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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 494

O Grupo Técnico de Busca, e o Navio Antigo

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Capítulo 494 – O Grupo Técnico de Busca, e o Navio Antigo

— Aa… cansado, hein…

Teve o evento inesperado da chegada surpresa da Āshia, mas a excursão pelo parque de diversões terminou sem problemas. Entendi o que dá pra usar e o que não dá no parque de diversões de Brunhild, mas fico levemente em dúvida se devo espalhar essa exaustão pros pais do mundo.

Bom, se conseguir ver o sorriso dos filhos, talvez valha a pena.

Com a chegada da Āshia, o número tecnicamente "parente" aumentou de novo, mas, já tendo avisado antecipadamente que viriam algumas pessoas, o pessoal do castelo aceitou normalmente.

A Āshia logo foi até a cozinha do castelo, ajudando a chefe de cozinha Kurea-san. Graças a isso, o jantar de hoje virou luxuoso, mas, como a Āshia insiste em oferecer um prato após outro que ela mesma fez, meu estômago tá levemente pesado agora.

Agradecendo ao Robēru que trouxe a Āshia, comendo junto, depois enviei ele pra Panashesu com [Gate]. Dessa vez sim, sinto o peito cheio de arrependimento por causar tanto incômodo.

De qualquer forma, com a chegada da Āshia, se reuniram cinco crianças: Kūn, Furei, Eruna, Rinne. Mais da metade.

Restam só os filhos da Yae, Sakura, Sū, Yumina, mas o filho com a Yae, a Yakumo, já chegou a esta era, né. Onde tá andando por aí, francamente…

— Aliás, qual é a magia de atributo nulo da Āshia?

No dia seguinte, implorado pela Āshia pra levá-la ao mercado, caminhando junto pela feira matinal, lembro dúvida repentina, perguntando à própria pessoa.

— Eu? A minha é [Search] e [Apport]. Alcance curto, então não serve pra combate, mas é útil pra procurar ingrediente.

— Aah, esse tipo de uso, hein…

De fato, [Search] é útil pra procurar comida na montanha, e com [Apport] dá pra colher fruta sem subir na árvore. Dá pra usar, digamos que dá.

— Também dá pra identificar ingrediente venenoso, sabe. Consigo distinguir o que tá estragado também.

Uuun. Eu também já usei [Search] pra encontrar veneno. Dito assim, começo a sentir que é magia útil pra cozinheiro mesmo.

— Ah, papai, tem maçã! Vou fazer torta de maçã, então vamos comprar pra levar!

— A Āshia também faz doce, hein.

— Diria que essa é minha especialidade mais forte. Papai não come tanto doce assim, mas é bem popular entre os irmãos e irmãs.

Não é que não gosto de doce, viu. Só que não consigo comer tantos de uma vez. Comendo dois pedaços de bolo, já é o limite. Não é questão de quantidade, é tipo a língua desiste. Por que mulher consegue comer tanto assim, hein…

A Yae, por exemplo, devora bolo inteiro sem esforço. Não, talvez seja porque é a Yae mesmo.

A Āshia seleciona maçã com olhar fixo. Será que devia comprar algo pras crianças também…

Enquanto penso isso, examinando as mercadorias do mercado, as pessoas ao redor começam a fazer barulho, "zawazawa". O que foi?

— O que é aquilo? Tem algo estranho voando, viu?

— Não sei. Não pode ser mais um item mágico novo de Sua Majestade?

Diante da voz do pessoal do mercado, direciono o olhar ao céu, e, de fato, tem algo tipo grão de feijão flutuando no céu. Devagar, mas se move.

— [Longo Alcance]

Disparo a visão, confirmando o objeto voador misterioso. Aquilo é… aeronave?

Embaixo do balão tipo bola de rugby, dá pra ver asa grande com hélice, e casco brilhando cinza fosco. No casco, tem peça tipo braço longo instalada.

Aquilo não é item mágico. Deve ser do continente oeste (antigo mundo sombrio). Aeronave-golem, ao invés de carroça-golem, talvez.

O que veio fazer aqui, afinal. Sem aviso, vir assim por conta própria também me deixa incomodado. Aqui não tem esse negócio de invasão de espaço aéreo, afinal.

Ouço que aeronave-golem daquele continente é raramente escavada, geralmente pertencendo a país ou a grande nobre, sendo bem raro. Ou seja, isso também deve ter alta probabilidade de pertencer a país ou grande nobre.

Ouço que a distância de voo não é tão grande assim, mas de onde veio, afinal.

Mesmo assim, não posso ficar só observando. Mesmo achando improvável, existe possibilidade não zero de tentar atacar nosso país.

— Āshia, vem.

Segurando a mão da Āshia que selecionava maçã, teletransporto junto com [Teleport] até o grande campo de treino norte.

Chamando o Reginreivu do [Storage], entramos no cockpit.

O Reginreivu, basicamente, é pra uma pessoa, mas tem espaço suficiente pra criança tamanho da Āshia caber de algum jeito. Bom, deixar sozinha também não seria bom. Mas por que ela senta no meu colo? Fica difícil ver o monitor, sabia.

Ativando o Reginreivu, voo pro ar. Num piscar de olhos, chego diante da aeronave, deixando a máquina flutuando parada, expandindo magia de atributo nulo [Speaker].

『Dirigido à aeronave à frente. Daqui em diante é espaço aéreo do Ducado de Brunhild. Desça imediatamente, e declare o motivo da entrada no país. Aguardo dez minutos. Sem resposta, será teletransportado forçadamente pra fora do espaço aéreo.』

Por ora, aviso. Isso vai determinar se toma ação hostil, ou muda de rota. Bom, se for pra outro país, também é incômodo. Não combinamos regra sobre isso ainda, hein. Vou propor isso na próxima reunião mundial.

Mesmo assim, se disparasse [Bola de Fogo] do chão naquele balão, deveria cair num golpe só. Ou será que tem algo tipo barreira?

— Papai, o navio tá descendo, viu.

— Opa, entendeu o recado, hein.

Conforme a aeronave desce, também desço o Reginreivu.

Da parte inferior do casco, sai equipamento de aterrissagem tipo pernas compridas, e a aeronave pousa em silêncio sobre a colina.

Também pouso o Reginreivu, deixando a Āshia no cockpit, descendo sozinho pra terra.

A escotilha da aeronave abre, e de dentro descem várias pessoas. Opa, tem alguns anões também, hein. Serão mecânicos da aeronave?

Nn? Nnn? Algo… homem velho barbudo tipo urso corre em minha direção. Olhos brilhantes, soltando grito indecifrável. Espe, medo, medo!

— [Shield]!

— Gafu!?

Batendo na parede invisível, o velho cai pra trás. O rosto cheio de barba tava manchado de sangue do nariz. Ei ei, com que impulso avançou, afinal.

— Sua idiota! Não avança de repente assim! Vai assustar o outro lado, oras!

Chegando como se perseguisse, a mulher, passada dos trinta mas bonita, chuta o velho urso caído. Uou.

— Desculpa, viu, deve ter assustado. Esse idiota se descontrolou de excitação vendo esse golem.

— A, aa… entendi mesmo…

Golem deve se referir ao Reginreivu. Rindo, "nikatto", mesmo assim chutando o homem caído, essa mulher. Uwa.

Cabelo castanho preso no alto, veste macacão cinza com naturalidade. Toalha na cintura, luva de couro na mão, aparência de técnica.

Olhando com cuidado, o velho barbudo também tem aparência parecida. Serão os dois técnicos de golem?

— Mesmo assim, golem incrível mesmo, como diz o boato. Valeu a pena vir de tão longe de Gandirisu.

— Gandirisu? Vocês são enviados de Gandirisu?

O País do Aço Gandirisu é país minerador cercado de montanhas, ao sul do Reino Santo de Arento, a leste do Império de Garudio. Ouço que esse reino, rico em recurso subterrâneo, exporta bastante minério necessário pra fabricar golem.

— Nãaao. A gente só veio de Gandirisu, sem relação com o país. A gente é grupo técnico chamado "Grupo Técnico de Busca".

"Grupo Técnico de Busca"…? Deixa eu ver, já ouvi em algum lugar…

Ah! Igual à técnica Eruka, e o velho maldito Rei Mágico, um dos Cinco Grandes Mestres de golem…!

— A gente é grupo técnico, afinal. Esse título não pertence a ninguém, é título do grupo mesmo. Provisoriamente, aquele idiota ali é o mestre de guilda, Mario Farankusu. Eu sou Rippuru Farankusu, esposa dele.

— Eh, são casados!?

Mesmo apanhando tanto assim!? Será casa com mulher no comando absoluto. Fico com um pouco de pena do homem velho barbudo.

Mas homem velho barbudo chamado Mario. Em certo sentido, sinto que combina perfeitamente.

— Ah. Então, não pode ser, os pais da senhorita Parureru?

Diante da minha fala, a senhorita Rippuru arregala os olhos surpresa.

— Conhece minha filha?

— Sim, bom. Já encontrei uma vez junto com a princesa de Gandirisu.

Baile de máscaras realizado em Rīfurīsu. Alvoroço de troca do golem tipo humanoide ocorrido ali. A mandante por trás disso era a criada Parureru, servindo a Segunda Princesa de Gandirisu, Kōderia.

Ou seja, aquele golem tipo humanoide foi criado por esses dois. Não, precisamente, foi escavado e regenerado, digamos.

— Aliás, o senhor é…

— Ah, desculpa a demora em apresentar. Sou Mochizuki Touya. Aqui, sou o rei do Ducado de Brunhild.

— Eh!? O senhor é o rei!?

Ao me apresentar, arregalam os olhos surpresos. Já é cena bem familiar, então nem me surpreendo mais. Quando será que vou ganhar essa tal dignidade, afinal.

— …E, eento, dessa vez, meu marido foi desrespeitoso com Sua Majestade o Duque…

— Ah, pode falar normalmente. Originalmente, sou ex-aventureiro, então não me importo.

— Sério mesmo. Isso ajuda. Meu pessoal não tem esse tipo de elegância, sabe. Por isso deixei a Parureru sob cuidado da princesa.

Com aparência aliviada, a senhorita Rippuru responde. Não vou prender o marido dela por isso, viu.

— Aliás, por que vieram a Brunhild?

— Ah. Um dos motivos é querer ver esse golem grande. E também ouvi que a jovem Eruka tá neste país. Dá pra encontrar?

A técnica Eruka? É ela, chamada de "Rainha da Regeneração", um dos mesmos Cinco Grandes Mestres. Não é estranho conhecer esses dois, mas qual seria o assunto?

— Opa, antes disso. Dá pra chamar aquele pessoal agitado atrás? Quero ver isso de perto.

Apontando com o polegar pra trás, a senhorita Rippuru indica pro lugar onde esperavam pessoal com olhos brilhantes iguais ao do Mario que investiu agora há pouco. Nuoo, sufocante!

— B, bom… se for só olhar.

— Deu permissão! Vem cá!

『Uoooooooo──── Su!』

"Dododododo!", com tremor de chão, os homens se aglomeram de uma vez no Reginreivu.

— Que material é esse!? Não é mithril nem orihaluco!

— Ei! Isso não é blindagem comum, não! Cheio de inscrição mágica…!

— Como sustenta esse peso com pernas tão finas assim…!

Os homens se agarram nos pés do Reginreivu, examinando com algo tipo lupa. Será que todo pessoal técnico é assim mesmo?

— Hii!? Papai! Medo, viu!

— Ah, ruim.

Parece que a Āshia deixada no cockpit sentiu medo dos homens se aglomerando. Simplesmente em força, ela também é aventureira classe ouro/prata, não deveria perder.

Bom, deve ter sido engolida por atmosfera intensa diferente disso.

Usando [Fly], desço a Āshia no colo, e os homens tentam subir no Reginreivu. Ei ei, disse que era só pra olhar, oras.

Rapidamente, guardo o Reginreivu no [Storage], chamando no lugar, digamos, o cavaleiro pesado. Não posso deixar quebrarem o Reginreivu, afinal.

— Tem outra máquina também!?

Dessa vez, os homens se aglomeram no cavaleiro pesado. Sem perceber, o Mario, que tinha caído com sangramento nasal, também se levanta, agarrando no cavaleiro pesado.

— Máquina diferente da de agora há pouco, hein. Quantas máquinas tem, afinal?

— Sei lá? Deve não passar de mil unidades.

— S…!?

A senhorita Rippuru congela. Depois de derrotar o deus maligno, paramos a produção em massa de Frame Gear, então deve ser mais ou menos isso mesmo.

Porque virou principalmente extermínio de fera gigante e resgate de desastre, que passaram a aparecer com frequência.

Se for máquina de resgate de desastre, se técnicos do oeste e do leste unirem forças, acho que conseguiríamos criar máquina superior até aos cavaleiros de aço, chamados de imitação barata do Frame Gear.

Essas pessoas, provavelmente, criariam algo diferente ainda mais estranho.

Bom, não adianta ficar pensando. Por ora, vou chamar a técnica Eruka.

— O que é isso, hein?

— Não, mesmo perguntando o que é, né…

O Doutor, descendo de Babylon junto com a técnica Eruka, murmura observando os homens aglomerados no cavaleiro pesado.

— Tão animados vendo máquina mágica rara. Igual criança. Deixa quieto.

— Se incomoda, faço calar?

Diante da fala da técnica Eruka, a senhorita Rippuru bate, "tonton", no ombro com a chave inglesa na mão. Espera, "fazer calar" é fisicamente!? Como esperado, não precisa chegar a esse ponto, mas.

— Fuwaaaaa…! I, isso é aeronave-golem de tipo bem raro…! Material é mithril? Não, parte também usa hi-mithril? Isso, o impacto de lado…

Com olhar igual ao dos homens aglomerados no cavaleiro pesado, observo com pena a garota agarrada na aeronave-golem trazida pelo "Grupo Técnico de Busca".

Uhum, é minha filha, sabe. Falando sobre o "Grupo Técnico de Busca", ela veio junto com o Doutor e o pessoal descendo.

— Como sempre, hein, irmã Kūn…

A Āshia observa a irmã com olhar meio atônito. Ei, Kūn. A dignidade da irmã mais velha tá se perdendo, viu.

Deixando a gente de lado, a técnica Eruka fala com a senhorita Rippuru.

— E aí? O motivo de vir até Brunhild propositalmente? Não pode ser que veio mesmo só pra ver meu rosto, né?

— Opa, ver não seria bom? Bom, de fato, não é só isso, mas. Quero que você veja uma coisa.

A senhorita Rippuru tira do bolso do peito do macacão algumas folhas de papel. Foto?

— Isso é…

— Foi encontrado numa ruína nova descoberta recentemente em Gandirisu, sabe. Dá pra saber o que é isso?

— Parece… navio… mas… tão gigante assim?

Curioso, espio de trás da técnica Eruka a foto. Ali, em algo tipo doca subterrânea, algo tipo navio bem grande repousava. Comparando com pessoa pequena de pé, seria metade do tamanho de Babylon, talvez.

Navio… ou melhor, de alguma forma parece até nave espacial.

— Navio de civilização antiga…! ! Espera, esse brasão é…!

A técnica Eruka para a mão numa das fotos. Parece ser parte do casco, mas o brasão desenhado ali… ou melhor, essa marca, eu também já vi.

— [Coroa]…! Não pode ser, isso é…!

— Aa, isso mesmo. Provavelmente, quem construiu esse navio é o gênio técnico de golem antigo, Kuromu Ranshesu. Pai da série [Coroa].

Kuromu Ranshesu. Técnico gênio de golem que criou a série [Coroa], homem que, usando a "Coroa" negra e branca, atravessou a barreira do mundo do mundo sombrio pro mundo comum antigamente.

E, mesmo não sendo intenção dele, cinco mil anos atrás, pode se dizer que foi peça-chave que impediu a grande invasão dos Phrase. Mas, com o descontrole do [Branco] naquela hora, parece que perdeu completamente a memória…

— Não pode ser, esse navio em si é [Coroa]!?

— Sei lá. Não dá pra afirmar nada. Afinal, não deu pra entrar dentro do navio de jeito nenhum. Por isso, pensei que, se fosse outra [Coroa], talvez soubesse algo. Aqui tem [Negro] e [Branco], e, além disso, [Vermelho] também, né?

Entendido, a senhorita Rippuru e o pessoal vieram pra encontrar as [Coroas], hein. Ou melhor, na verdade, mais uma unidade, [Roxo], também tá aqui, viu. Ah, mas aquela tem problema na função de linguagem, hein.

— [Azul] e [Verde] pertencem à família real, né. Dá trabalho mexer em barriga que não dói.

— Aliás, [Branco] também é, tecnicamente, da família real, sabia…

A "Coroa" branca, [Iruminati Arubusu], mesmo sendo "provisória", tem a Yumina como contratante. Ou seja, também pertence à família real de Brunhild.

— Aqui, ainda não faz nem um ano do contrato, né? [Azul] e [Verde] estão profundamente ligados à família real por unidade de séculos, sabe. Encontrar a "Coroa" já é trabalho grande, e, se ficar conhecido por país grande, vira trabalhoso, sabe. "Deixa eu participar também", esse tipo de coisa.

Bom, entendo o que quer dizer. De fato, esse navio deve ser grande descoberta pros técnicos de golem, e a tecnologia usada nele, qualquer país deve querer incorporar pro próprio país.

Nesse ponto, não tenho muito interesse. Nem vontade de me envolver. Tenho até algo parecido dentro do "Hangar", afinal.

Se é só pra ouvir história da Arubusu, tanto faz…

Pensando até esse ponto, percebo que tem alguém puxando minha manga com força, "gui".

— Papai, papai! Herança da civilização de golem antiga! E ainda por cima, da série coroa! I, isso é grande descoberta!

Aa~… você tava aqui, hein.

Sem perceber quando veio pra cá, a Kūn observava a foto com olhos brilhantes.

— Parece interessante mesmo. Eu também fico levemente interessado.

E, até o Doutor fala isso.

Ku. Chegando a esse ponto, envolver-me é inevitável mesmo, hein.

Não tem jeito. Por ora, vou chamar a Yumina e a Arubusu.


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