Capítulo 473 – A Filha do Amigo Chega, e o Assunto do Futuro
— Eh, e, então, é mesmo filha do Ende-san!?
— Parece que sim mesmo…
Enquanto conto a situação à Yumina, olho de relance pra garota deitada no sofá, dormindo com a cabeça no colo da Meru.
Por ora, voltamos ao castelo real de Brunhild, tentando ouvir a história da garota que se apresentou como Arisutera… Arisu, mas…
— Sonu… eu já vou durmi…
Dizendo só isso, feito bateria descarregada, dorme com o colo da Meru de travesseiro. Que criança do próprio ritmo, hein…
Falo com a Nei, que observava essa cena em silêncio.
— O que tá acontecendo, afinal, hein… por ora, é certeza absoluta que essa criança é filha do Ende e de vocês?
— Não, precisamente, acho que não… essa criança sem dúvida herda característica de Phrase, mas o Som da Vida Ressoante não é meu nem da Rise. Deve ser filha entre o Endimyon e a senhora Meru… acho. O Som da Vida Ressoante não mente, afinal.
Bom, a cor do cabelo é parecida com a do Ende, e a cor dos olhos é da Meru mesmo.
Sendo filha da Meru, faz sentido chamar a Nei e a Rise de mãe também, casadas junto com o Ende.
Com noventa por cento de certeza, a Arisu é filha dos dois mesmo, sem dúvida. Se for isso…
— Casamento por acidente… não, casamento que já tinha acontecido, hein…
— Nem como brincadeira acho graça nisso, Touya…
— Eu também não tenho lembrança nenhuma de ter dado à luz, viu…
Sou fuzilado pelos pais da Arisu. Desculpa, só queria aliviar o clima do ambiente.
— B, bom, alta probabilidade de ser filha de vocês vinda do futuro, né.
— Do futuro, é? Como… ah, magia de tempo-espaço!?
A Yumina bate palma, "pan". Diante desse som, "uun", a Arisu se vira dormindo, então abaixamos a voz.
— Ei, papai. Leva a filha pra cama.
— Por isso…! Ku, já entendi!
O Ende ergue a Arisu silenciosamente no colo, levando pra outro quarto guiado pela governanta-chefe Rapisu-san. Atrás dele, preocupadas, seguem em fileira as mães, Meru, Nei, Rise.
Ah, carregado assim dormindo, é gostoso mesmo, né… lembro vagamente de ter sido carregado pelo meu pai também quando criança.
— Magia de tempo-espaço, hein… de fato, não é impossível isso. Tem exemplo real também, afinal.
A Rin murmura com braços cruzados no sofá.
Fundador do Reino de Parerius, usuário de magia de tempo-espaço, Arerias Parerius. O filho dele, que voou por acidente pro mundo sombrio, fundador do Reino de Purimura, Rerios Parerius.
Quando foi lançado ao mundo sombrio, retrocedeu no tempo cerca de duzentos anos. Bom, a própria pessoa lançada parece não ter percebido isso.
Não é magia estabelecida, mas, de fato, magia de tempo-espaço tem poder de transcender o tempo mesmo.
— Então quer dizer que essa criança é usuária de magia de tempo-espaço?
— Não, não sei se essa criança queria vir pra essa era por conta própria. Pelo menos, no caso do Rerios Parerius, foi acidente…
Não sei sobre o mundo futuro, mas nunca ouvi falar de magia de tempo-espaço que transcende tempo. Igual ao Rerios, algum acidente do futuro pro passado?
Será que algo terrível aconteceu no futuro, hein… mumumu… não entendo nada…!
— Não entendo bem, mas, se for sobre tempo, não seria melhor perguntar pra vovó Tokie? Se não me engano, é "deusa do tempo-espaço", né?
— Ah
Enquanto resmungo pensativo, a Sū chega facilmente à resposta certa.
É isso mesmo. A vovó Tokie é "deusa do tempo-espaço", que rege tempo e espaço. Provavelmente, sobre esse assunto também deve saber.
…Não, será que quem trouxe a Arisu pro passado foi a vovó Tokie mesmo? Segundo a irmã Moroha, ela vinha visitando o futuro com frequência, afinal.
— Onde tá a vovó?
— Umm, de manhã, tava na varanda como sempre, mas…
Quando pergunto, a Rinze me conta isso. Durante o dia, a vovó geralmente tricota na varanda. Através do tricô, repara a "Barreira do Mundo" arruinada por causa dos Phrase.
À noite, come conosco, ou conversa com a Sū e a Rinze e o pessoal, mas, na maioria das vezes, vai dormir cedo.
Já passou das dez. Será que já foi dormir mesmo? …Opa?
Sentindo a presença de sempre, viro-me pra trás, e ali mesmo teletransporta a vovó Tokie.
— Tá, tá, será que fiz esperar?
Sendo deusa do tempo-espaço, a vovó também é súdita do mesmo Deus do Mundo que eu, então consigo sentir a presença dela teletransportando.
Quando tento perguntar as várias dúvidas acumuladas, a vovó levanta a mão, contendo isso primeiro.
— Já sei. É sobre a Arisu-chan, né?
— Já sabia mesmo?
— Fez transporte temporal, oras. Como não perceberia. Achei melhor vocês irem buscar do que eu, então deixei quieto por um tempo mesmo depois dela chegar nessa era.
A vovó fala isso sorrindo. Parece conhecer bastante sobre a Arisu mesmo. Faz sentido, já se conhecem, hein.
— Aquela criança é do Ende e da Meru mesmo?
— Sim. É filha que os dois vão ter no futuro. Diferente do Phrase, que evolui do núcleo pro corpo adulto, ela cresceu normalmente igual humano. Claro, também tem característica de Phrase.
Como a Nei disse, hein. Entendido que aquela criança é filha futura entre o Ende e a Meru. A dúvida é por que veio dessa futura pra essa era, mas…
— Foi a vovó que trouxe aquela criança pro passado?
— Dá pra dizer que sim, mas a causa direta é diferente. Aquelas crianças foram envolvidas num "Terremoto Dimensional". Repelidas pelo desvio da falha entre tempo e tempo, foram lançadas. Distorção de tempo-espaço se espalha feito ondulação na água, arrastando pra sempre o que flutua nela feito tsunami. Por isso, antes de chegar a esse ponto, guiei o fluxo pra essa era.
Ou seja, o que poderia ter flutuado eternamente no interstício de tempo-espaço, a vovó puxou até essa era.
Na Terra também, em lenda urbana, escuto história de viajante de tempo-espaço com frequência… será que aquilo também é verdade? Não sei dizer.
— Enquanto flutuava, expliquei tudo direitinho, mas parece que ela não conseguiu esperar quietinha. Aquela criança é levada, sabe.
Difícil decidir se resumir combate corpo a corpo contra três homens adultos como "levada" é apropriado, mas o problema não é esse.
— Esse "Terremoto Dimensional"? Fez o mundo futuro sofrer algum grande desastre?
Imagem tipo comum em obra de viagem no tempo, futuro devastado enviando viajante pro passado pra mudar a história, surge na minha mente, e engulo saliva sem perceber, "gokuri".
— Não, nada de especial aconteceu, não. Terremoto dimensional é distorção do tempo. Feito ondulação gerada por gota d'água caindo na superfície, se espalha bastante ao redor, mas volta ao normal rápido. Dessa vez, por acaso, aquelas crianças estavam perto do centro disso. O mundo futuro tá completamente em paz.
— M, mas, o Ende-san e a Meru-san futuros devem estar preocupados…
— Eles do futuro são eles do presente, né? Sabem tudo que aconteceu.
Diante da pergunta da Rinze, a vovó Tokie responde sorrindo. Opa? Mas isso não é estranho?
— Ou seja, o Ende futuro, não, incluindo a gente, todo mundo já sabia que ia acontecer esse terremoto dimensional, né? Por que não tentaram evitar, ou afastar a Arisu?
— Porque não tem necessidade de evitar, talvez. A Arisu-chan e o pessoal voltam sem problema alguns segundos depois do terremoto dimensional acontecer. Do passado já determinado, viu. E ainda, sabem que, mesmo tentando evitar, não conseguiriam.
Umm… quer dizer que o futuro não pode ser mudado? Em obra de viagem no tempo, viajante do futuro vem tentar mudar o passado, mas, no fim, não consegue mudar… esse tipo de final não é raro.
— Não tem possibilidade de o futuro mudar por causa da vinda da Arisu…
— Quem você acha que eu sou? Essa preocupação é desnecessária. Nesse assunto, não precisa se preocupar com nada.
Ooh. Como esperado, deusa superior e súdita do Deus do Mundo. Que confiável.
Perguntei em detalhe, mas não entendi bem o negócio de espírito do tempo reparando fenômenos e afins, mas, de qualquer forma, parece que não tem problema. Mesmo ouvindo do futuro através da Arisu, isso não vai mudar a história por causa disso. Mesmo tentando mudar, o poder da vovó de não deixar mudar funciona… é isso? Como esperado, administradora do tempo, incrível demais, deusa do tempo-espaço…
— Ou seja, tanto a Arisu vir ao passado, quanto voltar em segurança pro futuro, já é futuro determinado desde o início… é isso?
A Rin, de novo com braços cruzados, fica pensativa.
Comparado ao artefato da Doutora Babylon que espia o futuro, que só mostra futuro incerto, isso é incrível mesmo, hein…
Provavelmente, ao contrário, deve ser fácil mudar o futuro também… o que é isso, é deus, oras. Era deus mesmo.
Sendo princípio dos deuses não interferir muito nos acontecimentos terrenos, será que grande mudança de futuro não é permitida ou algo assim?
— Ei, vovó. Então, até quando a Arisu vai ficar aqui?
A Sū se inclina do encosto do sofá, perguntando à vovó Tokie.
Fumu. Segundo a vovó, a Arisu, com certeza, volta em segurança pro futuro. Mesmo voltando amanhã ou daqui a um ano, na era futura de onde veio, terá passado só alguns minutos, mas talvez seja arriscado ficar tempo demais aqui. Se der errado, a Arisu dessa era também poderia nascer, virando duas Arisu.
— Deixa eu ver, até a onda do terremoto dimensional se acalmar… nessa sensação daqui, uns meses, talvez. Quando todo mundo se reunir, eu mesma me responsabilizo por mandar de volta ao futuro, então não precisa se preocupar.
— Umm, isso, desde há pouco, fico curiosa com uma coisa…
A Hiruda ergue a mão pequena hesitante. Nn? Tinha algo que te deixou curiosa?
— Vovó Tokie, agora há pouco, disse "aquelas crianças" foram envolvidas no terremoto dimensional… isso, não pode ser que…
— Ah! Ah ah, é mesmo! Ainda não tinha explicado isso, né. Desculpa. Deixei a coisa mais importante pra depois.
A vovó Tokie bate palma, "pan!", com sorriso amargo. Eh? O quê?
— Quem foi envolvido no terremoto dimensional não foi só a Arisu-chan, sabe. Os filhos de vocês também. Por isso, acho que, daqui a pouco, também vão vir pra essa era.
— «« Eh? »»
Ecoou em uníssono. Minha voz e a das minhas esposas ecoaram perfeitamente em uníssono.
Por alguns segundos, a cabeça fica branca, sem conseguir pensar nada. Provavelmente, todo mundo devia estar igual. Tipo se o tempo tivesse parado, ninguém se moveu nem um pouco.
Eventualmente, nosso tempo volta a se mover, junto com confusão.
— Eeeeeeeh! C, como assim, vovó?!
— F, filhos!? N, n, nossos!?
— C, c, calma, ma, ma, ma, calma! Irmã Karen!
— V, vem do futuro, é!? O filho de nós dois!?
— Eu, e o Touya-sama…!
— A, a, vovó! Isso é verdade mesmo? Verdade mesmo?
— Como esperado, fico surpresa… mas, filho com o querido…? Sério mesmo?
— A, ainda não tenho preparo mental como mãe! C, c, c, o que fazer…!
— Já vou virar mãe…! Rápido demais…!
Pânico total. Não, eu também tô em pânico, mas, vendo todo mundo assim, ao contrário, não consigo reagir. Também dá pra dizer que perdi o momento de me desesperar.
— Umm… vovó? Isso, mais ou menos quando…?
— O momento de envolvimento é diferente pra cada um, então tem leve diferença na chegada aqui, mas, todos dentro de alguns meses, talvez. A Arisu-chan só foi a mais rápida. Se estavam perto uns dos outros, talvez apareçam juntos.
— I, i, i, isso! Vai ficar tudo bem!? Se as crianças forem largadas sozinhas em lugar perigoso…!
A vovó segura suavemente o ombro da Rū, que se aproxima apressada.
— Olha, além da Arisu-chan, os filhos de vocês, a maioria já é aventureiro rank ouro ou prata, sabe. Derrotam até fera gigante com o próprio corpo. Se preocupar é perda de tempo, viu?
— «« Eh? »»
Ecoou em uníssono. Minha voz e a das minhas esposas ecoaram perfeitamente em uníssono de novo.
Todo mundo, rank ouro ou prata? Mentira, né…? Derrotam fera gigante com o próprio corpo? Eu derrotei isso com Frame Gear e virei rank ouro, viu…
Papai não tem onde se firmar, hein…
— V, vovó! Meu filho é rank ouro!? Ou prata!?
— A, ah, isso! Meu filho, mais ou menos que idade…!
— A habilidade de espada do meu filho…!
— Tá, tá, chega por aí. Se eu contar tudo, não seria sem graça? Guarda essa curiosidade pro momento de encontrar mesmo. Ah, melhor pedir pra Arisu-chan também não contar nada, né.
『Eee…』
De todas as esposas, escapa esse tipo de voz decepcionada.
Isso ficou grande, hein…! Não pode ser, pular parto e criação, encontrar direto com os próprios filhos já crescidos. Sinto que até o problema do Ende já saiu completamente da cabeça!
— P, por ora…
Abro site de busca, digitando "como se relacionar com criança".
Manhã seguinte.
Céu azul límpido visível pela janela do refeitório grande. Sem nenhuma nuvem, tempo lindo, parece que hoje vai ser dia bem bonito.
Mesmo sendo manhã tão refrescante assim, o refeitório estava envolto em tensão estranha. Ao redor da mesa comprida, eu e minhas esposas, a vovó Tokie e a irmã Moroha, e o tio Kōsuke (os outros deuses ainda dormem), e, como convidados, o Ende, a Meru, a Nei, a Rise, e, no centro das atenções, a Arisu, sentados.
Mesmo sendo tanta gente assim, quase sem conversa, só som de talher batendo no prato, "kachakacha", e a voz animada da Arisu ecoam.
— Gostoso! Adoro isso! Mãe também come!
— Ah, sim. Vou comer sim.
Comendo ovo com bacon na mesa, a Arisu sorri pra Meru sentada ao lado. Observando cada gesto dela de relance, "chirachira", medimos a distância de como conversar.
Mesmo a Arisu tendo sido silenciada pela vovó Tokie, temos montanha de coisas que queremos perguntar.
— A, Arisu-chan, quantos anos você tem agora?
Ooh, a Eruze perguntou. Intenção de expandir a conversa a partir de assunto neutro, né? Mas o sorriso parece levemente contraído.
— Puf
— Eh, eh? F, foi engraçado alguma coisa?
Com faca e garfo ainda na mão, a Arisu solta risada repentina, e a Eruze fica apressada.
— É que a sensei falando "Arisu-chan"~. Diferente do normal, achei engraçado.
— S, sensei!?
— Umm, a sensei Eruze é minha mestra de arte marcial. Ah, idade, seis anos.
— A, assim, hein…
A Eruze, mestra!? A Arisu é lutadora marcial? De fato, o movimento de ontem derrotando os homens era de lutadora marcial mesmo, mas…
Diante dessa informação futura obtida, fico surpreso e, ao mesmo tempo, levemente convencido. O pai, Ende, e a Eruze são irmãos de treino sob o mesmo deus da guerra. Faz sentido ter esse tipo de relação também.
— …Espera um pouco. A Eruze ser mestra, quer dizer que eu não ensino nada?
— Papai quase nunca volta pra casa. Quando acha que voltou, tá cansado e dormindo.
— …Como assim, "não volta"? Endimyon…?
— Eu!? Não, não sei disso, viu!?
Diante do olhar gélido da Meru, o Ende balança a cabeça horizontalmente com força, "bunbun". Não, quem não volta pra casa é o Ende do futuro, culpar o Ende atual por isso é meio injusto.
— Disse que o trabalho tá ocupado. Provisoriamente.
— "Provisoriamente"!? Aí precisa acreditar, oras!?
Pai desesperado tentando defender a filha. Que família interessante, hein.
— Ou melhor, esse aí tinha trabalho?
— Até o Touya…
— Papai trabalha na Guilda de Aventureiros como Mestre da Guilda. O cargo não é Brunhild, mas.
Hee. Consegui informação do futuro sem querer, hein. O Ende, no futuro, trabalha na Guilda de Aventureiros. Bom, sendo aventureiro até agora, sendo funcionário de guilda, dá até pra dizer que não é tão fora do lugar assim.
— Então é por isso que a Eruze virou mestra, ensinando… o tio Buryu não ensinou?
— Tentei pedir pra ensinar, mas o papai impediu. Disse "cedo demais pra ver o inferno".
— Ótimo, eu…!
O Ende faz gesto de vitória pequeno, "gattsu pōzu". Bom, entendo até certo ponto. Se deixasse aquele deus da guerra encarregado de algo, com certeza afetaria a formação de personalidade da infância. Se virasse filha sem consideração nenhuma, achando que lutar é tudo, seria motivo pra chorar sem conseguir chorar.
— E, e, então, meu filho também aprende junto com a Arisu?
Como encontrou ponto em comum, a Eruze avança com força. Também queremos saber, então não interrompemos de propósito.
— Nn, a Eruna não gosta de chutar ou socar, sabe. Com a Rinne, luto junto com frequência. Dias atrás também…
— Arisu-chan?
— Eh? Ah… ehehe, isso era segredo. Se contar demais, diminui a diversão de quando encontrarem, né. Depois vou levar bronca de todo mundo. Falha, falha.
Diante da fala da vovó Tokie, a Arisu mostra a língua de leve. Sobre si mesma, ainda vá lá, mas sobre nossos filhos, parece que foi silenciada mesmo.
Mas já é tarde. Pelo menos, ficou sabido que o filho da Eruze se chama "Eruna", e não gosta de lutar corpo a corpo. …É filha da Eruze mesmo, né?
Provavelmente, deve ser filha. Filha da Eruze não gostando de lutar? Por quê, hein?
A Eruze também deve estar pensando a mesma coisa, com cara de dúvida sutil.
E, "Rinne"? Nome desse também deve ser meu filho, né…
Direciono o olhar de relance à Rinze ao lado da Eruze, que se move de forma suspeita. Uhum, pelo nome, alta probabilidade de ser filho da Rinze mesmo…
Provavelmente chegou à mesma conclusão que eu, mas, mesmo querendo perguntar, o bloqueio da vovó atrapalha, e a Rinze parece estar segurando isso de algum jeito.
Se ficarmos só nós dois depois, talvez escape sem querer. A Arisu parece ser criança que não se importa muito com detalhes.
— Ah, se hoje tiver tempo livre, luta comigo, papai.
— Eh, comigo?
A Arisu puxa o braço do Ende sentado ao lado. Opa? Confronto pai-filha?
O Ende direciona o olhar à Meru, e a Meru também mostra expressão de confusão, sem saber o que fazer.
— Se for no campo de treino norte, tem um vago. Se for fazer, também posso assistir?
— Combinado! Decidido!
Enquanto leva salada à boca, a irmã Moroha propõe, e a Arisu ergue as duas mãos, "banzai!".
Sobre treino da ordem de cavaleiros, deixo a cargo da irmã Moroha e da comandante Rein-san. Se a irmã Moroha, que controla a agenda, diz que tá vago, deve estar mesmo.
— Ah, então eu também quero assistir. Quero ver que nível de habilidade tem.
— S, se a irmã Moroha vai assistir, eu, também.
— T, também vou assistir, digo.
— E, então eu também!
Assim, uma atrás da outra, mãos se levantam, e, no fim, todo mundo acaba assistindo junto. Todo mundo curioso com a Arisu mesmo, hein. Claro, eu também, mas…
Provavelmente, todo mundo também deve estar de olho vivo, esperando chance de conseguir informação sobre o próprio filho.
Sinto que, eventualmente vamos saber mesmo, sem precisar perguntar… mas acho que quero ter preparo mental antecipado mesmo.
Bom, isso à parte, também é verdade que fico curioso com a habilidade da Arisu. Vi um vislumbre disso na cidade de Amatsumi, mas aquilo não deve ser força total.
Então, vamos ver o poder de rank ouro/prata do futuro, hein.