesmo, mas.
— B, bom, provavelmente meu pai deve abrir baile ou jantar, convidando filhas de nobre. Falou pra eu comparecer nisso. Já que o smartphone tá refém, não tenho escolha a não ser obedecer…
A Princesa Ririeru solta suspiro longo, "haaaaaaaaa…", desabando de cara na mesa. Tão contra assim?
— M, mas talvez consiga encontrar alguém legal também, né?
— Sei lá… provavelmente vai ser mesmo pessoal sem variação nenhuma de novo. De qualquer forma, não posso deixar descobrirem meu segredo, então recuso casamento mesmo assim.
Levantando o rosto com expressão emburrada, a princesa. Que amargurada, hein. Mesmo assim, parece que vai comparecer ao encontro arranjado. Deve ser porque, senão, não recupera o smartphone.
— Ei, será que você não pede pro meu pai por mim? Pra dizer que já refleti bastante, então devolva o smartphone.
— Eee… não quero mentir, viu.
— Não é mentira, não. Refleti sim, um pouco.
Por isso mesmo que soa mentira, viu. O que é isso, "um pouco". Bom, de qualquer forma, pretendia ir cumprimentar o Imperador mesmo. Vou perguntar, pelo menos escutar…
— Francamente… o que aquela ali pensa que sou, rei de um país? Desculpa, hein, Touya-dono. Deve ter sido pedido da minha filha, né?
— Não, bom… haha…
Já foi descoberto.
Atendendo ao pedido da Princesa Ririeru, vim até Sua Majestade o Imperador, mas parece que ele já sabia tudo.
Nesse estado, ainda não deve ter visto o conteúdo. Parece achar também que aquilo de mexer na cerimônia era troca de mensagem.
A propósito, deixei a Yumina e a Rinze no quarto da Princesa Ririeru. Como devem ter conversa acumulada entre garotas, e, como a Princesa Ririeru pediu pra ouvir ideia da próxima obra, fugi.
— Aquela ali, se não decidir logo o parceiro, vai realmente ficar encalhada. O que será que não agrada tanto assim.
Se não me engano, a Princesa Ririeru tem vinte anos… era isso? Ficar encalhada nessa idade, no senso do Japão moderno, é difícil de acreditar, mas.
Sua Majestade o Imperador pega da mesa o smartphone produzido em massa da Princesa Ririeru.
— Desculpa, mas realmente não posso devolver esse aí. Senão, ela vai adiar o encontro arranjado de qualquer jeito. Preciso decidir isso agora, senão ela pode acabar comparecendo solteira no casamento do Ridisu.
Fazendo cara amarga, Sua Majestade o Imperador se recosta no sofá. Ridisu é o príncipe herdeiro de Rīfurīsu, próximo Imperador, Ridisu Rīku Rīfurīsu-kun. Irmão caçula da Princesa Ririeru, se não me engano, treze anos.
Esse Ridisu-kun, diferente da irmã, tem noiva certinha. Princesa do Reino de Misumido, Tia Furau Misumido (12).
Fiquei em dúvida se seria problema raça beastfolk se casar com família real, mas parece que, entre os nobres de Rīfurīsu e afins, não teve objeção nenhuma, aceitando facilmente.
Esse país, com oitenta por cento da fronteira cercada por mar, é nação marítima desenvolvida por comércio. Não tanto quanto Belfast, mas tem história razoavelmente longa também.
Nessa longa história, Rīfurīsu conviveu com vários povos. Sendo país onde vários povos misturados vivem, naturalmente, dizem que corre sangue de vários povos até na família real. Ter um ou dois beastfolk, o que tem de novo nisso agora, esse tipo de mentalidade.
Se fosse simples moça de vila, geraria conflito, mas o parceiro é primeira princesa de país novo em ascensão vertiginosa. Julgaram que era casamento suficientemente vantajoso pro país, sem problema.
Que país despreocupado e generoso mesmo, hein… vendo Sua Majestade o Imperador diante de mim, entendo bem isso.
Feito tipo "se é divertido, tá bom". A princesa também deve ter herdado essa característica. O irmão caçula é quieto, parece ser criança perspicaz, no entanto.
— Quando o Príncipe Herdeiro Ridisu e a Princesa Tia pretendem casar?
— Um ano… no máximo, três anos, digamos. Quando esse aí chegar aos vinte, vou empurrar todo o cargo pra ele e me aposentar tranquilo. O rei de Belfast, com príncipe recém-nascido, ainda vai demorar, mas pretendo curtir a velhice junto com Sua Majestade o Imperador de Regulus.
De fato, o Imperador de Regulus também parece prestes a se aposentar, mas, "velhice", diz. O Imperador de Rīfurīsu não passou dos quarenta ainda, né? Não, quarenta e poucos talvez já chame "meia-idade inicial", então talvez não esteja errado.
— Por isso, antes disso, quero resolver de algum jeito também o casamento daquela ali. Touya-dono, não conhece nenhum homem bom?
— C, complicado assim, de repente…
As pessoas que me vêm à cabeça rapidamente já têm parceiro na maioria, afinal.
— Precisa ser nobre e afins mesmo, né?
— Eu, pessoalmente, não me importaria tanto assim, se for homem que valoriza aquela criança e consegue fazer feliz. Mas o casamento dela é carta importante pro nosso país também. Nossos nobres também não permitiriam casamento com parceiro que não traga benefício pro país.
Uuun, trabalhoso, hein. Não, eu também, eventualmente, vou ter oito (ou mais) filhas, então não é assunto de terceiros.
Por exemplo, se minha filha dissesse que quer casar com aventureiro comum, em vez de nobreza real…
…Não, sem relação. Nobre ou aventureiro, não vou entregar minha filha pra qualquer joão-ninguém desses. Homem de meio termo, papai não permite. Ku, entendi um pouco o sentimento de Sua Majestade o Rei Demônio.
Mas, sendo status razoável e solteiro… deixa eu ver… nunca encontrei, mas o Primeiro Príncipe do Reino Demônio de Zenoas deveria ser solteiro. Mãe diferente, mas é irmão da Sakura. Parece ser cérebro musculoso, no entanto.
E também tem o Segundo Príncipe do Reino Guerreiro de Rāze, que o tio Buryu jogou longe, Zanberuto. Cérebro musculoso também. Ou melhor, só cérebro musculoso mesmo.
— O Touya-dono não tem irmão ou irmã?
— Não tenho… acho.
— Acha? ………Aah, deve ser complicado de vários jeitos, né…
Sua Majestade o Imperador ficou com cara estranha, mas, entendendo algo, não questionou mais fundo. Provavelmente, deve estar achando que meu pai fez filho em vários lugares. Complicado, então não corrijo. Mas acho que não vai aumentar mais que isso.
— Não tem jeito. Vou abrir festa noturna de encontro arranjado mesmo. Mas já apresentei praticamente todos os candidatos possíveis… sinto que já é repetitivo demais, hein…
— Se chamar até país do mundo sombrio… continente oeste, talvez reúna rostos diferentes. Justamente, Rīfurīsu é o único país conectado por terra com aquele lado.
— Ooh, essa opção eu não tinha pensado! Sua Majestade o Rei de Panashesu talvez ajude!
O Império de Rīfurīsu e o Reino de Panashesu, onde fica o príncipe de calção estufado, são os únicos países que ficaram conectados por terra quando os dois mundos se fundiram.
Através de mim, imediatamente teve conversa entre os dois países, e, desde então, os dois mantêm intercâmbio amistoso contínuo. Sua Majestade o Rei de Panashesu é pessoa devotada aos filhos e tranquila, então provavelmente vai colaborar com prazer.
— Se o príncipe de Panashesu não tivesse noiva, eu entregaria a Ririeru pra ele mesmo. Pena.
Pro tal príncipe de calção estufado, hein… não, sendo os dois excêntricos, talvez desse certo surpreendentemente bem.
Mas o Príncipe Robēru já tem noiva, Seresu, sobrinha de Sua Majestade a Rainha do Reino de Sutorein. Fico sem entender por que aquele príncipe de tensão tão alta assim tem noiva tão adorável, mas, não posso falar isso de outros, então melhor não comentar.
Ah, se pedir à Seresu e à Rainha, talvez consiga chamar até nobreza de Sutorein.
— Umu. Festa de encontro arranjado conjunto entre leste e oeste, hein. Isso é bom. Tem vantagem pra outros países também, não é história ruim.
— Do outro lado, também devem querer conexão com outros países mesmo. Só espero que não vire festa focada em diplomacia.
Se encontro arranjado virar segundo plano, e virar principalmente construção de rede de contato ou cumprimento formal, perde o sentido de por que a festa foi realizada. Afinal, quero que ela encontre o melhor parceiro pra ela também. Sem amarras de política do país e afins.
— Se for isso, pra não se importar com status social, que tal fazer no formato de baile de máscaras? Assim fica mais divertido, viu.
— Entendi! Se for isso, dá pra chamar sem se preocupar mesmo sendo príncipe ou princesa!
— Né! Então, pra máscara, eu providencio. Local, pro Imperador…… espera um pouco. Por que você tá aqui, irmã Karen?
Vendo Sua Majestade o Imperador com cara de bobo, direciono o olhar pro lado, e minha irmã idiota tava sentada no sofá, roubando meu chá preto.
— Se assunto interessante aparecer, comparecer na hora! Essa sou eu, Mochizuki Karen!
— Sua idiotaaaa!
Repreendo com força a irmã Karen, que pisca o olho, "bachikoon!", diante da minha pergunta. Se fosse dentro do território de Brunhild, ainda vá lá, mas teletransportar pro castelo de outra pessoa, o que tá fazendo!?
Curvo-me profundamente diante de Sua Majestade o Imperador à minha frente.
— Desculpa, desculpa, minha irmã idiota, sinto muito mesmo!
— Não… este castelo e este quarto têm barreira anti-teletransporte aplicada em dupla camada, viu… sendo invadido com tanta facilidade assim, os magos da corte daqui vão perder toda a confiança…
Não, sinceramente, desculpa mesmo. Magia de teletransporte comum seria bloqueada perfeitamente com isso. Na verdade, nós também teletransportamos até a cidade abaixo do castelo, vindo a pé depois.
Só que a técnica de teletransporte da irmã Karen e da irmã Moroha e o pessoal é extensão da técnica divina [Transporte Interdimensional], não sendo magia, então não tem efeito nenhum…
— Vou avisar firmemente pra não repetir isso de novo…!
— O Touya-kun também tá dizendo isso, então perdoa, viu.
— De quem você acha que é a culpa!?
Fingindo não ter relação, comendo biscoito estalando, "boriboli"! Droga, irmã Karen fica sem lanche por uma semana!
— Bom, o Riri-dono também é irmã do Touya-dono, afinal… já é tarde demais mesmo. Mais que isso, sobre o tal baile de máscaras de agora há pouco, quantas pessoas conseguimos reunir?
— Usando o contato do Touya-kun, dá pra reunir bastante filha de família real e nobre do continente oeste. Primeiro, conhecem-se com máscara no baile. Depois, se tiver alguém que goste, pergunta quem é essa pessoa, e, depois disso, manda foto do rosto verdadeiro e currículo, organizando o encontro arranjado de verdade.
Não, não tenho tanto contato assim, mas. Mesmo assim, sendo conhecido do topo do país, deve dar pra conseguir ajuda.
— Hmm. Se for isso, o império vai se dedicar em organizar isso. Preciso escrever convite imediatamente. Vai ficar corrido.
Talvez por o problema da filha parecer prestes a se resolver, o Imperador de Rīfurīsu ri animado.
No fim, parece que a Princesa Ririeru conseguiu recuperar o smartphone com a condição de comparecer nesse baile de máscaras.
Mas será difícil encontrar parceiro, hein… será que tem alguém com gosto compatível…
Como consequência, também pediram pra deixar alguns representantes de Brunhild comparecerem também. Como Brunhild não tem nobreza, naturalmente, seriam membros da ordem de cavaleiros ou gente de cargo importante.
Acho que não vai reunir tanta gente assim, mas, por ora, vou convidar mesmo. Não vou forçar ninguém, no entanto.