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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 500

O Coral de Mãe e Filha, e o Lobo de Neve e o Garoto

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Capítulo 500 – O Coral de Mãe e Filha, e o Lobo de Neve e o Garoto

O lugar onde a Yoshino teletransportou nessa era foi dentro das montanhas do Sacro Império de Toriharan, dizem.

Naquela montanha, caçando fera mágica, vendendo material pra loja pra conseguir dinheiro de viagem, a Yoshino usou [Teleport] pra vagar por várias cidades.

Claro, tinha smartphone também, então até dava pra contatar as irmãs, mas parece que não conseguiu resistir à tentação de querer visitar o mundo passado por um tempo.

Do Sacro Império de Toriharan, pro Reino de Sutorein, pro Reino Santo de Arento, pro Reino de Panashesu, num ritmo de um país por dia, viajando, chegou a uma certa ilha.

O lugar era entre o Reino de Panashesu e o Reino de Parūfu, em área marítima onde flutuam várias ilhas grandes e pequenas, uma pequena ilha chamada Ilha de Aroza.

Os moradores da ilha eram gente amigável, gentis mesmo com a Yoshino, estranha.

Naquela ilha, de repente, ocorreu incidente. Do mar, apareceram monstros de identidade desconhecida, atacando os aldeões.

Segundo a história da Yoshino, esses monstros eram homens-peixe cobertos de escama azul por todo o corpo, com nadadeira dorsal e membrana entre os dedos, olhos esbugalhados, dentes serrilhados.

No total, uns dez homens-peixe atacaram um atrás do outro os aldeões, cravando as presas afiadas.

Quando a Yoshino percebeu, já tinha bastante vítima. Assim que a Yoshino derrotou alguns, os homens-peixe se retiraram rápido pro mar.

Por sorte, não teve morto entre os aldeões. Mas muitos feridos, e ainda, todos que foram mordidos pelo homem-peixe caíram com febre alta, e o corpo começou a sofrer mutação, dizem.

— Mutação? De que tipo?

— Do corte no braço mordido, se espalha algo tipo escama… e até entre os dedos, saiu algo tipo membrana. Feito…

— Feito virando o homem-peixe que mordeu?

Diante da fala da Sakura, a Yoshino assente, "kokun".

Em filme, com frequência, tem esse tipo de conceito de "mordido por zumbi vira zumbi", mas o zumbi deste mundo é digamos "cadáver vivo", então não tem esse tipo de habilidade. É só cadáver incapaz de morrer.

— O corpo sofrer mutação… como assim, isso?

— Consigo pensar em algumas hipóteses, mas… provavelmente, será "maldição"?

Diante da dúvida da Yae, a Rin responde isso.

"Maldição", hein. Magia antiga de atributo trevas também consegue aplicar "maldição", mas também existe fera mágica ou monstro com essa característica. Tipo fácil de entender seria fera mágica com habilidade de "petrificação", tipo basilisco, cocatriz, catoblepas.

Provavelmente, esse homem-peixe também deve ser monstro desse tipo, mas…

— Existia algum monstro tipo homem-peixe capaz de fazer virar mesma espécie?

— Pelo menos, merman ou merfolk não têm essa habilidade. Será monstro do novo continente?

O que a Rin diz também não é impossível. Com a fusão dos dois mundos, fera mágica ou monstro que existia só num dos mundos surgir no outro não seria estranho.

E, mais que monstro terrestre, monstro voador ou marinho deve surgir mais facilmente.

— De qualquer forma, todo mundo da vila tá em perigo! Se for anomalia de estado, dá pra curar com [Recovery] do tousama, né!?

A Yoshino se agarra com cara desesperada. Nos olhos, lágrima brilhando. Que gentil, essa criança. Mesmo tendo acabado de conhecer, ainda sem tanta intimidade assim.

Se essa anomalia de estado for "maldição", deve ser possível quebrar com [Recovery]. Não posso vencer as lágrimas da filha.

— Certo, vamos. Yoshino, me conta o local exato.

— Obrigada! Tousama!

A Yoshino sorri, se agarrando. A Sakura acaricia com carinho a cabeça dela. Pra ser filha da Sakura, é criança com emoção bem expressiva, hein. Bom, criança sendo assim é bom também.

A Eruna, que observava preocupada, corre em nossa direção, "tatatat".

— P, papai, eu também! Eu também vou! Eu também consigo usar [Recovery]!

Ah, é mesmo, a Eruna também consegue usar [Recovery], né.

Achei que não devia levar as crianças pra lugar perigoso… mas reconsidero, "que isso agora". Hoje mesmo já aconteceu confusão com dragão de mana e Gigaanto, oras.

Nossas filhas não são tão frágeis assim.

— Certo, então conto com você, Eruna.

— U, uhum! Vou me esforçar!

— Que ótima! Como esperado, minha filha!

Segurando o punho com força, "gu", a Eruna é levantada por trás pela mãe Eruze, abraçada com carinho, "gyuu".

— Aa~mou, que fofa, hein. Filha fofa hein…

— M, mãe, isso é um pouco vergonhoso, viu…

A Eruna me olha com olhar tipo pedindo socorro. Desculpa, sobre isso, papai também concorda.

Pedindo pra Yoshino o local exato do incidente, a Ilha de Aroza, decidimos que eu vou primeiro com [Teleport] pra confirmar a situação, depois chamo todo mundo com [Gate].

— Certo, então vamos.

— Nn

— Entendido!

No centro, a Yoshino, mão direita segurada pela Sakura, mão esquerda pela minha, pai e filha de mãos dadas. Todo mundo consegue usar [Teleport], então não precisava dar as mãos, mas, já que a Yoshino segurou, virou assim.

Ativo [Teleport]. Num instante, a paisagem ao redor muda, e nós três pousamos na praia.

Mar verde esmeralda perto do entardecer bate ondas tranquilamente, brisa marinha acaricia a bochecha. Paisagem tipo praia de país tropical se estendia ali.

Na praia, casas de palafita alinhadas, e no fim do cais, dá pra ver até algo tipo chalé sobre a água. Paisagem pitoresca tipo Taiti ou Maldivas.

— Tousama, kaasama, por aqui!

A Yoshino corre pela praia.

Seguindo atrás, a Yoshino entra dentro de uma das casas de palafita.

Dentro do quarto, mulher de cabelo preto de uns quarenta anos deitada em cama simples tipo palha. Olhando com cuidado, tem ferida tipo mordida no braço direito, coberto de escama azul opaca brilhante do ombro até a ponta do dedo.

Entre os dedos, dá pra ver até algo tipo membrana. Como diz a Yoshino, parece que tá se transformando em homem-peixe mesmo.

— Tia Mau! Trouxe o tousama!

— Que isso… falei pra fugir… criança teimosa mesmo, hein…

A mulher chamada Tia Mau mostra sorriso no rosto sofrido com suor frio, olhando a Yoshino. Parece consciente, mas em estado perigoso.

— Tia Mau me deu comida e foi gentil comigo. Tousama, por favor!

— Deixa comigo. Com licença. [Recovery]!

Tocando no braço da Tia Mau, ativo [Recovery], e a escama azul-escura que cobria densamente o braço desaparece com brilho, "suu". Como imaginei, era tipo maldição mesmo. Aproveitando, vou aplicar [Mega Heal] e [Refresh] também.

O rosto sofrido recupera cor, e a Tia Mau, arregalando os olhos, se levanta.

— Como tá?

— O braço tá curado… nem dor nenhuma. Que incrível, você…

A Tia Mau mostra expressão de espanto vendo o braço voltado ao normal. Deve tá tudo bem.

— Tia Mau, já não dói mais? Tá tudo bem?

— Aa, tô bem sim. Obrigada, viu. Como você disse, é pai incrível mesmo.

A Tia Mau acaricia a cabeça da Yoshino. Fazendo sorriso tipo gato, "nihee", a Yoshino sorri.

A Tia Mau já deve tá bem. Preciso quebrar a maldição dos outros logo também.

Saindo pra fora da casa de palafita, abro [Gate]. Com a Eruna na frente, um atrás do outro, todo mundo que estava no salão do castelo vem até a Ilha de Aroza.

— Opa, até o Ende veio?

— A Arisu implorou pra vir, insistindo…

Seguindo todo mundo, até a família do Ende vem junto. Mesmo vindo, basicamente, sem ter magia de recuperação, talvez não tenha o que fazer, viu?

— Não, pra fazer comida gostosa pra vocês, que gastaram energia. Āshia, todo mundo, ajudem, por favor.

— Claro que sim!

A Rū e a Āshia mostram disposição. Entendi, existe esse método também.

— Certo, então, Eruna, vamos dividir e aplicar [Recovery]. Quem consegue usar magia de recuperação, cuida do resto dos feridos.

— U, uhum, entendi!

A Eruna responde com força. Quem consegue usar magia de recuperação, atributo luz, são a Rinze, a Sū, a Rin, a Eruna, a Kūn, cinco.

Dividindo, quebramos a maldição e recuperamos as pessoas caídas. Os outros, seguindo a Rū e a Āshia, criam fogão com magia de terra, ajudando no preparo. A Meru e o grupo Phrase entram no mar, parecendo caçar peixe.

— Certo, com isso, é o último.

Todo mundo desmaldiçoado, dando suspiro grande, sento na areia, e a Yoshino puxa minha manga, "koicchi koicchi". Eh, o quê?

Puxado, sigo junto com a Sakura, e, num canto da praia, três homens-peixe deitados.

O corpo cheio de queimadura em vários lugares, já mortos. Esses são os homens-peixe que atacaram, hein.

— Foi a Yoshino que fez isso?

— Uhum. Eu tenho atributo fogo e vento, então derrotei com magia composta.

Atributo fogo e vento, hein. Se não me engano, a Sakura era água e trevas, né. Completamente diferente nesse ponto, hein. Mas usar magia composta… isso é magia antiga de nível razoavelmente alto, viu…

— Além de [Teleport], tem outra magia de atributo nulo?

— Tenho. [Absorb] e [Reflection].

Diante da pergunta da Sakura, a Yoshino responde isso. Junto com [Teleport], tem três, hein.

Não, a Kūn também tem quatro, [Encantamento], [Miragem], [Modeling], [Program], e a Eruna também tem três, [Multiple], [Boost], [Recovery], mas.

E ainda, [Absorb] e [Reflection], quer dizer defesa mágica completa, né… [Absorb] que absorve mana desaparecendo, e [Reflection] que reflete a própria magia. Isso é feito inimigo natural de mago mesmo… opa, uwa, volta pra si mesma.

Mesmo assim, monstro nunca visto antes mesmo. Diferente de merman, diferente de merfolk.

Espécie nova de monstro? Mas, o quê, essa sensação… espera aí, não pode ser.

Ativo "Olho Divino". …Droga, como imaginei!

— Tousama?

— [Apport]

Puxo com [Apport] o que estava perto do coração do homem-peixe. Dentro da minha mão, cabe octaedro perfeito tamanho bola de beisebol.

O golem remendado que os apóstolos do deus maligno controlavam. Objeto exatamente igual usado como substituto do G-Cube estava embutido nesse homem-peixe.

Não, precisamente, formato igual, mas cor diferente. O objeto embutido no golem era vermelho tipo sangue, mas esse é azul profundo. Mas, igual ao vermelho, envolve levemente Ki Divino do deus maligno.

— Isso é…

— Parece que isso é obra daqueles caras incômodos chamados apóstolos do deus maligno.

Droga, com que objetivo atacaram essa ilha, afinal?

Não, não sendo especialmente essa ilha, talvez tenham atacado indiscriminadamente. Não pode ser que tenham homem-peixe parecido em outros lugares também?

Usando esses aí, espalhando maldição, o que estão fazendo, afinal…

— Tei

— Aita!?

Agachado diante do homem-peixe, pensativo, recebo golpe de chope da Sakura na cabeça. Espe, que precisão!

— Não faz cara séria na frente da criança. Tem coisa que pensar não adianta. O que tem que ser será.

Não, bom, de fato, nesse ponto, não tem jeito mesmo…

De repente, a Sakura começa a cantar. Eh, por quê? E ainda, essa música…

— Ah, conheço essa música!

A Yoshino canta junto grudada na Sakura cantando. Palavra dita agora há pouco pela Sakura, "o que tem que ser será", música com esse significado.

Música tema de filme lançado nos Estados Unidos na década de 1950, cantada pela atriz principal daquele filme. No Japão também, traduzida, virou sucesso.

Feito grudando na letra, canto de mãe e filha, Sakura e Yoshino, ecoa pela ilha. Surpreendentemente, a Yoshino também canta bem. Bom, em certo sentido, faz sentido, hein.

O povo da ilha recuperado, ouvindo o canto fluindo, se aproxima curioso "o que é isso".

Canto de Sakura e Yoshino flui com fundo de sussurro das ondas. O povo da ilha escutava embriagado, balançando o corpo, como se ficassem enfeitiçados pela bela ressonância do canto.

Terminando a música, sem ninguém combinar, aplauso é dado às duas.

A Sakura quase não muda a expressão, mas a Yoshino, envergonhada, se esconde atrás da mãe.

— A comida tá prontaaa!

Na mesa de pedra criada com magia de terra na praia, comida feita pela Rū e a Āshia alinhada sem espaço. Que quantidade fizeram, hein…

O povo da ilha recuperado agradece à Rū e o pessoal, recebendo a comida. Não deveria estar em condição de fazer comida mesmo, afinal.

Observando essa cena, guardo no [Storage] os homens-peixe deitados.

Depois, vou pedir pro Doutor examinar, junto com a Tika do "Laboratório" e a Furora do "Prédio de Alquimia". Se investigar em nível genético, talvez descubra algo.

Não sei o que os apóstolos do deus maligno tão tentando fazer, mas, tendo feito minha filha chorar, não pensem que vão escapar impunes.

País Mágico de Aizengarudo. A cidade comercial Jīkuran, localizada no extremo sul, seguia trilhando caminho de confusão profunda.

Antigamente, essa capital, prosperando com comércio com o Império de Garudio, também foi separada da terra natal desde "o dia da chuva de meteoros", e, mantendo distância do Império de Garudio, temendo a Doença da Flor Dourada, ficou isolada do mundo.

Não se sabe desde quando remédio suspeito começou a se espalhar nessa capital, que virou cidade inteira transformada em favela. Esse remédio dourado, dizem que não pega Doença da Flor Dourada, alegado ser triturado da Árvore Sagrada. As pessoas correram atrás desse remédio.

Eventualmente, entre os que tomaram esse remédio, surgem pessoas mostrando apego anormal a esse remédio.

Feito paciente viciado em algo, buscam o remédio, perdendo a sanidade. Mas isso é limitado a poucas pessoas, e ninguém sabe o efeito real do remédio dourado.

Atualmente, esse homem caído no beco de Jīkuran também é um deles que perdeu a sanidade.

O homem administrava açougue. Recomendado por um cliente, sendo preço não caro, testou beber como precaução.

No início, não sentiu nada. Mas, aos poucos, percebe que o coração fica leve. Ao beber o remédio, coisas desagradáveis, dolorosas, tristes, esse tipo de sentimento se acalma, sentindo-se feliz.

O homem buscava o remédio. Abandonando a loja, correndo pela cidade toda, procurando quem tivesse o remédio. No início, obtinha pagando dinheiro, mas, eventualmente, virou normal arrancar à força.

Mas, aos poucos, o remédio ficou impossível de obter, e o homem carrega ansiedade extrema. Não conseguindo se acalmar fazendo nada, sentimento irritado espia o rosto, e o coração fica mais e mais espinhoso.

Vira agressivo, e, com qualquer coisa que irrite, explode em raiva. As pessoas ao redor temiam ele, afastando-se logo. Assim, caiu rápido até o fundo.

Quando, no impulso, matou alguém, já não sentia mais nada. Só tinha impaciência e ódio dentro dele.

Odeia gente ao redor que não dá remédio. Odeia essa cidade sem remédio. Odeia esse mundo que não cria remédio.

Esparramando esse tipo de palavra de rancor, o homem caído no lixão do beco na chuva. Diante dele, aparecem duas sombras.

— É esse aí. Espero que não seja falha de novo.

Óculos negro redondo, máscara metálica tipo corvo. Murmura observando de cima o homem açougueiro. Na cintura, brilha espada fina vermelha metálica.

— Aumentei levemente a concentração do remédio. Mesmo assim, ainda mantém ego. Acho que é achado raro.

Ao lado da máscara de corvo, responde alguém de máscara de ferro esférica. Da janela de observação redonda com grade, não dá pra ver nada. Aqui também, na cintura de trás, brilha suspeito machadinho metálico azul.

O homem açougueiro encara com olhos turvos os dois homens.

— Re, remé, dio… me dá… remé, dio

— Vou te dar algo melhor que remédio.

O homem de máscara de peste tira do bolso interno pistola, carregando na câmara uma única bala dourada, mirando no homem à frente.

Sem hesitar, puxa o gatilho, e, junto com som de disparo, a bala perfura o coração do homem.

Mas, estranhamente, sem nem um jorro de sangue, o homem atingido pela bala só convulsiona, sem morrer.

— Gu, ga, gaga…! Uga, ga…!

— Não morre, viu. Trabalhoso procurar de novo… opa?

O corpo do homem açougueiro atingido pela bala começa a mudar. Músculo incha, veia por todo corpo salta à mostra. Olhos viram, e da boca escapa voz sem forma de voz.

Eventualmente, o homem sofrendo repete respiração forte, "aai", desabando no local. Sem consciência, mas não morto.

— Acertou.

— Nascimento de novo apóstolo.

Virando o homem açougueiro caído pra cima, no peito onde a bala foi disparada, surge algo tipo padrão maligno. O homem, com esse padrão embutido brilhando presença ameaçadora, molhado na chuva, levanta-se cambaleante.

— Ei. Como tá se sentindo?

— ……Não, ruim. Sento, bem.

Direcionando olhos vazios pro céu, o homem com músculo estufado quase estourando responde isso.

— Ei, o remédio não era demais mesmo? A forma de falar tá estranha, viu?

— Não deve ter problema em particular, né? Mais que isso… opa, parece que vai se manifestar.

— Ga!? Guga, go, gaga!

De repente, o homem açougueiro arqueia o peito pra trás. Perfurando o peito, junto com jorro de sangue, algo tipo bastão brilhante salta pra fora.

Com as duas mãos tremendo, o homem segura o que cresceu do próprio peito, puxando devagar.

— Grande, hein. Espada grande?

— Não, pra isso… aa, entendi.

Conforme o homem açougueiro, coberto de sangue, puxa do peito, o formato de "aquilo" fica claro.

Ponta do cabo tem lâmina tipo facão largo. Faca de carne enorme metálico marrom sinistra é retirada do peito do homem.

— Isso é seu artefato de deus maligno, é?

— Eu, corto. Carne, corto.

Segurando a grande faca de carne brilhante marrom metálico, o homem, olhos vazios, ergue o canto da boca.

Depois disso, na capital de Jīkuran, vários corpos esfaqueados são encontrados, e a capital fica coberta de confusão e medo ainda maior.

────Ao mesmo tempo, no norte, país de neve e gelo, Reino de Erufurau.

— Frio…

Uma pessoa caminhando dentro do campo de neve. Ao redor, sem tempestade de neve, mas caminhar dentro de campo de neve com roupa tão leve assim é bem impróprio. A roupa vestida é design simples, mas quem olha com cuidado deve perceber que é feita de material de altíssimo luxo, sob medida. "Filhinho de família boa", isso deve ser a imagem que a maioria das pessoas teria dele.

Na verdade, mais que "família boa", é filhinho de poderoso… família real.

Essa figura, difícil demais pra ser chamado de "garoto", parece uns cinco, seis anos, no máximo. Criança de rosto fofo, cabelo loiro comprido liso preso atrás, caminha pelo campo de neve se estendendo até onde a vista alcança.

— O, onde será que caiu o smartphone, hein… uu, se a irmã Yakumo ou a irmã Yoshino estivessem aqui, dava pra escapar na hora com magia de teletransporte… opa?

O garoto percebe algo se aproximando em sua direção, levantando poeira de neve.

Vindo reto em sua direção, era grande lobo branco. Lobo fera mágica, lobo de neve Sunorauurufu.

Sunorauurufu é fera mágica selvagem que também manipula magia de gelo, classificada como rank vermelho na Guilda de Aventureiros.

Se atacado, mesmo não sendo criança, até adulto grande seria incapaz de resistir, sendo devorado.

Mas, diante do aparecimento desse Sunorauurufu, o garoto, longe de temer, solta suspiro de alívio, "hoo".

— Ah, salvo.

— 「Gurugaaaa!」

O Sunorauurufu ruge. Naquele instante, antes de avançar contra o garoto e devorá-lo de uma vez, os olhos do garoto e do Sunorauurufu se cruzam.

Em contraste com o cabelo loiro herdado da mãe, os olhos do garoto são pretos, herança do pai. Mas, agora mesmo, o olho direito muda de cor pra dourado. Sendo dourado, mas dourado levemente esverdeado.

O olho direito guardando luz verde-dourado perfura o Sunorauurufu.

Então, o Sunorauurufu, que tinha a boca bem aberta, aos poucos fica manso, deitando no chão ali mesmo.

— 「Kuuun……」

— Isso, isso. Boa menina. Desculpa, mas dá pra me deixar montar em você? Quero ir até onde tem gente.

Dizendo isso, o garoto sobe engatinhando nas costas do Sunorauurufu. No pelo fofo, o garoto afunda, "mofumofu".

— Quenteee… certo, vamos então.

— 「Gau!」

O Sunorauurufu, de novo levantando poeira de neve, começa a correr pelo campo de neve. Tomando o máximo cuidado pra não deixar o garoto nas costas cair.


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