Capítulo 499 – A Zaratan, e a Sexta
Estouro em massa.
Feras mágicas perdendo o controle, avançando em massa. Digamos, tsunami de feras mágicas.
Não, não só feras mágicas. Animais também estão misturados, correndo em disparada junto.
Logo, deve chegar até aqui.
Certo, o que fazer. Se pensar na própria segurança, basta voltar com [Gate] assim mesmo.
Mas, infelizmente, na frente desse tsunami de bestas, tem vilarejo da tribo que vive na Grande Selva.
Por causa desse vilarejo, decidimos exterminar o dragão de mana perto dali dessa vez.
Com esse impulso, não acho que pare antes do vilarejo mesmo…
— O que fazemos?
— Não podemos deixar sem cuidado, né.
Respondendo isso ao Ende, guardo o smartphone. A Pamu, chefe de tribo da Grande Selva, também deve ficar em apuros.
— Vai derrotar bastante fera mágica!? Eu também quero participar!
— Ah, eu também! Ei, Majestade! Deixa eu participar também!
— Não vamos derrotar. Se caçar tanto assim sem cuidado, o ecossistema fica desequilibrado, né.
— «« Eeee… »»
A Rinne e a Arisu reclamam, "buubuu", mas não posso deixar matar sem propósito. Fera mágica também vira comida das pessoas que vivem ali. Não deveríamos caçar em excesso por conta própria.
— Bom, então, por ora, vamos fazer parede de defesa. [Que a terra venha, muralha de terra defensiva, Muralha de Terra]
Ergo, diante da direção onde o estouro em massa avança, muralha de pedra grossa se estendendo alguns quilômetros. Deixo altura em torno de vinte metros. Grande Muralha capaz de parar até investida de dragão. Com isso, deve tá tranquilo por ora.
— Como sempre, absurdo, hein, Touya…
O Ende solta voz tipo atônita. Depois que o estouro em massa acalmar, apago mesmo, então tanto faz, né.
— Mas, assim, se vier em massa contra a muralha, o inimigo da frente não vai ser esmagado?
— Tá tudo bem. Configurei pra que, se bater na muralha, teletransporte vinte quilômetros pra trás com [Gate].
Contanto que continue correndo, se repete infinitamente. Se acabar a força, deve se acalmar.
Ou melhor, por que ocorreu estouro em massa, afinal? Como motivo pra ocorrer estouro em massa, seria sinal de catástrofe natural iminente, mas.
Mas por aqui não tem vulcão ativo, e, se fosse terremoto, o espírito da terra deveria ter avisado.
No fim, tão em pânico sentindo perigo de vida mesmo. Apareceu algo capaz de fazer as feras mágicas sentirem crise tanto assim…?
Usamos [Gate] pra teletransportar até em cima da muralha. Sendo espessura de mais de dez metros, não tem risco de cair.
Do outro lado da muralha, levantando poeira, o bando de feras mágicas avança em nossa direção. Feito fugindo de algo.
— Entendi. A causa é aquilo, hein.
— Eh?
A irmã Karina murmura isso assim que vê o fim da selva infinita se estendendo.
Eh, tá vendo algo? Só vejo árvores balançando e poeira avançando em nossa direção.
— [Longo Alcance]
Elevando a visão, encaro ainda mais além do estouro em massa.
Nn? Algo… parece bloco de floresta balançando… opa, agora, apareceu de relance algo tipo cabeça de algo?
Encarando com cuidado, "ji──tto", finalmente entendo o que é aquilo.
É tartaruga. Tem tartaruga absurdamente gigante. Tartaruga carregando floresta nas costas. Fera gigante!?
— É Zaratan. Raro ver na terra. Originalmente, é fera mágica que vive no mar, afinal. Tem até história de gente confundir com ilha e desembarcar, descobrindo depois que era casco de Zaratan, monstro tartaruga absurdamente gigante assim. A propósito, aquilo não é fera gigante, viu. Aquilo é normal mesmo.
— Aquilo não é fera gigante…
Não, mesmo assim, grande demais, oras. Quantos metros tem, aquilo. Não deve chegar a quilômetro, mas.
Ou melhor, com algo desse tamanho se movendo, faz sentido as feras mágicas fugirem mesmo. Foi por isso que causou estouro em massa, hein.
— A Zaratan em si é fera mágica bem tranquila, viu. Só que, com corpo gigante desse jeito, deve incomodar os arredores mesmo.
Diante da explicação da irmã Karina, sinto leve alívio. Se aquilo fosse tartaruga agressiva, seria assustador mesmo.
— Papai! Aquilo, vai derrotar!?
— Não, derrotar, mesmo dizendo isso, hein…
Como devo responder à Rinne perguntando inocentemente. Aquilo, só em tamanho, não seria maior que o deus maligno? Será possível derrotar, afinal. E ainda, depois de derrotar, o que fazer com o corpo, afinal.
— Ou melhor, por que até agora não ocorria estouro em massa?
— A Zaratan às vezes hiberna por unidade de mil anos, sabe. Talvez tenha acordado e descoberto que, enquanto dormia, cresceu floresta nas costas.
Então, o quê? Aquilo dormiu aqui por vários milênios sem parar? Que dorminhoca e tanto, hein.
Por sorte, o movimento da Zaratan é lento. Mas cada passo é grande, então tem certa velocidade mesmo. Do jeito que tá, vai chegar até aqui.
— Por que tá vindo pra cá, hein?
— Não seria pra comer a fera mágica fugida?
— Aa. Recém-acordada, deve tá com fome mesmo.
As crianças conversam despreocupadas, mas será mesmo isso? Ou melhor, com esse movimento, duvido que consiga caçar presa direito.
O Ende, observando igualmente a Zaratan, murmura baixinho.
— …Talvez, não pode ser que esteja indo em direção ao mar…
— Ao mar?
— Uhum. Aquele bicho, originalmente, é fera mágica do mar, né? Não pode ser que tá tentando voltar pro mar?
Entendido. Mar, hein. De fato, mais além desse vilarejo à frente, tem mar mesmo.
A própria Zaratan só tá tentando voltar pro mar mesmo, é. Como subproduto disso, só ocorreu estouro em massa.
— Se for isso, vamos devolver pro mar então.
— Eeh~, não vai derrotar não? Achei que ia conseguir montar Frame Gear depois de tanto tempo~
— Não é caso de "derrota tudo que aparece", não.
Aconselho isso à Rinne fazendo bico. Derrotar tudo com força, papai não aprova, viu. Bom, eu também faço isso com frequência, então não consigo falar com muita firmeza.
— Mas, "devolver pro mar", como assim?
— Que isso, é só teletransportar pro mar com [Gate].
Com esse movimento lento, não deve ser difícil travar o alvo, e teletransportar sem problema deveria ser possível. De quebra, as árvores daquele lugar vão desaparecer, mas, de qualquer forma, já vão ser esmagadas pela Zaratan, então acho que não tem problema.
Precisamente, não pro mar, mas pra praia. Se cair direto no mar, sendo corpo grande assim, poderia até gerar tsunami.
— Mas será que ainda tem animais em cima daquela tartaruga também? Se entrar no mar, vão morrer, né?
U.
Diante da fala casual da Arisu, fico sem palavras. Isso, de fato.
Pesquisando no smartphone, de fato, ainda tem alguns animais na floresta das costas da Zaratan. Fugindo desesperados, ou parados imóveis, vários tipos, mas, se devolver a Zaratan pro mar, com certeza vão se afogar.
Primeiro, preciso teletransportar esses animais, senão não dá.
— Travar alvo. Todos os animais nas costas da Zaratan.
— «Entendido. ………Trava de alvo completa.」
— [Gate]
Teletransporto todos os animais pra lugar diferente da direção do estouro em massa.
Livres do chão tremendo, os animais se afastam do local fugindo do perigo.
— Com isso, tá bem. Agora só resta teletransportar a Zaratan pro mar────
— 「Gumōōōō……!」
De repente, voz tipo búzio ampliada centenas de vezes ecoa ao redor. O quê!?
Olhando, a Zaratan ruge em direção ao céu. O movimento fica mais intenso que antes, se debatendo balançando o corpo grande pros dois lados.
— De repente, o que foi?
— …Não vejo bem, mas tem algo embaixo dos pés dela. Parece que a Zaratan tá sendo atacada.
— Ataque!?
A irmã Karina responde estreitando os olhos. Não pode ser, povo da selva atacando? Por mais que seja, seria imprudência demais…!
— Diferente. Não é povo da selva. Aquilo é… Gigaanto. Chi, completamente inimizada com a Zaratan.
Gigaanto. Se não me engano, fera mágica de formiga gigante que vive principalmente subterrâneo, formando colônia. Fera mágica de má índole que, uma vez desafiada, continua atacando até morrer.
Cada indivíduo tem capacidade de empatia, e, se atacar um, chama companheiro atrás de companheiro, atacando em grupo.
Enfrentando esses aí, pra sobreviver, só resta exterminar completamente. Porque, mesmo fugindo, perseguem até onde for.
Isso tá desafiando a Zaratan. Provavelmente, a Zaratan deve ter pisado esmagando um deles sem querer. Todos os Gigaanto viraram inimigos.
A força de mordida do Gigaanto é forte, capaz de arrancar facilmente tronco de humano.
Sendo a Zaratan tão gigante assim, não deve ser fácil ser mordida a ponto de perder pedaço, mas número também é violência.
Ouço que formiga soldado vivendo na Amazônia devora até vaca e cavalo.
Vendo essa situação, a Zaratan deve estar sentindo alguma dor. Ruim, isso…
Não acho que o Gigaanto tenha força suficiente pra derrotar a Zaratan. O problema é a Zaratan se descontrolar por causa disso. Isso vai acelerar ainda mais o estouro em massa.
— Por ora, vamos teletransportar a Zaratan.
Abro [Gate] embaixo dos pés da Zaratan, enviando pra praia da região de Sandra. Junto, árvores da floresta e os Gigaanto derrubados também caem no [Gate]. Como o destino do teletransporte é praia sem gente, acho que tá tudo bem, mas nós também seguimos teletransportando com [Gate].
O destino do teletransporte era praia se estendendo com área rochosa, com mar se estendendo bem diante de nós. A Zaratan, carregando floresta nas costas, tenta voltar devagar pra esse mar.
Mas, embaixo dos pés, milhares de Gigaanto grudavam, atacando a Zaratan sem piedade.
Embaixo dos pés, coberto de feridas, carne arrancada em vários lugares, sangue escorrendo a cada passo.
— Ei! Não maltrata a tartaruguinha!
Talvez incapaz de suportar essa cena dolorosa, a Arisu grita em direção aos Gigaanto, manifestando [Espinho de Cristal Rosa], usando-o feito chicote.
— A, Arisu!?
Em vão a voz do Ende, o [Espinho de Cristal Rosa] disparado bate e derruba um dos Gigaanto mordendo a Zaratan.
Gigaanto tem capacidade de empatia. A dor de um é sentida como dor de todos. O olhar dos Gigaanto se direciona pra cá. Ah, isso é ruim.
Com som ruim, "gichigichi", os Gigaanto avançam em nossa direção. Parece que fomos reconhecidos como inimigos também.
— Ei ei, papai! Nesse caso, dá pra derrotar, né! Né!
— …Pode derrotar, sim.
— Consegui! Eei!
Animada, a Rinne soca com força a lateral do Gigaanto. Por que virou assim, francamente…
— Fufufu. Vou testar minha lâmina!
Olhando de lado, a Furei, com espadas gêmeas de aparência maligna nas duas mãos, decapita o Gigaanto. Você também, hein!
As crianças derrotam um atrás do outro o enxame de formigas atacando.
De vez em quando, também vêm pra cima de nós, mas, tipo roubando isso, as crianças abatem o Gigaanto. Quanto querem lutar, afinal?
Sinceramente falando, acho que não seria difícil exterminar rápido se eu usasse magia. Mas, vendo elas lutando com tanto entusiasmo assim, achei que, se eu exterminasse tudo, viraria tempestade de vaia, então desisti.
— O que é isso, hein. Fico feliz que estejam animadas, mas…
— Como pai, sinto sentimento complexo, hein…
Observando as crianças abatendo alegremente os Gigaanto, dou suspiro junto com o Ende.
Não acho que sejam violentas de jeito nenhum, e nem viciadas em combate. Fico em dúvida se isso é apropriado como garota. No futuro, vão conseguir casar?
……………Não precisa casar, né.
Ou seja, quer dizer que não tem problema. Uhum.
— O casco do Gigaanto vende caro como material. Recolhe.
— Ah, sim.
Enquanto pensava besteira, chega voz da irmã Karina. Conforme instruído, vou guardando no [Storage] os Gigaanto derrotados pelas crianças.
— [Martelo Radiante de Cristal]!
A Arisu, com algo tipo grande matamosca de cristal, achata os Gigaanto em bloco. Aquilo, sem dúvida, não dá pra usar como material. Vamos desistir de recolher.
Enquanto isso, os Gigaanto vão sendo derrotados um atrás do outro, diminuindo em número.
Sem perceber, os Gigaanto mordendo a Zaratan ficam poucos, e a maioria dos Gigaanto acaba sendo recolhida no meu [Storage].
A pata dianteira da Zaratan entra no mar junto com o Gigaanto que mordia. Aquele lado já deve tá bem.
— Isso é o últimoo!
O chute da Rinne explode, e o Gigaanto arremessado pra areia da praia para de se mover. Na areia, incontáveis formigas gigantes jazem mortas.
Já não tem mais Gigaanto na praia. A Zaratan já submerge o corpo inteiro no mar. Terminou?
— Foi divertido!
— A tartaruguinha parece bem também.
— Fuu, aliviada, sabe.
As crianças mostram cara tipo "consegui!", mas eu e o Ende só conseguimos mostrar sorriso contraído. Se as crianças se divertiram, acho que resultado positivo… será?
— A Zaratan tá se afastando… como esperado, queria voltar pro mar mesmo, né.
O Ende murmura observando a Zaratan voltando pro mar. Francamente, encontramos criatura absurda mesmo.
— Tchauuu! Não sobe mais na terra, viu!
Quando as crianças acenam a mão da praia, a Zaratan, como se respondesse, ergue o pescoço uma vez, depois afunda devagar dentro do mar.
— Foi embora.
— Vamos voltar pra Grande Selva por ora. Preciso confirmar se o estouro em massa se acalmou.
Levando as crianças, teletransporto de novo até em cima da muralha da Grande Selva.
Talvez porque a Zaratan sumiu, o estouro em massa parece se encaminhar pra fim. Até agora, as feras mágicas e animais avançando reto em nossa direção, agora se direcionam cada um pra direção diferente e desordenada. Se for isso, deve tá tudo bem apagar a muralha.
Apago a muralha criada com magia de terra, devolvendo a Grande Selva à forma original.
— Com isso, tá bem, e. Fuu. Que caçada absurda, hein…
— Mas foi divertido, viu!
A Rinne responde com sorriso radiante. …Bom, se for isso, tá bem, talvez.
— Certo, vamos voltar.
As crianças entram, uma atrás da outra, dentro do [Gate] que abri. Seguindo atrás delas, também teletransportamos pro salão do castelo de Brunhild.
Parece que justamente tava tendo chá, todo mundo reunido. A Meru, a Nei, a Rise também estavam presentes.
— Mãe, chegueiii!
— Ooh! Arisu, bem-vinda! Tá tudo bem!?
A Nei, levantando-se, recebe firmemente a Arisu que sai correndo em disparada primeiro.
— Bem-vinda, Arisu.
— Não se machucou?
— Tô bem, sim.
A Meru e a Rise também se dirigem até a Arisu. No fim das contas, deviam estar preocupadas mesmo.
Desviando o olhar, ao lado, a Rinne se agarra na Rinze, e a Furei recebe carinho na cabeça da Hiruda.
Sinto que voltei mesmo, hein.
— Bom trabalho, Touya-san. Tá tudo bem?
— Não, "tudo bem", como direi… bom, terminou sem problema.
Sem saber como responder à Yumina oferecendo palavras de apoio, só resta responder com sorriso contraído.
— Touya-sama, quer chá também? Karina-sama e Ende-san também.
Dizendo isso, a Rū prepara jogo de chá. Faz sentido, quero relaxar um pouco antes do jantar.
"Deixa eu preparar o chá do papai!" "Se afasta! Isso é meu trabalho!", esse tipo de conversa de mãe e filha, melhor ignorar.
Sento no sofá, apoiando o corpo no encosto. Haa… cansado.
Como direi, sinto que fiquei sendo arrastado pela energia das crianças o tempo todo.
Cansaço pesado me ataca, mas, vendo a Rinne e o pessoal contando com empenho pra Rinze e a Eruze sobre derrotar o dragão de mana e a história da Zaratan, sinto que todo o cansaço voa longe.
…Como direi, isso é bom mesmo.
Observando profundamente as crianças e as esposas conversando animadas felizes, de repente, algo aparece explodindo diante de mim, caindo direto na minha barriga.
— Gufu!?
— Munyu!?
O algo, soltando voz estranha, rola da minha barriga de lado pro sofá.
Não é algo. É garotinha. De onde, afinal… espera, eh!? Não pode ser!?
— Tousama!
Assim que vê meu rosto, essa criança grita, se agarrando em mim. Aah… como imaginei?
— Yoshino!?
— Irmã Yoshinooo!
A Furei e a Rinne gritam. Yoshino. Se não me engano, filha da Sakura. Entendi, teletransportou com [Teleport], hein.
Sexta pessoa, hein. Reunindo em ritmo bem acelerado, hein…
Por ora, solto a Yoshino agarrada em mim.
Herança da Sakura, cabelo rosa claro, mas curto fofo, franja aparada. No cabelo, presilha em formato de pequena flor de sakura.
Sendo filha com a Sakura, deveria ser raça demônio real, mas não vejo chifre. Será que tá escondido no cabelo?
Se não me engano, idade abaixo da Kūn e acima da Āshia, nove anos? Comparado a isso, parece levemente pequena.
Veste vestido azul marinho com gola tipo blusa marinheira, com renda na barra. Se chamaria vestido marinheiro? Combina bem mesmo. Uhum, fofa.
— …Você é a Yoshino?
— !, Kaasama!
Vendo a Sakura, que largou a xícara de chá que bebia, levantando-se, a Yoshino se afasta de mim, voando em direção à Sakura. Direto, se agarra com força na Sakura.
A Sakura, do jeito que tá, parece confusa em como reagir.
— Isso, b, bem-vinda… de volta?
— Cheguei!
A Yoshino responde animada. Ao redor dela, as crianças se aglomeram, "warawara".
— Muu, chega de repente, assustando, viu!
— Que bom que veio, Yoshino.
— Francamente, a irmã Yoshino, hein…
— Irmã Yoshino!
— Irmã Yoshino, tá lentaaa!
As crianças fazem barulho animadas. Deixa eu ver, com isso, segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima filha se reuniram, é.
De novo, sinto na pele que tenho muitos filhos mesmo. Bom, sendo tantas esposas, faz sentido mesmo, mas…
— Ah!? Não é hora pra isso! Tousama, por favor! Salva todo mundo!
A Yoshino se vira pra mim, transmitindo isso com expressão desesperada. Todo mundo? Quem seria "todo mundo"?
Parece ser algo grave. Seja o que for, não posso ignorar pedido da filha.
Sem entender bem o que tá acontecendo, mas, de qualquer forma, aceitei tudo!