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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 479

A Filha Cavaleira, e o Extermínio de Bandidos

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Capítulo 479 – A Filha Cavaleira, e o Extermínio de Bandidos

Duas semanas desde que a Kūn chegou.

Sem informação nova em particular, sem sinal de nova criança aparecer, o tempo passou.

Nesse período, o Ende, a Eruze, a Yae, a Hiruda, quatro, se dedicaram ao negócio de aventureiro, focando em subir de rank.

Graças a isso, a Eruze, a Yae, a Hiruda, três, alcançaram oficialmente rank prata, e o Ende finalmente chegou a rank ouro. Terceiro aventureiro rank ouro.

Atualmente, no mundo, aventureiro rank ouro são só o antepenúltimo rei de Lestia, avô Gyaren, e eu e o Ende, três. Bom, talvez logo se adicionem mais três.

Com o Ende virando rank ouro, parece que chegam propostas de recrutamento de vários lugares.

Parece que teve até país oferecendo receber com tratamento de comandante de ordem de cavaleiros, mas, pela fala da Arisu, "eu não vou sair desse país por um tempo. Se for, vai só o papai sozinho", recusou tudo. Esse aí também tá virando idiota apaixonado por filha, hein.

Já a Arisu, além de vez em quando vir ao castelo treinar com a Eruze, fica sempre grudada com a Meru e o pessoal. Vendo os quatro caminhando, Meru, Nei, Rise incluídas, mais que pai e filha, parecem quatro irmãs.

Nossa Kūn também, ao lado da Rin, só parece irmã. Bom, faz sentido, vindo através do tempo.

Bom, isso à parte.

— Então, o que vocês ficam criando o tempo todo, hein?

Falo com os três, repetindo aplicar magia em peça de aparência incompreensível, montando e desmontando.

Doutora Babylon, técnica Eruka, e minha filha Kūn, três.

Ficam trancados em Babylon o tempo todo, continuando desenvolvimento e pesquisa. Sinceramente, melhor perguntar agora o que estão criando, senão fico ansioso demais.

— Olha, o trem mágico foi construído em Ferusen, né? Pensando se dá pra transformar isso em golem.

— Transformar trem em golem?

— Normalmente, é locomotiva puxando vagão, em emergência, transforma virando golem gigante…

— Espera, espera, espera aí.

Transformar locomotiva em golem, ainda vá lá. Sem precisar de maquinista, e, alimentando com o próprio G-Cube do golem em vez da bateria mágica que era necessária pra alimentar mana, deve baratear bastante o custo. Bom, pro nosso país, que tenta vender bateria mágica, isso prejudica o negócio, mas.

Isso tudo bem, mas transformar em golem gigante é necessário mesmo?

Diante da minha dúvida, a técnica Eruka explica.

— É útil quando vagão descarrila, ou quando precisa conectar vagão diferente. E também vira medida de proteção contra bandido que tenta atacar o trem.

— Uuun…

— E ainda, ouvi da Kūn que, no futuro, fera gigante aparece com bastante frequência, sabe. Deve ser efeito da fusão dos mundos, mas melhor já pensar em medida agora, né?

Aparece tanto assim? Por causa da fusão dos dois mundos, previa que o acúmulo de mana aumentasse, mutando fera mágica vivendo lá, mas.

— Segundo o papai… ah, desculpa, o papai futuro, comparado à fera gigante que aparecia no passado, não é tão grande assim, e a força também não é tanta. Tem indivíduo que alguns aventureiros rank vermelho conseguem derrotar. Raramente, indivíduo forte aparece, no entanto.

Fumu. Deve ser diferença entre acúmulo de mana gerado pela fusão dos mundos e o acúmulo de mana existente desde antigamente… tipo diferença entre cultivo artificial e natural. Se for isso, trem-golem pra repelir fera gigante talvez seja opção viável…

— No futuro, já tá rodando normalmente esse trem-golem, sabia? Nunca imaginei que participaria do próprio desenvolvimento.

Aah, vira assim mesmo, hein… futuro já determinado. Não pode ser que vão colocar rosto humano na locomotiva, né…?

Segundo minha mãe, quando criança, tinha medo daquilo, chorando desesperado, dizem. Por favor, não adicionem mais gimmick desnecessário…

Enquanto abandono o pensamento, chega som de chamada aos meus ouvidos. Não é meu. Da Kūn, talvez.

A Kūn tira do bolso o smartphone, atendendo a ligação. …Que capa bem decorada, hein…

Ou melhor, essa ligação, não pode ser…

— Sim, alô. …Onde tá agora? …Haa… entendido. Tá bem, não se mexe daí, tá? Então, anexa a localização por mensagem. Sim. De qualquer jeito, não se mexe.

"Pi", a Kūn desliga a chamada. Suspirando algo, com cara emburrada, mas…

— Isso agora…

— O terceiro chegou. É a irmã Furei.

—!

Furei. Fureigarudo. Filha da Hiruda e minha, segunda filha, e, pra Kūn, irmã mais velha. Depois de Yakumo e Kūn, terceira, mas concentrando nas mais velhas, hein. Deve ter algum motivo.

— Parece que a irmã Furei apareceu no Reino Demônio de Herugaia.

— Em Herugaia?

País demônio localizado no continente oeste, terra de raça demônio e semi-humano. Depois da fusão dos mundos, fica ao lado, tipo espelho, do Reino de Iguretto, mesma configuração geográfica.

Ilha governada pelo "Rei Demônio" que é senhor vampiro, encontrei o Rei Demônio antes, quando piratas sequestraram a rainha Kuraudia-san.

Desde então, ouvi que Herugaia começou relação diplomática com o Reino de Iguretto vizinho, e agora até comércio por navio. A Furei apareceu justamente em Herugaia, hein.

"Piron", chega som de mensagem no smartphone da Kūn. A Kūn logo repassa essa mensagem pro meu smartphone.

Não tinha texto, só mapa anexado. Isso é… dentro de alguma floresta? Dentro dele, um prédio grande, e alguns pequenos…

— Parece que é covil de bando de bandidos. Disse que ia partir agora mesmo pra exterminar, então, por ora, mandei esperar.

— Haa!?

Bando de bandidos!? Espe, o que tá fazendo, hein!?

— Como direi, a irmã Furei é pessoa transbordando espírito cavaleiresco, não deixa esse tipo de mal passar sem punição.

— Não, entendo o que fala, mas! Não pode ser, ela vai fazer sozinha!?

Se esse prédio é covil deles, não deve ser dez, vinte pessoas. Talvez chegue perto de cem. Exército pequeno. Não importa quão forte seja, uma garota de uns dez anos sozinha…!

— P, por ora, ligo pra Hiruda e…!

— Melhor fazer rápido, acho. Espero que o bando de bandidos não ataque primeiro, porque a irmã Furei não é do tipo que fica quieta depois de atacada.

— Por que ela é tão combativa assim!?

— "Combativa"… não é bem isso, no entanto.

Uuun, a Kūn inclina a cabeça com cara confusa.

Ao contatar a Hiruda, disse que tava justamente no campo de treino, então teleportamos pra lá junto com a Kūn ainda em chamada. Diante de nós, aparece a Hiruda com cara surpresa.

— Kya!? Q, o que foi!? A Kūn também junto…

— Conversa depois, Hiruda! Vou buscar a Furei, então vem junto!

— Eh? Furei quer dizer… a, minha!?

Segurando a mão da Hiruda surpresa com minha aparição repentina, começo teletransporte pra Herugaia. Já fui uma vez pedido pelo Rei Demônio pra exterminar tentáculo gigante, e Herugaia é razoavelmente perto, então mesmo com [Teleport] não tem problema.

— Espe, marido!? Onde com a Hiruda-dono!?

— Desculpa, Yae! Explico depois!

Na paisagem se dissipando, a Yae, também no campo de treino junto com a Hiruda, ficava desesperada, mas já tínhamos terminado o teletransporte, estando na floresta de Herugaia.

— A, aqui… minha filha tá…?

— Chi, a posição desviou um pouco, hein. Deixa eu ver, a direção é… por aqui?

À frente da floresta, dá pra ver algo tipo prédio. Aquilo é… pequeno, mas fortaleza? Ouvi que teve guerra civil em Herugaia antes do Rei Demônio governar… será essa a fortaleza abandonada?

— Vamos rápido. Se não apressar, a Furei e o bando de bandidos podem começar a lutar…

— B, bando de bandidos!? Espe, Touya-sama!? C, como assim!?

A Hiruda, ouvindo isso pela primeira vez, arregala os olhos avançando pra cima de mim. Calma, calma, se acalma. Primeiro, solta a mão que segura minha gola. Força demais, muito sufocante, viu…

No meu lugar, livre de asfixia, a Kūn explica pra Hiruda tudo até agora.

— Entrar sozinha no covil de bando de bandidos! No que ela tá pensando!

— Não, mesmo falando isso pra mim…

Sigo apressado a Hiruda, andando irritada, "punsuka", através da floresta rápido. Mesmo passando pouco do meio-dia, é floresta escura. Folhas densas de árvores bloqueiam a luz do sol.

— A posição da foto é por aqui, mas…

Olho ao redor, "kyorokyoro", mas não vejo figura parecida. Também não posso chamar em voz alta dentro do território do bando de bandidos, né…

— Shh. …Papai, mamãe Hiruda, silêncio.

Diante da voz da Kūn, paramos de nos mover na hora, aguçando o ouvido. Eh, o quê? Escuto algo?

— Unyunyu…

…Escutei algo. O que foi isso agora?

— Por aqui.

A Kūn avança decidida entre arbustos baixos, e encontramos garota sentada na raiz de uma árvore num lugar levemente aberto.

Não, diferente. Não tá sentada. …Dormindo?

Encostada na árvore, respirando com sono, a garotinha pequena tinha cabelo loiro solto até o ombro, com armadura leve fácil de mover. Essa criança deve ser a Furei.

A armadura se parece de alguma forma com a da Hiruda, mas só a braçadeira e a caneleira nos braços e pernas parecem desproporcionalmente robustas. Não tem arma nenhuma equipada, será lutadora marcial?

— Irmã. Irmã Furei. Acorda, por favor.

— Nn~…? Kūn-chan, chegou rápido… podia ter demorado mais um pouco… não consigo dormir nada…

Balançada pela Kūn no ombro, "yusayusa", a Furei acorda. Os olhos abertos devagar guardavam luz azul límpida, mesma cor da mãe.

Quando dormia, não senti tanto assim, mas, ao abrir os olhos, fica claro. Sem dúvida, essa criança é minha filha com a Hiruda. Parece muito com a garota princesa-cavaleira de pé ao lado.

— …? Mamãe!? Papai também tá aqui! Waa! Como esperado, um pouco mais jovem mesmo! Que sensação estranha~!

De olhos arregalados, a Furei se levanta de repente, correndo em nossa direção. E, direto, salta em nossa direção. Espe…!

Com força considerável, nós dois recebemos a filha de frente. Ai ai ai ai! Armadura dói!

— Umm, Furei… Fureigarudo, né?

— Isso mesmo. Sou a Furei, mamãe. Não reconheceu?

— Desculpa, é primeira vez encontrando…

— Ah, é mesmo. Faz sentido.

A Furei se afasta rápido de nós, rindo, "nihee".

— Papai também não reconheceu?

— Eh, bom, né. Mas achei que se parece bastante com a Hiruda.

— Assim, hein~. Que bom.

A personalidade parece bem diferente, hein.

A Hiruda tem imagem firme, mas a Furei tem imagem tipo "hohee~". Como direi, frouxa. Fofa, no entanto.

Parece mais infantil que a Kūn. Não, talvez a Kūn seja adulta demais mesmo.

— Mais que isso, irmã Furei. Por que foi parar em plano de invadir covil de bando de bandidos?

— É, é isso mesmo! Que perigo, oras!

A Kūn joga a dúvida que também queríamos perguntar, mas adiamos, e a Hiruda também reage, pressionando a Furei.

— Umm, deixa eu ver, percebi que já tava aqui perto de uma vila pequena ao sul daqui. Nessa vila, dizem que, todo mês, bandido ataca, roubando comida. Que crueldade, né. Por isso, pensei em acabar com isso.

— P, por isso, você fazer isso não é…!

— Cavaleiro deve ser escudo e espada dos fracos, a mamãe sempre diz isso, né?

— Ugu…! Não lembro de ter dito isso, mas parece que eu diria mesmo…

Diante da Furei inclinando a cabeça, "por quê?", a Hiruda hesita.

— M, mas você ainda é criança e…

— Tem gente da vila que já foi morta pelo bando de bandidos. Se não agir rápido, mais dano vai acontecer. Quando é pra fazer, precisa fazer. Não importa se é adulto ou criança. Se tem esse poder, deve usar.

Isso… surpresa mesmo. Personalidade frouxa, mas o pensamento é firme. Não foi levada pela corrente, decidiu por conta própria e agiu.

Essa firmeza de vontade, sem dúvida, faz pensar que é filha da Hiruda.

Eventualmente, a Hiruda dá suspiro pequeno como se desistisse.

— …Fuu. Entendi o que quer dizer. De fato, não dá pra deixar o bando de bandidos sem cuidar. Também vamos ajudar, então resolve isso rápido e voltamos pra Brunhild.

— Eh, sério mesmo!? Que bom──

Erguendo os dois braços, "banzai", a Furei se alegra. Como direi, reação tranquila, hein… aconchegante.

Bom, isso à parte.

— Aliás, a Furei não tem arma, mas é lutadora marcial?

— Eh? Uun, diferente. Arma, olha, [Storage].

Quando a Furei murmura isso, aparece círculo mágico no ar, e dali cai grande espada de mais de um metro e meio de comprimento na lâmina.

"Zaku!", cravada no chão, essa grande espada, exceto a parte da empunhadura, tinha a lâmina inteira feita de material cristalino, espada de cristal.

— A Furei consegue usar [Storage], hein…

— Yoisho

A Furei ergue facilmente a grande espada maior que a própria altura. Uwe!? Que força absurda…! Ah, será que tem magia de [Gravity] pra reduzir peso aplicada?

— Essa é sua arma?

— Umm, dentro do meu [Storage], tenho vários tipos de arma. Trocar de arma conforme a situação é o estilo de luta da irmã Furei. Como cavaleira, é um pouco diferente, no entanto.

— Eee? Não é bem isso, não. Espírito cavaleiresco não é forma de lutar, é convicção, a mamãe também diz, né?

— Não lembro de ter dito isso, mas parece que eu diria mesmo…

A Hiruda olha pro céu com expressão indescritível. "Vários tipos de arma", quer dizer que a Furei, comparado à Hiruda, especializada só em espada, é tipo generalista polivalente?

Sobre espada, provavelmente aprendeu com a Hiruda, a Yae, e a irmã Moroha, então isso não me preocupa. Ah, se for machado ou arco, será que aprendeu também com a irmã Karina?

— A propósito, minhas armas são quase todas feitas pelo papai, viu. No total, tem tipo cem. Aplicadas com [Paralyze] e [Modeling], dá pra deixar em modo atordoante, ou modo cego, sabe.

— Kaa! Muito mimado com a filha, francamente!

Sendo sobre mim mesmo, não sei se devo ficar bravo ou atônito, não sei mais nada! Dou arma feito dando brinquedo!? Sanguinário demais, oras!

— Entendi, igual à minha espada mesmo. Com essa arma, dá pra ajustar letalidade conforme a situação. Mesmo contra bando de bandidos, dá pra evitar matança desnecessária.

— Uhum. Captura direitinho, faz pagar pelo crime. Não perdoo malfeitor. Bom, preparem-se pra perder um ou dois ossos, no entanto.

— Concordo com isso.

O que é isso. Esposa e filha tendo conversa violenta. Não dava pra ter clima mais harmonioso não?

Enquanto mostro sorriso contraído, a Kūn se aproxima, falando comigo baixinho, secretamente.

— Não precisa se preocupar, não. Isso é comportamento normal da irmã Furei. …A propósito, entre os irmãos e irmã, é quem fica mais assustadora quando irritada, então cuidado, por favor.

…Sério mesmo? Difícil imaginar isso vindo dessa atmosfera frouxa e tranquila, mas dizem que tipo comum de personalidade quieta, quando irritada, fica assustador mesmo. …Também sinto que não é bem esse tipo, no entanto.

— Papai. Sabe quantos são o bando de bandidos?

— Eh? Ah, espera um pouco. Deixa eu ver… opa? Não consigo pesquisar… será que tem barreira de perturbação aplicada?

Como Herugaia também era antigo mundo sombrio, achei que teria pouca barreira mágica, mas.

Herugaia é país demônio… raça demônio, então faz sentido ter muita raça capaz de usar magia. No passado, existe possibilidade de mago desse tipo ter aplicado magia de barreira de perturbação nessa fortaleza. Talvez seja justamente por isso que o bando de bandidos escolheu isso como covil.

Bom, deve ser em torno de cem pessoas, mas raça demônio tem capacidade física excelente, muitos adversários difíceis. Deve ter golem acompanhando também, então talvez o número seja considerável.

— A Kūn consegue lutar?

— Igual à mamãe, também consigo usar toda magia exceto atributo trevas, mas, na hora de lutar, uso principalmente isso.

Quando a Kūn balança o "Cartão de Storage" na mão, aparecem ali duas armas de fogo estranhas. Aquilo é… arma mágica?

— E também essa criança.

Do "Cartão de Storage", cai ainda mais a mecapōra, ou seja, a Pāla, levantando-se, "gashingashin".

— Essa criança tem capacidade de combate?

— Não tanto quanto "Coroa", mas consegue lutar até certo ponto. Sem habilidade especial, só com equipamento embutido, no entanto.

Explicando isso, a Kūn faz a Pāla disparar garras curtas dos dois braços. "Bachi, bachi", faísca dispara. Garra elétrica, é isso?

Bom, se for isso, deve tá tudo bem.

— Ehehe. Que divertido, sabe. Sensação tipo piquenique em família.

— É verdade. Falta de respeito, mas é meio divertido sim.

— Não… acho que piquenique é bem diferente disso, no entanto…

Olhando pra cima a fortaleza, mãe e filha, sorrindo lado a lado. Por que vocês estão tão animadas assim, hein?

— Então, vamos lá. Extermínio de bandido.

Primeira colaboração com a filha recém-encontrada ser extermínio de bandido, hein… diante da fala da Furei, dou suspiro pequeno.


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