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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 472

O Casamento do Amigo, e um Novo Alvoroço

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Capítulo 472 – O Casamento do Amigo, e um Novo Alvoroço

Concluindo desde já, o exame da irmã Karen foi reprovado. Não foi a irmã Karen quem fez o Deus do Oceano e a Deusa da Montanha se reconciliarem, foi reconciliação espontânea deles, então é inválido, digamos.

Mas, achando que isso seria injusto demais, parece que a irmã Karen até poderia fazer reexame. Só que, talvez cansada de corpo e mente, a irmã Karen aceitou a reprovação com naturalidade, avisando que ia adiar o exame de ascensão por um tempo. Bom, faz sentido mesmo.

E, quando voltamos do Manshinden, todo mundo preocupado cercou a irmã Karen de uma vez.

— Bem-vinda de volta, irmã. Que bom que tá bem.

— Irmã Karen, tá tudo bem? Sua cor não tá boa, viu?

— A, ah, isso, irmã Karen, o banho já tá pronto, quer entrar junto?

— Uwaaaaaaaan! Amo todo mundoooo!

Recebendo palavras gentis de todo mundo, a irmã Karen, emocionada, se agarra com força na Yumina, na Sū, e na Rinze. Não faz preocupar a gente assim, oras.

— Ei. Voltou, hein.

Enquanto observo a irmã Karen com sorriso amargo, quem fala comigo de trás é a irmã Moroha.

— Foi difícil, viu…

— Não falei que dava pra deixar quieta sem problema?

De fato, é isso mesmo. Mas podia ter explicado melhor. Se soubesse, não teria ido.

Bom, se eu não fosse, talvez a irmã Karen ainda não tivesse conseguido voltar, no entanto.

— A irmã Moroha não pensa em fazer exame de ascensão?

— Eu prefiro só brandir espada mesmo. Virando deus médio, precisa conversar bastante com outros deuses, e até folga fica difícil de tirar. Não vejo muita vantagem nisso.

Sério mesmo? Deus superior que conheço… além do Deus do Mundo, só a vovó Tokie, deus superior. Ah, tinha o deus da destruição também…

A vovó Tokie sempre fica tricotando, tomando chá com todo mundo, parece bem tranquila, no entanto.

— A deusa do tempo-espa… a vovó Tokie tá aqui aproveitando folga de dezenas de milhares de anos, sabe. Bom, com o poder dela, tempo dá pra ajustar como quiser.

Faz sentido, sendo deusa que rege tempo e espaço mesmo. Se quiser, provavelmente consegue pular pro passado ou futuro.

— "Se quiser" nada… opa? Não ouviu? A vovó Tokie tá indo pro futuro de vez em quando, sabe. Parece que brinca bastante com seus filhos, sabe.

— Primeira vez que ouço isso!?

Eh!? O quê!? A vovó já tá brincando com meus filhos antes de mim!? Não é injusto isso!?

Isso não seria mistura de assunto público com privado? …Da próxima vez, vou pedir foto…

Por ora, isso resolve o caso, hein. Muitos acontecimentos demais, tô exausto…

A irmã Karen e o pessoal foram todos tomar banho juntas. A irmã Moroha também.

Eu também queria tomar um banho, mas tem trabalho pra resolver antes do jantar. Melhor terminar antes que o Kōsaka-san fique bravo.

Aah, é mesmo, preciso também combinar sobre o casamento do Ende. Vou chamar ele no bar à noite.

Tiro o smartphone, digitando mensagem, "pokopoko", enviando pro Ende.

— Por que aconteceu coisa tão interessante assim justo quando eu não tava na terra! Grande! Arrependimento! Total!

"Dan!", batendo os dois punhos na mesa, a irmã Karen fica cabisbaixa.

Depois do jantar, contando vários detalhes do que aconteceu enquanto a irmã Karen esteve ausente, é esse o estado dela. Não foi interessante coisa nenhuma, sinceramente. Só trabalhoso.

— Originalmente, fui eu que planejei aquilo…! Devia mesmo ter pedido pra adiar a data do exame… se eu estivesse lá, teria conseguido fazer avançar a relação entre a Ririeru-chan e a Risutisu-chan também… que pena…!

— Eh, a habilidade da irmã Karen também funciona nesse lado!?

A Rinze pergunta com olhos levemente brilhantes à irmã Karen.

— Amor não tem status, sabe? Gênero, idade, raça, posição social, nada disso importa. Se tiver sentimento de pensar no outro. Sentir carinho unilateral sem conseguir cuidar do outro não é amor, é só amor-próprio, gostando de si mesma apaixonada.

Fala coisa parecida com aquela princesa escritora, hein… não que eu negue isso em si, mas não usa habilidade de deusa do amor à toa, oras.

Bebendo café depois do jantar, fico levemente admirado com a irmã de recuperação rápida.

…Opa, chegou mensagem. O Ende parece ter chegado no bar. Certo, vou lá então.

— Então, vou lá um pouco.

— Já vai de novo? Amizade entre homens é boa, mas, se não valorizar conversa com esposas também, daqui a pouco vai virar "período de esfriamento", sabia?

— Ei, quem!? Ensinou coisa estranha pra Sū!?

A Sheska, esperando num canto do quarto, desvia o olhar com naturalidade forçada, fingindo assobiar. Aquela criada tarada. Quando voltar, castigo… não, isso ela ia gostar. Vou decretar proibição de comentário pervertido.

Encarando a Sheska, uso [Gate] pra teletransportar até o bar.

Entrando na loja com capuz, barulho animado e música alegre chegam aos meus ouvidos de uma vez. Continua movimentado como sempre, hein… ou melhor, quem tá tocando piano ali é o irmão Sōsuke, né… o que tá fazendo, deus da música.

— Ah, Touya. Aqui, aqui.

— Desculpa, deixei esperando… opa?

Fico levemente surpreso vendo o Ende já sentado à mesa e os acompanhantes ali. Ao lado do Ende, a Rise, e, na cadeira de frente, a Meru e a Nei sentadas. Raro, hein. Vir ao bar numa noite dessas.

— Boa noite, Touya-san.

— Há quanto tempo.

— Boa noite.

As três, com o pingente em formato de estrela que dei pendurado no pescoço, envolvidas em ilusão humana. De qualquer ângulo que se olhe, parecem só garotas humanas.

Comparado à última vez que encontrei, ficaram meio mais elegantes, hein. A roupa e afins não é ilusão, é real mesmo, né. Sinto que tomam cuidado com moda também. Será que já se adaptaram a este mundo mesmo.

— Raro, hein. As três quase nunca vêm em bar.

Trago cadeira pra sentar entre o Ende e a Meru. Os quatro já pediram bebida e comida, então também peço vinho de fruta. Vir ao bar e não beber, né. Na Terra ainda sou menor de idade, então não pode, mas. Viva o outro mundo.

— É que vamos consultar sobre nosso casamento. Naturalmente, precisamos comparecer.

— Se deixar tudo com o Endimyon, a senhora Meru pode passar vergonha. É natural.

— Checagem do cardápio da recepção. Natural.

Aah, entendido…

Olhando pro Ende, ele bebia cerveja com sorriso seco. Você também sofre, hein…

— Recepção tudo bem, mas tem tanto convidado assim?

Mesmo tardio, fico curioso de como é a rede de relações desses quatro. Nós também vamos comparecer, provisoriamente.

— Eu, tecnicamente, sou aventureiro rank prata, afinal. Tenho relação com outros aventureiros e funcionários da guilda, e a Meru e o pessoal também fizeram amizade com pessoas da cidade e do castelo.

Sério mesmo… adaptaram-se mais do que eu imaginava. Sem saber senso comum, achei que fossem evitados, mas…

— Mesmo assim, já fui "rei" de um mundo, sabe. Tô acostumada a ouvir o povo. Depois, se cada uma escutar as preocupações dos outros, e distribuir pessoas e coisas no lugar certo, todo mundo fica feliz.

A Meru responde como se fosse algo trivial, mas que habilidade útil é essa. Será que a Meru é recurso humano bem capacitado mesmo…?

Recruto ela pro cargo de suporte do Kōsaka-san? Bom, isso fica pra depois. Hoje é assunto de casamento, afinal.

— Aliás, fico curioso, agora que penso nisso, será que mantêm contato com outras espécies dominantes?

O motivo do Phrase perseguir até agora é justamente a Meru aqui presente. Mirando o poder da Meru, "Rei" dos Phrase, ou pra fazer a própria Meru voltar a ser "Rei" de novo, os Phrase atravessaram vários mundos.

Por causa da variante e da Yura, quase todos os Phrase que vieram a este mundo foram aniquilados, mas…

— A Rise ainda vá lá, mas a Nei, originalmente, veio até este mundo justo pra trazer a Meru de volta, né? Isso já resolveu?

Diante da minha pergunta, a Nei responde abrindo a boca depois de suspirar levemente.

— Realmente é tardio demais, hein… de fato, antigamente, eu desejava que a senhora Meru voltasse ao "Mundo Cristalino". Mas meu verdadeiro desejo era diferente. Só queria ficar ao lado da senhora Meru… só isso mesmo. Cobri esse sentimento com mentira, disfarçando de "pelo bem do Mundo Cristalino", só tinha ciúme do Endimyon. Só agora, vindo até aqui, finalmente entendi isso. Por isso, já não preciso mais trazer a senhora Meru de volta ao "Mundo Cristalino".

Com expressão de alguma forma aliviada, falando isso, a cabeça da Nei é acariciada, "nadenade", pela Meru ao lado, tipo "boa menina, boa menina".

— Fufu. Daqui pra frente, sempre juntas, Nei.

— M, Meru-sama…! Isso, esse tipo de coisa na frente dos outros…! Auu…

A Nei, vermelha, cabisbaixa, envergonhada. Sinto que tô vendo cena bem preciosa, hein. Devia ter filmado.

De qualquer forma, a senhora Meru é haremeira mesmo, hein… se as próprias envolvidas concordam, não tem problema, mas.

Enquanto isso, a comida chega na mesa, então pego um espeto grelhado, mordendo. Opa, gostoso.

— Isso… no mundo chamado "Mundo Cristalino", se não me engano, o irmão caçula da Meru virou o novo "Rei", né?

— Sim. Como "Rei", o poder é menor que o meu, mas é "Rei" gentil que se dedica pelo povo. Causei incômodo pra aquela criança, mas, algum dia, queria ir visitar…

Penso que, se quiser encontrar, bastaria ir encontrar, mas deve ter vários sentimentos envolvidos. Se souberem que o "Rei" antigo e excelente voltou, talvez tentem colocá-la de volta no trono, e, pro atual "Rei" se esforçando desesperadamente agora, isso poderia virar dano fatal pro próprio governo. Como irmã, a Meru também não deve desejar isso.

Eu também, no início, não conseguia voltar pro mundo original, então entendo esse sentimento. Se não dá pra voltar, só resta aceitar isso e viver olhando pra frente.

Ficando levemente sentimental, volto o assunto ao ponto principal.

— Então, o casamento em si, pode ser feito na igreja do ducado, né?

— Uhum. Aqui, mais que jurar a um deus, é forma de deixar o espírito testemunhar a determinação, né? Sem problema.

O próprio Ende é "súdito do deus da guerra", afinal… em posição, deve ser superior ao espírito. Sinto algo levemente estranho nisso.

Não, no meu caso também foi assim, e, pensando que a testemunha do registro de casamento é subordinado da empresa… talvez não seja tão fora do lugar assim.

— Local da festa depois do casamento é na pousada "Lua de Prata", e…

— Umu. Lá, tanto espaço quanto comida são impecáveis. O cardápio que pedimos aqui tá bem, mesmo?

— Tá bem. Sem problema. E ainda… sobre o bolo de casamento encomendado pra Aeru-san do café "Parento"…

— Isso! Isso é o mais importante! Mostra logo.

Apressado pela Rise animada, tiro do [Storage] a lista de amostras de bolo já preparada. É a que pesquisei e imprimi. Cada uma com foto.

— Incrível! Que pena até comer isso!

— Uuuun… o branco puro com flores coloridas é bom, mas esse cheio de fruta também é difícil de abrir mão… não, esse aqui também…

— Sendo nós quatro, quatro bolos também seria opção…?

Não, não, bolo de casamento normalmente é um só, comido pelo noivo e a noiva. Também não é pra comer um inteiro sozinho entre quatro, viu?

O Ende, olhando na lista o bolo de uns dois metros de altura, resmunga, "mumumu".

— Com altura assim, se cair, o que acontece, hein… deve virar coisa grave…

— Ah, altura assim, na maioria das vezes, é imitação… falso, sabe. É item artificial só pra melhorar aparência, a maioria não é comestível.

— «« «« ……… »» »»

Sutilmente, "su", a mão da Meru e do pessoal se afasta do bolo alto na lista. Ah, então isso importa mesmo pra elas, hein…

Observando os quatro examinando o monte de listas, adiciono pedido extra pra garçonete do bar.

— Umm, então, salada de feijão, batata cozida em molho, sortimento de linguiça, e asa temperada… mais alguma coisa pra comer?

Perguntando se tinha pedido extra, viro-me pra garçonete, mas os quatro estão completamente parados. Olhos fixos no vazio, sem se mover nem um pouco. Eh? O que foi, o que aconteceu?

— Consigo ouvir…

— Eh?

Algo murmurado pela Meru, mas era baixo demais, não deu pra escutar direito.

— …Ouvi o "Som da Vida Ressoante". Distante, mas, sem dúvida, isso é "Som da Vida Ressoante".

— Não, então, o que é "Som da Vida Ressoante"?

O Ende explica, mas não entendo nada. Explica mais detalhadamente, por favor.

— "Som da Vida Ressoante" é a onda de vida que nós, Phrase, emitimos. Aquele "som" que nos ajudou a selar, Touya-san.

Aah, aquilo. Se não me engano, os Phrase vinham a este mundo confiando nesse som que a Meru emite. O "Placa de Detecção" distribuído na Guilda, que avisa aparição de Phrase, também é feito usando isso.

— Nn? Espera um pouco. Isso quer dizer…!

— Que apareceu Phrase neste mundo.

Diante dessa fala, começo a me levantar de repente, "gata!", mas a Nei me contém com a mão.

— Calma. Só apareceu um indivíduo. Mas essa reação é…

— Espécie dominante. Mas, um pouco… estranho?

— Quê…!

Espécie dominante!? Não pode ser, algum companheiro da Yura sobrou!? "Estranho" quer dizer que virou variante…!

A Nei nega minha preocupação.

— Pelo menos, esse é "Som da Vida Ressoante" que eu não conheço. Deve ser alguém que nunca encontramos até agora.

— Não é companheiro da Yura? …Não pode ser, mas… será clone da Yura…?

Disseram que Phrase consegue gerar próxima geração sozinho. Talvez a Yura, antes de morrer, tenha deixado um clone próprio, ou algo assim…

— Não, acho que já contei antes, mas espécie dominante herda o núcleo do pai, as características dele. Isso vale pro "Som da Vida Ressoante" também. Esse som não se parece nada com o da Yura. Definitivamente, não é clone da Yura. Ao contrário, parece mais…

O Ende, hesitante, olha de relance a Meru sentada de frente.

— Parece com o "Som da Vida Ressoante" da senhora Meru… não pode ser, "Rei"?

Eh?

Diante da fala da Rise, sem querer, direciono o olhar à Meru. "Rei" quer dizer o irmão da Meru? O "Rei" dos Phrase virou variante!?

— De fato, parece… mas é levemente diferente do "som" daquela criança que conheço. Não pode ser que tenha realmente virado variante e…?

Na expressão da Meru, aparece sentimento complicado. Será realmente o "Rei", irmão da Meru mesmo? Mas, sendo espécie dominante do nível de "Rei", atravessar a "Barreira do Mundo" ainda em reparo deveria ser difícil… o que tá acontecendo?

— Touya, mostra o mapa.

— Eh? Ah, uhum.

Seguindo a fala do Ende, projeto pequeno mapa no ar acima da mesa. O Ende, encarando o mapa por um tempo, eventualmente amplia um ponto dentro dele, apontando.

— …Aqui. Daqui vem esse som ressoante. Dá pra ir com magia de teletransporte do Touya?

— Reino Guerreiro de Rāze, hein. Nunca fui, então com [Teletransporte]… distante, mas, usando Ki Divino, dá pra pular. Agora mesmo?

Diante da minha pergunta, os quatro assentem, "kokuri". O Ende também parece usar magia de teletransporte simples, mas distância longa parece impossível. Certo. Então vamos.

Cancelo o pedido, pago a conta. Adiciono um pouco a mais como taxa de incômodo. Contando a situação pro irmão Sōsuke, que tocava piano, avisando que vamos sair um pouco pra longe, os quatro saem apressados do bar.

Logo entrando na sombra de um prédio, peço a todos pra se agarrarem no Ende. Não, não posso pedir pra se agarrarem em mim, né…

Segurando o ombro do Ende, com [Teletransporte] envolto em Ki Divino, pulo de uma vez até o Reino Guerreiro de Rāze.

— Opa!

O lugar onde aparecemos era o telhado de um prédio na cidade. Aparecendo uns dezenas de centímetros acima disso, todos pousamos sem problema. Não considerei a diferença de altura, hein. Falhei.

— Não pode ser, dentro da cidade mesmo…? Touya, aqui é onde?

— Deixa eu ver… "Amatsumi"… cidade de Amatsumi. Cidade não tão grande assim.

Mesmo assim, tá movimentada. A paisagem da cidade vista do telhado, mesmo sendo noite, brilha em cores variadas com neon e lampião de pedra mágica luminosa. Rua larga, com várias carroças-golem passando.

A construção das casas alinhadas na cidade tem imagem retrô, rara pro continente oeste. Imagem vaga, mas parecida com cidade de faroeste. Mas não parece ter pistoleiro nem cowboy.

— Ainda parece que a cidade não foi destruída.

Olhando pra baixo a cidade brilhando na escuridão da noite, a Nei murmura. Ei, não fala coisa de mau agouro assim…

Mas, de fato, mesmo tendo aparecido espécie dominante, nem uma casa parece destruída, hein…

Descemos do telhado, observando as pessoas indo e vindo pela rua.

— Tá nessa cidade? Ou…

— Ouço… sem dúvida, tá por perto. Naquela direção────

No alvo do olhar da Meru, no fim da avenida principal, olhando com cuidado, tem aglomeração de gente. Parece que aconteceu algum tipo de alvoroço, reunindo curiosos.

Feito celebridade aparecendo na cidade, tá cheio de gente.

— Ei, alguém! Chama a guarda! O golem também!

— Isso aí! Manda ver!

— Ali! Manda pra longe!

O que será, briga? Não pode ser que o "Rei" dos Phrase virado variante esteja brigando, será?

— Que bobagem. Mesmo tendo poder de combate menor que a senhora Meru, é "Rei" dos nossos Phrase, viu. Humano ou boneco mecânico não seria páreo.

A Nei ouve minha fala solitária, respondendo negativamente na hora.

Faz sentido. Se espécie dominante estivesse causando estrago, não ficaria só nesse tamanho de dano.

De qualquer forma, a espécie dominante que procuramos parece estar no centro desse alvoroço. Não dá pra ver por causa da multidão, mas.

— Não tem jeito. [Prison].

— O, opa!? O que é isso!?

No meio da multidão, formo [Prison] em formato retangular. Empurrada pela parede invisível, a parede de gente se divide em duas. Parece Moisés dividindo o mar.

Atravessando tranquilamente por dentro disso, chegamos ao centro do alvoroço. E ali estava────.

— Seu…! Moleque desgraçado!

— Devagar, devagar. Com esse movimento, não tem como me pegar. Vocês, tios, são fortes de verdade mesmo?

Cercado por três homens robustos, mesmo assim, falando gracejo, com as mãos nos bolsos, continua desviando os ataques um jovem rapaz.

Idade parece mais nova que a Rene… seis ou sete anos? A forma de se mover ágil dele lembra de alguma forma um gatinho.

Não, mais que gatinho… sem querer, comparo esse jovem rapaz com o acompanhante ao lado, com cara atônita.

Cabelo branco levemente comprido do jovem, sorriso tipo provocando um pouco as pessoas, e o longo cachecol.

Parecido. Não, mais que parecido, isso é…

— E, Endimyon… você, tinha irmão caçula?

— Não tenho… ou melhor, aquele garoto tá emitindo Som de Vida Ressoante, viu. Não pode ser "aquele que atravessa"…

A Nei joga a mesma dúvida que eu, mas o Ende nega. Não é irmão? Mas essa aparência…

O jovem direciona o olhar pra cá. Ah, percebeu a gente.

— Nn? Ah, finalmente chegaram. Nossa, demoraram. Graças a isso, fui abordado por uns caras estranhos, foi difícil, viu!

— Guha!?

— Ogo!?

— Bufuu!?

Com três golpes consecutivos disparados, "dododon!", os homens afundam no chão. Ei ei, o que foi isso agora… cada golpe era rápido, e ainda pesado. Pequeno, mas essa criança deve ser bem hábil mesmo…

— Ah, Majestade também veio! Waa, que bom!

— Eh!?

Correndo em minha direção com sorriso radiante, o jovem rapaz pequeno. Espera um pouco, me conhece?

Vendo a figura chegando à minha frente, sorrindo alegre, percebo um engano meu. Umm, essa criança… é menina, né?

Os olhos azul gelo brilhantes se direcionam pra cá.

— Uwaa, todo mundo quase não mudou nada! Levemente mais jovens, será? Ah, depois posso tirar foto?

— Umm… você, é…?

A tensão continua alta, e eu, como representante, pergunto ao jovem rapaz… não, jovem garota.

— Ah, é mesmo. Não me conhece, né. Umm, primeira vez, né? Eu sou Arisutera. Meu pai e minha mãe me chamam de Arisu. Por isso, quero que chamem assim aqui também!

— Espe, espe, espe, espera um pouco! Umm, você… Arisu? "Pai e mãe"…

Quando eu detenho, a garota que se apresentou como Arisu, como se fosse coisa trivial, aponta pro Ende, depois, em ordem, aponta pra Meru, Nei, e Rise.

— Meu pai, e minhas mães, viu?

— «« «« «« «« —! Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa──────────!? »» »» »» »»

Nosso grito ecoa na cidade de Amatsumi, com o letreiro de neon piscando.


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