Capítulo 498 – A Luta das Crianças, e o Dragão de Mana
Dizer "extermínio de dragão de mana" com facilidade, mas, originalmente, não é assunto tão leve assim. Dependendo do caso, é coisa que exige até formar tropa de extermínio em nível de país.
Capacidade de combate superior ao dragão de linhagem menor, e, diferente de dragão, não dá pra conversar. Além disso, às vezes tem habilidade própria específica.
O único alívio é que não desce tanto até onde pessoas vivem. Mas, só pelo dragão de mana estar ali, outras feras mágicas são expulsas, descendo até onde pessoas vivem, ou, igual ao dragão venenoso que derrotei, gera neblina venenosa, causando dano tipo enfraquecer plantação também.
Enfim, criatura incômoda mesmo. Sair pra caçar isso deveria ser feito com mais tensão… mas.
— Aaa! Aquele eu que vi primeiro, oras!
— Quem chega primeiro, leva~
— Vocês dois, derrotem com mais cuidado. Diminui o valor do material.
Caçando um atrás do outro fera mágica que aparecia, a Arisu e a Rinne. E a Furei recolhendo essa fera mágica com [Storage].
Nem um pouco parece clima de quem vai exterminar dragão de mana agora.
Dentro da selva densa da Grande Selva, nosso grupo animado se dirigia até o ninho do dragão de mana.
— Papaaai. Quanto falta?
— Nn? Um pouco mais adiante, talvez. Logo depois de atravessar o rio.
Quando respondo confirmando pelo smartphone, a Rinne avança pela jangal com disposição.
Vendo isso, o Ende abre a boca com suspiro.
— As crianças têm energia mesmo, hein…
— Se aguenta. Adulto assim não serve de exemplo.
As crianças são a Furei, a Rinne, a Arisu, três. Os adultos são eu, a irmã Karina, e o Ende, três.
Na verdade, as mães, Rinze, Hiruda, Meru, Nei, Rise, cinco, também queriam vir, mas a Rinze e a Hiruda tinham compromisso, e a Meru e o pessoal, a Arisu não gostou.
Claro, não é que a Arisu odeie as três. O que a Arisu não gostou foi a superproteção da Nei e da Rise. Sendo óbvio pra qualquer um que, quando a Arisu lutasse contra dragão de mana, a Nei e o pessoal não conseguiriam ficar quietas.
Dependendo do caso, existe possibilidade de a Nei e o pessoal derrotarem o dragão de mana, objetivo da Arisu, no lugar dela. Isso, como esperado, tiraria a graça.
Na verdade, parece que não queria nem o Ende junto, mas conseguimos convencer de algum jeito, com condição de que ele nunca interviesse no combate contra o dragão de mana. Fui obrigado a prometer isso também.
Bom, claro, tanto eu quanto o Ende estamos completamente dispostos a intervir se as crianças ficarem em perigo.
Promessa? De fato, prometi que "o Ende não interfere na Arisu" e "eu não interfiro na Furei e na Rinne", mas nunca prometi que "eu não ajudo a Arisu" nem que "o Ende não ajuda a Furei e a Rinne", sabe.
Ingênuas, crianças. Adulto é trapaceiro assim mesmo.
Bom, eu também ainda sou menor de idade, mas.
— «Burubōaa!」
De repente, dentro da selva densa, aparece grande javali. Pelo preto brilhante, presa comprida reta feito lança.
Quando esse javali, medindo mais de três metros, balança o pescoço, as árvores ao redor são cortadas facilmente por essa presa.
Mais que presa, é lâmina, digamos.
— É Burēdobōa. Fera mágica nível rank vermelho.
O Ende explica olhando o javali. Burēdobōa, é. Primeira vez vendo.
Rank vermelho é inimigo forte o suficiente pra render pedido nominal na Guilda. Diante dessa fera mágica, minha filha e a amiga jogam jankenpô tranquilamente. Que despreocupado, francamente…
— Consegui! Ganhei!
A Arisu, que venceu no jankenpô, ergue o punho. As duas perdedoras, resmungando, "butsubutsu", recuam do local.
Eh, vai fazer sozinha?
— Vem cá!
— «Burururāā!」
O Burēdobōa avança reto em direção à Arisu feito cavaleiro empunhando lança de investida.
Diante disso, a Arisu, sem se abalar, balança o corpo levemente pros dois lados.
Feito carro colidindo, o corpo grande do Burēdobōa se aproxima urgente pra atropelar a Arisu.
— [Corte de Julgamento Cristalino]!
No braço direito da Arisu, algo tipo cristal se reúne, formando grande facão.
"Aquilo" cortado sem cuidado corta em dois o Burēdobōa de frente pra trás, virando dois pedaços ali mesmo.
— Aa~a~a…
— Pele arruinada.
O Ende e a irmã Karina murmuram baixinho. A Arisu, como sempre, é descuidada. Costuma agir com ação tipo "se derrotar, tá bom".
— Irmã Furei, guarda isso. Depois vou pedir pra Ā-chan cozinhar.
— Tá bem, mas… Arisu, tá coberta de sangue espirrado. Papai, limpa ela, por favor.
A Furei guarda o Burēdobōa em [Storage], pedindo isso pra mim.
De fato, a Arisu, coberta de sangue espirrado do Burēdobōa, tem sangue em vários lugares. Cena levemente chocante, hein…
Quando aplico [Clean] na Arisu, o sangue espirrado desaparece, voltando à figura limpa original.
— Com essa habilidade, o dragão de mana também deve tá tranquilo.
— Não subestime. Dragão e fera mágica têm força diferente. Ainda mais, dragão de mana tem muitos indivíduos persistentes e astutos. Não sei que carta na manga escondida têm.
De fato, como diz a irmã Karina, o dragão venenoso que derrotei também era bem persistente. Não posso baixar a guarda.
Avançando pela selva, eventualmente chegamos num rio grande. Abrindo [Gate], teletransportamos pra outra margem.
Continuando reto, aos poucos, a floresta expõe superfície rochosa acidentada, começando a mostrar aparência de montanha rochosa.
Subindo leve, "hyoihyoi", a montanha rochosa de difícil caminhada, a Rinne e o pessoal. Não vai muito à frente. Opa?
— …Ouviu?
— Ouvi. Tá perto.
Confirmo com o Ende caminhando ao lado. Rugido de dragão, mesmo leve, escutei. Existe possibilidade de o outro lado já ter percebido a gente.
Tiro o smartphone, buscando a posição atual do dragão de mana. Opa, tá vindo em nossa direção.
— Todo mundo espera. Parece que o outro lado tá voando em nossa direção. Vamos mover pra lugar aberto, mais fácil de combater.
— Entendido. Rinne, Arisu, aquele lugar tem melhor visibilidade, então vamos ali.
— Entendi
— Táaa
Seguindo instrução da Furei, as duas se posicionam em encosta suave, com poucos obstáculos.
A Rinne e a Arisu equipam braçadeira, e a Furei equipa lança, preparando-se pro combate.
— Tá bem? Papai e o pessoal só ficam olhando, viu! Não pode falar nada extra também!
— Tá, tá.
Bom, se for perigo real, vamos interferir com mãos e boca, no entanto. Sentamos na maior das pedras rolando ao redor.
Francamente… isso é igual pai e parente vindo torcer em dia de gincana. Aah, depois vou gravar vídeo pra mostrar pra todo mundo.
Enquanto penso isso, o Ende ao lado também começa a tirar o smartphone apressado. Parece que pensamos igual.
— Opa, tá chegando a hora do show?
De longe, escuta-se som de asa batendo, "bassabassa". Aos poucos, esse som aumenta, e, eventualmente, captura na visão um dragão.
Cor preta, tamanho bem grande. Quatro patas, voando com asas tipo morcego que crescem das costas.
Chifre grande, com nadadeira dorsal vermelha se estendendo da nuca até a cauda. Cauda longa, e a ponta tem espinhos saltando feito fruto de bardana.
Olhos vermelhos injetados de sangue, de nenhum ângulo parece atmosfera amigável. Sinto determinação de eliminar sem piedade o intruso que invadiu o próprio território. Bom, faz sentido mesmo.
— Nunca vi esse dragão. Sem dúvida, é dragão de mana, mas…
— Aquele é Nīzuheggu. Dragão devorador de humano, que adora comer cadáver humano.
Diante da minha dúvida, a irmã Karina responde. Nīzuheggu… dragão devorador de humano, hein. Adversário nada agradável, francamente.
— «Gogaaaaaa!」
O Nīzuheggu ruge alto pro céu. Aos meus ouvidos, soou mais como rugido de alegria por encontrar presa do que raiva.
— Certo, então vamos!
A Furei, com lança comprida completamente desproporcional ao próprio tamanho, arremessa essa lança em direção ao Nīzuheggu.
O Nīzuheggu esquiva facilmente a lança voando, movendo-se levemente de lado.
— Ingênuo demais.
Quando a Furei balança a mão rápido, "sa", a lança arremessada para no ar, sendo puxada de volta. Olhando com cuidado, essa lança não tinha contera, ambas pontas eram lâmina.
A lança puxada de volta muda de trajetória, perfurando a asa do Nīzuheggu.
— «Gigya!?」
— Consegui!
Com a membrana de voo tipo morcego rasgada, o Nīzuheggu perde o equilíbrio. Nesse momento, a Rinne, usando [Shield] como apoio, salta pro ar feito subindo escada de dois em dois degraus.
— Rya!
— «Gugaa!?」
O golpe da Rinne disparado juntando as duas mãos explode na base da asa do Nīzuheggu.
O Nīzuheggu, completamente desequilibrado, cai no chão junto com a Rinne, batendo na superfície rochosa.
— [Corte de Julgamento Cristalino]!
Como se mirasse o timing, o facão de cristal da Arisu desce. Isso era ataque pra rasgar completamente a membrana de voo do Nīzuheggu, impedindo-o de voar.
— Por ora, tão atacando conforme o básico.
Murmuro observando o combate das três, e o Ende ao lado assente levemente.
— Primeiro, impedir de voar. Isso é igual à wyvern.
O Nīzuheggu caído na superfície rochosa ergue o pescoço, abrindo bem a boca. Mu, aquilo é…
"Gobā!", da boca aberta do Nīzuheggu, dispara chama feito lança-chamas. Bafo de fogo, é.
— Yotto
A Furei desaparece a lança das duas mãos dentro do [Storage], tirando no lugar grande escudo azulado pálido.
O bafo de fogo disparado pelo Nīzuheggu bate no grande escudo posicionado.
A chama recebida, ao tocar no escudo, se divide pros dois lados, desviando-se pra não atingir a Furei. Opa, isso deve ser tipo item mágico…
— Sei!
— «Gobuu!?」
No rosto lateral do Nīzuheggu que continua cuspindo fogo, explode o punho enluvado da Rinne. Uou, deve doer.
— «Gaaaaaaaaa!」
Contra a Rinne, o Nīzuheggu abre a boca de novo. Dessa vez, bolas de fogo consecutivas são disparadas seguidas.
A Rinne esquiva rapidamente disso, e as bolas de fogo atingindo a superfície rochosa quebram a pedra, explodindo. Fragmentos de pedra explodidos caem ao redor feito chuva de granizo.
— Uwat!
A cauda balançada feito chicote ataca a Arisu que estava atrás. Esquivando deitando no chão, a Arisu foge pra fora do alcance da cauda.
Guardando o escudo azulado pálido, dessa vez tirando grande machado de batalha do [Storage], a Furei tenta avançar contra o Nīzuheggu, mas o dragão de mana, percebendo isso, dispara de novo balas consecutivas, impedindo o outro lado de se aproximar.
— Nn? Aquele dragão, não tá mudando de cor?
— Falando isso…
A escama, que até há pouco brilhava tão negra que quase parecia preto puro, ganha tom avermelhado. Eventualmente, isso vira cor luminescente contendo laranja saindo do vermelho escuro, e, eventualmente, o corpo inteiro muda pra cor emitindo calor tipo lava.
— «Gaa!」
Quando o Nīzuheggu bate os dentes, "gachin", faíscas se espalham, e essa faísca inicial percorre chama por todo o corpo num piscar de olhos.
— «Gurugarugaaaaaaaa!」
Com chama envolta pelo corpo todo, o Nīzuheggu ruge pro céu. Calor absurdo se transmite até aqui.
— Bom, vejamos como essas crianças vão enfrentar o dragão de fogo Nīzuheggu.
Vendo o dragão de mana em chamas, a irmã Karina murmura. Uuun, veio assim, hein.
Por causa dessa chama, ficou difícil se aproximar. Se tivesse a Eruna ou a Kūn, talvez conseguisse resolver com magia de água ou gelo.
— Quenteee! Irmã Furei, faz alguma coisa!
— "Faz alguma coisa", mesmo dizendo isso, isso é bem difícil, viu!
Diante do pedido da Rinne, a Furei responde esquivando as garras do Nīzuheggu.
— Deixa eu ver, arma tipo água-gelo, tinha alguma boa…
Tirando isso, tirando aquilo, do [Storage], testando vários tipos de armas, a Furei. As armas que usa sempre, organiza direitinho, mas as que não usa muito, guarda desordenadamente?
Ei ei, fazendo isso durante o combate…
— «Gogaa!」
— Uwa!?
A garra em chamas descendo de novo é esquivada pela Furei saltando. Vendo a figura dela esquivando no limite dos golpes consecutivos disparados, fico apreensivo.
— Ha!
— «Gafu!?」
O movimento do Nīzuheggu para por um instante. A Rinne disparou bola de ki através de [Hakkei] na barriga.
— «Gaa!」
— Opa!
Com a atenção desviada pra Furei, dispara bola de fogo da boca do Nīzuheggu em direção à Rinne. Usando [Shield] como apoio, a Rinne sobe correndo pelo ar, esquivando disso.
— Achei! "Espada de Gelo Aisuburingā"!
A Furei ergue espada única de lâmina transparente tipo espada de cristal. Mesmo vendo daqui, dá pra saber que essa espada dispara ar gélido impressionante.
— Essa espada é feita de gelo mágico esculpido de uma parede de gelo eterna existente no Reino de Erufurau! Quinhentos anos atrás, a espadachim mágica élfica Kureidorusuton usou isso pra derrotar a fera mágica Vōkaranburu…
— A explicação, deixa pra depois, rápido, faz alguma coisa!
A Arisu, fugindo do Nīzuheggu cuspindo bolas de fogo sem parar, grita irritada pra Furei.
A Furei ergue a espada de gelo, direcionando a ponta em direção ao Nīzuheggu.
— [Congelamento]!
Grãos de gelo flutuando no ar se grudam ao redor do Nīzuheggu, esfriando o corpo dele. O ímpeto da chama que cobria o dragão de mana enfraquece, a cor da pele volta ao tom escuro.
Mas parece ser só temporário, e, de novo, "bafu, bafu", da pele tipo pedra rachada, chama começa a irromper.
— Não dura muito tempo, então vamos fazer isso agora!
— Entendi! [Espinho de Cristal Rosa]!
A Arisu cria da mão direita galho de rosa feito de cristal.
— [Corte de Julgamento Cristalino]!
Na ponta desse galho de rosa, faz surgir grande facão, e ela, aproveitando a força centrífuga, desce isso feito chicote na cauda do Nīzuheggu.
— «Gyuaaaaaaaaa!?」
"Zudon!", a cauda grossa do Nīzuheggu é cortada. O dragão de mana, desequilibrado, cai pra frente, batendo com a cabeça no chão.
No corpo grande caído, dessa vez, a Rinne avança feito flecha. Usando [Shield] tipo escada, sobe correndo até o alto do céu, e, no ponto mais alto, girando o corpo de uma vez, "kururi", direciona a ponta do pé em direção ao dragão de mana.
— Chute-Meteorooo!
— «Gafuaaa!?」
O chute da Rinne, com peso aumentado por magia de gravidade, acerta as costas do Nīzuheggu. Ecoa som ruim, "bokiri". Quebrou?
— Com isso, termina!
— «Gofuu……」
Sem perceber, tendo se aproximado do Nīzuheggu, a Furei crava o Aisuburingā na cabeça dele. Num instante, o dragão de mana em chamas começa a congelar da cabeça, e, num piscar de olhos, o corpo inteiro fica congelado.
— Golpe finaaal!
— Ah, Rinne, espera!
Sem tempo pra Furei parar, o golpe de todo o corpo da Rinne explode na lateral do Nīzuheggu congelado.
Do ponto perfurado, racha se espalha feito teia de aranha, e, incapaz de suportar o peso, o corpo grande do Nīzuheggu, feito quando derrotamos Phrase, se estilhaça em pedaços, desmoronando.
— Aa~a~a…
— Fiquei achando que ia acontecer isso mesmo.
Ao mesmo tempo que o Nīzuheggu desmorona, escapa esse tipo de voz do Ende e da irmã Karina. Nem aproveitaram a reflexão de quando vieram até aqui. Material precioso de dragão arruinado. Já só resta valor tipo carne congelada. Não, a cauda cortada talvez tenha algum valor de material.
Bom, o objetivo não é vender o material, é a caça em si, então talvez não precise se irritar tanto assim, mas…
— Não devia ter congelado, viu…
— B, bom, deu tudo certo, oras, derrotamos!
— Eu também queria dar o golpe final, hein~
A Furei reclama resmungando, "butsukubutsuku", abrindo [Storage] no chão, recolhendo os fragmentos do dragão de mana quebrado e a cauda. Se for carne congelada, dá pra comer descongelando, talvez.
Carne de dragão, no geral, é gostosa, mas dragão de mana, como será? Dragão venenoso não podia comer, tinha veneno.
— Papaaai! Próximooo! Onde tá o próximo dragão de manaaa!?
— Não, não, espera um pouco. Vamos descansar um pouco por aqui. Todo mundo, vamos comer o lanche que a Rū e a Āshia fizeram.
Se ficarem estranhamente empolgadas, podem se machucar. Melhor esfriar um pouco por aqui.
Tiro do [Storage] cadeira pra várias pessoas, e mesa grande, instalando. Sobre ela, estendo o lanche feito pela Rū e a Āshia, caixa de bentō empilhada de quatro andares.
— Uwa, parece gostoso!
No primeiro andar, bolinho de arroz cheio até a borda. No segundo andar, frito, tipo frango frito, camarão empanado, croquete, chicken fried. No terceiro andar, omelete, salsicha, hambúrguer, almôndega, tomate cereja. E no quarto andar, fruta cortada.
De fato, parece gostoso, mas tem muita coisa que criança gosta, hein.
— «« «« Vamos comeeer! »» »»
As três crianças lavam a mão com bola de água que criei, começando a comer bolinho de arroz na mão na hora. Que rápido, hein.
Certo, vamos comer também.
Pego um bolinho de arroz da caixa de bentō, comendo. Uhum, sal bem temperado, gostoso. Recheio é atum maionese?
— Nnu~!? U, isso era ameixa em conserva… dá pro papai…
— Eh!? Ah, bom, tá bem…
A Arisu entrega ao Ende bolinho de arroz mordido pela metade. A Arisu não gosta de ameixa em conserva, hein. Como esperado, nesse tipo de coisa, ainda é criança mesmo.
Enquanto sorrio contraído vendo essa figura do Ende, a Rinne ao lado estende, "nyu", bolinho de arroz mordido em minha direção.
— Papai, come.
— Você também, hein…
Recebendo o bolinho de arroz com ameixa em conserva, sem jeito, mordo. Azedo… a ameixa em conserva de Ishen é bem azeda mesmo, hein.
Enquanto comemos o lanche devagar, com calma, percebemos que algo estava agitado dentro da floresta.
— O que é isso…?
Som de asa batendo, grito agudo tipo macaco, e som distante tipo tremor de chão… ei ei, não pode ser, isso…!
Tiro o smartphone, buscando as feras mágicas ao redor. Na tela, mostra onda de pinos completamente vermelhos avançando em nossa direção.
— Estouro em massa…!