Capítulo 497 – O Conselho dos Deuses, e o Serviço à Família
A conversa com o Rei de Gandirisu avançou amigavelmente, e conseguimos que ele comparecesse à próxima reunião mundial.
Mesmo agora sem Phrase nem espécie variante, esse tipo de cúpula de líderes ainda é necessário. Especialmente agora, acho que é época em que intercâmbio cultural entre o continente oeste e o leste é necessário.
Fazer os países do leste reconhecerem golem, e os países do oeste reconhecerem magia como algo próximo. Pra isso, primeiro, os líderes dos países precisam se entender mutuamente.
Como exemplo, testando se Sua Majestade o Rei de Gandirisu e a Princesa Kōderia tinham aptidão mágica, ambos tinham aptidão de atributo terra. Será por ser país minerador?
Quando a Rin orienta um pouco, os dois logo conseguem usar magia básica [Bala de Pedra]. Magia de terra é discreta, mas criar parede, abrir buraco, útil em mina e afins, acho que é magia bem útil.
Entregando também livro didático básico de magia, a primeira visita a Gandirisu foi bem sucedida. Sempre assim seria ótimo, hein.
Toda vez me envolvo em incidente estranho, afinal… não, dessa vez também me envolvi mesmo.
"Apóstolos do Deus Maligno"… não sei o que estão tramando, mas, se querem mexer com o mundo que finalmente ficou em paz, não vou ter piedade.
Despedidos pelo povo de Gandirisu, teletransportamos até o grande navio aéreo "Barumunku", pretendendo voltar a Brunhild.
Poderia voltar com [Gate], mas, sendo que a Āshia parece estar cozinhando, decidimos assim.
— Vem, vem, vem! Papai, coma!
— T, tá, entendido, vou comer!
No espaço de sala de estar do "Barumunku", pratos alinhados ao ponto de sobrar. Não, muito demais, oras… não é banquete completo chinês, viu.
— Ah, gostoso. Āshia, isso é o quê?
— Isso é rolinho de presunto cru com maçã e queijo, mamãe Rin. O presunto usa carne de Burudoboa, viu.
Burudoboa é aquilo mesmo? Grande javali branco que vive em país de neve. Nunca imaginei que fosse tão gostoso assim.
A Rū também come um pedaço da culinária da filha.
— Entendi… o agridoce da maçã e a salinidade do presunto cru. …Gostoso.
— Ah, receber elogio da mamãe. Que surpresa, hein.
Senhorita Āshia, para com essa cara orgulhosa, "doya", tipo "ganhei!". Papai fica levemente incomodado, viu…
— Mas eu adicionaria pimenta preta ou suco de limão como toque final aqui em cima. Ainda falta um pouco.
— Mugugu! I, isso, eu também já tinha pensado nisso!
Viu, foi retrucada. Rū, você também, para com esse "fufun" cara orgulhosa. Vocês duas realmente são mãe e filha parecidas mesmo…
Mas, mesmo assim, muito demais. Não, tudo tá gostoso, mas… sentindo o limite chegando, jogo à Āshia a dúvida que tinha.
— Ou melhor, cadê a Kūn e o pessoal?
— Ainda desmontando aquele golem recolhido no hangar. Chamei pra comer agora há pouco, mas responderam distraído…
De novo isso. Aqueles, quando se absorvem em algo, negligenciam o resto. Será que não conseguem alternar o sentimento?
Francamente… impossível comermos essa quantidade sozinhos.
Vou chamar elas… não é que tô fugindo de comer, viu?
Segurando a barriga cheia, quando vou até o hangar, os três, Doutor Babylon, técnica Eruka, Kūn, sentados no chão cercando o golem de quatro braços desmontado em várias peças, mostravam cara séria.
Espiando por cima da cabeça delas, no centro, tinha octaedro perfeito vermelho tamanho bola de beisebol.
— O que é isso?
— Isso é o que deveria se chamar G-Cube dessa golem… esse golem deve funcionar usando isso como fonte de energia, mas claramente é diferente do G-Cube comum.
— Não é golem?
— As outras peças são de golem mesmo. O Cristal-Q também usa o de máquina de guerra.
O Doutor e a técnica Eruka explicam, mas não entendo bem. Quer dizer golem modificado ilegalmente?
— Sendo golem, mas não sendo golem… existência heterogênea.
— E ainda, o que é isso? Sei que funciona parecido com G-Cube, mas o objeto em si é mistério. Nem meu [Analyze] consegue entender.
O Doutor ergue o octaedro à luz. Objeto vermelho, cor tipo sangue, com transparência. Isso, não pode ser…
Confirmo isso com Olho Divino. Fun, como imaginei.
— Melhor não tocar tanto nisso, não. Vaza levemente Ki Divino de deus maligno dali. Nesse nível não faz muito, mas dá enjoo.
Diante da minha fala, o Doutor solta a mão de repente, "pa". "Goto", o octaedro vermelho cai no chão do hangar.
— Deus maligno? Esse golem tem relação com deus maligno? Mas o deus maligno, você derrotou, né?
— Parece que sobrou algo tipo "okara".
— «« "Okara"? »»
O Doutor Babylon e a técnica Eruka franzem a testa, perguntando "que significa?".
Eu também não entendo bem, então repasso a explicação da Āshia igualzinho pras duas. Ou seja, resíduo espremido.
— Entendi. Por isso "okara", hein. Bem colocado mesmo.
— Sendo resíduo espremido, mas mantendo componente do grão direitinho, é isso? Não dá pra baixar a guarda.
Seja o que sobrou daquele deus NEET, poder divino continua sendo poder divino. Humano comum não consegue enfrentar. E ainda, esse mundo já saiu das mãos dos deuses, então só resta a nós resolvermos.
Ah, não, mais que "saiu das mãos dos deuses", passou pras minhas mãos, mas…
Mesmo tardio, como devo administrar o mundo, afinal…
Como calouro recém-contratado da "Companhia dos Deuses", queria ter algum sênior confiável.
A irmã Karen ou a irmã Moroha, provavelmente, não seriam de confiar mesmo… pra começo de conversa, essas deusas não têm trabalho de administrar mundo.
Se for isso, deus superior… Deus do Mundo, ou a vovó Tokie, deusa do tempo-espaço. A vovó Tokie parece bem ocupada ultimamente, sem vir muito pra cá.
E, se tá ocupada com terremoto de tempo-espaço e assunto das nossas filhas, seria difícil perguntar.
Como esperado, melhor perguntar ao Deus do Mundo mesmo, hein.
Depois, vou visitar depois de muito tempo.
— Mesmo se isso tiver relação com deus maligno, quem seria o técnico que criou esse golem remendado, hein.
— Se for nível dos Cinco Grandes Mestres, não seria impossível fazer… mas o "Professor" tá em Panashesu, e o "Maestro" detesta gente, então acho que não seguiria ninguém…
Cinco Grandes Mestres, hein. Os restantes são a técnica Eruka e o velho Mario e o pessoal do "Grupo Técnico de Busca". E mais uma pessoa é o velho maldito Rei Mágico já morto.
— "Apóstolos do Deus Maligno" é um grupo. Em outras palavras, dá pra chamar de "Culto do Deus Maligno" também.
Uwa, que desagradável, isso. Sem perceber, contorço o rosto diante da fala da Kūn. Gente que reverencia aquele deus NEET… não pode ser que tenham sido controlados por algo?
Não, essa possibilidade também existe, talvez. Se artefato divino do deus maligno… artefato de deus maligno existisse em número plural, também pode ser que estejam sendo manipulados por isso…
— Sendo pouca informação, pensar não adianta nada. De qualquer forma, se estão tramando algo ruim, só resta esmagar.
— Fufufu. Como esperado, papai.
— Sim, essa conversa termina aqui. Vocês também vão comer. A Āshia tá esperando.
Levantando os três, mando-os pro refeitório. Pego o octaedro vermelho caído, envolvo com [Prison] pra selar, guardando no [Storage].
— Uu! Se tá rolando coisa tão interessante assim, eu também devia ter ido, viu!
"Dam, dam", batendo as duas mãos na mesa, a Furei. Para, isso, mal-educado.
— "Apóstolo do Deus Maligno" é forte? Quero lutar!
— E, eu prefiro não lutar, viu…
Enquanto a Rinne fica animada, a Eruna fica quieta e retraída. Mas, nesse caso, acho que a Eruna tá certa.
— Vocês, não façam nada por conta própria, tá? Esse tipo de coisa, deixa com os pais.
A Eruze encara a Rinne e a Furei, tendendo a descontrolar. A Furei parece ter entendido, mas a Rinne mostra cara claramente insatisfeita.
— De qualquer forma, isso fica adiado por ora. Como disse a Eruze, não faz nada por conta própria, tá?
— Táaa…
A Rinne responde com voz meio relutante. A Kūn, a Furei, a Āshia, a Eruna também assentem levemente.
— Então, todo mundo, vamos tomar banho e se preparar pra dormir. Vamos lá.
— «« «« «« «« Táaa »» »» »» »»
A Yumina, tipo professora acompanhante, leva as crianças enfileiradas pro banho. Nosso banho grande é amplo, então mesmo todo mundo entrando junto, tá tudo bem. Mas a Rinze comentou que fica difícil se a Rinne nadar dentro.
Certo, com as crianças fora, aproveito pra me levantar, decidindo ir ao Reino Divino agora. Opa, não posso esquecer o presente de mão.
Parece que o Deus do Mundo prefere doce tradicional, então vou levar dorayaki e yōkan.
Ao abrir [Gate], se estende o mar de nuvens de sempre. No quarto de quatro tatames e meio só com tatame, o Deus do Mundo e mais um deus, absurdamente, o Deus da Destruição, sentados diante da mesa baixa.
— Ooh, quanto tempo.
— Ei. Parece bem, hein.
Os dois deuses cumprimentam, mas por que o Deus da Destruição tá aqui? Fico cheio de dúvida. Não, bom, sendo deus, não seria estranho estar aqui mesmo, mas.
— Opa, quanto tempo mesmo. Isso, presente de mão. Dorayaki e yōkan.
— Ooh, obrigado. Vou comer na hora.
— Que isso, sem saquê?
Não tem, não. Se não me engano, antes, você desceu à terra e bebeu bastante saquê, né. Fiquei ansioso pensando se ia aprontar alguma coisa.
— O que traz você hoje?
— Umm, na verdade…
Explico resumidamente ao Deus do Mundo o que tá acontecendo no nosso mundo atualmente. Ao derrotar o deus maligno, virei administrador daquele mundo. Sem consciência disso nem um pouco, no entanto.
Deixando de lado o que o povo daquele mundo pensa sobre isso, de qualquer forma, virei "deus" de um mundo. …Aprendiz, no entanto.
E, esse "deus", nesse caso, o que devo fazer, afinal?
— Não precisa fazer nada em particular… queria dizer isso, mas, tendo relação com deus maligno, não posso falar isso. Bom, no geral, tem dois métodos.
— Dois métodos?
— Um é entregar novo artefato divino a alguém, despertando-o como herói pra derrotar o deus maligno. Deixar a cargo. Você só precisa observar. Normalmente, seria esse método. Mas, no seu caso, sendo administrador daquele mundo ao mesmo tempo, também é habitante vivo daquele mundo. Existe também outro método de você mesmo resolver.
Ah, faz sentido? Como esperado, não posso deixar a cargo de outra pessoa, e, no fim, preciso resolver eu mesmo, afinal…
— Tem mais um método, né. Tudo junto, mundo inteiro…
— Recusado.
— Ainda nem falei nada, oras.
Sei bem o que o Deus da Destruição quer dizer. Destruir junto com o mundo, é isso. Não destrua o mundo com sensação de limpar sujeira com pano, por favor.
— Aquele mundo já está sob sua administração. Faça como quiser. Opa, digo "faça como quiser", mas, por favor, não faça conquista de mundo, tá? Isso seria misturar público com privado, né? Aquele mundo tá sob sua administração, mas não é sua propriedade. É das pessoas daquele mundo. Originalmente, o trabalho é vigiar pra impedir o mundo ir numa direção estranha.
Não vou fazer, conquista de mundo nenhuma. Trabalhoso.
Originalmente, os deuses são existência que observa o mundo, e, de vez em quando, quando pensam "opa, isso não tá ruim?", emprestam mãos às pessoas terrenas através de método chamado milagre. Concedendo espada sagrada ou espada divina, dando oráculo, às vezes enviando mensageiro.
No meu caso, eu mesmo estando na terra é o que complica tudo.
— Bom, súdito de deus maligno, pro seu nível atual, não deve ser grande coisa. Talvez seja incômodo, mas. Só que, se não arrancar tudo pela raiz direitinho, aparece "súdito do súdito" e afins, então cuidado.
— Uheé
O que é isso, tipo erva daninha. Mesmo arrancando, arrancando, continua crescendo, é isso?
— Ou melhor, os deuses que vieram à terra, dessa vez, não precisa avisar sobre isso, não?
Nosso mundo, ao mesmo tempo em que é mundo administrado por mim, também tem faceta de local de descanso dos deuses.
Além da irmã Karen e do pessoal, meu apoio, os outros deuses, umm, deus da dança, deus da força, deus do artesanato, deus dos óculos, deus do teatro, deus das bonecas, deus vagante, deusa das flores, deusa das joias, nove deuses, não precisa avisar?
— Tanto faz. Eles agora vivem como humano por dentro, mesmo sendo deus, e, mais que tudo, estão de folga. Não precisa envolver eles.
Bom, isso ajuda a evitar complicar as coisas por aqui também. Já é trabalhoso só com o assunto dos filhos, não consigo cuidar até dos deuses.
— Bom, não precisa se preocupar tanto assim. Sendo relacionado com deus maligno, mas não passa de resíduo dele, e a bagunça pós-limpeza é sempre trabalhosa em qualquer lugar. Eu também, mais que destruir mundo, é limpar o lixo depois que dá mais trabalho.
Não, isso, ser comparado é meio… entendo que a bagunça pós-limpeza é trabalhosa, mas.
— Bom, não tem proibição específica do que não fazer, então pensa como limpeza, leve. Acho que você consegue, mas, se ficar preguiçoso e fizer limpeza malfeita, depois vai se ferrar. Igual esse aqui.
— Cala boca.
Limpeza, é… bom, meio que entendo o que quer dizer. Pros deuses, coisa desse nível deve ser tipo remover mofo teimoso, ou remover crosta de água na pia, algo assim. Só puramente trabalhoso.
Bom, já ganhei aprovação, então vou lidar como bem entender.
— Papai, eu quero ir exterminar fera mágica!
— Opa, minha filha falou coisa estranha de repente, viu?
No dia seguinte, tomando café da manhã todo mundo junto, a Rinne solta isso de repente.
— Extermínio de fera mágica? Quer dizer que quer caçar?
— Uhum! Desde que vim pra cá, não consigo pegar pedido na Guilda de Aventureiros, e Brunhild não tem fera mágica tão forte assim, tô entediada. Por isso, quero ir até a Grande Selva ou Misumido!
Diante da Rinne falando animada, ao lado, a mãe Rinze mostra cara em apuros. Bom, faz sentido ficar em apuros sendo pedido assim tipo clima de piquenique.
— Ah, eu também quero ir, viu. Faz tempo que não luto contra fera mágica, quero. Braço fica enferrujado.
A Furei ergue a mão junto com a Rinne. Nuu. Sendo irmã mais velha, não deveria impedir?
Falo com a Kūn sentada na mesa perto.
— No futuro, derrotava tanto fera mágica assim?
— Diferente do presente, no futuro, também apareciam bastante fera gigante, e, atraídas por isso, em outros países, também tinha bastante rebelião causada por fera mágica. A Rinne e a irmã Furei costumavam ir até fora do país com [Gate] junto com a irmã Yakumo com frequência…
Entendido. Quando fera gigante aparece, fera mágica é expulsa da montanha ou floresta, descendo pro lugar onde pessoas vivem. Estavam caçando isso, é isso.
De fato, ouvindo da mestra de guilda Reisha-san, ouço que pedidos de extermínio aumentaram ultimamente.
Deve ser causa do aumento de fera mágica pelo acúmulo de mana criado pela fusão dos mundos.
Nesse sentido, extermínio de fera mágica também é coisa boa pro mundo e pras pessoas mesmo.
Direciono a conversa à Rinze, mãe da Rinne.
— O que acha?
— Considerando a habilidade da Rinne, contra adversário que não seja excepcional, não deveria perder. Mas, se for pressionada em número, ou contra fera mágica desconhecida pela primeira vez, existe risco de se machucar… como esperado, não posso deixar ir sozinha.
— Se for isso, eu também vou junto?
Quem aparece na mesa do café da manhã era a irmã Karina. Sentando-se na cadeira vazia, pega uma das frutas empilhadas no prato.
— Se for caçada, deixa comigo. Vou ensinar o truque de caçar bem qualquer tipo de presa.
Não, é que você é deusa da caça, oras. É literalmente deusa da caça.
A propósito, pergunto quem quer ir, e a Rinne e a Furei erguem a mão. A Eruna recusa hesitante o convite da Rinne "vamos junto", e a Kūn e a Āshia parecem sem interesse. Bom, a Āshia disse que queria que trouxesse de volta a carne que dá pra comer, no entanto.
E ainda, a Rinne disse que quer convidar a Arisu também. Aah, se não convidar, deve ficar chateada depois, hein…
Naturalmente, se for, também pretendo acompanhar. Se fizerem algo absurdo no território do outro lado, seria problemático. Isso também é tipo serviço à família… será?
— E aí, a Rinne quer caçar o quê?
— Dragão!
Ei, ei. Dragão, tecnicamente, é criatura de linhagem da criatura invocada do papai, Ruri, sabia. Olha, do outro lado, a Ruri, que comia refeição, direciona pra cá olhar apressado, "e?".
— Mas dragão desgarrado sem comunicação, ou dragão isolado que quebrou a regra, tá tudo bem caçar, né?
— Que bem informada, hein…
De fato, se for isso, não tem problema caçar. E também dragão de mana degenerado, aproximando-se de fera mágica, também tá tudo bem.
Chamo a Ruri, pedindo pra ouvir a história.
『Perto do santuário da Grande Selva, deve ter bastante dragão de linhagem menor. Mas, em termos de força, dragão de mana deve atender melhor a expectativa.』
— Dragão de mana, hein.
Dragão de mana é espécie ramificada do dragão. Diferente de dragão de linhagem menor, herda a corrente do dragão verdadeiro, então tem capacidade de combate alta, mas não consegue comunicação.
Dizendo de forma direta, seria tipo "dragão de linhagem menor com só a força de combate igual a dragão verdadeiro".
Tem muitas espécies especiais, já lutei até contra dragão venenoso.
Era criatura incômoda com nove cabeças que regeneram por mais que corte.
De fato, só em força, atenderia o pedido da Rinne, mas tem muitos indivíduos imprevisíveis, hein…
Tiro o smartphone, pesquisando dragão de mana. Tem bastante pelo mundo inteiro mesmo, hein. Por ora, filtrando na Grande Selva, tinha uns dez.
— Se for caçar, será por aqui… vários juntos em um lugar, e, sendo perto do vilarejo da tribo, melhor exterminar cedo, senão fica perigoso…
Preciso contatar a Pamu, chefe de tribo da Grande Selva, hein. Se virar alvoroço, também seria problema. Vou levar algum presente de mão.
Olhando de relance a Rinne, já com cara de disposição total, esperando minha resposta. Se eu pudesse dizer não pode assim, ficaria mais tranquilo, mas.
A Rinne e o pessoal eventualmente vão voltar pro futuro. Até lá, quero que criem várias lembranças conosco. Se essa também virar uma delas, seria bom.
— Então… vamos.
— Consegui!
A Rinne pula de alegria. A Furei também comemora erguendo os dois braços. Se conseguem ficar tão felizes assim, sinto que caçar também não é ruim.
Desejaria que tivesse hobby mais feminino, mas.
Na próxima folga, é extermínio de dragão de mana com as crianças, é… isso conta como serviço à família mesmo?