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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 481

Companheiras de Gosto, e a Hipótese do Teletransporte

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Capítulo 481 – Companheiras de Gosto, e a Hipótese do Teletransporte

— Aaa! Perdiii!

Respirando forte, deitada em X no campo de treino, a Furei grita. Na garganta dela, estava apontada a espada de madeira da Hiruda.

— Ainda a Hiruda-dono é superior, hein.

Levemente aliviada, a Yae murmura isso. Faz sentido, como mãe, não pode perder mesmo.

Ou melhor, com o poder do anel de casamento recebido do Deus do Mundo, vocês têm força próxima à de deusa subordinada, sabe. Contra não-raça-divina, não deveria perder mesmo…

— Mesmo assim… quanta arma carregava, hein.

Observando a montanha de armas de treino que a Furei tinha, espalhada pelo campo de treino, fico levemente atônito.

Espada de madeira, katana de madeira, lança curta, até martelo grande, quanta coisa tirou, deve chegar perto de cem. Que é isso, Musashibō Benkei?

O uso de [Storage] da Furei aproveita o efeito de atração de [Apport].

Pequeno cristal na palma da braçadeira da Furei e na parte da empunhadura da arma. Aplicado com [Apport] incluindo Ki Divino nesses, quando passa mana, os dois se atraem mutuamente como ímã por um instante só. Com isso, sem precisar nem de invocação por nome de magia, a Furei chama instantaneamente a arma de dentro do [Storage], mas, mesmo assim, quantidade absurda.

[Storage] é, como diz o nome, tipo armazém, e, se organizado direitinho, fácil tirar o que quer, mas, se misturado, às vezes tira coisa diferente sem querer.

Uhum, eu também às vezes erro quando fico apressado… um dia pretendo organizar… b, bom, isso não importa agora.

No caso da Furei, provavelmente, organiza direitinho na cabeça qual arma tá onde. Será por número? Ou por tipo?

Quantas armas terá aí dentro, afinal. Essa criança tira a arma adequada conforme a situação com precisão. Isso é impressionante mesmo.

A Furei foi trocando de arma uma atrás da outra desafiando a Hiruda, mas a Hiruda lidou com cada uma delas cuidadosamente.

Pelo visto, a Furei manejava todas as armas até certo ponto, mas o nível de maestria não parecia tão alto assim. Sendo esse tipo de estilo de combate, não tem jeito mesmo, talvez.

Não é especialista, mas é polivalente. Conseguir lutar de forma flexível conforme a situação também é tipo de "força", acho.

— Como esperado, a mamãe é forte, hein.

— A Furei também é forte, viu. Ergue a cabeça com orgulho. Como esperado, minha filha.

— Ehehe. Nem tanto assim!

Quando a Hiruda pega a mão dela, erguendo a Furei de pé, ela se agarra assim mesmo. Fumu, parece que já se aproximaram bastante.

— D, Duque… quem é essa criança, afinal?

— Aai, minha parente? Tipo isso.

— Parente de Sua Majestade… entendi, faz sentido…

O irmão Jūtarō, tremendo diante da habilidade da Furei, aceita isso com naturalidade surpreendente. Muu. Melhor não pensar demais. Vou ficar careca.

— Que boa, hein. Forma de lutar também interessante. Afinal, quantas armas você tem?

— Além das armas que o papai fez pra mim, tenho bastante mais também. Peguei bastante em masmorra ou ruína. As que não servem pra combate, deixo decoradas no meu quarto.

A Furei responde isso à pergunta da irmã Moroha. Quarto decorado com montanha de arma… como quarto de garota da idade dela, como fica isso, hein…

Provavelmente, arma sem serventia pra combate deve ser tipo espada cerimonial decorada com brilho, ou arma de baixa durabilidade mesmo.

— É mesmo! Papai, papai! Tem um lugar que quero ir!

— Papai?

Gritando, a Furei vem até mim. O irmão Jūtarō mostra cara desconfiada, mas melhor ignorar por ora.

Lugar que quer ir? No caso da Kūn, foi Babylon, mas seria loja de armas de algum lugar? Ah, será oficina de ferreiro dos anões?

— Incrível, viu! É martelo que dispara raio! Design também maneiro!

— Ooh! Entende, hein!? Você tem bom olho mesmo!

Observando as armas decoradas no quarto, olhos brilhantes, garota e homem musculoso.

Quem seria, senão, minha filha recém-chegada do futuro e Sua Majestade o Rei do Reino Mágico de Ferusen.

O lugar que a Furei implorou pra levar era justamente esse, sala de coleção de armas de Sua Majestade o Rei de Ferusen.

Aqui, tudo tempo e lugar, expostas apertadas, armas usadas por vários grandes personagens, heróis, justiceiros históricos.

Nunca imaginei que ela pediria pra vir num lugar desses…

— I, isso é a espada mágica Buraddisu, que dizem que o tirano Rasutorī usava!? Ah, essa marca, não pode ser!?

— Kuu, percebeu essa marca!? Isso mesmo! Essa marca foi feita justamente pela espada sagrada Farushiasu, possuída pelo sábio imperador Farusu! Que tal, incrível, né!

— Incrível, viu! Espada mágica e espada sagrada reunidas! Emocionante mesmo!

Que sintonia instantânea impressionante, hein… garotinha e homem musculoso conversando animados sobre arma. Cena bem surreal, hein.

— Será que a educação foi errada em algo, hein…?

— Aai, bom… acho que ter pelo menos um hobby deixa a vida mais interessante, né?

Diante da Hiruda observando a Furei com expressão bem complexa, mando palavra de consolo que não conforta nada.

Bom, de fato, filha maníaca por arma, também fico em dúvida se tá certo, mas.

— Primeira vez encontrando criança que conversa tão bem assim com ele. Que animação toda.

A noiva de Sua Majestade o Rei de Ferusen, senhorita Erishia, ri divertida.

A senhorita Erishia é Segunda Princesa do Império de Regulus. Segunda irmã mais velha da Rū.

Os dois têm casamento marcado pra daqui alguns meses. Usando nosso casamento como referência, agora tão ocupados com vários preparativos.

Ah, é mesmo, se não me engano, tinha pedido de vestido de noiva do Reino de Ferusen chegando pra loja do Zanakku-san da "Rei da Moda Zanakku".

O vestido de noiva que todo mundo vestiu no nosso casamento virou reputado boato pela cidade. E, sabendo que foi criado na loja do Zanakku-san, parece que virou avalanche de pedido de todo tipo de nobre.

Com isso, o Zanakku-san rapidamente montou departamento de vestido de noiva, agora extremamente ocupado. Que bom o negócio prosperar.

— É seu parente, Majestade? Se for isso, seria parente distante nosso também.

— Haha… bom, seria isso mesmo, né…

Consegui só devolver riso contraído à fala da senhorita Erishia.

Sendo irmãs a Rū e a senhorita Erishia, a senhorita Erishia acaba virando minha cunhada. Ou seja, mais que parente distante, seria tia sem sangue conectado pra Furei.

Isso é complicado mesmo, hein… a própria Furei tem tio de sangue conectado que é o atual rei de Lestia, afinal.

— Aliás, Duque. O golem do novo mundo… continente oeste, será que dá pra fabricar por aqui?

— Golem, é? Se for de fábrica sem habilidade, acho que dá pra fazer, mas o G-Cube que vira motor, o Cristal-Q que vira cérebro, isso ainda deve ser impossível. Pra fazer isso, precisa de técnica experiente e metal raro.

Especialmente o Cristal-Q é difícil. Digamos que é o aglomerado do programa de ação do golem. Segundo a Doutora, primeiro grava princípio básico de ação por magia de inscrição, e daí se ramifica por tipo. Isso conecta à personalidade do golem, digamos, individualidade.

E isso, pra cada país, é tipo propriedade valiosa, então não é divulgado tão facilmente assim. Bom, no nosso caso, temos até a técnica Eruka que consegue criar isso.

— Entendi… que pena…

Opa opa, a cunhada Erishia ficou abatida, "shobon", hein?

Ah, é mesmo, se não me engano, essa cunhada veio estudar em Ferusen justamente pra aprender engenharia mágica. Nesse período, foi conquistada pelo Rei de Ferusen.

Originalmente, era pessoa com interesse em item mágico e afins.

— Ah, mas tenho peça de golem, sabe. Se não me engano, tinha até G-Cube e Cristal-Q…

— S, sério mesmo!? Mostra, por favor!

A senhorita Erishia, antes abatida, se aproxima de mim com olhos brilhantes, mudança total. Perto, perto. Tá perto demais, cunhada.

Como esperado, não posso mostrar aqui na sala de coleção, então movo-me até o jardim do castelo de Ferusen.

Em lugar aberto, tiro do [Storage] os destroços de golem que os bandidos de Herugaia tinham, derrotados dias atrás.

— Nossa nossa nossa! Isso é peça de golem?

— Sim, isso mesmo. Deixa eu ver… isso. Esse cubo perfeito dentro do peito é o G-Cube. E esse… cristal esculpido com sulco dentro da cabeça é o Cristal-Q.

Abro forçado a peça do destroço, apontando o G-Cube e o Cristal-Q. A senhorita Erishia examinava com interesse a estrutura ao redor.

— O circuito de mana vem daqui assim… entendi. Opa? Mas, se interferir com essa linha de éter, aqui não vai funcionar mais…

Murmurando, "butsubutsu", a senhorita Erishia confirmava algo na peça do golem. Sinto que o olhar dela é diferente, hein…

— A Erishia é engenheira mágica competente, afinal. O trem mágico construído por nós também tem participação dela. A Erishia atual, sem dúvida, é técnica entre as cinco melhores até de Ferusen, viu?

O Rei de Ferusen explica isso pra mim, levemente recuando. Tanto nível assim, hein. Fico levemente surpreso.

Como esperado, não deve chegar ao nível da Doutora Babylon ou da técnica Eruka, mas, mesmo assim, é impressionante. Pro Reino de Ferusen, conseguiu recurso humano insubstituível, digno de rainha mesmo.

— Vai combinar bem conversando com a Kūn-chan, hein~.

De fato. Como diz a Furei, pessoa da área técnica deve se dar bem com a Kūn mesmo.

— Umm, Duque! Esse G-Cube e Cristal-Q dessa golem… não, todas essas peças, seria possível me ceder!?

— Eh?

Com força impressionante, tipo intensidade extrema, a senhorita Erishia propõe isso.

Uuun, desde a fusão dos mundos, o Reino de Rīfurīsu e o Reino de Panashesu ficaram conectados por terra, então a tecnologia de golem começou a vazar do antigo mundo sombrio pro antigo mundo comum.

Rīfurīsu, Belfast, Rīnie, Parūfu, os países do oeste do continente leste, fácil receber esse benefício, mas, nos países do leste onde fica Ferusen, isso é difícil. Faz sentido a senhorita Erishia desejar isso.

Originalmente, foi tomado dos bandidos, então não me importo. Não sendo corpo antigo, afinal.

Enquanto penso isso levemente, talvez achando que eu tava hesitando, o Rei de Ferusen também pede junto.

— Duque de Brunhild, eu também peço. Pago dinheiro direitinho, ou, se quiser, cedo até algumas peças da minha coleção…

Não, isso não precisa, não.

Pensando isso, atrás dele, a Furei observa pra cá com olhos brilhantes. Eh? Quer? U, uuun…

— Entendido. Se for isso, ceda uma peça da coleção pra essa criança. Como pagamento, tá bem assim.

— Iupii! Consegui! Papai, amo você!

A Furei se agarra em mim. Isso é mimar demais…? Já não consigo mais rir do idiota apaixonado do Ende.

— «« Papai? »»

— Ah, não se importem, por favor.

A Hiruda acena com a mão pros dois inclinando a cabeça, com sorriso amargo.

— Se decidiu, vamos escolher logo!

— Espera um pouco! Escolher sou eu que vou fazer, viu!? Tem coisa que jamais posso ceder!

Apressado, o Rei de Ferusen persegue a Furei que sai correndo de novo em direção à sala de coleção. Que amigável, hein.

— Ufufu. Analisando isso, talvez Ferusen também consiga fazer golem. Que ansiedade!

Deste lado, a senhorita Erishia observava com sorriso a G-Cube e o Cristal-Q retirados. Mantenho segredo sobre ficar levemente preocupado com o futuro da família real de Ferusen.

— Irmã Furei, há quanto tempo. Tava bem?

— Tava bem, sim. Que bom que a Arisu também tá bem.

Na cafeteria "Parento", a Arisu e a Furei, reencontradas, batem as mãos, "hai tatchi", uma na outra.

A Kūn, também presente, não participa disso, olhando embaixo da toalha de mesa.

— O que tá fazendo? Kūn-chan?

— Não, só um pouco.

— Acho que nem as rainhas fazem mais isso, né.

A Arisu, sabendo o motivo da ação da Kūn, comenta isso. A própria Kūn também sabe disso. É só precaução.

Confirmando que não tinha nada, a Kūn se senta de volta na cadeira, levando à boca o chá preto na mesa.

Mas o olhar dela se direciona à adaga negra curva colocada na mesa.

— …E, irmã Furei? O que é essa coisa perigosa?

— Que bom que perguntou! Isso se chama espada da sombra "Shadouejji", espada mágica usada há duzentos anos pelo justiceiro Mediusu do Império de Regulus!

— De novo arma estranha…

A irmã, que começou a explicar animada, é observada com olhar frio pela Kūn. Essa irmã é apaixonada por arma e armadura peculiar. Já pegou arma amaldiçoada na Ilha de Masmorra não uma, nem duas vezes.

Normalmente, é irmã animada e cheia de senso de justiça, mas, quando o assunto é arma ou armadura peculiar, vira desajeitada na hora.

A Kūn, quando o assunto é item mágico, vira igual, então também não pode falar dos outros. Nesse aspecto, são irmãs parecidas mesmo.

— O cabo e a lâmina são completamente negros, hein? Sinto mana estranha, tem alguma habilidade diferente?

— Isso mesmo! Essa Shadouejji tem característica rara! Olha!

Respondendo isso à Arisu, a Furei, sem hesitar, crava essa faca negra pura na mesa.

Sendo mesa de loja, isso. Até as outras duas ficaram apressadas. O que fazer se for banida da loja. Não poder mais comer doce do "Parento" seria problema.

Mas, de lugar diferente de onde foi cravada na mesa, a ponta da lâmina negra pura salta pra fora, "nyokkiri". No meio disso, atravessa a sombra da mão esquerda erguida pela Furei.

A faca cravada na parte do cotovelo da sombra da mão esquerda salta da ponta do dedo da sombra.

— Isso é… magia de teletransporte?

— Isso mesmo! A Shadouejji consegue fazer a ponta da lâmina alcançar qualquer lugar dentro da mesma sombra! Mas tem condição detalhada, tipo alcance limitado, e precisar conseguir ver o alvo pessoalmente.

A Kūn logo percebe o quão assustadora é essa espada. Espada que perfura através da sombra. Sem saber essa habilidade, com certeza dá pra fazer ataque surpresa.

Se tiver sombra conectada com a sombra do adversário à frente, dá até pra atacar os pés dali. Arma assustadora, adequada pra assassinato.

— A irmã Yakumo também usa técnica parecida…

— Aquilo é injusto, né. Aquela onde só a lâmina teletransporta com [Gate]. Mas a irmã Yakumo só usa isso quando é "vale tudo".

A Arisu mostra cara de desagrado às duas. A irmã das duas, Yakumo, sendo básica e séria, com lema de combate justo e honesto, não gosta muito desse tipo de técnica quase-surpresa.

Mas, não gostando, não significa que não usa. Foi ensinada por ambos pais pra usar sem hesitar em momento de necessidade.

Combate justo e honesto é bom, mas não erre a ordem de proteção.

Ou seja, não coloque o próprio orgulho pequeno antes do que precisa proteger sem falta.

Isso vale pra Furei também, no espírito cavaleiresco, usa também tática considerada covarde dependendo do momento e situação. O código cavaleiresco de Brunhild não é pra proteger o próprio orgulho.

Com o assunto da Yakumo saindo, a Arisu, tipo "ah", lembrando de algo, direciona o olhar à Kūn.

— É mesmo, irmã Kūn. Dias atrás, no telefone, você falou algo sobre a ordem de chegada aqui, o que era isso?

— Ah, aquilo. É só hipótese mesmo, mas. Lembra da hora que fomos atacados pelo terremoto dimensional?

— Lembro, sim. Se não me engano, naquela hora, o "núcleo" daquilo descontrolou e────

A Furei direciona o olhar ao vazio como se lembrasse. Aquele "momento em que o tempo parou", ela não esquece.

— Lembra da nossa posição naquele momento. Naquela hora, onde tava a irmã Yakumo?

— Deixa eu ver, se não me engano, tava comigo?

Diante da pergunta da Kūn, a Arisu responde.

— Lembra precisamente. Qual das duas tava na frente?

— Eeh? Perguntando "qual", como assim… uuun… ah, a irmã Yakumo tava mais na frente, talvez? Naquele momento, ela tava tentando saltar pra frente…

— E, na frente da irmã Yakumo?

— Na frente dela, tava a irmã Kūn e a irmã Furei, né. Esqueceu?

— Ah! Não pode ser…!

Talvez tenha percebido, a Furei ergue a voz grande. Diante disso, a irmã caçula dela assente levemente, "kokuri".

— Isso. A Arisu, com a distância mais longe do "núcleo", chegou primeiro no mundo passado. Depois, a irmã Yakumo, eu, a irmã Furei.

— …? Ah, entendi! Ou seja, chegam aqui na ordem de mais longe do "núcleo" onde o terremoto dimensional ocorreu!

A Arisu também finalmente chega à resposta certa, erguendo a voz igualmente.

— Sendo só hipótese, não sei se tá certa mesmo, viu.

— Ou seja, quer dizer que a próxima que vai aparecer é…

A Furei se lembra das duas que estavam à frente dela naquele momento. As duas estavam quase no mesmo lugar. Ou melhor, sinto que estavam grudadas. Essas duas são especialmente próximas entre as irmãs. Sendo suas respectivas mães irmãs entre si, faz sentido mesmo, digamos.

A Kūn também se lembrava igualmente. As duas irmãs caçulas que estavam à frente delas: Eruna e Rinne.


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