Capítulo 482 – O Reino de Rea, e o Rei dos Elfos
— Ei!
— Gu!?
— Até aí.
A espada de madeira segurada pela Furei encosta certeira no flanco da jovem cavaleira mulher. Diante disso, a árbitra, Hiruda, encerra o combate simulado das duas.
— Aa, não consegui ganhar, hein.
— A Furei-chan é incrível, hein. Sendo tão pequena assim.
— Faz sentido, sendo parente de Sua Majestade mesmo, né…
Escapa suspiro das outras cavaleiras mulheres que torciam pela colega. Mesmo parecendo assim, a Furei é aventureira rank ouro (no futuro, mas). Não perderia facilmente pra cavaleiro comum daqui.
— Ehehe. Ganhei, sim. Mas, irmã, o movimento da perna direita ficou estranho no meio, hein. Torceu?
— Eh? Ah, uhum. Quando tentei o golpe baixo agora há pouco…
A cavaleira mulher adversária ergue levemente a perna direita, movendo levemente pra confirmar a dor.
— Papai… ops, M, Majestadeee! Cura ela, por favor!
— Combinado.
Disparando [Cura Heal] em direção à cavaleira mulher, envergonhada, ela curva-se repetidamente, "pekopeko".
Bom, tá usando o rei de forma casual demais, faz sentido ficar sem graça mesmo. E, na verdade, quem usa também é princesa, mas.
Terminado o combate, num instante, a Furei fica cercada pelas cavaleiras mulheres. Nesses últimos dias, a Furei virou tipo mascote da ordem de cavaleiros, especialmente entre as mulheres.
Diferente da Kūn, tendendo a ficar trancada em Babylon, a Furei parece gostar de se comunicar com outras pessoas. E, ainda por cima, sendo carinhosa, é adorada por todos.
— Touya-sama, seu rosto tá relaxado, viu.
— Ops, ruim.
Corrijo a expressão, avisado pela Hiruda.
Não, é que sinto tipo alegria de ver a própria filha popular assim, sabe.
De relance, olho a Hiruda que me avisou, e ela também parece conter com força o rosto prestes a relaxar num sorriso bobo. Não posso falar dos outros, hein… casal igualmente idiota apaixonado por filha. Será que isso se chama "casal parecido", hein…
Enquanto sinto sentimento complexo, o smartphone guardado no bolso avisa chamada. Quem será?
…U. Devo atender ou não devo… vendo o nome da chamada exibido, hesito levemente, mas, não tendo como não atender, aperto o botão de resposta.
— Sim, alô…
『Ei, que bom te ver bem, Sua Majestade o Duque de Brunhild!』
— Você também parece bem animado à toa mesmo…
Diante da voz de tensão absurdamente alta, tipo idiota, afasto o telefone levemente da orelha, um pouco exausto. Que voz alta, francamente.
Quem liga é o Príncipe Robēru do Reino de Panashesu. Apelidado de príncipe de calção estufado.
Também é mestre da "Coroa" azul, "Distorção Burau".
Já encontrei esse cara algumas vezes, mas tem tensão alta demais e ação exagerada, cansa mentalmente ficar junto. Mesmo por telefone, esse poder não diminui. Entendo por que os outros mestres de "Coroa" também acham ele incômodo.
— E aí, qual o assunto?
『Ah, uhum. Na verdade, tem alguém que gostaria que Sua Majestade o Duque conhecesse. Sua Majestade o Rei do Reino de Rea.』
— Reino de Rea?
Reino de Rea, deixa eu ver… se não me engano, país flutuante ao norte do continente oeste. Ilha país simétrica ao Reino de Parerius do antigo mundo comum, que ficava isolado por barreira. Fica a noroeste do Reino de Panashesu, separado pelo mar.
— Quer que eu encontre o rei do Reino de Rea?
『Isso mesmo. É sobre a "Árvore Sagrada", um pouco.』
Árvore Sagrada. É a grande árvore com capacidade de purificação que plantei no centro do País Mágico de Aizengarudo, pra purificar o "Veneno Divino-Demoníaco" espalhado pelo deus maligno.
O que seria assunto do Reino de Rea sobre a Árvore Sagrada, hein?
Bom, não me importo de encontrar, então, por ora, decido data e horário, aceitando.
Se não me engano, o Reino de Rea era reino verdejante governado pelo rei dos elfos, né. Será algo tipo nossa região de grande selva? Não ouço boato ruim em particular, então acho que tá tudo bem encontrar. O Reino de Rea parece ter aberto relação diplomática só com o Reino de Refan a sudoeste, e o Reino de Panashesu a sudeste. O País do Gelo Zādonia, ao sul direto, até há pouco tava quase em conflito com o País do Fogo Daubān vizinho.
Já que fui eu que fiquei conhecido por plantar a Árvore Sagrada, provavelmente veio o assunto através do Panashesu, com quem tem relação diplomática, mas…
De qualquer forma, indo, vou entender mesmo.
Pro Reino de Rea, além de mim, a Yumina e a Rin acabaram vindo junto. A Yumina ajuda em vários assuntos diplomáticos, e a Rin tem experiência em negociação com várias raças. Originalmente, também é embaixadora diplomática de Misumido, afinal.
Bom, isso tá tudo bem, mas…
— O Reino de Rea é país onde dormem muitas ruínas, país onde vários corpos antigos usados na grande guerra passada foram escavados. Se for o papai, talvez consiga encontrar golem ou peça especial ainda não vista.
— Kūn, você, hein… não é viagem de lazer, viu?
— Sei disso, mamãe. Só pensando que seria bom encontrar "de quebra" da diplomacia.
Diante da Rin repreendendo com tom atônito, a Kūn sorri travessa.
Quando falei que ia pro Reino de Rea, a Kūn também implorou pra acompanhar. Parece que já conheceu Sua Majestade o Rei do Reino de Rea. Claro, história do futuro, mas.
— Preparados? Certo, Burau, abre.
Quando o Robēru diz isso, o golem azul ao lado gira a mão erguida.
Quando a paisagem ao redor se distorce, "gunyun", logo a distorção começa a voltar devagar. Habilidade da "Coroa" azul, "Distorção Burau", [Distorção Espacial].
Onde a distorção volta completamente, se estende mundo verde.
Aqui é a capital do Reino de Rea, Fān, hein. Sendo capital, vários prédios alinhados, mostrando aparência urbana, mas, de qualquer forma, verde por toda parte. Tipo capital se estendendo dentro da floresta. As ruas onde as pessoas vêm e vão estão cheias de vitalidade, transbordando sorriso.
— De fato, muito elfo, hein.
Observando as pessoas caminhando pela rua, a Yumina solta esse tipo de comentário.
De fato, muito. Não só elfo, naturalmente tem humano, beastfolk, e também draconídeo, chamado aqui de dragonoide, mas ainda parece ter mais elfo. Olhando de relance, proporção seria tipo 7:3?
— Parece que, desde centenas de anos atrás, outras raças também vieram morar, mas originalmente o Reino de Rea é país de elfos. Basicamente, elfo também ocupa os cargos importantes do país.
Ouvindo a explicação da Kūn, entendo, "naruhodo". Elfo é povo da floresta. Essa aparência de capital verdejante deve refletir essa intenção também.
No fim da avenida reta, dá pra ver castelo real erguido com fundo de floresta. Aquele é o castelo do rei elfo, hein. Ainda mais atrás dele, tem árvore gigante igualmente grande. Que grande, hein.
— Certo, senhores! Vamos rumo ao castelo real! Sua Majestade o Rei de Rea deve estar esperando…
No momento em que penso "já deve tá na hora", o Príncipe Robēru desaba, "batan!", e começa a roncar.
Sono forçado. Esse é o preço de usar o poder da "Coroa" azul. Do Brunhild até o Reino de Rea, tem distância considerável, afinal. Deve dormir por um tempo, isso.
Poderia ter recebido memória do Reino de Rea do Robēru com [Recall] e eu mesmo conectar [Gate], mas a Kūn implorou pra ver [Distorção Espacial] da Burau uma vez.
O Robēru também, empolgado, decidiu por conta própria nos levar ao Reino de Rea com [Distorção Espacial]. Bom, os cavaleiros do Reino de Panashesu também estavam junto, então, achando que não precisava cuidar dele mesmo dormindo, deixamos assim.
Justamente quando o Robēru desabado é carregado nas costas com habilidade pelo cavaleiro de Panashesu, prestes a irmos junto até o castelo real do Reino de Rea, uma carroça-golem vem em nossa direção, parando devagar.
— São o Príncipe Robēru de Panashesu e Sua Majestade o Duque de Brunhild, né. Viemos buscar do palácio real.
De dentro da carroça, tipo micro-ônibus puxado não por cavalo, mas por golem com esteira, desce homem elfo. Jovem de uns vinte e poucos anos, cabelo loiro comprido preso atrás. Veste luva branca e traje de mordomo preto, será servo da família real? Sinto que é jovem demais, mas, sendo elfo, isso não importa.
Enquanto penso isso, sinto a manga puxada, "kuikui", pela Kūn atrás de mim. Nn? O que foi?
— Papai. Esse é o rei elfo do Reino de Rea.
— Eh!?
Diante da fala da Kūn, volto o olhar ao jovem elfo que desceu da carroça. Eh, essa pessoa é o rei!? Então por que tá vestindo traje de mordomo?
— Provavelmente, deve querer surpreender revelando a identidade real depois. Sendo rei que gosta de pegadinha.
— Rei incômodo, hein.
A Rin, ouvindo junto a fala da Kūn, balança a cabeça com suspiro pequeno.
Será só brincadeira mesmo, hein. Ou talvez esteja tentando julgar diretamente que tipo de pessoa somos. Elfos têm desconfiança forte, então tem muita gente que não revela o sentimento verdadeiro facilmente. Mesmo parecendo amigável superficialmente, tem padrão de não confiar de verdade também, dizem. Melhor fingir que não percebi aqui?
— O que houve?
— Não. É uma honra receber Sua Majestade o Rei em pessoa. Mas, receber vestido de mordomo assim, que gosto peculiar, hein. Fico surpresa.
Diante da fala solta pela Rin com sorriso, o jovem elfo arregala os olhos, surpreso.
Droga. Minha esposa também não perde em gosto por pegadinha…
Por um tempo, o jovem elfo mostrou cara surpresa, mas logo começa a rir baixinho, erguendo as duas mãos levemente.
— Isso, isso… justamente vim bem na hora em que o Príncipe Robēru caiu no sono, mas parece que foi em vão mesmo. Como percebeu, hein?
— Digamos que foi pela dignidade inescondível emanada por Sua Majestade o Rei…
A Rin responde com naturalidade, mas é mentira, viu. Aprendi com a filha vinda do futuro.
— Não pretendia emanar esse tipo de coisa, não. Bom, de qualquer forma, bem-vindos ao Reino de Rea. Sou o Rei do Reino de Rea, Āvin Reauindo.
— Quinta Rainha do Ducado de Brunhild, Mochizuki Rin, sendo. E esse é…
— Rei do Ducado de Brunhild, Mochizuki Touya.
— Primeira Rainha do Ducado de Brunhild, Mochizuki Yumina.
Casando comigo, a Rin e o pessoal virou casada na família Mochizuki. Ao mesmo tempo, sendo rainhas de Brunhild, Brunhild também é sobrenome.
Nesse quesito, parece que tanto faz usar ou não. Existem bastante famílias reais que não têm nome do país como sobrenome também.
Por isso, no caso da Rin, é tanto Mochizuki Rin quanto Rin Brunhild. Igualmente, a Yumina também é tanto Mochizuki Yumina quanto Yumina Brunhild.
Bom, eu não pretendo me apresentar como Touya Brunhild. Soa mal.
— E a jovem senhorita aí?
— Prazer, Sua Majestade o Rei de Rea. Uma das ligadas à família real do ducado, Mochizuki Kūn. Desejando ver com meus próprios olhos o famoso Reino de Rea, país florestal, pedi insistentemente a Sua Majestade o Duque pra acompanhar.
Segurando a barra da saia, cumprimentando com reverência, a Kūn. Bem digna, hein. Ah, sendo princesa, faz sentido receber educação apropriada mesmo.
— E também gostaria de dar uma olhada, se possível, na "Coroa" verde de Sua Majestade, "Guran Guryun".
— Hahaha. Preferência à Guryun em vez de mim, hein. Ei, a senhorita disse isso, viu?
Quando o Rei Elfo chama, o corpo superior, da altura do peito até o rosto, do grande golem conectado à carroça, desliza pra trás, "gakon".
E, dali sai pequena mão, e, aparecendo diante de nós, corpo bem parecido com o golem azul ao lado.
Igual às "Coroas" até agora, corpo pequeno de três cabeças de altura, cor centrada em verde.
Comparado às "Coroas" até agora, sinto de alguma forma impressão levemente feminina. A peça tipo placa de dissipação de calor estendendo da nuca parece rabo de cavalo, e o corpo também tem mais curvas. A peça do quadril também parece saia.
Não sei se golem tem gênero, mas, dependendo do Cristal-Q instalado, alguns corpos têm individualidade feminina mesmo, isso é fato. A golem tipo gato da técnica Eruka, "Basuteto", também é assim.
— Rege terra fértil e árvore materna. Essa aqui é a "Guran Guryun". Parceira minha por dois mil anos.
— «Prazer. Série Coroa, número de modelo CS-06, "Guran Guryun".»
Opa, capacidade de linguagem parece alta. Provavelmente, sendo "Coroa", essa golem também deve ter alguma habilidade com preço, hein. Olhando pro Rei Elfo, não parece ser preço físico, mas…
De relance, olho pro lado, e a Kūn observava a "Coroa" verde com olhos brilhantes.
— Nunca viu no futuro?
— Não. Basicamente, não participamos da reunião mundial, e Sua Majestade o Rei de Rea também não trazia a Guryun. É primeira vez vendo, mas que golem fofa!
Fofa…? Bom, dá pra ver dessa forma, talvez.
— De qualquer forma, entra, vamos guiar até o castelo. Guryun, contei com você.
— «Entendido.»
De novo, a Guryun desaparece dentro do golem grande.
Golem operando golem é sensação estranha, hein. Aah, mas nosso Frame Gear tipo animal, Overgear, também é parecido mesmo.
A carroça puxada por golem com esteira era surpreendentemente rápida. Vendo que não danifica a calçada de pedra ao rodar, será que a esteira é de borracha? Dentro da carroça também não balança tanto assim. Deve ter algo tipo suspensão instalado direitinho.
O castelo real do Reino de Rea era castelo bem fantástico. Com fundo de árvore gigante, muralha branca com árvores enroscadas, hera densa, exalando atmosfera tipo literalmente "castelo verde".
Ouvi que esse castelo existe desde quatro mil anos atrás. Será que tem poder funcionando parecido com magia de proteção, não parece tão antigo assim.
Interior do castelo também tem construção com sensação de idade avançada, mas não parece velho demais.
Descendo da carroça, seguindo o Rei de Rea e a Guryun avançando pelo castelo, mas sinto que o destino deles não é dentro do castelo. Se continuar avançando reto assim, vai atravessar o castelo…
No rosto do Rei de Rea, aparece sorriso travesso. De novo tramando algo?
Eventualmente, no fim do caminho, o grande portão duplo, dois cavaleiros de guarda como se fossem guarda, empurram abrindo com força.
— Wa…!
— Nossa…!
— Hee…
"Gi, gi, gi", além do portão aberto, tinha dentro da floresta com luz do sol filtrando pelas árvores. À nossa frente, a grande árvore, vista de fundo do castelo ao chegar, se ergue tão alta que quase precisa olhar pra cima.
— É a árvore espiritual Reauindo. Árvore materna dos elfos, lugar onde a alma retorna… era, árvore espiritual.
Era?
Essa tal árvore espiritual não parece ter espírito habitando, igual à árvore sagrada da grande selva, grande árvore divina. Ou melhor, sinto algo estranho. Não sinto força vital.
— Percebeu, hein. Isso mesmo, essa árvore espiritual já perdeu a vida por completar o próprio tempo de vida. Graças à mana restante dentro da árvore, aparência não muda em nada, mas, dentro de mais alguns meses, deve começar a murchar.
Faz sentido. Como esperado, árvore que já esgotou o tempo de vida não ressuscita nem com magia de recuperação. Essa tal árvore espiritual deve ter existido aqui por milhares de anos, longo tempo, protegendo o Reino de Rea. Pensando nessa história, sinto profundo sentimento.
— A Reauindo cumpriu seu papel. Mas árvore espiritual é símbolo do nosso país. Continuando assim, a paz do povo se perturba. Precisamos receber nova árvore espiritual.
— Nova árvore espiritual?
— Umu. Foi sobre esse assunto que quis encontrar o Duque de Brunhild. A "Árvore Sagrada" de Aizengarudo, que dizem que você criou. Quero fazer aquela a nova árvore espiritual do nosso país.
— A Árvore Sagrada?
Árvore Sagrada de Aizengarudo. É árvore sagrada que plantei pra purificar o "Veneno Divino-Demoníaco" espalhado na luta contra o deus maligno.
Mesmo assim, quem criou não fui eu, e sim o tio Kōsuke, deus da agricultura.
Mas, essa Árvore Sagrada virar novo símbolo desse país, não pode ser que quer que eu arranque aquela de Aizengarudo?
— Ah, não, foi mal-entendido meu. Não é que quero justamente a Árvore Sagrada de Aizengarudo. É que quero algo igual àquela árvore.
— Ah, então é isso…
Uuun, originalmente, aquilo passou por várias etapas de melhoramento até ser criada, então tem sim muda igual. Na verdade, tá dentro do meu [Storage].
A leve hesitação é que a "Árvore Sagrada" é criação do deus da agricultura. Será certo eu ceder por conta própria assim?
— Espera um pouco, por favor. Vou confirmar.
Pedindo licença ao Rei de Rea, ligo pro tio Kōsuke. Se o tio Kōsuke mostrar relutância, sinto muito pelo Rei de Rea, mas vou desistir.
『Tanto faz, não me importo. Basicamente, criei isso em forma humanizada, então aquilo é coisa da terra, e, exceto purificar Veneno Divino-Demoníaco e ar poluído, não tem nenhuma habilidade especial em particular.』
A resposta do tio Kōsuke foi bem tranquila. Que leveza, hein… bom, já que a própria pessoa diz que tá tudo bem, então tá tudo bem.
Tirando do [Storage] a muda da Árvore Sagrada, o Rei de Rea, com só um olhar, estende a mão animado. Tremendo?
— I, isso é demais…! Presença nobre superando até a árvore espiritual de antigamente…! Sem dúvida, isso é árvore sagrada…! Como se um deus habitasse dentro…!
Acho que tá exagerando um pouco, mas, de fato, brilha bonito mesmo. Entendo o sentimento.
O brilho vindo dessa folha é mana purificado. Deve estar absorvendo o ar poluído e mana sujo, mas é menos que o de Aizengarudo. Não sei se é porque essa é muda ainda, ou porque o ar do Reino de Rea não é poluído.
Quando entrego a muda da Árvore Sagrada, o Rei de Rea recebe com respeito.
— Agradeço. Nosso país deseja firmar amizade com o Ducado de Brunhild, esperando prosperar junto.
— Não, ao contrário, conto com sua colaboração.
Aperto firme a mão estendida pelo Rei de Rea. E, virando-se, ele olha pra cima a árvore gigante erguida.
— Reauindo. Árvore materna que protegeu esse país por longo tempo. Descanse em paz…
A Guryun estende a mão em direção à árvore espiritual. Então, da palma da Guryun, onda verde suave dispara reto em direção à árvore espiritual.
— Touya-san, a árvore espiritual…!
— Uo…!
Apontado pela Yumina, olho pra cima a árvore espiritual, e, num piscar de olhos, a árvore espiritual verdejante perdia a cor.
Feito assistindo vídeo em avanço rápido, num instante, a árvore espiritual murcha completamente. Além disso, até galho e tronco começam a se estilhaçar em pedaços. Feito virando pó, a árvore espiritual gigante desaparece.
Não pode ser, isso é habilidade de "Coroa"…!?
No local vazio onde a árvore espiritual completamente virada pó estava, o Rei de Rea planta habilmente a muda da Árvore Sagrada.
— Herdando vida antiga, nova vida, desperte nesta terra. Que a bênção da terra esteja!
— Eh!?
— Uwa!?
Junto com a fala do Rei de Rea, na hora que planta, a Árvore Sagrada recém-plantada cresce visivelmente diante dos olhos. O que é isso…!
Enquanto ficamos sem palavras, a Árvore Sagrada continua crescendo rapidamente. Isso também é habilidade da Guryun…!?
— Isso é [Controle Vegetal]… não só planta, consegue até controlar madeira processada, habilidade da "Coroa" verde, "Guran Guryun"…!
Mesmo surpresa, a Kūn explica. Como imaginei! Ou seja, essa habilidade deve ter preço grande pro contratante…!
— Gu…!
Diante disso, chega aos meus ouvidos voz de sofrimento do Rei de Rea. Já a Árvore Sagrada crescera até metade do tamanho da árvore espiritual original. A onda verde disparada da Guryun já parou.
O Rei de Rea cambaleia, ajoelhando no lugar, desabando pra frente.
Preço da habilidade de "Coroa" às vezes chega a custar a própria vida. Não pode ser…!
—! Tá tudo bem!?
Apressado, corro até ele, erguendo-o, e chega aos meus ouvidos som de barriga tão alto que nunca ouvi antes, "gurururu…". Eh?
O rei elfo, com olhos vazios, murmura com voz esganiçada.
— Tô… com fome…
Eh, preço é isso mesmo…?