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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 468

O Reino das Minas, e a Preocupação da Princesa

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Capítulo 468 – O Reino das Minas, e a Preocupação da Princesa

— País do Aço… Gandirisu?

Se não me engano, país localizado a leste do Império de Garudio, ao sul do Reino Santo de Arento, né. Ainda não fui lá. Entendi, então os dois martelos cruzados são a bandeira desse país.

— O País do Aço Gandirisu, abençoado com muitas minas, produz vários tipos de minério, sendo chamado "Reino das Minas", ou "País do Aço". Tem comércio com nossa Garudio, e a maioria dos golems do nosso país é feita com minério de Gandirisu.

País de mineração, hein. Pra fabricar golem, precisa de minério raro tipo orihaluco ou adamantita. Não sei se existe golem de orihaluco no continente oeste, mas, se não existir, a mina que produz esse material com certeza seria montanha de tesouro.

Como está a relação com Arento e Garudio, hein. Não vejo esse assunto ser mencionado muito.

Diante da minha dúvida, o Imperador de Garudio responde.

— Sendo país vizinho, temos relação razoável… mas se me perguntarem se é país amigável, difícil dizer. Já tivemos guerra várias vezes. O antepenúltimo Imperador de Garudio… avô meu por parte materna, e do Barão de Rēve, era pessoa bem violenta, mirando várias vezes as minas de Gandirisu.

Uwacha. O antepenúltimo imperador é aquele, né? Que se aliou com Aizengarudo e invadiu até o Reino de Rēve.

Pro atual Imperador de Garudio, é avô materno, e pro jovem Rukureshion, Barão de Rēve, mesmo sem sangue conectado, seria avô paterno, então. Já falecido, mas era pessoa cheia de ambição, hein…

Meio admirado, meio atônito, chega aos meus ouvidos a voz preocupada do Imperador de Garudio, "uuun…". O que foi?

— De qualquer forma, ainda não entendo direito…

— O quê?

— Não, é que o rei de Gandirisu é pessoa relativamente tranquila, não parecendo tipo que arma conspiração. Bom, todo país deve ter espião, mas…

Bom, isso é verdade. Nós também temos cavaleiros de inteligência liderados pela Tsubaki-san e o pessoal. E ainda por cima, essas crianças participaram dessa vez. Nessa festa.

Belfast também tem unidade "Esupion" direto sob comando do rei. Talvez Belfast também tenha misturado alguns participantes.

Informação é arma. Mesmo sem ser tipo que arma conspiração, acho que isso é necessário pra proteger o próprio país.

Não sei se é ordem do rei. Mesmo sem o rei ordenar, primeiro-ministro competente pode agir por conta própria também.

— Não sendo sabotagem ou assassinato, talvez o objetivo tenha sido só coleta de informação mesmo. Golem tipo humanoide não tem esse tipo de força, afinal. Mas, sendo que a senhorita Imeruda é vítima, não dá pra ignorar mesmo assim.

Não, mesmo sem força, dá pra fazer coisa tipo envenenamento, ou até sabotagem se quiser. Mas, se for por aí, qualquer participante da festa teria essa possibilidade.

A Eruze direciona o olhar ao golem da senhorita Imeruda deitada.

— Nn… mas será que essa criança não tinha intenção de fazer coisa tão violenta assim, hein.

— Por que acha isso?

— Porque, se quisesse, poderia ter matado a verdadeira senhorita Imeruda escondida, né? Depois que a festa terminasse, se desaparecesse, viraria caso de desaparecimento. Não matando, de qualquer jeito, ia virar "quem era aquela senhorita Imeruda?" mesmo. Depois da festa, provavelmente.

Uuun, pensando assim, faz sentido. Mesmo sabendo que ia ser descoberta a troca, não teve problema? De fato, matar e enterrar em algum lugar seria mais conveniente de vários jeitos. Não quis matar… não, recebeu ordem de não matar?

Não é impossível, né?

O Imperador de Rīfurīsu se vira pro Imperador de Garudio.

— Então, como pretende lidar com Gandirisu?

— Difícil. Só com o testemunho do Barão de Rēve pelo "Olho Mágico da Memória", não dá pra afirmar muito… não temos evidência física de que foi obra de Gandirisu.

— De fato, era bandeira de Gandirisu mesmo, né?

Confirmo de novo com o Barão de Rēve. Se estiver errado, seria acusar país completamente sem relação.

— Sem dúvida. Já vi várias vezes desde pequeno. Mas a bandeira só estava no quarto, não vi diretamente pessoa de Gandirisu. Mas…

— Tem mais alguma coisa?

— Voz. Ouvi voz baixinho, era voz de mulher. "Imperador de Garudio", "atrapalha", "eliminar", assim…

— O quê…!?

Eliminar o Imperador de Garudio!? Isso quer dizer assassinar!?

Rei ser alvo de assassino de outro país não é raridade. Eu também já fui alvo algumas vezes. Mas, assim como existe unidade de assassinato, existe unidade que protege o rei nas sombras. Não é fácil assim matar rei de um país.

Especialmente numa ocasião dessas, ainda mais. Agora mesmo, ao lado do Imperador de Garudio, tem cavaleiro forte e golem.

Provavelmente, a criada de Rīfurīsu num canto do consultório médico também não deve ser pessoa comum. Duvido que golem tipo humanoide fraco consiga fazer algo contra ela.

— Gandirisu tem alto funcionário mulher?

— Pelo que me lembro, acho que não tinha. …Mas, mesmo assim, sinto desconforto. Essa mulher pode ser pessoa de Gandirisu, mas completamente sem relação com o rei de Gandirisu.

Uuun. Não entendo bem. No fim, isso é… caso de tentativa de assassinato? Pelo menos, capturamos o culpado que confinou… a senhorita Imeruda, isso é fato.

— Umu. Só com isso, nem dá pra protestar com Gandirisu. Acho melhor investigar o que tá acontecendo do outro lado.

— De fato. Talvez seja sinal de algum tipo de rebelião interna, vou providenciar investigação imediatamente.

Por ora, esse golem tipo humanoide ficou sob nossa guarda. Precisamente, sob guarda da técnica Eruka. Investigando com cuidado, talvez descubra mais alguma coisa.

Enviamos a técnica Eruka, a Doutora Babylon, e o golem disfarçado de senhorita Imeruda pra Brunhild, voltando à festa.

Superficialmente, a festa continuou como se nada tivesse acontecido, e os participantes, cada um com resultado alegre ou triste, voltaram pro próprio país.

Fico curioso sobre o que aconteceu com a Princesa Ririeru, causadora dessa festa, mas, bom, eventualmente devo ouvir do Imperador. Não posso esperar muito, vendo ela mexendo no smartphone durante a festa.

Ter filha é difícil, hein… com destino já decidido de ter oito filhas, isso não é assunto alheio pra mim.

Sentindo antecipadamente o trabalho de filha que ainda nem nasceu, volto pra Brunhild.

— Por que não perguntou o nome bem naquele momento, hein.

— Ugu… é, é que não tava em condição de fazer isso, ou melhor, esqueci completamente disso, ou melhor… e ainda, não sei se ia me contar mesmo…

Diante de mim, sentada, a Princesa Ririeru, cabisbaixa, segurava firme o lenço recebido daquele máscara negra que a ajudou. Além da princesa, no quarto, só tem eu, a Yumina, e a Rinze. Chamado em segredo do Imperador, achei que fosse esse tipo de consulta.

No baile, sendo mascarado, mesmo gostando de alguém, não dá pra saber quem é. Por isso, combinou-se que, se gostasse do outro, deveria dizer o nome verdadeiro secretamente, como conexão futura.

Claro, se o outro lado não gostar, não conta o nome, e contar o nome já significa dizer "gosto de você", então não dá pra contar assim de qualquer jeito. Senão, viraria alvo de zombaria tipo "homem levado" ou "mulher fácil".

— Touya-san, será que não dá pra fazer alguma coisa?

— A, assim, hein…

Implorada pela Rinze, penso sobre o que fazer.

A única pista é o máscara negra, né? Quando distribuí máscara pra cada país, distribuí igualmente, então em qualquer país tem senhor máscara negra, hein.

Mesmo tirando as mulheres desse grupo, ainda sobra número razoável, viu?

— Ah, mas Misumido e Zenoas… beastfolk e demônios não teriam? Não tinham rabo nem chifre, dizem.

— Aa… na verdade, isso aí, sabe. Emprestei pra alguns interessados item que esconde rabo e chifre, então também tem esse tipo de máscara negra usado nessa categoria…

Diante da minha resposta à fala da Yumina, o sorriso dela mudou pra algo indescritível. Não, é que, sendo identificável visualmente que é de Misumido, Zenoas, ou draconídeos do Reino Guerreiro de Rāze, gera vários tipos de problema complicado. Tem quem não se importa, mas.

— Bom, tem registro de quem usou máscara negra, então dá pra procurar, mas… isso vai virar busca exaustiva, hein…

Olhando a lista de participantes gravada no smartphone, fico levemente desanimado. Mesmo perguntando, não sei se vão responder honestamente. O outro lado também deve ter várias circunstâncias.

— …Sério mesmo vai procurar?

— Quero que procure. Quero encontrar de novo, quero conversar. Senão…!

Segurando firme, "gyu", o lenço na mão, a Princesa Ririeru fica cabisbaixa. Tá tão preocupada assim, hein…

— Senão, fico incomodada e o rascunho não avança! Consegui terminar dessa vez de qualquer jeito, mas o sentimento fica confuso, sem me acalmar! Isso é péssimo pra atividade de escrita! Preciso sair desse estado o mais rápido possível!

Ei. Difícil julgar se devo comentar ou não.

Chamo a Yumina com gesto, aproximando-a, e pergunto baixinho o ponto essencial.

— Isso, quer dizer, é "aquilo mesmo", né?

— Provavelmente sim. Nunca vi a irmã Riri assim. Acho que ela mesma também não entende bem.

Aquela princesa de delírio desenfreado, hein… não dá pra saber mesmo. "Pro amor brotar, basta pouquinha esperança" — de quem era essa frase mesmo. Que começo trabalhoso, hein.

— Sendo pessoa que a ajudou, é natural ficar incomodada. Só ainda não tem certeza se isso é amor ou não, não seria isso? Nunca ouvi falar de romance da irmã Riri.

— Entendi. Como esperado de amiga de infância, entende bem mesmo.

— Entendo sim. Eu também era assim, afinal.

Diz isso minha esposa, sorrindo travessa. Não, no caso da Yumina, quem ajudou foi o pai dela, Rei de Belfast, no entanto.

Não devia comparar com nós, mas o parceiro ser princesa de um país é parecido mesmo.

Pesquisando no smartphone a lista de participantes por usuário de máscara negra, excluo as mulheres. Deixa eu ver, no total, trinta e oito pessoas… muito mesmo, hein.

— Por ora, vamos eliminando pelos que dá pra saber…?

— Então, primeiro Brunhild, né.

— Uhum. De casa, são três. Membro da ordem Rushēdo, Karon, e a vice-comandante Nikora-san, né.

Rushēdo é jovem vampiro, natural do Reino Demônio de Zenoas. Excêntrico que, mesmo sendo vampiro, tem medo de sangue. Membro veterano, da equipe inicial da nossa ordem.

Um pouco fraco de personalidade, mas jovem gentil. "Jovem", mas, sendo vampiro, já passou dos sessenta, no entanto…

Karon é jovem natural de Belfast, família de farmacêutico. Por isso, entende bastante de planta, sendo útil principalmente no desenvolvimento de terreno agrícola dentro da ordem. Parece favorito do tio Kōsuke, com leve "proteção do deus da agricultura".

Nesse caso, "proteção" não é habilidade especial tipo "linhagem" da Yumina e o pessoal, é tipo talento comum mesmo.

Nikora-san, óbvio, é vice-comandante da ordem de Brunhild. Natural de Misumido, beastfolk raposa.

Opa? A Nikora-san também usava máscara de ocultação de raça, né.

Por ora, deixa eu perguntar álibi… álibi, aliás. Não é que tô procurando culpado, mas.

— O Rushēdo e o Karon também tão limpos, hein…

— Limpos, como assim?

A Yumina pergunta inclinando a cabeça. Ops, tô entrando no clima de detetive.

Pros dois, Rushēdo e Karon, não dava pra falar diretamente sobre a Princesa Ririeru, então perguntei: "uma mulher foi ajudada pelo senhor máscara negra e quer agradecer, procurando essa pessoa". Talvez mentissem dizendo "sou eu", mas, se fizessem isso, bastaria perguntar sobre o lenço. Bom, acho que não tem esse tipo de gente na nossa ordem, no entanto.

Resultado: o Rushēdo, naquele horário, dançava com mulher conhecida, e o Karon estava absorto na comida rara de Rīfurīsu.

Claro, sendo mascarados, não tem testemunha ao redor, só resta confiar na palavra deles, mas, se for verdade, quem ajudou a princesa não foram eles.

Se a própria pessoa que ajudou disser "não sei", não tem como confirmar mesmo, isso…

Claro, se usar detector de mentira da Doutora ou o "Olho Mágico da Verdade" que distingue mentira do Papa Ramishu, saberia na hora. Mas não fizeram nada de errado, então não é caso pra expor tanto assim.

…Incômodo. Devia usar [Recall] em todo mundo e procurar na memória mesmo…

— Não pode, viu. Usar [Recall].

— …Não Tava Pensando Isso, Não.

Cravado pela Rinze. Muu, afiada. Bom, [Recall] não consegue ler memória que a pessoa não quer entregar, então, se a pessoa recusar, é impossível. Fortalecendo com Ki Divino, dá pra ler, no entanto. …Não, não vou fazer isso, viu?

Pra ouvir a última pessoa, vice-comandante Nikora-san, viemos até o campo de treino da ordem. Hoje também todo mundo se dedica ao treino. Consumindo o cardápio infernal montado pela irmã Moroha.

No início, costumava ver todo mundo caído amontoado feito cadáver com frequência, mas ultimamente não vejo tanto isso. Acho que é porque a força já melhorou tanto assim.

Provavelmente, só em força, todo mundo já deve ter nível rank vermelho… nível de aventureiro de primeira linha. Só que, entre aventureiro e cavaleiro, a habilidade necessária é diferente também, então é complicado. Na ordem, não treinamos coisa tipo "desarmar armadilha de baú do tesouro", afinal.

— Opa, não é o Touya? O que foi?

A Eruze, aparecendo no campo de treino, fala conosco. Sentada no banco, enxuga o suor com a toalha. Mesmo virando rainha, isso não muda mesmo.

— Ah, tenho um assunto com a Nikora-san. Ela tá?

— A vice-comandante? Se for ela, olha, tá ali.

No alvo apontado pela Eruze, lança de madeira e espada de madeira se cruzavam.

A lança de madeira da Nikora-san, avançando com ânimo intenso, é desviada levemente, sendo repelida por espada de madeira de baixo.

No momento em que a Nikora-san levemente para o movimento, a Yae, encurtando num instante o alcance da lança comprida, corta o tronco feito relâmpago.

— Gu…!

"Gaku", a Nikora-san cai de joelhos pra frente. Mu, tá tudo bem?

— Até aí. Consegue ficar de pé?

— S, sim. Tô bem.

A Nikora-san responde curto se levantando, diante da árbitra Hiruda.

A Nikora-san não é fraca de jeito nenhum. A Yae que tá levemente esquisita. Mesmo essa Yae, não consegue fazer nada contra a irmã Moroha, então ninguém fica arrogante na nossa ordem. Segundo o tio Buryu, "quem compara força com outra pessoa ainda é amador".

— Certo, próximo! Postura!

— Por favor!

Quando a Nikora-san recua da frente da Yae e o pessoal, o membro que esperava atrás avança no lugar.

Voltando pro banco, a Nikora-san enxuga o suor com toalha, bebendo água da própria cantil. Sinto pena de incomodar cansada, mas falo com a Nikora-san.

— Um pouco, será que dá?

— É Majestade. O que seria?

Impedindo ela de se levantar, sem mencionar a Princesa Ririeru, pergunto se tem alguma lembrança.

— …Não, eu não sei, não.

— Ah, entendi…

Uuun. Achei que seria mais fácil se fosse alguém daqui, mas não é assim tão simples, hein.

Se for isso, vira busca exaustiva mesmo, hein… incômodo, francamente…

A propósito, também não parece ser da Princesa Ririeru, ou seja, participante de Rīfurīsu. Rīfurīsu tinha dois máscara negra, mas os dois eram levemente rechonchudos, então, por diferença de tipo físico, julgaram que era diferente. O efeito da máscara não consegue disfarçar até o tipo físico, afinal.

Não tem jeito. Vou pedir apresentação dos senhores máscara negra a cada rei, checando um por um mesmo…

— Aliás… estranho, hein…?

— O que foi?

A Eruze, sentada no banco, ouve minha murmuração, perguntando.

— Falando desse assunto, a irmã Karen não aparece… normalmente, seria a hora de aparecer de repente atrás dizendo "deixa com sua irmã!", mas…

— A irmã Karen-sama também deve ter algum tipo de assunto, né?

A Yumina responde com sorriso amargo, mas isso é ingenuidade demais. Ingenuidade demais. Pra começo de conversa, quem propôs esse baile foi justamente aquela pessoa, né? Por que não tá se metendo nesse assunto interessante (pra irmã Karen)?

Deusa do amor não morder isca de história de amor tem motivo considerável, deve ser. Não pode ser… esse amor não vai se realizar…?

O baile convocou pessoas solteiras não casadas. Basicamente era participação voluntária, mas talvez tivesse alguém obrigado a participar por ordem de cima.

Já tendo namorada, mas obrigado a participar, por exemplo. Se for isso, seria um pouco chato, viu… será que sou eu quem vai contar isso pra princesa?

Não, ainda não tá decidido isso, mas… espero que não vire coisa complicada.

Sentindo peso estranho no coração, primeiro, ligo pro Rei de Belfast.

— Extinção total? Então ninguém tinha memória disso?

— Uhum. Todo mundo disse que não sabe. Haa…

Desabo no sofá completamente exausto. Como contei pra Rin, perguntei a todos os máscara negra que participaram do baile, mas ninguém se apresentou. Ou seja, quem ajudou não quis se apresentar, mesmo mentindo.

Isso cada vez mais parece complicado, hein… também acho estranho arrastar à força alguém que tá evitando.

— A questão do golem tipo humanoide, e agora isso, por que fica vindo problema atrás de problema assim, hein…

— Eu acho que querido sem carregar problema não é o querido de verdade. Aceita o próprio destino como sendo assim mesmo.

Que injusto isso, hein. Não fala de mim como se fosse gerador de encrenca.

Mas, o que fazer, hein. Se disser "não descobri. Desculpa", esse assunto acaba por aí, mas o sentimento da Princesa Ririeru fica em suspenso.

Se ainda nem souber se é amor, sendo nível "só um pouco curiosa por alguém"… talvez consiga encerrar sem arrastar tanto.

Mas quem decide isso não sou eu. É decisão da própria Princesa Ririeru.

Quero ajudar o máximo possível, mas…

Do bolso, encostado no sofá, dispara som de chamada. Aai, quem é agora? Já basta de problema, viu?

Tiro o smartphone, e, no nome da chamada, aparece "Ariati Tisu Arento".

Deixa eu ver… a, neta de Sua Majestade o Rei Santo do Reino Santo de Arento… a mais velha das duas irmãs. Rumor de que vai virar noiva de Sua Majestade Furosuto, novo rei do País do Gelo Zādonia.

Ah, é mesmo, entreguei smartphone produzido em massa pra ela, né. A pedido de Sua Majestade Furosuto e do Rei Santo. É a primeira vez recebendo ligação dela, mas.

— Sim, alô. Senhorita Ariati?

『Ah, sim. É Sua Majestade o Duque? Desculpa por ligar de repente. Na verdade, tem um assunto que gostaria de pedir conselho…』

— Puf

A Rin, sentada de frente, cospe o chá preto. Devo ter feito cara bem estranha ouvindo isso.

Não, mas, é que parece de novo assunto complicado… um pouco… será que é motivo pra segurar tanto o riso assim? A Rin treme, "purupuru", mas melhor ignorar por ora.

— Ah, não, nada. Certo. E aí, o que seria, afinal?

『Isso, na verdade, tem uma pessoa que gostaria de encontrar Sua Majestade o Duque em segredo… é pessoa de Gandirisu…』

Nu?


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