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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 509

O Cotidiano das Crianças, e o Trem Mágico

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Capítulo 509 – O Cotidiano das Crianças, e o Trem Mágico

— Papai, olha, olha!

— Espera, Rinne!

Início da tarde, tendo terminado uma etapa do trabalho passado pelo Kōsaka-san, bebendo chá na sacada, do fundo do quarto, a Rinne e a Eruna vêm correndo em disparada até mim.

As duas, não com a roupa de sempre, mas vestidas de criada. O que é isso, o que aconteceu?

— Nossa, que fofa! Combina bem!

— Umu. É fofa mesmo. Combina muito bem.

Junto comigo, a Yumina e a Sū elogiam sem reservas. Fofa, dizem? Isso não dá pra expressar com essas palavras só! Se fosse pra colocar esse sentimento em palavra, seria,

— Papai, o que acha? Isso.

— Superfofa.

Droga, virou resposta tipo cabeça vazia. Bom, tudo bem. É a verdade. Ah, a parte "fofa", viu? Não a parte da cabeça, não.

— Ehm. O que foi essa roupa, hein? Feita pela Rinze?

— Uhum. Quando falei que ia ajudar no trabalho da Rene-san, a mãe Rinze fez pra gente. "papapa", assim rapidinho.

Diante da minha pergunta, a Eruna responde. "Papapa", é… provavelmente, deve ter feito de verdade em poucos minutos mesmo. A técnica de costura da Rinze já é nível divino atualmente. Não, na realidade, é literalmente divina, mas.

Mas, ajudar a criada Rene? Bom, de fato, sendo idade próxima, faz sentido ficarem amigas mesmo…

A Rene, atualmente, tem dez ou onze anos, se não me engano?

— Trabalhar junto com a Rene-san de criança dá sensação estranha.

— Uhum. Parece completamente outra pessoa, né.

— Eh, sério?

Ah, é isso, a Rene que essas duas conhecem é a Rene de dez e tantos anos depois. Antes e depois de passar pela fase de crescimento, com certeza a aparência é diferente mesmo.

— Deixa eu ver, mais que aparência, seria personalidade…? A Rene-san que conhecemos é criada perfeita, sabe. Também é nossa professora de etiqueta e comportamento.

— O quê!? Aquela Rene, é!?

A Sū solta voz de surpresa. Parece incapaz de acreditar no futuro daquela irmã caçula que fazia questão de ser chamada de "irmã Sū", agindo como irmã mais velha.

Bom, entendo o sentimento. Eu também acho um pouco difícil de acreditar que aquela Rene que me chamava de "irmão Touya" vira criada tão perfeita assim.

— A Rene-san consegue fazer tudo, sabe. Culinária, costura, combate, etiqueta e comportamento, tudo primeira classe. É um pouco rigorosa com a gente, mas.

— Entendi. Justamente por ser rigorosa que a Rene virou responsável pela educação, é.

A Yumina assente tipo compreendendo.

— A Rinne que sempre mata aula de estudo de etiqueta que leva bronca. A Rene-san é gentil, viu.

— Muu~

Diante do apontamento da irmã, a mais nova faz bico. Enquanto ficamos enternecidos com essa cena adorável, a própria pessoa abre a porta do quarto, aparecendo o rosto.

— Ehm, a Eruna-chan e a Rinne-chan não tão por aqui?

Contei pra Rene que essas duas são meus parentes. Com o broche aplicado com [Miragem] (atualmente virou broche), a aparência delas deve parecer criança comum também. Chamarem a gente de "papai" e "mamãe" também deixei como se fosse apelido antigo.

— As duas, a chefe das criadas tá esperando, viu. Vamos logo?

— Ah, ruim! Vamos, irmã Eruna!

— Uhum. Então, papai, mamãe, vamos indo.

— Ah, espera um pouco. Deixa eu tirar foto!

Chamo atenção da Rinne e o pessoal virando as costas pra sair correndo. Cena tão preciosa assim, não posso deixar passar. Tiro apressado o smartphone do bolso.

— Ah, é mesmo! Rene-san também vem!

— Eeh!?

Sem deixar espaço pra recusa, puxo a Rene surpresa, com a Eruna e a Rinne firmando dos dois lados. Certo, assim mesmo…

"Pashari", disparo o obturador. Uhum, deve ter ficado ótima foto de três pessoas.

— Isso, manda depois, viu!

Deixando essa fala, as três saem correndo agitadas do quarto. Feito redemoinho de vento.

— Aquela Rene, hein… o fluxo do tempo muda as pessoas mesmo, hein…

A Sū bebe chá com ar reflexivo.

— De fato, talvez seja isso também, mas a Rene originalmente já era séria, responsável, esforçada, afinal. Acho que já tinha talento de criada de primeira classe.

"O ambiente forma a pessoa", dizem com frequência, mas, sendo nosso ambiente assim, faz sentido. Técnica de criada, técnica de combate, tem gente capaz de virar mestre logo ali por perto. Normalmente, deuses caminham por aí, afinal.

A Rene também deve receber proteção de algum deus. Talvez do tio Kōsuke. Ouço que costuma cuidar junto da horta.

— Mas, com certeza, é invejável, hein… haa… quando será que nossos filhos vêm, afinal…

A Yumina dá suspiro profundo. As que não chegaram ainda, é igual pra Yae, mas o filho da Yae, Yakumo, já teve algumas informações de avistamento. Os únicos completamente sem captura são os filhos da Yumina e da Sū, o oitavo e o nono filho meu, contando de baixo pra cima.

— Não, irmã Yumina. Pela conversa das crianças, parece que já é alta a probabilidade de já terem chegado, viu.

— Eh!? Então por que não vêm nos encontrar!?

— Perguntando a mim, também não sei… será que tem motivo pra não querer vir, ou será que se envolveu em alguma coisa…

Motivo pra não querer vir, o que seria isso… por favor, poupa só o "não gosto do papai".

— Touya-san, com [Recall], não dá pra pegar memória das crianças e procurar?

— Uuun, isso, a vovó Tokie proibiu, sabe… disse que todas as crianças vão se reunir aqui sem falta, sem preocupação nenhuma.

[Recall] é magia de emprestar a memória de outra pessoa. Usando isso, se ao menos souber a aparência, deveria dar pra buscar com [Search] depois, mas.

— Um dos filhos meu e da Sū é menino, né. Será que tá tão absorvido brincando que esqueceu de voltar…

— Uuun. Possível, hein. Mas, pela história da Arisu, o Kuon é rapaz firme pra idade, dizem. Não acho que seja do tipo perdido na diversão, não.

— Então, será que se envolveu em alguma desgraça desnecessária?

— Sendo filho do Touya. Isso, com certeza, é bem possível, hein…

— Ei ei

Não fala coisa arbitrária assim. Originalmente, a mãe dessa criança é uma de vocês duas, oras.

— Bom, não adianta ficar pensando. Só resta esperar.

— É mesmo. Aliás, Touya-san, a foto de agora há pouco, dá pra mim também?

— Ah, eu também!

— Táta

Envio pras duas a foto tirada agora há pouco. Depois que as crianças chegaram, a quantidade de foto também aumentou, hein. Já que quero mostrar pra todo mundo, envio também pro aplicativo de compartilhamento de foto.

— Hoje, as outras crianças?

— A Furei tá, como sempre, no campo de treino com a Hiruda-san e o pessoal da Yae-san. A Āshia também tá na cozinha preparando almoço com a Rū-san. A Yoshino e a Kūn devem tá em Babylon.

A Kūn eu entendo, mas a Yoshino também em Babylon? Será que tem algum assunto?

Ficando levemente curioso, decido ir dar uma olhada também.

Achando que a Kūn deve tá na "Oficina", vou lá, e, surpreendentemente, a Yoshino também tava lá.

Ao lado do golem tipo equipamento de trabalho que a Kūn montava, o "Āmudogia", usando ferramenta da "Oficina", ela fazia algo.

— Ah, papai.

— O que tá fazendo?

— Instrumento musical. Olha.

O que a Yoshino me oferece era caixa pequena com várias placas de metal finas e compridas presas. Isso é instrumento musical?

No centro, tem furo tipo violão, e as placas de metal alinhadas regularmente em formato V. Sinto que já vi em algum lugar, mas…

Tentando apertar a placa de metal, é razoavelmente dura, sem soar nenhum som especial. Como se toca isso, afinal?

— Aa, não é pra apertar. É pra puxar, sabe.

— Puxar?

Conforme instruído, puxando pra baixo com a ponta da unha, ecoa som claro, "pyin". Entendi, é assim que sai o som, hein.

— É instrumento chamado "Karinba". Não conhece? Isso, o papai me ensinou.

— Eh, sério?

Não sou eu. Deve ser que o eu do futuro ensinou. "Karinba", diz? Sinto que já ouvi, sinto que não.

Tiro o smartphone, conectando na internet da Terra pra pesquisar. Ah, é isso.

Karinba. Instrumento africano, é. Também chamado de piano de polegar, ou caixa de música manual… de fato, o mecanismo de fazer som é igual à caixa de música mesmo.

Aa, é isso. O vocalista da banda favorita do vovô usava esse instrumento. Já vi algumas vezes vídeo de show ao vivo.

— A Yoshino também faz instrumento musical?

— Uhum. O simples eu consigo sozinha. O difícil, peço pra irmã Kūn fazer com [Modeling]. Gosto de tocar instrumento musical.

Ah, é isso mesmo.

Igual à mãe Sakura, parece que também gosta de cantar, mas, mais que isso, a Yoshino parece gostar mais de tocar instrumento. Uuun, será influência do irmão Sōsuke, deus da música?

— Consegue tocar alguma coisa?

— Consigo. Então, essa música.

Diante da minha pergunta, a Yoshino começa a tocar música no karinba.

Devagar, ecoa som claro, criando melodia bonita. Essa música é… o "Cânone" de Pachelbel, né.

"Cânone" de Johann Pachelbel. Precisamente, é a primeira música de "Cânone e Giga em Ré Maior para Três Violinos e Baixo Contínuo".

"Cânone" é estilo de música que avança repetindo, seguindo, a música tocada pela voz principal.

O "Cânone" de Pachelbel, também chamado de acorde dourado, através do karinba da Yoshino, cria melodia simples mas bonita, ressoando agradável.

Apresentação impressionante. Conseguir tocar tão bem só com dois pequenos polegares… espera, opa?

De repente, escuta-se som de flauta vindo de algum lugar. Ou melhor, quem faz esse tipo de coisa só tem uma pessoa.

Erguendo o olhar da Yoshino, conforme esperado, o irmão Sōsuke, sem perceber, já tinha se juntado à apresentação. Como sempre, sem desviar, esse deus…

Escuto silenciosamente a colaboração entre a filha vinda do futuro e o deus da música. Será que isso não é momento incrivelmente luxuoso?

"Poron…" junto com o eco da última nota, envio aplauso pra Yoshino e o pessoal. Não, isso, foi impressionante mesmo. Foi ótima apresentação.

Não só eu, a Kūn e a Rozetta, da "Oficina", ouvindo ao lado, também enviam aplauso. Uhum, Kūn, aplaudir montada no Āmudogia, melhor não fazer isso, né?

— Ehehe. Fico envergonhada, sabe.

— Não, não, por quê. Foi apresentação maravilhosa.

Dessa vez, eu também vou participar. Concerto com a filha… isso parece divertido.

Erguendo o olhar pra Kūn ainda montada no Āmudogia, pergunto.

— A Kūn consegue tocar instrumento?

— Um pouco. A mãe também gosta de escutar música, afinal.

Entre as crianças, também parece ter quem tem interesse por música e quem não tem tanto assim.

A Yakumo, a Furei, a Rinne, essas parecem não ter tanto interesse assim.

— Mais que isso, papai! O que acha disso! É "Beowulf", Āmudogia de tipo armadura pesada!

A Kūn move o Āmudogia vestido, exibindo com orgulho.

Dois braços grandes, duas pernas grossas. Corpo robusto tipo claramente feito pra força. Combinado com o corpo pequeno da própria Kūn, cria desequilíbrio estranho.

— O que você pretende enfrentar com isso, afinal…

— Ainda nada específico. Mas, poder de combate a mais nunca é demais, sabe.

Uuun, será que, do jeito dela, tá considerando o combate contra os apóstolos do deus maligno? Fazer criança ter esse tipo de preocupação, sou pai ruim mesmo, hein.

Enquanto mergulho em leve autodesprezo, o smartphone no bolso avisa chamada.

Nn? É do Rei Mágico de Ferusen, é?

— Sim, alô.

『Ooh, é o Príncipe-Rei. O trem mágico que ficou pronto aqui, tá na hora de pedir pra retirar. Belfast e Rīfurīsu』

— Ah, é isso mesmo… entendido. Vou já.

O trem mágico primeiro do mundo (na realidade, já foi construído há cinco mil anos atrás, e o continente ocidental também tem coisa parecida), o vagão número um e dois foram construídos em Ferusen, e o plano é rodar entre Belfast e Rīfurīsu.

A linha entre os dois países já foi completada pelos magos de atributo terra, e só faltava a entrega da Ferusen.

Naturalmente, eu, capaz de usar magia de teletransporte, ficaria responsável por isso. Droga, com essa confusão recente, esqueci completamente.

Desligando a ligação do Rei de Ferusen, viro-me pra Kūn e o pessoal.

— Vou até Ferusen pra buscar o trem mágico rapidinho. Acho que vai terminar rápido, mas, o almoço, comam antes…

Tentando pedir recado pra comerem antes, diante de mim, "bishi!", a mão da Kūn é erguida reta. Ou melhor, a mão do Āmudogia.

— Eu também! Eu também quero ir, papai!

— Eh, mas é só entregar em Belfast e Rīfurīsu, colocar pra rodar fica pra outro dia, viu?

— Mesmo assim, tá bem! Quero tirar foto do trem mágico reluzente, recém-saído!

Minha filha era otaku de trem, hein. Não, no caso dela, provavelmente não se limita a trem, mas.

Bom, não vai atrapalhar, então tanto faz.

— A Yoshino, o que faz?

— Eu vou passar, quero ajustar mais um pouco a afinação. Pode ir com a irmã Kūn.

Entendi. Parece que a Yoshino não tem interesse no trem mágico. Faz sentido, garota comum é assim mesmo, hein.

— Certo, então vamos. …Deixa o Āmudogia aqui, viu?

— Eeh… queria mostrar orgulhosa pro Rei Mágico de Ferusen…

Para com isso. Vai virar problema. Deixando de lado o Rei de Ferusen, a rainha Erishia-san com certeza vai se interessar. Já tô com as mãos cheias com várias coisas agora, deixa pra próxima vez.

Convencendo a Kūn relutante, teletransportamos com [Gate] até o Reino Mágico de Ferusen.

Uma semana depois disso. Estávamos na capital de Belfast, Arefisu. Pra participar da cerimônia de inauguração do trem mágico, conectando Belfast e Rīfurīsu.

Já concluído o teste de operação, dois trilhos onde o trem mágico corre se estendem de dentro da estação recém-construída.

Do nome da capital, essa estação batizada de Estação Arefisu, é linha até a Estação Berun, na capital imperial de Rīfurīsu, Berun.

No meio, para em quatro cidades, chegando ao terminal em cinco horas e pouco.

Na plataforma da estação, o trem mágico número um, "Rainberu", conectado aos vagões de passageiros, espera ansioso o momento da partida.

No geral, corpo prateado branco com linha azul correndo. Formato levemente arredondado, sem chaminé igual à locomotiva a vapor. Mas, dos furos de aspersão nos dois lados do corpo, resíduo de éter brilhante era liberado tipo vapor.

Esse corpo robusto lembra trem a vapor tipo saído de steampunk. Na realidade, roda com bateria mágica, então, mais parecido com trem elétrico, provavelmente. O som também é silencioso.

— Ou melhor, já chega de foto, né, Kūn. Até quando vai continuar tirando?

— Só mais um pouco! Desse ângulo é o melhor!

Dou suspiro profundo diante da filha que não para de tirar foto do trem mágico liberando resíduo de éter. Na retirada de outro dia também não parou de tirar… o que pretende fazer com tantas fotos parecidas assim.

Na cerimônia de inauguração dessa vez, como evento comemorativo, também vamos embarcar.

Originalmente, seria só eu e as esposas, tipo a Yumina, mas, insistindo, consegui que a Kūn e o pessoal também embarcassem. Aproveitando, a Arisu também. Como acompanhante da Arisu, o Ende também embarca, mas esse aí como aventureiro contratado pra escolta dos passageiros.

De Belfast, incluindo a família do Duque Orutorinde, pai da Sū, várias dezenas de nobres e grandes comerciantes de Belfast também embarcam junto com a família.

Por isso, não só a Kūn, os filhos de outros nobres e comerciantes também tavam animados com o trem mágico visto pela primeira vez.

— O Edo-kun também parece feliz, hein.

No colo da duquesa Orutorinde, sentada no banco da plataforma, a mãe da Sū, Eren-san, o irmão mais novo da Sū, o Edo, ou seja, o Edowādo-kun, ri, "kyakkya", vendo o trem mágico.

— Ooh, o Edo também gosta de trem mágico, hein. Vai montar nisso já já, viu.

A Sū segura a pequena mão do Edo-kun. A Rinne e a Arisu observam esse Edo-kun de perto.

— Waa~, o irmão Edo é fofo~

— Sr. Edo pequeno, dá uma sensação estranha, hein.

Diante da fala das duas, o Duque Orutorinde inclina a cabeça.

— Irmão Edo?

— A, pai! J, já não tá na hora de embarcar!?

A Sū chama atenção apressada do duque. Opa, a Rinne e a Arisu, "yabaa", saem discretamente do local, vindo pra cá.

— Francamente… tomem cuidado, viu.

— Desculpa, sem querer…

— O Sr. Edo sempre brincava com a gente, então, o jeito de criança, fica com sensação estranha.

Mesmo tendo ficado separados entre Belfast e Brunhild, parece que nossas crianças e o Edo-kun do futuro brincavam juntos com frequência.

Bom, sendo irmão da Sū, pros filhos da Sū vira tio, e pras outras crianças também vira tio. Não é estranho brincarem juntos.

O pessoal de Belfast já começa a embarcar no vagão de passageiros, hein. Já deve tá quase na hora da partida.

Embarcamos no trem em ordem também. Nosso vagão é o número um.

Não sendo porta automática, depois de eu embarcar por último, o funcionário da estação tranca por fora. Com isso, não dá pra abrir por dentro. Claro, em emergência, dá pra abrir puxando a maçaneta acima da porta interna.

— Uwaa, que bonito!

A Eruze solta voz de admiração vendo o interior do vagão. Dentro do vagão número um, era espaço amplo confortável, quase parecendo salão. Nos pés, tapete fofinho, dos dois lados, sofás luxuosos alinhados, e no teto, tem clarabóia e luzes de pedra mágica alinhadas. No canto do vagão, até vinho e água de fruta, bebida preparada.

Esse vagão número um é vagão VIP, digamos, usado principalmente por realeza e nobreza. Tem vários recursos equipados pra viagem confortável. Ar-condicionado também tá completo.

As crianças, apoiando os joelhos no sofá fofinho, observam a plataforma externa através do vidro da janela.

"Piririririri", ecoa som de apito na plataforma, e o trem mágico vibra levemente. Pela bateria mágica, o motor mágico começa a funcionar, e a roda da locomotiva começa a girar.

— Moveu!

Deixando flutuar reluzente o resíduo de éter, o "Rainberu" começa a correr devagar em direção a Rīfurīsu.

A paisagem da janela do vagão flui. Pouca vibração, pouco som. Sensação de embarque diferente do trem que conheço.

O trilho até Rīfurīsu foi construído tipo viaduto elevado alguns metros do chão. No mundo da Terra, seria trabalho que levaria vários meses, mas, com magia de terra, dá pra fazer rápido, então é conveniente mesmo. Eu também ajudei em parte. Tipo a parte da ponte sobre o rio, e magia de reforço no acabamento.

Por isso, a vista é excelente. Saindo de Arefisu, depois de um tempo, se estende planície vasta. Daqui pra frente, deve ser só floresta e planície.

Mesmo sendo paisagem parecida continuando, as crianças, achando divertido a paisagem passando, ficavam grudadas na janela. Eu também fazia isso quando criança.

— Touya-san, quer beber algo?

— Uhum, então, aceito.

A Yumina traz copo e bebida. Bom, vamos aproveitar essa viagem curta também.


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