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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 470

A Verdadeira Identidade da Máscara Negra, e a Sintonia Instantânea

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Capítulo 470 – A Verdadeira Identidade da Máscara Negra, e a Sintonia Instantânea

— «« Eh? »»

Diante de mim, a Yumina e a Rinze mostram cara atônita, parando de se mover. Certo, bom, faz sentido essa reação mesmo.

— Ei… isso, Touya-san? Desculpa, como assim? A pessoa que a irmã Riri procura…

— Mulher… é isso?

Por ora, conto a verdade que apurei só pras duas, próximas da Princesa Ririeru.

Ainda não contei pra ela mesma. Ou melhor, não sei como contar isso, então pensei em pedir sabedoria das duas.

— Pela história da irmã Riri, achei que o parceiro fosse homem, mas…

— [Miragem], tipo magia de ilusão foi usada, ou algo assim?

— Não, diferente. Estava disfarçada de homem normalmente mesmo.

Nunca imaginei que entraria como categoria feminina, e depois participaria disfarçada de homem, oras.

Na checagem de entrada, feita antes de entrar no quarto de vestir, não deu pra perceber. E, com a máscara, tem perturbação de reconhecimento também. Mas parece que o grupo feminino do próprio país dela, que participou junto, sabia.

— Confirmei com a própria pessoa, e ela confirmou. Disse que participou como homem, usando máscara negra.

— Por que fez isso?

— Uuun… segundo ela mesma, é porque não queria vestir aquele tipo de vestido esvoaçante. Disse que era vergonhoso também.

Não entendo o que teria de vergonhoso, mas o ponto de vergonha varia de pessoa pra pessoa, então só a própria pessoa sabe dizer isso.

— E, isso… o senhor máscara negra que se disfarçou de homem, é…

— Princesa Risutisu do Sacro Império de Toriharan. Olha, aquela que fingia ser o Segundo Príncipe do país que o senado dominava completamente…

— Ah. Da época que o Ende-san foi manipulado… entendi, então…

A Princesa Risutisu nasceu como princesa do Sacro Império de Toriharan, mas, na época, pra enganar o senado que dominava Toriharan como bem entendia, foi criada disfarçada de príncipe.

Criada como homem por longo tempo, a personalidade dela também é do tipo direta, tipo "bambu partido". No meu caso, desde o primeiro encontro, já era em forma masculina, mas, de fato, aquela aparência era exatamente tipo príncipe de mangá shoujo.

Aparecendo naquela forma, mesmo sem máscara, ninguém pensaria que é mulher. O gesto e a forma de falar são de homem mesmo. Não no sentido "brusca", mas no sentido "cavalheiresca".

Ah, do ponto de vista masculino, vestido esvoaçante deve ser vergonhoso mesmo. Será por isso?

— Se não me engano, na guerra contra o Reino de Purimura, ela participou como comandante, né?

— Uhum, isso mesmo. Faz sentido estar acostumada com situação violenta mesmo.

A propósito, o irmão da Princesa Risutisu, o Príncipe Herdeiro Rūfeusu. Ele é jovem tipo acadêmico, estudando engenharia mágica como hobby, completo oposto da irmã.

Esse príncipe herdeiro, através de corrida de veículo mágico, teve noivado decidido com a Princesa Beruriета do Reino de Sutorein.

Depois do irmão, agora a irmã também, talvez pensasse Sua Majestade o Imperador de Toriharan mas…

— Sem dúvida é a pessoa mesmo?

— Sabia até do lenço, então acho que sim, sem dúvida.

Queria que fosse engano. Assunto complicado ficou ainda mais complicado.

— Umm… isso é…

— O que fazemos, hein…

A Yumina e a Rinze se entreolham. Entendo o sentimento.

— Bom, acho que são só duas opções. Contar essa verdade honestamente pra Princesa Ririeru, ou não. Dá pra dizer "no fim, não encontramos", encerrando esse romance assim…

— Mas… acho estranho encerrar romance de outra pessoa por conta própria assim. Incluindo isso, quem decide o que fazer é a irmã Riri mesma.

Faz sentido. Também acho isso. Não importa qual resultado.

Mas, diante dessa fala da Yumina, a Rinze ao lado, por algum motivo, faz cara séria. …O que foi?

— Não… é que fico curiosa com uma coisa… a Riru-sensei também escreve obra desse tipo, sabe…

— Desse tipo… como assim?

— A obra representativa da Riru-sensei, "Ordem de Cavaleiros da Rosa", retrata vários tipos de romance numa ordem de cavaleiros composta só de homens, mas ela também publica série de obra tipo spin-off disso. Obra centrada em guarda de honra composta só de mulheres, chamada "Guarda de Honra dos Lírios"…

Eh, o que é isso? Também escrevia esse tipo de spin-off? Se não me engano, também escrevia roteiro de teatro, tá abrangendo bastante coisa mesmo, hein…

— É drama de romance entre uma cavaleira mulher veterana e digna, e uma jovem cavaleira novata que veio do interior… mas, isso, chega a ter descrição bem profunda de expressão de afeto, então… a, achei que talvez haja possibilidade dela desejar esse tipo de relação também, sabe…

A segunda metade foi voz sumida e enrolada, mas, ouvindo a explicação da Rinze, o rosto da Yumina fica vermelho de repente, "bo!". Queria perguntar por umas horas o que ela imaginou, mas melhor deixar isso de lado por ora.

Só porque escreve esse tipo de obra não significa necessariamente que tem esse tipo de gosto pessoal. Bom, acho que, sem gostar ou ter interesse, não escreveria, mas.

Como devo dar suporte pra ela, que descobriu que o alvo do primeiro amor (?) é do mesmo sexo, hein… não vem nenhuma palavra de apoio à mente.

— Por ora, mesmo alinhando palavras nós mesmos, talvez ela não acredite. Melhor fazer os dois se encontrarem mesmo.

— É, é verdade mesmo. Conversando de verdade, deve dar pra saber se é a pessoa que procurava…

Bom, acho que é quase certeza absoluta, no entanto. Carregando não só um pingo, mas cem pingos de ansiedade, tiro o smartphone do bolso pra contatar a Princesa Ririeru.

— En, encontraram mesmo!? Q, q, quem era, de onde!?

— Calma, calma, calma. Ei ei. Senta. Fica quieta.

— Não me trata como cavalo!

Acalmo a Princesa Ririeru, que se levanta derrubando a cadeira com barulho, "gatan". Será que vai ficar tudo bem, isso… direciono o olhar à Yumina e à Rinze ao lado. As duas mostram sorriso contraído, mas já não dá pra desistir agora.

Aqui é o jardim particular da família real dentro do castelo de Rīfurīsu, onde nem família entra sem aviso prévio. Por isso, não tem preocupação de alguém escutando, mas, por precaução, né.

— Umm, por ora, tudo bem trazer aqui?

—! T, t, trazer aqui!? M, mas preciso me preparar mentalmente!

Diante da minha fala, a Princesa Ririeru fica desesperada, comportamento suspeito. …Espero que não fique chocada… não, com certeza vai ficar.

Falo baixinho com a Yumina e a Rinze.

— Isso… será que não é melhor contar a verdade antes mesmo? Se contar diretamente à pessoa, o dano vai ser grande, viu?

— Uun… de fato, isso mesmo, mas…

— Será que acredita, hein?

Vendo o estado atual dela toda animada, mesmo dizendo isso, deve soar só como brincadeira mesmo.

— Ela deveria ter esse tipo de resistência, então acho que vai ficar bem melhor do que imaginamos…

— Se for isso, vou trazer, então. Não é bom deixá-la esperando do outro lado.

— Ela?

Ignorando propositalmente a Princesa Ririeru inclinando levemente a cabeça diante da nossa fala, conecto [Gate]. Normalmente, aqui tem barreira do castelo pra bloquear magia de teletransporte, mas, avisando à Princesa Ririeru, ela já desativou antecipadamente.

— Aah, finalmente vieram me buscar. Cansei de esperar.

Diante de nós, quem atravessa [Gate] e aparece, andando "hyoi", segurando com as duas mãos a barra do vestido que não está acostumada a vestir, pousa de novo na terra de Rīfurīsu.

O cabelo loiro, curto na época do primeiro encontro, cresceu um pouco, e, talvez com maquiagem leve, a feminilidade aparece mais evidente que o normal. Bom, pedimos às criadas dela pra deixar assim.

Vestido princesa azul claro, nada chamativo, mas combina perfeitamente com ela. As duas criadas que a acompanharam, atrás, mostram cara orgulhosa, "fufun". Se dedicaram bastante, hein.

Como sempre disse que não gostava de se vestir feminina assim, faz sentido se dedicarem mesmo.

— Umm…? Quem é?

Em vez do homem que queria encontrar, mulher completamente desconhecida saindo do [Gate], a Princesa Ririeru, atônita, pergunta pra nós.

— Deixa eu ver, essa pessoa é do continente oeste, Sacro Império de Toriharan, a Primeira Princesa, Risutisu Re Toriharan. E essa é do continente leste, Império de Rīfurīsu, a Primeira Princesa, Ririeru Rīmu Rīfurīsu.

Ao apresentar as duas, primeiro a Princesa Risutisu segura a barra do vestido, cumprimentando com reverência.

— Obrigada pelo convite, Princesa Ririeru. Sou a Primeira Princesa do Sacro Império de Toriharan, Risutisu Re Toriharan. Prazer.

— …Eh, convite? Ah, umm, Primeira Princesa do Império de Rīfurīsu, Ririeru Rīmu Rīfurīsu. Bem-vinda a Rīfurīsu.

Contendo a dúvida, a Princesa Ririeru responde igualmente com reverência. Mas o olhar dela, "kyorokyoro", ia e voltava entre nós, tipo "o que tá acontecendo, afinal?".

Diante dessa Princesa Ririeru, a Yumina fala como se tivesse tomado a decisão.

— Irmã Riri, escuta bem, tá? Essa pessoa é o "máscara negra".

— …………………………………..Ha?

Como se o tempo tivesse parado, depois de congelar por um tempo, escapa da boca da Princesa Ririeru voz curta de dúvida. Parece que dá pra ouvir a voz interna dela dizendo "o que você tá falando?".

Aproximando-se de nós, "susu", a Princesa Ririeru fala conosco em voz baixa.

— Olha, o "máscara negra" que procuro é homem, e…

— Parece que, quando participou da festa, estava disfarçada de homem, sabe. Isso, teve vários motivos, sabe.

— De novo~. Não caio nesse truque, viu, Rinze. Isso não acontece nem em romance de entretenimento, oras.

Não, mas acontece, viu… deixando de lado a Princesa Ririeru negando enquanto fica levemente crispada, tiro do bolso o que tinha guardado dela.

— Princesa Risutisu. Essa Princesa Ririeru aqui parece ter sido ajudada na festa dias atrás. Esse lenço é seu, né?

— Eh? …Ah! Aquela pessoa de lá! Fiquei sem reconhecer, tão diferente da impressão de quando usava máscara! …Ah, mas eu também tava com máscara, então é a mesma coisa. Faz sentido não reconhecer mesmo, hein.

— ……………………………………………………………………………..Haaa!?!?

Depois de silêncio mais longo que antes, a Princesa Ririeru emite voz esganiçada, vinda do fundo do estômago. Diante da realidade chocante à sua frente, parece congelada, ainda com expressão de espanto.

— O, o Duque… tá tudo bem, ela? Congelou com cara bem impressionante, hein…

Diante da reação da Princesa Ririeru, a Princesa Risutisu, levemente perturbada, pergunta pra mim preocupada. Uhum, também acho que essa cara não é muito apropriada pra mulher, mas, considerando o sentimento dela, acho que não tem jeito, então melhor ignorar isso por ora. Como esperado, o dano foi grande mesmo.

— Isso… a irmã Riri achava, o tempo todo, que a senhorita Risutisu era homem, então deve ter ficado chocada, e…

— Aa… isso, desculpa mesmo… realmente não me dou bem com vestido e afins. Naquele dia, troquei escondida pra roupa masculina que preparei em segredo, participando assim. Depois, levei bronca daquele meu senhor idoso.

Senhor idoso? Ah, se não me engano, era o Cavaleiro Zerorikku. Encarregado de cuidar da Princesa Risutisu.

— Esse vestido de hoje foi manobra do Duque, né? O senhor idoso também me cobrou firme sobre isso. Francamente… por que as mulheres do mundo querem vestir esse tipo de roupa esvoaçante, eu simplesmente não entendo. Roupa fácil de mover seria mais prática de vários jeitos.

Sobre esse convite de hoje, liguei pro Imperador de Toriharan pedindo "por favor, roupa formal claramente feminina". Sem isso, precisava ser aparência claramente reconhecível como "mulher" à primeira vista, afinal.

Bom, já que o objetivo já foi alcançado, não tem problema trocar de roupa agora.

— Mas combina muito bem. Tá muito linda.

— É mesmo? Eu mesma não sei bem.

Diante da fala da Yumina, a Princesa Risutisu levanta levemente a barra do próprio vestido.

Será difícil de mover? Por ora, sento a Princesa Risutisu na cadeira do jardim. A Princesa Ririeru, ainda congelada de choque, também.

— Acho que preciso me acostumar, mas… o irmão mais velho ficou noivo, né? Meu pai também insiste que eu deveria encontrar parceiro logo.

Ah, faz sentido mesmo. O Imperador de Toriharan tava bem animado com o baile.

Só que a filha participou disfarçada de homem. Não tinha como encontrar parceiro. Não, bom, em certo sentido, parece que encontrou mesmo, mas…

— Isso, a Princesa Risutisu não tem "homem" de quem gosta?

A Rinze pergunta com jeito indireto e cheio de nuances à Princesa Risutisu.

— Uuun, como direi, eu vivi minha vida inteira como homem, sabe. Esse tipo de sentimento não entendo bem, digamos. Fico mais à vontade com garota, mais fácil de conviver. Homem tem muita coisa complicada tipo ambição e orgulho, difícil de lidar.

Opa, senti que ela olhou de relance pra cá agora há pouco? Sendo o único homem presente aqui, talvez não tenha jeito.

— Por isso, naquele momento, vendo a Princesa Ririeru em apuros, acabei agindo sem pensar, sabe. Era tipicamente homem tirano.

— Não, até homem de verdade, em situação assim, às vezes não consegue ajudar. A ação da Princesa Risutisu foi maravilhosa. Convidamos hoje justamente pra agradecer isso…

A Yumina fala com voz meio perdida, olhando de relance a Princesa Ririeru, branca feito alma solta. Tão chocante assim, hein.

— Nunca vi alguém ficar tão surpreso assim. Ainda hoje, sou confundida com homem com frequência. Igual à Shanon de "Guarda dos Lírios".

Diante da fala da Princesa Risutisu, a Princesa Ririeru reage, "piku!". A Yumina e a Rinze também mostram cara surpresa.

Guarda dos Lírios? Shanon? Quem é isso?

— Eh, Princesa Risutisu, conhece "Guarda dos Lírios"!?

— Como não conheceria, foi livro enviado de Brunhild, né? É bem interessante, li de uma vez só. Esse tipo de livro não tem muito por aqui.

A Princesa Risutisu responde rindo à fala da Yumina.

De casa? Ah, é mesmo, pra entender cultura de países de lá tipo Toriharan e Purimura, trocamos vários livros. Sinceramente, não sabia direito o que selecionar, então deixei a cargo de outra pessoa. Se não me engano, quem deixei encarregado disso foi a Famu, da "Biblioteca", e…

Cruzo o olhar com a Rinze, com cara de "ah".

— …O que é "Yurishin"? Título de livro?

— Opa? O Duque não conhece? "Guarda de Honra dos Lírios", chamado assim…

— ………! Aah!

Virando de novo pra Rinze, ela desvia claramente o olhar. Espe, espera aí! Deixei encarregado, sim, mas por que colocou justamente a obra dessa princesa lamentável!?

Entendo até certo ponto por a Rinze ser fã dela, mas isso é livro comum mesmo!?

— Shanon é o nome da protagonista que aparece nessa "Guarda de Honra dos Lírios", sabe. Veio do interior e foi enrolada por bandido, sendo salva por cavaleira bonita e digna. Depois, indo pro local de teste da guarda de honra, descobre que essa pessoa era cavaleira veterana, e sofre grande choque. Parecido com a Princesa Ririeru agora, né?

— Não, "parecido", ou melhor…

Isso é a própria pessoa que escreveu, viu… a Yumina e a Rinze também mostravam sorriso contraído igual ao meu.

— Q, quanto tá gostando disso, hein… aqui também é gênero raro, sabe…

— Não importa o gênero, o que é interessante é interessante. Homem ou mulher, esse tipo de coisa é detalhe. Justamente por não se prender a esse tipo de coisa, pode se dizer amor puro e direto, não acha?

— É exatamente isso que eu queria dizer!

Chutando a cadeira pra trás, "gatan!", derrubando-a, a Princesa Ririeru se levanta de repente. Uwa, assustei! Volta com mais calma!

— Você entende bem a essência da obra! Isso mesmo, é exatamente isso que eu queria retratar! Que amor não tem relação com gênero, idade, raça, ou status social! Fico feliz que entenda isso!

Eu e a Yumina observamos surpresos a Princesa Ririeru falando animada, mas a Rinze assentia, "unnun".

— Opa, a Princesa Ririeru também é leitora do "Yurishin"? Interessante mesmo, né.

— Óbvio! Fui eu que escrevi, oras!

— ……………………………………………………………………………..Ha?

Como se o tempo tivesse parado, depois de congelar por um tempo, escapa da boca da Princesa Risutisu voz curta de dúvida… espera, que déjà vu é esse.

— Umm, isso, sabe. Na verdade, essa Princesa Ririeru aqui é a autora de "Guarda de Honra dos Lírios", a sensei Riru Rifurisu, sabe.

Por algum motivo, a Rinze revela a identidade verdadeira com cara de pena à Princesa Risutisu. Ou melhor, será que tava tudo bem revelar a identidade, isso? Já que a própria pessoa contou, acho que não tem problema, mas.

— Eh? …Sério mesmo?

— Sério mesmo, sim.

— Eeh…? Por que princesa de um país faria esse tipo de coisa?

— Porque tenho algo que quero escrever ali!

A Princesa Ririeru volta a cadeira derrubada ao lugar, sobe em cima dela, "dan!", erguendo o punho pro céu. Animação alta demais, francamente… nem parece a mesma pessoa de olhos mortos de agora há pouco. Por ora, desce da cadeira, senhorita.

Diante da Princesa Risutisu atônita, a Rinze se aproxima ansiosa.

— Princesa Risutisu, qual personagem gosta mais?

— Eu? Deixa eu ver… a Curisueru que a Shanon admira também é boa, mas, no fim, acho que é a "Furīja do Gelo", capitã do terceiro esquadrão. Ela é maneira, né.

— Boa escolha! A Furīja vai aparecer mais daqui pra frente. Na verdade, ela…ops, isso ainda não posso contar.

— Espe, isso fica curiosa, viu!? Ah, tem relação com aquele personagem misterioso encapuzado que apareceu no volume quatro?

— Aa, aquele. Claramente tá tramando algo, né.

— Fufufun. Ainda é segredo~.

As três conversam animadas sobre a obra, mas eu e a Yumina não entendíamos nada. A Yumina conhece a obra em si, mas não leu profundamente o conteúdo, segundo ela.

— Umm… isso, será que se resolveu bem…?

— S, será? Como direi, nem precisava tanto de preocupação, ou melhor…

Vendo as três conversando como se fossem amigas de longa data, eu e a Yumina nos entreolhamos. Acho que ganhou mais uma companheira do mesmo gosto. Final feliz, final feliz… será isso mesmo?

Enquanto inclino a cabeça, chega chamada no bolso. Tirando, vejo que é da irmã Karen. Justo agora, hein. Já resolvi tudo.

Mesmo sendo deusa do amor, sem ajudar em nada… não, dessa vez, não teve relação com amor mesmo.

— Sim, alô?

『Irmãzinha em perigo. Cocorre.』

Hã?


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