Capítulo 495 – A Arca, e o Lago Subterrâneo
『Navio… ? Coisa construída por "Kuromu Ranshesu"… ? Alta probabilidade de ser a "Arca".』
— "Arca"?
A "Coroa" branca, Iruminati Arubusu, trazida pela Yumina, responde isso.
『"Arca". Fábrica móvel construída pelo Kuromu. Eu, e as outras "Coroas" também, fomos construídas lá.』
— Construídas…? Ou seja, quer dizer fábrica de produção de "Coroa"?
Seria tipo nossa "Oficina" em "Babylon", digamos. Segundo a Arubusu, Kuromu Ranshesu era pessoa bem excêntrica, não pertencendo a nenhum país, viajando livremente conforme sua vontade. E, digamos, seria os "pés" dele, o navio de fábrica móvel chamado "Arca".
Será que estudiosos de engenharia mágica excêntricos tendem a ser assim mesmo? Nosso Doutor também é assim.
— Não pode ser que a "Arca" também tenha nove unidades, né…?
『? Pelo que sei, deveria ser uma unidade.』
Que bom. Bom, faz sentido mesmo.
Ouvindo a conversa, a senhorita Rippuru do Grupo Técnico de Busca fala com a Arubusu.
— Você sabe o método de entrar naquela "Arca"?
『"Coroa" vira chave. Se tivermos nós, sem problema.』
Entendi. Ou seja, a própria "Coroa" vira chave pra entrar no navio. Faz sentido ninguém conseguir entrar mesmo.
— Ei, rei. Desculpa, mas dá pra emprestar essa "Branco"? Pra entrar no navio, precisa mesmo do poder de "Coroa".
Pedido pelo velho Mario, chefe do Grupo Técnico de Busca, mas não é algo que dá pra emprestar assim de qualquer jeito.
— Papai, papai! Aqui, que tal eu ir até a "Arca" junto com a Arubusu, como representante de Brunhild…!
— Recusado. Você só quer ver o navio mágico raro, né? Fica quietinha.
— Mamãe, malvada!
A Rin afasta a Kūn que sussurrava no meu ouvido. Bom, já imaginava mesmo.
Sinceramente, tenho interesse na "Arca". É legado deixado pelo técnico gênio de golem raro que criou a série "Coroa". Deve ser algo valioso histórica e tecnicamente.
Mas, mais que isso, não sei que poder a "Arca" possui. Afinal, é castelo do técnico que atravessou a barreira do mundo. Deixar sem cuidado não é boa estratégia. Preciso confirmar isso pelo menos uma vez.
— Oficina do Kuromu Ranshesu…! Quero ver! Talvez o segredo da "Coroa" seja revelado!
— Eu também fico curioso. Tecnologia ainda não vista, enterrada, e não ir seria besteira, né, Touya-kun?
A técnica Eruka e o Doutor Babylon já estão com toda disposição pra ir. Olha! Olha! Ao lado, a Kūn ergue o punho com força. …Atmosfera onde não posso dizer "não vou".
Bom, também queria ir a Gandirisu pelo menos uma vez, então talvez seja bom vento? Segundo a história daquela princesa de lá… Segunda Princesa, a Princesa Kōderia, o rei de Gandirisu parece pessoa generosa e afável.
— Entendido. Vou levar a Arubusu até essa ruína. Yumina, tudo bem?
— Sim. Tá tudo bem.
A Arubusu pertence a Brunhild, mas a contratante é a Yumina. Bom, com o "(provisória)" adicionado, no entanto. Provisoriamente, preciso pedir permissão, afinal.
— Sim! Papai, eu também vou! Vou, vou, vou mesmo!
— Injusto, irmã Kūn! Papai, eu também vou!
— Vocês, hein…
Fico com dor de cabeça diante da Kūn e da Āshia erguendo a mão competindo. Não é passeio, viu.
— Uoooooooo!? Rápido! Tá rápido, viu!?
Observando a paisagem visível pela janela, o velho Mario se anima feito criança. Não, não é só o velho Mario que se anima. Todos os velhos do "Grupo Técnico de Busca".
Aqui é dentro do "Barumunku", grande aeronave veloz construída pelo Doutor Babylon.
Pra ir até Gandirisu, descobrimos que, com a aeronave do "Grupo Técnico de Busca", levaria várias semanas pra chegar. Por isso, chegou a vez dessa aqui, que estava no "Hangar" de Babylon.
Originalmente, foi construída cinco mil anos atrás pra transportar Frame Gear. Como consigo usar [Gate], nunca teve oportunidade de brilhar até agora, mas é útil pra movimento com muita gente assim.
A propósito, a aeronave do "Grupo Técnico de Busca" tá dentro do meu [Storage].
Os passageiros, além do pessoal do "Grupo Técnico de Busca", eu, Yumina, Rin, Kūn, Rū, Āshia, Doutor Babylon, técnica Eruka. Como acompanhantes, Pōra e Arubusu, e também o Fenrir da técnica Eruka.
— Mesmo assim, que surpresa, hein… nunca imaginei que existisse aeronave assim. Nesse continente, isso é normal?
— Nem pensar. Só em Brunhild. Aquele país é bagunçado demais em vários sentidos, não junta com padrão comum. O senso normal se destrói.
A senhorita Rippuru e a técnica Eruka trocam conversa desrespeitosa, mas, por favor, corrijam. Quem é bagunçado é só o Doutor.
Quando reclamo isso pra Yumina, ela responde "Touya-san devia ver as coisas com mais objetividade". O que isso quer dizer?
— Nesse ritmo, em mais uma hora, chega em Gandirisu.
O Doutor diz isso olhando o relógio no smartphone. Como o "Barumunku" tá em piloto automático, mesmo dormindo, chegamos ao destino automaticamente.
Sinceramente, achei que seria mais rápido se eu voasse com [Fly] até o destino, conectando [Gate] dali. Chegando a propor isso, mas fui atropelado pelo pessoal que queria andar no "Barumunku". Naturalmente, incluindo a Kūn.
Bom, também não é diferença de tanto dias assim, então cedo, indo tranquilo.
No caminho, o Doutor e a técnica Eruka continuam conversa difícil com o velho Mario e a senhorita Rippuru, e a Kūn escuta isso com interesse.
A Arubusu também conversava baixinho, "bosoboso", com o Fenrir, mas não parece conversa animada. Parece mais tipo confirmando algo. A Pōra ficava rondando ao redor deles.
A Rū e a Āshia trazem, competindo, prato feito na cozinha dentro do Barumunku até mim desde há pouco. Não, não consigo comer tanta quantidade assim! Desculpa às duas, mas divido com o pessoal do "Grupo Técnico de Busca". Mesmo assim, rio vendo mãe e filha idênticas fazendo bico insatisfeitas.
— Já deve tá quase na hora.
— Umu. Aquela é a Cordilheira Pisuto. Já dentro do território de Gandirisu.
Diante da fala murmurada do Doutor, o velho Mario, confirmando a montanha visível pela janela, avisa isso. De qualquer jeito, chegou rápido, hein.
Nos dirigimos à ponte de comando, olhando pra baixo o mundo diretamente à frente.
A paisagem com muitas montanhas conectadas era exatamente digna de país montanhoso.
Em alguns lugares, tem bacia, com cidade se estendendo ali. Conectando essas cidades, várias estradas de montanha estreitas se estendem.
— Aquilo é túnel?
— Aquilo é caminho escavado pelos anões antigamente. Alguns foram escavados com golem de escavação também.
A senhorita Rippuru responde à minha dúvida. Anões, hein. Vivendo principalmente em mina, deve ser trivial pra eles. Penso isso, olhando de relance alguns anões também presentes no "Grupo Técnico de Busca".
— Opa, tô vendo. …O que é isso? Aquilo?
O velho Mario encara com olhos apertados a montanha visível à frente.
Do sopé da montanha, algo tipo fumaça se erguia.
— Ali é a entrada da ruína?
— Umu. Tropa de cavaleiros de Gandirisu e jovens do "Grupo Técnico de Busca" estão acampados lá… mas o que é essa fumaça, afinal?
— Será incêndio…
O Doutor e o pessoal também direcionam o olhar pra direção apontada pelo velho Mario. Deixa eu ver, eu também.
— [Longo Alcance]
Disparo a visão, observando a direção apontada pelo velho Mario. De fato, fumaça se erguendo. Tenda instalada e afins queimando. Não só isso, também tem destroço de golem espalhado em pedaços. Aquilo é golem de cavaleiro de Gandirisu?
— Não entendo bem, mas parece que foi atacado por algo. Tem destroço parecido com golem de Gandirisu espalhado.
— Como assim!?
Diante da minha fala, a senhorita Rippuru ergue a voz. O Doutor senta na cadeira de pilotagem do Barumunku, e a velocidade da aeronave aumenta.
Eventualmente, chegando perto o suficiente pra todo mundo ver, a situação horrível fica clara.
Do acampamento, chamas se erguem, e pessoas caídas e destroços de golem quebrado espalhados por toda parte. Claramente, foi vítima de ataque de alguém.
Quando o Barumunku pousa, na hora, o pessoal do "Grupo Técnico de Busca" salta correndo.
Ao redor, não tem figura inimiga. Já se retirou? Não, invadiu dentro da ruína…?
A entrada da ruína era bem grande, com formato descendo em direção subterrânea. Parece dar pra várias unidades de golem entrarem tranquilamente.
— Ei! Tá tudo bem!? Aguenta firme!
Volto a mim diante da voz do velho Mario erguendo o ferido.
Opa, ruim. Pensar depois. Primeiro, preciso salvar os feridos.
— [Que a luz venha, cura igualitária, Cura de Área]
Ativo magia de recuperação em bloco pras pessoas alvo bloqueadas. Por sorte, não tinha ninguém morto. Quem estava em estado grave até há pouco se levanta com expressão atônita, confirmando o próprio corpo.
— I, isso… magia de recuperação? Você é incrível, hein…
Enquanto sorrio contraído diante do velho Mario e a senhorita Rippuru também atônitos vendo a magia em ação, falo com jovem que parece ser cavaleiro de Gandirisu ali perto.
— O que aconteceu aqui, afinal?
— Eh? Ah, aa… de repente, fomos atacados por grupo estranho. Alguém com máscara estranha, trazendo dezenas de unidades de golem de quatro braços finos.
— Máscara estranha?
— Máscara tipo de ferro cobrindo o rosto todo, ou melhor, a cabeça toda. Tinha bico tipo corvo…
Máscara tipo corvo? Será tipo máscara de peste da Terra? De fato, cara estranho, hein.
Olhando com cuidado, entre destroços de golem destruído, além da máquina que provavelmente é golem de cavaleiro de Gandirisu, também tinha destroço de golem de quatro braços com braço e perna finos espalhado.
Cabeça redonda, vestindo algo tipo manto. Tipo espantalho mesmo.
— E esse grupo, pra onde foi?
— Provavelmente, pra dentro da ruína…
— O alvo é o navio do Kuromu Ranshesu, é…! Droga, de onde vazou isso!?
O velho Mario bate na caixa de madeira caída. Navio que pode se dizer legado deixado pelo criador da "Coroa". Pra outros países, deve ser objeto irresistivelmente atrativo. Dá pra pensar que seja simples bando de bandidos, mas também alta probabilidade de ser unidade de algum país.
— Mas o navio deveria ter fechadura, né? Sem a "Coroa", não daria pra entrar, né?
— Mamãe, não precisa entrar honestamente de frente, não. Se tudo bem danificar levemente, também tem método de forçar destruindo a parede externa pra entrar por dentro.
A Kūn responde à dúvida da Rin. De fato, se pensar bem, talvez seja opção viável, mas isso é jeito de saqueador de túmulo, né. Pela situação, talvez seja tipo semelhante mesmo, mas.
Quero acreditar que o criador da "Coroa", tecnicamente, não criaria segurança fácil de romper assim.
— Destruir aquele navio!? Nem brincando! É caixa de tesouro cheia de tecnologia perdida, viu! Ei, vocês! Vamos perseguir!
Diante da voz do velho Mario, não só o "Grupo Técnico de Busca", os cavaleiros de Gandirisu também erguem o punho. Tá tudo bem mesmo? Os golem de cavaleiro continuam quebrados, no entanto.
— Fumu. Se for dano leve no navio, aceitável, mas, se apagarem os dados registrados dentro, seria grande perda. Acho melhor a gente também ir.
Como diz o Doutor, uma vez destruído, tem coisa que nunca mais volta. Como esperado, quero impedir esse tipo de ato violento.
Decidimos seguir junto o velho Mario e o pessoal invadindo a ruína. Essa ruína tem sete andares subterrâneos, e o navio em questão parece estar na doca do andar mais fundo. Parece ser estrutura bem complexa, e a senhorita Rippuru estende o mapa.
— Daqui até aqui… e por aqui é mais rápido descer. Espero que o outro lado tenha se perdido.
Olhando o mapa estendido, o corredor estendido tipo interior de metrô desenha forma complexa. De fato, isso parece fácil de se perder mesmo.
『Mestra, permissão pra sugestão.』
— Eh? O que foi, Arubusu?
A Yumina fala com a Arubusu. Então a Arubusu recebe o mapa da senhorita Rippuru, apontando um lugar do primeiro andar. Nn? Ali não tem nada, mas…
『Neste local, tem elevador. Direto até o andar mais fundo.』
— Eh!? Por que sabe disso!?
『Esta instalação é base secreta do Kuromu Ranshesu. Eu também já vim aqui.』
Entendi. Se aqui foi feito pelo Kuromu Ranshesu, faz sentido a Arubusu, sendo "Coroa", saber mesmo.
Mas, se é assim, por que não contou até agora onde ficava esse navio?
『Por autorização do criador, a localização da base é mantida em sigilo. Vale igual pras outras "Coroa".』
— Entendi. Mas esse tal Kuromu Ranshesu é bem sigiloso, hein.
— Quem tem tecnologia excelente, geralmente, é visado pelo poder da época ou por colegas de profissão. Entendo a vontade de se esconder. Igual eu construí Babylon.
O Doutor assente profundamente como se concordasse. Será assim mesmo? Se não me engano, o Doutor Babylon também, antigamente, foi pedido por algum rei pra entregar Babylon e a Sheska e o pessoal Babylon Numbers. Cinco mil anos atrás.
— De qualquer forma, vamos rápido até esse lugar.
Nos dirigimos ao local indicado pela Arubusu. Ali era lugar que, olhando de relance, parece só parede comum.
Ao passar mana pela pedra mágica disfarçada pequena, sem som, a parede se divide em duas, revelando espaço tipo caixa vazia.
Como difícil todo mundo entrar, por ora, decidimos que só eu, o velho Mario, a senhorita Rippuru, e alguns cavaleiros de Gandirisu entrem, indo direto ao andar mais fundo de uma vez.
A porta fecha, e a caixa desce. Não tem nada, mas, sem perceber, direciono o olhar pra cima da porta. Deve ser efeito colateral de conhecer elevador da Terra.
"Chin!", som tipo metal ressoando, e a porta abre. Então, alguns metros à frente do corredor tênue, várias unidades de golem de quatro braços finos giram os olhos, "gurin", em nossa direção.
— A, aqueles são! Foram eles que nos atacaram!
O cavaleiro de Gandirisu que estava junto no elevador grita.
— «Gi! Gi, gi!»
Feito macaco, pulando, "pyonpyon", o golem de quatro braços avança atacando. Desembainho a Brunhild da cintura, disparando sem hesitação contra o peito desse golem.
Ecoa som de tiro e estrondo, e abre buraco no peito do golem de quatro braços. Efeito de [Lança Espiral] aplicado à bala.
— Pessoal, não precisa se conter! Destrua!
— Ooh!
Diante da voz do velho Mario, o pessoal do "Grupo Técnico de Busca" salta do elevador. São técnicos ao mesmo tempo em que são exploradores. Devem estar acostumados com situação violenta. Girando chave inglesa e martelo, avançam contra os golem de quatro braços.
Sem perder, os cavaleiros de Gandirisu também avançam pra frente.
— «Gigi!»
Rapidamente vira combate corpo a corpo intenso, e mudo a Brunhild do modo arma pro modo lâmina. Se atirar errado, posso acertar aliado, e, num lugar apertado assim, temo bala ricocheteando.
Diferente completamente de mim, a Kūn dispara relâmpago da arma mágica tirada da manga, empunhada. Que bom, isso. Eu também devia criar uma.
— Guha!
— Ugu…!
Alguns são arremessados longe pelo golem de quatro braços. Essa criatura, apesar do corpo esbelto, tem força considerável.
— Que incômodo, hein. [Deslizar]
— «Gi!?»
Os golem de quatro braços caem sobre o corredor. O "Grupo Técnico de Busca" ataca de uma vez com martelo grande esses caídos, e os golem que atacavam eventualmente param de funcionar.
— Esses aí, produto de onde? Não parece ser corpo antigo, hein.
— O corpo se aproxima do de Aizengarudo, hein.
— Mas, ó, os braços e pernas, já vi em algum lugar perto de Garudio.
O pessoal do "Grupo Técnico de Busca" joga cada opinião, mexendo, "kozuki", nos golem de quatro braços parados. Não dá pra deixar isso pra depois?
『À frente, à direita. Descendo escada uns cem metros à frente, chega na doca.』
— Entendido. Vamos.
Deixando parte do pessoal, seguimos a fala da Arubusu, apressando o caminho.
Virando à direita na esquina, atravessando reto corredor comprido escuro só com pequena lâmpada acesa, descendo a escada ali, o navio em questão estava perto de lugar tipo lago subterrâneo.
De perto, é bem grande, hein. À primeira vista, mais que navio, parece nave espacial. Não tem vela nem nada, e algo tipo motor instalado dos dois lados do casco.
— Não pode ser que isso voa?
『Não. A "Arca" não voa. Se for submersão, é possível.』
Nossa, era isso. É submarino, é? Sendo dito isso, sinto que tem esse formato mesmo. Mesmo assim, grande demais.
— Fun, veio hóspede não convidado, hein. Gandirisu é persistente mesmo.
Diante de nós atônitos com a figura da "Arca", chega voz.
Volto o olhar, e, à nossa frente, bloqueando o caminho até a "Arca", tinha uma pessoa de pé.
Óculos negro redondo tipo óculos de sol, máscara de peste metálica tipo corvo cravada com rebite de ferro. Vestindo capa preta com capuz, na cintura esquerda, tinha algo tipo várias latas de spray chacoalhando, "jarajara", e na cintura direita, uma espada fina vermelha metálica.
Nas costas, carrega algo tipo mochila estranha, e no cinto, algo tipo mostrador giratório.
À primeira vista, parece só cosplay de steampunk retrô, mas senti presença… estranha.
Interrogo o cara de máscara de peste.
— Você é bandido interessado na ruína? Ou agente de inteligência de algum país?
— Nenhum dos dois. Se tiver que dizer, seria "Apóstolo do Deus Maligno".
— …O quê?
Ignorando eu franzindo a testa, o homem de máscara de peste joga em minha direção algo tipo lata de spray tirada da cintura.
Num instante, fumaça de cor venenosa disparada dali se espalha ao redor. Ruim! Gás venenoso!?
— [Prison]!
Apressado, expando [Prison], protegendo todo mundo do gás venenoso com barreira. A fumaça verde venenosa rouba a visão num piscar de olhos, e a figura do homem de máscara de peste desaparece.
— Então, tchau.
Da mochila carregada pelo homem de máscara de peste, salta algo tipo asa, e, feito foguete ou jato, sobe voando pro céu. O que é isso, afinal…!
O homem de máscara de peste voa por cima do lago subterrâneo, pousando no convés da "Arca". Ali, a visão fica completamente bloqueada, sem conseguir ver nada. Droga!
— [Vento gira, redemoinho tempestuoso, Tempestade Ciclone]!
O tornado disparado pela Rin sopra pra longe o gás venenoso ao redor. A lata de spray que soltava isso também é arrastada junto, caindo no lago subterrâneo.
O que refletiu nos olhos de nós com a visão recuperada era só o lago subterrâneo mantendo água em silêncio.
Num instante, diante dos nossos olhos, a "Arca" desaparecera sem deixar vestígios.