Capítulo 513 – O Retorno para Casa, e o Castigo
— "Não sou ninguém digna de me identificar", hein… bom, também não tenho interesse no nome da senhorita mesmo. De qualquer forma, logo vai desaparecer.
Quando a mulher de máscara de ferro ri, "kusukusu", os demônios semi-mecânicos dentro da fábrica abandonada avançam contra a Yakumo.
A Yakumo, do lado de fora da janela quebrada, vira as costas, afastando-se da fábrica abandonada. Os demônios ultrapassam a janela, perseguindo.
— Mu!?
A poucos passos da fábrica abandonada, a Yakumo para o pé. Da frente também aparecem demônios parecidos.
『Gigi』
Soltando voz tipo rangido de máquina, os demônios da frente estendem a própria garra. Erguendo os dois braços virados garra afiada, avançam contra a Yakumo.
— Fu!
A Yakumo desembainha a espada favorita. A lâmina reluzente de cristal, ao passar de raspão, corta o corpo do demônio ao meio.
Restando só a metade inferior, a metade superior do demônio cai no chão. O corpo, parece ser de carne mesmo, e sangue azul mancha o chão em ruínas.
Sem sequer olhar de relance pro companheiro caído, a Yakumo corta em cheio, de ombro a ombro, o demônio seguinte que avança.
Essa espada de cristal, imbuída com mana do pai Touya, tem corte absoluto. Só arma feita do mesmo material cristalino consegue bloquear. Mesmo sendo demônio reforçado com mecanismo, não deveria conseguir defender.
…Deveria ser assim.
— !?
Por trás, a clava de guerra metálica laranja descendo é bloqueada pela espada de cristal da Yakumo.
— Ara? Estranho, hein. Não quebrar contra meu "Harowin"… espada bem robusta, hein.
— …Seu companheiro também disse algo parecido.
A Yakumo declara isso pra mulher de máscara de ferro que, sem perceber, tinha seguido, empurrando a clava de guerra pra fora.
— Companheiro? Quem seria, hein?
— Um cara de elmo redondo com machadinha azul.
— Aa, o Indigo, é. Hee, você lutou com ele? Se for isso, deixa eu brincar com você também!
A mulher de máscara de ferro desce de novo a clava de guerra. Não é velocidade impossível de acompanhar. A Yakumo ergue a espada de cristal, bloqueando de frente.
— Gu!?
O braço da Yakumo grita de dor. Golpe pesado diferente de antes. Não foi golpe com toda força de antes? De novo, empurrando pra fora.
— Vem, vem, vem, o que foi, hein?
— Nu, gu…!
A clava de guerra descendo consecutivamente fica mais pesada a cada golpe. Estranho. Isso, feito…!
No fundo da mente da Yakumo, surge a imagem da espécie mutante amassada, vista agora há pouco na fábrica abandonada.
A clava de guerra descendo reto, dessa vez, esquiva rolando pro lado. A clava de guerra descida no chão destrói a calçada de pedra, criando grande depressão.
— Essa clava de guerra… toda vez que desce, a massa aumenta, né? Ou, talvez, capaz de mudar o peso instantaneamente.
— Ararā, descobriu. Realmente, quem é você, garotinha?
A mulher de máscara de ferro direciona olhar investigativo. Aponta de novo pra Yakumo a clava de guerra brilhando laranja metálico.
A Yakumo percebeu a habilidade dessa clava de guerra porque parecia com o método de ataque da irmã. Mesmo assim, o ataque da irmã é ainda mais pesado.
Percebendo, ao redor, os demônios semi-mecânicos se aglomeram. Enfrentar simultaneamente essa quantidade e a mulher de máscara de ferro diante dela é rigoroso demais mesmo pra Yakumo.
Se for isso, só resta uma ação pra Yakumo.
— [Gate]
Embaixo dos pés, abre portal de teletransporte só do tamanho de passar uma pessoa, e, "suton", teletransporta caindo no chão daquele lugar. Frustrante, mas fugir também é uma estratégia. No instante de teletransportar, vendo a mulher de máscara de ferro arregalando os olhos surpresa, a Yakumo sente um pouco de alívio.
No destino do teletransporte, o Professor observava ao redor sem propósito. Do portal de teletransporte aparecido no ar, a Yakumo pousa no chão.
— Nooo!? O, o que é, garotinha!? Não me assusta assim!
Diante da Yakumo aparecendo caindo de repente, o Professor se assusta a ponto de perder as forças nas pernas. Enroscando o pé no entulho, prestes a cair, o cavaleiro golem escoltando o segura.
— Fui descoberta. Vamos fugir!
— O, ooh, entendido!
O Professor, entendendo rápido a situação, assente. Do lugar onde a Yakumo foi cercada até aqui, não fica tão longe assim. Logo, logo, os demônios também devem chegar aqui.
『Gigi』
Enquanto pensa isso, de fato, os demônios chegam. Batendo a asa de morcego, voam em nossa direção. Atrás deles, também dá pra ver a mulher de máscara de ferro.
Fugir é irritante, mas não precisa forçar em território inimigo. Sozinha, ainda vá lá, mas tem a companhia do Professor. "Dos trinta e seis estratagemas, fugir é o melhor" é palavra do pai (errado). Os outros trinta e cinco, não sei, no entanto.
— [Gate]!
Faz o Professor pular pro portal de teletransporte aberto, e os cavaleiros golem escoltando seguem atrás.
Feito não deixando escapar, o braço do demônio dispara feito bala, acompanhado de corrente, atacando a Yakumo.
Balançando a espada de cristal de lado, a Yakumo corta facilmente esse braço.
Mas, no instante seguinte, vendo a mulher de máscara de ferro atrás do demônio erguendo a clava de guerra brilhando laranja, a Yakumo pula com passo pra trás dentro do portal de teletransporte.
No lugar onde o portal de teletransporte desapareceu, com grande tremor de terra, "dogon!", algo invisível cai. A calçada de pedra afunda dramaticamente, entrando incontáveis rachaduras.
— …Deixei escapar, hein. Que pena. Será que vou levar bronca do Indigo por isso?
A mulher de máscara de ferro, Tanjerin, solta voz melancólica junto com suspiro.
Saindo do beco pra rua principal onde teletransportou com [Gate]. Dessa rua se estendendo da praça central onde tem a torre alta do relógio, dá pra ver claramente o castelo erguido no topo da colina.
Castelo com que a Yakumo tá familiarizada desde que nasceu… ou melhor, é a própria casa dela.
Observando esse castelo, a Yakumo solta suspiro melancólico.
— Voltei mesmo, hein…
Talvez tenha sido bom ou ruim pensar instintivamente no lugar mais seguro, mas a Yakumo teletransportou sem perceber pra cidade de Brunhild. O destino era o beco que costumava usar com as irmãs pra fugir do castelo escondido.
— Ooh, aqui é Brunhild mesmo, hein. Garotinha, o rei daqui e eu somos conhecidos, então tá seguro, viu.
— Sim, eu também conheço bem…
Diante do Professor falando animado, a Yakumo fica com sentimento indescritível.
Por ora, cumpriu o próprio objetivo de trazer informação sobre os apóstolos do deus maligno. Resta só ir encontrar os pais dessa era com tranquilidade, mas, tendo ficado tanto tempo sem contato, inevitavelmente hesita.
Guuu…, talvez pelo desânimo, até a barriga começa a doer de fome.
— Pensando bem, tô com fome. Ooh, naquela pousada parece dar pra comer. Vamos comer algo?
— Isso mesmo… ! Não, melhor evitar ali. Sinto que tem loja de aparência gostosa naquela direção. Ali, ali.
Apressada, a Yakumo empurra o Professor, "guiguii", pra outra direção.
O nome da pousada apontada pelo Professor era "Lua de Prata". Loja estatal apoiada pela família real de Brunhild. Por isso, até cavaleiro servindo o país costuma vir comer ali com frequência. Falando de segurança, não tem loja mais segura que essa.
Mas, pra Yakumo atual, é loja perigosa, sendo que os subordinados do pai podem estar presentes.
Se já estiver com procura por ela, sendo denunciada, o pai deveria vir voando na hora. E também a mãe…
Chegando a esse ponto, não tem intenção de fugir, mas a Yakumo queria um pouco mais de tempo pra organizar o coração.
Talvez porque em pânico, ela não percebeu. Que alguns gatos na frente da Lua de Prata observavam fixamente eles.
Alguns deles começam a se mover, seguindo a Yakumo e o pessoal, e um corre em direção ao castelo pra avisar o próprio chefe.
Por outro lado, nesse momento.
O trem mágico nos carregando para na Estação Pariston, primeira estação do Império de Rīfurīsu, recebendo aqui também recepção grandiosa. Por questão geográfica, do lado de Rīfurīsu, depois dessa Estação Pariston, vem a capital imperial Berun. Ou seja, é o ponto final.
Nossa pequena viagem também termina na próxima estação. No geral, o trem em si não parece ter problema. Se for assim, deve tá tudo bem mesmo.
Daqui em diante, deve se estender linha pra regiões locais dentro de Rīfurīsu e Belfast, respectivamente. Seria tipo linha regional de outro mundo, digamos.
Separado disso, também deve se estender eventualmente pra países vizinhos como Regulus, Misumido, Panashesu, aumentando o intercâmbio de pessoas e distribuição de mercadoria.
Acho que também vai aumentar gente viajando com objetivo turístico. Eventualmente, talvez surja até agência de turismo.
Como se lamentasse a chegada ao ponto final, a Yumina observa a paisagem vista pela janela.
— De Arefisu até Berun, cinco horas, é. Parece mentira que viagem de carruagem levava vários dias.
— Custa dinheiro, no entanto. Mas, como segurança é garantida, acho que pessoas ricas devem embarcar.
Embarcando no trem mágico, desaparece preocupação de ser atacado por bandido. Consegue chegar com segurança ao destino. Se começar a rodar vagão de carga, também fica possível transportar grande quantidade de bagagem.
Daqui em diante, o trem mágico deve virar essencial pra distribuição, provavelmente.
《Meu senhor》
— Nn? É o Kokuyō?
Enquanto imagino esse tipo de perspectiva futura, chega telepatia do Kokuyō, que deveria estar cuidando da casa no castelo. Será que aconteceu algo?
— O que foi? Aconteceu algo?
《Sim. Chegou aviso dos gatos subordinados, dizendo que garota parecida com a Vossa Excelência Yae apareceu na cidade do castelo…》
— Eh!?
Sem perceber, solto voz alta, chamando atenção de todo mundo ao redor. Ao lado, a Yumina, piscando rápido, pergunta.
— O, o que foi, Touya-san?
— Não, isso… chegou contato do Kokuyō, dizendo que criança parecida com a Yakumo apareceu na cidade do castelo…
— Quê, é, é verdade isso!?
"Gata!", a Yae se levanta. Todo mundo ao redor também para de conversar de repente, observando pra cá.
— Kokuyō, essa criança, onde tá agora?
《Não sei o local, mas parece que não tá indo em direção ao castelo. Os gatos tão seguindo, então eu tô indo pra lá agora também────》
Não tá indo em direção ao castelo? Não voltou pra casa?
A Yae se aproxima impaciente.
— M, marido! Precisa capturar rápido! Se não prender com certeza, talvez fuja, viu!
Não, não, não precisa falar assim tipo criminosa. É sua filha, viu?
Mesmo assim, a Yakumo consegue usar [Gate]. Não é impossível ela fugir mesmo.
— Certo, vamos até onde tá o Kokuyō com [Gate]. Depois, contato os gatos seguindo pra────
— Pe, pe, pera aí um pouco! Touya-dono, não, Príncipe-Rei sumir seria ruim! Em Berun, Sua Majestade o Imperador de Rīfurīsu tá esperando, oras!
Quem freia a nós apressados é Sua Excelência Duque Orutorinde.
É mesmo. De algum jeito considerei relaxado, mas isso é evento oficial provisoriamente.
Droga, justamente numa hora dessas!
Só Sua Majestade o Imperador, talvez desse pra resolver de algum jeito, mas, dessa vez, os principais ministros de Rīfurīsu também tão vindo. Sumir o rei de um país convidado, com certeza, seria ruim, entendo isso.
— P, por ora, será que a Yae-san sozinha, ao menos, poderia voltar pra Brunhild? Sendo rainha, acho que não tem tanto problema mesmo sem todo mundo reunido…
A Rinze pergunta timidamente pro Duque Orutorinde. O duque, "mumumu", pensa profundamente, mas,
— Bom, se o Príncipe-Rei tiver presente… explicando pro lado de Rīfurīsu que uma passou mal e voltou, não deveria ter problema… acho.
— Se for isso! Marido, tô com mal-estar, então vou voltar antes!
A Yae grita com tom bem claro, impossível de imaginar mal-estar.
Nu nu, eu também queria ir junto, mas, nessa situação, mesmo assim, é impossível mesmo, hein…
— Papai, eu vou junto. Já é hora de finalmente capturar a irmã Yakumo mesmo.
Talvez por senso de responsabilidade da segunda filha na ausência da primeira, a Furei se oferece assim. Se a Furei for junto com a Yae, deve tá tranquilo, talvez.
— Entendido. …A Yae também, se acalma e mantém a calma, viu.
— Este servo tá calmo. Calmo mesmo, isso.
A Yae fala isso, dando impressão de efeito sonoro tipo "sowasowa, uzuuzu". Tudo bem, né?
Abrindo [Gate] pro portão do castelo de Brunhild onde o Kokuyō espera, a Yae, mal podendo esperar, salta com força. A Furei também segue atrás, "hyoi".
— Será que tá tudo bem, hein…
Carregando sentimento de ansiedade, o trem nos carregando se dirige pra capital imperial de Rīfurīsu, Berun.
Separada do Professor, a Yakumo vagava sem rumo pela cidade do castelo de Brunhild.
O Professor, dizendo que vai cumprimentar conhecido técnico golem… provavelmente a técnica Eruka, se dirige até o castelo, então a Yakumo decide agir separada.
Originalmente, deveria ir junto, mas, chegando até aqui, a Yakumo ainda hesitava em ir até o castelo.
— Chegando a este ponto, mesmo assim… deveria ter pedido permissão da mãe antes de sair pra viagem de treino, talvez…
Dando suspiro grande, a Yakumo caminha sem destino pela cidade. Mesmo sendo paisagem urbana do passado, é cidade que conhece desde que nasceu. Não vai se perder.
Certo, o que fazer daqui em diante, pensando de novo, dando suspiro, diante da Yakumo, uma sombra bloqueia o caminho.
Erguendo o rosto abaixado, ali tinha rosto familiar.
Mais jovem que o rosto que lembra, mas, sem dúvida, era a figura da própria mãe, Yae.
— Achei, sua fugitiva de casa…!
— I, i, iya, m, mãe… eu não fugi de casa, na verdade…
Diante da Yae encarando sem expressão, a Yakumo recua um passo, hesitante.
Diante da pressão silenciosa emanada pela mãe, a Yakumo fica intimidada. A Yakumo, virando aventureira rank ouro, acha que ficou razoavelmente forte, mas não sente nem um pingo de chance de vencer a mãe Yae.
— Onde exatamente você tava vagando até agora, afinal…?
— A, aquele, isso, m, mãe, isso tem um motivo…
A Yakumo fica incapaz de se mover, feito sapo diante da cobra. A raiva da mãe é tanto assim, sentindo as pernas tremerem.
Por um instante, pensamento de fugir com [Gate] passa pela mente, mas fazer isso seria jogar lenha na fogueira.
Chegando a esse ponto, só resta se decidir e receber a raiva da mãe, pensa a Yakumo, fechando os olhos, mas, no instante seguinte, é abraçada com força pela Yae.
— E, eh, isso, mãe…?
— Sua filha idiota…! Quanto que fiquei preocupada…!
Mesmo sendo aventureira rank ouro, sendo filha de só onze anos viajando sozinha por vários países, é impossível não se preocupar.
A Yae não tem memória de ter passado tempo com a Yakumo como mãe, mas, abraçando essa filha, tem certeza absoluta de que ela é filha dela, existência preciosa.
— Finalmente, consegui encontrar, hein…
— Mãe… i, isso, d, desc…
— Kufufu, a irmã Yakumo tá envergonhada, sabe.
— Naa!? Fu, Furei!?
Aparecendo de repente por trás da Yae, era a irmã logo abaixo, a Furei. Aos pés, também dá pra ver a figura do Kokuyō, o beast invocado do pai.
Mesmo pra Yakumo, ser vista pela irmã abraçada pela mãe é vergonhoso. Se debatendo, tenta se afastar, mas a Yae abraça firme, sem soltar.
— M, mãe! Já já, solta, por favor…!
— …Preocupando todo mundo, a Yakumo é criança má, sabe.
— Eh?
Diante da Yae com tom de fala mudado de repente, o rosto da Yakumo escurece levemente. O braço da Yae abraçando entra força, apertando ainda mais.
— Espe, m, mãe? A força tá um pouco forte demais, não é…! Aiaiaiai!
— …Criança má precisa receber castigo, né?
Ouvindo a voz baixa da mãe, a Yakumo sente todo o sangue fugir do rosto, "saa". Essa voz, já ouviu muitas vezes quando pequena.
Quando não voltava pro castelo no horário combinado.
Quando mentia disfarçando algum fracasso.
Quando fazia birra incomodando todo mundo do castelo.
O castigo recebido sempre era o mesmo.
— Iyaa!? Pe, mãe!? Por favor, aquilo não, por favor! Aquilo não vaaaaa!
A Yakumo se debate ainda mais nos braços da Yae. Mas o braço da Yae, prendendo firme a filha, não se abala nem um pouco.
— Fu, Furei! Socorro!
Deixando de lado a dignidade de irmã mais velha, a Yakumo pede socorro à irmã logo abaixo.
A Furei sorri, "nikkori", pra irmã com olhos cheios de lágrima.
— Irmã Yakumo. Desistir na última hora é feio, viu.
— Iyaaaaaaaaaaaa!?
— Certo, vamos voltar pro castelo, hein. O castigo, depois disso, com bastante calma…
— Hiii!? P, pai! Me ajuda, por favor!
Finalmente, a Yakumo pede socorro ao pai ausente ali. Por um instante, o Kokuyō pensa em transmitir isso por telepatia pro próprio senhor, mas desiste diante do sorriso da Yae direcionado junto com pressão intimidante. Nem o Kokuyō quer atrair desgraça.
Colocando a filha no ombro, "hyoi", a Yae começa a voltar pro caminho do castelo com disposição.
A filha colocada no ombro, por sua vez, era atormentada por sentimento de desespero.
— Gu, gu~…
— Todo mundo, bem-vindos de volta, sabe.
— Ah, uhum…
Contendo o sentimento apressado, terminando de algum jeito a cerimônia em Rīfurīsu, voltamos direto com [Gate] pra Brunhild.
Ao pisar na sala de estar, o que vimos foi a Yae nos recebendo sorrindo, "nikoyaka", e, deitada de bruços no sofá, gemendo, provavelmente a Yakumo, e a Furei aplicando bolsa de gelo na bunda dela.
Parece que a Yakumo foi condenada ao castigo de bater na bunda. A Yae é rigorosa mesmo, hein…
— O que foi isso, afinal…
— Um pouco de castigo pra filha fugitiva de casa.
Diante da resposta da Yae, chega pequena contestação, "com certeza não foi pouco, viu~…", mas a Yae, sem nem se virar, ignora completamente. Que será, sorriso assustador, hein…
— Yakumo
— S, sim!
Diante do chamado da Yae, "bikun!", assustada, a Yakumo, cambaleante, senta em posição ajoelhada no sofá. Talvez doa a bunda batida, ergue levemente o quadril.
— Todo mundo, dessa vez, causei preocupação, sinto muito mesmo…
Ajoelhada assim mesmo, curva a cabeça, "pekori", a Yakumo. Não, não, não precisa fazer tanto assim!
Quando aplico magia de recuperação na Yakumo segurando a bunda, a dor parece desaparecer, e o rosto ganha um pouco mais de cor.
— Tá bem?
— Fuu… obrigado, senh… muito obrigada, pai.
Talvez por vergonha, a Yakumo agradece desviando o rosto.
Igual às outras crianças, a Yakumo também é bem parecida com a mãe, Yae. Criança de aparência séria. Séria demais, talvez seja tipo levemente inflexível.
De qualquer forma, que bom que tá segura. Com isso, sétima. Faltam mais duas. O único filho homem e a filha caçula, sob que céu estarão, afinal.