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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 493

O Confronto Culinário, e o Movimento nas Trevas

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Capítulo 493 – O Confronto Culinário, e o Movimento nas Trevas

— Ooh… isso é…!

Diante de mim, dois pratos alinhados. Ambos com arroz, sopa de missô, e picles de acompanhamento.

A diferença é a carne principal colocada no centro. Um é porco, outro é frango. Porco frito com gengibre e frango com molho teriyaki-tartar (chicken nanban).

De qualquer ângulo que se olhe, é combo de porco frito com gengibre e combo de chicken nanban.

Chicken nanban é comida japonesa? Fico levemente em dúvida, mas melhor não tocar em detalhe. Se nem eu sei bem, elas, deste mundo, também não deveriam saber.

Mas, porco frito com gengibre, já comi algumas vezes desde que vim pra cá, mas chicken nanban, já faz tempo, hein. Opa? Será que passei receita de chicken nanban pra Rū?

Só pela aparência, não dá pra julgar quem fez qual. Mas meus olhos, sem jeito, se direcionam pro chicken nanban.

Porque, dentro daquele labirinto, pensei que, se transformasse a galinha perseguida em chicken nanban, ficaria gostoso mesmo.

— …Parece gostoso mesmo, hein…

Diante do prato servido diante de mim, a Yae, sem perceber, engole saliva. Calma, calma. Na frente das filhas, por favor, mantenha decoro.

— Preparamos pra vocês, mamães também. Fiquem tranquilas.

— Ooh! Como esperado, filha da senhorita Rū!

Talvez percebendo o sentimento da Yae, a Āshia e a Rū trazem respectivamente combo de chicken nanban e combo de porco com gengibre. Todo mundo pode comer tranquilo, que bom…

Certo, então. Não posso ficar só olhando. Vamos experimentar.

— Então, primeiro, esse chicken nanban. Vou comer.

Como esperado, não consigo evitar mesmo. Fico curioso.

Pego com o hashi o pedaço do meio. Frango branco visível dentro do empanado dourado. E o molho agridoce e o molho tártaro sobre a carne despertam apetite irresistivelmente.

Depois da textura crocante, ao morder a carne, o suco escorre. O sabor rico da carne combinado com a acidez do molho agridoce e a intensidade do tártaro forma harmonia maravilhosa.

Enquanto o gosto persiste, engulo arroz branco junto. Kuuu.

— Gostoso!

O hashi não para. Aprecio o chicken nanban, aproveito arroz como acompanhamento, refresco a boca com picles, e limpo o sabor com sopa de missô.

Gostoso mesmo, hein! Tava com bastante fome, e faz tempo que não como, será por isso? Opa, ruim, não posso comer tudo. Tem mais um prato, afinal.

— Então, agora esse aqui…

Deslocando de lado a bandeja do chicken nanban, trago agora o combo de porco com gengibre. Isso também parece gostoso.

Porco frito com gengibre se divide entre carne fatiada fina refogada com cebola, ou carne fina fatiada e refogada.

Esse aqui é do primeiro tipo. Cebola refogada junto com carne de porco fatiada fina. Em casa, minha mãe também fazia esse tipo.

Pego junto no hashi cebola e carne de porco. Pra não deixar o suco escorrer, recebo com a tigela de arroz na mão, levando à boca. Isso também é gostoso.

Sem conseguir resistir, como arroz junto. Arroz, cebola, carne de porco dançam na boca. Quanto mais mastigo, mais o sabor se espalha. Isso é tão gostoso quanto o chicken nanban.

Mas, comparado ao porco com gengibre que costumo comer, sinto o sabor levemente mais forte. Só um pouquinho. Não pode ser, esse é o que a Āshia fez?

Não, não, preconceito é perigoso. Não conseguiria julgar direitinho.

Mesmo assim, gostoso. Até o repolho absorvendo o óleo escorrido do porco com gengibre é gostoso. Comparado ao chicken nanban de agora há pouco, isso também é difícil de decidir… o que fazer.

De relance, direciono o olhar à frente, e a Rū e a Āshia encaram… não, observam fixamente pra cá. Uguu, ambos são gostosos, viu!

Mas preciso julgar mesmo… uuun, uuun…

De novo, como o chicken nanban, depois o porco com gengibre. Comparo o arroz, comparo a sopa de missô e o picles também. Ambos gostosos, mas, se me perguntarem qual prefiro…

Sinto o olhar de todo mundo se concentrando. Hesitando demais? Ei, seja qual for o resultado, depois vou dar apoio de algum jeito!

— Certo…!

— Já decidiu?

Diante da pergunta da Yumina, assinto em silêncio. Isso é intuição. Vai pro que acho que prefiro! Eu, não errei!

— Vou pro combo de porco com gengibre!

— Por quêêê!?

Sobrepondo minha fala, a Āshia grita desesperada. Opa!? Papai, será que fiz besteira!?

Ao contrário, a Rū respira aliviada. Mas isso a Āshia não deve conseguir ver.

Ou seja, quer dizer que o chicken nanban foi da Āshia, e o porco com gengibre foi da Rū, hein.

— Por que, papai!? Antes, elogiou com tanto entusiasmo, e agora!

— "Antes"?

— A… não, não se importe. Mais que isso, por quê! Explica, por favor!

Não, mesmo pedindo explicação… só posso dizer que esse combinou mais com meu gosto. Não tem motivo específico nisso, né.

— Āshia. O motivo, deve entender experimentando o porco com gengibre que fiz.

— Eh?

Como incentivada, a Āshia pega o hashi, levando o porco com gengibre à boca. Fechando os olhos, mastiga devagar como se saboreasse, engolindo.

— De fato, é gostoso mesmo… mas minha chicken nanban também deveria ser igualmente gostosa…

A Āshia balança a cabeça horizontalmente, tipo "não entendo". Não, por isso, os dois eram gostosos mesmo. Isso já deve ser questão de gosto pessoal individual mesmo.

— Touya-sama, como sentiu?

— Eh? Ah, bom, era gostoso, sim. Achei o sabor levemente mais forte que o normal, mas…

— Sabor mais forte…? Não pode ser!?

A Āshia, como se percebesse algo, come um bocado do porco com gengibre, depois bebe a sopa de missô ao lado. Eh, o que foi?

— Sal…!

— Sal?

— Só… só um pouquinho a mais de sal. Quantidade que não desequilibra o sabor geral, mas… não pode ser que isso…

Eh? De fato, achei mais forte que o porco com gengibre e sopa de missô normais, mas era mesmo só um pouquinho, viu? Se não comparasse assim como agora, provavelmente não teria percebido.

Diante da Āshia, a Rū, que ficava calada o tempo todo, abre a boca.

— Touya-sama, de manhã, foi jogado pra lá e pra cá pelo slime, jogado pra lá e pra cá pelo esqueleto, jogado pra lá e pra cá pela galinha. Deve ter feito bastante atividade física.

Espera, espera, espera! Essa forma de falar dá margem a mal-entendido! Parece que fui só derrotado de forma patética! Corrige! Corrige um pouco, por favor!

— Atividade física… ah!

— Isso. Se sal sai junto com o suor do corpo, buscar isso de volta é óbvio. Mesmo sem a própria pessoa perceber conscientemente, isso aparece no comportamento. Por isso, sem prejudicar o sabor… só um pouquinho, adicionei sal extra.

Ou seja, quer dizer que, exatamente na quantidade de sal perdida pela atividade física, eu buscava sal um pouco mais que o normal, é isso?

Mesmo com corpo fortalecido, eu também suo, e também sinto vontade de ir ao banheiro. Se a atividade física passar do limite, por causa do Ki Divino, ao contrário, paro de suar. Consigo alternar isso intencionalmente, mas normalmente não faço. Trabalhoso, e a sensação fica embotada. Bom, dessa vez, suei bastante e fiquei cansado mesmo…

A Rū percebeu até esse ponto pra criar esse prato, hein. E, inconscientemente, escolhi isso… sinto que fui manipulado na palma da mão dela.

— Ku… nunca imaginei que pensasse até esse ponto assim… derrota completa…

A Āshia deixa os ombros caídos. De relance, a Rū come um pedaço do chicken nanban colocado na mesa.

— …! …Entendi. Isso, de fato, é habilidade se aproximando da minha. Faz sentido essa confiança toda dela. Tá muito gostoso, viu, Āshia.

— Mamãe…

Sorrindo, "nikkori", a Rū pega a mão da filha que igualmente ama culinária.

Fuu. Resolveu bem de algum jeito, hein? Já chega de papel de juiz que dói o estômago assim.

— …Mas.

— Eh?

Ainda com o mesmo sorriso amigável de antes, a testa da Rū franze. …O, opa? Não resolveu bem, é isso?

— A frase que escapou agora há pouco, "antes, elogiou com tanto entusiasmo". Aquilo, será que Touya-sama já sabia que gostava desse prato e, além disso, que era comida nostálgica desde a terra natal dele?

— Do Que Está Falando, Mamãe.

Ah, a Āshia desviou o olhar. Certo, ao comer isso no futuro, elogiei bastante, então a Āshia trouxe esse prato, é isso.

Uuun. Não sei quantos anos vai demorar, mas, se surgir chance de a Āshia que nascer me servir esse prato, preciso elogiar demais.

— Usar esse tipo de tática mesquinha, francamente! Escuta bem, pra começo de conversa, culinária é…!

— Opa? A Rū também escondeu da Āshia que o Touya fez atividade física de manhã e suou, né?

O tiro disparado de trás pela Eruze acerta a Rū, congelando o movimento. A Eruze é cutucada com o cotovelo pela Eruna, "mamãe…! shii, shii". Eruna, sua mãe solta comentário desnecessário sem perceber, viu.

— …Mamãe?

— Do Que Está Falando?

Ah, a Rū desviou o olhar. Mãe e filha mesmo, hein.

— A mamãe também é igual, né! Se eu soubesse a condição física do papai, também teria pensado no tempero de sal!

— Depois é fácil falar qualquer coisa! O problema é não ter pensado nisso até esse ponto! Bastava perguntar que ficaria claro na hora!

Enquanto observo as duas começando discussão barulhenta, todo mundo continua a refeição sem parar a mão.

— Que boa relação, hein.

— Boa relação… será? Deve ser, provavelmente.

Inclino levemente a cabeça diante da fala da Sū, mas vamos deixar assim mesmo. Pensando que esse tipo de relação pai-filha também é opção válida.

— Aaa! Que frustrante! De novo fui superada pela mamãe!

— Não, acho que, mais que isso, foi descuido da Ā-chan, viu…

No dia em que a Āshia chegou, à noite. As crianças, trocadas pro pijama, se reuniram num quarto do castelo. Diante da Āshia descontando a frustração no travesseiro, a Furei solta voz atônita. De relance, a Kūn fala com a Eruna e a Rinne.

— Então, Eruna, Rinne. Pergunto de novo, mas, na hora do terremoto dimensional, à frente de vocês estava a Āshia mesmo, sem erro, né?

— Uhum, sem erro. Quando o "núcleo" brilhou, "pika", a irmã Āshia nos protegeu.

A Kūn, ouvindo essa explicação da Rinne, confirma que a própria hipótese não estava errada mesmo. Difícil pensar que seja coincidência. Sem dúvida, estão aparecendo neste mundo na ordem de quem estava mais longe do "núcleo".

— E, Āshia. Naquela hora, quem tava à sua frente?

— À frente? Umm, isso, tava ofuscante e fechei os olhos… mas acho que a Yoshino tava quase do meu lado.

— Yoshino, hein… se for isso, não precisa se preocupar. Aquela criança consegue pular pra cá com [Teleport]. Contanto que não faça desvio desnecessário, no entanto…

A Yoshino, filha da Sakura, consegue usar magia de atributo nulo [Teleport] igual à mãe. [Teleport], diferente de [Gate], consegue teletransportar pra qualquer lugar contanto que distância e direção estejam certas.

Movimento de longa distância precisa de grande quantidade de mana, mas, com a quantidade de mana da Yoshino, mesmo do fim do mundo, deveria conseguir voltar a Brunhild com algumas teletransportadas.

Se tiver problema, seria a personalidade dela. A Yoshino é bem inconstante de humor, se não tiver vontade, não faz nada, e se não tiver interesse, não se move por conta própria. É filha que poderia pensar "preciso ir encontrar a família… mas, bom, depois também serve".

Ao contrário, é tipo que reage na hora ao que desperta interesse, gostando de coisa nova, coisa rara. Mas também é tipo que enjoa rápido, e dentro do cartão de armazenamento dela, tem montão de traste estranho comprado mas já enjoado. Tem esse lado de esquentar rápido e esfriar rápido.

Essa irmã, numa situação rara ao extremo tipo mundo do passado, a possibilidade de voltar direto é baixa, pensa a Kūn, dando suspiro.

— Se descuidar, talvez a irmã Yakumo chegue primeiro.

— "Se descuidar", que isso. Tudo bem, né, mesmo se a irmã Yakumo vier.

Diante da fala da Kūn, a Rinne deitada na cama sorri contraída. Diante da fala da Kūn que não quer que a Yoshino chegue depois, a Eruna ao lado inclina a cabeça.

— Ingênua, hein. A irmã Yakumo chegar, e depois a Yoshino vir com calma… trazendo nas mãos vários souvenirs sem sentido, viu?

— Aa… com certeza vai começar sermão, né, a irmã Yakumo…

Talvez conseguindo imaginar facilmente essa cena, a Eruna mostra sorriso contraído.

A séria Yakumo e a livre Yoshino são feito água e óleo. Não é que se dão mal de jeito nenhum, mas, por posição, todo mundo já viu incontáveis vezes cena de bronca da irmã mais velha Yakumo pra Yoshino.

— Yoshino, vem logo, senão vai cair raio da irmã Yakumo…

A Furei murmura sozinha pra irmã caçula, sem saber onde tá procrastinando. Se levar bronca da Yakumo por desviar do caminho, não é problema meu, pensa a Furei. Mas, por ora, a Furei não tinha vontade de impedir o sermão da irmã.

Bom, se trouxer arma rara de souvenir, pensava em apoiar de algum jeito.

— Ikishi!

De repente, com nariz coçando, a Yakumo espirra feito senhor de meia-idade, coisa imprópria pra donzela.

— Muu… será que alguém tá falando de mim, hein…

Esfregando o nariz, "guzuguzu", a Yakumo avança pela cidade. Aqui é o Reino Dragão-Fênix de Orufan. País formando dupla com Ishen, terra natal da mãe Yae.

Ishen fica no extremo leste, Orufan no extremo oeste. Nesse país, com formato geográfico simétrico completo de Ishen, a Yakumo nunca tinha vindo até agora. Por isso, não dava pra ir com [Gate], precisando pegar navio do Reino Guerreiro de Rāze.

Buscando pista do pó dourado obtido em Aizengarudo, acabou vindo até aqui.

Esse remédio, chamado triturado de galho da Árvore Sagrada, dizem que funciona pra "Doença da Flor Dourada".

Doença da Flor Dourada é doença que causa febre alta, emagrecendo até morrer sofrendo. O que assusta nessa doença é que, no morto, floresce flor dourada na cabeça, virando morto-vivo assim mesmo.

Quem sabe, sabe, mas aquilo não é doença nenhuma, era plano do deus maligno pra transformar humanos em espécie variante. Mas, geralmente, é acreditado como doença mesmo.

Já que o deus maligno foi derrotado, não deveria acontecer mais, mas a ansiedade das pessoas não se dissipa. Parece ser golpe aproveitando disso.

Se fosse só golpe comum, a Yakumo não teria vindo até aqui. Teria só reportado à Guilda de Aventureiros, pedindo alerta às autoridades do país.

Mas, mesmo assim, tem algo que incomoda. Tem algo nesse pó. Sensação de desconforto indescritível.

A Yakumo, seguindo pista, finalmente chega até aqui, este Reino Dragão-Fênix de Orufan, onde dizem ter alguém vendendo esse remédio dourado.

O Reino Dragão-Fênix de Orufan é país bem parecido com Ishen. Não pedra e ferro, e sim madeira e tijolo formando a paisagem da cidade, roupa tradicional bem parecida com quimono. Mesmo assim, poste de luz de pedra mágica luminosa, e carroças-golem passando na rua.

Até espadachim e golem passando pela cidade têm aparência de alguma forma parecida com samurai. Isso mesmo, este país tem "katana".

Por isso, mesmo com roupa que normalmente destacaria, a Yakumo não chama atenção aqui. Feito nativa de Orufan mesmo.

Avançando reto por essa rua, a Yakumo. Cidade pela primeira vez, mas o mapa exibido no smartphone mostrava até rua detalhada.

O destino é casa abandonada na periferia da cidade. Ali, dizem que está o vendedor desse remédio dourado.

Não tem plano específico. Corta direto de frente, captura o corpo, depois escuta a história. Parte reta demais talvez tenha puxado à mãe, a Yakumo é esse tipo de garota.

A casa abandonada na periferia da cidade parece ter sido fábrica de algo originalmente. Dentro do terreno com estrutura de aço enferrujada rolando, mesmo entrando na fábrica ainda mais escura, por algum motivo, não sente presença de pessoa. Será que fugiu? Enquanto desconfia, do escuro do segundo andar, algo é disparado.

—!?

Quando a Yakumo esquiva disso com salto lateral, no chão onde estava, três facas se cravam. Desembainhando a espada querida da cintura, a Yakumo direciona o olhar pro escuro do segundo andar de onde vieram as facas.

— …Quem é você? Não é idiota que veio querendo o remédio, né? O olhar não tá turvo.

Quem aparece da escuridão usava máscara de ferro estranha. Cabeça esférica redonda, com várias janelas de observação também redondas, e nas janelas, tem grade de barra de ferro encaixada. Do pescoço, dos dois lados, tubo sanfonado se estende conectando até tanque nas costas. Vestimenta bem estranha.

Se o pai da Yakumo estivesse aqui, com certeza teria murmurado "isso é roupa de mergulho, é?".

A Yakumo, por um instante, achou que o adversário fosse golem, mas, mesmo tendo grande braçadeira equipada nas duas mãos, o resto do corpo era corpo humano mesmo.

— É você quem tá espalhando remédio dourado, cer… certo?

— Sem dúvida. Entendi, cão de Orufan, hein. Já sendo farejado tão rápido… o povo deste país parece competente mesmo.

Parece haver algum tipo de mal-entendido, mas, sendo conveniente, a Yakumo não corrige de propósito.

— Esse remédio, o que é, afinal? Não é só remédio pra alegar golpe, né?

— Hoo. Bem afiada. Bom, isso, digamos, é tipo "peneira". Selecionando quem tem aptidão e quem não tem, sabe.

Aptidão? Usando esse remédio, tá procurando alguém com algum tipo de talento, é isso? A Yakumo tenta pensar no significado da fala, mas não chega à resposta. Se for isso, só resta arrancar diretamente.

— [Gate]

— Mu!?

Abre [Gate] bem ao lado do homem de roupa de mergulho (ou não, não sabe). No instante seguinte, teletransportada, o ataque relâmpago da Yakumo é bloqueado pelo machadinho de mão tirado de trás da cintura pelo homem de roupa de mergulho.

— «« !? »»

"Gīn!", com som, os dois recuam pra trás.

A Yakumo estava surpresa. A própria katana querida é katana feita de material cristalino pelo próprio pai. Fico surpresa que o adversário tenha bloqueado essa katana, que diz não haver nada nesse mundo capaz de resistir contanto que passe mana.

Mas, por algum motivo, o homem de roupa de mergulho também parece estar igualmente surpreso.

— Bloqueou meu "Dīpu Burū"…?

Observando o machado metálico azul fosco brilhante segurado na mão, parece atônito.

A Yakumo não perde essa brecha. Num instante, encurtando a distância, corta de baixo pra cima em diagonal reversa com a katana.

— Mu!?

A ponta da katana corta levemente o tubo sanfonado no pescoço do homem de roupa de mergulho.

Do tubo, vaza névoa dourada, se espalhando ao redor. Por algum motivo sentindo mau pressentimento, a Yakumo salta pra trás desse local.

— Ku…! …Hoje, deixo passar. Reporte pro Imperador Dragão-Fênix de Orufan. Que eventualmente nós, "Apóstolos do Deus Maligno", devolveremos este mundo à forma correta.

— "Apóstolos do Deus Maligno"…!? Ku, espera, viu!

Antes da Yakumo gritar, o homem de roupa de mergulho mergulha no chão feito mergulhando na água, "topun", desaparecendo.

Provavelmente, magia de teletransporte. O homem já não deve estar aqui.

— Apóstolos do Deus Maligno… parece que o mau pressentimento da vovó Tokie acertou mesmo.

Murmurando baixinho, a Yakumo guarda de volta a katana querida na bainha, com calma, como se acalmasse o próprio sentimento.


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