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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 483

O Preço do Verde, e as Duas Filhas

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Capítulo 483 – O Preço do Verde, e as Duas Filhas

— O preço da "Coroa" verde é "fome". Vira estado de fome extrema, e, se descuidar, pode chegar à morte. Mesmo assim, não tenho intenção de usar habilidade a esse ponto…

O Rei Elfo, com barriga roncando forte, "gukyurugururu…", olhos vazios, fala isso deitado na cama.

Sentindo tanta fome assim, dá vontade de dizer "come logo alguma coisa", mas parece que não é assim tão simples.

O Rei de Rea, ainda deitado, pega uma maçã trazida, e, num piscar de olhos, ela se desfaz feito areia, virando pó. Uwee!?

— Enquanto pago o preço assim, não consigo levar comida à boca… nesse caso, olhando por alto, uns vinte dias, talvez…

— Tanto assim!?

— Elfo é raça que consegue viver sem comer tanto originalmente, então não é impossível aguentar. Consigo beber água pelo menos, então não morro facilmente assim, mas a fome inicial é intensa mesmo…

Ah, é mesmo, antes, a Nia, usuária da "Coroa" vermelha, mencionou isso. Se tomar cuidado, exceto a "Coroa" roxa, não morre pelo "preço".

Bom, aquela "Coroa" roxa, através do meu [Cracking], já não tem mais habilidade de "Coroa" mesmo.

Mas, [Preço] de fazer passar fome, e ainda virar pó comida tocada, hein.

Antigamente, li história parecida com algo. Rei que recebeu poder de deus de transformar tudo que toca em ouro, feliz no início, mas até comida vira ouro, quase morrendo de fome.

Provavelmente, esse [Preço] deve ser tipo igual à minha [Maldição]. Roubar algo do outro à força. Esse tipo de [Maldição].

E ainda, diferente de maldição, sendo preço por desejar algo, difícil de anular isso. Provavelmente, nem com [Recovery] seria possível. Talvez, destruindo a habilidade da Guryun com [Cracking], anularia, mas esse rei não deve desejar isso.

— Fica tranquilo. É habilidade que uso há anos. Já tô acostumado. Sei bem qual é o limite, e não pretendo usar habilidade além do que aguento.

Segundo a Kūn, a habilidade da "Coroa" verde é controle de planta, mas o alcance parece ser bem amplo. Mas, quanto maior o alcance, mais a qualidade da habilidade cai, fraqueza parecida com meu [Prison].

Parece que consegue controlar não só árvore viva, mas até produto de madeira processado. Antigamente, dizem que afundou toda uma grande frota inimiga que atacou o Reino de Rea, virando resto no mar. Não, será que basta abrir buraco no casco, isso fica simples?

— Não precisava ter feito crescer de repente daquele jeito. Mesmo deixando quieto, cresceria mesmo…

— A árvore espiritual é símbolo deste país. Pra tranquilidade do povo, precisa disso visível. Comparado a muda fraca, árvore espiritual crescida grossa e robusta traz mais alívio pra todos, né?

Bom, dito assim, de fato, faz sentido. Na verdade, dá pra ver a Árvore Sagrada pela janela desse quarto, e o pessoal do castelo, feliz, tá rezando pra ela.

Todo mundo sabia que a mana circulando dentro da árvore secou, e que a vida da árvore espiritual já esgotou. Todos desejavam nova árvore espiritual logo. Esse rei se sacrificou justamente por isso. Não é algo fácil de fazer.

Mas ficar vinte dias em jejum daqui pra frente é difícil, hein… disse que tá acostumado, mas acostumar não significa que fica fácil, né.

— Duque de Brunhild. O que fez dessa vez, mesmo agradecendo, nunca é suficiente… como país, quero fazer algo em retribuição. Este Rea tem várias ruínas, sabe. Máquina mágica antiga escavada, encontrada dali, dorme no tesouro. Se não se importar, quero dar algumas…

— Não, fica tranquilo. Originalmente, aquilo foi…

— Agradeço a gentileza! Tesouro do Reino de Rea, se possível, gostaria de ver junto com Sua Majestade o Duque!

Originalmente, aquilo foi mérito do tio Kōsuke. Quando tento recusar com modéstia, mais rápido que isso, a Kūn avança pra frente, "baba", respondendo assim.

Ei, senhorita filha. Entendo o sentimento, mas não precisava ser tão desesperada assim.

— Umu… então, guiem Sua Majestade o Duque e o pessoal ao tesouro.

— Sim.

Guiados pelo jovem elfo (na aparência) que é primeiro-ministro deste país, dirigimo-nos ao tesouro. Depois disso, parece que o Rei de Rea vai beber bastante água e dormir logo. Dizem que assim não sente tanta fome. Depois que passar o período do preço, vou trazer comida da Rū de presente.

O Robēru de Panashesu também ainda dorme pelo preço do teletransporte, então decidimos receber o tesouro primeiro e nos retirar sozinhos.

Queria falar sobre entrar na aliança mundial, mas fica pra próxima.

— É aqui.

O lugar guiado era diante de porta protegida rigorosamente por várias fechaduras e golem de guarda. O primeiro-ministro vai destravando uma por uma.

Ao abrir a porta, dentro, misturado com tesouro de ouro e prata, tinha várias máquinas mágicas guardadas.

Tem golem também. Provavelmente, deve ser corpo antigo. Se não for coisa realmente cara, não colocariam golem de fábrica dentro de tesouro.

Não só golem, algumas peças, máquina de uso desconhecido, à primeira vista, parece só sucata, mas só a Kūn, olhos brilhantes, salta pra dentro do tesouro.

Virando-se, rosto vermelho, sacode os dois punhos pequenos pra cima e pra baixo. O que é isso, fofa demais.

— P, papai… M, Majestade! Isso, aquilo!

— Aai… tá bem. Escolhe o que gostar.

— Obrigada! Amo você!

A Kūn se agarra em mim com força. Quando penso em abraçar de volta, ela logo se afasta, indo pra dentro do tesouro. Oh…

— Relaxou demais, querido.

— Isso mesmo. Sendo tecnicamente rei de um país, devia ser mais firme…

— A, tá…

Sou espremido pela Rin e pela Yumina dos dois lados. Será que relaxei tanto assim… mas não tem jeito nessa situação!

Cantarolando, "hanauta", pulando, "sukippu", pelo corredor do castelo de Brunhild, a Kūn. Nas duas mãos, carrega bloco de máquina do tamanho de bola de basquete, recebido do tesouro do Reino de Rea.

Parece algo tipo motor, mas não entendo direito. Deveria ser metal, mas o peso é leve demais. Também deixei carregar, mas era leve tipo feito de plástico.

— No fim, o que é isso, afinal?

— Ótima pergunta, mamãe! Provavelmente, isso é "Forno Espiritual"!

— Forno Espiritual?

Nunca ouvi isso… segundo a Kūn, G-Cube instalado em golem. Gera mana da luz, amplificando, é fonte de energia e coração do golem. E, o que incorpora esse G-Cube, é o motor mágico do golem.

Forno Espiritual parece ser mecanismo que originou esse motor mágico.

Em tudo, habita espírito. Usando o poder desse espírito, amplifica mana, mecanismo assim.

No continente oeste… antigo mundo sombrio, também existe espírito. Nos tempos antigos, o povo do mundo sombrio, usando poder de espírito, movia golem, é isso?

— Não sei se é golem ou não. Escuto que golem nasceu durante a guerra mundial de lá, afinal.

— Aah, era da era antes da aparição de Phrase daqui, hein…

Mesmo assim, é razoavelmente bonito, hein. Não parece coisa de mais de cinco mil anos. Magia de proteção, será?

Bom, temos até Frame Gear tão antigo assim também.

— Analisando isso, deve surgir nova descoberta…! Kufufufufu!

— O que fazer, esposa. Filha, medo…

— Não tem o que fazer, marido. Ela é filha assim mesmo.

Risada abafada tão maligna que chega a pensar se, como pais, não devíamos mostrar isso pro mundo, escapa da Kūn.

— Então! Vou até Babylon!

— Volta até o jantar, tá?

— Táaa!

Pulando de novo, "sukippu", a Kūn se dirige até a sala de teletransporte pra Babylon. Como direi, quando o assunto é hobby, muda completamente a personalidade, essa criança.

Enquanto damos suspiro atônito, a Yumina ao lado também escapa suspiro pequeno.

— Que fofa, hein. Queria que meu filho ou filha viesse logo também…

— Que tá falando. Aquela criança também é sua filha, sabe? Todos são irmãos entre si, afinal.

Diante da fala da Rin, a Yumina fica atônita por um instante, mas logo começa a rir baixinho, "fufu".

— É verdade mesmo. Eu também sou mãe, né.

A Kūn chama a Yumina de "Yumina-mamãe". Essas crianças têm nove mães desde que nasceram.

Pra elas, talvez não importe se é mãe biológica ou não. No caso da Kūn, provoca até a Yumina e o pessoal. Comparado a isso, sinto que ainda é mais à vontade com a Rin, no entanto.

Bom, entendo o sentimento da Yumina. Atualmente, sem saber onde no mundo os filhos restantes vão aparecer, só resta esperar.

Provisoriamente, enviamos secretamente "olhos" através dos pássaros sob comando do Kōgyoku nas principais capitais.

Principalmente pra capturar quando a Yakumo, filha da Yae, aparecer. Como a Yakumo consegue usar [Gate], é difícil encontrar mesmo…

Francamente… se é treino, podia fazer neste país mesmo com a Yae e a irmã Moroha. Papai não entende bem o que a filha pensa.

Uma semana desde a visita ao Reino de Rea. A Kūn não desce à terra de jeito nenhum. Trancada no "Laboratório" de Babylon, parece continuar desenvolvimento com a Doutora e a técnica Eruka, três. Essa criança tem qualidade de reclusa mesmo. Completamente tipo caseira.

Ao contrário, a Furei, filha da Hiruda, é tipo ativa ao ar livre. Bom, "ao ar livre", mas só faz combate quase todo dia com a Arisu, filha do Ende.

— Falando em combate… o torneio de artes marciais de Misumido, quando era mesmo?

Viro o rosto pra Rinze sentada ao lado. Além de mim, no almoço, tá sentada a Eruze, a Rinze, a Sakura, a Sū, quatro. As outras parecem ter agenda desencontrada por trabalho ou compromisso. Isso é comum entre nós.

— Se não me engano, começa hoje mesmo. Né, irmã?

— Uhum, isso mesmo. Aaa, queria ter participado.

Diante da fala da Rinze, a Eruze murmura decepcionada, comendo omelete de arroz do almoço. Não, se você participasse, ia virar problema grande, viu.

Já a Eruze, a Yae, a Hiruda, três, provavelmente têm força entre as melhores do mundo. Contra elas, acho que só especialista de raça longeva, tipo elfo ou anão, com séculos de treinamento, exceto a irmã Moroha e o pessoal, raça divina, conseguiria competir.

— Bom, dessa vez é torneio interno de Misumido, então participação de rainha de outro país seria problemático mesmo.

— Sei disso… ser rainha também é incômodo, hein.

Sua Majestade o Rei-fera de Misumido, há tempos, queria realizar torneio de artes marciais, mas era contra pelos vassalos. Motivo deles era "falta de orçamento", mas, vendo o torneio realizado em Brunhild, montando barraca com comida nova e lucrando com taxa de participação, achou que talvez desse certo com eles também.

Daí, convencendo com dificuldade o primeiro-ministro Gurātsu-san e o pessoal, finalmente conseguiu realizar.

Pra aumentar segurança, eu que apliquei barreira de proteção na arena e magia de teletransporte/recuperação pra feridos.

Dessa vez, parece torneio só dentro de Misumido, mas, eventualmente, quando trem mágico começar a rodar, talvez venham participantes de fora do país também.

Ou melhor, será que Sua Majestade o Rei-fera também participa? No nosso torneio, se não me engano, enfrentou o General Reon de Belfast, empatando, sendo eliminado cedo, dizem.

Naquela hora, tava desmaiado pela luta contra o Gira, então não assisti, mas ouvi que foi combate impressionante. Se alguém tivesse gravado, poderia ter visto.

— Participação talvez não dê, mas, só pra assistir, não seria bom?

— Uuun… se for Sua Majestade o Rei-fera, provavelmente aceitaria com prazer, mas…

Diante da proposta da Sū, penso um pouco preocupado. Será que ficaria só assistindo, hein… será que não seria puxado tipo "partida exibição com o campeão, ou com o próprio Rei-fera", virando a Eruze lutando?

No primeiro torneio de artes marciais realizado em Misumido, rainha de outro país nocautear campeão ou rei do próprio país, isso não seria só "problemático", seria bem mais grave.

Melhor mesmo ignorar dessa vez, hein. Enquanto chego a essa conclusão, chega telepatia do Kōgyoku.

— «Desculpa incomodar durante refeição. Chegou informação importante de um dos "olhos" que enviamos. Por favor, dê uma olhada primeiro.»

— «Combinado, manda.»

Conecto visão com o pássaro sob comando do Kōgyoku enviado a vários lugares.

Depois de breve intervalo, imagem nítida surge na minha mente. Deve estar convertendo informação visual do pássaro em informação visual humana.

Onde é isso, hein… muita gente. Algum tipo de local? Muito beastfolk, será Misumido?

Ah, é Misumido mesmo. O primeiro-ministro Gurātsu-san tá na tribuna de honra, e aquela arena de luta é a que apliquei barreira de proteção. Local do torneio de artes marciais.

Assentos em degraus estão lotados de beastfolk e semi-humanos. Grande sucesso, hein.

O olhar do pássaro se direciona ao centro da arena. Alguém tá lutando. Combate do torneio em andamento, talvez.

Um é homem grande barbudo com grande espada de madeira. Urso… beastfolk, talvez. E o outro é…

—!?

"Gata!", levanto-me sem perceber da cadeira. Todo mundo surpreso direciona o olhar em minha direção, mas meu olhar se direciona a uma delas, a Rinze.

Porque na imagem fluindo na minha mente agora mesmo, tinha criança idêntica a ela.

— C, o que foi, Touya-san?

— E, espera, agora mesmo chegou telepatia do Kōgyoku, e… deixa eu ver, ah, melhor mostrar logo!

Apressado, ativo [Miragem], projetando no ar da mesa o que estou vendo. Sem áudio. Só imagem.

— …Eh?

— O que é isso, arena de luta…?

— Tem criança lutando ali?

— Rinze?

Empunhando manopla desproporcional equipada nas duas mãos, uma garotinha de uns seis, sete anos, idêntica à Rinze, avança de um salto contra o homem grande urso.

Diante da investida da garota tipo relâmpago, o homem urso tenta se defender virando o lado achatado da grande espada.

A garota, vendo isso, salta de repente, e, feito zigue-zague pelo ar sem nada, avança em direção ao homem urso. Pulando pelo ar!?

E, assim, com um punho da garota disparado, a grande espada se estilhaça, e o homem urso é arremessado de forma espetacular pra fora da arena. Depois de quicar algumas vezes, rola até parar.

— «« «« «« O quê!? »» »» »»

Nossa voz observando a imagem ecoa em uníssono. O que foi isso agora!?

Com os olhos arregalados, a Eruze compara a irmã caçula ao lado com a garota na tela.

— Espe, espe, espe, espera um pouco!? Essa criança, não pode ser sem ser…!

— Filha da Rinze… acho que é a Rinne.

— Idêntica até esse ponto. Sem dúvida.

A Sakura e a Sū também comparam a garota na tela com a Rinze. Realmente parecida mesmo, hein… não, faz sentido mesmo, claro.

Cabelo prateado cortado na altura do ombro, com faixa de cabelo, olhar levemente mais afiado que a Eruze? Até a roupa vestida é parecida. Sensação exatamente de mini-Rinze.

— Ha, hawawawawawa! C, che, chegooou!? Che, chegou!?

— Por que interrogação…?

— Umm, umm, o, o, o que fazer, fazer nessa hora, o que fazer!?

— Rinze, calma um pouco.

Falo com a Rinze em pânico. Entendo o sentimento. Já é terceira vez pra mim, então não fico tão desesperado assim.

—!?

— Eh?

Diante da voz repentina gritada pela Eruze, volto o olhar, e, dentro da tela, a Rinne acenava a mão em direção aos assentos da plateia. Nessa direção, primeira fila, garota da mesma idade acena de volta a mão levemente.

— Idêntica à Eruze, hein…

— Provavelmente, filha da Eruze, Eruna.

— Eh, eh!? M, minha!? Che, chegou!? Chegou?

A Eruze move o olhar ao redor, "kyorokyoro", pra Sū e Sakura. Confusão total, mão vagando no ar, agitada.

— Umm, umm, o, o, o que fazer, fazer nessa hora, o que fazer!?

— Eruze, calma. Repetição.

Igual à Rinze de agora há pouco… por serem gêmeas, não precisava sincronizar tanto assim.

A garota da plateia na tela também tinha cabelo prateado comprido idêntico à Eruze. Mas o olhar é levemente mais suave, dando impressão tranquila. Também veste roupa parecida com a da Eruze, mas, não pode ser, feita à mão pela Rinze futura?

— T, Touya-san! Vamos pra Misumido agora mesmo!

— É, é mesmo! Assistindo isso, melhor ir direto lá logo!

— T, tá, entendi, entendi já…!

Contra as duas esposas avançando, impossível eu resistir. Apressado, abro [Gate], e, atrás da plateia da arena, num lugar sem chamar atenção, pisamos em Misumido.

Empurrando-me de lado, a Eruze e a Rinze saltam pra fora de trás. Em seguida, a Sakura e a Sū também vêm pra esse lado.

Descendo da arena, a Rinne volta pro camarim no fundo. Vendo isso, a Rinze tenta seguir a filha, mas seguro o braço dela, parando ali.

— Espera! Provisoriamente, aquela criança é participante do torneio. Se for encontrar sem avisar, pode atrapalhar os outros participantes no camarim.

— M, mas…!

— Deixa a Rinne pra depois, melhor capturar a Eruna da plateia primeiro. De qualquer jeito, vai vir pra cá.

Relutante, a Rinze, talvez tenha entendido a fala da Sū, eventualmente assente, "kokun".

— Umm, umm… ah! Tá ali!

No alvo apontado pela Eruze, dá pra ver a Eruna, filha dela. Justamente do lado oposto de onde estamos, primeira fila.

Nessa posição, atrás dos assentos em degraus, dá pra ver de algum jeito até a primeira fila, mas, como encontrou tão bem no meio dessa multidão, hein. Intuição materna, será?

Nessa posição, teria que dar a volta, hein. Justamente quando tento correr, a voz da Eruze ecoa nos meus ouvidos.

— Sakura! [Teleport], por favor!

— Combinado

Num instante, a visão muda. Espe…!

Com o teletransporte [Teleport], as pessoas ao redor ficam surpresas como se tivessem perdido as forças. Pelo efeito de virar súdita, número de pessoas assim, a Sakura já consegue teletransportar em bloco. …Mas, mesmo assim, deve chamar atenção mesmo…!

O quê, quem são esses!? De onde apareceram!? Diante do olhar confuso e desconfiado ao redor, só um olhar, direcionado a nós, atônito.

— M, mamãe?

A Eruna, congelada, olhos grudados na Eruze que apareceu de repente.

— E, isso… Eruna… né?

— A… u… au…!

Diante da Eruze hesitante em como puxar conversa, a expressão atônita da Eruna vai se desfazendo aos poucos. Dos dois olhos, transbordam lágrimas grandes.

— Mamãe…! Mamãeeee! Ueee…, mã, mamãe tá aqui…! Queria te ver…! Queria te ver tantooo…!

Bagunçando o cabelo prateado comprido, a Eruna se agarra na Eruze, chorando alto.

Diante do abraço repentino, a Eruze fica desnorteada, "watawata", mas, eventualmente, sorri levemente, abraçando com carinho a filha chorando alto, "wanwan".

Umm… papai também tá aqui, viu?


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