Capítulo 469 – A Princesa e o Imperador, e o Momento Certo
— Sinto muitíssimo mesmo!
— A, não… desculpa pra mim, não faz sentido…
Garota curvando profundamente do outro lado da mesa. Idade parecida com a minha, vestindo à primeira vista vestido verde claro simples, mas, na cabeça, brilha pequena tiara.
Estamos no jardim de rosas com pavilhão do palácio do Reino Santo de Arento. A Princesa Ariati de Arento pediu que eu conhecesse alguém, então vim trazendo a Yumina e a Sū.
E a pessoa esperando nesse pavilhão era ela… a Segunda Princesa do País do Aço Gandirisu, Kōderia Tera Gandirisu.
O Reino Santo de Arento fica ao norte do País do Aço Gandirisu, separado pelo que seria o Grande Rio Gau no nosso continente… aqui, Rio Sebura, sendo países vizinhos.
Diferente do Império de Garudio, que sofreu guerra de invasão várias vezes, parece que a relação com o Reino Santo de Arento é comparativamente tranquila.
Não é estranho realeza de países vizinhos ter relação até certo ponto, mas nunca imaginei que viesse pessoalmente assim.
E o motivo dessa princesa estar se desculpando tanto comigo é o seguinte.
— Realmente não tinha essa intenção! Por eu ter deixado escapar algo desnecessário, virou esse problema todo…!
Sobre aquele golem tipo humanoide disfarçado da senhorita Imeruda. O próprio mandante daquele alvoroço, ela mesma… a Princesa Kōderia, confessou pessoalmente.
Não, precisamente, "mandante" não é bem correto. A verdadeira mandante está atrás dela…
— Olha, Parureru! Você também pede desculpa!
— Sinto muito.
Sem mostrar nem sinal de arrependimento na expressão, mas curvando só a cabeça profundamente, uma criada. Cabelo cor linho preso em rabo de cavalo curto, óculos, aparência de mulher intelectual de uns vinte anos.
Segundo a fala da Princesa Kōderia, essa criada, Parureru, confinou a senhorita Imeruda e infiltrou aquele golem tipo humanoide em Rīfurīsu, sendo a verdadeira responsável…
— No fim, qual era o objetivo?
— Foi para proteger Sua Majestade o Imperador de Garudio.
Nn? Proteger o Imperador de Garudio? Sem querer ofender, mas o Imperador tinha vários cavaleiros de escolta, e mesmo com golem tipo humanoide sem força de combate presente, não deveria ajudar muito.
E ainda por cima, por que Gandirisu, país que, digamos, não tem relação tão amigável assim, protegeria o Imperador de Garudio?
— Precisamente falando, é pra proteger das mulheres que se aproximam de Sua Majestade o Imperador de Garudio.
— Haa?
Enquanto inclino a cabeça, a Princesa Ariati ao lado me dá a resposta com sorriso amargo.
A Princesa Kōderia sentada à frente, com rosto completamente vermelho, fica cabisbaixa. Eh, não pode ser…
— Isso… alguns anos atrás, Sua Majestade Ransuretto foi convidado várias vezes pra festa daqui… Gandirisu. Na época, ainda não era imperador, era só nobre comum, mas, conversando amigavelmente, aos poucos…
A última parte, murmurada baixinho, não deu pra entender, mas entendi mais ou menos. Mesmo eu, que sempre falam "lerdo", entendo isso, ao menos.
O atual Imperador de Garudio, originalmente, era chamado Ransuretto Orukotto, filho mais velho do primeiro-ministro Ransurō Orukotto, braço direito do imperador anterior.
Como resultado do príncipe herdeiro Rukureshion renunciar o direito de sucessão ao trono, sendo a mãe de Ransuretto irmã do imperador anterior, a vez caiu nele, virando imperador.
O imperador anterior tentava reparar a relação com Gandirisu, então o atual imperador Ransuretto, antes de virar imperador, deve ter visitado Gandirisu várias vezes. Nesse meio tempo, os dois se conheceram, é isso.
A Sū ao lado murmura, "fumuu", pensativa.
— Entendi. Mas por que virou coisa tão complicada assim?
— Isso, ouvi que, em breve, Rīfurīsu ia realizar festa de encontro arranjado incluindo filhos e filhas de família real… e que Sua Majestade Ransuretto também ia participar dessa festa…
— Não, "participar", quer dizer que Sua Majestade o Imperador de Garudio só compareceu, mas não participou do encontro arranjado, viu?
A Yumina corrige a fala da Princesa Kōderia. No caso da Princesa Ririeru, era forçado, mas basicamente é participação voluntária. Isso vale pra realeza também. O Imperador de Garudio não participou. Bom, já sendo rei de um país, não deveria conseguir participar assim tão levianamente mesmo.
— Sim… ouvi da senhorita Ariati. Parece que eu tinha entendido errado… se, naquele encontro arranjado, Sua Majestade Ransuretto encontrasse parceira, e essa preocupação escapou pra Parureru sem querer, esse foi o erro original…
Ahaa. Entendeu errado que o Imperador de Garudio também estava procurando cônjuge naquela festa. De fato, junto com a Princesa Ririeru e os irmãos de Zenoas, tinha alguns membros de família real participando.
Considerando o sentimento da senhora apaixonada dela? A senhorita Parureru agiu por conta própria… segundo a história, mas será que uma criada sozinha conseguiria fazer algo tão audacioso assim.
— Isso, os pais da Parureru têm, como casal, uma grande guilda de técnicos de golem chamada "Grupo Técnico de Busca"… acho que usou esse contato…
Diante da fala da Princesa Kōneria, falando com pena, tinha nome familiar.
"Grupo Técnico de Busca"… aquilo mesmo, né. Um dos técnicos de golem de mais alto nível que a técnica Eruka mencionou. Nesse caso, sendo casal, seriam dois?
— O "Grupo Técnico de Busca" não pertence a nenhum país, percorre o mundo, e, ao encontrar ruína por conta própria, escava golem, fazendo reparo e regeneração. Não é só reunião de técnicos, também é grupo mercenário que caça sozinho as feras mágicas que habitam ruínas, e também grupo comerciante que vende golem regenerado.
A senhorita Parureru explica isso. …O que é isso, tipo grupo marcial.
Autossuficiente, digamos, fazendo tudo sozinho desde escavação até reparo e venda. Em certo sentido, pode se dizer o mais racional mesmo, mas.
— Por que a filha do casal chefe desse grupo está em Gandirisu?
— O "Grupo Técnico de Busca" percorre ruínas de Gandirisu de vários lugares nesses últimos anos. Nesse meio tempo, meu pai deixou a Parureru sob cuidado, e, a pedido dela mesma, ela trabalha como minha dama de companhia pra aprendizado de etiqueta. Talvez seja carinho paterno dos pais, não querendo deixar ela entre pessoas bruscas.
Diz a Princesa Kōderia. Fuun, o "Grupo Técnico de Busca" parece ter relação estreita com Gandirisu, hein. País que produz muito minério, e grupo técnico que precisa de vários tipos de material de aço… bom, faz sentido mesmo.
— Aquele golem tipo humanoide… "Katoreia" foi reparado e regenerado, e teve a aparência criada, a pedido do meu pai, mas nunca contei nada detalhado aos meus pais, tudo foi decisão minha por conta própria. Naturalmente, a princesa também não tem culpa nenhuma. Desculpa por causar problema. Estou pronta pra receber qualquer punição.
Encarando diretamente pra frente, a senhorita Parureru afirma isso. Uuun. Sinceramente, mesmo dizendo isso, na verdade não tenho esse direito. Não sou vítima direta.
A maior vítima é a senhorita Imeruda confinada, depois o Império de Garudio suspeitado de espionagem, e, por fim, Rīfurīsu que teve a honra manchada.
— Não, a culpa é minha, por ficar hesitante o tempo todo! Sua Majestade o Duque, por favor, dê a chance de me desculpar com todos…! Por favor! De qualquer jeito…!
A Princesa Kōderia se curva quase até tocar o chão. Atrás dela, igualmente curvada profundamente, a senhorita Parureru. Uuun, achando que fosse conspiração assustadora de nação, era assunto completamente sem relação com isso.
Ah, o Barão de Rēve… o jovem Rukureshion, com o "Olho Mágico da Memória", ouviu "Imperador de Garudio", "atrapalha", "eliminar", né. Será que era "eliminar as mulheres incômodas que se aproximam do Imperador de Garudio"?
…Isso, por si só, também é história assustadora, hein.
— O que vai fazer, Touya-san?
— Eh? …Bom, tendo entendido a situação, pretendo contar honestamente aos envolvidos, mas…
— Ou seja, também vai contar sobre o amor da senhora Kōderia, né. Pro cavalheiro em quem tá interessada. Ouvindo isso, o que vai pensar o outro lado, hein…
U. Sū-san… encontrando ponto bem afiado, hein.
Princesa de país vizinho e imperador… como combinação, acho que não seria estranho, mas isso depende dos envolvidos mesmo.
Uuun, o que fazer. Ignorando a mim resmungando olhando pro céu, a Yumina pressiona a Princesa Kōderia.
— Se dava bem com Sua Majestade o Imperador, né?
— Eh? Ah, é, isso… se dava bem, digamos, Sua Majestade Ransuretto sendo gentil, costumava conversar comigo, e até me deu presente de aniversário de propósito…
— Se recebe presente assim, não é porque tava interessado? Sua Majestade o Imperador também talvez não seja indiferente?
— S, s, se for isso, ficaria feliz, mas…
Perguntando bem persistente, Yumina-san. A Sū ao lado também participa da conversa.
— Se for isso, por que não contou o sentimento mais cedo? Deve ter tido bastante chance, né?
— Isso… na época, por posição, era difícil eu tomar iniciativa disso, sabe… enquanto isso, Sua Majestade Ransuretto virou imperador… o problema de posição se resolveu, mas, ao contrário, temi que pudesse parecer que agora eu tava mirando o cargo de imperatriz…
— Acho que tá se preocupando demais, viu. Se fosse mulher completamente desconhecida, vá lá, mas era relação a ponto de receber presente de aniversário, né? Como a irmã Yumina disse, acho que tem chance sim.
— S, será mesmo…
Sinto sentimento indescritível ouvindo assunto amoroso da realeza, exceto a senhorita Parureru. Que nesses últimos tempos, tá cheio desse tipo de assunto, hein…
Amor que começa com correspondência mútua é raríssimo. Na maioria dos casos, é paixão unilateral de um dos lados, e, se o outro perceber esse sentimento, existe possibilidade de virar correspondido…
Nesse sentido, o amor da Princesa Kōderia também deve ser daqui pra frente mesmo, mas…
— O problema é como Sua Majestade o Imperador vai se sentir ao saber que a causa desse alvoroço é a Princesa Kōderia, hein…
— Uu!
Diante da minha fala murmurada, a Princesa Kōderia se contorce como se o peito tivesse sido perfurado. Sou fuzilado pelo olhar da Yumina. Não, desculpa. Não foi má intenção.
— O lado da senhorita Imeruda também é problema, hein. Duvido que aquele lado vá ficar quieto…
— …Não, a senhorita Imeruda participou desse plano com consentimento total. Não sei sobre a família dela, Toraiosu, mas não deve haver protesto da própria senhorita.
— ………Ha?
A senhorita Parureru revela fato absurdo com naturalidade. Consentimento total? Eh, então quer dizer que a senhorita Imeruda tava em conluio com a senhorita Parureru!?
— A senhorita Imeruda tem alguém decidido no coração. Sabendo que os pais a incentivavam a participar da festa, e que ela estava em apuros, pedi cooperação. Originalmente, seria pra terminar como pessoa infeliz, atacada por espião misterioso, incapaz de participar da festa.
— Eu não sabia disso!?
A Princesa Kōderia também parece ter sido pega de surpresa, soltando voz de espanto pra senhorita Parureru. Não tinha explicado até esse ponto, hein.
Ou melhor, através de que contato, com nobre de outro país, senhorita Imeruda?
— Membros aposentados do "Grupo Técnico de Busca", e parceiros de negócio, estão pelo mundo inteiro, então isso é fácil. Por precaução, era pra ficar em segredo, mas, com esse acontecimento, soube que deu certo do outro lado. Peço desculpa por deixá-la em coma com remédio pra evitar suspeita.
…Sinto que tô dançando na palma da mão dessa criada o tempo todo, hein. A senhorita Imeruda detestar socialização também deve ser por causa desse parceiro. Se fosse pedida em casamento por nobre superior na festa, seria complicado não conseguir recusar, afinal.
Mesmo assim, "Grupo Técnico de Busca", hein… parece ter negócio bem amplo mesmo. Se combinasse com o Oruba-san da "Companhia Sutorando", será que conseguiria espalhar golem até no continente leste num piscar de olhos.
…Fazer favor pra senhorita Parureru pra conseguir apresentação… não, não, aproveitar fraqueza dos outros não é certo.
— "Deu certo do outro lado" quer dizer, com esse parceiro?
— Sim. O parceiro é médico contratado pela família Toraiosu. Com esse coma dessa vez, os dois confirmaram os sentimentos mútuos, e contaram aos pais.
Diante da fala da senhorita Parureru, todo mundo ali fica no clima de "que bom…", mas não, não, não é isso o assunto.
— Como já disse antes, tudo foi planejado e executado por mim, por conta própria. A princesa não tem responsabilidade nenhuma. Por favor, toda punição recaia sobre mim.
— Por isso, não pode ser assim! Originalmente, foi eu que…!
— Não, foi minha culpa, de perder a paciência com princesa covarde que só se preocupa sem tomar ação nenhuma. Já sabia que era princesa medrosa com pouca experiência amorosa, mesmo assim…
— Espe, precisa falar até esse ponto!?
— Realmente complicado, hein.
De fato mesmo. Quando envolve amor, tudo fica complicado. …Falando em envolver, realmente, dessa vez, a irmã Karen não se envolveu mesmo, hein… nesses últimos dias, não consigo entrar em contato. A irmã Moroha disse que não precisa se preocupar, mas.
— De qualquer forma, não adianta ficarmos só conversando entre nós. Vou falar com Sua Majestade o Imperador de Rīfurīsu e Sua Majestade o Imperador de Garudio. Depois, pode pedir desculpa, ou pagar pela culpa, o que for necessário. Tá bem assim?
— …Sim.
— Entendido.
Tanto a Princesa Kōderia quanto a senhorita Parureru assentem levemente.
Se o lado da senhorita Imeruda estiver bem, acho que não vira culpa tão pesada assim, mas, dependendo de como conduzir, pode piorar a imagem delas. Especialmente com Sua Majestade o Imperador de Garudio.
Como transmitir o sentimento da Princesa Kōderia, hein…
Por que preciso fazer papel de mensageiro do amor, afinal.
Isso é responsabilidade bem pesada, viu… uuun, por ora, não tem jeito a não ser contar honestamente mesmo…
— Bom, superficialmente, como Rīfurīsu não sofreu dano nenhum, e pensando que dá pra criar dívida com Gandirisu, talvez seja melhor aceitar o pedido de desculpa aqui e deixar a punição a cargo do outro lado. Se golem vai se espalhar também pra esse mundo, ficar próximo desse país importante não é coisa ruim. Também cria contato com esse tal "Grupo Técnico de Busca".
…O Imperador de Rīfurīsu fala com naturalidade o que eu hesitava em dizer. Queria conseguir decidir assim tão direto também, hein…
— Rīfurīsu, se resolver assim, tá bem, mas o lado de Garudio…
— …………………….
Por algum motivo, o Imperador de Garudio parou sem piscar.
Diante do jovem imperador de Garudio atônito, o Barão de Rēve sentado ao lado fala com ele.
— …Majestade. …Sua Majestade o Imperador.
— !, Eh? Ah, aa! O, o que foi!?
— Não é "o que foi". Sobre protesto contra Gandirisu…
— Ah, não… como Sua Majestade o Rei de Rīfurīsu disse, dessa vez vamos deixar a cargo do outro lado. Por precaução, vou perguntar à senhorita Imeruda, mas acho que não tem problema. Depois de tanto tempo pra melhorar essa relação amigável, não precisa criar atrito de propósito com Gandirisu.
Ah, tava ouvindo mesmo, hein.
Fuu. Ou seja, isso resolve o caso… não, ainda não.
Contei o sentimento da Princesa Kōderia, mas, do lado do Imperador, como será mesmo? De fato, parecia surpreso, mas…
— …O que Sua Majestade o Imperador de Garudio pensa da Princesa Kōderia?
—! Eeh!?
O que eu tinha dificuldade de perguntar, o Imperador de Rīfurīsu pergunta diretamente no meu lugar. Isso, sim! Como esperado da experiência dos anos!
Num quarto do castelo de Brunhild, só estamos eu, o Imperador de Garudio, o Barão de Rēve, o Imperador de Rīfurīsu, e os cavaleiros de escolta. A Yumina e a Sū e o pessoal também queriam saber o rumo desse romance, mas dessa vez pedi pra elas se absterem. Tem coisa que só entre homens dá pra conversar, afinal…
— Aa… sinceramente falando, tenho sentimento de felicidade. Mas, sendo ela a causa, e nosso país ter sofrido incômodo, é fato. Considerando isso, não posso responder assim tão facilmente e…
— Não, isso não importa. Gosta ou não gosta, qual dos dois?
— …G, gosto, sim, mas.
Completamente vermelho, o Imperador olha meio de lado pra cima. Faz sentido mesmo. Senão, não daria presente pra princesa de outro país, né.
Vendo eu e o Imperador de Rīfurīsu sorrindo, "niyaniya", o jovem imperador começa a falar como se a represa tivesse rompido.
— Não, é que, foi rápido demais, sinto meio atordoado, digamos, mas fico extremamente feliz! Só que também tenho minha posição, não sou mais filho de nobre comum como antes, então não posso responder assim de qualquer jeito! I, isso, o que devo fazer, hein!? D, Duque! O Duque casou com nove esposas, mas, nesse tipo de situação, qual é a forma de lidar!?
— Se deixa levar pela corrente…
— Que resposta vaga!?
Meio chocado, o jovem imperador. Não, na verdade, no meu caso, foi assim na maioria das vezes. Se os dois se gostam, acho que esse tipo de restrição se resolve de qualquer jeito. Talvez, viu.
— Fazer amizade com Gandirisu, que tinha relação ruim, também não é história ruim, acho, eu. Como governante de um país, deveria até avançar ativamente com esse assunto, não acha?
Como diz o Imperador de Rīfurīsu, se a princesa de Gandirisu e o Imperador de Garudio se unirem, isso viraria símbolo de amizade sem igual. Originalmente, casamento de rei é isso mesmo.
Meu caso, com a Yumina, a Rū, a Hiruda, também se aplica, provisoriamente. Quando noivei com a Yumina, ainda não era rei, então talvez seja levemente diferente.
— M, mas, tendo acontecido esse tipo de incidente, não seria fácil assim…
— Isso não tem relação nenhuma. Aceita esse tipo de problema junto de uma vez. Não é princesa de um país só, se não consegue carregar a vida de uma mulher, como pode carregar um país, hein? Olha o Duque. Carrega até nove.
O Imperador de Rīfurīsu ri, "buhaha". Ei, francamente… não usa as pessoas como piada.
— Se quiser, entrego minha filha também.
— Ah, não, isso realmente…
— Hahaha. Brincadeira, brincadeira.
Sua Majestade o Imperador ria, mas eu não conseguia rir. Sua filha também, atualmente, tá carregando situação amorosa bem complicada, sabia!
Pra empurrar o Imperador de Garudio também, concordo com o Imperador de Rīfurīsu.
— Bom, deixando eu de lado, isso realmente pode ser chance em vários sentidos, sabe. Segundo a deusa do amor, esse tipo de coisa é tudo questão de momento certo, dizem.
— Haa… deusa do amor, é isso…
Expressão desconfiada no rosto do Imperador. Você também já a conheceu, viu, essa deusa.
A ação da senhorita Parureru não é nada elogiável, mas acho que virou um gatilho. Será isso o "momento certo" que a irmã Karen fala?
Ainda hesitante, o Imperador, mas o lado do golem tipo humanoide parece que vai se resolver de algum jeito. Resta o lado da Princesa Ririeru, hein.
Quem afinal é esse máscara negra misterioso, francamente.
Já entrevistei todos os homens mascarados de preto de cada país… e mais alguém… hein…
De repente, surge uma hipótese na minha cabeça.
Entrevistei "os homens mascarados de preto". "Homens", digo.
Eh… não pode ser, isso mesmo…?