Capítulo 507 – A Avó, e o Avô
— Filha do Vossa Majestade vinda do futuro com a Farune… minha neta, é…
Sentada no sofá do quarto, a Fiana-san, pasma, é abraçada pela neta Yoshino. Pedimos pro resto sair um momento. Senão viraria confuso demais.
Neste quarto, só eu, a Sakura, a Fiana-san e a Yoshino.
— Talvez seja um pouco difícil de acreditar, mas…
— Aa, não, sendo que magia de tempo-espaço… magia manipulando tempo e espaço existe, isso deveria ser teoricamente possível também. Ainda mais tratando-se de Vossa Majestade, fora do padrão comum e sem lógica de senso comum, não seria impossível mesmo.
…Opa, tá sendo criticado de forma indireta, isso?
— Então, o que a mãe não consegue aceitar sobre a Yoshino?
— Aa, não é questão da própria Yoshino-chan. É que nunca imaginei virar vovó de repente assim, então preciso de preparo mental… sinto que envelheci de repente.
Diante do questionamento da Sakura, a Fiana-san sentada em frente responde com sorriso contraído. Ah, é isso mesmo, hein. Entendo o sentimento.
Eu também, quando ouvi de repente da vovó Tokie que as crianças estavam vindo, entrei em pânico sem saber o que fazer.
— A vovó daqui é mais nova que a vovó de lá, viu!
— Ara, ara. Será que devo ficar feliz com isso, hein.
A Fiana-san mostra sorriso levemente incomodado diante da fala bem natural da Yoshino.
— A Yoshino gosta muito da vovó, hein.
— Uhum! Sempre brinca junto comigo, ensina vários tipos de coisa. Magia também ela ensinou.
Magia também, hein. Se não me engano, a aptidão de magia dos seis atributos da Sakura era água e trevas. Já a Yoshino é fogo e vento, né.
Se a aptidão for diferente, não dá pra ensinar bem, afinal. A Fiana-san, igual à Yoshino, parece ter aptidão pra fogo e vento. Ter múltiplos atributos é raro, mas faz sentido, sendo natural do Reino Mágico de Ferusen mesmo.
— Nunca imaginei que ia poder ver o rosto da neta tão cedo assim.
— Nós também mesmo.
Nunca se sabe o que a vida reserva mesmo. Tipo ser atingido por raio de deus e ir pra outro mundo.
— Umm, sobre isso, contaram pra Sua Majestade o Rei-Demônio?
— A… como vou fazer, hein. Contar só pra Fiana-san e não contar pro Rei-Demônio, também não dá, né?
Olhando de relance pro lado, a Sakura sentada ao lado tinha expressão claramente de desagrado, desviando o olhar. Tão de desagrado assim?
— Deixar encontrar a Yoshino, tá tudo bem. O incômodo é depois disso. Consigo imaginar exatamente a atitude dele depois de encontrar. Com certeza vai ficar louco de alegria. Incômodo. Chato.
Uhum, isso eu também consigo imaginar facilmente. Sem dúvida, tensão vai explodir. Não, será que vai chorar? Choro abundante, talvez. De qualquer forma, chato continua sendo chato mesmo.
— Quando a Yoshino nasceu, não deve ter sido absurdo? Tipo desfile de comemoração de país inteiro em Zenoasu…
— Umm, ouvi dizer que, no dia que nasci, o tio Faron e o vovô brigaram feio.
Ha? Tio Faron, quer dizer aquele príncipe de Zenoasu? O cabeça-de-músculo. Por que brigar justamente no dia feliz do nascimento da neta.
— O vovô começou a dizer que ia largar o cargo de Rei-Demônio de Zenoasu e se mudar pra Brunhild. Achando isso repentino demais, virou briga feia no castelo de Brunhild.
— Ooou…
Ou melhor, brigaram no nosso castelo!? Consigo imaginar vividamente essa cena, mas…
Faz sentido o cunhado Faron ficar furioso mesmo. Por causa da fofura da neta, largar administração do reino inteira. Irresponsável demais.
— Parece que a vovó repreendeu ele e a situação se acalmou por ali. Mas, mesmo agora, continua se esforçando pra largar o cargo de Rei-Demônio.
— Esforçando na direção errada, oras…
Parece que, mesmo no futuro, aquela pessoa continua igual mesmo… uuun, como fazer, hein. Realmente vou contar? Sinto que só vai chamar confusão desnecessária, mas…
— O que fazer, Sakura?
— Sinceramente, dá trabalho e não quero deixar encontrar. Mas, se for isso, fica difícil deixar as outras crianças encontrarem os avós também.
Nn… bom, é isso mesmo. Ainda não chegaram os filhos da Yumina e da Sū, então por enquanto é só do lado da Furei e da Āshia, mas, de qualquer forma, sendo reis reunindo em reunião mundial, vai encontrar de qualquer forma. Se, nessa hora, sair assunto de neto, vai revelar que só o Rei-Demônio tá sendo excluído. Só de pensar nisso, já dá dor de cabeça.
Como esperado, melhor deixar encontrar antes mesmo. A própria Yoshino também deseja isso, afinal.
— Então, vamos contatar o outro lado e ir pra Zenoasu…
— Umm, será que posso ir junto também?
— Eh? A Fiana-san também?
— Isso, se Sua Majestade o Rei-Demônio se descontrolar, vou parar ele…
Isso mesmo. Sem essa pessoa, acabaria tendo que parar com força física. Sendo rei de um país, isso, sinceramente, seria demais. Viraria problema internacional.
— No pior caso, eu paro… comigo, mesmo batendo, não viraria problema internacional…
Não, isso, será mesmo!?
A Sakura é filha, mas também é rainha de Brunhild, então acho que também seria ruim mesmo!?
Carregando pontinha de ansiedade, decidimos ir pra Zenoasu.
— Sendo assim, essa criança é minha filha Yoshino. Pra Vossa Majestade o Rei-Demônio, seria neta… Umm, tá ouvindo?
Falo com Sua Majestade o Rei-Demônio, sentado profundamente no sofá, parado com cara séria.
Num quarto do castelo do Rei-Demônio de Zenoasu, o Manshinden, explicávamos sobre a Yoshino que trouxemos.
— ………………….
— Ei, pai. O que foi?
— Pai?
Diante de Sua Majestade o Rei-Demônio congelado sem se mover, o Faron e o Faresu, irmãos da Sakura, sentados dos dois lados, chamam atenção.
Esses dois também tão presentes junto. Afinal, pra Yoshino, os dois também são tios.
Neste quarto, só sete pessoas: eu, a Sakura, a Yoshino e a Fiana-san, Sua Majestade o Rei-Demônio, o Faron e o Faresu. Todos parentes de sangue da Yoshino.
Sua Majestade o Rei-Demônio, congelado feito estátua de pedra, move o pescoço lateralmente feito máquina enferrujada funcionando, direcionando o olhar pra Yoshino sentada ao meu lado.
— …Neta?
— Sim.
— Minha?
— Sendo filha com a Sakura, afinal.
Sua Majestade o Rei-Demônio observa fixamente a Yoshino. A Yoshino, por sua vez, inclina levemente a cabeça, tipo "?".
— Muito parecida com a Farunēze quando pequena… não, mas mesmo assim…
Ah, como imaginei, ainda não acredita. Bom, faz sentido mesmo. Ah, é isso.
— Yoshino, dá pra mostrar chifre real?
— Tá bem~
Diante da minha fala, acima da orelha da Yoshino, se estende, "nyokitto", pequeno chifre prateado.
— «« «« Ooh!? »» »»
Vendo isso, não só Sua Majestade o Rei-Demônio, também os dois príncipes soltam voz.
Chifre real. Prova da raça real demoníaca. Na cabeça deles também, cresce a mesma coisa.
— Consegue controlar chifre real livremente com essa idade…
— Controle de mana totalmente feito. Incrível, você.
Os dois tios murmuram com admiração, observando o chifre da Yoshino. Olhando de relance pra Sakura ao lado, de alguma forma, parecia com cara orgulhosa, "doya". Bom, eu também sinto o mesmo, no entanto.
Sua Majestade o Rei-Demônio se levanta cambaleante, agachando ao lado da Yoshino, alinhando o olhar.
— …Realmente, é minha neta?
— Sou sim. Vovô.
Talvez achando engraçado o rosto tão sério, a Yoshino ri baixinho, "kusukusu". Uhum, minha filha é fofa mesmo, hein.
— Neta, é!
— Neta, sim!
— Então, neta mesmo!
— Neta!
Rindo, "kerakera", a Yoshino é carregada por Sua Majestade o Rei-Demônio, erguida no ar tipo "alto alto".
— Espe…!
A Sakura levanta apressada da cadeira, mas, vendo a Yoshino rindo feliz, senta de volta no sofá. A Fiana-san sentada ao lado ri vendo essa Sakura.
— Yoshino, é! Quantos anos a Yoshino tem!?
— Nove anos!
— Nove anos, é! Pra idade, parece bem inteligente, hein!
— Ehehe, nem tanto assim~
Nos braços de Sua Majestade o Rei-Demônio, a Yoshino sorri envergonhada. Vendo isso, Sua Majestade o Rei-Demônio treme feito "ooh…".
— Príncipe-Rei de Brunhild! Neta fofa!
— Falando algo óbvio. É minha filha, oras.
Não precisa dizer coisa óbvia. Não existe possibilidade da minha filha não ser fofa. Se tiver alguém dizendo isso, esse cara tá com o olho podre.
— A Yoshino tem alguma coisa que gosta?
— Doce!
— Entendi, gosta de doce, hein! Ei, Faron. Espalha todo o apoio financeiro disponível na indústria de confeitaria do nosso reino. Vamos transformar Zenoasu em grande potência de doces.
— Haaa!?
Diante da fala anunciada com sorriso radiante, o Faron congela surpreso. Zenoasu é país da raça demoníaca. Raça demoníaca, de qualquer forma, come de tudo desregradamente. Sabor fica em segundo, terceiro plano. Provisoriamente, tem algo tipo doce também, mas não é tão refinado quanto de outros países, sendo principalmente pão assado simples ou fruta seca.
Achando que tentativa de melhorar isso não é ruim, mas repentina demais. Faz sentido o Faron ficar surpreso. Já tá descontrolado mesmo.
— Logo, logo, vou comprar doce pra encher o quarto inteiro. Tem mais alguma coisa que quer fazer?
— Umm, queria tirar foto com o vovô e a vovó, talvez?
— Ooh! Boa ideia! Certo, vamos tirar logo, agora mesmo!
Sua Majestade o Rei-Demônio, animado, "ukiuki", desce a Yoshino, tirando do bolso o próprio smartphone de produção em massa, entregando pro Faresu. Com cara de "eh, eu?", o Faresu recebe o smartphone.
— Ei, tá bem? Se tremer a mão, não vou perdoar, viu…?
— Eeeh…?
Diante da fala ameaçadora do pai, levemente intimidado, o Faresu segura o smartphone recebido.
No centro, a Yoshino, dos dois lados, sentam a Fiana-san e Sua Majestade o Rei-Demônio. A Yoshino segura firme, "gyu", os braços do vovô e da vovó dos dois lados.
Ambos parecem novos, então, mais que neta e avós, parece até família pai-mãe-filho… opa, sinto algo tipo frustração, hein…? A Yoshino é minha filha, viu?
— Certo, vou tirar, hein…
"Kasha!", com som do obturador, termina a foto. Parece ter conseguido tirar bem de algum jeito, e o Faresu solta suspiro de alívio.
— A, a Farune também, junto? Vamos tirar foto de família todo mundo!
— Não. Chato.
— Kaasama também, vamos tirar junto!
— Entendido.
Recusando o convite do pai, tentando se aproveitar da situação pra tirar foto junto com a filha, mas aceitando na hora o convite da filha. Que virada de mão, francamente. Bom, tipicamente Sakura mesmo, digamos.
— O rei também tira junto.
— Eh, eu também?
— Sendo família, é óbvio.
Bom, é isso mesmo, mas. Não sou bom com esse tipo de foto, sabe.
Mas, sem motivo pra recusar, conforme puxado pela mão da Sakura, fico em pé atrás dos três sentados no sofá, junto com ela.
— Certo, assim mesmo…
Igual antes, o Faresu dispara o obturador algumas vezes. Esse tipo de foto comemorativa causa certa tensão, hein…
Indo apressado até onde o Faresu tinha terminado de tirar, Sua Majestade o Rei-Demônio confirma a imagem.
— Umu! Ficou bem tirada! A partir de hoje, vou colocar isso como papel de parede!
Ao lado de Sua Majestade o Rei-Demônio animado, eu também espio a imagem tirada.
Mu. De fato, é foto boa mesmo. Mais que tudo, é bom a Yoshino no centro estar sorrindo. A Sakura tá levemente emburrada, no entanto. Eu também, com sorriso levemente tenso, mas.
— Vovô, manda essa foto pra mim também.
— Ooh, tá bem. Então, vamos trocar endereço~
Vendo Sua Majestade o Rei-Demônio, completamente derretido, "deredere", trocando mensagem com a Yoshino no smartphone, os dois filhos, Faron e Faresu, observam com olhar tipo vendo animal raro.
— Nunca vi meu velho assim, cara… levemente repulsivo…
— Derretido a ponto de amolecer completamente, hein… "bobo com neto" deve ser isso mesmo, hein…
Do lado de Sua Majestade o Rei-Demônio, mesmo recebendo olhar tipo atônita mas gentil, não reage nada. Parece completamente sem enxergar mais nada além da Yoshino.
— É isso! Yoshino, vou te guiar pelo castelo. Justamente ontem, chegou taxidermia de fera mágica rara…
Segurando a mão, saindo do quarto junto com a Yoshino, o Faron segura firme, "gasshi", o ombro de Sua Majestade o Rei-Demônio, apressado.
— P, pera, ei, pai! Depois disso tem reunião com o pessoal da associação comercial, né! Vai furar!? Mesmo sendo neta, o que é mais importante, —
— Neta, com certeza!
Sua Majestade o Rei-Demônio ruge sem deixar terminar a fala. O Faron fica boquiaberto sem conseguir falar.
Assumiu de vez… ruim, isso tá completamente descontrolado.
— Chato. Certo, Faron. Vou passar o cargo de Rei-Demônio pra você. A partir de agora, você é o Rei-Demônio de Zenoasu. Cuida de tudo.
— Haaaaaaaaaaa!? Não zoa comigo, seu desgraçado!
Uwaa, disse algo absurdo, hein. Isso, não seria o evento de quando a Yoshino nasceu no futuro? Ativou cedo demais isso?
— De qualquer jeito, você vai herdar mesmo. Só diferença de mais cedo ou mais tarde, oras!
— "Não passo até arranjar esposa!", quem foi que disse isso, seu desgraçado!
— Pensando bem, esposa não vem pra você nem daqui cem anos! Não dá pra esperar isso!
— Disse isso agora!?
Ah, é mesmo, ouvi que, naquele baile de máscaras que fizemos antes, o Faresu recebeu algumas perguntas de interesse, mas o Faron foi completo fracasso.
Diante do Faron e Sua Majestade o Rei-Demônio, atingidos no ponto fraco, prestes a começar briga corporal agarrando um no outro, tento parar, mas, antes disso, a Yoshino se posta na frente dos dois.
— Vocês dois, brigar não pode! Fiquem em paz!
— «« ………..Sim »»
Diante do grito único da Yoshino, os dois, que se agarravam intimidados, se separam.
Ouou, que assustador… mesmo pequena, tem coragem firme, essa criança…
— Vovô, tem que fazer trabalho direitinho! Trabalho irresponsável incomoda todo mundo, sabe!
— A, umu, desculpa…
— Tio também! Partir logo pra pancada é igual macaco, sabe! O tio é macaco!?
— Não, diferente. Uhum, eu que errei…
Diante dos dois completamente encolhidos, a Yoshino solta bronca. Essas pessoas são a primeira e segunda mais importantes deste país, no entanto.
Trouxe a Fiana-san justamente pensando na hipótese de Sua Majestade o Rei-Demônio se descontrolar, mas acabou sendo desnecessário, hein.
— Idêntica à mãe repreendendo as crianças. Sangue não engana.
— Será mesmo? …Eu, sou assim mesmo?
A Sakura, admirada, e a Fiana-san, confusa. Aa, pensando bem, talvez seja mesmo assim. A Fiana-san repreendendo garoto travesso da escola deve ser assim mesmo.
Não é só sendo gentil com criança que é educação. Precisa repreender na hora de repreender, e fazer refletir, senão não tem sentido.
Uuun, será que eu consigo repreender as crianças…? Fico ansioso.
Enquanto observo, com sensação levemente estranha, a filha que sem perceber já colocou os dois de joelhos e começou sermão, escuto som de batida na porta, timidamente. Quem entra é o Shiriusu-san, dark elf guarda-costas de Sua Majestade o Rei-Demônio e também capitão da ordem de cavaleiros de Zenoasu.
— Desculpe interromper a conversa animada. Vossa Majestade, tem compromisso depois disso, então, por favor, logo…
— Não quero! Não quero fazer trabalho nenhum! Vou brincar com a Yoshino!
— Vovô?
— …Isso, isso vou fazer numa próxima vez…
Tendo despejado a verdadeira intenção por um instante, Sua Majestade o Rei-Demônio, olhado feio pela Yoshino, encolhe pequeno. Já não sei mais quem é a criança aqui, francamente.
Não que esteja consolando, mas falo com Sua Majestade o Rei-Demônio desanimado.
— A Yoshino consegue usar [Teleport], então dá pra encontrar quando quiser, viu.
— Verdade…? …A Farune também consegue usar, mas quase nunca veio.
— …………Filha que se casou voltar pra casa dos pais com frequência dá má impressão. Sem outro motivo.
Diante do olhar de relance direcionado por Sua Majestade o Rei-Demônio, a Sakura responde displicente. Será mesmo verdade?
Originalmente, a "casa dos pais" que a Sakura menciona, sinto que não é este castelo, mas a família Furenneru do Shiriusu-san, onde foi cuidada…
— N, ngu… com pena, mas não tem jeito… Yoshino, depois vou ligar sem falta, tá?
— Pode ligar, mas uma vez por dia, proibido conversa longa. Vou checar duração de chamada pelo registro. E também, depois das sete da noite, proibido ligar. Depois disso é hora de família. Se causar má influência na Yoshino, vou bloquear na hora, então fica sabendo.
— Rigoroso demais!?
Diante da especificação absurdamente detalhada da Sakura, Sua Majestade o Rei-Demônio grita sem perceber. Não, eu também acho que é apropriado. Senão, essa pessoa ia ligar o dia inteiro. Sem distinção de manhã ou tarde. Isso, sim, seria incômodo mesmo.
E ainda, mesmo tendo [Teleport], não pretendo deixar a Yoshino ir sozinha pra Zenoasu. Vou fazer relatar direitinho antes, e colocar algum do Kokuyō e o pessoal como escolta.
— Vamos, pai, bora! Faresu, o resto conto com você!
— Entendido, mano.
— Uguguguu! Só mais um pouco! Não dá pra fazer só mais um pouco!?
— Chega, vamos logo!
Segurado pela capa pelo Faron, sendo arrastado, Sua Majestade o Rei-Demônio se retira do quarto.
Como sempre, é gente barulhenta mesmo. Sinto que me cansei bastante…
— Desculpa, meu pai barulhento assim…
— Aa, não, tem trabalho duro mesmo…
— Sinceramente, cansativo…
Talvez lendo meu sentimento, o Faresu curva a cabeça.
Mesmo tendo direito de sucessão ao trono retirado pelo caso com a Sakura, sendo segundo príncipe, ainda hoje continua envolvido com assuntos administrativos de Zenoasu. Eventualmente, quando o irmão mais velho assumir o trono, deve atuar como braço direito dele.
Sendo posição de sofrimento embaixo daquele príncipe cabeça-de-músculo, já tá visível o futuro dele… parece já cansado mesmo. Queria fazer algo pra confortar de alguma forma, mas… ah.
— Umm, mesmo sendo essa hora, o que acha de vir agora até nossa biblioteca, que combinamos antes? Acho que ia servir de distração.
Não a "Biblioteca" de Babylon, mas a biblioteca do castelo de Brunhild também guarda vários livros raros. Lembrei que, na festa de encontro anterior, o Faresu demonstrou interesse.
— Eh…! Pode mesmo!? Não vou incomodar?
— De jeito nenhum. Se tiver algo do seu agrado, empresto também. Vou deixar a Yoshino guiar. Pode ser? Yoshino.
— Uhum! Vou guiar o tio Faresu até nossa casa!
— Haha, "tio", hein. Sinto que envelheci absurdamente de repente, hein.
O Faresu responde à Yoshino com sorriso contraído. Como esperado, parece que todo mundo sente esse tipo de sentimento mesmo.
Por ora, o lado da Yoshino, tá resolvido assim. Resta o Reino de Cavaleiros de Resutia, onde tá o avô da Furei, e o Império de Regulus, do lado da Āshia. Esses dois países, acho que não vira tão trabalhoso quanto aqui. Bom, vamos ver como vai ser.