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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 484

Eruna, e Rinne

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Capítulo 484 – Eruna, e Rinne

Pra tentar acalmar de algum jeito a Eruna chorando sem parar, saímos temporariamente de fora do local do torneio de artes marciais.

Sentados no banco entre várias barracas instaladas, aos poucos, vamos ouvindo da Eruna a situação até agora.

— Eh, no Grande Rio Gau!?

— Uhum… nós aparecemos numa ponte em Misumido, mas, será que aquela ponte tava podre, de repente desmoronou. Assim, caí junto com a Rinne…

— M, machucou!? Tá tudo bem?

Ao lado da Eruna, a Eruze pergunta com voz alterada, preocupada. Diante disso, a Eruna mostra sorriso contrariado.

— Uhum, isso tá tudo bem. Não caímos direto no rio por pouco. Mas as duas deixamos cair o smartphone que segurávamos dentro do rio. Por isso, não conseguimos contatar ninguém em lugar nenhum…

Aah… foi por isso, hein.

O smartphone produzido em massa criado pela Doutora tem [Apport] e [Teleport] aplicados, pra funcionar mesmo se roubado ou perdido.

Mas, só eu consigo usar isso pra recuperar o smartphone, então não tinha jeito pras duas mesmo.

— Achando que precisava contatar Brunhild de algum jeito, ouvimos falar do torneio de artes marciais. Pensamos que Sua Majestade o Rei-fera com certeza apareceria, então dava pra pedir contato através dele…

— Que esperta! Se esforçou bastante! Como esperado, minha filha!

Abraçando forte, "mugyu", a Eruna ao lado, esfregando o rosto, "hoozuri", a Eruze. A Eruna fica vermelha, envergonhada.

Entendi. Sendo tão parecida assim com a mãe Eruze e a Rinze. Se Sua Majestade o Rei-fera visse essas crianças, com certeza mandaria contato pra mim. Mesmo sem falar nada, o contato chegaria hoje ou amanhã mesmo.

Mas, complicado, hein. No smartphone produzido em massa, tem número de série gravado, e recuperamos baseado nesse número, mas, sinceramente, não sei o número do smartphone criado no futuro. A própria dona que carregava também não deve saber.

Trabalhoso, mas depois vou recuperar usando [Search]. Enquanto penso isso, diante de mim, a Sū, sentada no assento oposto à Eruze, joga pergunta.

— A Eruna e a Rinne, quantos anos?

— Umm, nós duas temos sete anos. Eu nasci um mês antes, então sou a mais velha.

Ouvindo isso, a Eruna é sexta filha, e a Rinne, sétima filha, hein. Sendo a Kūn terceira filha, tem duas entre elas. E, embaixo da Rinne, mais duas.

Não sei se é filho da Yumina, da Rū, da Sū, ou da Sakura, mas.

A Sū e a Sakura tentavam obter informação sobre os próprios filhos, mas a Eruna, "umm, isso, aquilo…", enrola a fala sem contar nada. Parece que a vovó Tokie a proibiu de falar demais.

Vendo a filha em apuros, a Eruze bloqueia a pergunta das duas. Relutantes, as duas parecem desistir, e a Eruna, liberada do interrogatório, respira aliviada.

Ao mesmo tempo, de algum lugar, chega som fofo, "kuuu…".

Olhando, a Eruna, com a mão na barriga, fica vermelha.

— A, isso, é que ainda não comi nada…

— Ah, é mesmo, nós também távamos no meio do almoço. Vamos comer algo leve aqui. Dono da loja! Espeto grelhado, três de cada, na quantidade de gente!

— Combinado!

A Sū faz o pedido pro dono da barraca. Dentro do [Storage], tem comida em qualquer quantidade, mas, num lugar cheio de barracas de comida, tirar isso pra comer seria meio deselegante.

Bom, já que é festival, seria desperdício não comer. Pegando espeto grelhado trazido rapidamente, entrego pra Rinze sentada ao meu lado.

— Toma, Rinze também.

— Ah, sim…

Recebendo isso sorrindo, a Rinze. Preocupada com a filha que participa do torneio, sorriso levemente sem energia. O olhar dela se direciona à Eruze e a Eruna abraçadas.

— Sem preocupação. Com essa habilidade, não perde pra qualquer um por aí. Como esperado, filha da Rinze.

— Obrigada, Sakura-chan.

Diante da fala encorajadora da Sakura, a Rinze mostra sorriso. Ou melhor, aquela criança tem força nível rank ouro/prata, né… do jeito que tá, deve passar fácil a fase classificatória, e, se descuidar, pode até virar campeã… isso não seria problemático?

— Ou melhor, já que o objetivo já foi alcançado, que tal a Rinne desistir?

— Umm, papai… acho que isso é difícil.

A Eruna fala hesitante. …Sinto distância comparado à Eruze, hein. N, não pode ser que sou odiado, né…? Quero acreditar que é só vergonha por ter chorado alto agora há pouco.

— A Rinne adora esse tipo de combate, sabe. Se perdesse, ainda vá lá, mas desistir no meio deve deixar bem chateada. Pior caso, chora. Mesmo perdendo, deve chorar um pouco, mas…

Criança, hein. Era criança mesmo.

Como a Kūn e a Furei parecem mais maduras, não notei, mas a Rinne parece ser criança tipo criança de verdade.

— Uuun… esse torneio é organizado por Misumido, tecnicamente. E ainda, primeiro torneio memorável. Se civil comum de outro país, ainda vá lá, mas relacionado com família real participar não parece bom em particular…

Bom, não pretendo dizer "é minha filha", mas, sendo tão idêntica assim à Eruze e à Rinze, com certeza vão pensar que é envolvida. Seja filha ou parente, no fim, continua problemático mesmo.

Se perdesse na fase principal, não teria problema, mas, com essa força, sinto que não só chega à final, pode até vencer facilmente…

Mugugu, sentimento complexo. Como pai, quero que vença até o fim, virando campeã, mas, por posição de rei, isso é meio complicado, hein.

Provavelmente, Misumido também deve querer que seu próprio povo vença. Isso ia animar mais também.

— Ou melhor, esse poder da Rinne, o que é, afinal? De novo, magia de atributo nulo?

— Ah, uhum. Isso mesmo. [Gravity].

A Eruna responde honestamente à pergunta da Eruze. Aah… foi por isso. Entendido.

É aquele que eu também uso bastante. No momento do impacto ao atingir o inimigo, adiciona peso na arma, tornando mais pesada. No caso da Rinne, diferente do meu smartphone, não consegue deixar pesado por controle remoto, então deve aumentar o poder deixando pesada a manopla que toca.

— Tudo bem usar magia no combate?

— Parece que, se não for magia que ataca diretamente o adversário ou magia de recuperação, tá tudo bem. Tinha gente usando [Tailwind] agora há pouco também, viu?

Diante da dúvida da Sū, a Eruna responde. [Tailwind]… magia de vento que gera vento a favor, aumentando a própria velocidade, hein. Não uso muito, mas. Tenho [Accel] e [Boost], afinal.

A Sakura pergunta igualmente à Eruna.

— Aquele pulo aéreo da Rinne também é magia?

— Aquilo é pisando em [Shield] pra pular. Sendo invisível, parece que tá pulando no ar, mas…

[Shield], hein! Entendi, existia esse tipo de uso, hein… [Shield] desaparece rápido, mas, mesmo assim, dura um, dois segundos. Suficiente pra usar como apoio pra correr pelo ar. …Vou tentar da próxima vez.

Ou melhor, sem perceber, tem [Gravity] e [Shield], duas magias de atributo nulo, é isso…

Enquanto penso isso, a Eruna era mais além disso. Parece que consegue usar [Multiple], [Recovery], e [Boost]. Vendo que consegue usar mesma magia de atributo nulo que ela, a alegria da Eruze não tinha limite.

Igual [Program] da Kūn, [Boost] da Eruna… aah, se até a Yoshino, filha da Sakura, consegue usar [Teleport], isso não pode ser coincidência, magia de atributo nulo é hereditária mesmo. Não, magia de atributo nulo das outras filhas também é hereditária… de mim.

— E, o que fazemos com a Rinne?

— Sem discutir muito, leva com [Teleport] de volta.

— Não, isso também, hein…

Diante da proposta direta da Sakura, mostro relutância. E se ela chorar alto depois disso…

— Se perder, aceita e volta, né? Pede pro Rei-fera colocar alguém forte na hora?

— Uuun… pelo combate de agora há pouco, a não ser alguém bem forte…

— Se for isso, disfarço com [Miragem] em outra pessoa e luto eu? Igual a Arisu, a Rinne também parece ser tipo discípula minha.

A Eruze propõe algo absurdo, mas será que isso também é opção…? Acho que dá pra forçar através do Rei-fera ou do primeiro-ministro Gurātsu-san, mas…

— Não, se a Rinne é discípula da Eruze, tem possibilidade de ser descoberta pelo jeito de lutar. Se for fazer, eu que…

— Eu faço.

— Eh?

Todo mundo fica atônito diante da Rinze, que ergue a mão pequena no assento ao lado. Eh?

— Vendo vocês, irmãs, também fiquei com vontade de brincar com minha filha.

Não, "brincar", mas. Sorrindo, dizendo isso de forma tão amável, mas, no fim, é briga, viu? Primeiro contato com a filha ser isso, como fica?

— Mas a Rinze é mago, né? Consegue lutar sem usar magia de ataque?

— Não sendo pra machucar o adversário, sob regra de combate, dá pra resolver de algum jeito. Já treinei isso direitinho também.

De fato, a Rinze, comparado a todo mundo, não tem força chamativa, mas isso não significa que é fraca. Sinceramente falando, tem força de nível que aventureiro comum por aí não conseguiria enfrentar. Afinal, aprendeu até magia antiga, magia composta, e até magia élfica que tinha na "Biblioteca" de Babylon.

E ainda, tem o poder do anel de casamento presenteado pelo Deus do Mundo também.

— Ei, Eruna. A Rinne tem tendência de ficar convencida fácil, né? Nesse torneio também, não falou algo tipo "moleza, moleza!"?

— U, uhum, sim. Como sabe?

— Fufu. Sei sim. Eu também, quando criança, ouvia isso de perto com frequência.

— R, Rinze!? N, na frente da criança, na frente da criança!

Alterada, a Eruze grita diante da fala da Rinze. Percebendo, direcionamos olhar morno pra ela. Então falava mesmo isso, hein…

— A Rinne, quanto cresceu, confirmar isso também é dever de mãe, acho. Tudo bem, Touya-san?

— Não, se a Rinze diz isso, tá tudo bem, mas…

Não pode ser que a Rinze bata forte na Rinne, né. Igual quando a Hiruda e a Furei lutaram, seria bom fazer perder sem se machucar, mas… tem também derrota por sair da arena, então não é impossível.

Enquanto fico preocupado, "uumumumumu", chega chamada no smartphone guardado no bolso. Opa? É do primeiro-ministro de Misumido, Gurātsu-san.

— Sim, alô

『Ah, Sua Majestade o Duque de Brunhild. Por acaso, tá vindo a Misumido?』

— Ah, sim. Como sabia?

『Hahaha. Do assento VIP especial, dava pra ver a figura de Sua Majestade o Duque e o pessoal. Se não se importar, não gostaria de vir pra cá?』

Se não me engano, o lugar onde o Gurātsu-san tá é assento VIP construído numa parte alta. Que bom conseguir enxergar a gente lá de cima. Ah, sendo o Gurātsu-san beastfolk pássaro, deve ter visão boa mesmo.

Já que fui convidado, vamos lá. Vou consultar sobre isso.

— Eeh? A irmã Eruna sumiu… será que foi colher flor?

A Rinne espia o local do torneio pela janela do camarim. A irmã da mesma idade que estava ali até há pouco sumiu. Fica levemente ansiosa, se algo aconteceu. Sem smartphone é realmente incômodo.

No camarim, os participantes que passaram, cada um, descansando o corpo, alongando, meditando, se concentrando à própria maneira pro combate.

Quem passou, incluindo a Rinne, são doze. Entre eles, dois se machucaram, indo agora pro consultório médico.

Magia de recuperação não é onipotente. Se a gravidade do machucado for severa, existe possibilidade de desistir da participação. Sangue perdido não volta, e nem a resistência física se recupera totalmente.

Se surgir quem desiste, gera vitória por WO pra alguém avançar. A Rinne nem se importa, mas a maioria ali parece desejar a desistência dos participantes machucados.

Não estão aqui, mas, além dos doze que passaram, ainda tem quatro participantes por vaga de indicação. Ou seja, agora, serão dezesseis competindo pelo título, mas, na vaga de indicação, tinha nada menos que o próprio rei deste país, Rei-fera Jamuka Burau Misumido.

Se chamar atenção do rei, virar servo dele também não é sonho impossível. Faz sentido os participantes desejarem a desistência dos rivais.

Eventualmente, "gacha", a porta do camarim abre, entrando três pessoas. Um é fiscal beastfolk que conduz o combate. Outro é o jovem participante que foi ao consultório médico. E o restante, uma pessoa desconhecida pros outros participantes.

— Como o senhor Beiru desistiu por ter passado a fase classificatória, decidiu-se adicionar novo participante à vaga de indicação. Essa senhorita Rinrin vai participar.

— Rinrin, prazer. P, por favor.

A pessoa apresentada como Rinrin cumprimenta com voz baixa, curvando-se. Parece que a vaga de WO desapareceu.

Idade, uns dezesseis, dezessete anos, garota com cabelo loiro em trança. Na cintura, segura bastão curto com ponta em formato de estrela, e, no peito esquerdo, também brilha broche amarelo em formato de estrela. Sem armadura equipada, veste casaco preto estilo gótico e saia em camadas, pernas cobertas por meia longa preta.

Garota que, num relance, dá pra saber que é tipo maga. Nesse torneio de artes marciais, ataque mágico direto é proibido, então participação de mago é rara, mas não é totalmente zero. Na verdade, entre os que passaram a fase classificatória presentes aqui, também tem alguns que usam magia.

— Então, senhorita Rinrin, pro camarim de vaga de indicação.

— Ah, eu, aqui tá bom mesmo. Aquele lado deve me deixar tensa.

— …? Entendido. Bom, tanto faz.

O jovem fiscal acha levemente estranho, mas, do outro lado, tem Sua Majestade o Rei-fera. Reconsidera pensando que ela deve temer ficar tensa, incapaz de mostrar a força real.

Sendo indicação da senhoria primeiro-ministro Gurātsu, a habilidade dela deve ser confiável, mas, mago vencer esse torneio, deve ser difícil. Pelo menos, pra não pesar demais, achou que não teria problema deixar livre até o camarim.

— Então, participantes, aguardem mais um pouco, por favor.

Dizendo isso, o jovem fiscal sai do camarim. Sobre a garota que se apresentou como Rinrin, atenção de todos se concentra, mas a reação depois disso varia. Uns perdem interesse, julgando ser maga, outros ficam ao contrário desconfiados, encarando, outros se importam mas desviam o olhar, e por aí vai.

No meio disso, só uma garota, sem encarar hostilmente, olha inclinando a cabeça pra Rinrin, "ji────". É a Rinne.

— C, o que foi?

— Nnmuu…? Umm, irmã, já encontramos em algum lugar?

— Eh!? A, acho que é primeira vez!?

— Assim, hein…? Bom, tanto faz. Senta aqui do lado?

A Rinne bate, "panpan", no lugar ao lado no banco onde está sentada. Hesitante, quando a Rinrin senta ali, a Rinne ao lado sorri, "nipa!", estendendo a mão.

— Eu, mochizu… ah, umm, me chamo Rinne! Prazer, irmã!

— …Prazer, Rinne-chan.

A Rinrin, com naturalidade, aperta a mão estendida com sorriso, mas, dentro do coração dela, o coração dispara, segurando com força pra não gritar.

《F, fofa! A Rinne é fofa! Essa criança é minha e do Touya-san…! Q, será que não posso abraçar apertado…! M, minha filhaaaa──! Sobre ser fofa demais──!》

Rinrin, ou seja, a Rinze com aparência transformada por broche, gritava dentro do coração desde o topo do penhasco. Finalmente conseguindo encontrar a própria filha, tensão no máximo.

O sentimento de leve inveja que tinha da irmã até pouco tempo atrás voou completamente longe. Isso é insuportável. Fofura é justiça.

— Irmã é maga?

— U, uhum, isso mesmo. Estranho?

— Não! Minha mãe também é maga! Por isso, sei da força de mago! Mas quem ganha sou eu, viu!

— A, assim, hein…

Fufun, dizendo isso com confiança forte, também fofo. Contendo com força a expressão prestes a relaxar num sorriso, a Rinze.

— A mãe da Rinne-chan também é maga, hein.

— Uhum! Minha mãe, sabe, é incrível! Consegue fazer magia, também sabe fazer roupa, também sabe cozinhar! Consegue fazer vários tipos de coisa!

A Rinne fala apaixonada como se fosse sobre si mesma, e a Rinze escutava estreitando os olhos. Pelo fluxo da conversa, fala o que queria perguntar.

— A, Rinne-chan gosta da mãe?

— Às vezes, quando fica brava, dá medo, mas… adoro. Sempre conta várias histórias na hora de dormir. …Daqui a pouco, vou conseguir encontrar. Vou junto com a irmã Eruna encontrar. Então…

A última parte, voz baixinha, tipo com saudade. Diante disso, a Rinze abraça com força a Rinne.

— Irmã…?

Erguendo o rosto pra Rinze com expressão de dúvida, a Rinne. Percebendo, a Rinze solta a Rinne. Abraçou sem perceber. Deve ter parecido estranho, com certeza.

Precisando disfarçar de algum jeito, a Rinze solta desculpa apressada, "awaawa".

— D, desculpa! I, isso, parecia com minha irmã caçula, então, sem querer…!

Pensando "que desculpa fraca mesmo, hein", mas, mesmo assim, disfarça a situação de algum jeito.

— A irmã também tem irmã caçula? Eu também tenho uma. Irmão caçula também.

Diante da Rinne respondendo com sorriso, aliviada por ter conseguido disfarçar, a Rinze respira aliviada.

Já que chegou até aqui, quando a Rinze tenta obter informação sobre a irmã e o irmão caçulas, de novo, "gachari", a porta do camarim abre, entrando de novo o fiscal de antes e dois soldados de Misumido.

— Desculpa a espera. A tabela de combate foi decidida, então por favor. Quando chegar a hora, chamamos, então aguardem aqui até lá.

Os dois soldados colam na parede a tabela de combate trazida. Os participantes se posicionam diante dela, confirmando o próprio adversário e quem talvez enfrentem depois, caso vençam.

— Ah! Meu adversário é a irmã!

— Parece que sim mesmo.

Já pedindo pro Gurātsu, primeiro-ministro de Misumido, pra ficar assim, a Rinze não se surpreende. Claro, mesmo se a Rinze vencer, decidiu que vai desistir dando algum motivo tipo se machucou. Pra isso, não pode perder pra filha, no entanto.

— É combate! Já que irmã é maga, será que devo pegar leve um pouco?

— …Rinne-chan, a irmã provavelmente tem força parecida com a da sua mãe, então, se mostrar folga, pode se dar mal, viu?

Falou isso pra avisar a Rinne, ainda subestimando levemente o adversário, mas ela fica visivelmente de mau humor, "muuu~". Será que feriu o orgulho, fica levemente apressada a Rinze.

— …É mentira. Ninguém, além da minha família, é forte igual à minha mãe! Irmã e afins, eu derroto fácil!

Eh, é isso o problema? Os olhos da Rinze viram pontinhos. Ser tão adorada assim também deixa feliz como mãe, mas parece que também tem parte que olha o adversário de cima em algum grau. Mas, bom, sendo criança, não tem jeito mesmo, sorri a Rinze. A própria irmã também era desse tipo.

Ficando nostálgica, escapa risinho contido, "fufu".

A Rinne, "pui", vira o rosto da Rinze, cruza os braços, ficando calada com a boca fechada firme. Talvez tenha sentido que a família foi zombada.

Mas, mesmo essa atitude emburrada, a Rinze acha querida. Sensação estranha de sentir com certeza que essa criança é sua filha, sem dúvida nenhuma.

— Então, é combate.

— Não vou perder, viu!

Mãe e filha, cada uma carregando o próprio sentimento no peito, trocam olhares.


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