Capítulo 467 – Os Cinco Grandes Mestres, e o Conflito do Rapaz
Sobre golem, é mais rápido chamar especialista.
Por isso, trago da Babylon a técnica Eruka. De quebra, a Doutora também acabou vindo junto, mas isso não tem jeito. O Fenrir tava em manutenção, então ficou de guarda em casa.
Levando as duas de volta ao consultório médico de Rīfurīsu, o jovem imperador do Império de Garudio, o jovem Rukureshion, Barão de Rēve, e o Imperador de Rīfurīsu estavam esperando. Ao redor, tem também cavaleiros de escolta.
Na cama branca pura, estava deitada a senhorita Imeruda (ou melhor, golem idêntica a ela). Olhando de relance, ainda parece completamente humana mesmo.
A técnica Eruka abre os olhos da senhorita Imeruda, espiando, tocando a garganta com o dedo, "tsuu".
— De fato, essa criança é golem tipo humanoide. E bem sofisticada, ainda por cima. Série "Flor", talvez? Ah, é isso mesmo.
Quando a técnica Eruka esfrega entre as clavículas com lenço molhado, aparece de leve um selo tipo flor. Será que escondia com algo tipo base de maquiagem?
Em seguida, a técnica Eruka pega o pulso da senhorita Imeruda. Tirando algo tipo agulha pequena, espeta um ponto do pulso, e, com som pequeno, "pashu", o dorso da mão dela abre feito tampa.
Dentro, dá pra ver vários fios transparentes com luz pequena fluindo, e algo tipo cristal redondo. Sem dúvida com isso. Ela é golem.
Por precaução, também confirmei com o pessoal do Kohaku pedindo pra checar os outros participantes, mas não tinha nenhum outro golem tipo humanoide. Golem não tem cheiro de gente, então dá pra distinguir por isso. Que bom não terem enviado vários.
— Ser realmente golem, hein…
— O que será que tá acontecendo, afinal? Com que objetivo enviaram golem idêntica a humano pra esse salão?
O jovem Rukureshion, ainda atônito, e o Imperador de Garudio, com braço cruzado e cara séria, direciona o olhar ao Imperador de Rīfurīsu. Com o olho mágico do Papa, já se sabe que o Imperador não está envolvido, mas, mesmo assim, essa senhorita Imeruda é participante do Império de Garudio.
— Sobre isso, no momento, tá sendo investigado no país. Já enviamos investigador até a família Conde Toraiosu, na capital imperial Garuresuta. Deve chegar contato em breve…
Justamente quando o Imperador de Garudio fala isso, parece que chegou contato do outro lado. Afastando-se levemente de nós, o Imperador tira o smartphone do bolso interno, começando a falar com quem deve estar no próprio país.
O smartphone produzido em massa criado pela Doutora é entregue a representantes de cada país, família deles, e altos funcionários. Faz sentido ser útil pra esse tipo de contato mesmo.
Também ouço com frequência que, desde a entrega do smartphone, o trabalho dos reis e altos funcionários ficou mais corrido, mas, bom, isso não tem jeito, espero que aceitem.
O Imperador termina a ligação, voltando.
— Parece que a senhorita Imeruda da família Conde Toraiosu foi encontrada dentro do próprio armário do quarto. Por sorte, parece que não corre risco de vida, mas ainda em estado de coma. Ainda não posso afirmar com certeza, mas é bem provável que aquele golem tenha sido trocado sem relação com a família Conde Toraiosu.
Hmm. Mas também existe a possibilidade de a família Conde ter feito auto-encenação pra escapar de culpa, né. Mesmo assim, o objetivo continua incerto.
— Que tipo de família é essa família Conde Toraiosu?
— Família de linhagem tradicional, leal ao império há gerações. O atual chefe da família também é pessoa de caráter à altura disso, encarregado de uma das instituições educacionais na capital imperial.
— E, eu… não, eu também, quando era príncipe herdeiro, encontrei o Conde Toraiosu várias vezes. Era pessoa séria e gentil. Provavelmente, não deve ter relação com esse golem…
Diante da minha pergunta respondida pelo Imperador de Garudio, entra apoio do jovem Rukureshion. Parece que a família Conde Toraiosu está limpa. Ainda não foi totalmente esclarecido, mas…
A Eruze observa com cuidado o rosto da senhorita Imeruda deitada como se dormisse.
— Isso é idêntico à pessoa real? O rosto de golem tipo humanoide dá pra moldar como quiser?
— Até certo ponto. Normalmente, mulher também consegue se transformar bastante só com maquiagem, né? Diferente de humano, dá pra deformar levemente até estrutura óssea, tipo corporal, e carne.
Diante da fala da técnica Eruka, a Sakura e a Eruze encaram fixamente os dois pêssegos aquosos erguidos da senhorita Imeruda.
— …Injusto.
— Injusto mesmo, né…
Não, não sei se isso é igual à pessoa real ou não. Ops. Esse rumo não é bom. Tento desviar o assunto, jogando pergunta ao Imperador de Garudio.
— Aliás, pela forma de falar ou agir, não deu pra perceber que era falsa?
— A senhorita Imeruda da família Conde Toraiosu não costuma frequentar ocasião social. Fazia cinco anos que eu não a via, e a altura também cresceu, então achei só "cresceu, hein"… vagamente tinha vestígio dela mesmo.
Detesta socializar, hein. Talvez isso também seja motivo dela ter sido alvo. Faz sentido pra troca funcionar melhor com pessoa que tem poucos conhecidos mesmo.
— Certo. Se for isso, precisamos obter informação diretamente desse golem.
Movendo o cachimbo de aroma na boca, "pikopiko", a Doutora Babylon observa a senhorita Imeruda deitada.
— Essa criança, tá tudo bem reativar? Não vai atacar, não?
— Essa possibilidade não é zero, mas o tipo humanoide da série "Flor" não é tão forte assim. Se preocupada, amarra por precaução?
Diante da preocupação da Doutora, a técnica Eruka tira da caixa de ferramentas trazida uma corda de aparência resistente. Por que carrega esse tipo de coisa, hein…
— Olha, antes disso, não seria melhor sobrescrever a autorização de contratante dessa criança?
Proponho à Doutora e à técnica Eruka o que vinha pensando desde há pouco. Se alguém virar novo contratante, não precisa amarrar, e também dá pra perguntar por que fez isso.
— Fumufumu. Ou seja, o Touya-kun quer tirar o G-Cube dela.
— Eh? Bom, isso mesmo, mas…
— Entendo o sentimento, sabe. Eu também tenho curiosidade enorme sobre como é o peito de golem tipo humanoide.
— Diferente! Não me compara com você!
Pra abrir a comporta do peito do golem, naturalmente, precisa tirar a roupa. Mas isso é meio, não é objetivo, viu!?
— Vamos conversar um pouco lá, meu marido?
— Rei, isso não pode, na frente das esposas…
— Espe, espera! Não é isso, não!
Segurado firme dos dois lados pelas duas esposas, quase sou arrastado.
Vendo isso, a técnica Eruka dá um tapinha leve na cabeça da Doutora.
— Ei, Rejīna-chan. Não provoca recém-casado.
— Aai, achei que ia adicionar um toque de tempero apropriado na vida de recém-casados.
Nem brincadeira. O tempero dela com certeza é veneno, não tempero. Já tô servido, não precisa fazer nada extra!
— Bom, então, provisoriamente, vou virar contratante. Agora não tem Fenrir por perto, então não gera interferência de sincronização. Certo, homens, virem pra lá, virem pra lá.
Guiados pela técnica Eruka, eu, o Imperador de Rīfurīsu, o Imperador de Garudio, o jovem Rukureshion, e os cavaleiros de escolta masculinos, todos viramos de uma vez pra parede. Melhor que ter a doutora pervertida como contratante, pelo menos.
Pensei se seria melhor sair do quarto, mas parece que termina rápido, então tudo bem.
Som de tecido roçando, "gosogoso". Devem estar tirando a roupa da senhorita Imeruda. Ah, de fato, teria sido melhor sair. A porta fica do lado oposto das costas, então sair agora seria meio difícil.
Som de algo destravando, "pachi".
— Wa…!
— Uou. Isso aí é coisa e peras, hein. Tamanho chegando perto do da Furōra. Fumu, maciez também idêntica à real. Olha, Eruze-kun, tenta tocar.
— Uwa, incrível…! De que material isso é feito!? Não parece coisa artificial…!
— Pesado…! Unu… não dá pra ganhar. Isso, não dá pra ganhar…
Diante da conversa do lado feminino vinda de trás, sinto desconforto insuportável. Deveria mesmo ter saído, hein.
Nós ainda vá lá, mas pro jovem Rukureshion, é veneno pros olhos… não, pros ouvidos. Olha só, até a orelha ficou vermelha, cabisbaixo.
— Desculpa, mas se apressa. Sua Majestade o Imperador precisa voltar pra festa.
— Tá, tá, entendido. [Open].
Seguindo a fala da técnica Eruka, som tipo ar escapando, "pashu". Parece que abriu a comporta do peito.
Som de mexer no interior, "kachakacha". Deve estar tirando o G-Cube e sobrescrevendo a autorização de contratante.
Mesmo devolvendo o G-Cube sobrescrito ao lugar original, a senhorita Imeruda não desperta enquanto eu não abrir o circuito nervoso fechado com [Cracking].
— Certo, pronto. Agora só falta vestir de novo. Uuun, dá trabalho, então deixa sem sutiã?
— Ei…
Ainda de costas, faço reparo à técnica Eruka descuidada. O jovem Rukureshion ao lado, ainda vermelho, olhos fechados, murmurava algo absorto. Não perturba mais o coração do rapaz.
— Tá, tá. Essa arma letal é veneno aos olhos do rapaz, afinal. Vou vestir direitinho. Muu… pesado mesmo, hein…
Por isso, não precisa desse tipo de comentário.
Finalmente terminado o trabalho, recebo permissão do lado feminino, viro-me, e vejo, com a fita e colar removidos do peito, levemente desarrumada, mas de volta pra cama, a senhorita Imeruda.
— Certo, Touya-kun. Pode abrir o circuito nervoso?
— Entendido.
Coloco a mão atrás do pescoço da senhorita Imeruda, ativando [Cracking], abrindo o circuito nervoso fechado.
A senhorita Imeruda convulsiona forte por um instante, "bikun!", abrindo os olhos de repente, "ka".
Mas, nesses olhos, não tem luz, o olhar se move inquieto, "kyorokyoro", sem parecer olhar pra lugar nenhum. O corpo todo convulsiona levemente, como se tivesse tendo algum tipo de crise.
— T, tá tudo bem mesmo, né?
— O circuito nervoso fechado foi aberto de repente, então só tá processando a informação acumulada. Logo se acalma.
Se for isso, tá bem. Fico levemente preocupado vendo golem idêntica a humano nesse estado.
Eventualmente, a senhorita Imeruda para de se mover, erguendo a parte superior do corpo, e, da boca dela, sai voz completamente mecânica, diferente da anterior.
— «Modelo número FR-006, nome individual Haidoranjia, retornando do estado de desligamento. Sem problema no estado operacional. Por causa da mudança de registro do mestre, o registro do mestre anterior…»
—! Droga! Touya-kun, fecha de novo o circuito dessa criança!
— Eh? T, tá, entendido!
Diante do grito apressado da técnica Eruka, toco apressado no pescoço da senhorita Imeruda, ativando de novo [Cracking]. O pescoço cai, "kakun", e a senhorita Imeruda para de se mover de novo, como se tivesse desmaiado. O que é isso, afinal?
— «Apagando o regi… exclu… maaaaa…»
Mesmo depois de parar de se mover, ainda vazava voz esticada tipo lenta, mas isso também para.
— Fui pega… não pode ser que tenha mexido justamente no Cristal-Q…! Pensando bem, essa criança é batedora. Sendo missão de reconhecimento, faz sentido prever isso e colocar seguro. Errei feio.
A técnica Eruka estala a língua frustrada, "chi". Eh, como assim?
— Basicamente, na memória de golem de corpo antigo, sabe, é gravada no Cristal-Q na cabeça. Esse cérebro feito de bloco de cristal fino, tem parte que grava memória dividida em várias camadas, e ação básica de golem… obedecer contratante, autodefesa, esse tipo de coisa, tá gravado ali, então, basicamente, não dá pra apagar. Mas, quem é o contratante, que tipo de ordem recebeu, e outras memórias temporárias cotidianas, ficam gravadas em bloco separado e…
— Ahaa. Ou seja, o contratante dessa criança deixou configurado pra apagar isso, é isso? Provavelmente configurado pra ativar quando a autorização de mestre fosse reescrita ou algo assim.
Diante da fala continuada da Doutora Babylon, a técnica Eruka assente, "kokuri". Eh, isso quer dizer que a memória foi resetada!?
— Normalmente não faz isso. Porque, em termos humanos, isso significa perder experiência acumulada por anos, sabe. Pra começo de conversa, quem consegue mexer no Cristal-Q de corpo antigo é bem raro, mesmo querendo, não conseguiria.
Golem de corpo antigo às vezes é escavado de ruína e afins. Passando muitos anos em estado de desligamento, a maioria dos Cristais-Q perde essa parte, então é normal golem escavado não ter memória do passado.
Mas, tipo série "Coroa", corpo de alta performance, às vezes mantém memória. A "Coroa" branca da Yumina, Arubusu, é assim.
Ah, é mesmo, a Arubusu também tinha armadilha tipo habilidade "Reset" ativada se alguém além do compatível abrisse a comporta. Igual a isso, hein.
— …Ou seja, quer dizer que a pista do mandante desapareceu?
— Desculpa. Foi erro meu. Se tivesse pensado um pouco mais, talvez tivesse percebido como uma das possibilidades.
Uuun, quem propôs sobrescrever fui eu, afinal. Sinto certa responsabilidade nisso também.
— Mas talvez dê pra restringir o culpado até certo ponto. Golem técnico capaz de mexer no Cristal-Q é realmente contável nos dedos. Bom, também existe possibilidade de ter sido forçado a colaborar sob ameaça, mas.
— Se for isso… será os Cinco Grandes Mestres mesmo?
Quando o Imperador de Garudio pergunta à técnica Eruka, ela assente levemente. Cinco Grandes Mestres? Diante da minha pergunta de volta, o jovem Rukureshion me explica.
— É como chamamos os técnicos e criadores de golem famosos do nosso mundo… digo, continente oeste. A técnica Eruka também é chamada "Rainha da Regeneração", sendo uma delas. Ah, "cinco grandes", mas, recentemente, um morreu, então, na prática, são quatro.
— Sério mesmo?
— O que você tá falando. O Touya-kun é o motivo disso, oras.
— Eh!? Eu!?
Diante da voz atônita da técnica Eruka, fico sinceramente surpreso. Eh, fiz alguma coisa!?
— Olha, o Rei Mágico de Aizengarudo. Aquele velho também era um deles.
Aah, entendi… mesmo sendo aquilo, era técnico entre os cinco melhores do mundo sombrio, hein. De fato, deixando de lado aquela personalidade, preciso reconhecer a habilidade dele de ter ressuscitado na era atual o golem gigante… arma decisiva Hecatonqueiro. Aquele velho também usava golem tipo humanoide como sósia, afinal.
— Excluindo o Rei Mágico e a técnica Eruka, onde estão os três restantes?
— Um é o "Professor". O Touya-kun também já encontrou ele, né?
Aah, aquele velho preso pelo grupo de assassinos de Eurono. De fato, a habilidade dele de criar cinco golems simples com material mínimo é impressionante mesmo. Depois daquele incidente, parece que saiu em viagem, mas onde estará agora, hein? Espero que não tenha sido capturado de novo.
— Acho que o Professor não tá envolvido nesse caso. Agora, deve estar hospedado no palácio real do Reino de Panashesu, pra manutenção regular do Burau.
Ah, tá na terra do príncipe de calção estufado, hein.
A "Coroa" azul da família real de Panashesu, "Distorção Burau". Pra manutenção dela, parece que ele foi convidado ao palácio.
Basicamente, corpo antigo, especialmente série "Coroa", nível mais alto, os mestres capazes de lidar são limitados. Faz sentido mesmo. A Nia também, quando a Rūju quebrou, pediu reparo pra técnica Eruka.
— E os dois restantes?
— Esses dois, tanto faz, tá com paradeiro desconhecido. O "Maestro" detesta gente, e o outro… bom, mais que um, é grupo, mas… o casal do "Grupo Técnico de Busca" é tipo vagabundo, então, onde estará, hein…
Ou seja, tem grande possibilidade de um desses dois estar envolvido na troca da senhorita Imeruda. Talvez enganados ou forçados sob ameaça, no entanto.
— É só essa a pista, hein… o objetivo não sei, mas talvez devêssemos considerar sorte por não ter tido dano dessa vez.
O Imperador de Rīfurīsu murmura decepcionado. Por precaução, ouvindo característica da técnica Eruka, pesquisei no smartphone, mas não encontrei. Deve ter algo tipo amuleto pra escapar de golem de busca.
Nenhum dos dois parece querer chamar atenção. A habilidade dos Cinco Grandes Mestres deve ser cobiçada por qualquer país, afinal. Provavelmente é pra evitar convite insistente.
— Não tem jeito. Vamos investigar esse caso depois. Não posso deixar a festa sem cuidado também.
— A, aquilo…
Justamente quando o Imperador de Rīfurīsu tenta encerrar, o jovem Rukureshion levanta a mão hesitante. Nn?
— E, eu, talvez, consiga obter um pouco mais de informação.
— Informação…? Ah, é isso!
— Olho Mágico da Memória!
O Imperador de Garudio e eu nos entreolhamos.
O jovem Rukureshion… antigo príncipe herdeiro do Império de Garudio, tem olho mágico. Ele tem o "Olho Mágico da Memória", capaz de reconhecer pensamento residual de pessoa que fica em objeto. Espécie de capacitador de sensibilidade material.
Usando essa habilidade, dá pra saber quem estava envolvido com a senhorita Imeruda. O que se vê parece ser fragmentado, mas mesmo isso já é bastante útil.
— Podia ter falado mais cedo…
— É que, meu olho mágico só ativa direito em lugar onde alguém tocou com pensamento forte… n, nesse caso, acho que precisa tocar na senhorita Imeruda, então, se for isso…
— Ah, ou seja, precisa tocar no peito. Entendi. Que jovem, hein, rapaz.
— N, não quero ouvir isso de você!?
Diante da aparência mais jovem que a própria idade da Doutora Babylon rindo, "niyari", o Rukureshion, completamente vermelho, retruca. Aa… rapaz. Tecnicamente, ele é o mais velho entre nós aqui.
Com a idade do jovem Rukureshion, ainda não chegaria a ser assédio… talvez. Bom, mesmo antes disso, o outro lado nem é humano. Não, mas parece que golem também tem emoção, então talvez conte como assédio mesmo.
Mas o Imperador de Garudio mostra leve relutância. Por posição, ele foi encarregado do jovem Rukureshion pelo antigo imperador, então, educacionalmente, não seria bom… é isso. Que sério, hein.
— Se for isso, dá pra fazer assim.
A Eruze desfaz a fita larga que prendia o cabelo comprido, indo pra trás do jovem Rukureshion, vendando os olhos dele.
Mesmo sendo "olho mágico", não é visão real de fato que enxerga. Basicamente, só precisa tocar, então, mesmo vendado, não deveria ter problema.
— Se for assim, tá bem, então, o Imperador de Garudio também autoriza.
— Tá, tá. Vocês, homens, viram pra lá.
— De novo!?
Nos nossos ouvidos, virados de costas, chega a voz do jovem Rukureshion, provavelmente guiado pela Doutora e o pessoal, tocando o peito, dizendo "uwa, macio…".
Isso tá certo mesmo, sério? A venda faz imaginar várias coisas demais, sinto que talvez tenha efeito negativo no rapaz…
— Ah, tô começando a ver. …Isso é…!
Parece que o jovem Rukureshion agarrou algo. Quanto mais forte o sentimento na hora, mais forte fica gravado o pensamento residual, então acho que não vai ver o pensamento da Doutora e do pessoal de há pouco… não, espera. Talvez estivesse cheio de pensamento maligno. Tocando nesse tipo de pensamento, será que ele vai ficar bem…
— …Não vi tudo, mas entendi até certo ponto.
Enquanto eu me preocupava à toa, parece que a psicometria do jovem Rukureshion terminou.
Diante da senhorita Imeruda deitada com a roupa ajeitada, o jovem Rukureshion tira a venda dos olhos.
— E, o que você viu?
— Vi, ou melhor… meu olho mágico toca pensamento, então consigo captar imagem instantânea e algo tipo voz do coração completamente desconectada dessa imagem. O que vi foi peça de golem empilhada, e uma bandeira com dois martelos cruzados desenhados…
— O quê!?
Diante dessa fala, o Imperador de Garudio se choca, e o jovem Rukureshion assente levemente.
— Bandeira de martelo?
— Espera aí… Touya-kun, você é rei de um país, né? Pelo menos decora bandeira de outros países.
— Desculpa…
Recebo voz atônita da técnica Eruka. Opa? Achei que tinha memória vaga disso…
— Bandeira com martelos cruzados só existe uma no mundo. Localizado ao lado do nosso Império de Garudio, reino de indústria pesada mágica, atrás só do País Mágico de Aizengarudo…
— País do Aço Gandirisu…
Como se continuasse a fala do Imperador de Garudio, a voz esforçada do jovem Rukureshion ecoa no quarto.