Capítulo 485 – A Luta de Mãe e Filha, e as Duas Lágrimas
— Até aí! Vencedor, senhor Dankusu!
Com força esmagadora, o participante beastfolk tigre arremessa o adversário pra fora da arena, erguendo o punho bem alto. Ao mesmo tempo, das arquibancadas, ecoa aplauso e grito de torcida tão forte que quase rachava.
— Como esperado, agilidade e força física de beastfolk não devem ser subestimadas mesmo. Acho que esse aí vai longe.
Ao lado da Eruna, a Eruze avalia isso tipo especialista. Será assim mesmo?
Voltamos aos assentos da plateia onde a Eruna estava originalmente. O Gurātsu-san recomendou assistir do assento VIP, mas, se a Eruna sumisse assim, a Rinne ficaria preocupada, então recusamos.
Não podemos deixar a Rinne ver nossa figura, então, exceto a Eruna, todos mudamos a aparência com [Miragem].
— Em qual posição fica o combate da Rinne e da Rinze?
— Se não me engano, é depois do próximo. Mas será que vai ficar tudo bem mesmo… a Rinne também me preocupa, mas a Rinze também me preocupa…
Quando dou suspiro pequeno, a Eruze direciona olhar atônito.
— Que isso, ficando desesperado, que feio. Ela também é sua esposa, sabia? Não fez treino pela metade, não. Só em força de fogo, acho que ela é a mais forte entre nós, sabe?
— Justamente porque essa força de fogo tá bloqueada pela regra que fico preocupado… não, se a Rinne for atingida em cheio, também seria problema…
Enquanto converso isso com a Eruze por cima da cabeça da Eruna sentada entre nós, com grito de torcida, começa o próximo combate.
Lutador de lança draconídeo, e espadachim beastfolk cachorro, hein. É o combate seguinte a esse, então… por favor, que nenhum dos dois se machuque.
Incapaz de me concentrar nem um pouco no combate se desenrolando à minha frente, seguro o estômago que começa a doer, "kirikiri".
— Ah, a irmã Eruna voltou. …Quem serão as pessoas ao lado?
Ao confirmar a figura da irmã, sente alívio, mas, ao mesmo tempo, pequena dúvida surge na Rinne.
A irmã logo acima, Eruna, é tipo tímida com estranhos. Não deveria conseguir se aproximar de gente completamente desconhecida assim facilmente.
Achou que talvez estivesse sendo importunada, mas, pelo sorriso da irmã que vê de vez em quando, percebe que não é isso. Vendo essa figura rindo junto como se fossem família, a Rinne sente leve solidão.
Atrás da Rinne espiando pela janela do camarim, Rinrin… a Rinze, fica de pé em silêncio.
— Aquela criança é a irmã?
— Uhum… a irmã Eruna. Raro ver a irmã conversar tão animada assim com outra pessoa.
Só a Rinne, sem saber a verdade, inclina a cabeça com cara de dúvida. Na verdade, sendo família, não teria nada de estranho conversar normalmente, mas.
— Até aí! Vencedor, senhor Ryūgeru!
Ecoa a voz do fiscal. Parece que o combate decidiu. Falta de educação, mas não assistiu nada. Parece que quem venceu foi o lutador de lança draconídeo.
『A seguir, começamos o quinto combate. Da vaga de indicação, maga errante, senhorita Rinrin! Contra, a participante mais jovem deste torneio, senhorita Rinne!』
Fluindo o anúncio de apresentação, a Rinze e a Rinne pisam do corredor diante do camarim até o local do torneio. Da plateia, chuva de aplauso e grito de torcida desce sobre as duas.
— É combate, irmã Rinrin! Com certeza eu ganho, viu!
— Combate, hein. Eu também não vou perder, tá?
Trocando olhares mutuamente, dividem-se pelos lados esquerdo e direito da arena. Encarando de frente, o fiscal no meio desce da arena.
— Ambos, tudo preparado?
— Táaa!
— A qualquer momento
A Rinne bate as manopla rústicas, "gangan", e a Rinze pega o bastão curto com ponta em estrela guardado atrás da cintura, posicionando-se.
— Então, começa!
"Da!", junto com o sinal de início, a Rinne encurta a distância com a Rinze. Método básico de lidar com mago. Ou seja, tática simples de atacar antes de conseguir conjurar magia.
— Desculpa, mas vou terminar rápido, viu!
Contra a Rinne avançando, a Rinze recua pra trás dando um passo, "suteppu".
— [Que a luz dispare, brilho ofuscante, Flash]
— Auu!?
Com o clarão repentino disparado do bastão curto da Rinze, a Rinne se acovarda, cobrindo os olhos com o braço. Encarando diretamente a luz, a Rinne fica incapaz de se mover ali.
Mais rápido do que esperava, a invocação. A Rinne avançou pensando que não tinha magia de ataque direto, mas nunca imaginou que roubariam a visão.
— Muuu!? Cegar os olhos é golpe covarde, irmã!
Gritando, expande [Shield] ao redor de si mesma. Aos poucos, mas a visão vai voltando. Por ora, só resta aguentar.
— Não pode fazer combate direto contra mago assim, sabe. O adversário pode ter vários tipos de tática enrolada.
— Enrolada? O que é enrolada? Aaai, fica falando coisa que não entendo!
Quando a visão volta ao normal e a Rinne se posiciona pra socar, ninguém estava à sua frente. Apressada, gira, virando-se. Mas, de novo, ninguém tava ali.
— Eh?
Se for isso, acima! Erguendo o olhar, mas também não tem ninguém ali.
— Sumiu… ah, [Invisible]! Aquela que faz sumir a figura!
— Certo
Enquanto expande [Shield] atrás de si, procura a presença. Se perceber direção da voz e fluxo do vento, deve dar pra saber posição aproximada… deveria, concentra os nervos a Rinne.
Mas, ali, entra intromissão do fiscal.
— E, espera um pouco, por favor! Senhorita Rinrin, essa magia de fazer a figura sumir, não conseguimos julgar mesmo se cair fora da arena, então gostaríamos de proibir!
— Ah, faz sentido. Sim, entendido.
— Fuwa!?
"Su", a Rinze aparece bem ao lado da Rinne, e ela, assustada, se afasta apressada. Desde quando!?
— Ku!
Recompondo-se, dispara chute voador em direção à Rinze que apareceu. No momento em que achou que o chute acertou o ventre da Rinze, o corpo dela racha.
— Eh!?
A Rinze rachada se estilhaça, "pakiri". Isso se estilhaça em pedaços feito vidro fino, caindo no chão.
— E, espelho?
— Aqui, viu.
Virando-se, a Rinze distante estava justamente baixando o bastão curto. O objeto em formato de estrela na ponta, feito shuriken, gira desenhando curva, voando em nossa direção.
Estrela deformada grossa avança em direção à Rinne feito estrela cadente.
— Uwa!?
A Rinne se abaixa, esquivando. Feito bumerangue desenhando arco, a estrela conecta de novo com o bastão da Rinze.
— O que é isso!? Pode usar esse tipo de coisa!?
— Não é lâmina, e não é magia de ataque, sabe. É tipo mangual com corrente longa.
Dizendo isso, a Rinze abaixa de novo o bastão curto. A estrela na ponta do bastão voa de novo em direção à Rinne.
A velocidade em si não é tão rápida assim. Tinha também método de continuar esquivando, mas o pensamento da Rinne era diferente. Esquivar várias vezes é desperdício de tempo. Se for assim.
— Es-tilha-ça!
Contra a estrela avançando, a Rinne bate o punho direito. Com essa manopla dada pelo pai, nada resiste. Além disso, no momento do impacto, ativa [Gravity] pra elevar o poder de destruição. Perfeitamente, a estrela se estilhaça em pedaços.
— Vi-toooria!
Fufun, respirando forte, "funsu", a Rinne ergue o peito com orgulho. Essa figura também parece fofa aos olhos da Rinze, e naturalmente aflora sorriso.
Talvez interpretando isso como sorriso de folga, a expressão da Rinne muda rapidamente pra insatisfação.
— Tá zombandooo! Se for assim, que tal isso!
"Dan, dan, dan!", a Rinne salta pra cima em três estágios pelo ar sem nada, subindo alto. Salto múltiplo com [Shield] como apoio. Acima da cabeça da Rinze, em altura considerável, a Rinne gira o corpo de uma vez, "kurun".
— Chute-Meteoroooro!
O sapato com placa de mithril embutida na sola ganha peso, caindo em direção à Rinze feito meteoro. Normalmente, sendo atingida com esse impulso, poderia virar ferimento sério dependendo.
Mas a Rinne sabe que essa arena foi feita pelo Touya. Igual ao campo de treino de Brunhild, arena especializada em proteger a vida das pessoas. Consegue prever até que ponto de dano seria anulado.
E ainda, sobre lidar com força em combate contra pessoa, foi treinada rigorosamente pela mestra, também uma das mães, Eruze. Nesse nível, mesmo se machucar, deveria conseguir recuperar.
Pensando isso a Rinne, mas, no momento do chute atingir, vendo a figura da Rinze se estilhaçar em pedaços, de novo percebe que foi enganada.
Nem agora há pouco, nem agora, teve invocação de magia. Será magia de atributo nulo? Pensa a Rinne, pousando na arena, virando-se, e percebe pequena figura semitransparente ao lado da Rinze.
Tamanho de uns trinta centímetros. Garota vestida com algo tipo vestido prateado, cabelo prateado comprido balançando.
— Espírito…! Isso mesmo! Aquilo de agora, e isso agora, é magia élfica!
— «Acertou. Deveria ter percebido observando com mais cuidado. Especialmente em desvantagem, precisa manter a calma.»
O espírito ao lado da Rinze ri baixinho, "kusukusu". Na era da Rinne, ainda vá lá, mas, nesta era, quase ninguém usa magia élfica. Na verdade, até chegar à capital de Misumido, nem uma pessoa usava magia élfica. Por isso, baixou a guarda.
A mãe verdadeira Rinze, a mãe adotiva Rin, Sakura, Yumina, Sū e o pessoal também conseguem usar magia élfica. Raramente usam, no entanto.
A própria Rinne, por causa dos pais, já viu espírito várias vezes, mas nunca viu aquele espírito. Fala nosso idioma, então, provavelmente, deve ser espírito médio, julga a Rinne.
— Essa criança é espírito do espelho. "Mirowāru", sabe.
— «Sou Mirowāru. Prazer.»
Garota tipo boneca cumprimenta a Rinne com reverência.
O motivo da Rinze usar essa magia élfica é porque, se for espírito médio, a Eruna garantiu que a identidade real não seria revelada. Segundo a Eruna, quando a Rinze futura usa magia élfica, quase sempre é com espírito superior.
Bom, a Rinze atual ainda não consegue manejar espírito superior completamente, então, naturalmente, acabou assim.
— Espírito do espelho… desde agora há pouco, usando isso pra criar falsos!
— Isso. Olhando bem com cuidado, teria percebido na hora, sabe?
Percebe de repente. Se não me engano, na primeira vez que se encontraram no camarim, o broche em formato de estrela no peito dela era à esquerda. Mas, no peito dela sorrindo diante de mim agora, o broche tá à direita.
— …! Isso também é falso…!
Virando-se, dessa vez, ali de pé estava a Rinze e a Mirowāru com broche no peito esquerdo. A Rinze atrás se estilhaça em silêncio.
— «Bom, com certeza percebe mesmo.»
— Muuu~! Se é usuária de espírito, fala que é usuária de espírito, viu!
— Revelar toda a carta na manga logo de cara é coisa de idiota, sabe? A Rinne-chan também ainda tem poder escondido, né?
— Muuu…! Se é assim… "Mudança de Forma, Mecânico"!
A manopla da Rinne, resmungando, se transforma, "gasha!", expandindo, ficando um tamanho maior. Padrão mágico surge por toda a manopla, e, da região dos dois cotovelos, algo tipo bico de jato se estende, dois de cada lado, quatro no total.
— Se quer ver tanto assim, vou mostrar! Não me culpa se se arrepender depois!
O "Ki de Combate" ondulante que se ergue do corpo da Rinne se integra com a mana dela. A Rinze observa em silêncio essa figura sendo fortalecida.
— Técnica do Ki de Combate…!
Técnica do Ki de Combate. Técnica de combate que funde a própria mana em parte do corpo, mudando característica, elevando capacidade física. No continente leste, é técnica secreta transmitida entre alguns draconídeos.
A Arisu, filha do Ende, e a Rinne, ambas parecem ser discípulas da Eruze. Se aquela Arisu consegue usar [Hakkei], derivado da técnica do Ki de Combate, faz sentido que a Rinne, sendo irmã… não, discípula de treino junto, também conseguisse usar.
— Ha!
— Wa!?
"Don!", bloco de ki disparado da palma da Rinne avança contra a Rinze.
Esquivando com salto lateral, a Rinze, e o bloco de ki passa bem ao lado, atingindo a barreira mágica da arena, dissipando-se.
— Ainda não acabou, viu!
— C, muitos, muitos! Muitos demais, viu!?
A Rinne dispara bolas de ki tamanho bola de beisebol continuamente. Como esperado, isso deixa até a Rinze sem palavras. Sendo disparado tão continuamente assim, esquivar já é o máximo que consegue. Não tem tempo nem pra expandir barreira de defesa com magia.
— M, Miro-chan, por favor!
— «Entendido, mestra.»
Quando a Mirowāru balança o braço, "tsui", vários espelhos surgem cercando a Rinne, "gurutto". Diante das inúmeras figuras dela mesma refletidas nos espelhos duplos, a Rinne desacelera levemente o movimento, mas logo direciona as bolas de ki disparadas contra os espelhos.
— Vou quebrar tudooo!
O espelho em si é fino e frágil. Ao ser atingido pela bola de ki, se destrói facilmente, caindo no chão em fragmentos brilhantes, "kirakira". O alvo desviado da Rinze foi só por um curto intervalo, mas foi tempo suficiente pra ganhar.
— [Que a chuva caia, bênção pura, Chuva Celestial]
— Eh?
A Rinne solta voz distraída. No instante seguinte, só na arena, começa a cair chuva intensa. O fiscal pensou se isso não se enquadraria como magia de ataque, mas, não sendo tipo magia que arremessa bola d'água tipo [Water Ball], e não parecendo ataque, por ora, ignora.
Na verdade, a chuva que caía logo parou. Na arena, tinham as duas encharcadas pela chuva feito ratos molhados.
— Uuu! Essa roupa, minha favorita que a mamãe fez pra mim, viu…! Já não perdoo mais, uky-!?
"Sutēn!", a Rinne escorrega o pé, caindo sentada no lugar. Sentindo frio no pé e no bumbum, olhando pra baixo, a arena toda tava congelada tipo pista de patinação.
E, erguendo o olhar à frente, a Rinne percebe o segundo espírito ali.
Garota espírito semitransparente, envolta em brilho esverdeado jade, com aparência levemente mais madura que o espírito do espelho.
— Carta na manga precisa guardar até o fim mesmo, né. Ea-chan, por favor.
— «Táaa. Earial, vamos lá!»
Junto com resposta leve, força estranha avança da frente da Rinne.
Feito balão inflado de ar, "algo invisível" com elasticidade empurra a Rinne insistentemente.
— O, o que é isso!? Essa…!
Tentando romper isso, a Rinne dispara com toda força soco direto de direita contra o "algo invisível". Mas isso foi ruim.
O "algo invisível", sem ser destruído, absorve completamente a força da Rinne, devolvendo feito almofada, ricocheteando. Com o impulso, a Rinne desliza pra trás com força sobre o gelo.
— Ruim…! Gu, [Gravi…]!
A Rinne tenta aumentar o próprio peso com magia de gravidade, tentando matar o impulso. Mas o poder do próprio soco disparado era considerável, e o impulso não parava facilmente.
De repente, "don!", som, e, percebendo, a Rinne estava de pé fora da arena. Com o próprio peso, o pé afunda levemente no chão. Não deu tempo. A Rinne caiu fora da arena.
— Ah…
— F, fora da arena! Vencedora, senhorita Rinrin!
Diante da voz do fiscal, aplauso e grito de torcida desce da plateia. "Fuu", soltando suspiro pequeno, o fiscal se aproxima de Rinrin, ou seja, a Rinze.
— S, senhorita Rinrin. Por precaução, pergunto, isso agora não era magia de ataque, né?
— Ah, sim. Digamos que era magia de defesa. Magia que protege o corpo com parede de ar macia, devolvendo o impacto.
— Entendi… a senhorita Rinne foi arremessada pela própria força, então. Desculpa, precisamos confirmar até elemento incerto.
Sem problema no julgamento, sinaliza o fiscal. De novo, o anúncio do local declara a vitória de Rinrin.
Direcionando o olhar pra baixo, a Rinze se aproxima da Rinne, ainda de pé congelada, atônita.
Será que perder foi tão chocante assim, hein. Não pode ser que virou algum trauma estranho, internamente, a Rinze fica apressada.
— R, Rinne-chan…
— Espírito do vento…
— Eh?
A Rinne murmurada baixinho direciona olhar confuso à Rinze.
— Lembrei. Ao lado da irmã Rinrin, essa criança, é espírito do vento…
— «Hee. Sabe de mim?»
Quando a garota semitransparente envolta em manto verde claro pergunta interessada, a Rinne assente honestamente, "kokun".
— Espírito do vento, Earial. Entre os espíritos, um dos mais superiores, grande espírito. Mas o espírito do vento deveria… ah, mas talvez seja diferente nesta era…
Murmurando algo, "butsubutsu", vendo a Rinne prestes a entrar em pânico, a Rinze sorri, "fu". Sendo carta na manga, o espírito do vento, mas achava que, se invocasse, a identidade real poderia ser revelada. Segundo a Eruna, no futuro, a Rinze também comanda o espírito do vento.
A afinidade mágica da Rinze é fogo, água, luz. Vento não está incluído.
Espírito tem relação estreita com magia, e é mais fácil manejar espírito de elemento com afinidade. Mas a Rinze desejou fazer contrato com o espírito do vento.
Normalmente, espírito superior fazer contrato com humano seria impossível. Mas a Rinze é esposa do Touya e súdita dele. Do ponto de vista da Earial, é esposa do senhor absoluto, o Rei Espírito. Não daria pra recusar. Definitivamente, não é assédio de poder.
Pelo estado da Rinne, parece estar mal-entendendo que o espírito comandado pela mãe, no passado, era comandado por outra pessoa.
Diante da Rinne continuando preocupada, "nayaminayami", a Rinze tira do bolso o mesmo broche que ela mesma usa.
— Rinne-chan… não, Rinne. Você é forte. Mas tem gente ainda mais forte também bastante. Não é só sua família que é forte.
— …Uhum… desculpa…
Com voz quase sumindo, a Rinne pede desculpa. Parece estar refletindo sobre o que aconteceu no camarim. De fato, tendo perdido, não tem nada que a Rinne possa retrucar.
— ────Dizendo isso, eu também sou sua família, então… francamente, não convence nada, mas.
— …Eh?
Ergendo o rosto, a Rinne, no peito, é colocado o broche igual. Esse broche não faz efeito de ilusão entre quem usa. Ou seja, agora, aos olhos da Rinne, deve estar vendo a Rinze na aparência real dela.
Os olhos da Rinne se arregalam.
— M, mãe…?
— Ahaha… como esperado, sensação estranha mesmo. Ser chamada de "mãe" por filha que ainda nem nasci… wa!?
A Rinne, como se fosse impulsionada, chuta o chão, saltando em direção à Rinze. "Gyuuu!", com força, se agarra na garota que é sua mãe.
— Mãe…! É a mãeee…! Minha… m, mã, mãe, mãe é…… mãeeee…! U, uu, uu~… uwaaaaaaaan!
Agarrada na Rinze, a Rinne chora alto sem parar. A Rinze também abraça com carinho a filha vinda do futuro.
Criança forte igual à irmã. Deve ter suportado o tempo todo até agora sem chorar, provavelmente. A Rinze deseja de coração receber todas as lágrimas da filha chorando alto feito quem rompe finalmente a represa.
— Finalmente, consegui te encontrar…! Que saudade…!
— Uhum… uhum. Desculpa…
Pai e filha reencontrados através do tempo continuam abraçados por muito tempo, como se aquecessem mutuamente o corpo molhado.