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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 492

A Quinta, e o Confronto de Mãe e Filha

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Capítulo 492 – A Quinta, e o Confronto de Mãe e Filha

— Foi divertidooo!

— É. Teve bastante impacto mesmo.

— Vocês, hein, são incríveis…

Observando a Furei e a Kūn animadas com olhos exaustos, o Ende murmura.

Eu também, completamente exausto, sem energia nem pra levantar. Opa, estranho. Montanha-russa era veículo tão cansativo assim…? Sinto que meus pés ainda tremem.

Não só eu e o Ende, o grupo que foi primeiro, a Rū e a Hiruda, também estavam exaustas. A Yae, a Sakura, a Rin, a Rise parecem tranquilas. Será que depende da pessoa…

— Nn~mou, papai é sem energia, hein~

— Uguu!? Não, Arisu, isso, sabe…

O Ende recebe golpe certeiro da filha. Vendo isso, secretamente, endireito a postura, fingindo tranquilidade. Não quero repetir a mesma cena.

— Papai, tá tudo bem…?

A Eruna se preocupa comigo. Uu, nossa filha é gentil mesmo, hein…

— Sinto que fiquei super com medo, hein…

Ao contrário, a mãe Eruze se preocupa com o próprio corpo, pensando na mesma experiência que vai ter agora. Fica tranquila, fica tranquila, logo se acostuma…

O trem mágico carregando o grupo que vai depois, [Rinne・Rinze], [Eruna・Eruze], [Arisu・Meru], [Nei・Sū], [Yumina], sai da plataforma, "suu".

Certo, quantos companheiros exaustos vão aumentar, hein?

Sentando na mesa dentro da estação, tiro chá do [Storage]. Dentro da estação, parece não ter restrição de magia aplicada.

Preparando também pra todo mundo, dando suspiro de alívio, finalmente sinto o sentimento se acalmar.

Diferente de agora há pouco, aproveitando tranquilo com chá na mão, de repente, ao lado da Sheska, o monólito começa a piscar azul. O que é isso?

— «Sem preocupação. É chamada da Doutora.»

Quando a Sheska toca no monólito, no ar, surge a imagem da Doutora.

— «Ei, desculpa incomodar tempo de família a sós. É que chegou contato do castelo pro meu lado, dizendo que não conseguiam conectar com vocês.»

Contato? O smartphone de todo mundo talvez tenha comunicação bloqueada com o mundo exterior, mas o meu… ah, desliguei o botão de energia, né. Porque fui repreendido pelo Deus do Mundo agora há pouco. Foi por isso.

— «Parece que o príncipe de Panashesu veio até o castelo. Assim que chegou, já tá dormindo profundamente pelo preço do teletransporte, no entanto.»

Não, mesmo dizendo isso, dormir assim que chega. O que veio fazer, esse cara… bom, sendo teletransportado pela habilidade da Burau, deve não ter jeito mesmo.

— «O problema não é o príncipe. É que tem acompanhante pequena pedindo pra encontrar Sua Majestade o Duque. Dizendo que é sua parente, mas, pela conversa, parece ser filha da Rū-kun.»

— Eh?

Observando a tela da Doutora, a Rū pisca os olhos, "pachikuri", soltando voz pequena. Depois de uma pausa, gira devagar o pescoço em minha direção, olhando pra mim, e volta pra tela de novo, bebendo um gole de chá.

— Eeeeeeh!? M, minha filha!?

"Gatan!", derrubando a cadeira pra trás de forma espetacular, a Rū se levanta. Atrasada.

Diante dessa reação da Rū, o choque de "filha chegou" recua dentro de mim. Bom, já é quinta pessoa, afinal.

— Mas por que veio com o Príncipe Robēru?

— «Parece que ela apareceu justamente no Reino de Panashesu. Nessa mesma hora, capturou o príncipe, teletransportando na hora, parece.»

Nossa. Ação demais, minha filha, hein… fiz coisa ruim ao Príncipe Robēru. Depois vou pedir desculpa.

— Deve ser a Āshia mesmo. Aquela criança, pro objetivo, não escolhe meio. Reta demais, sabe.

— Bom, bom. Isso também vale só em situação específica. Não faz mal a ninguém. Dá trabalho, mas.

A Furei e a Kūn soltam voz tipo atônita, tipo desistindo. A Sakura joga pergunta às duas.

— A criança chamada Āshia é a quantos?

— Quinta. Fica acima da Eruna.

Yakumo, Furei, Kūn, quarta, Āshia, Eruna, Rinne, oitava, nona, hein, a ordem.

— Minha filha Yoshino é a quantos?

— Yoshino é abaixo da irmã Kūn. …Ah, mamãe Sakura, isso é pergunta indutora, viu!

Diante da fala da Sakura, a Furei acaba deixando escapar informação. Isso, tudo bem mesmo. Yoshino é quarta, hein. Se for isso, filho da Yumina e da Sū ficam entre as duas últimas. Bom, no caso da Sū, tem a questão da idade também, então achei que fosse demorar mais, mas…

Enquanto penso isso, a Rū segura minha gola, puxando com força pra si. Gue!

— Agora, mais que isso, é a Āshia! Touya-sama, vamos voltar já! Precisamos ir buscar ela!

— Aa, aa. E, é isso mesmo, é isso mesmo. Sim. Eu também penso assim…

Diante da intensidade excessiva, sem perceber, respondo formalmente. Entendo o sentimento, mas queria que se acalmasse.

Vendo essa cena, a Kūn dá suspiro pequeno, falando conosco.

— Por ora, papai e mamãe Rū vão buscar, por favor. Explico pra todo mundo aqui.

— Contei com você! Sheska-san, teletransporta os dois de volta!

— Espe…!

— Entendido. Transportando os dois.

De repente assim!? Antes de eu dizer algo, num instante, eu e a Rū já estávamos de volta no "Jardim" de Babylon.

— Certo, Touya-sama, rápido pro castelo!

— Entendi, entendi já!

Aconselhando pra calma a Rū puxando com força meu braço, teletransporto pro castelo com [Teleport].

Teletransportando pra sala de estar do castelo, saltam aos olhos a irmã Karen sentada no sofá, e uma garota de uns sete, oito anos. Parece que o Príncipe Robēru foi enviado direto pro quarto de dormir.

Percebendo nós teletransportados, a garota direciona os olhos em nossa direção. Olhos bonitos, cor jade, herança da mãe.

Balançando o cabelo levemente esverdeado, a garota se levanta.

Já vi essa figura antes. É a criança que apareceu por um instante no "Joia da Visão Futura" que a Doutora Babylon tinha. (Volume 8, entreato) Cresceu levemente desde então. A ela que estava na cozinha refletida na joia era filha da Rū mesmo.

Em direção a ela, a Rū dá um passo à frente.

— Você é a Āshia… né?

— Sim!

Com sorriso radiante, a Āshia corre em minha direção. A Rū também estende os dois braços, tentando receber a filha… mas a Āshia passa correndo ao lado dela, pulando, se agarrando em mim.

— Finalmente te encontrei, papai!

— …Opa?

Ainda com os braços abertos, a Rū vira devagar o pescoço em minha direção. Olhos viram pontinhos. Não, provavelmente, eu também.

— O papai futuro também é maravilhoso, mas o papai passado, um pouco mais jovem, também é maravilhoso!

— H, hahaha… isso, obrigado?

Sem saber como reagir à Āshia se agarrando, "gyuu", por ora, abraço de volta igualmente. Fico feliz, mas esse tipo de reação, não tô acostumado, digamos.

— Espe, Āshia!? A mamãe?

— Mamãe também parece bem, ótimo.

Afastando-se de mim, a Āshia cumprimenta a mãe Rū com reverência. Resposta bem madura, hein, mas a reação é bem diferente do meu caso, né?

— A Ā-chan é criança apaixonada pelo Touya-kun, sabe. Ah, também ama a Rū-chan, viu?

Com sorriso levemente contraído, a irmã Karen explica. …Eh, quer dizer complexo de pai? Fico feliz, mas também preocupado com o futuro.

— Filha adorar o pai é natural, né. Eu, algum dia, pra conquistar marido igual ao papai, todo dia me esforço pra me aprimorar, viu!

A Āshia responde isso com orgulho, mas, papai, super sem jeito. A Āshia parece ser senhorita bem precoce mesmo.

— "Marido"… ainda não é cedo demais pra você!?

— Que ingênua, mamãe. Se não agir desde já, não vou conseguir vida de casamento feliz, sabe.

"Tsu, tsu, tsu", a Āshia balança o dedo, estalando a língua. Tanto faz, mas será que dá pra não falar de assunto de casamento na frente do papai? Mesmo sendo primeiro encontro, ainda dói de leve, sabe…

— B, bom, se esforçar pra aprimoramento próprio é coisa boa, sim. Como esperado, minha filha. Isso entende bem mesmo.

— Sim, mamãe. Minha habilidade culinária também é de primeira linha, sabe? Talvez até superior à mamãe desta era.

— Hoo…

"Kiran", os olhos da Rū se estreitam. Opa, sinto atmosfera perigosa, hein…

— Isso é interessante mesmo. Se for isso, mostra essa habilidade de primeira linha então?

— Claro. Habilidade treinada pela mamãe, gostaria de ver, não é mesmo?

— «« Fufufu »»

Espe, calma, calma. Por que virou fluxo tipo confronto!? A Rū também não precisa levar a sério o que a criança fala, oras!

— Que tal juiz ser o papai? Julgar sem saber quem fez qual, decidindo pelo gosto preferido, que tal essa competição?

— Boa ideia. O prato a fazer é livre? Ou designado?

Opa, a conversa avança rápido demais. A vontade do papai é ignorada? Não, sei que não posso recusar, mas… queria que confirmassem comigo antes…

— Melhor fazer do mesmo tipo pra facilitar julgamento. Deixa eu ver… "comida japonesa", que tal, mamãe?

— "Comida japonesa", é. Tá bem? A comida da terra natal de Touya-sama, eu já provei o sabor original lá mesmo, viu?

Não, não, Rū-san. "Sabor original"… aquilo é comida de restaurante familiar, viu? Chamar aquilo de sabor original… não, em certo sentido, tá certo? Comida japonesa é comida japonesa mesmo.

Ouvi que a definição de comida japonesa é ampla mesmo. Tonkatsu ou gyūdon também pode se chamar comida japonesa. Será que, colocando "estilo japonês", já vira comida japonesa? Hambúrguer estilo japonês é comida japonesa? Se combinar com gosto japonês, é comida japonesa, será? Bom, não precisa se apegar tanto assim nesse detalhe.

— Sem problema. Minha "comida japonesa" também recebeu selo de aprovação do papai futuro, sabe. Não vou perder de jeito nenhum.

— «« Fufufufufufufufufu »»

Assustador. As duas, sorrindo, se encaram fixamente.

Mas idênticas mesmo, hein… como esperado, mãe e filha, é isso mesmo, hein…

— Então, confronto de culinária, hein…

— Sem saber, virou isso…

Com cara meio atônita, meio confusa, a Yumina dá suspiro.

Diante de mim, atravessando mesa grande, tem cozinha nos dois cantos, esquerda e direita.

Aqui é o refeitório da área [Fogo] no parque de diversões [Jardim em Miniatura]. Trazendo a Āshia, ouvindo a situação de nós que voltamos, a Sheska nos guiou até aqui.

De qualquer jeito, já pensava em almoçar, então caiu como uma luva mesmo…

Na mesa central, montanha de vários ingredientes tirados do [Storage]. As duas vão criar prato usando livremente esses ingredientes daqui.

Já nas duas cozinhas dos lados, a Rū e a Āshia se posicionam, e como ajudantes, do lado da Rū, a Rinze e a Sū, do lado da Āshia, todas as crianças.

— Mesmo assim, parece muito com a Rū-san mesmo.

— Aa, tipo não se intimidar com nada, tipo confiança absurda…

— Isso também, mas… quando decide fazer algo, avança direto, força de vontade, especialmente. Sem dúvida, é sangue da família real do Império de Regulus.

De fato. Sua Majestade o Imperador de Regulus também é assim mesmo. Será que "sangue não mente" mesmo.

— Bom, comida gostosa saindo é super bem-vindo, mas… Touya-san, consegue julgar direitinho?

— Se for só diferença de gosto pessoal, não sobre qual é mais gostoso, acho que consigo julgar, mas… seja quem vencer ou perder, sinto que vai ter problema…

Ser forçado a esse tipo de escolha não é difícil demais? Uguu, o estômago começa a doer, "kirikiri"… difícil decidir, empate! Não pode ser assim?

Pensando normalmente, sinto que a vitória da Rū é mais provável. A Rū, atualmente, faz pelo menos uma refeição das três diárias que fazemos.

Dependendo do dia, é café da manhã ou jantar, mas conhece profundamente o gosto de todo mundo. Naturalmente, o meu também.

Não posso favorecer só porque a filha é fofa também… ou melhor, sem saber quem fez o quê, não daria pra favorecer mesmo.

— O que fazer, hein…

Segurando de novo o estômago que dói, "kirikiri", só espero incessantemente a conclusão do prato.

Enquanto isso, no lado do exército da Āshia.

— Francamente… chegar e já brigar com a mamãe Rū, a Ā-chan continua igual mesmo.

Atrás da Āshia examinando os ingredientes, a Furei solta voz atônita. Essa irmã caçula, amando demais o pai, é vista como tendo rivalidade com a mãe Rū, mas, na verdade, é o inverso, o desejo de ser reconhecida pela mãe amada, isso a irmã mais velha sabia. Personalidade complicada, digamos.

— Irmã Āshia consegue ganhar?

— Como será? Nunca ganhou da Rū-mamãe do futuro, se não me engano.

— Se conseguir comer prato gostoso, tanto faz pra mim quem ganhar~

— Barulhentas, crianças!

Segurando com força a cenoura, "gaa!", a Āshia late. A Eruna, a Rinne, a Arisu, as três, encolhem o pescoço, resmungando baixinho "eu também sou criança, oras".

— Mas será que vai ganhar mesmo? Não acho que você desafiaria sem chance de vitória. Mesmo sendo Rū-mamãe do passado, a habilidade é considerável, viu?

Encostada na parede com braços cruzados, quando a Kūn joga a dúvida, segurando o nabo, a Āshia se vira sorrindo travessa, "niyari", pra irmã.

— Fufufu. Irmã Kūn. Lembra do prato que dei pro papai antigamente, elogiado com entusiasmo?

— Eh? …Aa, teve isso mesmo, né. Comida da terra natal do papai que a Rū-mamãe ainda nem tinha feito, e o papai ficou super feliz, dizendo gostoso… você, não pode ser.

"Ha!", percebendo algo, a Kūn se afasta da parede. A Furei também solta voz pequena, "ah".

— Isso. Prato elogiado, comido pela primeira vez no futuro. Ou seja, prato favorito que a mamãe ainda nem fez, e o papai não come há anos! Não tem como perder!

A Āshia ergue o nabo pro alto feito espada. Completamente embriagada de si mesma. Essa criança tem certo grau de auto-encantamento.

— «« «« Injustooo… »» »»

— Barulhentas, crianças!

Recebendo crítica das duas irmãs mais novas e da Arisu, a Āshia late de novo.

Diante disso, a irmã Furei franze levemente a testa, aconselhando a irmã caçula.

— Não digo covarde… mas, vencendo desse jeito, a Āshia fica satisfeita? Se for se arrepender depois, melhor não fazer, viu?

— Existe frase assim na terra natal do papai. "Até o leão usa força total pra capturar um coelho". Eu também vou usar todos os meios disponíveis pra arrancar a vitória!

— Não, isso, sinto que é diferente em vários sentidos, viu…

Tratar a própria mãe como coelho, como fica isso, pensa a Furei, mas já sabia que, chegando a esse ponto, a irmã caçula não para mais. Em bom e mau sentido, é criança direta.

— Mas, isso, não muda a história? Se a comida que a Ā-chan é elogiada no futuro for elogiada no passado, não desaparece a segunda vez? Isso também o espírito do tempo corrige?

A Arisu inclina a cabeça. A Eruna e a Rinne ao lado também inclinam a cabeça, pensativas, "uun". Embora a Rinne só estivesse fingindo pensar.

— Sem problema, né. Se sofrer algum dano, seria a Āshia futura, ou seja, eu de agora!

— Mesmo se o futuro mudasse, sendo linha temporal diferente, a Āshia futura que sofreria o dano não seria diferente da Āshia aqui presente…? A Kūn pensa isso, mas não fala em voz alta. Explicar seria trabalhoso.

Não importa o resultado, a vovó Tokie deve resolver bem. O nome "deusa do tempo-espaço" não é à toa.

— De qualquer forma, com isso, vou conquistar o coração do papai! Eruna, me ajuda, por favor!

— E, uhum. Entendido.

Depois da Āshia, quem sabe cozinhar entre eles é a Eruna. Mesmo pequena, aprendendo observando, consegue fazer culinária básica. Claro, diferente da mãe Eruze, não vira picante extremo sem motivo por acaso.

Ao contrário, as outras filhas são completamente incapazes na cozinha. Além da Āshia e da Eruna, só a irmã mais velha Yakumo consegue um pouco. Ou seja, atualmente, só a Eruna pode virar assistente.

A Āshia baixa a faca de cozinha tirada de trás da cintura na carne colocada na tábua de corte.

— Essa disputa, eu levo!


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