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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 490

O Canto Apaixonado, e a Galinha

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Capítulo 490 – O Canto Apaixonado, e a Galinha

『Se cantar uma música com toda a força da voz, a porta abre.』

Viro nos calcanhares diante da porta com esse texto gravado, voltando pelo caminho que veio.

Por que preciso cantar apaixonadamente num lugar desses. Passa, passa. Volto até a encruzilhada em T do labirinto onde virei à direita, e, dessa vez, sigo pelo caminho oposto.

Avançando reto, chego a outra esquina, então viro à direita nela mesmo assim.

— Ei, espera um pouco.

Diante de mim, de novo a mesma porta. Não, a cor da porta é levemente diferente, então deve ser outra porta.

Igualmente, corro os olhos pela placa dourada colada na porta. Não vai ser mandar cantar de novo, né?

『Se tirar a roupa e mostrar os músculos, a porta abre.』

— Shesukaaaa!

Grito em direção à empregada idiota que deve estar no local elevado, ou na meta.

Por que preciso exibir músculo num lugar desses!

Pra começo de conversa, não tenho músculo digno de exibir, oras! Sendo treinado pela irmã Moroha, tenho orgulho de ter até certo ponto, mas não chego ao nível do Rei de Misumido ou do Rei de Ferusen.

— Droga, isso quer dizer que é escolha entre cantar ou exibir músculo, hein…

Não me importo de cantar, mas a parte "com toda força da voz" é inaceitável. Não tem equipamento de isolamento acústico, e todo mundo que talvez esteja do outro lado da sebe também vai escutar. Isso é meio vergonhoso. Se fosse a Sakura, talvez cantasse feliz.

Será que exibir músculo ainda é melhor…? Ninguém tá vendo, e, fazendo rápido, deve acabar logo.

Por ora, tiro o casaco, ficando só de camisa. Testando, arregaço a manga, e, quando faço músculo no braço, "pipi", a cor da parte inferior da porta muda. O que é isso?

Igualmente, mostrando músculo do braço oposto, a cor sobe ainda mais. Um décimo da parte inferior da porta muda de cor.

Ao exibir músculo, a cor muda, hein? E, mudando toda a cor, abre, é isso. Bobagem demais, nem dá suspiro.

De novo, mostro o mesmo músculo, mas a cor não muda. Droga, quer dizer que preciso mostrar músculo diferente?

Desistindo, tiro a camisa também, ficando com o torso nu. Dentro desse "jardim em miniatura", deve ter função de ajuste de temperatura, então mesmo tirando a roupa não sinto frio.

Mas, mesmo dizendo pra exibir músculo, não sei o que fazer. Assim?

Faço pose tipo fisiculturista, criando músculo nos dois braços. Como se chama mesmo, "duplo bíceps", será? Chamado assim por exibir o bíceps braquial.

Bom, com músculo do meu nível, não chega nem perto de fisiculturista de verdade, mas, mesmo assim, "pipi", a cor muda um pouco. Se fosse profissional, deveria completar num golpe só, hein.

Assim mesmo, viro-me pra trás, fazendo a mesma pose. Duplo bíceps de costas, exibindo músculo das costas.

Mesmo minhas costas parecem ter recebido alguma avaliação, e, de novo, a cor sobe um pouco. Sentindo levemente feliz com isso, empolgado, passo pra pose lateral, exibindo músculo de lado, "side chest". Ooh, a cor subiu mais um pouco.

Assim, concentrando força no corpo inteiro, cruzo os dois punhos na frente. Pose mais poderosa do fisiculturismo, "most muscular"!

No instante que achei que consegui, de repente, "gachari", a porta da frente abre, e aparece a Kūn com olhos arregalados.

— Eh?

Cruzando o olhar comigo, a Kūn faz cara levemente recuada, mas logo fica sem expressão, tira o smartphone, disparando flash, "pashari, pashari", em minha direção.

— Espera um pouco! Não tira foto sem falar nada!

— Não pensei que papai tivesse gosto de exibicionismo. Sinceramente, não percebi. Preciso informar isso à mamãe.

— Diferente, viu! Isso! Só tava seguindo isso, viu!

Aponto pra placa colada na porta. Não posso deixar a filha pensar que sou exibicionista. De fato, me empolguei um pouco, mas!

A Kūn olha a placa da porta, murmurando "entendi". Consigo escapar de algum jeito da suspeita de exibicionismo.

— O texto é diferente atrás. Parece que, uma vez aberta, fica livre pra abrir e fechar depois.

A Kūn abre e fecha a porta, "gachari gachari". Na porta do lado onde a Kūn veio, tava escrito "Se não piscar por dez segundos, a porta abre". O quê, essa diferença. Essa pergunta não muda por pessoa, né?

— Esse lado é beco sem saída. E aí?

— Ah, umm, tem outra porta mais no fundo do lado oposto, mas…

Respondendo à pergunta da Kūn, visto a camisa. Aliás, senhorita Kūn, será que dá pra apagar aquela foto de agora há pouco? Ah, não pode?

O corredor por onde a Kūn veio parece ser beco sem saída. Se for isso, não tem jeito a não ser cantar mesmo, hein. Isso é bem vergonhoso… não, já passei por coisa mais vergonhosa que isso, então sinto que já não importa mais.

Mesmo cantando, tendo a Kūn junto, cantar sozinho ou cantar a dois, se pensar que os dois ainda é levemente melhor, melhorou um pouco a situação, talvez.

Levando a Kūn, chego até a porta do lado oposto. Como sempre, a mesma frase gravada na placa. Lendo isso, a Kūn direciona pra mim sorriso brilhante ao extremo.

— Certo, papai. Cante apaixonadamente à vontade, por favor.

— Opa!? Só eu!?

Combinado diferente! Não, não tinha combinado nada, mas!

Droga, se ia cantar vendo a filha assim, era melhor ter cantado sozinho antes!

— Umm, os dois juntos…

— Por favor.

— Não, os dois juntos…

— Por favor.

…Ku, não tem jeito. Se é assim, vou me decidir de vez. Se for isso, o que cantar, hein.

Melhor música ocidental que japonesa. Ninguém entenderia o significado, então não saberiam que tipo de música é.

Se for isso, uma das favoritas do vovô.

Escolho música representativa de cantor da era pioneira do pop, década de 1950.

Essa música, dizem, é sobre sentimento pela babá mais velha do irmão caçula dele. Ele, aos dezesseis anos, estreou com essa música autoral, subindo direto ao estrelato.

Não se importar com diferença de idade, querendo ela sempre ao lado. Canto essa letra tipo prece.

De algum jeito, terminando de cantar, "gachari", a porta abre. Fuu.

De relance, olho de lado, e a Kūn direciona a câmera do smartphone em minha direção, sorrindo travessa, "niyaniya".

— Gravação completa

— Uoi!?

Por que tá gravando!? Apaga, apaga! Do smartphone gravado pela Kūn, escuta minha música cantada apaixonadamente. Uaaa, que vergonha!

— Aliás, essa mulher cujo nome fica repetindo, não é caso de amante do papai, né?

— Diferente, viu! É só letra de música mesmo!

Não fala coisa assustadora! Se chegar aos ouvidos das esposas, posso ser cobrado sem motivo, viu!?

Rindo baixinho, "kusukusu", a Kūn guarda o smartphone no bolso interno. Então, apaga isso, oras.

— Certo, o caminho abriu. Vamos avançar animados.

— Já não tenho ânimo nenhum…

Seguindo a Kūn, também atravesso a porta. O caminho à frente serpenteava pra direita e esquerda, mas era caminho único sem bifurcação. Mas, logo em seguida, aparece cruzamento.

— Pra onde vamos?

— Eu não tenho diretriz em particular, então pode ser onde a Kūn preferir.

— Certo… virando à esquerda, sinto que vamos na direção de onde viemos, então vamos pra direita.

Dizendo isso, a Kūn vira à esquerda. Eu também sigo, virando à esquerda. Avançando por um tempo, de repente, do lado bem próximo, chega voz de menina.

— Aaa! De novo beco sem saída! Aaaii!

— Essa voz é…

— É a Rinne, né.

Paramos diante da voz vinda do outro lado da sebe. Parece que a Rinne tá bem do outro lado da sebe.

— Rinne! Tá aí?

— Rinne?

— Opa? Papai? Irmã Kūn?

Volta a voz da Rinne do outro lado da sebe. Como imaginei, tá do outro lado mesmo.

— Vocês dois tão juntos? Injusto, eu também quero me juntar!

— M, mesmo falando isso, hein…

Não é que planejamos nos juntar. Se esse caminho conectasse até onde a Rinne tá, talvez desse pra se juntar, mas.

— Ah, é mesmo! Se eu pular por cima dessa sebe!

Eh? Pensando isso, no instante seguinte, "gan!", som de impacto, e grito da Rinne, "itaa!?", e som de algo caindo no chão, "dosa".

— Espe!? Rinne!? Tá tudo bem!?

— Itatatata… bati a cabeça… o que é isso! Tem tipo tampa invisível, não dá pra pular por cima, viii!

Parece que tem barreira aplicada, não dá pra pular por cima da sebe. Não deixa trapacear, digamos.

— Por ora, desiste disso. Se tiver sorte, talvez consiga se juntar eventualmente. Continua avançando sem parar.

— Ei. Entendi. Então vou avançar sem parar.

Escuto som da Rinne correndo, "tatatata".

Certo, vamos avançar também. Talvez consiga me juntar à Rinne.

Deixamos esse lugar, avançando pelo caminho. Logo chegamos num lugar aberto. Praça?

O espaço tem tamanho tipo jardim pequeno, com placa erguida no centro. À frente, tinha uma porta. De novo, hein…

Quando nos aproximamos da placa, atrás de nós, o chão do corredor se ergue de repente, virando muro de pedra bloqueando. Ficamos trancados!? Droga, isso também é um dos mecanismos!

— "Se segurar um pássaro com as mãos, a porta abre"… pássaro, o que será?

Como se reagisse à voz da Kūn lendo a placa, de repente, no jardim, aparece uma galinha.

— «Kukkudūdūrudū──────!」

Espera um pouco, o canto tá estranho! O que é essa voz de barítono! E ainda, pronúncia nítida demais! Não tem algum dublador metido nisso!?

Achei que fosse galinha, mas talvez não seja. Não conheço galinha com olhar tão afiado assim. Galinha bem másculo, hein.

— Será que "pássaro" se refere àquele bicho?

— Provavelmente. Se for como diz a placa, capturando aquela galinha, a porta abre, é isso.

Vamos capturar logo e seguir em frente. Mas, quando me aproximo, a galinha foge, "susu". Mu.

Aproximo. Foge. Aproximo apressado. Foge apressada. Corro pra pegar! Foge correndo! Droga, oras!

— «Kukkudūdūrudū──────!」

Persigo com toda força a galinha fugindo com toda força. Essa criatura é rápida demais! Sem dúvida, não é galinha comum!

Droga, se conseguisse usar [Accel], seria fácil!

— Tá tudo bem, papai?

— Eh!? Ah, não, ahaha! Tá tudo bem, tudo bem! Espera um pouco, já vou capturar!

Ruim! Do jeito que tá, a dignidade de pai vai por água abaixo! Certo, sério de verdade!

Aproximando-me devagar, ou fingindo, encurralo a galinha no canto do jardim. Kukuku, se for assim, é rato encurralado… não, galinha encurralada!

No momento em que a galinha para de se mover, avanço de uma vez. Consegui!

Mas, no instante seguinte, a galinha abre bem as asas, saltando bem alto. O… quê…?

— «Kukkudūdūrudū──────!」

A galinha pisa na minha cabeça, correndo direto pelas costas. Virando-me, a galinha me observa como se dissesse "achou que ia me pegar? Moleque?". Essa criatura…! Agora ela riu pelo nariz. Que tal virar frango à milanesa, hein…!

— Puf… tá tudo bem, papai?

— H, ha… galinha ágil demais, hein…

Enquanto os lábios tremem, tiro o casaco, entregando pra Kūn segurar. Já não perdoo mais. Se é assim, vou enfrentar com tudo. Não se arrependa, viu!?

— Francamente, mesmo… imaturo, hein.

Escuto o murmúrio pequeno da Kūn, mas finjo não ouvir. Homem tem batalha que não pode fugir!

Sinto que essa não é bem essa batalha, mas já não importa mais isso. Fiquei feito de bobo, oras…! Só por ser galinha? Sem graça essa piada!

Vai ver, vou fazer pagar!

— Consegui!

— «Kukkudūdūrudū──────!?」

Alguns minutos depois, consigo segurar com as duas mãos o pescoço da galinha. Depois de tanto zombar de mim…! Bem feito!

— Kukuku… certo, frango frito ou bife de frango… não, será melhor frango à milanesa mesmo?

— «Ku!? Ku, kukukku, kukkudūdūrudū──────!?」

— O objetivo mudou, papai.

Diante da fala atônita da Kūn, dou-me conta de repente. Ruim, será que perdi completamente a dignidade de pai?

Enquanto suo frio, pensando em como disfarçar, a galinha desaparece das minhas mãos, "shun". Opa?

— A porta abriu. Vamos avançar.

— Ah, uhum

A Kūn avança pra dentro da porta aberta. Sigo atrás dela, atravessando a porta. Uuun, talvez nunca tenha existido dignidade desde o início mesmo.

— Gravei direitinho.

— De novo!?

Por que essa criança faz esse tipo de coisa!? Quer me humilhar!?

Diante de mim com ombros caídos, a Kūn ri travessa. Essa criança, sempre grava ou tira foto, será hobby dela mesmo?

— Mais que hobby… sendo raça fada, provavelmente devo viver mais tempo que os outros irmãos e irmã. Pra não esquecer, quero bastante lembrança, né?

Muu. Dito assim, hein.

Meus filhos, sendo súditos do Deus do Mundo, são, digamos, existência semideus. Superiores em capacidade a humano comum, mas a vida deve ser um pouco mais longa que os outros, segundo dizem.

Mas, entre eles, a Kūn, sendo raça fada, provavelmente deve viver mais tempo que todos.

Será que já tá tentando deixar lembrança dos pais e irmãos com dez anos apenas…

Sem perceber, acaricio com carinho o cabelo branco puro tipo seda, herança da mãe.

A Kūn, com cara de surpresa, eventualmente estreita os olhos, sorrindo.

— Fica tranquilo, papai. Já que minha vida é longa, vou casar por último. Vou ficar mais tempo com você.

— Não, isso também, hein…

Sinto pena de que a filha case rápido, mas ficar solteira também gera sentimento indefinido como pai.

— Até chegar aos seiscentos anos, resolvo isso de algum jeito.

— Longo demais!?

Conversando algo que, se a Rin ouvisse, ficaria irritada, avançamos pelo caminho do labirinto de sebe.

À frente do caminho, era encruzilhada em T. De novo preciso escolher esquerda ou direita, hein…

— Papai

— Nn?

Puxada a manga pela Kūn, levemente cansado. Virando-me, do corredor direito, mais à frente, da encruzilhada em T, aparece a Eruna com cara ansiosa.

— Ah, papai, e a irmã Kūn!

— Eruna?

Com rosto radiante, a Eruna corre em nossa direção. Com esse impulso, se agarra na Kūn. Talvez ansiosa, com olhos levemente marejados.

— Que bom. Escuto a voz de todo mundo, mas não consigo me juntar… fiquei girando no mesmo lugar o tempo todo.

Parece que a Eruna encontrou algumas portas, mas ignorou as que julgou impossível. Não, acho que foi julgamento certo. Não precisa forçar avançar. Já que consegue escapar quando chegar a hora, mesmo assim.

— Aliás, que tipo eram essas?

— E, isso, tinha "faz pose sedutora", ou "sussurra palavras íntimas", ou "mostra calcinha"…não entendi bem…

— Shesukaaaa!

De novo, grito em direção à empregada idiota. Produzindo coisa nada decente!

Aquela idiota é péssima pra educação mesmo! O que tá tentando fazer de assédio com minha filha, oras!

A Eruna parecia confusa sem entender bem, mas a Kūn franzia levemente a testa. Não pra mim, mas mão de assédio se estender pra irmã pura parece que também não gosta.

— Irmã Kūn, o que é "pose sedutora"?

— Não precisa saber. A Eruna fica sendo Eruna do jeito que é.

A Kūn abraça com força a irmã. Com cara tipo "?, ?", sem entender a situação, a Eruna também abraça de volta a Kūn.

Nós três começamos a caminhar em direção oposta ao corredor direito de onde a Eruna veio.

Mas será que realmente conseguimos chegar à meta, isso… se pudesse ver de cima, seria fácil, mas… parece ter barreira aplicada em cima também. Sem conseguir usar magia, talvez seja impossível mesmo.

…────Espera aí?

Não conseguir usar magia é porque a mana ao redor tá bloqueada… por isso, o telefone e mensagem do smartphone que usa mana ao redor, e bússola, não funcionam, mas outras funções funcionam. De fato, a Kūn tirava foto e gravava vídeo. Ou seja, digamos, só internet e telefone não conectam.

O smartphone que a Doutora criou pra todo mundo, provavelmente, deve ser assim mesmo pra todos.

Mas──meu smartphone é diferente.

É artefato divino, funciona com poder de deus. Funcionava até na Terra sem mana, afinal. Não pode ser…

Caminhando atrás da Kūn e da Eruna, tiro o smartphone, tentando pesquisar no mapa discretamente, e…

— …Ishaa! Bingo!

— ? O que foi, papai?

— Eh!? Ah, não, nada!?

— Assim, hein…?

A Eruna se vira diante de mim fazendo pose de vitória baixinho, inclinando a cabeça. Ruim, ruim. Foi ação suspeita, hein.

Direciono o olhar à tela do smartphone, sorrindo sozinho, "niyatsuki". Ali, mapa completo desse labirinto e a posição atual mostrados claramente.

Como esperado, feito à mão pelo Deus do Mundo. Avançando vendo isso, chegar à meta não deve ser difícil.

Deus do Mundo, obrigado. Com isso, consigo recuperar a dignidade de pai.

Enquanto ofereço agradecimento ao Deus do Mundo internamente, surpreendentemente, chega mensagem da própria pessoa.

『Não deve fazer trapaça na frente dos filhos, viu.』

Fui visto. Faz sentido, né.


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