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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 512

A Filha Caçula, e a Fábrica Abandonada

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Capítulo 512 – A Filha Caçula, e a Fábrica Abandonada

— F, filhos do Touya-dono vindos do futuro? Todas essas crianças?

— A, só a Arisu é diferente. Ela é filha do Ende.

Depois de pensar bastante, decido contar a verdade pro Duque Orutorinde e a esposa Eren-san. De qualquer forma, tava pensando em contar quando a filha da Sū chegasse. Ser descoberto antes de chegar foi imprevisto, mas.

— De fato, são parecidas mesmo… idênticas às esposas principescas. Realmente vieram do futuro mesmo, hein…

As crianças tiram o broche aplicado com [Miragem], mostrando a aparência original. Alinhadas com a respectiva mãe, sendo idênticas, evidência bem clara. Prova mais fácil de entender impossível.

— Achava estranho mesmo. Por mais que fossem parentes, ser chamado de "papai" era estranho.

Parece que o duque também, meio vagamente, já suspeitava que tinha algum segredo. Bom, normalmente, acharia estranho mesmo, né. Como esperado, "papai" era forçado demais, hein…

— E, e então, essa da filha da Sū, o que é?

— Muu. Sobre isso, pai. A filha da Yae e o filho da irmã Yumina, e minha filha, três, ainda não chegaram em Brunhild. Mas parece que já chegaram nesse mundo.

— Como assim!? T, tá tudo bem!?

Ouvindo a explicação da Sū, o Duque Orutorinde e a Eren-san começam a ficar apressados. O Edo-kun, que dormia no colo da Eren-san, também parece ter se assustado com isso, começando a ficar manhoso.

— Ah, esse lado tá tudo bem. Nossos filhos são todos, aparentemente, aventureiro rank ouro ou prata, afinal.

— Eh!? …A filha da Sū, quantos anos tem?

Diante da pergunta do duque, a Sū se vira pra Arisu.

— Arisu, minha filha, quantos anos tem?

— Eh? A Sutefu é um ano mais nova que eu, então cinco.

— Hoo. Minha filha se chama Sutefu, é.

— Ah!?

A Arisu tapa a boca apressada. As crianças direcionam olhar tipo lamentável pra Arisu, e o Ende também acaricia a cabeça da filha com cara aflita. Que desatenta mesmo. Mas nos ajuda, hein.

— Sutefu é apelido? O nome é Sutefanī?

— Yaa! Não vou mais falar!

"Pui!", a Arisu vira o rosto pro outro lado. Ora, ora.

— É Sutefania, papai.

Sorrindo contraído diante da Arisu emburrada, a Āshia me conta. Sutefania, hein. Abreviado, Sutefu, é.

— Por mais que tenha força de rank ouro ou prata, é garota de só cinco anos, né? T, tá tudo bem mesmo?

— Tá tudo bem, sabe. A Sutefu, entre os irmãos, é a mais especializada em defesa. Ninguém consegue nem tocar nela, sabe.

Diante da voz ansiosa do Duque Orutorinde, a Furei diz isso rindo, "kerakera".

Especializada em defesa? [Shield] a Rinne usava, né. Não pode ser…

— [Prison], é.

— Isso mesmo.

[Prison], se especificado, expande a parede de defesa independente da própria vontade. Consegue proteger a si mesma até enquanto dorme. De fato, especializada em defesa mesmo. Também dá pra configurar condição de proteção com detalhe.

— E ainda, aquela criança também tem [Accel], então também é rápida em fuga, viu.

— Até [Accel] consegue usar, hein…

Defesa completa e velocidade de movimento sobrenatural. Que criança de cinco anos absurda, hein.

— Só que, no caso dela, [Accel] não usa pra fugir, né.

— Com certeza é "Sutefu Roketto", sabe.

A Kūn e a Rinne conversam sobre algo perigoso. O que é isso, "Sutefu Roketto"!?

— Golpe secreto da Sutefu. Envolve o corpo com [Prison], e avança de cabeça com [Accel].

— Resumindo, é tackle.

A Eruna e a Yoshino explicam minha dúvida. Que golpe é esse, francamente… ah, é mesmo, a Sū também fazia tackle contra mim com frequência, né. Será tipo "tal pai, tal filha"?

O casal Orutorinde mostra cara de dificuldade ouvindo a explicação das crianças. Diante desse tipo de história de neta que ainda não conheceram, não sabem se devem ficar felizes ou tristes.

— Essa história, já contaram pro meu irmão?

— Ainda não contei. Originalmente, pensei em deixar encontrar só depois que as crianças chegassem. Regulus e Resutia, ah, Zenoasu também, já contei.

— De fato, sem encontrar de verdade, deve ser difícil de acreditar mesmo, hein… eu também tô meio incerta ainda. Mas, pensando na neta, fico inquieta sem conseguir ficar parada.

— É, eu também. Como será a Sutefu, afinal. Deve ser ativa, parecida com a Sū?

Seguindo o duque, a Eren-san também comenta isso com olhar animado. Deve ser ativa mesmo, hein. Afinal, é "Sutefu Roketto", oras… parece que nossa filha caçula é bem levada mesmo.

— Por ora, por favor, mantenha em segredo com Sua Majestade o Rei de Belfast. Assim que o filho da Yumina… o Kuon chegar, vou explicar por aqui.

— Entendi, quer dizer que o filho com a Yumina é o herdeiro, é. Se for isso, faz sentido essa alegria toda mesmo. Parabéns, Yumina.

— Muito obrigada, tio!

A Yumina, recebendo palavra de parabéns do Duque Orutorinde, parece realmente feliz. Ainda nem encontrou, no entanto. Se o Kuon chegar, será que vai descontrolar ainda mais?

— E aí, como é meu filho!? É bonito? Ou inteligente? Será gentil com as garotas? Deve ser filho bom, dedicado com os pais, né!?

— Ehm, aquele, aquele, aquele,

— Paraaa! A Eruna tá em apuros, oras. Entendo que tá feliz, mas se acalma um pouco.

Diante da Yumina bombardeando perguntas, a filha, arregalando os olhos, é socorrida pela mãe Eruze.

— Bom, bom… isso, deixa pra saber quando encontrar, tá? Se souber antes, você fica na defensiva.

— Uu… quero encontrar logo.

Enquanto acalmo a Yumina emburrada, lamento essa condição minha, incapaz de fazer nada além de esperar. Já passou bastante tempo desde a chegada da Yoshino, então não seria estranho chegar logo, logo.

Não, talvez a Yakumo ainda não tenha vontade de vir. Já tá na hora dela dar as caras, senão até a mãe pode chegar no limite. Direto, tá esperando bater na bunda.

Como esperado, não quero ver a filha sendo castigada, então desejo o retorno da Yakumo mais que do Kuon ou da Sutefu.

Balançando a espada uma vez, espalhando o sangue grudado na lâmina. A espada favorita, configurada pra ativar [Clean] automaticamente, a Yakumo guarda na bainha.

— Não, garotinha, forte, hein. Exterminar sozinha bando de bandido… francamente, difícil de acreditar.

O Professor solta suspiro de admiração vendo os homens caídos ali.

Os dois, entrando em Aizengarudo de navio saindo do Império de Garudio, não tinham meio de transporte pra chegar até a antiga capital de Aizengarudo em ruínas, Aizenburuku.

No fim, precisaram ir a pé, mas, no caminho, de repente foram atacados por bandidos.

Com o país desmoronado, Aizengarudo virou terreno devastado onde esse tipo de gente de má índole vagueia livremente.

Sem ninguém pra controlar, naturalmente, gente com passado sujo se reúne, dormindo nas ruínas, parece.

Os bandidos que atacaram a Yakumo e o pessoal eram uns cinquenta. Praticamente todos foram cortados pela Yakumo sozinha.

— Estranho, hein… sinto que essas pessoas não estavam totalmente sãs. Falavam coisa sem sentido. Não pode ser…

A Yakumo revista o bolso interno do homem caído, encontrando uma carteira surrada, tomando-a. Vendo isso, o Professor mostra expressão indescritível.

— Garotinha, mesmo assim, roubar carteira de bandido…? Tava tão em apuros assim…? Se tivesse me falado, um pouco eu…

— D, diferente, viu!? Não peguei a carteira porque queria dinheiro, viu!?

A Yakumo se explica apressada. Eventualmente, encontrando o objetivo dentro da carteira, murmura baixinho, "como imaginei".

— Nn? O que é isso, hein? Remédio, é?

O pequeno saquinho de remédio que a Yakumo tira da carteira. Abrindo, dentro tinha pouca quantidade de pó dourado.

— Pó de ouro, é? Não, sendo assim, a cor parece um pouco turva demais…

— Isso é remédio mágico circulando pelo mundo, disfarçado de remédio feito de galho triturado da árvore sagrada. Se consumir isso, aos poucos, fica incapaz de controlar as emoções, se descontrola seguindo o instinto, virando personalidade agressiva. E, eventualmente, chega à morte.

— O quê…! Existe coisa desse tipo circulando, é…!

Os bandidos que atacaram agora há pouco, os olhos não focavam direito em nada, e atacaram a Yakumo soltando fala sem sentido.

De qualquer ângulo, não parecia estado mental normal. Já devem estar com cabeça e corpo corroídos pelo remédio, em estado terminal.

— Aizengarudo tinha a Doença da Flor Dourada, afinal. Deve ter bastante gente colocando a mão nesse tipo de remédio de fraude, provavelmente.

— Mumu… queria dizer "o que o país tá fazendo", mas o país não existe mais, né…

O Professor contorce o rosto.

O homem de roupa de mergulho que a Yakumo encontrou se apresentou como "apóstolo do deus maligno". Esse remédio, sem dúvida, deve ter relação com esse pessoal.

O remédio mágico tá se espalhando principalmente em Aizengarudo. Parece que também alcançou os países vizinhos, Reino Militar de Rāze, Império de Garudio, Reino de Sutorein, País do Fênix Dragão Orufan.

Deve ter virado organização de escala razoavelmente grande. Chegando a esse ponto, na verdade, a Yakumo já sabia que não era nível de resolver sozinha.

Sabendo disso, mas, sem trazer ao menos um pedaço de informação como presente, não conseguia decidir voltar até aqui.

— Falta pouco até Aizenburuku. Vamos ao menos até lá. Voltar dá pra fazer a qualquer momento.

Convencendo a si mesma, a Yakumo começa a caminhar de novo. Já contou pro Professor sobre [Gate]. Chegando até o destino, cidade em ruínas Aizenburuku, se não tiver nada, basta voltar com [Gate]. Se seria Brunhild, ainda não conseguia decidir.

Depois de andar meio dia, aparece grande vestígio de cratera. Deve ser algo criado pela luta entre os pais e o deus maligno. O Professor, observando essa cratera, dá suspiro de admiração.

— Que absurdo, francamente… que tipo de luta precisaria pra virar isso, afinal?

A Yakumo não viu aquela luta. Faz sentido. É coisa de antes dela nascer.

Só sabe que foi luta intensa. Mesmo assim, parece que esse buraco grande foi feito pelo deus maligno.

Passando da cratera, aumentam os destroços da cidade em ruínas.

A parte central virou terreno plano, e o subúrbio da cidade cheio de prédio desmoronado. Essa diferença é intensa.

— Cheio de parede quebrada, difícil de caminhar, hein.

— Talvez desmorone, então melhor não se aproximar de prédio alto, viu.

Já não sobra nem vestígio da "Cidade Industrial Aizenburuku", chamada antigamente. Só resta bloco de ferro enferrujado e pedra quebrada rolando por aí.

De vez em quando, dá pra ver golem esmagado embaixo de prédio. Não vendo tanto assim vestígio de cadáver humano, provavelmente, antes da luta contra o deus maligno, já com o descontrole do rei mágico causado pelo Hekatonkeiru, a maioria dos moradores já deveria ter fugido.

— Mu

— O que foi, garotinha?

— Shi… silêncio…

A Yakumo, andando na frente, se esconde na sombra de um prédio. Seguindo isso, o Professor e os cavaleiros golem escoltando também se escondem.

— O que aconteceu, afinal… mu, aquilo é…!

No campo de visão da Yakumo, no topo da montanha de destroços da cidade em ruínas, tinha um monstro observando ao redor.

Não sabe se "monstro" é a categoria certa. Tem asa tipo morcego e cauda comprida, corpo inteiro coberto por algo tipo armadura preta. Da cabeça, se estendem dois chifres retorcidos malignos, e o rosto liso, sem nada, tipo ovo cozido descascado.

— Será… um demônio?

Demônio é habitante do reino demoníaco, capaz de ser invocado por magia de invocação. Dependendo da classe, a força varia bastante, e, naturalmente, quanto mais superior, mais precisa de vários requisitos e condições pra invocar.

Achando que pode ter invocador por perto, a Yakumo investiga cuidadosamente ao redor, mas, até agora, sem sinal.

Isso é intuição da Yakumo, mas, daquele demônio, não sente presença tão forte assim. Provavelmente, deduz que deve ser demônio de classe inferior.

— Demônio, é? Nunca encontrei nenhum demônio, mas, que asa estranha, hein?

O Professor, morador do continente ocidental onde a engenharia mágica se desenvolveu, naturalmente não conhece nada sobre magia de invocação. Mesmo o Professor, julgando estranha, essa asa do demônio. Era asa mecânica.

Olhando com cuidado, o braço abaixo do cotovelo também parece mecânico, e a perna abaixo do joelho também tem forma mecânica igual.

Fusão de demônio e golem, seria correto chamar assim, talvez.

Se o pai da Yakumo estivesse presente, com certeza teria comentado "Não, isso é ciborgue, oras".

O demônio ciborgue, satisfeito com algo, vira-se, "kururi", afastando-se do local.

— Professor fica aqui. Vou seguir um pouco.

— Mumu. Cuidado, viu.

Abaixando o corpo, a Yakumo salta da sombra do prédio. A Yakumo recebe treino de apagar presença desde pequena. Instrução direta da Tsubaki, chefe da organização de inteligência do próprio país.

Escondendo-se atrás dos destroços da cidade em ruínas, segue atrás do demônio misturado com maquinário à frente.

Eventualmente, o demônio entra em instalação parecida com fábrica meio desmoronada. O vidro quebrado, e a estrutura de ferro enferrujada e amassada, mas prédio relativamente intacto.

A Yakumo dá a volta até o fundo da fábrica abandonada. Como esperado, se seguir direto o demônio pra dentro assim, seria descoberta na hora.

Espia dentro através da janela de vidro quebrado. Dentro da fábrica escura, do teto com buraco, escapa luz alcançando o interior.

— Aquilo é…!

A Yakumo arregala os olhos diante do que tava colocado no centro da fábrica. Também é atraída o olhar pelo que parece amuleto colado inúmeras vezes dentro da fábrica, mas, mais que isso, o "aquilo" sentado no centro chama muito mais atenção.

Aquilo parecia igual a formiga inseto. A superfície tem cor tipo pedra, à primeira vista parece alguma estátua de pedra. Em vários lugares, tem algo tipo rachadura, visivelmente esfarrapado.

A formiga de pedra flutuava em cima de grande base metálica. Daqui, não dá pra ver bem, mas, na base feita de metal grande, parece estar gravado algo tipo círculo mágico. Deve ser efeito disso.

— Aquilo é… não pode ser, servo do deus maligno chamado espécie mutante?

A Yakumo nunca viu o deus maligno, e o servo dele, chamado espécie mutante, também só ouviu falar. Nesse tipo de situação, se tivesse pedido pra ver imagem à força do pai, a Yakumo se arrepende, mas já é tarde.

Da mãe, ouviu falar da espécie mutante, e a característica coincide. Ouviu que, ao perder o deus maligno, a cor mudou, virando figura tipo pedra assim.

Mas, mesmo se fosse espécie mutante, o que esses demônios tão fazendo, afinal? Aquela espécie mutante já parece morta, sem se mover nem um pouco. Só parece estátua de pedra comum.

— Mu

Dentro da fábrica abandonada, além do demônio que a Yakumo seguiu, tinham vários outros demônios parecidos. No meio deles, encontra alguém com aparência diferente, só uma pessoa.

Essa forma era feminina. A roupa geral se parecia bastante com a Rin, uma das mães da Yakumo, mas tinha algo tipo sensualidade e decadência pairando.

Cintura fina apertada pelo espartilho, e, com isso, o peito transbordante enfatizado ainda mais. No rosto, na metade superior, tem algo tipo máscara dominó de ferro, então não dá pra ler bem a expressão.

Cabelo ruivo comprido ondulado, amarrado de forma desalinhada. Da saia curta, a perna aparece coberta por meia-calça de renda preta, presa por liga.

Mesmo sendo mulher, é figura que faz a Yakumo não saber pra onde direcionar o olhar. Mulher com atmosfera tipo prostituta.

E ainda assim, na cintura, pendura clava de guerra desproporcional. Será impressão, mas parece emitir levemente luz alaranjada.

De alguma forma, tem atmosfera parecida com o homem de roupa de mergulho encontrado antes. Sem dúvida, essa mulher também deve ser "apóstolo do deus maligno", sente a Yakumo.

— Fuu… certo, apesar de trabalhoso, vamos ao trabalho, trabalho.

A mulher de máscara de ferro pega a maça na cintura, erguendo despreocupada em direção à espécie mutante. Golpe sem piedade.

A espécie mutante de pedra vai quebrar, previu a Yakumo, mas, ao contrário disso, a espécie mutante não quebrou. Amassou.

— Vem, vem, vem

A mulher golpeia ritmicamente a espécie mutante. Feito escultura de argila criada se desfazendo, a espécie mutante vai perdendo a forma.

Sendo golpeada repetidamente dos lados, de cima, de baixo, a Coisa que era espécie mutante vai virando simplesmente massa. E ainda, a cada golpe, vai ficando menor, e agora já tem só tamanho de bola de beisebol. Feito pressionada e comprimida de fora por algum poder.

A velocidade da maça batendo na bola de pedra parada no ar aumenta. Rastro de luz alaranjada iluminava o interior da fábrica abandonada.

E, correspondendo a isso, a bola de pedra que era cinza aos poucos ganha brilho, começando a reluzir dourado.

— Yo, ttto!

Erguendo bem alto, a mulher de máscara de ferro golpeia com força a maça, e, junto com som grande, "gaon!", deixando resto, a bola desaparece.

Não, não desapareceu. Vira algo tipo pó reluzente, "kirakira", caindo na base onde tá desenhado o círculo mágico. Algo tipo pó de ouro se espalha em cima do círculo mágico.

— Ara ra, só isso? De novo vou levar reclamação daquele Indigo.

Ignorando a mulher de máscara de ferro reclamando, "boya", os demônios usam habilmente pequena vassoura de asa, recolhendo esse pó.

— Aquele pó… não pode ser, será que aquilo é origem do remédio dourado? Não pode ser, feito do cadáver da espécie mutante…!

Mais que "feito", seria mais correto dizer "espremido", talvez.

Tentando ver melhor um pouco mais o interior, no instante em que a Yakumo coloca a mão no batente da janela, esse batente enferrujado e surrado, de repente, se solta da parede junto com tudo, começando a tombar pra dentro.

— ────!?

A Yakumo solta grito sem forma de voz, estendendo a mão por reflexo, mas não tem jeito. Com som estrondoso, o batente da janela tomba dentro da fábrica abandonada, recebendo atenção de todos ali dentro de uma vez. Sem mais janela nem batente, do outro lado, a Yakumo fica completamente visível.

A Yakumo tem certeza absoluta de que, agora mesmo, tá com cara bem tola.

— …Ahn? Quem é?

— N, não sou ninguém digna de me identificar!

Corando de vergonha, a Yakumo só consegue gritar isso com todo esforço.


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